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Emerson Sheik dá selinho em amigo e vira alvo de protestos homofóbicos de torcedores

protesto-homofobico

A homofobia de torcedores mancha o futebol tanto quanto os rompantes de racismo vindos da torcida. A mais recente vítima do ódio irracional de torcedores homofóbicos foi Emerson Sheik, do Corinthians, depois de ele ter dado um beijo selinho num amigo depois de uma vitória do time.

Emerson Sheik postou no Instagram foto em que dava selinho num amigo. Comentários no Instagram foram inundados por homofóbicos cheios de ódio. Clique na imagem para vê-la em tamanho maior

Emerson Sheik postou no Instagram foto em que dava selinho num amigo. Comentários no Instagram foram inundados por homofóbicos cheios de ódio. Clique na imagem para vê-la em tamanho maior

O rompante de ódio dos torcedores começou quando o atacante postou a foto acima, em que beijou a boca de um amigo. Já no Instagram a homofobia começou a explodir. No Twitter, o nome de Sheik está nos “assuntos do momento”, com muitos tweets homofóbicos. A onda de homofobia chegou inclusive às ruas, com torcedores levantando cartazes de ódio e um “torcedor” identificado como Marco Antônio declarando e ameaçando:

“A nação inteira está freneticamente indignada. Pode até ser a opção dele, mas nós estamos sempre tirando sarro dos bambis [modo pejorativo com o qual é chamada a torcida do São Paulo]. O mínimo que ele tem de fazer é um pedido de desculpas.”

“A gente não quer (sic) ser homofóbico, mas tem de ter respeito com a camisa do Corinthians. Aqui não vai ficar beijando homem. Hoje são 5, amanhã são 30 e depois 300. Vamos fazer a vida dele um inferno.”

Outra foto do protesto homofóbico de torcedores do Corinthians. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

Outra foto do protesto homofóbico de torcedores do Corinthians. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

Emerson, por sua vez, se disse vítima de um “preconceito babaca”:

Em primeiro lugar eu acho que o mundo do futebol é muito machista. Quero deixar claro que em nenhum momento desrespeitei alguém. Lá [foto do selinho] era o Emerson pessoa. O Isaac [amigo] é um cara que eu tenho imenso carinho, que agrega muito na minha vida. E o Isaac é um queridão. A esposa dele está grávida, está vindo um menininho. E daí a galera levou para um lado negativo. Acho que é um preconceito babaca.

A homofobia é tão vergonhosa para o esporte quanto o racismo, mas curiosamente não sofreu a mesma reprovação editorial que atos de racismo costumam sofrer nas matérias dos mesmos veículos jornalísticos. O caso todo foi até chamado de “polêmico”, como se o simples ato de um homem beijar um amigo ou um namorado tivesse algo errado e antiético.

Toda a torcida de bem precisa se mobilizar contra a vergonha que os homofóbicos trazem ao futebol, tanto quanto os racistas trazem. Para encerrar este post, eis a imagem da fanpage Beijos para Feliciano:

Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

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3 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Jhonny F.

agosto 23 2013 Responder

Esse é só mais uma demostração de ódio de torcidas organizadas.

Apesar de não concordar com o homossexualismo,repudio veementemente esses ato.

querem impedir o cara de jogar porque ele deu um selinho no amigo?

ou seja,se não fosse esse fato,ainda estariam a adora-lo,saudando-o com gritos de guerra.

Sergio Luiz Sant´Anna

agosto 21 2013 Responder

Eu brinquei aqui na redação que até esse “título” o São Paulo já perdeu. E a parte engraçada é que o Corinthians tem um histórico até bem maior que o São Paulo com jogadores gays ou envolvidos com algum (Ronaldo fofômeno que o diga).
Mas o machismo do futebol veio lá dos anos 70 quando o futebol feminino foi proibido aqui durante a ditadura militar.
E foi referendado por um juiz (se eu xingar, vai que ele me processa…) que rejeitou um processo contra um dirigente do Palmeiras iniciado pelo jogador sãopaulino Richarlison, que alegou que o mesmo não tinha “virilidade” suficiente para ser jogador de futebol.
Em tempo, o apelido anterior que os sãopaulinos tinham antes do infame “bambi” era “pó de arroz”. Como os torcedores do Morumbi já eram “metrossexuais” bem antes desse termo ser popularizado pela Adriane Galisteu há alguns anos atrás, usavam esse componente de maquiagem para disfarçar o brilho do suor.
E para torcedores que eram apelidados de “porco” (eram palmeirenses que iam para os estádios direto das fábricas e oficinas, daí o apelido), e de outros apelidados de “gambás”, isso era sinal de “frescura”.

    andre

    setembro 6 2013 Responder

    errado amigo, o pó-de-arroz era utilizado pelo fluminense para que os jogadores negros ficassem “brancos”. o SPFC não tem nada a ver com isso, pó-de-arroz é apelido do fluminense, talvez na falta de originalidade resolveram copiar o apelido do tricolor carioca pro tricolor paulista. já o porco do palmeiras remete ao modo como os italianos eram chamados na epoca da II guerra mundial, nao tem nada a ver com fabrica de porco. pesquise melhor, meu caro.

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