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Padre Marcelo Rossi insiste em ligar violência urbana com “falta de Deus”

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A cruzada escrita do Padre Marcelo Rossi contra ao mesmo tempo a violência urbana e o direito de não acreditar em Deus continua. Pela terceira vez (até onde flagrei) ele atacou a descrença em seu deus, referida como “falta de Deus” em seus textos. O mais novo texto anti-descrença é intitulado Combateremos a violência com a fé, foi publicado em sua coluna no portal O Tempo e conta com esse trecho preconceituoso no quinto parágrafo:

Sem dúvida, os sentimentos de tristeza, rancor ou mágoa tomam conta de nosso coração quando somos covardemente subtraídos de nossas coisas durante um assalto, mas é justamente nesse momento que nossa confiança em Cristo deve ser redobrada, e apenas Ele nos dará a força necessária para buscarmos tudo novamente e termos misericórdia das pessoas que nos prejudicaram. Tenho a certeza de que o mundo nunca esteve tão violento e, no meu coração, sei que um dos motivos para isso estar acontecendo é a falta de Deus na vida das pessoas.

Novamente, de uma vez só ele coloca ateus e outras pessoas que não acreditam nesse Deus, interpretavelmente, como culpados ativos (por cometerem crimes) e passivos (por sofrerem com a violência) pela criminalidade.

Como ateu que “não tem Deus na vida”, me sinto desrespeitado cada vez que condicionam à crença nesse deus a posse de virtudes e a sorte de não ser acometido por acontecimentos negativos graves. Demandemos do Padre Marcelo que ele defina de uma vez por todas o que para ele é a “falta de Deus” e o que ele pensa dos ateus, pessoas “sem Deus” por excelência. Pois, se ele definir essa expressão como a não crença em Deus e o não seguimento das crenças cristãs, ficará claro que ele está sendo preconceituoso e incitando a intolerância contra ateus, pagãos e outros descrentes no deus monoteísta.

Protestos devem ser enviados aos comentários do artigo (o cadastro no portal O Tempo é rápido e gratuito e pode ser feito na página mesmo). Exijamos do padre que ele responda o que quer dizer quando tanto menciona a “falta de Deus na vida das pessoas”.

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2 comentário(s). Venha deixar o seu também.

José das Couves

março 27 2016 Responder

E terminou a quaresma…depois de quarenta dias de peixes variados, bora comer aquele churrasco…picanha (sangrando), maminha, alcatra, miolo de alcatra, chuleta, linguica, costela…ah, e um baby beef também vai bem…

Edson

julho 18 2013 Responder

Eu também sou ateu e não vi ofensa. Ele é Padre. É o que ele estudou, é o que ele acredita.
Eu sei o que eu sou e não preciso afirmar pra ninguém. Fazer protesto contra religião é a mesma coisa que pedir para o Clube da Luta, não tenha luta. Não faz sentido. Ele fala para quem é cristão e quem não é, simplesmente não dê ouvidos e continue sua vida. Não entendo porquê ateus insistem em acompanhar tudo que o religiosos falam.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo