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13 de maio de 2012: um dia para pensar nas mães escravas

Porca, uma mãe escrava. Fonte: site da Secretaria da Educação do Paraná

Hoje é um dia excepcional: ao mesmo tempo Dia das Mães e Dia da Abolição da Escravidão Humana no Brasil. Com isso, é impossível os defensores dos Direitos Animais se esquecerem daquelas mães que ainda hoje vivem sob regime de escravidão. Falo aqui das mães exploradas na indústria do leite, dos ovos e também da carne; na “indústria” de cobaias a serem torturadas em laboratórios; na “produção” de filhotes a serem vendidos em pet-shops; e por aí vai.

São mães que não poderão desfrutar do dia de hoje – não por não compreenderem que a data de hoje é Dia das Mães e aniversário da abolição da escravidão humana no Brasil, mas sim porque sua situação de vida não é nenhum motivo de comemoração. O dia de hoje lhes será mais um dia de desespero, estresse, angústia e mais absoluta servidão.

No caso das mamíferas, têm negado o direito de conviver integralmente com seus filhotes, que delas são apartados a poucos dias ou semanas de vida. São, aliás, forçadas a ter filhos a intervalos muito curtos, de modo que a pecuária “produza” mais e mais animais que, tratados como meras fontes autômatas de matéria-prima, serão mortos cedo ou tarde para a produção de carne. E para isso são inseminadas por meios análogos ao estupro ou com o próprio estupro. Já as aves “matrizes” também são despojadas de seus filhos, visto que seus ovos irão para chocadeiras e seus filhos machos serão mortos apenas porque nasceram machos.

E isso sem falar que muitas delas, as não parideiras, são forçadas a “produzir” também. Produzir leite e ovos. E no final de sua “vida útil”, mortas para se tornarem carne de segunda ou mero dejeto.

Todas essas mães são tratadas, assim, como máquinas produtoras, como se não tivessem emoções nem se importassem com suas crias.

O mesmo acontece nas “fábricas de filhotes”, com as mães sendo forçadas a engravidar a baixos intervalos para que seus filhos, depois de desmamados, sejam tomados delas e vendidos como se fossem brinquedos. Da mesma forma, as mães ratas e camundongos-fêmeas também têm a “obrigação” de reproduzir para “gerar” as cobaias que serão torturadas e mortas em experimentos científicos.

Bem que algumas ainda tentam proteger seus filhotes ou vocalizar gritos de desespero quando são apartadas deles. Mas nada adianta. Seus “proprietários” veem a elas e a seus filhos como meros objetos a serviço de um questionável interesse humano, logo se sentem no direito de fazer a traumática desmama e em seguida explorar mães e filhos.

Mães e escravas. Este 13 de maio de 2012 é uma oportunidade rara de pensar nelas. E lembrar que não podemos mais continuar participando desse tipo de exploração e também temos a obrigação moral de nos mobilizarmos para que a mesma seja erradicada do planeta, seja por via do veganismo, seja pelas vias políticas, seja pelo ativismo de rua, seja por quaisquer outras formas de mobilização abolicionista, todas as quais se interdependem e funcionam interligadas.

Fica então o desejo de que, algum dia, possamos comemorar no 13 de maio a libertação também dos animais não humanos e, no segundo domingo do mesmo mês, celebrar a liberdade das mães não humanas.

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