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jan13

Adolescente ateia se suicidou por ser vítima de ódio religioso contra ateus

roberta-baeta

Tive conhecimento agora de um caso que envergonha a humanidade. A adolescente Roberta Baêta, de 17 anos, suicidou-se no último dia 28 de dezembro por ser vítima de intolerância contra ateus.

Todas as informações pertinentes estão no Facebook, na página Roberta Baêta – Amigos e nesses links (aqui, aqui e aqui).

O Consciencia.blog.br se solidariza com os amig@s de Roberta e demanda desde já punição aos familiares dela, que provocaram o suicídio da moça, como um exemplo de justiça – a qual deve proteger todos os indivíduos sujeitos de direito, sejam eles religiosos ou irreligiosos.

Aviso: nenhum comentário que desrespeite a memória de Roberta será permitido aqui. Contestações à versão dada pelos amigos dela devem ser respeitosas e trazer evidências confiáveis de que as condições alegadas não a induziram ao suicídio.

imagrs

15 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Eliana Angel

janeiro 14 2013 Responder

Eu penso que a ética deveria reger as relações humanas, o que faltou foi o respeito dos responsáveis pela decisão de uma adolescente.

Marcelo

janeiro 8 2013 Responder

Comentário grosseiro apagado. Se você quer provar que Roberta não era inocente (e, pela linha de raciocínio subentendida, não sofria tanto preconceito assim), terá que provar. Sem provas, nenhum comentário detratando a memória dela, muito menos de forma grosseira e agressiva, será permitido aqui. RFS

Ronald

janeiro 5 2013 Responder

“Em contrapartida, a Roberta Baeta cometeu suicídio não pelo fato de ter uma família de retardados religiosos em seu pé, mas pelo fato de suas crenças (ou falta delas, no caso religioso) não terem lhe dado alento algum.”
Não entendi este trecho, Jackson. Você está culpando o ateísmo pelo suicídio dela?

Demo

janeiro 4 2013 Responder

JacKson

Falam muito que religião mata e que religião é ruim por isso e aquilo, mas nos tempos atuais o cristianismo (que era a religião da família da Roberta), não prega esse tipo de violência (ok, as interpretações de cada um sim, mas os preceitos em si não). (o negrito é meu)

Dando de barato que o medo, a ignorância e a impotência serão a génese da religião, permita-me questionar: Deuteronômio 13:6-10 é amor?

A violência é a negação da inteligência e este tipo de argumentos não consta certamente do curriculum de um “ser supremo”.

…não prega esse tipo de violência

Violência tem tipo? Se tem, por favor indique quais, e se tiver subtipos esteja á vontade.

Demo

    Bianca

    janeiro 5 2013 Responder

    De novo a velha história de Deuteronômio manda matar? O conceito de contexto (seja histórico, cultural, narrativo) usado em literatura se encaixa também na Bíblia. Ou tu achas também que Jesus pregava a violência em Lucas 19:27?

    Peço desculpas ao Robson se o comentário acima parecer proselitismo, mas as suas duas respostas Demo, devido ao contexto desse post, me pareceu um pouquinho carregado de ódio a religião. E, na minha opinião (não precisa concordar), essa situação deveria levar religioso e ateus a repensarem os seus atos. Incluo ateus também, porque estou vendo alguns combaterem o ódio por parte de alguns religiosos fanáticos com mais ódio. E pela própria história humana, quando você combate um tipo de intolerância com mais intolerância, a situação que antes estava ruim só piora.

      Demo

      janeiro 5 2013 Responder

      Ou tu achas também que Jesus pregava a violência em Lucas 19:27?

      Mateus 10:34 é mais esclarecedor… e preocupante também.

      Bianca

      Lamento desapontá-la por discordar de suas conclusões mas, desconhecendo quais as premissas que considera carregadas de ódio e/ou intolerância, (você só disse que existiam, não as mencionou) torna-se difícil defender ou debater as minhas convicções.
      Mesmo assim tentarei justificar…

      No meu primeiro comentário – aonde eu nem sequer responsabilizo a religião pelo acontecimento lamentável que foi a morte de Roberta –, apenas manifesto, e de forma generalizada, a minha opinião em relação a uma sociedade que teima em recorrer a preconceitos, superstições e ideias abstractas para justificar a ignorância e a mediocridade que teimosamente tarda em abandonar.

      A referência á religião (que considero negativa, sim) tem a ver com o aproveitamento que esta faz da fragilidade da situação, impondo conceitos e preconceitos que, para manipular os fracos de espírito justifica como valores morais.

      No segundo comentário (resposta ao Jackson), limito-me a refutar e a confrontar a defesa feita ao cristianismo desmistificando o suposto “autor” de uma violência teimosamente ignorada.

      Ao contrário do que você diz, eu não “combato” argumentos, quanto muito “debato”, o que é bem diferente. Não emprego ódio em minhas críticas porque o que eu critico não são as pessoas (que nem conheço) mas sim as ideias de que discordo. Não sou intolerante porque compreendo a ignorância, geralmente manifestada pelos crentes, que teimam em confundir doutrina com história da religião.

      Disponha
      Demo

      PS.: O conceito de contexto (seja histórico, cultural, narrativo) usado em literatura se encaixa também na Bíblia.

      Essa, eu aplaudo. Não só por ser exactamente assim mas também por ser a primeira crente que encontro pensando assim.

Thiago

janeiro 4 2013 Responder

Troll banido. RFS

Jackson

janeiro 4 2013 Responder

Falam muito que religião mata e que religião é ruim por isso e aquilo, mas nos tempos atuais o cristianismo (que era a religião da família da Roberta), não prega esse tipo de violência (ok, as interpretações de cada um sim, mas os preceitos em si não). Em contrapartida, a Roberta Baeta cometeu suicídio não pelo fato de ter uma família de retardados religiosos em seu pé, mas pelo fato de suas crenças (ou falta delas, no caso religioso) não terem lhe dado alento algum.

Ela sofreu pressão de sua família e isso está claro, mas sua consciência de alguma forma a pressionou ainda mais. Ela não foi assassinada… ela cometeu suicídio. Devemos apelar para o que todo mundo dia da inteligência que ela tinha, então de forma consciente ela tirou a própria vida.

Não foi Deus, não foi o Diabo, não foi a igreja nem sua família… quem matou Roberta Baeta foi ela mesmo.

Esse é o fato, aceitem ou não

    Davidson

    janeiro 4 2013 Responder

    Jackson, sua resposta disse tudo ! Sem mais …

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 4 2013 Responder

    Como vc concluiu isso, Jackson?

    Maleb

    maio 3 2013 Responder

    Comentário ofensivo contra comentarista apagado. Se quiser questionar o outro, faça-o sem ofender e desrespeitar. RFS

    Igor

    setembro 20 2013 Responder

    ela mesma se matou isso é obvio já q foi 1 suicidio, porem ela n teria se suicidado se a familia dela tivesse a aceitado como atéia … só que a mãe dela era e ainda é [Trecho ofensivo apagado. RFS] ela quis expulsar a menina de casa queria obriga-la a virar religiosa etc. pois acham que somente cristãos ou crentes q são os “bonzinhos” na história + provavelmente até satanicos aceitam os outros melhor cometem menos crimes etc.(antes do mimimi n estou dizendo nada sobre religião ser melhor ou pior somente as pessoas de religiões diferentes e aceitações.)

Demo

janeiro 4 2013 Responder

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” Ruy Barbosa

Como costumo dizer, religião é isso mesmo. Religião é violência.
E em nome da religião a humanidade permanece irremediavelmente presa na Caverna de Platão, continuando a deleitar-se, como é seu velho hábito, com meras imagens da verdade.

Talvez a pressão tenha sido demasiado elevada para Roberta Baêta – talvez tenha sido vítima da incoerência, intolerância e irracionalidade religiosa –, mas mais do que lamentar a perda de uma vida devemos “registar” a independência cognitiva dessa menina.

Não é fácil, num mundo limitado por preconceitos e superstições conseguirmos atingir a autêntica liberdade do ser humano: permanecer não contaminado por superstições e crenças injustificadas que deformam a percepção da realidade. Ou seja, a independência da mente.

Lamentavelmente, em nome de divindades, superstições, ideias abstractas e preconceitos continua-se erradamente a ensinar, a cada nova geração de crianças, que as proposições religiosas não carecem da justificação que exigimos a todas as outras.

Demo

Bianca

janeiro 4 2013 Responder

Pelo que estava pesquisando sobre esse caso, pois fiquei sensibilizada, houve uma série de erros de ambas as partes.

Tanto ela quanto os pais eram intolerantes um com o outro. Ao mesmo tempo que eles não respeitavam a escolha dela, ela também não respeitava a escolha dos pais, tripudiando a sua religião dentro de casa (como por exemplo jogar fora os santos da mãe).

Esse caso ao meu ver, leva a gente a refletir até onde vai a intolerância de ambos os grupos (religiosos e ateus).

Será que se os pais respeitassem (e evitassem conflitos)a sua escolha, a situação não poderia ter sido diferente? Assim como se a menina também respeitasse a crença dos pais (e evitasse conflito), a situação também não teria sido outra?

E outra, parece que o caso dela ainda foi agravado pelo fato dela ter transtorno bipolar e depressão. Será que nem os pais e nem ela procuraram ajuda profissional sabendo disso?

Tenho uma pessoa aqui em casa que sofre com depressão e sei o quanto é difícil. A última crise depressiva dela (quando ela ficou sem o antidepressivo e nem eu e nem meu esposo percebemos que ela estava sem remédio, a princípio), foi horrível. Qualquer coisa (qualquer coisa mesmo), era motivo dela querer ficar na cama, não comer e não fazer nada (nem tomar banho). Acho que ela só não se matou pra valer por falta de coragem.

    Clarissa

    julho 21 2013 Responder

    Olá, gostaria de comentar a resposta de Bianca. Acho que não está sabendo bem o que é o transtorno bipolar. A pessoa ainda não se suicidou talvez porque quando está em depressão não tem ânimo nem para levantar um braço e quando está na fase de euforia está se sentindo “bem”. É bom conversar com o profissional que está tratando dessa pessoa e ler mais a respeito.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo