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Como *não* usar um meme de internet para fazer divulgação educativa sobre vegetarianismo

De obras tentativamente de “conscientização” que acabam se tornando obradas incitadoras de antipatia contra a causa divulgada, a internet está cheia. A imagem abaixo, que vi em meu mural do Facebook nos meados de abril, é um grande exemplo de como não se deve divulgar o vegetarianismo:

"CALE A BOCA!" - Isso é algo que se diga a alguém que se pretende educar?

A pessoa que fez essa pérola de fato não sabe como funciona o meme do Willy Wonka de 1971, o famoso “Conte-me mais”. E ainda conseguiu tornar algumas pessoas mais antipáticas à causa veg(etari)ana – e, quem sabe, criar pelo menos um alfacista, que passará a dedicar parte de seu tempo livre pentelhando e ofendendo veg(etari)anos a esmo. E acha, infelizmente, que mandar calar a boca e negar a capacidade moral das  pessoas é uma boa maneira de fazê-las repensar seus hábitos alimentares.

A quem vem dominando ao longo dos anos a arte de educar informalmente e conscientizar, já estava claro desde quando esta imagem foi criada que ela é obviamente grosseira e totalmente imprópria para uso em militância veg(etari)ana virtual. A quem ainda vem aprendendo, fica a dica: evitem usar imagens, mesmo de memes virtuais, que usem de grosseria e impositividade. O que faz pessoas pensarem são mensagens inteligentes e questionamentos incisivos (e respeitosos). Mandar calar a boca e dizer que o interlocutor não tem moral para falar de dado assunto só irá torná-lo inimigo da causa divulgada.

imagrs

6 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Carla

setembro 22 2012 Responder

IDIÓTICO.

Carla

setembro 22 2012 Responder

NÃO AJUDOU EM NADA.

Elver

julho 29 2012 Responder

Aos Veg(etari)anos fanáticos:

A maioria dos veg(etari)anos são hipócritas e especístas, dizem defender todos os animais mas se esquecem dos milhões de animais que morrem por outros fatores, como caça ilegal, contrabando de espécies e a exploração industrial, coisas que não tem a menor relação com o fator alimentação e sim com coisas do seu cotidiano que muitos nem imaginam.

Vocês param de comer carne e acham que se tornam seres iluminados, evoluídos, mas na verdade muitos não conseguem exergar o quão dependentes do sofrimento animal todos nós somos. Hipócritas e cegos!

Só o fato de você ter um computador para responder esse post já enquadra você como um dependente de produtos que causam sofrimento animal, não se engane, durante o seu dia normal, você “mata” tantos animais quanto eu que como carne.

Ah, mas você, em mais uma demonstração de sua esquizofrenia moral, vai me dizer que “pelo menos eu não como carne”… curioso como as coisas são, né?

Se dizem superiores por “acharem” que salvam milhares de animais quando na verdade a maioria age como cegos lastreados por uma filosofia de vida que mal entendem e, partindo desse mal-entendimento, saem divulgando idiotices e informações desencontradas como se fossem verdades universais, sem ao menos se preocuparem em enteder o que estão divulgando.

São poucos os veg(etari)anos que se aprofundam e procuram entender o real significado por trás da filosofia que essas culturas alimentares tentam passar. A mensagem é muito mais profunda e bonita do que só “não comer carne”.

Muitos nem se preocupam em educar-se a respeito e entram nessa de “veg(etari)anismo” por pura modinha, pois quando o assunto começa a entrar em níveis de estudos e escolhas mais complexas e restritivas, nem se preocupam em saber do que se trata ou pior, continuam se dizendo veg(etari)anos sem ao menos tentar entender o real significado por trás da filosofia e do estilo de vida veg(etari)ano e seguí-los à risca.

Sonham e pregam uma fantasia surreal de animais convivendo em paz uns com os outros e esquecem que o processo evolutivo é muito mais profundo e demorado do que uma simples troca de padrão alimentar, são imediatistas e querem que todos se convertam o mais rápido possível, até parece vendedores que ganham “bônus” por conversão!

Tentam forçar, de todos os lados, para que todos se “transformem” em veganos, querem provar, a todo custo, que esse é o melhor caminho, quando muitos na verdade não tem nem idéia do que estão falando, e por este motivo apresentam dados e informações atropeladas, muitas vezes tendenciosas e sem embasamento científico com o intuíto de fazer descer goela abaixo o que acreditam.

Ficam mostrando imagem de bicho morto como se isso fosse resolver alguma coisa, ficam repetindo as mesmas imagens e videos, dia pós dia, achando que isso irá convencer alguém a trocar de dieta, e o que parece é que vocês gostam e de ficar vendo esse tipo de imagem e videos!

Agridem as pessoas que não seguem a mesma “filosofia”, dão nomes taxativos mas se esquecem que respeitar os animais significa respeitar também o ser-humano, e se você não é capaz de respeitar seu próximo, como você se acha capaz de respeitar um animal?

Nos chamam de brutais, crueis, nazistas dos animais e se esquecem que para você ter o conforto do mundo moderno dentro da sua casa muito animal teve que morrer, ou você acha que o cimento, metais, madeira e todas as matérias primas que existem na sua vida simplesmente foram “dadas” pela natureza? Podemos então chamá-los de brutais, crueis e nazistas dos animais? Pare e pense.

Não quero que nenhum veg(etari)ano volte a comer carne, vocês fizeram uma escolha alimentar e eu adimiro isso, mas não se sintam endeusados, iluminados ou evoluídos por conta dessa escolha, ela trás benefícios, claro que sim, não vou discutir, mas não tantos como é pregado.

Pode ser que daqui alguns anos eu faça essa escolha como pode ser que eu nunca faça, mas a escolha é de cada um e ninguém tem o direito de impor nada a ninguém.

Bárbara

maio 7 2012 Responder

Putz, post pertinente, que mostra uma grande mancada hein… Sorte que já passei dessa fase de “militância” agressiva!

rodrigo diaz

abril 29 2012 Responder

seus posts sao sempre muito pertinentes. parabens pelo trabalho!
como é a primeira vez que falo contigo, vou me apresentar: tenho 24 anos, sou biologo, do rio de janeiro, e vegan, vai fazer 10 anos esse ano.
um beijo, cara.

Mile

abril 29 2012 Responder

Eu particularmente nem gosto do termo militância quando se fala em vegetarianismo, sei lá, é que remete algo ruim pra mim. Sempre vi campanhas veg(etari)anas como conscientização e não militância, mas essa imagem aí para mim não mostra nada que sequer me faça pensar em conscientização, é apenas ofensiva de mau gosto. Ainda bem que nunca a vi antes no mural de nenhum dos meus amigos, acho que eu devo ter muita sorte por só conhecer veg(etari)anos educados.

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