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Homofobia, machismo e elitismo: a Idade Média das brincadeiras futebolísticas

Exemplo de piadinha preconceituosa com time adversário

Homofobia, machismo, elitismo – só não tanto racismo e xenofobia porque já são crimes. Essa é uma parte das provocações futebolísticas trocadas entre torcedores de times rivais hoje em dia. O fato é que ainda estamos na Idade Média das brincadeiras futebolísticas, em que se usa o preconceito como instrumento de fazer piada com os times dos outros.

É de se perguntar: até quando os torcedores continuarão usando a homossexualidade e a feminilidade (ex.: bambis, barbies, meninas etc.) e a desigualdade socioeconômica (ex.: sarnentos, banguelas etc.) como meios de desqualificar os adeptos dos times adversários, tratando aquelæ que não é homem, heterossexual e endinheirado como um ser inferior digno de risadas por sua condição não dominante?

Se ser um torcedor requeresse necessariamente fazer piadinhas desse tipo, ofendendo mulheres, gays e pobres, eu preferiria não torcer mais para nenhum time. Mas felizmente é possível torcer para um time e zoar os rivais sem ser preconceituoso.

 

P.S: Este post também serve como autocrítica. Não é de meu costume usar piadas homofóbicas e elitistas, mas já fiz piadas no passado recente chamando o Santa Cruz de sarna, sem saber que o apelido “sarna” surgiu do fato de muitos torcedores do time serem pobres, “logo, sarnentos”, e o Náutico de Barbie, mesmo sem intenção de brincar com a orientação afetiva de outrem. Começo dando eu o exemplo, me comprometendo a não mais usar apelidos como “sarna” e “Barbie” para apelidar os times adversários do Recife e a usar apenas aspectos futebolísticos (como as tantas derrotas em campo, a falta de títulos nacionais e o apego a títulos de importância questionável a nível supraestadual) como pretexto para tirar onda com os torcedores de outros times (torço pelo Sport).

imagrs

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Rodrigo Balbino

janeiro 9 2012 Responder

Concordo. Um torcedor zoar com outro por falta de vitórias ou títulos importantes é válido…mas usar racismo, homofobia e ostentação para caçoar do adversário é crime. Sou torcedor do Clube Náutico Capibaribe

Em tempo: o termo pejorativo “barbie” foi criado e incentivado pelo Sr. Robert Mocock, do site “SportNet” dedicado ao Sport Clube do Recife

Bárbara de Almeida

dezembro 12 2011 Responder

Verdade,Robson.

Eu também fazia isso, vou me controlar mais :x

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