13

jul14

Repressão policial com requinte de brutalidade e ilegalidade fecha Copa do Mundo no Rio de Janeiro

repressao-no-rio

Infelizmente teve copa, ao contrário do que o movimento #NãoVaiTerCopa e seus solidários fiéis gostariam. E ela encerrou com “chave de ouro negativo” com a cruel repressão ao último protesto, no Rio de Janeiro. Não bastaram as prisões temporárias ilegais à moda Minority Report, a manifestação teve muita brutalidade policial e violação de direitos constitucionais.

Os relatos de violência policial multiplicam-se no Facebook, com fotos e vídeos de policiais cheios de ódio prestes a agredir os manifestantes. Foi praticada também a inconstitucional tática do cercamento dos manifestantes, com barreiras de policiais obstruindo todos os lados do protesto, na Praça Saens Peña, e impedindo as pessoas de saírem dali – numa violação constitucional ao direito de ir e vir. Relatos dizem também que não “só” manifestantes, como também advogados, jornalistas e estrangeiros, foram espancados pela PM do Rio e aprisionados no cercamento.

Enquanto muita gente largou o boicote à Copa e assistiu à final, todas essas pessoas foram – e possivelmente ainda estão sendo – brutalmente oprimidas e cerceadas de direitos como a associação pacífica, a liberdade de expressão e o direito de ir e vir. Foi isso que insuflou o medo em muitas pessoas de irem às ruas durante a Copa, e a perspectiva é sombria, já que provavelmente as mesmas táticas de repressão usadas desse fim de semana serão repetidas nos protestos durante a campanha eleitoral, os dias de eleições e o movimento contrário às Olimpíadas de 2016.

imagrs

1 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Julio

julho 14 2014 Responder

Policiais impedem manifestantes de seguirem seu caminho => impedimento do direito de ir e vir.
Manifestantes impedem os demais transeuntes de seguirem seu caminho => utilização do direito de protestar.

Essas falácias lógicas da extrema-esquerda são quase tão ruins quanto as daquelas páginas vergonhosas de direita sobre as quais você comentava, Robson.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo