08

set14

Frase falsa atribuída a Marx menciona “holocausto revolucionário” e o coloca como “racista inspirador do nazismo”

citacao-falsa-marx

Algumas páginas conservadoras brasileiras apostam no vale-tudo para tentar desqualificar as ideias e a pessoa de Karl Marx e de diversos autores marxistas. E nesse vale-tudo, “vale” também atribuir citações falsas a Marx, colocando-o inclusive como “racista” e “precursor do nazismo”. É o que a imagem acima (entre as barras cinzas) faz.

A figura coloca “na boca” do teórico comunista uma frase que ele nunca falou. Segundo a forjada citação, ele teria determinado que as lutas dos comunistas promovessem um “holocausto revolucionário” e, com ele, iniciassem o extermínio de determinadas classes e raças. Induz-se aqueles que leem tal ditado a crer que ele foi um inspirador dos nazistas.

Na verdade, a frase em questão é uma adulteração maliciosa de um trecho de um texto escrito por Marx em março de 1853 e publicado no New York Daily Tribune e no People’s Paper algumas semanas depois – ele pode ser acessado no site Marxists.org. O artigo, intitulado Forced Emigration (Emigração forçada), descreve como o avanço do capitalismo industrial nas Ilhas Britânicas forçou a migração de milhares de ingleses, escoceses e irlandeses para outras partes do mundo em meados do século 19.

Nesse texto, Marx fez essa declaração:

Society is undergoing a silent revolution, which must be submitted to, and which takes no more notice of the human existences it breaks down than an earthquake regards the houses it subverts. The classes and the races, too weak to master the new conditions of life, must give way. But can there be anything more puerile, more short-sighted, than the views of those Economists who believe in all earnest that this woeful transitory state means nothing but adapting society to the acquisitive propensities of capitalists, both landlords and money-lords?

Essa é a sua tradução:

A sociedade está passando por uma revolução silenciosa, à qual é obrigada a se submeter e que leva em conta as existências humanas que ela fragmenta tanto quanto um terremoto se importa com as casas que subverte. As classes e as raças, fracas demais para dominar as novas condições de vida, são obrigadas a ceder. Mas pode haver alguma coisa mais pueril, mais visão estreita, do que as visões daqueles economistas que acreditam com toda sinceridade que esse lastimável estado transitório não significa nada além de adaptar a sociedade às propensões aquisitivas dos capitalistas, tanto senhores de terra como senhores de dinheiro?

A “revolução silenciosa” que ele menciona não era comunista ou socialista, mas sim a altamente capitalista Revolução Industrial, que estava promovendo na Europa e nos Estados Unidos uma configuração social, econômica e tecnológica muito diferente da que existia até o século 18. Era “silenciosa” porque, ao contrário das revoluções burguesas do século 18, não consistia em promover guerras contra o poder vigente. Nenhuma revolução socialista ou comunista vitoriosa havia acontecido até então, apesar dos levantes de 1848.

E o trecho adulterado e transformado na falsa frase “protonazista” diz: “As classes e as raças, fracas demais para dominar as novas condições de vida, são obrigadas a ceder [must give way].” As “classes e raças” citadas não estavam sendo exterminadas, nem sendo vitimadas por nenhum “holocausto revolucionário”. O que acontecia é que elas estavam sendo tolhidas de seu modo original de vida e forçadas ou a se adaptar à nova tradição econômica, social e cultural, geralmente de maneira sofrível, ou a emigrar para outros países, nos casos em que a vida no seu país de origem havia se tornado insuportável.

Ou seja, a suposta menção de Marx a “raças fracas” e “holocausto revolucionário” é falsa. É uma distorção, feita com fins escusos de manipulação política, de um trecho de um artigo dele sobre o que o capitalismo estava fazendo com pessoas de diversas classes e culturas nos países britânicos de sua época.

 

imagrs

35 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Carlos

novembro 4 2016 Responder

Vejo várias pessoas meio que tentando desmerecer o texto, dizendo que foi escrito por Engels e não por Marx. Mas essa pessoas demonstram pouco conhecimento de ambos autores, já que praticamente tudo o que era escrito por um era corroborado pelo outro. Fora o fato de vários textos de Marx terem sido escritos por Engels e vice-versa. Fora o fato de que eles escreviam juntos desde sempre. O que eu quero dizer com isso? Que eram como se fosse uma pessoa só. Carne e unha. Engels e Marx praticamente não tinham discordâncias. Tentar desmerecer a conclusão final do texto do blog com esse argumento é um pouco de desonestidade intelectual.

almondega

outubro 9 2016 Responder

ah, e acho ainda que deveriam lembrar que o estadinho stalinista e lenista forçavam trabalhadores a cultivar campos em troca de comida… se não trabalhassem iriam para os tenebrosos gulags.

Almondega

outubro 9 2016 Responder

digam isso para os milhões de russos que foram aniquilados por serem das classes mais baixas da então URSS… fora ainda o holocausto ucraniano. Greves e sindicatos sempre ocorreram no mundo ocidental, deveria estudar por exemplo no Reino Unido. Já já vai dizer que os comunas que viveram poeira na história que inventaram os sindicatos

Francisco Barbosa

setembro 26 2016 Responder

Vai xingar alguém de sua laia, a mim não. Comentário apagado e xingador banido. RFS

Jhones

agosto 22 2016 Responder

Se veio apenas pra impor opiniões fechadas a debate e ofender quem não pensa igual a você, então não é bem-vindo aqui. Comentário grosseiro e xingador apagado. RFS

    Robson Fernando de Souza

    julho 26 2016 Responder

    hahahahahaha :P

thiago lemos

novembro 21 2015 Responder

PS.:

Apesar da frase mencionada pertencer a Engels, isso não alivia a barra de Marx que, assim como o amigo, também justificava o uso do terrorismo e do genocídio como instrumentos revolucionários

Marx escreveu no jornal “Neue Rheinische Zeitung” em 6 de novembro de 1848, Nº 136:

“Os massacres sem propósito perpetrados desde os acontecimentos de Junho e Outubro, a oferta tedioso de sacrifícios desde fevereiro e março, o próprio canibalismo da contra-revolução vai convencer as nações que há apenas uma maneira de extirpar as agonias de morte assassinos da velha sociedade, e o nascimento sangrento da nova sociedade pode ser encurtado, simplificado, e essa maneira é através do terror revolucionário.”

Esta frase apenas mostra que Marx legitimava o uso do TERROR REVOLUCIONÁRIO na futura Revolução. E isso apenas comprova: MARX ERA MESMO UM GENOCIDA!!!!

Marco

outubro 17 2015 Responder

150 milhões de mortos, eu acho que eles entenderam muito bem o recado.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 17 2015 Responder

    E você não entendeu o post.

    Revoluconário

    fevereiro 2 2016 Responder

    Agora são 150 milhões de mortes? O autor do Livro Negro do Comunismo ja disse que os números foram fraudulosos, e vocês acham que uma mentira contada repetidamente se torna verdade?
    População da China antes de Mao: 550 milhões, depois de Mao 900 milhões.
    População URSS antes Stalin: 149 milhões, depois de Stalin: 209 milhões.
    Esses números alem de forjados, multiplicam as mortes naturais, multiplicam as mortes dos soldados da URSS, multiplicam as mortes da guerra civil. Parem de contar corpos como se fosse nota de 3 reais, ninguém aqui cai no conto da direita.
    Os comunistas seriam os primeiros a querem um revolução pacifica, mas você ja viu alguma revolução sem derramar sangue? Ao menos que o outro lado ceda a pressão, mas duvido que os imperialistas querem perder seus privilégios.

      ROBERTO CORREA DE ANDRADE

      novembro 2 2016 Responder

      Quantas batalhas foram travadas para a Revolução de 64?
      Quantas batalhas foram travadas para a Abertura de 86?
      Quantas batalhas foram travadas para a derrubada do Império?
      Tá respondido?

thiago lemos

julho 30 2015 Responder

Este Texto existe mesmo. Mas a tradução está errada. A tradução correta é:

“Toda a história anterior da Áustria até os dias de hoje são uma prova disso e 1848 confirmou. Entre todas as grandes e pequenas nações da Áustria, apenas três nações estão na vanguarda do progresso, e tomou parte ativa na história, e ainda mantem sua vitalidade – os alemães, os poloneses e os magiares . Portanto, eles estão agora revolucionário.

Todas as outras nacionalidades e povos grandes e pequenas estão destinados a morrer em pouco tempo na tempestade revolucionário mundial . Por essa razão, eles são agora contra-revolucionária.”

(Tradução do texto original em Inglês:All the earlier history of Austria up to the present day is proof of this and 1848 confirmed it. Among all the large and small nations of Austria, only three standard-bearers of progress took an active part in history, and still retain their vitality — the Germans, the Poles and the Magyars. Hence they are now revolutionary.

All the other large and small nationalities and peoples are destined to perish before long in the revolutionary world storm. For that reason they are now counter-revolutionary.”)

Ao invés de “Holocausto revolucionário”, a tradução correta é “Tempestade revolucionária Mundial”. Mas isso não alivia nem um pouco a barra de Marx e Engels, que defendiam explicitamente o genocídio de vários povos.

Este trecho foi escrito no jornal Neue Rheinische Zeitung Nº 194, em 13 de Janeiro de 1849, por Engels.

O texto original pode ser conferido abaixo:

http://hiaw.org/defcon6/works/1849/01/13.html

Vinícius

maio 26 2015 Responder

Prezados,
O trecho está no artigo de Karl Marx, Forced Emigration (1853), publicano no New York Daily Tribune em 22 de março de 1853, e republicado no People’s Paper em 16 de abril de 1853. A palavra holocausto não aparece, mas ele realmente afirma que a raça (e não apenas a classe) é importante para sobrevivência durante um processo revolucionário. Sem dúvida foi uma colocação racista de Marx, pois coloca a questão étnica como condição para a sobrevivência em processo de transformação social. A integra do texto está disponível em Inglês na internet, basta colocar o título do artigo na busca.

“Society is undergoing a silent revolution, which mustbe submitted to, and which takes no more notice of the human existences it breaks down than an earthquake regards the houses it subverts. The classes and the races, too weak to master the new conditions of life, must give way”

    Robson Fernando de Souza

    maio 27 2015 Responder

    É esse o trecho que o post trabalha (e traduz).

Gustavo Leite

fevereiro 18 2015 Responder

http://communism-explained.blogspot.com.br/2010/05/did-marx-call-for-extermination-of.html

Não foi Marx que disse isso, foi Engels, e não está contextualizado em qualquer coisa que vc possa chamar de “marxismo”.

Gustavo Leite

fevereiro 18 2015 Responder

http://communism-explained.blogspot.com.br/2010/05/did-marx-call-for-extermination-of.html

Primeiramente a frase não é de Marx, é de Engels, segundo está fora de qualquer contexto que vc possa chamar de “marxismo”. Não que os revolucionários fossem bonzinhos e não tenham praticado extermínio em massa, e muitas vezes motivadas por questões raciais ou nacionalistas que sempre andaram lado a lado. Mas atribuir o genocídio racial nazista ao Marxismo por conta de duas cartas de Engels, é pura picaretagem de pseudo-intelecutais,

Ace

fevereiro 15 2015 Responder

Ouvir dizer que até no livro controverso “O livro negro do comunismo” fazem apologia a essa citação falsa de Marx, sabe se é verdade?

    Robson Fernando de Souza

    fevereiro 16 2015 Responder

    Não li esse livro, daí não posso atestar que ele mencione essa frase falsa.

Cesar Augustus

novembro 20 2014 Responder

NÃO HÁ NECESSIDADE DE FALAR CONTRA O COMUNISMO QUANDO ELE MESMO SE CONFESSA AO PASSO QUE A VERDADE APARECE:

[Links de sites reacionários de ódio político não são permitidos aqui. Vá divulgar em outro lugar sites desse tipo, aqui não. Links apagados. RFS]

leo

outubro 7 2014 Responder

Realmente não foi nesse artigo que Marx e Engels fizeram incitação ao genocídio. Foi neste aqui:
https://marxists.anu.edu.au/archive/marx/works/1849/01/13.htm
“[T]he Austrian Germans and Magyars will be set free and wreak a bloody revenge on the Slav barbarians. The general war which will then break out will smash this Slav Sonderbund and wipe out all these petty hidebound nations, down to their very names.
The next world war will result in the disappearance from the face of the earth not only of reactionary classes and dynasties, but also of entire reactionary peoples. And that, too, is a step forward.”
E neste aqui também:
https://marxists.anu.edu.au/archive/marx/works/1849/02/15.htm
“[O]nly by the most determined use of terror against these Slav peoples can we, jointly with the Poles and Magyars, safeguard the revolution. […]
Then there will be a struggle, an “inexorable life-and-death struggle”, against those Slavs who betray the revolution; an annihilating fight and ruthless terror — not in the interests of Germany, but in the interests of the revolution!”
Matar membros de um grupo étnico ou nacional com a intenção de destruir o grupo no todo ou em parte é a definição precisa de genocídio. Portanto, não é surpresa que Stalin, Lenin, Mao e Pol Pot tenham cometido genocídio depois de lerem Marx e Engels.

    Vitor

    julho 2 2015 Responder

    [Trecho grosseiro e ofensivo contra comentarista apagado. Vamos tratar com civilidade quem tem outras opiniões (mesmo equivocadas), ok? RFS] véi na boa essas tuas fontes aí não tem [Baixaria removida. RFS] holocausto revolucionário nem incitação a genocídios, apenas uma análise sobre a situação dos magiares, diferente da mentalidade conservadora e liberal da época, Marx foi um dos poucos homens não racistas de seu tempo. E não venha com historinha de Mao, Stalin ou etc… primeiro que esses governos nem sequer aplicaram políticas genocidas. mas se queres falar em genocídio procure pesquisar sobre o massacre vitoriano inglês na Índia ou sobre o massacre Alemão na África. [Outro trecho agressivo apagado. RFS]

Tiago Moraes

setembro 28 2014 Responder

Marx, em carta para Engels, se referindo a Lassalle: “é agora completamente evidente para mim que, como provam a formação de seu crânio e seus cabelos, ele descende dos negros do Egito, presumindo que sua mãe ou avó não tinha cruzado com um preto. Ora, essa união de judaísmo e germanismo com uma substância negra básica deve produzir um produto peculiar. A impertinência do camarada é também característica dos pretos?”

Pesquisa aí e veja se é mentira também…

    Robson Fernando de Souza

    setembro 28 2014 Responder

    Fonte?

      Tiago Moraes

      setembro 28 2014 Responder

      A mesma fonte do artigo acima. Marxists.org, na sessão “Letters of Marx and Engels”, ano, 1862. http://www.marxists.org/archive/marx/works/1862/letters/index.htm

        Robson Fernando de Souza

        setembro 28 2014 Responder

        Essa página tem uma lista de links pra várias cartas, e alguns desses links estão quebrados. Vc pode apontar, por favor, a página da carta em si?

          Tiago Moraes

          setembro 29 2014

          Me desculpe, não percebi, segue outro link, dessa vez da própria carta:

          https://marxists.anu.edu.au/archive/marx/works/1862/letters/62_07_30a.htm

          E o referido trecho original:

          It is now quite plain to me — as the shape of his head and the way his hair grows also testify — that he is descended from the negroes who accompanied Moses’ flight from Egypt (unless his mother or paternal grandmother interbred with a nigger). Now, this blend of Jewishness and Germanness, on the one hand, and basic negroid stock, on the other, must inevitably give rise to a peculiar product. The fellow’s importunity is also nigger-like.

          Robson Fernando de Souza

          setembro 30 2014

          Nesse caso, percebo que ele acreditava na doutrina racialista de sua época, algo que hoje vemos que era muito racista. E até onde sei, não havia naquela década de 1860 um movimento muito forte de refutação ao racialismo – esse movimento só foi se fortalecer a partir do final do século 19, com o desenvolvimento da Antropologia Social/Cultural/Etnológica. Mas na frase não há uma incitação a algo parecido com o “holocausto revolucionário” inventado pelo desprezível que forjou a falsa citação de Marx.

    Vitor

    julho 2 2015 Responder

    “é agora completamente evidente para mim que, como provam a formação de seu crânio e seus cabelos, ele descende dos negros do Egito, presumindo que sua mãe ou avó não tinha cruzado com um preto. Ora, essa união de judaísmo e germanismo com uma substância negra básica deve produzir um produto peculiar. A impertinência do camarada é também característica dos pretos?”

    Cadê o racismo? no mises.org?

      Vinícius de Oliveira Bessi

      janeiro 4 2016 Responder

      Vocês leram a carta inteira do Marx para Engels sobre Lassale?
      Marx fala o tempo todo do comportamento impertinente do Lassale para com ele e sua família, enquanto este os visitava. O parágrafo destacado, pelo que interpretei, Marx está concluindo que “a importunação do camarada também é algo negro”, ou seja, que o incômodo que ele causou era algo ruim, porque a palavra negra (nigger) era algo associado a coisas ruins, como nós com relação a palavra “preta”, quando dizemos que “a coisa está preta”, por exemplo, ou mesmo com a palavra “negra”, quando dizemos que alguém está na nossa “lista negra”.
      Antes de dizer que “a importunação do camarada também é algo negro”, Marx fala, em outra frase, portanto, uma outra ideia, que a o fato de Lassale ser um alemão negro e judeu é algo peculiar. Portanto, a menção do resultado da miscigenação em Lassale como algo peculiar não tem uma relação associativa com a frase seguinte que diz que a importunação é também algo negro.

Luís Fernando

setembro 27 2014 Responder

Para a extrema-direita tacanha, os movimentos sociais não devem ser expostos em sala de aula, mesmo que de forma crítica – com críticas bem construídas, claro, não com os clichês olavianos. É incrível eles acusarem de “doutrinação”, parece um verdadeiro temor, uma paranoia incontrolável da perda de algo – talvez dos privilégios que por anos tiveram. Mas fica a questão se o inverso é verdadeiro: deixar de falar não é, também, uma doutrinação? Vamos negar aos nossos alunos que temos movimentos organizados pela luta equanimidade de direitos? Vamos negar aos nossos alunos negros, gays e alunas o passado preconceituoso que tivemos? Estas são questões que a extrema-direita não sabem colocar na ordem do dia. Não sabendo colocá-las, só lhes cabe realçar a falsificação da história. Uma vergonha.

E Agora?

setembro 10 2014 Responder

E agora Robson?
Nao existe doutrinação ideologica marxista?

Leia abaixo:
http://diariodeumexcomunista.blogspot.com.br/2014/08/exclusivo-analise-da-apostila-de.html

    Eduardo Viveiros de Sousa

    outubro 2 2014 Responder

    Então não pode citar o movimento operário? quer dizer então que não foram os sindicatos que deram a cara pra bater em 1917, anarquistas e socialistas, atrás do décimo terceiro e do salário mínimo ou da regulamentação da jornada de trabalho do qual os direitosos nem pensam em abrir mão? foram os industriais bonzinhos? os cafeicultores? ou o Washington Luís, aquele liberal conservador que dizia que “a questão social é caso de polícia”? alguém que cita “marxismo cultural” não pode ser levado a sério, da mesma forma que alguém que cita “projeto portal OVNI” não pode ser levado a sério na astronomia. Portanto, esse professorzinho aí é só mais um com a mente danificada pelo tio Olavo, daqueles que ouvem estranhas vozes petistas e veem vultos da KGB em qualquer coisa vermelha por aí na rua.

      Nicolas

      maio 25 2015 Responder

      O que aumentou a renda per capita dos trabalhadores brasileiros foi a competição do mercado, sempre foi. Competição entre patrões malvados por melhores trabalhadores para atender a demanda do mercado consumidor.
      Sindicatos possuem um papel ínfimo nessa melhoria de vida proporcionada pelo mercado.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo