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jan12

Paraná: macacos-prego lutam pela liberdade, quebram cadeado da jaula e fogem de zoológico

Mesmo em meio ao recesso do Consciencia.blog.br, algum assunto demanda muito fortemente um post dedicado a ele. É o caso dos macaquinhos (macacos-prego) que, num ato heroico de luta pela liberdade, quebraram o cadeado de sua prisão e fugiram do zoológico de Cascavel/PR, noticiado pelo G1 (o mesmo que trata crueldade contra animais e sofrimento animal como notícias “bizarras”).

Um dos oito macaquinhos, com muita astúcia, pegou uma pedra e quebrou o cadeado da jaula onde estavam presos talvez há anos, permitindo que os oito fugissem e sentissem, pela primeira vez em muito tempo, o delicioso gosto da liberdade – ainda que fosse uma liberdade meio “truncada”, já que não voltaram para a selva como os  primatas de O Planeta dos Macacos: A Origem, mas sim perambula(ra)m pela cidade, que lhes é inóspita.

Mas, como muitos humanos não entendem (ou não querem entender mesmo) a linguagem dos animais não humanos, nem mesmo gestos óbvios de luta pela liberdade, os funcionários do zoológico, que nada mais é do que uma prisão de animais com fins muitas vezes lucrativos, foram atrás dos macaquinhos libertos. Metade deles já foi recapturada e jogada de volta à prisão de onde tentaram fugir. A outra metade, pelo menos até o momento, continua lutando pela sua liberdade, no desejo de não voltar mais para o confinamento onde eram tratados como meros objetos de exibição e tinham seus interesses enquanto animais silvestres negados.

Numa total falta de empatia, um dos tratadores (que não duvido nada que esteja sob a influência de autoridade, tal como no experimento de Stanley Milgram) afirmou: “O trabalho deles é correr, o nosso é pegar”. Traduzindo para os Direitos Animais: o “trabalho” dos macacos é correr em busca da liberdade, enquanto o dos lacaios do zoológico é prendê-los novamente, tal como policiais prendem bandidos – mas com a diferença de que o único “crime” cometido pelos macacos-prego foi não serem humanos.

E essa não é a primeira vez em que esses animais lutam pela liberdade. Segundo a coordenadora do zoológico, eles “às vezes conseguem fugir fazendo aberturas nas cercas da jaula”. Numa demonstração de que eles não querem viver ali, mas são forçados a isso pelo zoológico.

Desde já o Consciencia.blog.br dá seu apoio aos macaquinhos, cujo “crime” pelo qual estão sendo perseguidos é o de quererem viver em liberdade. E reitera sua posição a favor da abolição dos zoológicos e de sua substituição por santuários de vida selvagem, onde animais que não podem ser encaminhados ao habitat natural viverão com uma liberdade que não têm em zoológicos e outros estabelecimentos baseados em exploração animal.

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