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Dizem defender “a vida, a família, a moral e os bons costumes”, mas isso é o que menos defendem e mais agridem

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Muitos conservadores dizem defender “avidamente” o que convencionam como “a vida”, “a família” e “a moral e os bons costumes”. Mas reparando bem, percebemos que isso é o que a maioria dos ditos defensores dessas coisas menos defendem. Aliás, pode-se dizer que, em sua posição, atentam contra a vida humana e não humana, contra as famílias, contra a moralidade e contra o que poderia ser considerado “bons costumes”.

Abaixo mostro por que essas pessoas mais investem contra do que favorecem as causas que dizem defender.

 

1. A vida: a questão do direito ao aborto

Perceba-se que as únicas vidas defendidas pela maioria dos “pró-vida” são as de embriões e fetos gestados por mulheres que engravidaram mediante condições adversas e não poderão lhes dar uma vida digna. Fora isso, não se costuma ver vindo deles nenhum apoio a mulheres que estão grávidas por consentimento e opção, nada sobre encorajamento ao pré-natal e a hábitos saudáveis que favoreçam a vida da mulher e do feto. Muito menos incentivos à assistência e ao aconselhamento a mulheres que já deram à luz bebês desejados e amados.

Por outro lado, vivem infernizando mulheres que não desejaram engravidar e carregar no ventre um embrião ou feto. Coagem-nas a carregar a futura criança contra sua vontade e dar à luz com o desespero e a tristeza de quem não tem condições de lhe dar uma vida digna e o melhor do amor materno e familiar. Fazem-nas ser mães à força, jogando ao mundo crianças condenadas à infelicidade perpétua.

Desprovidas do amor dos genitores e nascidas sob o signo da rejeição e do indesejo, essas crianças tenderão a viver uma vida infeliz e carregar para sempre um sofrimento que dificilmente uma assistência psicológica ou mesmo religiosa-espiritual poderá lhes curar. A essas pessoas desprezadas pelo destino, também se vê pouca ou nenhuma assistência ou solidariedade vinda de pessoas que se dizem “pró-vida” – se existe algum programa filantrópico de acolhimento de crianças salvas de abortos mantido por autorrotulados “pró-vida”, ele não é suficientemente divulgado.

E ao mesmo tempo, ignorando que milhares de mulheres vão abortar de qualquer jeito, a despeito de toda a pressão antiabortista, impedem que o poder público lhes dê o direito a um aborto seguro, forçando-as a interromper a gravidez em clínicas clandestinas que muito provavelmente vão matá-las ou deixá-las com sequelas. Nisso, embrião/feto e mulher morrem juntos, são duas vidas extintas graças a quem diz “defender a vida”.

Em outras palavras, ao se posicionarem autoritariamente contra o direito da mulher de escolher entre abortar ou manter a gravidez, acabam atentando contra a vida tanto das mulheres quanto dos próprios embriões/fetos/crianças.

 

2. A vida: vidas fora da preocupação moral dos “defensores da vida”

Não basta que as vidas de mulheres e nascituros sejam muito mais ceifadas ou sequeladas do que salvas e dignificadas pelos autodenominados “pró-vida”, também é notável que a tal “defesa da vida” exclui muitos outros seres que já adquiriram senciência, já nasceram e querem continuar vivos e viver com integridade e prazer o máximo de tempo possível. Trata-se aqui de seres humanos em situações de risco e animais não humanos.

Dentre as tantas vidas humanas que passam longe do escopo de grande parte dos “pró-vida”, estão, por exemplo:
– pessoas vitimadas por crimes de ódio;
– mulheres vítimas de violência doméstica e/ou estupro;
– pessoas que vivem em comunidades pobres e estão severamente vulneráveis e suscetíveis à violência assassina de criminosos e policiais;
– militares mandados à guerra, na qual terão que obedecer cegamente aos oficiais e matar muito para não morrerem nas mãos de soldados inimigos ou das cortes marciais que executam insubordinados e desertores;
– crianças em situação de risco social (abandonadas nas ruas, acolhidas em orfanatos, viciadas em drogas pesadas ou bebidas alcoólicas, habitantes de comunidades muito vulneráveis à criminalidade, filhas de mães e pais desprovidos de condições psicossociais de criá-las dignamente etc.).

E paradoxalmente, muitos desses “pró-vida” não hesitam em demandar pena de morte contra determinados criminosos – geralmente homens pobres envolvidos com assaltos, estupros, sequestros, narcotráfico e homicídios. Ignoram que alguns deles provavelmente foram “salvos” da vontade materna de abortar e dados à luz em condições familiares totalmente hostis e cresceram sob o signo do ódio familiar, o que acaba contradizendo gravemente a “defesa da vida”. Em outras palavras, defendem o salvamento de embriões ou fetos indesejados a todo custo, e se esses fetos se converterem em criminosos dentro de alguns anos, irão demandar sua morte.

Outras vidas deixadas à margem da “defesa da vida” são as dos animais não humanos explorados pela pecuária, pela pesca, por entretenimentos (rodeios, vaquejadas, hipismo, cavalgadas etc.), pela ciência etc. Muitos usam inclusive o dogma religioso e outros pretextos de cunho conservador para tentar justificar que esses animais continuem para sempre sendo vítimas de exploração, violência e mortes cruéis.

 

3. A família

Dois problemas fundamentais permeiam a “defesa da família” vinda de muitos conservadores: a tentativa de censurar a constituição de todos os tipos de família que destoem do padrão pai-mãe-filhos e a incitação ao ódio que destrói famílias que tenham integrante(s) de determinadas minorias políticas.

Uma característica marcante da pregação ideológica de muitos “defensores da família” é rejeitar a existência e legitimidade de modelos alternativos de família que destoem dos padrões centrados no casal monogâmico heterossexual com filhos. É comum, por exemplo, que partidos conservadores militem abertamente contra o direito de casais homossexuais adotarem, ou darem à luz por via da inseminação artificial, crianças que pretendem cuidar com todo o amor familiar possível.

Da mesma forma, a constituição de casais não monogâmicos, com mais de uma pessoa de um ou mais gêneros, como famílias é tão repudiada que ainda é tratada como tabu nos meios conservadores. Pior ainda é quando esses casais não monogâmicos querem ter filhos – o tabu em questão usa os mesmos argumentos que tentam censurar e perseguir casais homossexuais.

A outra questão é que nem mesmo as famílias tradicionais estão realmente amparadas de forma incondicional pela maioria dos “pró-família”. Isso porque a homofobia, a transfobia e a intolerância religiosa exaladas pela maioria dessa gente fazem tudo menos preservar a instituição familiar.

É graças às pregações carregadas de intolerância e ódio em igrejas fundamentalistas que filhos ateus, afrorreligiosos, espíritas, judeus, adeptos de espiritualidades orientais, pagãos etc. são hostilizados, humilhados e até expulsos de casa e deserdados por pais cristãos fanáticos, que acreditam que eles estão seguindo “crenças demoníacas”. Da mesma forma, homossexuais e bissexuais são banidos do lar familiar por “promoverem práticas pecaminosas”, assim como pessoas trans são riscadas da família por “violarem a vontade de Deus” e “fazerem o jogo do diabo”.

Na mesma perspectiva, casais nos quais um dos cônjuges vivenciou experiências espirituais fora do cristianismo e decidiu se converter, por exemplo, ao espiritismo, ao paganismo, à umbanda ou ao islamismo, ou mesmo concluiu ser melhor para si não ter mais nenhuma religião, correm um risco muito alto de separação, graças à intolerância religiosa pregada por sacerdotes cristãos que, ao mesmo tempo que dizem “defender a família”, incitam o ódio contra crenças não cristãs e adeptos das mesmas.

Vislumbrando-se essa realidade, temos incontáveis casos de famílias que, ao invés de preservadas, foram sim desmanteladas graças às pregações de muitos “pró-família”. Em suma, o que os orgulhosamente autodenominados “defensores da família” realmente fazem é justamente destruir as famílias de uns e negar o reconhecimento das famílias de outros, ou seja, atentar contra a própria instituição familiar.

 

4. A moral e os “bons costumes”

É muito curioso observar que a moral da maioria dos que se dizem “defensores da moral e dos bons costumes” tem como eixo não a ética das ações humanas e o respeito ao próximo, tampouco, no caso dos cristãos, os próprios ensinamentos dos Evangelhos, mas sim o ódio a tudo aquilo que represente mudança sociocultural e afronte determinadas tradições anacrônicas e privilégios.

Muitas vezes fica parecendo que a “moral” defendida é a estagnação cultural e a negação de direitos e emancipação às minorias políticas – em especial mulheres, LGBTs e minorias religiosas –, e os “bons costumes” são a pregação do ódio e a militância contra os direitos alheios de amar e ser livre. E nisso questões que realmente poderiam ser tratadas como preceitos morais e costumes apreciáveis são deixadas em último plano.

Em contraste com a exaustiva verbalização homofóbica,transfóbica, machista e cristocêntrica, quase não se vê por aí arautos da “moral e bons costumes” incentivando, apologizando e recomendando, por exemplo:
– costumes de civilidade e solidariedade, como ser gentil com as pessoas, respeitar as diferenças, discutir assuntos polêmicos com civilidade, promover a cultura de paz, cumprimentar e estimar a todo mundo independente de categoria social, fazer caridade a quem necessita, ajudar a vizinhança no que pode, interagir regularmente com os vizinhos, divulgar informações sobre pessoas desaparecidas ou criminosos procurados, controlar-se em momentos de raiva etc.;
– ações de responsabilidade ambiental, como evitar jogar lixo nas ruas e nos corpos d’água, evitar desperdício de água e energia elétrica, moderar ou abandonar o consumo de produtos e alimentos de impacto ambiental muito pesado, usar menos o carro etc.;
– atitudes de respeito à saúde e ao bem estar alheios, como evitar fumar perto de outras pessoas, evitar a embriaguez quando se tem tendências à agressividade, abster-se de pressionar os outros a comerem carne e consumirem bebidas alcoólicas etc.;
– posturas de respeito aos animais não humanos, como evitar o consumo de produtos de origem animal, denunciar crimes contra a fauna, entre outros;
– zelo a preceitos morais religiosos, como respeitar o próximo, não julgar as outras pessoas, ser caridoso e solidário, partilhar o que pode com quem precisa, evitar a avareza e cuidar do espiritual.

Por outro lado, não faltam nesses meios apologia à homofobia, à transfobia, à submissão feminina e ao preconceito religioso, incitação ao ódio contra tudo que seja ou pareça de esquerda, intromissão na vida alheia, imposição de valores moral-culturais medievais, tratamento dos escritos bíblicos como se fossem verdades absolutas superiores às crenças não cristãs, julgamentos maliciosos e condenadores contra outras pessoas, entre outros. Em outras palavras, não só deixam de defender valores morais e bons costumes atualizados ou atemporais, como também promovem frequentemente o imoral e o mau costume.

Percebendo-se essas características todas, notamos o discurso contraditório e profundamente hipócrita de muitos conservadores, talvez a grande maioria deles. Parece ironia, mas quem mais diz defender “a vida, a família, a moral e os bons costumes” é quem mais atenta contra esses quatro valores.

imagrs

19 comentário(s). Venha deixar o seu também.

antonio cossignani ferreira dos santos

março 19 2015 Responder

em tudo que o ser humano e o que ele aprende com a vida ou desaprende seus conceitos a moralidade e aprendida e comportamentalmente explanada para o bom convivio com a sociedade são padroes de comportamentos mas a muita s diversidades de ideias ou ideologias por isso cada mente se programa da forma mais conveniente possivel ou moldar o carater ou não e suas consequencias vindouras cada atitude um reflexo do carater ate um demente não passivel de punição

Júlio

junho 26 2014 Responder

Tirar o bebê de seu ventre não vai fazer de você uma mãe sem filhos. Você SEMPRE será a mãe de uma criança morta.

Mateus

abril 14 2014 Responder

Se veio comentar só pra ridicularizar em vez de discordar e contestar, não há razões pra seu comentário ser autorizado. Comentário de apelo ao ridículo apagado. RFS

Leonardo Martins

março 5 2014 Responder

Olá!
Poderia citar alguns fatos que comprovem o que vc cita no texto. Como por EX:
Alguma notícia de mulher, forçada por conservadores a ter um filho sem condições de cria-la?

Desde já agradeço.
Abraços!

    Robson Fernando de Souza

    março 5 2014 Responder

    Olá. Esse tipo de fato não vem nos noticiários, mas é dedutível que existem muitos casos de cristãs que não queriam ter engravidado mas, com medo de irem pro inferno e/ou viverem um inferno em terra, “tiveram” que dar à luz mesmo sem condições psicológicas e financeiras de criar o bebê.

      bj

      abril 13 2015 Responder

      cristão são contra o aborto tirar uma vida de quem não tem como se defender nos colocarmos no lugar de deus decidindo quem vive quem morre. apoimos as pessoes ter a criança se ela não tiver capacidade financeira,ou piscicologica encaminham ela para adoção de criança onde receberá o carinho de uma familia que sonha em ter um criança e por algum problema não consegue. obs,uma gravides é uma vida não é um cabelo, ou uma unha que se tiver te incomodando,você corta joga fora e depois nasce outro

        Robson Fernando de Souza

        abril 13 2015 Responder

        “cristão são contra o aborto tirar uma vida de quem não tem como se defender nos colocarmos no lugar de deus decidindo quem vive quem morre.”
        O que você tem a dizer, então, sobre quem defende pena de morte, inclusive contra pessoas presas injustamente e confundidas com autores de crimes hediondos? E sobre as mulheres que morrem por abortos clandestinos por causa justamente dessa proibição que vocês lhes impõem?

        “apoimos as pessoes ter a criança”
        Diga, então, uns três exemplos de ONGs “pró-vida” que, no Brasil, acolhem e dão assistência máxima a famílias de crianças “salvas” do desejo materno de abortá-las.

        “se ela não tiver capacidade financeira,ou piscicologica encaminham ela para adoção de criança onde receberá o carinho de uma familia que sonha em ter um criança e por algum problema não consegue.”
        Ou seja, você é a favor do abandono de bebês “salvos” de aborto em orfanatos, é isso? Bem coerente pra quem diz que “uma gravides é uma vida não é um cabelo, ou uma unha que se tiver te incomodando,você corta joga fora e depois nasce outro”.

        “uma gravides é uma vida não é um cabelo, ou uma unha que se tiver te incomodando,você corta joga fora e depois nasce outro”
        E você já viu um número estatisticamente significativo de mulheres abortando, cada uma delas, tantas crianças que parecem estar cortando unhas?

    Anne

    agosto 21 2015 Responder

    Aquela menina d e11 anos violentada pelo padrasto foi coagida a ter o filho por um padre que após o nascimento da criança nunca mais deu assistência áquela menina e a seu filho, está aí um bom exemplo

Ronaldo

janeiro 27 2014 Responder

Ok, Robsom. No dia que postei haviam duas teclas de postagem. Uma tava operando parcial. Notei que voces estao com uma pagina nova para celular. Deve ser estas transicoes tecnicas: sempre dao problemas (coisas ficam funcionando mal). Sao coisas desta nova era da internet: sou bem mais velho que ela. Grato pelo feedback!

Ronaldo

janeiro 24 2014 Responder

Parece que fui censurado ou meu ultimo comentario se perdeu ou dei um lapso e pensei ter clicado publicar. Quem ta a fim insite, ate que saiam da moita!
Ok, Carol! Va em paz e que a sabedoria esteja contigo.

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 24 2014 Responder

    Deve ter dado algum erro, não encontrei seu comentário na caixa de spam. Comentários bloqueados são jogados nessa caixa, mas o seu não está lá.

Carol

janeiro 22 2014 Responder

É que a questão não necessariamente é a maioria da população. Cada um é dono de seu corpo e assim o usa como bem entender. E a questão da reprodução é mais severa ainda porque muita gente realmente acha que a mulher só serve para procriar, por isso delineei.

A única coisa que podemos falar sobre os outros corpos é que as outras pessoas devem usá-los como bem entenderem, por serem soberanas a eles, e somente a eles, individualmente. Agora, recomendações, ok, normal, porque cada um tem mesmo sua posição.

Ronaldo

janeiro 22 2014 Responder

Prezada Carol,
grato por sua atencao. “No caso do sexo serve…” nao estava eu impondo isto a ninguem. Estava externando a minha opiniao sincera. Estou de acordo com voce: voce eh dona de si e pode ate fazer o que quizer. Como ja disse, procuro analizar tudo com carinho e responsabilidade. Nao posso nem devo ser o outro. Longe de mim quere hipnotizar, subjulgar ou empurrar alguem.
O que posso fazer eh tentar dar uma opiniao util, sem sofismas ou contradicoes. A vida nao eh facil. Ter uma opiniao diferente da maioria da populacao, tambem,. nao eh facil.
Chegamos a este mundo com a cabeca zerada. Procurar entende-lo leva um bom tempo, muito estudo e muito questionamento. Mais uma vez, nao to aqui para me locupletar ou fazer propaganda de mim.

Ronaldo

janeiro 17 2014 Responder

Caro Robsom,
Toda cirugia tem riscos. Mas, nao eh isto que me incomoda. O mais importante no meu entender eh o significado profundo do que se pensa e do que se faz. Antes de tudo, sexo serve para procriar com responsabilidade. Desvirtua-lo colocando em primeiro lugar o prazer ou satisfacao eh transforma-lo em objeto. Infelizmente, muitos fazem assim. E, as consequencias sao evidentes. Praticar o mau produz sequelas. Nao sou nem posso ser o meu semelhante. O que faco eh expressar a minha opiniao e procuro evitar contradicoes e sofismas.
Cada caso eh um caso diferente. Pois, a enormidade de fatores que envolve cada ser humano dificulta uma abordagem generalista. Como eu disse, nao posso ser simplista nem exagerar ao absurdo nos meus conceitos e entendimentos. Mas, passo a passo chegaremos aos mais puros ideais e aspiracoes. Correr mais que os proprios pes eh queda na certa. E, se ao cair, quebrar a cabeca e morrer? So posso lastimar. A excessao jamais pode tornar-se regra. Poderia impedi-lo de cometer tais atos absurdos. Tenho que tornar claro que eh uma atitude paliativa e que nao da para “segurar a barra” o tempo todo.
Ha! Religiao? Sao poucos os questionadores que vao fundo neste assunto! Ja leu e tentou entender todos os livros em minucias?

    Carol

    janeiro 21 2014 Responder

    Ronaldo, “Antes de tudo, sexo serve para procriar com responsabilidade.”

    Procriação é uma atribuição da mulher. Ambos participam, mas o corpo é da mulher. Aliás, cada um é dono do seu próprio corpo. Se a pessoa quiser usar o sexo para prazer e eventualmente um método contraceptivo falhar (antes de falar sobre, invente um que não falhe para daí pensar em culpar outras pessoas), a prerrogativa sobre cada corpo é da própria pessoa.

    “Sexo é para…”. Você não pode falar de forma autoritária regulando os corpos de todas as pessoas. Caso contrário, estará, inclusive, indo contra tais livros, já que neles o julgamento não é para os humanos, e sim ao ser superior.

Ronaldo

janeiro 15 2014 Responder

Estou aqui devido a uma busca feita no Google sobre “bons valores morais”. O que tenho a dizer eh que, realmente, eh preciso colocar em pratica o que se prega. Isto eh ser coerente. Mas, eh preciso diferenciar os bons valores dos maus valores. A lei devia existir principalmente para orientar o cidadao e nao para puni-lo.
Como teu texto eh longo, vamos por partes. Eh preciso que todo cidadao formado e adulto tenha consciencia plena dos limites de aplicacao das leis, do porque, das causas, da origem, do entendimento, do para que, da solucao adotada, das consequencias, das sequelas, do balanceio entre pros e contras ( tudo relativo a determinada lei). Ate hoje (15/01/2014) as questoes sociais sao tratadas pelos donos do saber e do poder (profissionais de cada area). Ao cidadao iniciante ou amador compete reclamar, protestar e tentar entender. Quem decide por todos sao as autoridades.
Sou um mero cidadao, perdido nesse mar de blogs mortos, que gostaria de encontrar alguem para discutir ponto a ponto e finalmente, colocar tudo em uma balanca. Participacao social envolve interesse, dedicacao, compromisso, preparo, estudo e analise olistica.
Vou dar uma opiniao, realmente, o aborto eh um procedimento muito perigoso. Mas, se for devido a um estupro, sou a favor do aborto nos primeiros meses de gestacao. Porque? Detalhes? To digitando tudo isto em um minusculo celular. Mas, se alguem se manifestar, tera retorno! Aqui tem gente!

mariana fuzaro

janeiro 12 2014 Responder

Foram esses fatores que me deixavam com a pulga atrás da orelha quando era católica fundamentalista (à la Montfort e TFP) e me sentindo sempre culpada, tendo crisrs de consdci~encia, pânico e enxaqueca, que por fim me obrigaram a cair fora não só da igreja, mas abandonando o cristianismo de vez. Hipocrisia total. E ainda por cima me perguntam “como você ousa rejeitar o Amor” rsrs.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo