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jan12

Resposta ao texto alfacista “Veganismo desmascarado”

Sei muito bem que os alfacistas não merecem nossa atenção, nosso ibope. Mas é relevante perceber que certos textos, de tão compridos e aparentemente ricos em referências corroborativas, demandam alguma resposta, já que conseguem iludir algumas pessoas com a ideia de que nada haveria de errado em explorar e comer animais e haveria tudo de mais abominável no vegetarianismo e no veganismo.

De ontem para hoje me ocupei em desmontar as diversas falácias e preconceitos daquele que, pelo que tudo indica, é atualmente o maior texto pró-carnista (e alfacista, dado o ódio antivegano expresso nele) da internet brasileira. Devo esclarecer, a priori, que não pretendo, ao contrário do autor de tal texto, “destruir” os “oponentes” carnistas e deixá-los envergonhados de sua condição de consumidores de animais – até porque isso não vai influenciá-los a rever seu pensamento, mas sim lhes aumentar a resistência.

Pretendo sim mostrar que o carnismo e o alfacismo, até onde eu vi atualmente, não conseguem empreender um único argumento forte contra o vegetarianismo e o veganismo. Tentam “destruir” o outro lado – ao invés de simplesmente criticá-lo de modo a fazê-lo rever conceitos e aprimorar-se – mas acabam pisando com força em seus próprios pés ao usarem de falácias, preconceitos e muita agressividade. Os alfacistas assim autodenunciam-se como pessoas agressivas, fechadas ao debate e usuárias de táticas (inocuamente) destrutivas, de quem os vegetarianos e veganos devem manter distância caso não queiram entrar numa “guerra de mil dias”.

O texto que respondi é o intitulado “Veganismo desmascarado”, de um blog onde eu participei por cerca de um ano e meio mas de onde saí por motivos que prefiro não dizer. Para não dar ibope a quem não merece, não referencio o link de tal texto por aqui, nem recomendo que ele seja visitado em sua página original.

Minha resposta não vem em forma de artigo, mas sim dentro dos próprios prints tirados do texto, em comentários escritos em vermelho dentro de cada imagem – nos moldes usados no tumblr Vegetariano da Depressão. O “Veganismo desmascarado” e suas respostas estão divididos em oito prints – clique em cada link abaixo para vê-los em tamanho máximo.

Parte 1 / Parte 2 / Parte 3 / Parte 4 / Parte 5 / Parte 6 / Parte 7 / Parte 8

Abaixo uma “demonstração” com a primeira parte da minha resposta (clique na imagem para vê-la no tamanho completo).

imagrs

6 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Jéssica Meireles

janeiro 10 2012 Responder

Nunca vi tanta bobagem num lugar só, sério! Custei a ler tudo, pois vai cansando ler tanta bobagem, ver tanto ódio, preconceito e generalização por parte do autor do artigo “Veganismo desmascarado”… No mais… Obrigada por esclarecer o que perguntei! E parabéns pela resposta ao texto, Robson! Beijos.

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 11 2012 Responder

    Valeu, Jéssica =) bjs

Jéssica Meireles

janeiro 10 2012 Responder

Olá, Robsom! Eu não entendi a sua resposta que diz “E achar que precisamos continuar comendo carne pro cérebro continuar aumentando ao passar das gerações é muito lamarckismo, não acha?”. Conheço a teoria, mas acho que não tanto, pois fiquei em dúvida. Se puder me esclarecer, agradeço muito.
Outra dúvida, os budistas não são lactovegetarianos? Assim “não necessitariam” da suplementação de B12, uma vez que no leite tem essa vitamina… É uma dúvida também, pois você disse “Diga isso aos vegetarianos do passado – pitagorianos, jainistas, hindus, budistas, (…)” em resposta à argumentação da necessidade de suplementação na alimentação vegetariana… Aí fiquei sem entender a sua posição. Acho que não soube interpretar =( Pode me esclarecer também, por favor?
Um grande abraço!

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 10 2012 Responder

    Jéssica, o lamarckismo do pensamento de que “devemos continuar comendo carne porque ela ajudou a evolução humana” se dá porque os carnistas imaginam que continuar comendo carne vai fazer o cérebro crescer de geração em geração, sendo atendidas as leis lamarckianas de “uso de órgãos mais usados e desuso dos menos usados” e “transmissão de caracteres adquiridos”.
    Sobre a referência aos vegetarianos do passado, eu fiz porque ele fala dos vegetarianos em geral quando fala da dependência de suplemento”s”, não apenas nos vegs estritos e veganos.
    bjs

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