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ago12

Médico que salvou cadela com instrumentos humanos está sendo processado pelo MP: hora de solidarizar

extraído da ANDA

O Ministério Público Federal de Jales denunciou nesta quarta-feira (15) médico que operou um cachorro em Centro de Saúde de Urânia (SP). O MPF acusa o médico Danton Melo Andrade pelos crimes de peculato-desvio e corrupção passiva, segundo informa a Agência Bom Dia.

Ele fez operação no animal em 2008 e teria utilizado os mesmos equipamentos cirúrgicos destinados a pacientes. A cachorra que sofreu a cirurgia era tutelado por uma enfermeira. Para o MPF, o médico não poderia ter usado estrutura do SUS para a operação.

Mas, antes de considerar o médico um criminoso, é necessário perceber que ele certamente fez isso num ato extremo, de emergência, como um último recurso. Se houvesse um veterinário, público ou que cobrasse preços módicos, com quem a cadela e sua tutora pudessem contar, isso não necessitaria ter acontecido. A postura do médico não foi de intenção criminosa, mas de amor, empatia e respeito profundo à vida animal.

O poder público deveria se preocupar em cobrar dos governos a construção de hospitais veterinários públicos, e não perseguir e considerar criminosos médicos que salvam animais em situação de emergência depois que estes foram negligenciados pelos veterinários disponíveis.

No mais, o médico em questão é um herói, não um criminoso a ser processado e punido. O grande problema não é doutores como Danton recorrerem ao último recurso de usar instrumentos médicos para salvar a vida de animais desamparados pelo poder público e pela iniciativa privada, mas sim esse desamparo público e muitas vezes privado que condena tantos animais ao sofrimento e à morte.

Os instrumentos médicos em questão podem ser descartados e substituídos, mas a vida da cadela que o médico denunciado salvou não pode.

Devemos nos perguntar por que, já que os animais não humanos são tutelados pelo Estado conforme nossa legislação, a grande maioria dos integrantes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário negligenciam esse fato e preferem perseguir judicialmente aqueles que salvam vidas com improvisos emergenciais ao invés de criar as condições para que situações extremas como a postura do médico que salvou a cadela não precisem nunca mais acontecer.

Desde já a ANDA (assim como o Consciencia.blog.br) presta solidariedade a Danton Melo Andrade e defende que o Ministério Público arquive esse processo contra ele e passe a cobrar assistência pública aos animais domésticos, para que doutores exemplares como ele não precisem mais recorrer ao extremo de usar hospitais e instrumentos médicos humanos para salvá-los da morte.

imagrs

27 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Juliana

outubro 31 2012 Responder

E que usaram de inúmeros discursos sobre direitos dos animais, moral, etc. tentando justificar a defesa do tal médico.

Juliana

outubro 31 2012 Responder

Estou me referindo aos que estão criticando meu posicionamento a favor da punição do médico.

    Elisa

    outubro 31 2012 Responder

    Então não me inclua nesse “vocês”, eu não fiz isso.

Juliana

outubro 31 2012 Responder

Obrigada Elisa pelo seu esclarecimento sobre sujeito moral e paciente moral, pois usei erroneamente o termo “sujeito da moral” com o sentido do animal ser um “paciente moral” (onde eu acreditava estar bem claro seu sentido).
Julgar que um animal cria laços afetivos é interpretar além do possível. Por algum motivo a leoa cuidou desse órfão de gazela, mas não por “afeição”. Os animais tem instintos de procriação e perpetuação da espécie, nisso implica proteger, alimentar, cuidar… aí entram os tais instintos “maternais”. Talvez essa leoa tivesse perdido um filhote recentemente, ou estivesse num estado após o parto, onde esses instintos (quem sabe hormônios) estão mais aflorados, sendo que devido a essa necessidade orgânica a leoa cuidou do filhote indefeso. Não acredito na afeição entre animais irracionais. Instinto, necessidade, vínculo da espécie, etc, sim. Afeto? Não.
O incrível é que ninguém até agora entendeu que não estou negando o fato que os animais precisam da nossa proteção e cuidado. Concordo que somos responsáveis por eles e devemos zelar por sua sobrevivência e bem estar.
Só não concordo com o fato “denunciado” nessa notícia, o médico tem que ser punido.
Temos regras na sociedade e, para garantir a segurança e sobrevivência dessa mesma sociedade, essas regras devem ser seguidas! E devem ser reformadas quando houver a necessidade. Necessária a criação de hospital público para animais? Sim. Então lutem por isso. Errado e ilegal o ato do médico? Sim, então deixem o MP fazer o papel deles. Deixei bem claro mais acima tudo isso, já não me cabe tentar esclarecer mais nada se quiserem continuar com sentimentalismo barato e visão curta. Quem sabe um dia a vida cuide de esclarecê-los.
Vocês demonstraram que pouco entendem a sociedade, suas necessidades, regras e consequências… querem ainda entender os animais? Tá bom!

    Elisa

    outubro 31 2012 Responder

    “Vocês” quem, sra. Juliana? A quem você se refere?

    Elisa

    outubro 31 2012 Responder

    Vale lembrar que em momento algum eu me posicionei a respeito da postura do médico, apenas corrigi uma falácia sua.
    E vai me dizer que o que você chama de “afeto”, “amor” ou qualquer coisa que o valha, em seres humanos, também não é fruto de hormônios, resquícios de instintos, necessidades orgânicas, interações químicas etc? A paixão, por exemplo, é comprovadamente fruto de hormônios e neurotransmissores. Se você minimiza o que os animais “sentem” a meras reações biológicas, deveria começar a pensar melhor sobre o que são os seus próprios sentimentos. Você é redutivista quando se trata de animais (não há nada de nobre nos sentimentos deles, apenas instinto), mas o que vem dos humanos é maior, melhor, mais nobre e verdadeiro. Especismo barato.

Elisa

outubro 31 2012 Responder

Segundo o raciocínio da Juliana, que reflete seu total desconhecimento da diferença entre sujeito moral e paciente moral, então as crianças deveriam ser consideradas moralmente inferiores aos adultos. Afinal, eu desconheço qualquer livro de ética e/ou moral que tenha sido escrito por uma.
O fato de sermos sujeitos morais implica justamente na obrigação de zelar pelos seres amorais (animais e crianças, por exemplo). A capacidade moral implica em uma enorme responsabilidade pelos que não têm a mesma capacidade, mas que devem estar na mesma esfera de consideração moral, por possuírem as faculdades de sentimento, sofrimento e consciência.
E, ao contrário do que a Juliana falou, animais não são só instinto. Vertebrados superiores (aves e mamíferos, por exemplo), são capazes de estabelecer laços de afeto independente do instinto de perpetuação da espécie ou qualquer coisa do gênero. O que explica uma leoa se afeiçoar e cuidar de um filhote órfão de gazela (caso real)? Se a leoa fosse “só instinto”, ela o devoraria num piscar de olhos. No entanto, essa leoa foi capaz de perceber a fragilidade do pequeno órfão e ficou temporariamente de guarda, protegendo-o inclusive de outros leões que o queriam caçar.

Juliana

setembro 16 2012 Responder

“Sim, na sociedade que nos encontramos, estamos acima deles e deixei bem claro isso também.” – Ou seja, eles são sim inferiores e não merecem os direitos básicos dos seres humanos (como o de não ser propriedade e o direito à vida), por isso é mais ético deixar um animal morrer pra economizar dinheiro público (mesmo não havendo humanos na fila) do que salvá-lo com instrumentos médicos humanos. É isso? (porque foi o que eu entendi)

E se fosse exatamente isso, que que tem demais? Eu não prestaria só por pensar assim, minhas opiniões estariam TODAS equivocadas só por isso? hum… ok.

Mas não é isso! Você não entendeu o que eu disse ou não quer entender, e já expliquei varias vezes…

Uma última vez (já que você está tão indignado com minha opinião):

1) Não haver humanos na fila não é argumento -> já rebati isso, pois havia a possibilidade de surgir emergência dada a soma hospital público + médico servidor público + situações imprevistas passiveis de urgência. Entendeu?

2) Eles merecem direitos como seres vivos (tanto que o tem no nosso ordenamento jurídico!), podem ser sujeito da moral (no sentido de ser avaliado por ela como algo que existe), mas não tem moral em si mesmos como os seres humanos (muito menos ética!), se tiver, me indique um livro de ética ou moral escrito por eles… eles não pensam como nós.

3) Ninguém merece morrer. Nunca é melhor alguém morrer em detrimento de algo, mas nosso mundo não é o ideal! Enquanto se estiver cometendo desvios, enquanto existir o problema de se escolher algo ou alguém em detrimento de outrem, eu ainda estarei escolhendo a vida humana! Nada é superior a ela, mas ela tem que respeitar as outras formas de vida da mesma forma, dentro do possível na nossa atual conjuntura!

4) O médico vai continuar errado… se fosse na clínica particular dele ele estaria certíssimo e teria sido louvável, mas não era. Essa é a nossa atual conjuntura: o mundo ainda não está moldado para atender a todos os direitos e por isso ainda haverão escolhas difíceis, e eu continuarei a escolher a vida humana como prioritária nesse quadro. Quando o mundo for perfeito, essa escolha não vai existir.

5) Quanto a animais terem direito: eles tem, por exemplo é crime maltratar animal, dentre outros poucos crimes previstos. Concordo que a legislação ainda é tímida nesse aspecto, mas ela é tímida (e equivocada) também em muitos outros! Repito: o mundo ainda nao é o ideal.

Como eu disse no meu PRIMEIRO post: você pode e deve lutar pelo direito dos animais a terem hospital público etc., mas jamais deverá nessa situação de escolha, preferir um animal.

Não viaje dentro do que eu respondi. Entenda.

Agora vou dormir.

    Robson Fernando de Souza

    setembro 16 2012 Responder

    “E se fosse exatamente isso, que que tem demais? Eu não prestaria só por pensar assim, minhas opiniões estariam TODAS equivocadas só por isso? hum… ok.” – O que isso tem a ver com o argumento em questão?

    “1) Não haver humanos na fila não é argumento -> já rebati isso, pois havia a possibilidade de surgir emergência dada a soma hospital público + médico servidor público + situações imprevistas passiveis de urgência. Entendeu?” – E a cadela, que tinha o agravante de ter sido negligenciada pelos veterinários privados e pelo Estado (que não oferece tratamento veterinário público), era menos digna de um tratamento de emergência do que seres humanos?

    Me arriscando a uma possível falsa analogia, seria imoral e antiético (segundo vc falou do atendimento à cadela) atender uma criança num hospital pra adultos por falta de vagas em emergências pediátricas?

    “Eles merecem direitos como seres vivos (tanto que o tem no nosso ordenamento jurídico!), podem ser sujeito da moral (no sentido de ser avaliado por ela como algo que existe)” – Não entendi.

    “mas não tem moral em si mesmos como os seres humanos (muito menos ética!), se tiver, me indique um livro de ética ou moral escrito por eles… eles não pensam como nós.” – Falta de agência moral não significa falta de paciência moral ou desmerecimento do atributo de sujeitos morais.

    “Ninguém merece morrer. Nunca é melhor alguém morrer em detrimento de algo, mas nosso mundo não é o ideal! Enquanto se estiver cometendo desvios, enquanto existir o problema de se escolher algo ou alguém em detrimento de outrem, eu ainda estarei escolhendo a vida humana!” – Falsa dicotomia. Por que escolher apenas um dos dois quando se poderia optar pelos dois?

    “O médico vai continuar errado… se fosse na clínica particular dele ele estaria certíssimo e teria sido louvável, mas não era.” – E ele tinha clínica particular na ocasião?

    “Essa é a nossa atual conjuntura: o mundo ainda não está moldado para atender a todos os direitos e por isso ainda haverão escolhas difíceis, e eu continuarei a escolher a vida humana como prioritária nesse quadro. Quando o mundo for perfeito, essa escolha não vai existir.” – Quando o mundo for perfeito = nunca.

    “Quanto a animais terem direito: eles tem, por exemplo é crime maltratar animal, dentre outros poucos crimes previstos. Concordo que a legislação ainda é tímida nesse aspecto, mas ela é tímida (e equivocada) também em muitos outros!” – Sabia que os animais em geral não têm direito nem mesmo à vida segundo nossa legislação?

    “Como eu disse no meu PRIMEIRO post: você pode e deve lutar pelo direito dos animais a terem hospital público etc., mas jamais deverá nessa situação de escolha, preferir um animal.” – E quem aqui falou de preferir um ao outro? Falácia do espantalho.

marcelo

agosto 21 2012 Responder

Errou tem que pagar. A intençao do medico ate que foi boa mas se aparecesse uma pessoa precisando do mesmo procedimento naquele instante? iria morrer porque o medico decidiu operar um cachorro. Negligencia é crime.

    Robson Fernando de Souza

    agosto 21 2012 Responder

    E se o médico tivesse usado equipamentos veterinários esterilizados pra salvar em casa uma pessoa próxima que estivesse à beira da morte?

      Juliana

      setembro 16 2012 Responder

      A questão é usar da coisa pública destinada a seres humanos para salvar um animal.

      E nessa hipótese que você levantou, mesmo que fosse material público para animais, ele seria considerado herói (mas não deixaria de ser desvio de coisa pública)! Afinal, humanos tem prioridade em relação a animais. Quando isso mudar na sociedade, por favor me avise.

      Entenda: ter prioridade não significa dizer que os homens podem fazer qualquer coisa contra os animais só para satisfazer o próprio ego e seus sentimentos mais baixos, certo?

        Robson Fernando de Souza

        setembro 16 2012 Responder

        Ou seja, pra você, os animais não humanos são seres inferiores. É isso? [2]

          Juliana

          setembro 16 2012

          E os animais são superiores ou iguais?

          Responde sinceramente: você daria sua vida por sua mãe, pai, irmão, filho (ou a pessoa que mais ame na vida)?

          E daria pelo seu cachorro mais amado? Você morreria para ele viver?

          Robson Fernando de Souza

          setembro 16 2012

          Isso é o que eu pergunto a você: os animais não humanos são superiores, iguais ou inferiores ao ser humano?

          E lhe pergunto: você daria sua vida por, digamos, um egípcio, um americano ou um chinês que estivesse sob risco de morte?

          Juliana

          setembro 16 2012

          Bem, eu não amo o mundo inteiro, infelizmente, eu ajudaria sim… mas só daria a vida por quem eu amo, com certeza.

          Você ainda não me entendeu, e eu fui muitíssimo clara… quem sabe um dia você entenda meu ponto de vista. E leia novamente, pois já respondi no texto a sua pergunta sobre ser coisa pública voltada a animais.

          Jamais vou matar ou deixar alguém morrer por causa de um animal. Sim, na sociedade que nos encontramos, estamos acima deles e deixei bem claro isso também. E enquanto houver situações onde se deva preferir algum, eu preferirei a vida humana em detrimento da animal. Mas use o bom senso ao ler e interpretar isso! Você tem falado como se eu pensasse que os animais não prestam e que não devem ser consideramos por nós… e não falei isso em momento algum.

          Diminui seus ânimos e depois releia o que eu disse com mais ponderação e calma. Só entenda, se quiser discordar, tudo bem. Mas pare de tentar me convencer do contrário… dei meu ponto de vista e pronto. E ele está bem firme nisso.

          Abraço e boa noite! ;)

          Robson Fernando de Souza

          setembro 16 2012

          “Sim, na sociedade que nos encontramos, estamos acima deles e deixei bem claro isso também.” – Ou seja, eles são sim inferiores e não merecem os direitos básicos dos seres humanos (como o de não ser propriedade e o direito à vida), por isso é mais ético deixar um animal morrer pra economizar dinheiro público (mesmo não havendo humanos na fila) do que salvá-lo com instrumentos médicos humanos. É isso? (porque foi o que eu entendi)

Juliana

agosto 18 2012 Responder

Antes de levantar a bandeira a favor do médico, é necessário verificar as condições e o contexto em que tal fato aconteceu. Na notícia veiculada não se tem maiores informações sobre o caso.

Independentemente de como ocorreu o fato, quem afinal tem ou deve ter preferência: a vida de um cachorro ou a vida de qualquer ser humano?

Utilizar a estrutura do SUS para tal cirurgia é desvio de finalidade da coisa pública, pode ter sido um ato heroico, mas não restam dúvidas de que também foi ilegal. E é nisso que o MP vai focar.

O problema da falta de atendimento público para animais (um “SUS” para animais) deve ser debatido, mas é inadmissível fechar os olhos para a atitude equivocada do médico.

E se naquele exato momento da cirurgia ele tiver negado ou prejudicado o atendimento a um ser humano por conta do desperdício de tempo, material e estrutura públicos? (veja bem, não era clínica particular desse senhor, nem material comprado com recurso próprio…) quantas vezes soubemos que o Sistema de Saúde negou atendimento a pessoas por falta de recurso? Mas para atender um animal você acha heroico desperdiçar!

Hipoteticamente, você deixaria esse mesmo médico inutilizar o mesmo material enquanto você espera atendimento após um grave acidente, onde, por azar, foi parar num hospital público?

Acho que você levantou a bandeira errada. O médico cometeu um crime, seja por ignorância, bondade ou quem sabe por outros interesses, mas não deixa de ser um crime.

Pior, imagine o que sentiria, ao ver essa notícia, os familiares de alguém que morreu por causa da precariedade do SUS. Já parou para pensar nisso?

Ele lesou a saúde pública, mesmo que “minimamente”, logo deve ser punido. Meu sonho é que um dia sejam punidos todos os que fazem o mesmo (principalmente aqueles que desviam as verbas públicas)…

    Robson Fernando de Souza

    agosto 18 2012 Responder

    E você considera que ele fez isso por livre vontade, em vez de por uma emergência cuja ausência significaria a morte da cadela?

    Os instrumentos podem ser descartados e substituídos, mas a vida da cadela não podia. Em relação a ter podido haver um ser humano na fila, e se fosse um outro ser humano sendo urgentemente operado pelo médico ao invés da cadela? Há hierarquia moral entre a cadela ter sido salva e um ser humano ter tido a mesma sorte?

    A atitude foi ilegal por desviar a uma utilidade veterinária instrumentos de medicina humana, mas não foi antiética. Muitas vezes temos que verificar que algo ser ilegal não significa ser antiético – vide a ética consequencialista.

      Juliana

      setembro 16 2012 Responder

      Humanos sendo operados urgentemente é fato corriqueiro no mundo inteiro… se isso não acontece na sua cidade, é com certeza um grande alívio para os médicos plantonistas!

      Imoral e antiético (isso mesmo) é você usar o dinheiro e estrutura pública, destinados a seres humanos, para salvar um animal. Afinal, ali sempre corre-se o risco de chegar um ser humano precisando de atendimento… ora, ele era médico e estava numa unidade de saúde! Será que ele podia prever que naquele dia ele não teria urgências humanas no Centro de Saúde de Urânia?

      Entende? Ele assumiu o risco de ser negligente com alguém, foi antiético com a profissão de médico e com a sociedade como pessoa (de diversas formas). Vai ser punido corretamente.

      Você tem um ótimo blog e acho que tem as melhores intenções aqui, além de muito boas ações, mas não pode fugir da realidade e nem deve polemizar demais questões tão simples… chega a ser um “tiro no pé” em relação ao que você prega (consciência).

      Um animal, por mais amado que seja, não tem prioridade em relação à vida de qualquer ser humano, mesmo o mais imprestável e detestável que exista – Isso que é moral e ética. Ele como MEDICO (e não veterinário) deveria ter lembrado disso…

      Perdoe-me a crítica, mas se você, tendo entendido o que eu disse, ainda não o concordar, talvez fosse mais adequado então mudar o nome do blog para “minha.consciencia”.

        Robson Fernando de Souza

        setembro 16 2012 Responder

        1. Se fosse um ser humano à beira da morte que tivesse sido salvo com instrumentos veterinários (obviamente não usados antes), você diria que o veterinário deveria ser punido por isso?

        2. Seria melhor ter deixado a cadela morrer por cusa da lei?

        3. “Você tem um ótimo blog e acho que tem as melhores intenções aqui, além de muito boas ações, mas não pode fugir da realidade e nem deve polemizar demais questões tão simples… chega a ser um “tiro no pé” em relação ao que você prega (consciência).” – Quer dizer que aquilo que você discorda é “tiro no pé”?

          Juliana

          setembro 16 2012

          1. Respondi abaixo.

          2. Não seria “melhor”, mas seria o correto.

          3. A resposta está em “um animal, por mais amado que seja, não tem prioridade em relação à vida de qualquer ser humano, mesmo o mais imprestável e detestável que exista – Isso que é moral e ética.” esse é o tiro no pé.

          Robson Fernando de Souza

          setembro 16 2012

          2. Onde é correto negligenciar socorro e deixar um animal morrer?

          3. Ou seja, os animais não humanos são moralmente inferiores ao ser humano. É isso?

          Juliana

          setembro 16 2012

          Cara, é simples e lógico! Reflete mais um pouco, avalia todo o quadro… não somente o legal, mas o moral e ético a fundo.

          Respeito os animais, entendo os sentimentos que as pessoas tem para eles, já sofri com eles várias vezes (eu tive urgências com animais, já perdi alguns), mas jamais, em sã consciência, condenaria um médico por usar instrumentos veterinários para salvar alguém, bem como nunca concordarei com o contrário quando for da coisa pública (veja bem, estou olhando pelo prisma do social e moral) – se ele quiser fazer isso na clínica particular dele, que faça! Para mim não tem problema algum!

          Robson Fernando de Souza

          setembro 16 2012

          1. “É simples e lógico: deixe o animal morrer!” É isso?

          2. “mas jamais, em sã consciência, condenaria um médico por usar instrumentos veterinários para salvar alguém” – E se isso tivesse acontecido num hospital veterinário público (aquele que inauguraram em São Paulo ou algum futuro), usando instrumentos pagos com dinheiro público?

          3. Você não me respondeu se pra você os animais não humanos são seres inferiores.

          Juliana

          setembro 16 2012

          Só conheço ética e moral dentro da sociedade humana, animal não tem ética, nem moral – tem instinto.

          Salvar um animal em detrimento de um ser humano NAS CONDIÇÕES QUE ESSE MEDICO FEZ é imoral e antiético, pode não ter morrido alguém, mas ele assumiu o risco.

          Entendeu?

          Robson Fernando de Souza

          setembro 16 2012

          “Só conheço ética e moral dentro da sociedade humana, animal não tem ética, nem moral – tem instinto.” – Ou seja, eles não merecem ser sujeitos morais, dignos de direitos. É isso?

          E era melhor ter morrido o animal do que um ser humano, mesmo na situação não tendo morrido nenhum dos dois. É isso mesmo?

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