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dez11

Pedigree canino: seleção artificial com fins lucrativos gera cães propensos a problemas de saúde

Todo bom defensor dos Direitos Animais sabe que a exploração animal tem efeitos muito perniciosos em todos os sentidos. Isso se comprova quando olhamos a fatídica história dos cães “de raça”, cuja seleção genética foi propositada por interesses utilitários, incluídos neles os econômicos.

Reportagem da Folha.com denuncia: a seleção artificial levou à criação (sic) de raças altamente propensas a problemas de saúde. Por exemplo, os dachsunds (que era a raça da minha falecida Leide) são predispostos a hérnia de disco e outros problemas de coluna (que Leide de fato sofreu), as raças de focinho curto – como buldogue, pug e pequinês – têm dificuldade para respirar, os boxer e rottweiler são propensos ao câncer em qualquer parte do corpo.

Na reportagem podemos ver claramente como os criadores, tão rigorosos nos seus padrões de pedigree, veem os cães que criam: como objetos valiosos que devem sair de fábrica do jeito que a clientela deseja, com características desejadas pelos fregueses os quais tratam esses animais como mercadorias.

Esse problema só será solucionado de verdade quando a cultura de tratar animais não humanos como mercadoria for erradicada. Aí não haverá mais nenhum padrão de pedigree a se zelar, nenhum parâmetro físico a ser estabelecido para cada raça, já que os cães e gatos deixarão de ser tratados como objetos vendáveis e a adoção, ao contrário do comércio de vidas, não faz acepção nenhuma de raça nem é permeada por interesses que não os dos próprios animais não humanos.

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