08

fev12

Todo apoio ao processo contra o SeaWorld por escravidão animal

Embora tenha seus tantos pontos conservadores, vegano-capitalistas e até machistas, o PETA vez ou outra faz bonito na luta pela futura libertação animal. Conforme noticiou a Folha.com, a ONG, juntamente com três especialistas em mamíferos marinhos e dois ex-treinadores de mamíferos marinhos, entraram com ação na Justiça americana contra o SeaWorld, conhecido parque aquático que explora animais marinhos para fins de diversão.

O melhor de tudo é que o lado do SeaWorld sequer apresenta argumentos pró-escravidão em público, preferindo desdenhar do caso:

A equipe jurídica do SeaWorld classifica o caso como um desperdício de tempo e dinheiro.

“As orcas e outros animais não foram incluídos no ‘Nós, o povo’ quando a Constituição foi adotada”, disse o advogado do parque Theodore Shaw, perante a corte.

Ele argumentou que, se o caso for bem-sucedido, pode haver consequências não só para outros parques marinhos e zoológicos, mas também para o uso de cães farejadores que ajudam a polícia a encontrar drogas e explosivos, por exemplo.

O advogado dos animais, Jeffrey Kerr, afirma: “Pela primeira vez na história de nossa nação, um tribunal federal ouviu os argumentos sobre se seres vivos [sencientes], que respiram e sentem, têm direitos ou podem ser escravizados simplesmente porque não nasceram humanos”.

Desde já o Consciencia.blog.br declara seu apoio à ação do PETA, dos especialistas em mamíferos marinhos e dos ex-treinadores. Mesmo que a ação não tenha efeitos práticos imediatos no final, ela abre o precedente de que a Justiça dos países está convidada a compreender que  não é a diferença de espécie que autoriza que se faça com uma espécie tudo que se evita legalmente com a outra, e sim a senciência.

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