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nov11

Tortura em nome da ciência (Parte 70)

De 22 de outubro passado até hoje, obtive 22 notícias envolvendo exploração de animais para fins científicos. Abaixo um pouco do que a vivissecção inflige a animais que não podem escolher estar ou não ali tampouco aceitar ou recusar participar de experimentos.

O que para nós é esperança de cura e tratamento para doenças incuráveis e/ou crônicas, para os tantos camundongos, ratos, cães, coelhos etc. é privação de liberdade; é dor, sofrimento e morte precoce; é submissão a experimentos roleta-russa, que tanto podem livrá-los dos males induzidos pelos cientistas como causar-lhe efeitos colaterais excruciantes e fatais.

P.S: a partir de hoje, os posts da sequência Tortura em nome da ciência serão quinzenais e terão no máximo 15 notícias. Primeiro para não ser muito cansativa a coleta de notícias vivisseccionistas. Segundo porque, por mais numerosas que sejam as notícias que eu trago aqui, há sempre um número indeterminadamente maior de experimentos em andamento, e assim sendo penso que não é necessária uma grande quantidade de matérias para ilustrar como a vivissecção é violenta, bastando deixar aqui uma amostra suficientemente grande de notícias que denunciam essa violência.

 

1. Alimentação deficiente causa imunodeficiência em camundongos

Pesquisadores de duas universidades inglesas obrigaram camundongos saudáveis a uma dieta pobre em vegetais verdes (como couve, acelga e brócolis). Em quase 80% dos animais, as células do sistema imunológico teriam desaparecido por causa dessa alimentação, tornando as vítimas extremamente suscetíveis a doenças fatais. Não se diz na notícia se algum camundongo sofreu alguma doença por causa da imunodeficiência que se adquiriu.

 

2. Obesidade e diabetes tipo 2 induzidos em roedores

Aprisionados em gaiolas individuais, ratos e camundongos foram forçados a uma alimentação nada saudável, rica em gordura saturada, e por isso se tornaram obesos e diabéticos. A intenção foi testar os efeitos do azeite e do óleo de linhaça no tratamento ou alívio dessas doenças.

 

3. Dor, inflamação e câncer contra camundongos

A planta sucupira foi testada em camundongos, nos quais foram causados dor, inflamação e câncer para que se testasse os efeito da erva. A reportagem não deu mais detalhes sobre a experiência.

 

4. Câncer de ovário injetado em camundongos

Testes indeterminados em camundongos injetaram células de ovário com câncer em camundongos saudáveis. O câncer recém-contraído demorou apenas vinte minutos para encontrar as gorduras abdominais dos animais

 

5. Relato sobre tortura de camundongos com alimentos transgênicos

A bióloga e socióloga Magda Zanoni relatou em palestra contra o uso de agrotóxicos:

Um pesquisador que conheço trabalhou durante cinco meses em testes com camundongos alimentados com transgênicos. Nesse tempo, constatou aumento no volume do fígado, do pâncreas, redução das hemáceas e complicações renais. Esse mesmo tipo de teste em camundongos é realizado pela Monsanto em apenas 11 dias.

 

6. Cirrose hepática contra ratos

Cientistas chineses conseguiram sintetizar albumina humana a partir do arroz. Mas, por outro lado, essa albumina foi testada em ratos que tiveram induzida cirrose hepática – e sofreram por vários dias ou semanas as agruras dessa doença.

 

7. Forçando álcool e causando úlceras a ratos

Pesquisadores de vários países europeus estudaram o efeito do morango no estômago de ratos consumidores (sic) de bebidas alcoólicas. Forçaram às vítimas ingestão de álcool etílico, o que causou úlceras nos seus estômagos. O grupo que tinha comido extrato de morango por dez dias seguidos antes da forçação de álcool teve menos lesões no estômago, enquanto o grupo controle sofreu integralmente as dores e prejuízos dos ferimentos estomacais.

 

8. Nem ratinhos fetos ou recém-nascidos escapam da exploração

Testando o medicamento hormonal Exendin-4, vivisseccionistas induziram problemas no crescimento de fetos de ratos e, poucos instantes depois de nascidos, esses ratinhos tiveram injetada a referida droga, o que lhes impediu de desenvolver diabetes 2 ao se tornarem adultos. Nem ratinhos muito pequenos, nem mesmo fetos, são poupados pela vivissecção nos testes de medicamentos e na indução de doenças e outros problemas.

 

9. Câncer de mama metastásico contra ratas

Cientistas inseriram tecidos de pacientes com câncer de mama diretamente nas glândulas mamárias de ratas. O câncer se espalhou nos animais da mesma forma que se espalha em humanos – tecidos de pacientes humanos cujo câncer havia se espalhado para o pulmão também atingiram os pulmões dos ratos que receberam a inserção de tecido doente. E a intenção nem era testar tratamentos ou curas, o que torna ainda mais crônico o sofrimento dos animais enquanto viveram com o câncer que lhes foi enxertado.

 

10. Experimento contra disfunção erétil irá causar diabetes em ratos e destruir suas medulas ósseas

Foi anunciado que um grupo de vivisseccionistas portugueses irá fazer uma experiência cruel em ratos, para estudar a prevenção da disfunção erétil:

Os investigadores vão usar ratos de laboratório diabéticos, aos quais vão destruir a medula óssea. Depois vão transplantar células da medula óssea das suas irmãs e vão verificar se estas células regeneraram o tecido dos vasos do pénis nos ratos diabéticos.

Numa segunda fase do estudo, a mesma equipa pretende avaliar se certos medicamentos utilizados para tratar a disfunção eréctil melhoram a função vascular do pénis diabético.

 

11. Torturando e matando ratos com privação de sono ou comida

Tanto dizem sobre os vivisseccionistas supostamente tratarem suas vítimas com “responsabilidade, ética e respeito”, mas certas experiências desmontam esse papo furado e expõem a experimentação animal como algo intrinsecamente cruel e assassino. Foi o caso de uma pesquisa, realizada em país e universidade indeterminados pela reportagem: forçou um grupo de ratos à privação de sono, podendo eles apenas comer e beber, e privou outro de alimentação, permitindo-lhes apenas beber água e dormir. Os animais do primeiro grupo morreram em 21 dias, enquanto os do outro morreram em 20 dias, certamente com muito sofrimento ao longo desse período de definhamento.

 

12. Mais uma experiência que causa Alzheimer em ratos

Por meio de técnicas de engenharia genética, os cientistas reproduziram a doença [de Alzheimer] em ratos e observaram como ocorre a inflamação [do cérebro por causa da doença], um processo relacionado à produção de um tipo de proteína citotóxica – denominada citoquinas -, que acaba sendo prejudicial para o cérebro no longo prazo.

 

13. Maconha em ratos lhes causou caos entre os hemisférios cerebrais

Neurocientistas da Universidade de Bristol forçaram a ratos um composto à base de maconha e os prendeu em um labirinto. Sofrendo um sério problema de interação entre os hemisférios cerebrais por causa da erva, “os ratos se mostraram desorientados e eram incapazes de tomar decisões adequadas”.

 

14. Bombardeando radiação ultravioleta contra ratos

Vivisseccionistas “expuseram dois grupos de ratos à radiação UV _às quatro da manhã e às quatro da tarde, nos momentos de mínima e máxima atividade de regeneração do DNA celular, respectivamente. Aqueles expostos quando a atividade de regeneração estava no nível mínimo, pela manhã, tiveram um risco cinco vezes maior de desenvolver tumores de pele.”

 

15. Ratos forçados a uma dieta rica em colesterol contraem aterosclerose

Estudo forçou a ratos uma dieta rica em colesterol, causando-lhes aterosclerose (entupimento de artérias). Para tratar a doença de apenas metade dos animais (a outra metade ficou no grupo controle), foi-lhes concedido suco de melancia no lugar da água por oito semanas, o que diminuiu os efeitos das lesões causadas pela aterosclerose – o grupo controle continuou sofrendo integralmente as consequências da doença.

 

16. Células de câncer de mama injetadas em ratos

Células do câncer de mama triplo negativo foram injetadas em ratos, para que fosse testado um tratamento com o vírus de herpes NV1066, desaparecendo o tumor em vinte dias.

 

17. Dexametasona administrada a ratas grávidas causam hiperatividade e vício nos filhotes

Em experiência na portuguesa Universidade do Minho, foi injetada em ratas grávidas a droga dexametasona, e seus filhotes nasceram com hiperatividade e também com comportamentos que expressavam vício na dexametasona, em morfina e em álcool.

 

18. Falta de receptor de estrógeno alfa causa diabetes e doenças cardíacas em ratas

[…] ratos do sexo feminino em falta do receptor de estrogénio alfa, molécula que envia sinais da hormona para os neurónios, em determinadas partes do cérebro tornaram-se obesos e desenvolveram doenças como diabetes e doenças cardíacas.

Não foi dito na notícia, porém, como foi causada essa falta, se por alguma droga, por transgenia ou por algum outro fator.

 

19. Tumores humanos inseridos no corpo de ratos

Uma experiência infectou ratos com linfoma folicular de forma humana, para que fosse testada a proteína EPHA7 no tratamento da doença. A proteína funcionou, mas não foi dito por quantos dias o câncer ficou alojado nos animais.

 

20. Antidepressivos em ratinhos fetos ou recém-nascidos lhes causam anormalidades cerebrais e autismo

Ratinhos foram expostos a antidepressivos antes e depois do nascimento e acabaram contraindo anomalias no cérebro e comportamentos análogos ao autismo. Os ratinhos “se tornaram excessivamente temerosos quando se confrontavam com situações novas e não conseguiam agir normalmente com os outros roedores”. E os problemas cerebrais persistiram até a idade adulta. “Os ratos masculinos, especificamente, sentiam muito medo quando ouviam sons estranhos. Eles também se recusavam a explorar o ambiente na presença de objetos ou odores desconhecidos.”

 

21. Explorando cães e ovelhas com artérias (uma delas extraída de porcos vivos)

Pesquisadores brasileiros estão implantando próteses de artéria criadas a partir da cana-de-açúcar em cães e implantando em ovelhas artérias extraídas de porcos vivos e remodeladas. Os porcos têm a artéria retirada ainda vivos, minutos antes de serem abatidos. Os cães e as ovelhas estão sendo observados – os cães são observados durante seis meses e avaliados continuamente, e as ovelhas recebem observação durante pelo menos oito dias.

 

22. Nobel de Medicina criou camundongo com sintomas análogos à esquizofrenia para testar medicamentos nele

Eric Kandel, vencedor do Nobel de Medicina de 2000, criou um camundongo cujo cérebro tem problemas que induzem a sintomas análogos à esquizofrenia: “Nós obtivemos então camundongos que claramente têm problemas de memória de curto prazo e em funções cognitivas. Os mesmos roedores têm dificuldade de interação social e baixa motivação.”

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