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Homofobia, machismo e elitismo: a Idade Média das brincadeiras futebolísticas (Parte 2)

Em dezembro passado comentei uma piadinha homofóbica (entre tantas outras ao longo dos anos) que fizeram com o Náutico. Pois o fato de o jogo Sport X Petrolina ter sido realizado nos Aflitos acabou sendo o pretexto para mais uma gracinha do tipo (me desculpem quem tem a opinião de que não deveríamos estar divulgando esse tipo de coisa):

Sou torcedor do Sport, “mas” não gosto nem um pouco quando as brincadeiras saem dos resultados, vantagens e desvantagens de cada time e títulos (ou falta deles) e partem para o preconceito contra minorias que hoje são violentamente oprimidas, até mesmo com assassinatos.

Sei que é impossível neste exato momento interromper instantaneamente todas as brincadeirinhas homofóbicas, mas fica mais um apelo pelo respeito no futebol. E daí se, digamos, um time tenha um percentual maior de torcedoræs homossexuais que o outro? Isso faz desse time pior que os outros? Mais perdedor? Com jogadores menos habilidosos? Dotado de menos títulos em função disso?

Futebol sim, preconceito não!

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Alex Rodrigues

janeiro 24 2012 Responder

Uma ótima reflexão, Robson.

Há alguns meses atrás, acabei me afastando de colegas meus do passado com os quais mantinha contato por um grupo de emails exatamente por levantar esse tipo de reflexão que vc propõe neste post. De uma forma bem natural passei a não mais me sentir à vontade em um meio em que esse tipo de “brincadeira” é feita constantemente, paralelamente a dezenas de notícias de agressões e morte de homossexuais.

Uma pena que as pessoas não percebam que, no fundo, a raiz desse tipo de “piada” é o mesmo preconceito que move alguns agressores.

Abraço

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