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“Pessoas de bem” do jeito que o diabo gosta

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Muitos conservadores de tendência reacionária estufam o peito e enchem a boca para se autointitular “pessoas de bem”, “cidadãos de bem”, “gente direita” – no caso de cristãos desse tipo, também gostam de se considerar “povo de Deus”, “homem/mulher de Deus”. Tentam assim parecer totalmente diferentes daqueles que chamam de “vagabundos”, os que cometem crimes nas ruas ou incidem no “delito” de serem beneficiados por programas de inclusão social como o Bolsa Família. Mas não é nada difícil perceber que, mesmo se formos pensar de acordo com o tradicional dualismo “bem X mal”, essa gente “de bem” carrega muito mal dentro de si. Fazem o “bem” que o diabo gosta.

A coisa mais comum, pelo menos na internet brasileira, é ver pessoas que tanto se dizem “de bem” e se “distinguem” dos “vagabundos” vomitando ódio, preconceito e desejos praticamente sádicos por vingança. Tornou-se tradição que toda notícia em grandes portais envolvendo política, Direitos Humanos ou crimes contra e vida e integridade de seres humanos seja inundada por raivosas “pessoas de bem”. O mural de comentários de cada uma dessas notícias é espaço para as mais variadas e furiosas expressões de misantropia, racismo, misoginia, heterossexismo (principalmente homofobia), transfobia, xenofobia internacional ou inter-regional, entre tantos outros rompantes de ódio contra o diferente, sejam ou não tipificados como crime de preconceito pela lei.

Na mesma linha, jornalistas que também se autoarrogam “de bem”, geralmente ídolos conservadores, por mais que digam ter a intenção de ajudar a acabar com a criminalidade, promovem a realimentação da espiral de violência que, no final das contas, piora ainda mais o estado de violência nas cidades e ruralidades brasileiras. Sua contribuição para esse ciclo é incitar a uma populosa audiência sentimentos de ódio contra os chamados de “vagabundos”, desejos irracionais de vingança e apoio a violentas tropas policiais que têm sido apontadas como assassinas de pessoas pobres e predominantemente negras.

Em casos emblemáticos, esses jornalistas, ao mesmo tempo em que defendem que a “solução” da violência é mais violência, ultrapassam o limite da apologia ao crime. Um desses episódios foi a postura da jornalista Rachel Sheherazade em 04/02/2014, “justificando” a tortura e acorrentamento de um adolescente negro suspeito de roubo, concordando com a atitude dos “justiceiros” que o haviam espancado e fazendo pouco caso de quem se indignou com a violenta ação deles.

A atitude dela teve uma repercussão perniciosa, com a ascensão, nas semanas seguintes, de uma onda de ataques de “justiceiros” pelo Brasil, vitimando pessoas acusadas de crimes, sem distinção se as acusações eram fundadas ou injustas e se tinha ou não havido flagrante. Recentemente um caso pareceu ser o cúmulo dessa onda: no dia 06/03, um adolescente negro com problemas mentais foi espancado e morto em Serra/ES, por uma população cheia de ódio que clamava por sua morte.

As consequências a médio e longo prazo dos ataques de “justiceiros” ainda são incertas, mas o fato é que as autointituladas “pessoas de bem” estão se tornando ainda mais violentas, não só verbalmente, mas também apelando para o uso físico da força. Estão se aproximando, não só em agressividade, como também em periculosidade e ameaça à vida de inocentes que eventualmente incriminem injustamente, cada vez mais dos bandidos que tanto dizem odiar e de quem tanto tentam se diferenciar.

E não é “só” contra os tachados de “vagabundos” que os “cidadãos de bem” manifestam emoções e atitudes que podem ser identificadas como malignas. Quando pessoas trans, homossexuais e, em alguns casos, migrantes nordestinos ou de países pobres são vítimas de espancamentos, não são raros os “homens e mulheres de bem” que comemoram, aplaudem, fazem apologia a esses crimes, deixando a entender que os criminosos que apoiam estão “limpando” a sociedade das pessoas “indesejáveis”, do “pecado” e da “abominação”.

Na política, o violento ódio das “pessoas de bem” lança mais tentáculos. É comum blogs e páginas no Facebook, assim como os famigerados comentaristas de portais de notícias, incitarem o ódio contra a esquerda e fomentarem uma notável paranoia anticomunista. Isso com direito a apologias a medidas de perseguição política contra socialistas, comunistas e membros ou defensores do PT, partido cujo poder governamental, mesmo tendo pendido significativamente para posturas de centro-direita, tem atraído o ódio irracional dos reacionários.

Muitos deles se dizem “defensores da democracia e da liberdade”, mas não perdem as oportunidades de defender a tirania, a censura e a perseguição contra opositores políticos. Nada raro é presenciá-los defendendo saudosamente regimes não democráticos do passado, como a ditadura civil-militar brasileira, a época do império e regimes autoritários de outros países, e suas práticas de violência política.

Inspirados em tal passado, não hesitam em defender, sutil ou explicitamente, que as manifestações políticas socialistas, comunistas e anarquistas, assim como movimentos sociais emancipatórios, sofram repressão e criminalização. Outra reivindicação, implícita ou escancarada, que fazem ao vociferar seu ódio político é que temas ligados ao marxismo e a bandeiras de esquerda – lutas de classes, feminismo, laicismo de Estado, campesinato etc. – sejam censurados nas escolas e universidades.

Percebe-se assim que o comportamento dessas pessoas que tanto se dizem “de bem” e “de Deus” está longe do próprio conceito cristão de bem. Contradiz frontalmente a crença delas próprias sobre existir uma rígida separação entre o bem e o mal, sendo elas provas vivas de que o dualismo maniqueísta inspirado em religiões como a cristã não faz sentido. Mostra como é perfeitamente possível cometer atrocidades e graves desvios de ética sob o pretexto de se estar “combatendo o mal” e “promovendo o bem”. Portanto, é quase um imperativo desconfiarmos de quem se diz “cidadão de bem” e “totalmente diferente” dos “vagabundos”. Porque o “bem” deles pode estar fazendo um grave mal a pessoas injustamente acusadas de crimes violentos, pertencentes a minorias marginalizadas e/ou com convicção política de esquerda.

imagrs

32 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Iara Carloni

maio 12 2016 Responder

Um artigo bem escrito, análise bem feita do que está acontecendo na nossa sociedade. Muita clareza e objetividade. Parabéns!

Eric

abril 30 2014 Responder

Caraca!! (desculpe a expressão) enquanto todos vocês ficam de mimimi defendendo esquerda isso direita aquilo, quando vão perceber que o Brasil não necessita ir pra nenhum desses lados, e sim IR PARA FRENTE!!!!!!!!!

    Robson Fernando de Souza

    abril 30 2014 Responder

    Afinal, o Brasil “ir pra frente” e o próprio conceito do que seja “ir pra frente” não têm nada a ver com ideologias políticas e as visões de mundo que elas proporcionam. É isso?

      Eric

      abril 30 2014 Responder

      Sim, “ir pra frente” no sentido de avançar, progredir, pois a esquerda ou direta que existe hoje são apenas fachada, propaganda política usada para ocultar a verdadeira face de um esquema que visa defender o interesse de seus “patrocinadores” acima dos interesses do país.
      Enquanto isso a população fica defendendo um lado ou outro, como no futebol, sem ganhar absolutamente nada com isso.
      Além disso, no meu ponto de vista, pra que defender esquerda ou direita? Sim, são ideologias políticas, mas também são conceitos ultrapassados, afinal, no mundo atual seria muito mais eficiente trabalhar com base em modelos que já deram certo em outros países, trabalhar com estatísticas para definir prioridades entre outros estudos. E para isso exigir formação acadêmica para nossos representantes no senado, apenas isso já poderia trazer pessoas realmente capazes para ocupar os cargos, e não como acontece hoje, que quem ganha o jogo político não é o mais competente, e sim é quem tem mais dinheiro para utilizar em uma campanha, e que depois de eleitos, vão defender os interesses de seus financiadores, enquanto o país só perde.

Filipe

abril 18 2014 Responder

O que vc entende como desmilitarização da polícia? Acredita que isso funcionaria no Brasil a curto e médio prazos?

Filipe

abril 18 2014 Responder

Robson, que discussão hein?

Mas é natural, o tema é polêmico. Sabe, eu não acho corretas as agressões. É barbárie, sim. Mas também entendo que as vítimas dessas agressões foram surpreendidas cometendo crimes e uma parcela da população não aguentou ficar sem fazer nada. Duvido que as pessoas que fizeram isso sejam direitistas; mais provável que sejam pessoas com poucos recursos.
Creio que o papel dos defensores dos direitos humanos seja ajudar essas pessoas, que em atos de desespero se defendem inclusive infringindo a lei. Você não acha?

    Robson Fernando de Souza

    abril 18 2014 Responder

    Filipe, o papel dos defensores dos DH é ajudar a todos os seres humanos, e é isso o que fazem quando estão em ações que causam tanto ódio aos direitistas, como defender o fim das prisões de condições medievais e sua substituição por prisões que apliquem políticas claras de ressocialização, políticas sociais que previnam jovens de entrar para a criminalidade e a desmilitarização da polícia brasileira. Isso vai fazer, com o tempo, com que as pessoas não se sintam mais impelidas a linchar criminosos, já que estes se tornarão cada vez mais raros.

Ju

abril 16 2014 Responder

Sobre moralidade/homossexualismo:

1)é obvio que houveram evoluções morais ,o que é diferente de querer modificar todo o conceito de moralidade.o autor do texto que eu citei se refere a moralidade tradicional como aqueles princípios comuns básicos a todos os povos e de todas as épocas.

vejamos:

”Isso significa que nossas percepções acerca dos valores não podem jamais evoluir?
Que estamos para sempre atados a um código imutável que nos foi dado de uma vez por
todas? E seria possível, de qualquer modo, falar de obediência àquilo que estamos
chamando de Tao? Se formos comparar, como fizemos, os sistemas morais tradicionais do
Oriente e do Ocidente – o cristão, o pagão e o judeu –, não encontraremos inúmeras
contradições e mesmo alguns absurdos? Reconheço que há verdade em tudo isso. É preciso
ter algum senso crítico, remover algumas contradições e até mesmo promover algumas
melhoras. Mas existem duas maneiras muito diferentes de se ter senso crítico.”

”….Existe uma diferença entre um autêntico avanço moral e uma simples inovação. Existe um avanço autêntico da máxima confuciana “Não faças com os outros o que não gostarias que
fizessem contigo” para a cristã “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que
eles lhes façam.” Já a moral de Nietzsche é um exemplo de simples inovação. O primeiro
caso é um avanço porque ninguém que não reconhecesse a validade da antiga máxima
poderia ver uma razão para aceitar a mais recente, e qualquer um que aceitasse a antiga iria
imediatamente reconhecer a mais recente como sendo uma ampliação do mesmo princípio.
Caso a rejeitasse, seria por considerá-la supérflua, ou algo que foi longe demais, mas não
algo simplesmente heterogêneo em relação às suas próprias idéias de valor. Mas a ética
nietzschiana só poderia ser aceita se estivéssemos dispostos a descartar a moral tradicional
como um simples erro, se nos puséssemos em uma posição de onde não pudéssemos
encontrar nenhum fundamento para os juízos de valor. Essa é a diferença entre um homem
que nos diz: “Já que você gosta de comer legumes frescos, por que não os planta no quintal
para comê-los ainda mais frescos?” e um que nos diz: “Jogue fora esse pedaço de pão e
experimente comer tijolos ou centopéias em vez disso.”

do mesmo livro anteriormente citado

2)Sobre as mulheres e o cristianismo:Livro:como a igreja construiu a civilizaçao ocidental de Tomas Woods Jr.,além de livros da história da igreja católica e documentos oficiais da igreja,o catecismo da igreja católica,todos disponíveis online para download.

3)O amor é limitado assim como a liberdade é limitada,um amor pode ser desordenado se for de intensidade desproporcional ao que o objeto mereça ou se o objeto do amor for inadequado.

Por exemplo:eu posso amar meus cachorros,mais a partir do momento que eu amo meus cachorros mais que um ser humano ,há ai alguma coisa de errado.

Um homem amar o outro não constitui em si pecado,pecado é o ato sexual homossexual pois é contrária a natureza e a dignidade humana.

No principio da história de israel,deus colocou algumas limitações ao povo semita,para que eles pudessem prosperar,entre elas: o consumo de porco (pois naquela época era uma animal anti-higiênico )e o homossexualismo,que impediria o povo de crescer e se reproduzir.

Alguns tabus são necessários para a continuidade da especie e da civilização,não que devamos tratar mal os homossexuais nem querer impedi-los de viver suas vidas em paz.

    Robson Fernando de Souza

    abril 16 2014 Responder

    “é obvio que houveram evoluções morais ,o que é diferente de querer modificar todo o conceito de moralidade.” – Ou seja, a moral tradicional pode evoluir. Você concorda?

    “O amor é limitado assim como a liberdade é limitada,um amor pode ser desordenado se for de intensidade desproporcional ao que o objeto mereça ou se o objeto do amor for inadequado.” – Homoafetividade é um “amor desordenado” por acaso?

    “pecado é o ato sexual homossexual pois é contrária a natureza e a dignidade humana.” – Por quê?

    “Alguns tabus são necessários para a continuidade da especie e da civilização” – Não questionar a Igreja e a moral vigente é um deles?

Ju

abril 16 2014 Responder

abusos foram cometido dos dois lados?

você está equiparando uma população desarmada com o aparato repressivo do estado?

nao tem como botar em pé de igualdade uma população pacifica com um governo proto ditatorial,abusos foram cometidos do lado dos judeus no 3o rich?

    Robson Fernando de Souza

    abril 16 2014 Responder

    Abusos entre civis não poderiam acontecer nesse caso?
    E não me referi à reação da população manifestante perante a repressão policial.

Filipe

abril 16 2014 Responder

Grande Robson! Td bem?

Bem, como não poderia deixar de ser, vou defender o Raquel. Ela disse, e eu concordo, que é compreensível que uma população que se sinta abandonada pelo Estado busque justiça com as próprias mãos. O que ela fez foi uma crítica ao estado omisso e não uma autorização à agressões em sentido. Crimes de espancamento não eram a intenção dela.

Em segundo lugar, o Cristianismo não é maniqueísta. Essa heresia foi tirada da Igreja há séculos. O homem é corrompido, mesmo aquele que vai na Igreja todo final de semana. Justamente por sermos imperfeitos, precisamos de Deus.

Deus te abençoe!

    Robson Fernando de Souza

    abril 16 2014 Responder

    Tudo bem, Filipe.
    Seria compreensível pra você também que pessoas adotem meios nada objetivos de se “identificar” possíveis criminosos? Que se tornem tão violentas quanto os criminosos? Que combatam o crime violento com crime violento?

Ju

abril 16 2014 Responder

Sobre o § 9
‘’Muitos deles se dizem “defensores da democracia e da liberdade”, mas não perdem as oportunidades de defender a tirania, a censura e a perseguição contra opositores políticos. Nada raro é presenciá-los defendendo saudosamente regimes não democráticos do passado, como a ditadura civil-militar brasileira, a época do império e regimes autoritários de outros países, e suas práticas de violência política.’’

Quem persegue opositores ideológicos é a esquerda,que fica toda raivosinha quando a um pequeno grupo de vozes dissidentes falando a verdade.
Quem adora uma ditadura são os esquerdistas do PT,PC do B e etc…,que vivem babando ovo pros piores ditadores esquerdistas.
Na direita, poucas pessoas querem intervenção militar,é só ver o número de participantes das marchas ,e mesmo os que querem,sabem que é uma solução temporária e impossível de se sustentar por muito tempo.

    Robson Fernando de Souza

    abril 16 2014 Responder

    1. Falácia de apelo à hipocrisia. Não é porque alguns esquerdistas são contra oposição ideológica que é justificável direitistas defenderem censura e perseguição contra sua oposição. Tampouco isso contesta a afirmação de que existem desejos de perseguição antiesquerdista dentro da direita.
    2. No que o PT e o PCdoB ainda são de esquerda, fora alguns discursos retóricos não colocados em prática?
    3. Realmente são poucas as pessoas que, na direita autoritária, querem intervenção militar?

      Ju

      abril 16 2014 Responder

      resposta as questões do paragrafo segundo:

      1)belo,justo e verdadeiro é tudo aquilo que edifica o homem e a sociedade.mal é tudo aquilo corrompe o que é edificante para o homem e a sociedade.
      2)Os critérios sao justamente os tirados da moral tradicional.
      3)entendi,imputou crimes morais ao direitistas,respondi na mesma moeda.
      4)Justiça tem que andar junto com misericordia,obvio que um crime famélico não esta no mesmo nivel que eu estupro ou assasinato.

        Robson Fernando de Souza

        abril 16 2014 Responder

        1. O que pra você edifica “o homem” e a sociedade? E o que pra você corrompe “o que é edificante para o homem (sic) e a sociedade”?
        2. Aquela moral tradicional que rebaixa mulheres e discrimina pessoas que não cis-heterossexuais?
        3. Respondeu com uma falácia. Isso acrescentou em algo ao debate?
        4. Então nem todo mundo que comete crimes é bandido e deve ser odiado, é isso?

          Ju

          abril 16 2014

          O que edifica a sociedade: A moral tradicional,a ordem e a liberdade ordenada.

          O que corrompe a sociedade é a revolta contra a moralidade tradicional,que é a unica moralidade possível:

          ”…Uma vez que não consigo encontrar resposta para essas perguntas, chego às
          seguintes conclusões. Isso a que tenho chamado por conveniência de Tao, e que outros
          poderiam chamar Lei Natural, Moral Tradicional, Primeiros Princípios da Razão Prática ou
          Primeiros Lugares-comuns, não é um entre uma série de sistemas de valores possíveis. É a
          única fonte possível de todos os juízos de valor. Caso seja rejeitado, todos os valores serão
          também rejeitados. Se qualquer valor for preservado, também ele será preservado. O
          intuito de refutá-lo e de erigir em seu lugar um novo sistema de valores é em si mesmo
          contraditório. Nunca houve, e nunca haverá, um juízo de valor radicalmente novo na
          história do mundo. Tudo aquilo que pretende ser um novo sistema ou (como se diz agora)
          uma “ideologia” consiste em fragmentos do próprio Tao, arbitrariamente arrancados de seu
          contexto e então hipertrofiados até a loucura em seu isolamento, mas devendo ainda ao
          Tao, e somente a ele, a validade que possuem. Se o meu dever para com meus pais não
          passa de superstição, então o mesmo vale para meus deveres em relação à posteridade. Se a
          justiça é uma superstição, então também o é o meu dever para com o meu país ou para com
          a minha raça. Se a busca do conhecimento científico é um valor verdadeiro, então também
          o é a fidelidade conjugal. A rebeldia das novas ideologias contra o Tao é a rebeldia dos
          galhos contra a árvore: se os rebeldes pudessem vencer, descobririam que destruíam a si
          próprios. A capacidade da mente humana para inventar novos valores não é maior do que a
          de imaginar uma nova cor primária, ou, na verdade, a de criar um novo sol e um novo céu
          no qual ele se mova.” C.S lewis – A aboliçao do homem- pg.21

          2)O seu problema é que você já se rebelou.é incapaz de vez qualquer coisa na moralidade que não seja hipocrisia ou falsidade.(eu também era assim)

          Nao adianta falar que no ocidente judaico-cristão as mulheres tem muito mais dignidade que no mundo islâmico ou na antiguidade pagã,alias,as mulheres foram as primeiras a se converter ao cristianismo por causa da dignidade unica dada a mulher nessa religião.

          Nao adianta falar que a objeção moral ao homossexualismo é até certo ponto natural e útil para perpetuação da especie,nem muito menos dizer que no plano da religião o homossexual é um pecador,mais que isso não pode servir de pretexto para acusação de homofobia,já que TODO o restante da humanidade também seria pecadora.

          .

          Robson Fernando de Souza

          abril 16 2014

          1. A moral tradicional da sociedade brasileira de hoje é a mesma moral tradicional da Europa da Idade Média? É a mesma moral tradicional do Brasil colonial escravista? É a mesma dos povos Guarani-Kaiowá?

          2. a) Fontes? b) Você realmente considera edificante que se considere algumas formas de amor um “pecado”, ou seja, que Deus abomine o amor em algumas situações?

      Ju

      abril 16 2014 Responder

      resposta as questoes do nono paragrafo
      1)Alguns esquerdistas….onde a esquerda se consolidou no poder censurou e matou opositores.
      2)O que é perseguição anti esquerdista?denunciar as falcatruas do PT,desmascarar as desonestidades intelectuais dos esquerdista?Outra coisa:quero nome ,partido(se houver) de quem da direita está querendo censurar a esquerda.
      3)PT e PC do B de direita ,mais amam todos os ditadores comunistas,constroem porto em cuba,trazem médicos cubanos,etc…

Ju

abril 16 2014 Responder

Sobre o § 4

‘’Em casos emblemáticos, esses jornalistas, ao mesmo tempo em que defendem que a “solução” da violência é mais violência, ultrapassam o limite da apologia ao crime. Um desses episódios foi a postura da jornalista Rachel Sheherazade em 04/02/2014, “justificando” a tortura e acorrentamento de um adolescente negro suspeito de roubo, concordando com a atitude dos “justiceiros” que o haviam espancado e fazendo pouco caso de quem se indignou com a violenta ação deles.’’

Você está sendo desonesto :
1)Me mostra na fala da jornalista onde ela explicita ou implicitamente defende que a população agrida os bandidos.
2)vocês esquerdistas usam um expediente muito sujo:
Uma jornalista falar que é compreensível a população pobre reagir aos ataques de bandidos em lugares geralmente tomados pela bandidagem e onde a policia não entra? Não pode!!! Tem calar essa mulher ,vamos cortar verbas do SBT JÁ se essa jornalista não se calar!!!

Militantes feministas falarem que vão cortar a p@ca de quem é reacionário? AHH ASSIM PODE!LIBERDADE DE EXPRESSÃO PRA AVANÇAR REVOLUÇÃO!

PC do B mandar carta de apoio a ditador norte coreano que oprime a população? AiiPODE!!DIPLOMACIA!!!

Partidos de esquerda apoiarem ditador venezuelano que oprime a população e mata manifestantes desarmados??PODE SIMM!! AFINAL TODO MUNDO SABE QUE PAPEL HIGIENICO É COISA DE PORCO CAPITALISTA ,E QUE OS MANIFESTANTES SÃO DA EXTREMA DIREITA GOLPISTA!!

É ofensa aos direitos humanos só quando os reacionários fazem??

    Robson Fernando de Souza

    abril 16 2014 Responder

    1. Não adianta eu citar o que ela falou, se você não está aberta à possiblidade de interpretar o que ela discursou como um incentivo pra que a população faça “justiça” com as próprias mãos.
    2. Realmente “onde a polícia não entra”? E por que esse discurso não poderia ser considerado apologia ao crime? Jornalistas, aliás, têm liberdade de influenciar pessoas a cometerem crimes?

    Sobre as feministas: falácia do espantalho.

    Sobre o PCdoB: esse partido ainda é comunista, a ponto de manter atividades que visem uma revolução comunista?

    Sobre a Venezuela: você realmente leu o outro lado pra saber se realmente está havendo falta de papel higiênico por culpa do governo e repressões sangrentas?

    Ju

    abril 16 2014 Responder

    resposta as questões do paragrafo quarto

    Eu já conheço o discurso que a esquerda faz para tentar censura-la.Mais uma vez você mostra que direitos humanos só servem CONTRA reacionários e oposicionistas,como exemplo temos que você amenizou pra esquerda.se a Raquel deve ser indiciada pelo seu comentário,então os esquerdistas que defendem regimes ditatórias e mutilação genital também.
    A questão aqui é que a esquerda pode defender o que ela quiser,e nunca ser responsabilizada por isso.
    Quanto a Venezuela:li os dois lados sim,o que não muda o fato do governo ser responsável por mais de 30 mortes de jovens desarmados.vai negar??
    Aliás,por que você que é tãoo a favor do povo nesse caso se posiciona a favor do opressor (governo) e contra os oprimidos(povo)?

Ju

abril 16 2014 Responder

Dúvido que vc vai aceitar esse post (já que censurou o meu último),mais ai vai:

Sobre o § 2
‘’A coisa mais comum, pelo menos na internet brasileira, é ver pessoas que tanto se dizem “de bem” e se “distinguem” dos “vagabundos” vomitando ódio, preconceito e desejos praticamente sádicos por vingança. Tornou-se tradição que toda notícia em grandes portais envolvendo política, Direitos Humanos ou crimes contra e vida e integridade de seres humanos seja inundada por raivosas “pessoas de bem”. O mural de comentários de cada uma dessas notícias é espaço para as mais variadas e furiosas expressões de misantropia, racismo, misoginia, heterossexismo (principalmente homofobia), transfobia, xenofobia internacional ou inter-regional, entre tantos outros rompantes de ódio contra o diferente, sejam ou não tipificados como crime de preconceito pela lei.’’
Objeções:

1)Ter raiva de quem é mal não entra em contradição com ser uma ‘’pessoa de bem’’: Quem ama aquilo que é belo,justo e verdadeiro deve repudiar aquilo e aqueles que são maus.
2) É compreensível as pessoas sentirem raiva dos bandidos,pois estes são inimigos da sociedade (e não vitimas dela).eles não tem nenhuma compaixão com suas vitimas,não pensam duas vezes em matar ou agredir.
3)Quanto ao ódio contra o diferente:você esta comparando o ladrão assassino aos homossexuais?isso é homofobia descarada!!!
Ninguém odeia bandido apenas por ele ser diferente(coitadinho),mais sim por que ele comete crimes.difícil de entender ?

    Robson Fernando de Souza

    abril 16 2014 Responder

    1. O que é “belo”, “justo” e “verdadeiro” pra você? E o que é ser mau?
    2. Quais os critérios de alguém ser “amigo”, “neutro” ou “inimigo” da sociedade, que não sejam impressões de senso comum?
    3. Você realmente entendeu o que eu falei nessa parte?
    4. Você odeia todas as pessoas que cometem o que o Código Penal tipifica como crime? Incluindo pessoas que cometem, por exemplo, crimes leves de violação de direitos autorais (como venda de CDs com mp3), furtos de pacotes de biscoito (que também são considerados crimes) ou crimes de injúria (xingar alguém na rua pode ser considerado crime de injúria)?

      Gelson Rocha

      abril 17 2014 Responder

      Robson, desculpe me intrometer no meio da discussão mas acho que seria interessante dar aqui meus dois centavos caso queira de fato crescer com o debate(e não só trocar ideias a serem ignoradas).
      .
      1. O que é “belo”, “justo” e “verdadeiro” pra você? E o que é ser mau?
      .
      Bem, a resposta para essa pergunta é fácil, do ponto de vista cristão, moral ou ético do “senso comum” ou do “cidadão de bem” aquilo que é mau é aquilo que atenta contra os já citados anteriormente (ética, moral e também leis), e veja bem, não disse ignorar, disse atentar, porém também em grande parte omissão gera o mesmo resultado.
      Ou seja, um bandido em geral não necessariamente é mau em si, porém ele CAUSA o mal (tendo em vista que pratica crimes; rouba o que não lhe pertence ou pode comprar, atenta contra a vida alheia, furta, suborna, dirige embriagado, etc.)
      Agora vejamos o exemplo de um bandido que comete um latrocínio para obter um celular ou qualquer outro bem (caso não muito antigo inclusive: http : // g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/jovem-morre-apos-ser-agredido-em-assalto-na-regiao-central-de-sp . html), o bandido, ladrão/assassino tem a ganhar com a situação acima, ele matou um homem e subtraiu seus bens, bens que, pelo presunção de inocência foram adquiridos pelo falecido dentro da lei, trocando trabalho por poder de compra e poder de compra pelo bem em questão.
      Ou seja, com a morte de um inocente o bandido enriqueceu seu patrimônio, o jovem, foi assassinado.
      Porem quando a situação se inverte, quando o assaltado reage e mata o saqueador ele não enriquece com isso, ele projete seus bens de serem saqueados (princípio da legítima defesa também inclui defesa de bens materiais), a conclusão que se chega é que a tentativa de subtrair bens alheios foi falha e fatal, o agente causador do mal alheio sofreu um revés, quando alguém reage ao assalto e mata (por falta de outro meio possível de contenção) ou prende o agente causador ele apenas destruiu a destruição.
      O que é considerado mau com o exemplo acima fica evidente, para o “cidadão de bem” a morte de um bandido é consequência do ato inicial gerado por ele, uma reação à tentativa de prejudicar o cidadão que segue conforme as leis, a morte de um inocente é uma morte passiva, injusta.
      .
      2. Quais os critérios de alguém ser “amigo”, “neutro” ou “inimigo” da sociedade, que não sejam impressões de senso comum?
      .
      A sociedade nada mais é do que um conjunto de pessoas que possuem direitos e deveres, regidos por leis.
      Inimigo da sociedade (aqui, no Japão, nos EUA, Cuba ou China) é aquele cidadão que atenta contra as leis, simples assim, sejam elas opressoras ou não.
      .
      3. Não vou responder, não é um questionamento.
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      4. Você odeia todas as pessoas que cometem o que o Código Penal tipifica como crime? Incluindo pessoas que cometem, por exemplo, crimes leves de violação de direitos autorais (como venda de CDs com mp3), furtos de pacotes de biscoito (que também são considerados crimes) ou crimes de injúria (xingar alguém na rua pode ser considerado crime de injúria)?
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      Tendo em vista que ao vender CD’s com MP3 ou qualquer coisa do tipo para fins comerciais você estaria roubando o dinheiro de quem o teria por direito é justo impor penas para essas infrações, ponto. O restante é falsa simetria, existem proporções e consequências diferentes entre um jovem passando na rua com seu celular e sofrendo um assalto e gravadoras multimilionárias sofrendo decréscimos nos lucros com pirataria.
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      Furtos de pacote de biscoito entram na mesma categoria acima.
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      Crimes de injúria são um caso a parte, dariam um comentário muito mais longo, porém também são falsa simetria, quem te causa injúria não está te levando um bem material.

        Robson Fernando de Souza

        abril 17 2014 Responder

        Obrigado, Gelson. Suas respostas são pertinentes. Mas é uma pena que a maioria dos direitistas não iria responder a essas perguntas sem recorrer a senso comum e preconceito.

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