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jul12

Machismo no futebol: a Idade Média das brincadeiras futebolísticas

Tive o desprazer de ver essa mensagem no meu mural no Facebook, mesmo não sendo torcedor do Náutico:

Mesmo para quem não é alvirrubro, é de perceber o mau gosto dessas brincadeiras com o Náutico tendo como base o uso da feminilidade e/ou da homossexualidade como motivos de chacota. E no caso acima, ficou mais que evidente: enquanto o Sport e o Santa Cruz envergonharam os torcedores com resultados ruins essa semana, a “vergonha” do Náutico é a estereotipicamente imaginada feminilidade de seus torcedores.

Esse tipo de manifestação machista e também homofóbica – uma vez que discrimina ao mesmo as queers e as mulheres em geral -, é praxe no futebol. Usa-se atributos femininos como motivos de chacota. A mulher e a queer são tratadas aí como seres caricatos – e o são por “não serem normais” como os “homens machos”.

Me pergunto até quando essa valorização da misoginia e da homofobia no futebol vai continuar. Realmente será preciso usar a força da lei (como o PLC 122/06) para civilizar esses torcedores inimigos da feminilidade?

P.S: Esta postagem saiu à 1h10 de hoje. Já dá para ver assim que minha regulação do relógio biológico está fracassando de novo. Terei que pôr minhas esperanças na consulta de segunda dia 30 à médica do sono.

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Lorena

julho 26 2012 Responder

Na loja da minha tia eu vi vários bonequinho de um carinha de um time enforcando um cara do time rival… Vi um assim de um palmeirense segurando a forca de um são paulino e escrito em baixo “Aqui jaz um São Paulino”… Até tirei uma foto, pena que não ficou muito boa…

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