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Donkey Kong Pauline Edition, obra de um pai que disse não aos papéis de gênero nos games

Mike Mika é um exemplo de homem. Compadecido com a chateação de sua filhinha de três anos de idade, que não podia jogar como Pauline, a namorada de Mario no game de Donkey Kong (quando DK ainda era o vilão) que jogava no emulador do Nintendo de 8 bits, ele fez um mod (modificação de um jogo) de uma das versões de DK no qual não era mais Mario quem salvava Pauline, no papel de “donzela em apuros”, mas sim ela que salvava o encanador-aventureiro. Certamente sua filhinha ficou muito feliz. E não foi a única a ficar com um sorriso largo no rosto – a comunidade feminista de todo o mundo adorou.

Mika atuou como um notável feminista, ao, inspirado na filha, negar o conformismo perante o velho papel da “donzela em apuros” e invertê-lo, dando à mulher o papel de heroína e tirando dela aquele arquétipo marcado pela passividade, fragilidade e inabilidade. Ressalte-se também que a pequenina filha dele jogava como a princesa Peach (antigamente chamada Toadstool) em Super Mario Bros. 2, o primeiro jogo da franquia Mario em que a princesa também era uma protagonista. Aliás, uma queixa minha sobre a franquia Mario é a pouca variedade de jogos de aventura em que há uma mulher como personagem jogável, em comparação com os tantos jogos em que Mario, com ou sem Luigi, monopoliza o protagonismo e precisa salvar Peach.

Pai e feminista exemplar, Mike Mika mostra como é possível enfrentar o sexismo nos games, subverter os papéis de gênero e incluir as meninas e mulheres no público-alvo dos games mais aclamados. Por sua ousadia igualitária, merece ser felicitado nos comentários do vídeo (em inglês). E seu mod precisa ser baixado (esse download é de um patch que pode ser aplicado a uma versão recente do jogo em rom de Donkey Kong para Nintendo de 8 bits) e jogado.

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