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dez13

As incoerências, hipocrisias e contradições de direitistas

contradicao

Atualizado em 27/09/2014

São inúmeras as contradições no discurso de pessoas de direita. É quase impossível encontrar um direitista, seja ele conservador ou “libertário”, que não caia em uma ou mais contradições severas e não possa ter seu discurso desmascarado como seletivo e hipócrita.

A lista abaixo, que pretendo atualizar de tempos em tempos, mostra diversas das incoerências, hipocrisias e contradições de quem se diz de direita. É importante frisar que:

1. este post não pretende dizer que esquerdistas são livres de cair em contradição e ter costumes que não condigam com os ideais que defendem;

2. esta lista não implica que todos os direitistas caiam em todas as contradições listadas, embora seja praticamente impossível existir um direitista que não caia em nenhuma delas;

3. o post não procura criticar (pelo menos diretamente) as ideologias de direita em si, mas sim expor incoerências nos discursos das pessoas que defendem tais ideologias;

4. Você pode ajudar este post a ter cada vez mais conteúdo. Mande novas contradições/incoerências/hipocrisias comuns entre direitistas através de comentários a este post, ou por e-mail (conscienciablogbr@gmail.com) caso queira anonimato.

 

Muitos direitistas:

– Lamentam o “sofrimento” da classe média perante problemas como impostos muito altos e trânsito engarrafado, mas ignoram o sofrimento das pessoas de estratos sociais mais baixos, muito piores do que o da classe média;

– Criticam medidas afirmativas que beneficiem minorias políticas, mas não dão um piu, ou até mesmo apoiam ativamente, quando aparecem projetos de lei que beneficiam especificamente cristãos católicos e/ou protestantes;

– Criticam insistentemente bolsas destinadas a famílias e indivíduos necessitados, como o Bolsa Família, o auxílio-reclusão e o Cartão Recomeço (pejorativamente chamado de “bolsa-crack”), mas exaltam as bolsas universitárias (bolsas Pibic, Pibid, de monitoria, de pós-graduação etc.) e o programa Ciência Sem Fronteiras e não falam um “A” quando o governo financia a fundo perdido grandes empresas – especialmente bancos e construtoras – e latifundiários;

– Dizem que o Bolsa Família faz a classe média “sofrer” por ser financiado por impostos, mas se omitem totalmente quando o governo destina centenas de bilhões de reais por ano, dinheiro vindo de impostos e múltiplas vezes mais numeroso do que toda a despesa governamental com o BF, ao pagamento de juros da dívida pública;

– Chamam políticas afirmativas e pró-laicidade de “privilegiadores” de minorias, mas defendem efusivamente a manutenção de privilégios para homens, brancos, cristãos, heterossexuais e cissexuais, entre eles a frase “Deus seja louvado” nas notas de real, o acordo entre o Estado brasileiro e o Vaticano e a manutenção da evocação da “proteção de Deus” no preâmbulo da Constituição Federal, os quais mantêm os privilégios dos cristãos;

– Dizem-se defensores efusivos da liberdade, mas tanto vociferam contrariamente a liberdades básicas como o direito de ser ateu, satanista, pagão ou afrorreligioso; o direito de homo, bi e pansexuais de amarem e serem felizes com quem quiserem; o direito da mulher e do homem trans de escolher entre abortar ou manter a gravidez etc. como se omitem quando grupos radicais de direita ameaçam as liberdades das minorias e defendem a restauração de um regime militar antidemocrático;

– Muitos se dizem os primeiros a defender a democracia e a liberdade de expressão, mas não hesitam em tentar censurar opiniões políticas de esquerda que se oponham à sua ideologia direitista e clamar que as Forças Armadas calem à força a esquerda brasileira;

– “Denunciam” aos quatro ventos uma suposta conspiração do Foro de São Paulo para tomar pelas armas o Planalto, mas silenciam-se perante as dúzias de conspirações ao longo dos séculos 20 e 21 envolvendo os Estados Unidos para a realização de golpes de Estado contra governos opositores dos interesses estadunidenses em todo o mundo;

– Vociferam fortemente contra ditaduras socialistas, lançando mão inclusive da bandeira da “defesa da liberdade” e “da democracia”, mas se calam perante ditaduras capitalistas e regimes ditos democráticos que promovem a dominação e alienação de seus governados por meios ideológicos;

– Dizem ser contra a “doutrinação de esquerda” em escolas e universidades, mas nada falam sobre tentativas, sejam elas individuais (promovidas por um ou outro professor), institucionais (promovidas pelo regime militar e pelos governos muncipais e estaduais de São Paulo em aliança com conglomerados de comunicação) ou eclesiais (escolas sob propriedade de igrejas cristãs), de se doutrinar crianças e adolescentes a valores ideológicos conservadores, nacionalistas e/ou cristãos. Em outras palavras, odeiam a alegada “doutrinação de esquerda” mas nada dizem, ou mesmo se mostram apoiadores, sobre iniciativas de doutrinação de direita;

– Dizem-se conservadores, mas o que menos fazem é defender a proposta conservadora de sociedade harmônica, baseada na ordem consensual e nos acordos entre a elite, a classe média e os trabalhadores da base da hierarquia social;

– Dizem que Marx estava errado e os intelectuais conservadores certos, mas promovem conflitos verbalmente violentos contra a esquerda, confirmando cabalmente a pressuposição marxista de que a sociedade vive em conflito e não em ordem;

– Criticam políticas de redistribuição de renda, mas esquecem-se que até mesmo alguns intelectuais “libertários” de direita, como Nozick, defendem que o Estado promova políticas de compensação de confiscos injustos de propriedade antes de se dedicar exclusivamente a funções policiais, judiciárias e militares;

– Dizem defender a liberdade religiosa, mas se calam, ou mesmo apoiam, perante iniciativas de parlamentares teocratas contra o direito dos não cristãos a manifestarem suas crenças;

– Muitos deles dizem apreciar o liberalismo, mas apenas o econômico, comportando-se com oposição a muitas das bandeiras do liberalismo social;

– Dizem defender a democracia, mas se posicionam contrários aos que querem estendê-la para além do mero direito ao voto e à assinatura de abaixo-assinados, e não se opõem aos defensores de um novo golpe militar e uma nova ditadura de direita;

– Acusam muitos intelectuais de promoverem uma historiografia de viés socialista, mas aplaudem quando são lançados livros de “História politicamente incorreta”, que promovem não a neutralização da historiografia, mas sim o endireitamento da interpretação da História humana. Em outras palavras, sua oposição a interpretações esquerdistas da História não é em favor da neutralização, mas sim em prol do favorecimento de sua visão política pessoal de mundo;

– Dizem ser contra a corrupção, mas, ao mesmo tempo em que praticamente entram em orgasmo quando políticos corruptos de partidos ex-esquerdistas como o PT, o PSB e o PCdoB são presos e condenados (vide Mensalão), têm o fervor cidadão de um defunto quando bombam na mídia escândalos de corrupção envolvendo políticos do PSDB, do DEM, do PMDB, do PPS, do PR, do PP e de outros partidos de tendência liberal-conservadora ou cristã;

– Vociferam com repúdio quando presidentes de esquerda (Hugo Chávez, Evo Morales etc.) são reeleitos para um mandato além do segundo consecutivo, acusando-os de autocracia, mas aplaudem quando alguém do centro à direita é reeleito para além do segundo mandato, como nos casos de Angela Merkel na Alemanha, Silvio Berlusconi na Itália e Vladimir Putin na Rússia;

– Dizem defender “a família” quando se posicionam frontalmente contrários ao direito de homossexuais, de genitores solteiros e de casais não monogâmicos de constituir família, defendendo na verdade a existência de um único modelo de família, em detrimento de todos os outros modelos existentes;

– Muitos dizem defender “a moral e os bons costumes”, mas, ao mesmo tempo em que não consideram “bons costumes” nem valores morais válidos o respeito às diferenças, a tolerância religiosa e a solidariedade altruísta, omitem-se contra os autênticos maus costumes, como o ódio intolerante contra seres humanos de categorias sociais diferentes, a violência abusiva e a corrupção de muitos que se dizem “paladinos da moral”;

– Dizem-se contra a “degeneração” da sociedade ao mesmo tempo em que cometem ações socialmente degeneradas, como a intolerância, a violência contra minorias e a defesa de regimes políticos de direita contrários às liberdades individuais;

– Dizem defender as liberdades individuais, mas exigem que as mulheres se (com)portem com extremo recato sexual, indumentário e personalitário, censurando-lhes a liberdade de serem quem são;

– Dizem defender as liberdades individuais, mas repudiam a liberdade de todos os seres humanos de manifestarem sem oposição sua orientação sexual;

– Dizem defender a liberdade de expressão, mas são os primeiros a acharem ruim quando alguém usa essa mesma liberdade para manifestar discordância a, por exemplo, piadas preconceituosas e discursos de ódio;

– Dizem que o PL122/2006, se aprovado e sancionado, vai instaurar a “ditadura gay” no Brasil, mas ignoram que esse projeto de lei nada mais do que imbui a Lei 7.716/89 com uma abrangência maior, calando-se quando perguntados se essa mesma lei instaurou uma “ditadura negra”, “ditadura indígena”, “ditadura afrorreligiosa”, “ditadura ateísta” e “ditadura dos imigrantes” por fazer aquilo que o PL em questão quer fazer para com LGBTs;

– Vociferam contra a violência retaliativa promovida pelo Black Bloc, mas se calam perante episódios de abuso de autoridade e violência desnecessária por parte da PM;

– Apoiam a PM quando ela argumenta que está “defendendo a ordem pública”, mas se omitem completamente perante a situação de caos social no meio rural, com latifundiários intimidando e assassinando camponeses, indígenas e ambientalistas;

– A maioria segue o cristianismo, religião cujo patrono divino prega máximas morais como “Amai ao próximo como a ti mesmo”, “Amai vossos inimigos” e “Não julgueis, para que não sejas julgado”, mas muitas vezes odeiam seus discordantes ideológicos e julgam perversamente outras pessoas – em especial mulheres não submissas ao patriarcado, LGBTs e não cristãos;

– Dizem que o capitalismo preza pela liberdade do indivíduo, ignorando os tantos que são sutilmente forçados a trabalhar em empregos que detestam ou procurar trabalhos de remuneração muito baixa;

– Muitos consideram seu ódio contra minorias um “bom costume” e o amor, dependendo da pessoa apaixonada, um “mau costume”;

– A bancada teocrática, que tanto fala de “moral e bons costumes”, não foca em questões de ordem ética, como a corrupção e o desrespeito ao meio ambiente, preferindo ao invés valorizar projetos de lei que censuram costumes moralmente valorizáveis, como o amor (entre pessoas do mesmo sexo e/ou em casais não monogâmicos) e a igualdade de direitos;

– Seguem uma religião cujo patrono divino repudiava o moralismo, perdoava pessoas cujo comportamento não condizia com a moral de sua sociedade e época e andava com elas, mas ainda assim são moralistas e os primeiros a condenar ao inferno aqueles cujo comportamento moral não se assemelha ao que eles pregam;

– Seguem uma religião cujo patrono divino desaconselhava a preocupação com riquezas materiais e valorizava a partilha, mas ainda assim pensam demasiadamente em dinheiro e acúmulo de bens e desprezam o valor da partilha;

– Dizem defender a família, mas suas pregações incentivam dissensões familiares que resultam na expulsão de filhos ou de esposas, por serem ateus, homossexuais, pessoas trans e/ou insubmissas ao marido, e o consequente desmantelamento de inúmeras famílias;

– Defendem a política de tortura e matança de detentos como se fosse uma solução para a criminalidade urbana, lançando mão de máximas como “Bandido bom é bandido morto” e “Olho por olho, dente por dente”, mas, quando os bandidos são pessoas de alta posição na hierarquia social, como juízes, grandes empresários, latifundiários, deputados etc. ou filhos deles, silenciam-se em sua demanda de brutalização penal;

– Urram em apoio a ações de extermínio empreendidas por tropas de elite em favelas como se fosse uma solução para acabar com o tráfico de drogas ilegais, mas não dão um piu quando se aponta a existência de pessoas poderosas encabeçando esse tráfico, como políticos, empresários e juízes;

– Satanizam mais do que tudo a maconha, mas muitos consomem mais de um maço de cigarro por dia e não perdem as oportunidades de consumirem bebidas alcoólicas até a embriaguez em momentos de socialização;

– Defendem o “direito à vida” quando o debate é sobre aborto, mas não ligam se milhares de mulheres morrem em clínicas clandestinas por causa da ilegalidade do procedimento. Colocam a vida de embriões que sequer adquiriram senciência quilômetros acima do direito da mulher já nascida e crescida à vida;

– Defendem o “direito à vida” quando o assunto é aborto, mas desprezam completamente o direito à vida de pessoas pertencentes a minorias vulneráveis (LGBTs, negros, migrantes nordestinos, mulheres, afrorreligiosos etc.), crianças e adolescentes em situação social de risco, militares em guerra, detentos, animais não humanos (exceto quando o direitista é veg[etari]ano), inocentes vítimas das políticas policiais de extermínio em comunidades pobres etc.;

– Muitos defendem o “direito inalienável” à vida quando o assunto é aborto, mas não hesitam em defender a pena de morte oficial (por execução) ou oficiosa (pelas operações policiais de extermínio);

– Muitos pregam que a vida é um “direito inalienável”, atormentando mulheres vítimas de fecundação indesejada e tentando forçá-las a serem mães contra a vontade para que o embrião não seja abortado, mas ao mesmo tempo defendem ferozmente pena de morte e ações policiais de extermínio. Em outras palavras, forçam o embrião a virar bebê e nascer contra a vontade da mãe, mas irão exigir que ele seja morto caso se torne um adolescente ou adulto delinquente;

– Defendem o fim de programas de ação afirmativa de democratização do acesso à universidade, como as cotas para pessoas negras e pobres e o ProUni, mesmo quando os próprios opositores desses programas precisam, por exemplo, do ProUni para poderem cursar o ensino superior;

– Usam de convicto moralismo para criticar o funk carioca com suas letras de apelo sexual, mas silenciam-se perante músicas de rock e metal que fazem apologia explícita ao sexo – muitos inclusive ouvem com gosto essas músicas sem lhes dirigir a reprovação moral(ista) que dedicam ao funk;

– No caso dos nacionalistas, veneram os símbolos nacionais (bandeiras históricas, hinos, brasão etc.) e as forças armadas, mas fazem pouco caso do próprio povo brasileiro, evitando, fora das relações profissionais (patrão-empregado, vendedor-cliente, atendente-cliente, recepcionista-paciente etc.), o contato com pessoas pobres e migrantes do Norte-Nordeste;

– Defendem o livre mercado, a ausência de intervenção estatal na economia, mas calam-se ou tergiversam quando são questionados sobre crises como a de 1929 e a de 2007-2008, nas quais foi necessária intervenção governamental para, respectivamente, reestruturar a economia estadunidense e salvar bancos e outras grandes empresas da falência;

– Muitos elogiam o caso do rapaz que se recusou a fazer um trabalho na faculdade sobre Marx, ignorando que o melhor a fazer seria justamente estudá-lo para ter o mínimo de conhecimento sobre a obra dele para poder então consultar outros autores e (tentar) refutá-lo com base neles;

– Dizem que é um absurdo que os negros sejam ajudados pelas políticas afirmativas (cotas, bolsas acadêmicas, ProUni etc.) a ascenderem socialmente, ignorando que os brancos ricos, seja por herança ou pela criação e desenvolvimento de suas grandes empresas, subiram nas costas de milhares ou milhões de negros pobres para estarem onde estão hoje, fossem esses negros empregados assalariados nas camadas mais baixas da empresa ou escravos de seus antepassados;

– Dizem defender “a moral e os bons costumes”, mas a quantidade de material de ódio contra minorias políticas, contra mudanças socioculturais e morais e contra a esquerda que compartilham ultrapassa astronomicamente o material divulgado em defesa de costumes de civilidade e solidariedade (ser gentil, respeitar as diferenças, discutir assuntos polêmicos com civilidade, promover a cultura de paz, cumprimentar e estimar a todxs independente de categoria social, fazer caridade a quem necessita, ajudar a vizinhança no que pode, interagir regularmente com os vizinhos,divulgar informações sobre pessoas desaparecidas ou criminosos procurados etc.), de responsabilidade ambiental (evitar jogar lixo nas ruas e nos corpos d’água, evitar desperdício de água e energia elétrica, moderar ou abandonar o consumo de produtos e alimentos de impacto ambiental muito pesado, usar menos o carro etc.), de respeito à saúde do próximo (não fumar perto de outras pessoas, evitar embriagar-se se tiver tendência à agressividade, não impor o consumo de carne e álcool aos outros etc.), de respeito aos animais (deixar de consumir produtos de origem animal, denunciar crimes contra os animais não humanos etc.), de inspiração moral religiosa (respeitar o próximo, não julgar as outras pessoas, ser caridoso e solidário, partilhar o que pode com quem precisa, evitar a avareza) etc. Em outras palavras, o que menos defendem são posturas de zelo à moralidade e costumes consensualmente considerados bons, preferindo ao invés cultuar o ódio às diferenças e às mudanças sociais;

– Repudiam Karl Marx porque sua obra possibilitou, ainda que contra as expectativas dele, o surgimento dos regimes socialistas autoritários do século 20 e, por tabela, os assassinatos em massa cometidos por esses governos e as mortais ondas de fome, mas nunca crucificaram Albert Einstein por sua Física Moderna ter viabilizado a fabricação e uso de armas nucleares, nem Santos Dumont e os Irmãos Wright por sua grande invenção, o avião, ter sido usada em guerras e causado a morte de milhares ou milhões de seres humanos através de bombardeios, pulverizações de armas químicas, ataques aéreos diretos, atentados suicidas etc.;

– Defendem penas cruéis como a tortura, a prisão em penitenciárias propositalmente malcuidadas e a pena de morte quando se deparam com notícias envolvendo crimes atrozes cometidos por pessoas desprovidas de riquezas e poder econômico, não manifestando nem de longe a mesma indignação quando o criminoso em questão é rico (empresário, juiz, político, cartola etc.) ou filho de pais ricos – exceto quando o crime é corrupção em alguns poucos casos;

– Exigem segurança policial nas ruas e a punição de bandidos, mas raramente demandam a erradicação das raízes da criminalidade. Suas demandas não pedem pela solução da criminalidade, mas sim apenas pela vingança contra criminosos, parecendo que o que lhes é mais importante não é viver numa sociedade pacífica e harmônica, mas sim ver crimes contra a vida e a propriedade sendo “devidamente” vingados mesmo que a sociedade permaneça violenta e insegura;

– Vivem fazendo contrapropaganda do socialismo e do comunismo pela divulgação de atrocidades cometidas nos regimes socialistas autoritários que surgiram no século 20, usando a linha de raciocínio “Muitos Estados socialistas autoritários cometeram atrocidades contra seu próprio povo, logo o comunismo e todo e qualquer socialismo não prestam”, mas têm a indignação de um cadáver quando se deparam com atrocidades (epidemias de fome, empobrecimento em massa, genocídios etc.) direta ou indiretamente cometidas ou cumpliciadas por governos capitalistas e grandes corporações e, apesar das semelhanças históricas, recusam-se a aplicar sua linha de raciocínio antissocialista ao capitalismo;

– São a favor da censura e repressão contra bailes funk e alegam, na tentativa de justificar sua posição, a ocorrência de sexo explícito, violência, músicas misóginas e consumo de drogas ilegais nesses lugares, mas ignoram completamente o consumo de ecstasy e outras drogas em raves, a ocorrência de violência – incluindo danças relativamente violentas como a roda de pogo – em shows de rock e metal, a ocorrência frequente de sexo nas baladas (independentemente do ritmo tocado) e a abundância de letras machistas e misóginas no rock e no metal;

– São contra cotas para negros e/ou pobres nas universidades brasileiras, mas parabenizam colegas que conseguiram vagas em universidades da Europa, dos EUA ou do Canadá graças à concessão de cotas para estrangeiros nessas instituições;

– Dizem-se a favor do livre mercado, mas não querem saber se nos países mais próximos de terem um livre mercado só os ganhos sejam privatizados enquanto os prejuízos são largamente socializados;

– Dizem-se contra a intervenção estatal na economia, mas se calam quando ouvem que a economia mundial só não entrou em colapso em 2008 porque houve ajudas trilionárias vindas de diversos Estados “desenvolvidos” a muitas empresas em crise acentuada, como a General Motors e diversos bancos, e gaguejam quando perguntados sobre a contribuição do New Deal para salvar a economia dos EUA da Grande Depressão da década de 1930;

– Dizem-se conservadores e pró-ordem, mas defendem a perpetuação de um sistema que atiça violentos conflitos sociais e provoca a sociedade a se lançar em protestos por mudanças;

– Defendem o Estado Mínimo, mas apenas em se tratando de questões econômicas, serviços públicos e medidas de beneficiamento social – grande parte defende que o tentáculo repressor do Estado (polícia, forças armadas e poder judiciário) continue poderoso, “máximo” o suficiente para reprimir e (tentar) reduzir à inatividade os movimentos sociais e suas manifestações;

– Muitos afirmam insistentemente que mostrar pessoas LGBTs e suas trocas de afeto (especialmente beijos) nas novelas irá “influenciar negativamente as crianças”, enquanto não têm tamanha dedicação em se posicionar contra cenas obviamente violentas nas mesmas novelas, como assassinatos, vinganças, agressões físicas etc.;

– Muitos declaram ódio diante de cenas de amor homo ou bissexual, monogâmico ou não, mas passam longe de sentir a mesma aversão diante de cenas com pessoas do mesmo gênero trocando violências (brigando em lutas corporais, trocando ofensas um contra o outro, uma pessoa em posição de dominância subordinando e humilhando uma outra em posição de subserviência etc.);

– Julgam o nazismo como “de esquerda” e “socialista” por causa do nome oficial do partido nazista que dominou a Alemanha nas décadas de 1930 e 40 (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães), mas não julgam a Coreia do Norte como “democrática” por se chamar oficialmente República Democrática Popular da Coreia.

– Tanto vociferaram ódio contra Lula quando ele era presidente, tendo exigido raivosamente que ele saísse, de uma forma ou de outra, da presidência, mas hoje, mesmo vários anos depois do fim do segundo mandato dele, continuam descarregando ódio contra ele. Tratam-no como se ainda fosse presidente, como se o considerassem um presidente emérito e lhe reconhecessem uma imaginária autoridade de “eterno líder supremo”.

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25 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Antônio Nunes

julho 7 2015 Responder

O autor usa e abusa da falácia do espantalho bem como confunde, o tempo todo, direita com liberal. Precisa conversar um pouco com o Mr. Google e desfazer algumas confusões.

    Robson Fernando de Souza

    julho 7 2015 Responder

    Poderia apontar as falácias do espantalho do texto e confrontá-las com a verdade sobre o que direitistas e liberais pensam e argumentam e como agem?

Rafael

março 30 2014 Responder

Só uma dica: aprende o que defendem os libertários antes de incluí-los na direita – se não quiser passar vergonha, é claro.

Raphael

março 2 2014 Responder

Realmente impossivel não fazer qualquer uma dessas coisas. são uns patéticos.

Adriano Fagundes de Sá Antunes Silva Machado

janeiro 21 2014 Responder

Comentário grosseiro, agressivo e ofensivo apagado. Se você discorda de mim, comente com civilidade, e evite dar razão àqueles que reclamam dos reacionários. RFS

    Adriano Fagundes de Sá Antunes Silva Machado

    janeiro 21 2014 Responder

    feito há muitos anos*

Sem paciência

janeiro 4 2014 Responder

Vai estudar….
Muitas aberrações em seus comentários…
MUITAS….
Não fique limitado em seu mundinho esquerdista… Comece lendo: O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Olavo de Carvalho.
Lendo-o, procure refutar os argumentos dele. Se conseguir poste aqui. Garanto que você ganhará bastante notoriedade. Pois até agora não vi ninguém fazendo isso…

Fernando Pinto

dezembro 25 2013 Responder

Amor entre pessoas do mesmo sexo? Os de direita repudiam isso? Sério ? Filho não pode amar um
Pai, um irmão? Amor agora tem preferência sexual ? Que coisa!

Fernando Pinto

dezembro 25 2013 Responder

Animais não humanos. Só para ficar claro. Você está se referindo a animais que não comemos, tipo cachorros e gatos, ou aos que comemos, tipo cachorros em restaurantes chineses e gatos em festa juninas ? Fiquei confuso

Fernando Pinto

dezembro 25 2013 Responder

Meus antepassados tinham escravos. Malditos ingleses !!! Tinha me esquecido disso.

jhonny F.

dezembro 25 2013 Responder

– Dizem defender a liberdade de expressão, mas são os primeiros a acharem ruim quando alguém usa essa mesma liberdade para manifestar discordância a, por exemplo, piadas preconceituosas e discursos de ódio;

Voce pode manifestar-se,esse não é o problema.

O problema é tentar silenciar a oposição imputando-lhes a pecha de Homofóbicos,fascistas,racistas,etc….

    Robson Fernando de Souza

    dezembro 26 2013 Responder

    1. A valorização da caridade por parte da direita não quer dizer que a maioria dos direitistas valorizem a assistência aos pobres.

    2. Não entendi a relação disso com o ponto 2.

    3. Uma das imagens dentre as pérolas de fanpages de direita lamenta que “bolsas-família sejam feitas com o couro da classe média”.

    4. Essas medidas beneficiam cristãos (o acordo com a Santa Sé, os católicos), é só um exemplo da legislação que beneficia a categoria que combina várias características de dominância.

    5. Quem afirma isso? A direita cristã. Grupos radicais de direita? Um exemplo são os fãs dos Bolsonaros e as N fanpages que clamam por “intervenção militar”.

    6. Diversas páginas de direita do Facebook têm censurado e esculachado comentadores de esquerda que vão lá discordar, e tenho relatos de páginas de direita do Face conclamando pessoas a esculacharem ou denunciarem páginas de esquerda, como aquela “Meu professor de História mentiu pra mim” fez com a “Meu professor de História desistiu de mim”.

    7. E por isso ditaduras capitalistas, com todas as suas violências, devem ser apoiadas ou consentidas e ditaduras socialistas não?

    8. E os filhos, estão de acordo?

    9. Projetos como o “Papai do Céu na Escola”, felizmente engavetado, que visava impor ainda mais o ensino cristão nas escolas públicas em detrimento das demais religiões. E eu não intencionei demonstrar cada um dos pontos, deixei pra que os leitores pesquisassem.

    10. Se uma piada ofende negros, ela não é racista?

      Jhonny F.

      dezembro 26 2013 Responder

      1.Não só somos a favor da assistência,como muitos de nós contribui para melhora da vida dos pobres direta ou indiretamente através de doações,trabalho voluntario,arrecadação de fundos para tratamento médico de alguém que não possa pagar,etc….

      Nao concordamos com medidas que sobre o PRETEXTO de ajudar os pobres,enclausura-os na pobreza,doando apenas migalhas.

      Jhonny F.

      dezembro 26 2013 Responder

      5.Que direita cristã?? A direita cristã não é uma massa homogênea,quero nomes,fontes e citações.
      NUNCA ouvi ninguém militando contra o direito de ser ateu,satanista,pagão,etc…

      Os cristãos podem até não concordar com essas praticas o que não significa querer a sua
      proibição.

      Quanto a extrema-direita:Se a extrema direita é composta por meia duzia de moleques que curtem o ”golpe militar de 2014” no FB,então não são extremistas de maneira nenhuma.

      Para ser extremista tem que se ir ao extremo para defender o seus objetivo,e nao apenas curtir uma fanpage.

      OBS:cabe lembrar que os defensores do golpe militar são minoria dentro da direita.

      Quanto aos fans do bolsonaro:sao a direita normal,nao há a ali nenhum elemento de extrema direita.

      Jhonny F.

      dezembro 26 2013 Responder

      essas denuncias de facebook sao comuns dos dois lados.
      O Problema é que a esquerda nao se limita a pedir censura apenas nas redes sociais.

      1)O deputado PeTista João Paulo Rillo (PT-SP), pediu a cabeça do diretor do programa roda viva por ter convidado o lobao,que é de direita.

      2)Muitos petista/esquerdistas querem que os meios de comunicação sejam controlados pelo governo(”democratização da informação”)

      3) É só a direita ganhar um pouquinho de destaque na mídia que os ”defensores da liberdade” já acham um absurdo e pedem a saida de articulistas de direita na midia.

jhonny F.

dezembro 25 2013 Responder

”9- Dizem defender a liberdade religiosa, mas se calam, ou mesmo apoiam, perante iniciativas de parlamentares teocratas contra o direito dos não cristãos a manifestarem suas crenças;”

Me apresente um projeto de lei teocrática que tenta impedir a liberdade religiosa.

Mais uma vez você afirma mais não demonstra nada.

Jhonny F.

dezembro 25 2013 Responder

‘’’8)- Dizem ser contra a “doutrinação de esquerda” em escolas e universidades, mas nada falam sobre tentativas, sejam elas individuais (promovidas por um ou outro professor), institucionais (promovidas pelo regime militar e pelos governos muncipais e estaduais de São Paulo em aliança com conglomerados de comunicação) ou eclesiais (escolas sob propriedade de igrejas cristãs), de se doutrinar crianças e adolescentes a valores ideológicos conservadores, nacionalistas e/ou cristãos. Em outras palavras, odeiam a alegada “doutrinação de esquerda” mas nada dizem, ou mesmo se mostram apoiadores, sobre iniciativas de doutrinação de direita;’’

A principal diferença é que em uma escola confessional os pais estão CIENTES e DE ACORDO com as disciplinas e valores da instituição.
Numa escola pública,ou pais que não tem condições de colocar os seus filhos em uma instituição que reflitam os seus valores,ficam de mãos atadas sobre quais assuntos e valores estão sendo passados aos seus filhos.

Fernando Pinto

dezembro 25 2013 Responder

Agora concordo que bandido morto não faz mal a ninguém.

Jhonny F.

dezembro 25 2013 Responder

7)’’- Vociferam fortemente contra ditaduras socialistas, lançando mão inclusive da bandeira da “defesa da liberdade” e “da democracia”, mas se calam perante ditaduras capitalistas e regimes ditos democráticos que promovem a dominação e alienação de seus governados por meios ideológicos;’’

As ditaduras ‘’capitalistas’’ foram infinitamente mais brandas do que as socialistas ,e em grande parte só surgiram como alternativa a OUTRAS ditaduras muito piores.

Fernando Pinto

dezembro 25 2013 Responder

Os grupos radicais de direita estão trabalhando. Hoje , por exemplo, em pleno feriado, os de direita estão trabalhando. Em postos de gasolina. Nos hospitais. Policiando as festas. Nos comércios abertos. Limpando as ruas. Estão trabalhando!!!!

Jhonny F.

dezembro 25 2013 Responder

6)’’ Dizem ser os primeiros a defender a democracia e a liberdade de expressão, mas não hesitam em tentar censurar opiniões políticas de esquerda que se oponham à sua ideologia direitista e clamar que as Forças Armadas calem à força a esquerda brasileira’’

Quem tenta calar a liberdade de expressão dos esquerdistas?

Quem clama para as força armadas calarem a esquerda?

Isso não ficou nem um pouco claro,sem fontes e sem nomes.

Parece até teoria conspiratória…

Fernando Pinto

dezembro 25 2013 Responder

Antes que me esqueça…
Ainda dá para definir alguém como de direita ?
Sério? 2013 e ainda estamos falando de direita e esquerda ?
E você citou Hugo Chaves ?? Aquele palhaço ditador que já foi tarde ? Maluf é de direita. Bastava dizer isso.

Jhonny F.

dezembro 25 2013 Responder

3)- Dizem que o Bolsa Família faz a classe média “sofrer” por ser financiado por impostos, mas se omitem totalmente quando o governo destina centenas de bilhões de reais por ano, dinheiro vindo de impostos e múltiplas vezes mais numeroso do que toda a despesa governamental com o BF, ao pagamento de juros da dívida pública;

Quem exatamente da direita afirma que o bolsa família faz a classe média sofrer?tem fontes?

Perai,Você ta reclamando porque o governo paga uma divida que é pública???

Quem deveria pagar então,a iniciativa privada?

4)Chamam políticas afirmativas e pró-laicidade de “privilegiadores” de minorias, mas defendem efusivamente a manutenção de privilégios para homens, brancos, cristãos, heterossexuais e cissexuais, entre eles a frase “Deus seja louvado” nas notas de real, o acordo entre o Estado brasileiro e o Vaticano e a manutenção da evocação da “proteção de Deus” no preâmbulo da Constituição Federal;

Pra começar: Descreva de que maneira a frase deus seja louvado,o acordo Brasil-vaticano e o preâmbulo da constituição privilegiam o homem branco,capetalista,nazicristao-facista.

Como as minorias são desprivilegiadas por esses itens??

5) – Dizem-se defensores efusivos da liberdade, mas tanto vociferam contrariamente a liberdades básicas como o direito de ser ateu, satanista, pagão ou afrorreligioso; o direito de homo, bi e pansexuais de amarem e serem felizes com quem quiserem; o direito da mulher e do homem trans de escolher entre abortar ou manter a gravidez etc. como se omitem quando grupos radicais de direita ameaçam as liberdades das minorias e defendem a restauração de um regime militar antidemocrático;

Quem exatamente afirma na direita que as pessoas não tem o direito de ser o que elas quiserem ? O conservador acima de tudo respeita a legislação brasileira no tocante a essas liberdades.

Que poder tem um conservador para impedir alguém de amar e ser feliz?

Outra coisa:Que grupos radicais de direita???mostre quem são ,onde estão, o que fazem.

Fernando Pinto

dezembro 25 2013 Responder

Eu sou a favor de privilégios para brancos heterossexuais. Acho um baita racismo alguém entrar na faculdade por cota racial. Se bem que se a cota é racial… Deixa pra lá…
Agora vamos falar sério!!! Desde quando funk carioca é música ? Você destruiu qualquer possibilidade de levar esse post a sério.

Jhonny F.

dezembro 25 2013 Responder

Olá Robson,primeiramente desejo a você um feliz natal (ainda que atrasado) e um excelente ano novo.

Vamos por partes:

1)‘’- Lamentam o “sofrimento” da classe média perante problemas como impostos muito altos e trânsito engarrafado, mas ignoram o sofrimento das pessoas de estratos sociais mais baixos, muito piores do que o da classe média;’’

Será que a direita realmente não se importa com os pobres?

Vamos ter em mente que:

1)A maioria das pessoas de direita ou são religiosas ou valorizam o legado judaico-cristão no desenvolvimento da nossa civilização;

2)que esta mesma cultura VALORIZA e INCENTIVA a caridade;

3)Que por incentivo desta cultura de caridade,boa parte dos religiosos ou admiradores da cultura ocidental pratica a caridade

Como podem as pessoas de direita odiarem os pobres se são elas as maiores responsáveis pela sua assistência?

No livro: Who Really Cares: The Surprising Truth About Compassionate Conservatism, o autor demonstra claramente essa verdade:enquanto os esquerdistas PROMETEM,os direitistas FAZEM.

2)’’- Criticam medidas afirmativas que beneficiem minorias políticas, mas não dão um piu, ou até mesmo apoiam ativamente, quando aparecem projetos de lei que beneficiam especificamente cristãos católicos e/ou protestantes;’’

Há uma grande diferença entre os projetos de lei politicamente corretos para as minorias e os que resguardam a liberdade de crença.

Para demonstrar essa diferença,vou citar aqui o caso do PLC 122 em contraste com as leis de liberdade religiosa.

A primeira lei propõe a punição para quem pense diferente dos militantes LGBT,não defende simplesmente o homossexual que é agredido,difamado ou perseguido por expressar a sua sexualidade,e sim tenta impor uma ortodoxia de pensamento.

No segundo caso a legislação é muito mais branda:Ninguém vai para cadeia por discordar de dogmas,da existência de deus ou por criticar um pastor ou padre.
Neste tipo de legislação apenas se defende o mínimo para o bom convívio:a não agressão,difamação ou perseguição.
Não tenta imputar crime de pensamento para que descorda da religião.

Se leis para minorias fossem sensatas como a segunda,não teríamos nenhum problema com elas.

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