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jan12

Intolerância religiosa fomentada por igreja em comunidade humilde do Recife

Para abrir o ano (antes do dia 20, excepcionalmente), trago uma foto tirada por mim hoje em uma casa que provavelmente serve de igreja, na comunidade Cafesópolis, no bairro da Imbiribeira no Recife:

Ou seja, para quem escreveu (e quem mandou escrever) essa mensagem na parede, a violência existe porque existem pessoas que não acreditam em Jesus enquanto deus.

Um caso claro de intolerância religiosa, de não se aceitar nem respeitar que outras pessoas não acreditem em Jesus/Deus/mitologia cristã.

Aos leitoræs que também se indignaram, peço que me sugiram o que se pode fazer nesse sentido, em termos de denunciar à Justiça esse tipo de intolerância fanática contra crenças não cristãs.

 

As postagens regulares voltam próximo dia 20, mas isso não impede que posts ocasionais apareçam por aqui.

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8 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Hélio Bandeira

agosto 27 2012 Responder

“A única profecia que Jesus falou e se cumpriu foi esta:não cuideis que vim trazer a paz à terra;não vim trazer paz,mas espada.Mt10.34” Robert G. Ingersoll 1833-1899.Vamos aos fatos,disse Jesus:”E eu quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”Jo12.32
Esta profecia se cumpriu de maneira tal,que até seu nascimento virou um divisor de eras.E o seu aniversário é lembrado no mundo todo.
Vamos ver outra,disse Jesus:”porque muitos virão em meu nome,dizendo eu sou o Cristo;e enganarão a muitos”Mc13.6. Essa dai então é sem comentarios,vou citar os dois mais famosos da atualidade:José Luis de Jesus Miranda,portorriquenho e Inri Cristo brasileiro.
É pessoal, o Sr.Robert.G.Ingersoll só foi mais um deturpador dos fatos.

Dirceu Costa dos dos Santos

janeiro 8 2012 Responder

Nossa! como tem gente preconceituosa e intolerante contra os religiosos neste blog?

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 8 2012 Responder

    Afinal, reclamar dos religiosos que dizem que outras crenças levam a pessoa a ser violenta é muito preconceito, né mesmo?

MARLON DE ALBUQUERQUE

janeiro 6 2012 Responder

Cara seu blog é maravilhoso, fico impressionado com a forma lucida e real de suas postagens, continue escrevendo e acreditando em suas ideias, somos todos livreS para acreditar ou não em Deus, para ser ou não homoafetivos.Vou continuar visitando seu blog e vou trazer alguns dos meus leitores tambem.
Um grande abraço!
MARLON DE ALBUQUERQUE.

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 6 2012 Responder

    Valeu ae, Marlon =)

M.Eduardo

janeiro 5 2012 Responder

Compreendo sua resposta, mas se levarmos a ferro e fogo teríamos que mudar até o idioma, porque por exemplo, podemos falar “eles” quando existem homens e mulheres, e “elas” apenas quando existem mulheres, e assim os gêneros são definidos, mesmo que haja apenas um elemento masculino, pelo artigo masculino. Esse problema não existe no inglês nem no latim. Até por isso, eu não acho que mudando o idioma consertaríamos a realidade. Especialmente descuidando de outras questões, que eu vou explicar logo a seguir.

Quanto à frase, já disse que não concordo com ela, acho que o grande problema não é a colocação desse tipo de frases, mas a nossa educação precária, que não desenvolve a capacidade de análise, que não estimula o questionamento. Para uma pessoa que costuma refletir, uma frase dessas não tem nenhum efeito, mesmo que ela seja adepta dessa fé. Mesmo que ela não reflita, se ela tiver consciente quais os propósitos dessa fé, ela não vai ser induzida a atitudes negativas. Por isso eu considerei importante a segunda frase, ela atenua bastante os efeitos da primeira.

Diria que temos alguns inimigos a considerar: a ignorância, a falta de tempo, a paixão e o fanatismo. São esses que geralmente impedem que as pessoas pensem e não aceitem de bandeja o que outros afirmam. O antídoto contra a ignorância é o que estamos fazendo aqui, contra os outros temos grandes problemas, especialmente porque são comuns à realidade e à natureza humana. Por exemplo, qualquer crença pode ser deturpada por um fanático, alguém que considere as coisas sem equilíbrio. E aí qualquer frase pode ser perigosa, porque mal interpretada.

Em resumo, entendo que cada um tem o direito de expor suas crenças e opiniões, e creio que essa frase também expõe uma crença de alguém, com seus preconceitos (todos temos vários preconceitos, positivos ou negativos). Diria que o problema é a aceitação passiva disso.

Reitero, é ótimo estarmos debatendo esse assunto, gostaria que mais pessoas participassem e refletissem sobre essas questões, contribuindo com outras visões.

M.Eduardo

janeiro 4 2012 Responder

Olha, embora acompanhe a @ateusatentos no Twitter e lamente muitas opiniões, embora as respeite, porque entendo que o problema não é a manifestação das opiniões, mas o preconceito embutido nelas, o problema aqui pode se tratar de uma interpretação do conjunto.

Eu desde logo digo que não quero ver ninguém na cadeia por suas opiniões, mesmo as mais deploráveis. Cadeia, você se lembre, é uma jaula, e jaula não merecem nem os animais. Só talvez mereçam aqueles que indiquem ameaça inequívoca, e entendo que uma opinião preconceituosa é bem diferente de uma agressão preconceituosa. Quem agride com uma barra de ferro merece cadeia, quem opina, apenas revela seus preconceitos, pode ser rebatido com argumentos. Se ofende, pode ser processado civilmente.

Alguém que diz: “Não gosto de ateus”, ou “Não gosto de cristãos”, está apenas manifestando sua opinião. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Se isso ofende, isso pode ser analisado judicialmente. Eu pessoalmente entendo que não. Agora, se disser “matem os ateus”, ou “matem os cristãos”, temos aqui não uma opinião, mas uma incitação. O problema parece-me bem mais sério.

Nesse sentido, o que entendo é que as melhores respostas sempre serão: 1) a construção de uma cultura de respeito, tolerância e convivência em nossa sociedade; 2) eventualmente o processo civil por parte dos ofendidos, pleiteando a reparação moral.

No caso, você relevou a primeira parte do período, eu prefiro ponderar com a segunda: “Por isso enquanto tivermos oportunidade façamos o bem, a todos principalmente aos da família da fé”. Eu acredito que essa frase seja fundamental para entendermos, por exemplo, que esse período é bem diferente do proferido por aquele apresentador de TV.

Não julgo que essa frase esteja totalmente correta dentro dos princípios cristãos, mais cabível seria aquela “fazer o bem sem ver a quem”, porém, entendo que é uma importante ponderação, uma vez que não incita a responder com violência, mas fazer o bem.

O que eu sempre me preocupo é não apenas em analisar as ações, mas também os efeitos das reações. Claro que se eu interpretar do modo proposto aquela primeira frase, não concordarei. Mas também não acho que acionando a Justiça, vou convencê-los nem a ninguém do contrário. Entendo mesmo que provocaria mais raiva e intolerância. Às vezes é melhor relevar certas coisas e tentar dar mais importância àquilo que nos une do que àquilo que nos divide.

Mas considero que um ponto importante foi você ter colocado a questão em discussão. Concordemos ou discordemos, pensemos sobre isso.

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 4 2012 Responder

    Eduardo, concordo em parte contigo.

    O preconceito, com todo seu poder ofensivo e instigador de discriminações, está mesmo nas tiradas mais sutis. A foto, por exemplo, deixa clara a posição de quem ordenou a pintura: só há violência sem Jesus, e “sem Jesus” inclui “sob outras religiões” ou “sem religião”.

    E é nos pequenos discursos e sutilezas, como os discursos credocêntricos, a domesticação do papel de gênero da mulher na publicidade e a raridade de negros na mesma, que um status quo de opressão e discriminação vai seguindo.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo