13

maio12

Homofobia, machismo e elitismo: a Idade Média das brincadeiras futebolísticas (Parte 4)

O Santa Cruz está de parabéns por ter conquistado o bicampeonato pernambucano – e digo isso mesmo sendo torcedor (fraco) do Sport. Merecem comemorar, até pela redenção do passado recente repleto de derrotas.

Da parte rubro-negra, resta lamentar ou se conformar, e esperar que a Série A não reserve fortes decepções ao time. Mas alguns torcedores estão ultrapassando o limite do futebol e partindo já para o preconceito, talvez para canalizar a decepção de hoje. Isso pela imagem abaixo:

Parece não ter nada de ódio ou desprezo a homossexuais e bissexuais, mas trata homo e bissexualidade como motivos de gozação – não muito diferente de negros serem caçoados por causa de sua raça ou idosos serem escarnecidos em função da idade. Sem falar que reduz tudo aquilo que envolve o amor entre duas pessoas – afeto, carinho, respeito, convivência, prazer (inclusive sexual), cumplicidade, união etc. – à mera questão sexual pejorada em promiscuidade – em outras palavras, novamente é realçado o estereótipo do homo ou bissexual promíscuo.

Esse tipo de preconceito precisa parar. Além de ofender minorias e tratar a diferença como motivo de piada, mancha ainda mais o futebol, hoje já marcado por violência entre torcedores e corrupção nos bastidores (vide as tantas denúncias contra o ex da CBF Ricardo Teixeira).

imagrs

Seja a primeira pessoa a comentar

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo