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mar12

Policiais do BOPE solidários a PMs grevistas são banidos do batalhão

Opressão interna em corpos militares também é regra nas PMs, não apenas nas forças armadas. Como é de praxe em instituições do tipo, recusar ordens por motivos éticos é motivo de punições severas, incluindo prisão ou expulsão.

Foi o caso dos resistentes policiais da Companhia Bravo, do BOPE (PMERJ), que eticamente se recusaram a invadir o quartel-general da PM do Rio e reprimir o movimento grevista, o qual, por sua vez, reivindicava principalmente reajuste salarial. Acabaram punidos com o afastamento permanente e a perda da farda preta e da gratificação de R$1500.

O IG mostra que a recusa teve a razão ética de salvaguardar os direitos dos companheiros de farda, mas foi reprimida à base de gritaria e ameaças:

Foram necessárias duas horas de discussões intensas no batalhão entre os oficiais do comando da unidade e a companhia Bravo, em tom duro, com gritos de lado a lado e ameaças de punição até que a equipe aceitasse sair e ir até o QG.

E em como todo organismo militar, repressões à vontade ética dos PMs objetores como essa acabam servindo de “exemplo” para que os demais policiais, do BOPE e todos os demais batalhões, se sintam intimidados a não cobrar seus direitos mediante greves.

A oposição a corpos militares que o Consciencia.blog.br manifesta também deve passar, desde já, pela reivindicação da abolição das polícias militares e sua substituição por polícias de guarda civis, que sejam devidamente treinadas para o respeito à democracia e aos direitos daqueles que demandam seu cumprimento.

Afinal, polícia é para ladrão, para cidadão demandante de direitos não.

imagrs

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