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abr13

Jovem israelense luta pelo direito de não servir às forças armadas sionistas

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A via crucis de Nathan Blanc em seu esforço para não ser obrigado pela lei sionista de Israel a servir às forças armadas daquele país vem chamando a atenção do mundo sobre o direito humano à liberdade de consciência ético-política. Ele vem sendo condenado à prisão militar seguidamente por recusar servir ao mesmo exército que vem oprimindo e matando o povo palestino. Recentemente ele recusou pela oitava vez obediência ao corpo militar sionista de Israel, por consciência.

Afirma o Terra:

De acordo com Blanc, o alistamento no Exército contradiz seus valores morais, já que a situação politica na região “não é democrática”. “Na nossa região existem dois povos, o israelense e o palestino, mas só nós temos um Estado e um Exército, e nosso Exército serve para subjugar o outro povo”, disse Blanc ao Terra poucos minutos depois de ser condenado a 14 dias na prisão militar, após ter reiterado sua recusa de prestar serviço militar.

Blanc promete que vai continuar sempre negando prestar submissão à máquina militar sionista até que as forças armadas israelenses desistam de tentar forçá-lo a trair a consciência.

Ele é um dos tantos que vêm recusando, por motivos éticos, a servir ao exército do sionismo. Grupos como os Shministim e o Yesh Gvul vêm historicamente defendendo os direitos humanos à liberdade política e à objeção de consciência. Defendem que nenhum indivíduo deve ser forçado a abdicar de sua convicção ética e servir um exército que é responsável por um dos piores apartheids da história mundial recente.

Atualmente a liberdade de consciência ética é criminalizada pelo Estado sionista, só sendo permitido a ultraortodoxos, cidadãos árabes e mulheres casadas recusar o serviço militar. Muitos que não querem servir ao exército forjam laudos psiquiátricos, já que são proibidos de se abster da conscrição por motivos políticos. Mas heróis como Blanc querem mudar isso e trazer liberdade aos israelenses e acabar com a opressão contra os palestinos.

Consciencia.blog.br apoia Nathan Blanc, os Shministim, o grupo Yesh Gvul e todos aqueles indivíduos que se recusam a perpetuar o militarismo sionista e querem de fato que o território israelense seja uma terra de paz e convivência igualitária entre os diversos povos e religiões que ali habitam. Mas reconhece que esse caminho será bastante difícil e árduo, visto que o Estado de Israel não reconhece os Direitos Humanos nem para os próprios israelenses de ascendência judaica.

imagrs

3 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Luz13

abril 6 2013 Responder

Parabéns pelo apoio! É como diz diz Aline, da Cidade das Pirâmides, “Não tema nada nem a ninguém só sua própria consciência”. http://www.deolhonomundo.com Abraços.

Vinícius

abril 5 2013 Responder

Abaixo todas as forças militares!

Silas Guilherme

abril 5 2013 Responder

Embora isso nem sempre traga resultados satisfatórios, essa causa que ele representa precisa de apoio internacional. Um absurdo desses precisa acabar!

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