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nov12

Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas: o “cérebro do religioso”

A imagem antirreligiosa acima, também encontrada no Facebook, repete o preconceito de sempre contra religiões e religiosos, mas dessa vez tem o “mérito” de não ser simplesmente uma generalização apressada dos crimes do fundamentalismo religioso.

Ela, ainda que em tom de piada, desenterra do buraco das teorias pseudocientíficas dos séculos 19 e 20 a chamada frenologia, uma pseudociência que atribuía a regiões do cérebro a responsabilidade por reger características comportamentais, emocionais e morais do ser humano e também acreditava determinar o caráter ético de uma pessoa pelo formato de seu crânio. Até hoje a frenologia inspira piadas envolvendo “funções” comportamentais comicamente atreladas a regiões cerebrais.

No mais, a figura generaliza a todos os religiosos as crenças de alguns e as ridiculariza. É como se todo religioso acreditasse ao mesmo tempo em tudo aquilo que fosse sobrenatural e pseudocientífico, como fantasmas, astrologias, mitologia bíblica, homeopatia, criaturas míticas e ufologia. Curiosamente só coloca aquelas crenças facilmente ridicularizadas por antirreligiosos, ignorando aspectos positivos ou neutros de uma crença religiosa, como o conforto psicológico, a meditação, os rituais e cultos, a contemplação das “obras divinas” e a fé na vida ou redenção após a morte. E pejora os religiosos como excessivamente crédulos, como pessoas mergulhadas num “mundo de fantasia”.

Novamente fica como recomendação enfática o conhecimento de noções de antropologia e filosofia para se tentar entender ou criticar embasadamente o pensamento religioso. Sem essas noções, a antirreligião nada mais é do que o polo oposto ao fundamentalismo religioso, incidindo em preconceitos, falácias e distorções e criando uma via de mão dupla de troca de preconceitos e ofensas.

imagrs

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Vinícius

novembro 22 2012 Responder

Isso foi MUITO idiota… desde quando essas coisas sobrenaturais tem a ver com alguma religião? O que exatamente impede um Ateu, Agnóstico ou Religioso de “acreditar” e pesquisar a fundo as “pseudo”ciências?

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