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Consciencia.VLOG.br: O argumento dos animais mortos na agricultura

conscienciaVLOGbr-miniaturaNo esforço de derrubar um dos mais clássicos mitos do carnismo (a ideologia de defesa do consumo de alimentos de origem animal), que ainda deixa constrangidos muitos vegetarianos e veganos, o Consciencia.VLOG.br levou ao ar o vídeo abaixo, que explica por que não faz sentido a dupla alegação segundo a qual a alimentação vegetariana seria manchada de sangue por envolver a morte de animais na agricultura e a pecuária mataria muito menos animais do que a própria agricultura.

Vale assistir ao vídeo e passar a saber como se defender desse argumento.

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4 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Francisco Davi Castello

maio 13 2013 Responder

Não há nada de acidental em jogar veneno para matar ratos, coelhos e pássaros.

Não comem uns, mas matam outros.

    Robson Fernando de Souza

    maio 14 2013 Responder

    Desde quando o lançador de agrotóxico tem a intenção de matar ratos (que não sejam pragas agrícolas), coelhos e pássaros?

Eliana

abril 17 2013 Responder

Viver causa impacto. Veganos não defendem impacto ambiental zero simplesmente porque isso não é possível. Mas podemos minimizar os impactos. Defendemos minimizar a poluição ambiental, mas sabemos ser impossível zerá-la. Já que eu não posso poluir zero, então eu vou poluir sem limites?

Um aspecto que eu sempre cito são as mortes de humanos em indústrias e em construção civil. Acidentes de operários são muito comuns, tanto que em toda indústria há uma placa marcando há quantos dias não houve acidentes. E assim como os animais na agricultura, essas mortes tem como ser evitadas, mas ainda acontecem. Portanto há também morte e sofrimento de humanos envolvidos em nosso consumo, independente da dieta. Chamar de hipócrita quem é a favor da vida humana e consome produtos industriais relacionados com morte humana, é no mínimo absurdo. Por que o mesmo raciocínio não se aplica nas mortes acidentais de animais?

Outro fato é que os animais de abate são tratados como máquinas que convertem rações de soja, milho, cana etc em carne, ovos e leite. Tem chifres, dentes, testículos e rabos cortados sem anestesia, filhotes separados das mães, incômodo de uma ordenhadeira, péssimas condições sanitárias e de saúde (câncer, tumores, infecções etc) causados pelos hormônios e aditivos. Sem contar o stress e crueldades inerentes aos fazendeiros e funcionários. Já os animais mortos em plantações tiveram a chance de sobreviver e não eram submetidos a todo esse sofrimento. Quem sabe um dia haja uma forma de não matar animais em plantações, como no caso dos orgânicos e em pequenas plantações. Por enquanto eu não vejo outra forma de minimizar mais essas mortes.

Cesar Carvalho

abril 16 2013 Responder

É importante também lembrarmos que, numa futura sociedade em que os Direitos Animais sejam plenamente considerados e aplicados, o desenvolvimento das técnicas e das máquinas utilizadas na agricultura obviamente levarão em conta a proteção da vida dos pequenos animais, minimizando as casualidades, coisa que hoje em dia é completamente ignorada pela nossa sociedade especista e seus engenheiros, agrônomos e agricultores.
Ou seja, qualquer argumento que se baseia nas mortes acidentais causadas pela agricultura é falacioso ao ignorar que as atuais máquinas e processos agrícolas foram desenvolvidos por especistas que não demonstram o menor respeito pela vida animal e não levaram em consideração as mortes acidentais que seriam causadas. Assim, se os especistas realmente se preocupam com os animais rasteiros, temos aí mais um forte motivo para a implantação de uma ampla política de Direitos Animais e uma reestruturação e reengenharia da agricultura para poupar o máximo de animais. Por outro lado, se os especistas não se preocupam com os animais rasteiros, então eles estão usando uma falácia tu quoque das mais capengas. De uma forma ou de outra, é um argumento claramente inválido.

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