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jun13

Major da PM da Paraíba critica militaridade da polícia brasileira

PM

O ator e dublador Guilherme Briggs divulgou na madrugada de hoje uma mensagem do major Marcus Azevedo, da Polícia Militar da Paraíba, queixando-se a militaridade da polícia brasileira, militaridade essa que rende aos policiais direitos inferiores aos dos civis e os força a agirem como robôs inconscientes contra a população. O militarismo herdado da ditadura vive no Brasil, porém hoje encarnado na polícia repressora ao invés das sucateadas forças armadas, que aparentemente não têm oferecido perigo de golpe.

O texto está abaixo, paragrafado por mim.

Recebi esta comovente mensagem do Major da Polícia da Paraíba, Marcus Azevedo, cidadão consciente, digno, trabalhador e respeitador. É com muito prazer que compartilho com vocês aqui da página o que ele me escreveu:

“É, caro Briggs. Sou seu fã há tempos, desde “pequenininho” (tenho quase sua idade ) e sou Major da Polícia Militar da Paraíba. Teremos protestos aqui, mas temos também um histórico de nunca ter havido confronto com manifestantes, então cremos que tudo sairá em paz. Pouca gente não sabe de nossa realidade. Somos militares porque os governantes de hoje, a esquerda que foi oprimida pelos militares, e promulgou a Constituição de 1988, preferiu nos deixar militares, pois assim não temos direitos de cidadão. Podemos ser presos administrativamente, podemos ser presos por motim se recusarmos cumprir rodens. Não temos direito a Habeas corpus se a prisão for administrativa.

Nosso regulamento discip?inar tem o dobro da idade da Constituição, e nada a ver com ela. Podemos ser expulsos por muito pouca coisa, e ver nossas famílias a míngua. estamos submetidos a dois códigos penais (o civil e o militar). Não podemos nos filiar a partidos, nem a nos sindicalizar, ou o direito a greve. Quando há manisfestações nossas, somos tratados como amotinados, e ai, como já houve em vários locais, o exército é colocado contra nós, pois além de tudo, somos fiscalizados por eles. Enfim, somos cidadãos de 2ª classe, e com tão menos direitos do que qualquer cidadão brasileiro, é muito dificil achar quem queira se colocar a frente de qualquer coisa.

Enfim, como em Minas Gerais, que a Coronel Cláudia pode ser punida por desobedecer a justiça e permitir manifestações (que terminou em paz, e se tivesse qualquer quebra-quebra, a cabeça dela já teria rolado) tenho certeza que, se não houver vandalismo, muitas policias não oporão resistência, então, pedimos também a compreensão de todos. E obrigado, caro Briggs, pela pessoa maravilhosa que você é, e não me veja diferente pela farda que eu visto, que eu preferia fosse de uma policia verdadeiramente cidadã, sem esse militarismo que nos aprisiona em nossos uniformes.”

imagrs

6 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Antonio

dezembro 24 2013 Responder

onde se lé “bom serviços”, lei-se “bons serviços”.

Raphael, vou colocar um link para você ler, vai dar uma clareada na sua mente. Segue:

Esse é sobre experiencia de sucesso da polícia de NY e de críticas ao sistema de segurança pública brasileiro.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2010/01/xerife-do-tolerancia-zero-afirma-que-e-a-hora-de-o-brasil-investir-em-seguranca-2787424.html

abraço!

Antonio

dezembro 24 2013 Responder

Raphael Almeida, estava eu me distraindo pela internet até encontrar esse blog e, consequentemente, seus cometários. Meu rapaz, você quando fala está brincando ou falando sério? Sua lógica é completamente absurda. Você acha que pessoas viram animais quando se tornam policiais e por isso precisam de domadores para conduzir seus comportamentos? Amigo, temos diversos exemplos de polícias bem sucedidas no mundo, polícias que não são militares (que na verdade é uma exceção no mundo); polícias de ciclo completo, que espero que você saiba o que seja; polícias de carreira única. Caro amigo, hierarquia e disciplina temos em qualquer instituição, confundir isso com a necessidade de um estatuto militar, portanto de exceção, é um erro crasso.
Para ilustrar e demonstrar que o que você está falando é uma bobagem, vou dar o exemplo da Polícia Rodoviária Federal, uma polícia de caráter civil, regida pela 8112/90 como qualquer servidor federal, uma polícia de carreira única e, contrariando a sua perspectiva, é uma polícia elogiável, com baixo nível de violência e bom serviços prestados à sociedade brasileira.

Raphael Almeida

junho 17 2013 Responder

Caro Epix sinceramente você cita a comuna de Paris em que a Gauarda Francesa se aliou aos operários , tudo bem vamos lá Você se esqueceu de citar como foi o desfecho e pior quanto tempo durou,meu caro se você não sabe ou não mencionou por pura desonestidade, a comuna de Paris durou menos de três meses e foi desmantelada, e é justamente isso que eu estou tentando lhe dizer: nenhum exercito se sustenta sem hieraquia e isso vem, pelo que eu saiba, desde a grécia antiga com Esparta .

O que Robson preconiza nesse texto é a quebra de hierarquia na PM ,o qual é um mini exercito.Um exemplo de commo isso é danoso aconteceu agora pouco em Belo horizonte em que policiais não acataram ordem do comando e usaram balasde borracha contra os protestantes.Veja o que é quebra de hieráquia. E se alguns deles usassem armas de fogo contra os estudantes por conta própria.Veja não se controla um grupo grande de pessoas sem uma rígida hieráquia ,mesmo com mesma é difícil.Mas me parece que vocês anarquistas são contra um estado manter um exército né. Ai é outra discussão

Jones

junho 17 2013 Responder

Uma coisa que sempre fiquei questionando: por que temos policia militar? Bem, pensei que pela facilidade de organização e tal; mas, acho que pela necessidade de um código de conduta rigoroso, uma vez que, no Brasil, há uma necessidade inerente ao desenvolvimento social…não sei. Seria bem melhor não ter-mos uma polícia militar, mas sim, somente a polícia civil tendo a parte de investigação e inteligência, e uma tática e de prevenção( tal com a PM), uniformizada, bem equipada e com salários dignos para seu integrantes. Uma policia unificada seria mais eficiente, na minha opinião.

Raphael Almeida

junho 17 2013 Responder

Robson, digo e repito :o seu problema é que do quarto do seu computador quentinho e tranquilo você tem uma visão deveras distorcida da realidade ,vivendo um devaneio sem precedentes .Tu vive em que parte em que mundo pow?Tu quer que o policial militar quando receber uma ordem superior , seja da justiça ou de seu comandante tenha uma discussão filosofica acerca daquela decisão é. PTQP Robson!!!. Vamo aterrisar um pouco pra realidade meu amigo e na analisar as coisas de forma prática e objetiva.É a quela mesma coisa da energia renovável

Já pensou se cada policial agir por conta propria , não teríamos mais policia sen ordem , não é a toa que você é anrquista ne Robson.E esse major da PM que que tu falasse reclamando ai ,ele que se considera cidadão de 2 categoria ,aposto que seu salário é maior de muiiitos médicos engenheiros que estudaram muitos mais do que ele ,entretanto não to reclamando não ele tem ganhar bem mesmo,mas ficar fazendo-se de cidadão de segunda classe é o ápice do vitimismo pra um major da polícia militar.Pronto ja que ele se considera um cidadão de segunda classe vamo fazer o bolsa oficial PM e fazer cotas para os oficiais da PM PQ SÃO COITADINHOS

    ~epix

    junho 17 2013 Responder

    Simplesmente demonstrou uma puta burrice e ignorância quanto à ideologia anarquista. Puro senso comum de quem nunca se deu ao trabalho de sair do status quo.
    E ainda está excluindo a possiblidade real de boicote iniciado pelos policiais. Como no início da Comuna de Paris, diversos funcionários poderiam (e deveriam) se recusar a seguir tais ordens e se virar contra a hierarquia militar.

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