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Tortura em nome da ciência (Parte 73)

De quinze em quinze dias, mais torturas contra animais em nome da ciência são revelados aqui no Consciencia.blog.br sob o ponto de vista do abolicionismo animal. Mais exemplos de motivos para ser contra o uso científico de animais não humanos, que não podem escolher entre aceitar ou recusar a participação nessas pesquisas e mesmo assim são explorados, perpetuamente privados de sua liberdade e torturados desde com experiências dolorosas até experimentos roleta-russa – que tanto podem dar certo como podem fracassar miseravelmente e causar sofrimento excruciante e morte das cobaias.

Abaixo estão quinze razões para se refletir sobre se é válido os fins justificarem os meios e assim ser empreendida toda uma violência em nome de um questionável benefício à humanidade.

 

1. Ratos e coelhos explorados em teste de ossos reconstruídos

Uma tecnologia de reconstrução de ossos com o uso de uma “impressora 3D” é uma boa promessa para a ortopedia. Mas ela vem com um alto custo: a integridade física de ratos e coelhos, que foram explorados nos testes dos ossos reconstruídos pela “impressora 3D”. A reportagem não fala como foi a exploração, mas é possível imaginar a quebra dos ossos desses animais para o implante de trechos reconstruídos.

 

2. Teste de vacina contra ebola mata ratos e ameaça primatas

Os testes de uma vacina contra o vírus do ebola, na Universidade Estadual do Arizona, estão tocando o terror em ratos. A substância imunoestimulante foi injetada em dez ratos, que foram em seguida infectados propositalmente com o insidioso vírus. Oito deles sobreviveram, e dois vacinados morreram. E teve um grupo controle que recebeu as injeções, no qual todos os animais morreram – dedutivelmente com muito sofrimento. Agora os cientistas estão ameaçando estender os testes a primatas, que deverão sofrer e morrer tanto quanto os ratos.

 

3. Glaucoma contra camundongos

Vivisseccionistas fizeram nascer camundongos transgênicos desprovidos de um gene chamado FoxC1, responsável por manter a transparência das córneas, nos olhos. Os animais acabaram desenvolvendo vasos sanguíneos em suas córneas e, por isso, ficando cegos. Os camundongos ainda estão vivos, e os seus exploradores querem descobrir uma forma de lhes injetar a proteína produzida pelo FoxC1.

 

4. Infectando camundongos com parasitas ou vírus

Recentemente foi feita uma pesquisa, não vivisseccionista, sobre a influência de doenças sexualmente transmissíveis nos homens – de modo que mulheres cheirassem seu suor. Nada de errado até aí, mas a notícia acabou maculada pelo seguinte parágrafo:

Estudos anteriores com animais descobriram que infectar os camundongos com parasitas ou vírus reduz a atratividade de seu cheiro para as fêmeas. Essas pesquisas chamam a atenção para o papel crucial do sistema imunológico na modulação da atratividade do odor resultante de uma infecção.

 

5. Mais câncer contra camundongos para testar vacina

Uma vacina que usa a força do sistema imunológico para combater cânceres foi desenvolvida e está em fase de testes. Como era de se esperar, foi testada em camundongos, que haviam sido induzidos ao câncer. Não foram dados mais detalhes sobre o teste da vacina nos animais, o que dá margem à especulação imaginativa sobre como os animais sofreram no experimento.

 

6. Camundongos transgênicos “programados” para sofrer esclerose múltipla

Camundongos transgênicos foram dados à luz “programados” para sofrer de esclerose múltipla, doença que causa fraqueza muscular, problemas de visão e paralisia. E sofreram, obviamente. O tratamento testado, com o estímulo da produção da proteína interferon-B, aliviou os sintomas, diminuindo a fraqueza das caudas dos animais e a paralisia, mas eles não foram curados.

 

7. Distrofia muscular de Duchenne atormenta camundongos transgênicos

Uma pesquisa vivisseccionista brasileira fez camundongos transgênicos nascerem com a distrofia muscular de Duchenne, que provoca fibrose nos músuclos e lesões induzidas por atividade contrátil (o tecido muscular degenera-se e os buracos são preenchidos com tecido fibroso, bastando mexer os músculos que acontecem lesões) e pode evoluir à atrofia muscular. A intenção foi testar uma terapia baseada em células-tronco para a melhora da distrofia.

 

8. Diabetes e câncer ao mesmo tempo contra camundongos

Se induzir uma doença em cobaias já é cruel, duas doenças ao mesmo tempo é cruel ao quadrado. Camundongos foram induzidos a dois males simultâneos: diabetes e câncer. Sendo tratados com a droga cisplatina, os diabéticos tiveram em seus corpos menos efeitos do que os não diabéticos. Os camundongos duplamente doentes tiveram uma sobrevida muito inferior àqueles que tiveram “apenas” o tumor, deixando a deduzir que os animais sofreram até a morte.

 

9. Vivissectores dão medo em camundongos mediante o toque de alguns sons

Vivisseccionistas sabem que ratos e camundongos podem sentir medo, mas parecem ser cruéis demais para respeitar isso e poupar os animais de tal desagrado. Pois um instituto de pesquisa biomédica explorou o medo desses animais usando certos sons:

Durante o trabalho no Instituto Friedrich Miescher de Pesquisa Biomédica, o especialista fez camundongos se sentirem incomodados toda vez que determinado som era emitido. Enquanto “aprendiam” a ter medo, os animais tinham seus neurônios monitorados pelos pesquisadores.

 

10. A crueldade contra os ratos-toupeiras-pelados começou: estão jogando ácido neles para testar sua dorência

Há alguns meses eu coloquei aqui que os vivisseccionistas estavam afins de começar a torturar ratos-toupeiras-pelados. Pois começaram já. Numa radical experiência do tipo roleta-russa, aplicaram um ácido não identificado na pele de alguns desses animais, para no final descobrir que estes são imunes à dor causada pelo ácido, embora nada se tenha falado na notícia sobre a possível corrosão cutânea causada.

 

11. Ratos têm empatia. Mas como se descobriu isso? Explorando-os com aprisionamento!

Esse experimento certamente não foi desejado por nenhum defensor animal, mesmo aqueles que adoram ver descobertas relacionadas aos sentimentos e às habilidades sociais dos animais não humanos. Trata-se de um estudo que explorou dois ratos, aprisionando-se um numa armadilha que só podia ser aberta pelo lado de fora. O outro rato, que podia se locomover “livremente” pela gaiola – porque vivissecção não existe sem a privação da liberdade das cobaias -, ficou literalmente aperreado até que conseguiu descobrir um meio para soltá-lo.

 

12. Injetando neurônios humanos doentes com Alzheimer nos cérebros de ratos

Descobriu-se que o Mal de Alzheimer pode ser resultado de uma infecção transmissível explorando-se ratos e induzindo-lhes à doença. Foram-lhes injetados no cérebro pedaços de tecido nervoso humano extraídos de pacientes com Alzheimer. O resultado foi que os ratos acabaram contraindo a doença. E para deixar tudo ainda mais patético, a notícia afirma que “as novas descobertas são muito preliminares e ainda não ficou claro se esse mesmo processo pode acontecer em pessoas”.

 

13. Câncer contra ratos para testar tratamento radioativo

Ratos foram induzidos a variados tipos de câncer (deduz-se que foi um tipo por grupo de animais): pulmão, pâncreas, colo, seio, cérebro etc. Um conjunto deles foi submetido a um tratamento à base de emissão de raios alfa por um microimplante, enquanto o segundo conjunto teve seus tumores removidos por cirurgia. Metade dos camundongos tratados com a radiação tiveram o tumor extirpado e não mais reincidido – enquanto a outra metade ainda teve reincidência de câncer. Já todos os animais tratados com cirurgia tiveram tumores reincidentes.

 

14. Diabetes tipo 1 contra ratos

Ratos foram induzidos ao diabetes tipo 1, que consiste na desabilitação da produção de insulina. A intenção foi testar os efeitos dos exercícios físicos em ratos diabéticos. Metade dos ratos doentes foi mantida sedentária, sofrendo integralmente com a doença. Nenhum rato diabético recebeu insulina durante o experimento.

 

15. Ratos foram viciados com cocaína

Para o teste da chamada terapia optogenética, ratos foram viciados em cocaína e manifestaram comportamento de nervosismo. A optogenética diminuiu os efeitos de “sensação de energia” por interferir nas sinapses cerebrais dos animais. Isso, porém, funcionou apenas em animais que haviam sido drogados pouco tempo antes. Não funcionou em ratos que haviam sido forçados ao consumo da droga há mais tempo.

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Paulo Vitor

setembro 25 2014 Responder

Enquanto não existir formas de se produzir remédios que curem pessoas sem precisar usar animais, eu sou a favor de usar animais sim, nós temos que priorizar a vida humana.

andre

setembro 29 2012 Responder

Concordo que muitas pesquisas “maltram” animais porem não podemos esquecer que nossa sobrevivencia depende disso. Pode se fazer uma analogia com uma onça caçando uma paca. A paca vai sofrer nas patas e dentes da onça, mas se isso não acontecer talvez as duas especies deixaria de existir. O grande problema hoje é que o ser humano nao tem um predador limitador das nossas populações e isso inevitavelmente levam a necessidade de maltratos a esses animais para nossa sobrevivencia. Cada vez mais vao existido novas doença e isso leva ao uso desses animais em pesquisas.

    Paulo Vitor

    setembro 25 2014 Responder

    Graças a Deus que não existem predadores para os serres humanos.

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