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mar12

Resposta ao artigo “Morte aos gatos!”

Um artigo extremamente preconceituoso e falacioso, publicado no último dia 29 no site Carta Potiguar sob a autoria de Daniel Menezes, exorta que os gatos de rua de Natal/RN sejam exterminados, sob o velho pretexto do controle de zoonoses. Num texto recheado de achismos e discriminação moral contra os animais não humanos, de título claramente apologista da violência contra os animais, acusa os gatos de serem os vetores da toxoplasmose e potenciais causadores de uma epidemia dessa doença.

O texto distorce e discrimina quem defende os animais não humanos, deixando a entender que quem o faz, valoriza mais a vida dos não humanos do que a dos humanos. E põe na mesa a dicotomia “ou eles ou nós”, segundo a qual se estaria valorizando “mais” a vida dos gatos do que os humanos infectados pelo toxoplasma. E ainda incide numa visão rasa dos Direitos Animais, como se sua grande questão fosse não a exploração animal em si, mas a “necessidade” de “só fazer uso dos animais não racionais em condições bem claras e eticamente sustentadas”.

Como todo texto reacionário de quem escreve manifestando indiferença ou aversão aos pacientes morais não humanos, investe-se também em lançar um argumento furado, baseado em falácia “Olha o avião” (fuga do tema), falácia genética e distorção de fato, contra o vegetarianismo – segundo o qual “o homem [sic] dependeu de proteínas e aminoácidos advindos da carne animal para se desenvolver. Se tivéssemos ficado apenas na salada, muito provavelmente eu não estaria escrevendo este texto”.

Ignora o argumentador que esse tal desenvolvimento não foi atrelado à qualidade nutricional da proteína animal, mas sim porque os hominídeos que deram origem ao Homo sapiens sapiens precisavam se alimentar de carne para evitar sucumbir à baixa diversidade de nutrientes vegetais de seu meio ecossistêmico, conforme artigo de Sérgio Greif.

Voltando ao assunto principal, o autor ironiza com a ética animal e sua proposta de igualdade moral entre os animais humanos e os não humanos, atitude típica de quem se recusa a sequer ler sobre o assunto. Mais adiante, ele despeja toda uma série de achismos preconceituosos sobre a transmissão da toxoplasmose pelos gatos, não fundamentados em qualquer dado científico. Alterna tal visão de mundo com uma interpretação desrespeitosa e reducionista da convicção ética de quem defende os animais não humanos, acusando indiretamente os defensores de emotividade.

No último parágrafo, ele é incisivo: quer que exterminem o “excesso” de gatos que vivem na cidade de Natal e criminalizem a tutela comunitária de animais, e defende que os animais não humanos são de fato seres inferiores assim como nos “países desenvolvidos” – perguntando no final “por que não pode ser dessa maneira aqui também”.

Parece o autor ser incapaz de uma pesquisa mesmo rápida, para que se omitisse uma opinião mais séria e menos enviesada por preconceitos pessoais, sobre as soluções para as zoonoses. Se ele tivesse pesquisado, teria tomado ciência de que o extermínio de animais de rua é, além de profundamente imoral e antiético mesmo para uma maioria ainda especista da sociedade, algo ineficaz no controle populacional e na detenção das doenças transmitidas por esses seres – o Projeto de Lei nº 04/2005 está aí para mostrar isso. Para que incitar uma “Solução Final” de assassinato em massa se há métodos muito mais éticos, eficientes e que não demandam tal sacrifício para se combater a toxoplasmose?

E também desconhece ele que a toxoplasmose não é transmitida por contato direto com gatos, mas sim pela ingestão de alimentos contaminados com fezes de gato ou pela ingestão direta de traços das próprias fezes do animal infectado, conforme mostra o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de São Paulo capital.

É de se perguntar por que algumas pessoas, usando de falácias e preconceitos para emitirem uma opinião que deixaria o alto escalão de regimes totalitários genocidas com inveja, preferem ser “politicamente incorretas” a ser respeitosas, empáticas e intelectualmente honestas.

Protestos podem ser enviados ao Twitter do autor e aos comentários do artigo no site Carta Potiguar. Recomendo que não dirijam comentários atentatórios à honra (ofensas, ameaças e outras reações irracionais).

imagrs

46 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Daniel Menezes

abril 3 2012 Responder

12. Meu caro, antigamente a proteína era consumida através da carne. Existia outro caminho na noite dos tempos em que o homem poderia escolher, ou a carne não era o caminho por excelência de obtenção de proteínas? Você continua a omitir raciocínio científico fundamentado dos seus leitores. Tudo para legitimar uma suposta superioridade vegan. Difícil argumentar assim.

    Robson Fernando de Souza

    abril 3 2012 Responder

    Não vou responder sobre isso neste momento pra não comprometer a objetividade da discussão, isso você pode elucidar com uma pesquisa em sites vegetarianos. O foco aqui é o controle populacional de animais de rua.

Daniel Menezes

abril 2 2012 Responder

01) O título faz referência, se você tiver coragem de admitir o contexto do artigo, a morte planejada pelo estado.
02) não disse que precisamos de carne hoje. Mas você quer impor de que não precisamos como se os carnívoros fossem inferiores, preconceito q mais uma vez corroborou.
03) Não incitei a violência perpetrada pelo estado. Ela já ocorre (muitos centros de zoonoses fazem a prática de modo velado para não despertar ataques como esses que venho sofrendo). Pedi apenas a sua racionalização.
04) Seres humanos são mais importantes. Não superiores. Estabeleça a diferença. Você sabe que a diferença conceitual é clara.
05) Você só colocou a ressalva depois da minha insistência.
06) Quem acha ser necessário ou não inserir o vegetarianismo é quem escreve. Liberdade de expressão e direito de discordar.
07) Responsabilidade é aderir aos vegans?
08) quais preconceitos?
09) Civilidade é concordar com vc?
10) Site retornou e veja todas as ameaças que os vegans pacifistas produziram e a civilidade do debate por você proporcionado. Sim! E o meu mimimi.

PS. Você afirmou no seu texto, faltando com a verdade para os seus leitores, de que controle populacional de animais nos moldes que eu propus é algo ultrapassado. Pior. Afirmou que a morte planejada como forma de controle não existe. Negou que a prática é consagrada em várias cidades do mundo. O que eu e você sabemos que é a mais pura verdade. Ainda não teve a coragem de admitir seu erro.
PS.2. Você também não teve a coragem de dizer para os seus leitores que o homem precisou sim de proteína para se desenvolver. Pior. Insinuou que eu faltava com a verdade. O Que vc sabe, por mais que argumente, que falo com embasamento científico. Isso sim é argumento fuga.

    Robson Fernando de Souza

    abril 3 2012 Responder

    1. Isso não seria uma forma de extermínio?
    2. Distorção de fato.
    3. Incitou que a prefeitura de Natal recorra ao extermínio.
    4. Mais importantes = superiores. Se não é, diga por quê.
    5. Você não insistiu, trouxe aqui apenas uma mensagem – e achei razoável pôr o aviso.
    6. Tens liberdade pra isso, mas saiba que isso prejudica a objetividade e a linha de raciocínio do texto.
    7. “Olha o avião”
    8. Suas acusações sobre a transmissão de toxoplasmose, totalmente desprovidas de respaldo científico.
    9. É argumentar com ética e respeito à vida, o que você não fez.
    10. Bom que tenha retornado mesmo. Agora você pode se defender e se explicar.
    11. Distorção de fato. Não neguei a existência do extermínio como forma de controle populacional. O que fiz foi condená-lo e denunciá-lo como antiético e ineficaz. E essa de ser “uma prática consagrada em outros lugares do mundo” não cola. É uma variante do apelo à multidão – “é correto usar X porque muitas pessoas/lugares usam X”.
    12. Distorção de fato. Não fiz qualquer referência a “proteínas”, e sim à carne. E repito: falar de vegetarianismo num texto que se propunha a falar de controle populacional é falácia “Olha o avião”.

    No mais, espero sua réplica.

Daniel Menezes

abril 2 2012 Responder

Robson,

eu não escrevi resposta porque nosso site saiu do ar. Você deve saber disso… Vou escrever resposta sim.

Agora… só uns poréns temporários…

01) não prego extermínio de animais, mas controle populacional, prática já consagrada em inúmeras cidades do Brasil e do mundo. Ou você vai dizer também que estou inventando?

02) Sem a proteína o homem não teria sobrevivido. É dado consagrado da biologia sim. Ainda que você tente desvirtuar o meu argumento, você acaba corroborando-o. Até porque naquela época não era possível ter grande fonte calórica de outra forma.

03) não falei em perseguir animais (o que dá ideia de que quero espancar animais, etc). Você colocou palavras na minha boca. Se você olhar nosso site, escrevi um texto pedindo o fim das vaquejadas, pois achava uma prática que não tinha sustentação ética.

04) não falei que animais são “inferiores”. Falei que, se é necessário fazer uso de medida de saúde pública para controlar vetores de doença, que seja feito. Nesse aspecto estabeleci sim hierarquias. Outra, você falta com a verdade quando diz que toxoplasmose só é pega por alimentos… Ora, as fezes podem ser, na medida em que viram pó, inclusive, inaladas… Mais um argumento fuga da minha parte? Vai me desqualificar também nessa?

05) Você incitou as pessoas a me atacarem. Só fez a ressalva recomendando não fazer uso de ofensas morais depois de muita reclamação da minha parte. É mentira minha também? Que ideologia pacifista é essa que você professa que recomenda acabar com quem não concorda com você?
Tanto é verdade que tem gente me mandando tweets, emails e dizendo que vão lá no meu trabalho me pegar (já sabem aonde trabalho, em que biblioteca estudo, etc). Você acha isso legal (muitos de vocês vibraram com as ofensas e ataques, conforme também consta em comentários, tweets, etc). Você acha isso mimimi, como você enfatiza em tom de ironia e certa comemoração? Você sabia que minha mãe e minha companheira andam preocupadas com a situação? Que não querem que eu saia de casa? Isso é mimimi? Acha fácil administrar tudo isso? Na prática, seu desdem só inflama mais a situação.

06) Não distorci o vegetarianismo. A minha ironia foi direcionada contra a ideia de que o vegetariano se auto-caracterize como superior aos carnívoros, o que, até pelo contato com colegas vegetarianos, estou cansado de ouvir (não é todo o vegetariano que se considera como superior. Mas há alguns que acreditam e tentam impor a visão de mundo que a prática é melhor, inclusive, afirmando que assassinamos animais para nos alimentarmos, como se não fizessemos parte de uma cadeia alimentar).

07) Meu caro, continuarei afirmando o debate e apenas ele. Não vou lhe atacar, nem enfatizar retoricamente que você usa argumento avião, ou lhe chamar de qualquer coisa, ou produzir qualquer enquadramento, que só visa enfraquecer o interlocutor e não debater de fato.

08) Minha prática continuará a ser democrática. E vou continuar o debate no mais alto nível.

09) Irei lhe responder em um texto e sua resposta, se for respeitosa, será novamente publicada. A carta potiguar nasceu de uma insatisfação generalizada de nossa parte para com a mídia dominante e com a promessa (cumprida) de se pautar pelo debate franco, honesto e respeitoso.

10) Espero que você entenda que do outro lado há uma pessoa que não precisa, necessariamente, concordar com você.

Abç.

    Robson Fernando de Souza

    abril 2 2012 Responder

    1. Se não prega o extermínio de animais, então qual é o título do seu artigo mesmo?
    2. Vegetais também têm proteína, e alegar que precisamos de carne hoje porque precisávamos ontem é algo chamado falácia genética, que tenta defender ou atacar um argumento baseando-se numa característica passada que não diz respeito à atualidade.
    3. Você incitou que o Estado persiga os animais e os extermine.
    4. Você deixou claríssimo que os gatos são sim seres inferiores aos humanos, embora não tivesse dito a palavra “inferior(es)”. Estabelecer uma hierarquia moral é separar seres superiores e seres inferiores.
    5. Incitei protestos, apenas isso. E pus a ressalva porque eu reconheci que muitas pessoas, que são irracionais demais pra saberem protestar sem ilegalidades, poderiam dirigir ameaças e ofensas pesadas. Quanto às ameaças, não as incitei e sou totalmente contra elas.
    6. Inserir o vegetarianismo na discussão foi totalmente desnecessário.
    7. Se quer debater, muito bem, debata. Mas não o faça de forma irresponsável e grosseira como você fez ao escrever um artigo intitulado “Morte aos gatos!”.
    8. Que bom que você quer um debate racional. Mas infelizmente seu texto, a começar de seu título e passando por todos os preconceitos exalados, não desperta qualquer interesse por um debate saudável e de sentimentos mornos – embora eu aceite tentar discutir isso com civilidade.
    9. Serei respeitoso em debater se seu próximo texto for respeitoso e não incitar atentados contra a vida, seja ela humana ou não humana, sejam eles promovidos pelo Estado ou por pessoas desvinculadas dele.
    10. Não estou obrigando você a concordar comigo. Só gostaria que textos tão desagradáveis à ética não fossem publicados, e que, ao invés, fossem escritos textos que prezem pela civilidade e responsabilidade (e definitivamente extermínio de gatos jamais foi algo civilizado).

augusto

abril 2 2012 Responder

cara….pra que matar outros animais???pq o ser humano á tão idiota ao ponto em achar que devemos ser os unidos donos desse planeta???somos animais humanos e gatos tb são animais, eles tb tem o direito de viverem no planeta terra..o que acham de matarem os politicos que é a maior vergonha da nossa nação???castração é o caminho!!!!

Marcelo Morais

abril 2 2012 Responder

Robson, sua resposta, você desmontou, desmoralizou tudo o que esse sociólogo furreca escreveu. Agora ele anda se manifestando nas redes sociais se dizendo vítimas de ameaças e blá blá blá. Na realidade ele merecia o desprezo, mas o artigo que ele escreveu é grave.

    Robson Fernando de Souza

    abril 2 2012 Responder

    Valeu, Marcelo =) E vou dizer: é muito mimimi desse cara. Ele sequer escreveu uma réplica se defendendo. É como se ele realmente tivesse admitido que foi ownado em todos os sentidos.

Renata Kely

abril 2 2012 Responder

David, acho que seu comentário deveria ser deletado, é ridículo e só ocupa espaço.
Acho que qualquer texto que favoreça um comportamento que cause constrangimento ou dor a qualquer animal (pessoas e não-pessoas) deve ser lido e re-lido antes de ser publicado, toxoplasmose é uma contaminação em sua maioria por falta de higiene pessoal (PESSOAL não dos gatos, lavar as mãos e os alimentos, lembra?). Um programa de castração agradaria a Gregos e Troianos, pois diminuiria a população de gatos(reduzindo a incidencia de zoonoses causadas por esta) sem colocar ninguem contra eles. Se a intenção do Daniel é ajudar, faria melhor resgatando um animal, castrando-o e colocando para a adoção… funciona melhor do que escrever um texto, publicar e depois ficar com raiva dos outros.

    Robson Fernando de Souza

    abril 2 2012 Responder

    Renata, o comentário dele ficou porque, embora argumentativamente manco, ele não chegou a violar as regras de comentários. Se ele tivesse vindo com grosseria e/ou ofensas, aí eu teria apagado.

ONG AMIMAIS

abril 1 2012 Responder

Sr. Robson, Parabéns pelo texto!

    Robson Fernando de Souza

    abril 2 2012 Responder

    Obrigado, ONG Animais! =)

David Rêgo

abril 1 2012 Responder

É engraçado ver algumas coisas…
vc fala da tirania dos humanos com os gatos…
mas não fala da tirania dos gatos com os pássaros e toda biodiversidade ao redor deles. Gatos são animais assassinos por natureza e devido uma falha generalizada (pessoas deixando gatos na UFRN, deixando comida etc) a população aumentou drasticamente o que prejudica a todos.
A realidade do CAMPUS da UFRN é trágica, cheio de “gatos zumbis” etc etc etc.
Salve os gatos, e mate os passaros, répteis entre outras espécimes que eles dizimam.
Aliás, parabéns tb por disseminar o ódio.

    Robson Fernando de Souza

    abril 1 2012 Responder

    1. E você defende que isso seja consertado massacrando a população de gatos em vez de se adotar um programa de castração e adoção?
    2. Me diga que trecho do texto dissemina o ódio, e que ódio é esse.

    Max Moura

    abril 2 2012 Responder

    Hahahahaha! É sério esse comentário cara? você está de brincadeira, né? Muito boa essa!! Você tem talento.

    augusto

    abril 2 2012 Responder

    kkkkkkkkkkkkkkkkk…leia da natureza espertão….é cada uma que chega a dar nojo!!!!!

    Max

    abril 3 2012 Responder

    O único animal ao qual se poderia dar o título (clichê, diga-se de passagem) de “assassino por natureza” é o ser humano, meu caro! Nenhuma outra espécie mata por motivo fútil. Na natureza não existe crime! isso foi algo inventado pelo homem, que aliás, em se tratando de comportamento destrutivo só pode ser comparado aos vírus!

      ONG AMIMAIS

      abril 4 2012 Responder

      Boa Max!! Assinamos em baixo!

Fernando Cônsolo Fontenla

março 30 2012 Responder

Alexandre, eu vou tentar resumir para você, mas para informações mais precisas será melhor pesquisar, ok?

Basicamente, quando você mata muitos animais os que sobram perdem a dificuldade de competir por comida, e então eles se tornam mais fortes, saudáveis e férteis. E poucos machos podem engravidar muitas fêmeas. Resultado: poucos meses depois a população retorna ao seu número de antes do extermínio. Exterminar é enxugar gelo.

Quando você apenas castra o animal, você preserva a competição por comida e por fêmeas e assim a população se reduz de modo eficiente sem assassinatos diretos.

Isto eu considero uma política de assassinatos indiretos pois deixar um animal na rua sem nenhum amparo é uma sentença de morte por negligência, o ideal seria adotar todos os animais de rua e tratar suas doenças.

A domesticação de animais foi um erro que a humanidade cometeu e este erro precisa ser corrigido, por favor leia o texto abaixo:

http://www.olharanimal.net/sergio-greif/1375-o-que-sera-dos-animais-domesticos-em-um-mundo-vegano

    Max Moura

    abril 2 2012 Responder

    Excelente resposta amigo! Corretíssimo! Parabéns!

Kellen

março 30 2012 Responder

Mozart Maia, nossa que legal que tu considera o sofrimento humano mais importante que o sofrimento animal, com certeza tu abre poços para diminuir o sofrimento de alguns africanos, ou se compadece e paga algum lanche ou material escolar para aqueles meninos que ficam pedindo esmola na porta do teu carro, legal mesmo da tua parte é o certo a se fazer.

Pergunta, de que jeito simplesmente matar gatos, muitos deles saudáveis, é certo? Só pq a população irresponsável, e o estado também, não castraram seus bichinhos. Tiramos a responsabilidade pela superpopulação de gatos da população humana racional e amanhã, o que vamos fazer para deixar o povo mais folgado e relaxado?

Mozart Maia

março 30 2012 Responder

É óbvio que causas humanas são mais importantes para o Estado, porque o Estado é feito por e para pessoas, não para gatos.

E Sim, eu considero o sofrimento humano mais importante do que o sofrimento dos animais. Inacreditavelmente, eu tenho mais empatia por animais da mesma raça que a minha.

    Robson Fernando de Souza

    março 30 2012 Responder

    Por quê?

    Patrícia AMorais

    abril 2 2012 Responder

    Mozart Maia tem tanta empatia por humanos? Adota uma criança de um orfanato! Pega essas crianças que ficam na rua (assaltando a gente) e cria. Leve-os para dentro da sua casa e deixe sua carteira em cima da mesa bem visível e volte aqui e me diga como foi a sua experiência! Aguardo, ansiosa!

Alexandre

março 30 2012 Responder

Esta é uma pergunta de verdade, sem nenhuma pre-suposição ou ironia implícita: como pode a castração de um excedente de animais ser mais eficiente que a simples eliminação?

ME PARECE não só mais rápido como barato. E acho que o estado tem coisas mais importantes para fazer com o dinheiro público.

Gostaria de saber. Obrigado.

    Robson Fernando de Souza

    março 30 2012 Responder

    1. Leia o PL 04/2005, ele vai dizer algo a respeito.

    2. Realmente, a vida animal não humana é desprezível demais pra merecer qualquer atenção do Estado. Seres humanos são seres superiores, logo suas causas são mais importantes perante o Estado. Né mesmo? ¬¬

    ONG AMIMAIS

    abril 1 2012 Responder

    Alexandre
    Definitivamente castrar sai mais barato que matar!

    “E acho que o estado tem coisas mais importantes para fazer com o dinheiro público.”

    O que por exemplo? Com a COPA?!

Kellen

março 30 2012 Responder

Qualquer pessoa que defende a ideia de extermínio está apoiando a irresponsabilidade. Logo as pessoas vão pensar “Minha gata teve filhotes, logo vão pra rua e o estado dará um jeito, estou tranquilo”. Vejo ONGs fazendo campanhas de conscientização, levando informação a quem ainda acha que castrar é inutilizar o animal, isso sim é contribuir com algo e o estado querendo exterminar… Como alguém consegue ter uma ideia tão estúpida, tão preguiçosa, tão relaxada, que dá até vergonha? O filhote fofo que não sai pra rua hoje e tem carinho e cuidados é o cão ou gato adulto de amanhã que vai vagar pelas ruas, procriar e sem ajuda, adoecer, e o dono? O dono pega outro filhote e faz a mesma coisa. O problema somos nós. Colhemos o que plantamos.

Fernando Cônsolo Fontenla

março 30 2012 Responder

Dói ver um sociólogo dizer tais coisas. Os socorristas de animais não são contra o controle populacional, desde que seja através da castração. Somos contra o extermínio dos animais. Enfim, o controle populacional não precisa não deve ser feito pela morte de inocentes, é mais ético e eficiente a esterilização.

Entendeu agora, Daniel Menezes?

Mozart Maia

março 30 2012 Responder

A questão é: existem medidas menos violentar para combater a toxoplasmose, mas o governo arcaria com os custos?

E outra, pode ser meio brutal aprovar uma medida para eliminação dos gatos de rua, mas comparar isso aos genocídios ocorridos em regimes totalitários é não apenas exagerado, é desmerecer todo o sofrimento que etnias, como a semita por exemplo, sentiram.

E você, Robson, pode se utilizar de quantos argumentos forem necessários para defender sua perspectiva vegan, mas a maioria das pessoas ainda acha mais importante pessoas do que animais. Nesse ponto você não ganhará nunca.

Só tou falando…

    Robson Fernando de Souza

    março 30 2012 Responder

    1. Medidas menos violentas são menos custosas do que o próprio extermínio.

    2. Isso quer dizer que os animais sofrem menos ao serem exterminados do que os seres humanos vítimas de genocídios, é isso?

    3. Argumentum ad populum.

    Max Moura

    abril 2 2012 Responder

    “A questão é: existem medidas menos violentar para combater a toxoplasmose, mas o governo arcaria com os custos?”

    Eis a questão Mozart! Concordo – em parte – com você, mas em vez de incitar a violência, o papel de todos nós deveria ser o de cobrar do Estado o que lhe cabe: educação e saúde pública de qualidade. Acredito que a aliança desses dois fatores seria mais do que suficiente para resolver os problemas relacionados ao que temos discutido.

Daniel Menezes

março 30 2012 Responder

Controle populacional = Violência?

Estou impressionado com a minha desinformação, meu preconceito e minha falta de rigor conceitual.

    Max Moura

    abril 2 2012 Responder

    Eu também!

      Kaka

      abril 3 2012 Responder

      Eu também [2].

Daniel Menezes

março 30 2012 Responder

Robson,

toda a pessoa que defende controle populacional de bicho, tais como já acontece em vários capitais do país e em outros países merecem “todos os protestos possíveis”.
Sou eu o preconceituoso e desinformado?
Para você dizer que está certo, precisa jogar as pessoas contra mim?
Na prática, meu caro, você sabe que “todos os protestos possíveis” significa todo tipo de ofensa moral, né?!
Como disse sua amiga, “Caiu na rede? Vale tudo…” Não é assim?
É nesse nível de racionalidade que você discute? Ao invés de pesar argumentos, cria ambiente de hostilidade?
Meu caro, quando a gente discorda, a gente desqualificar argumentos e não a pessoa.
Mas, ao contrário de você, não atuarei para esmagar ninguém. Não é o meu modus operandi.
Não gosto de ser vítima de tentativa de assassinato de reputação, como também não pratico.
Seu texto está lá na Carta Potiguar.
Abç.

    Robson Fernando de Souza

    março 30 2012 Responder

    Seu texto gerou indignação quase generalizada, inclusive a minha. Por isso falei que seu texto merece todos os protestos possíveis. (Mas não recomendo aos meus leitores qualquer tipo de reação, conforme rodapé do texto). E textos preconceituos inevitavelmente são alvo de convocações a protestos.

    Quanto a publicar minha resposta, era o mínimo a ser feito depois de incitar a violência contra gatos (não a violência gratuita de rua, mas a violência por parte do Estado).

    Kaka

    abril 3 2012 Responder

    Vc so gosta de mandar assassinar gatos, né? E fez isso pq eles nao têm como se defender… Pois pasme, existem seres HUMANOS que os defendem! E ninguém vai cair nesse seu papelzinho ridículo de querer ser a vítima.

Daniel Menezes

março 30 2012 Responder

Meu caro, além de distorcer o que eu falei, você incita as pessoas a me atacarem no twitter o no site.
Parabéns.

    Robson Fernando de Souza

    março 30 2012 Responder

    Quem escreve o que quer, lê o que não quer. Seu artigo é digno de todos os protestos possíveis.

    Patrícia AMorais

    abril 1 2012 Responder

    Daniel, vamos marcar um debate sobre o tema? a ONG Amimais já propos e não soube ainda da sua resposta! E aí? encara?

    Max Moura

    abril 2 2012 Responder

    Meu caro, não há distorção no texto. Foi exatamente isso que você escreveu.
    E protesto não é o mesmo que ataque ou ameaça. O senhor foi quem escreveu um texto irresponsável, incitando, mesmo que indiretamente, as pessoas a matarem animais.
    Mudar certamente você não vai, mas ao menos tenha hombridade para ler, ver e ouvir as consequências.

    annaK

    abril 2 2012 Responder

    Por que voce tirou seu site do Ar????
    Deixa lá pra todo mundo ver se teve distorção ou não.
    Já que voce falou, seja HOMEM e mantenha o site e a publicação que vc achou legal publicar pra mostrar a sua PSEUDOINTELIGÊNCIA.

      Robson Fernando de Souza

      abril 2 2012 Responder

      Pelo que parece, alguém atacou o site e o tirou do ar. Mas vou logo dizendo que eu não incitei qualquer ataque hacker ao site, tampouco ameaças e ofensas.

        Max

        abril 3 2012 Responder

        Que ataque que nada Robson! duvido muito! o autor do texto agora é a vítima? E nem acredito nessa de ameaças de morte também! Conheço inúmeras pessoas que trabalham defendendo os direitos dos animais e sei que essa não é a forma deles trabalharem. A primeira atitude deles foi chamar o tal sociólogo para um debate. Isso sim!

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo