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Voto crítico em Dilma Rousseff: minha posição neste segundo turno
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Eu compartilhei da posição do deputado eleito Marcelo Freixo. Mas no final das contas, o tal projeto conservador prevaleceu, sob as mãos de Dilma.

Atualização (07/03/2015, 14h28): Me declaro envergonhado e parcialmente arrependido de ter votado em Dilma Rousseff. Ela mentiu para a população quando fez, em outubro de 2014, promessas de esquerda e centro-esquerda.

Prometeu a criminalização do heterossexismo, e o que se viu foi o arquivamento do PL 122/2006. Prometeu a continuidade do legado de Lula de investimento nas camadas mais pobres, e tivemos diversos aumentos de impostos para as classes trabalhadoras, além da explosão das tarifas de energia.

Gabou-se de ter proporcionado um recorde de emprego no final de 2014, e estamos tendo medidas de indução ao desemprego. Disse que não iria mexer em programas sociais e direitos trabalhistas, e hoje vemos cortes em diversos desses direitos e programas, além do intolerável corte nos investimentos em educação. Prometeu cuidar da inflação, e agora estamos diante de um aumento massivo de preços por causa do dólar, da energia, do combustível, da água e de outros fatores.

Prometeu pulso firme no governo, e estamos vendo hoje uma governante que nos parece fraca, amedrontada e incapaz de lidar com os urros de ódio da oposição “revoltada” de direita. Prometeu medidas contra a corrupção, e o que estamos vendo é passividade total dela e de seu partido perante o escândalo revelado pela Operação Lava-Jato. Prometeu um governo mais à esquerda do que em seu primeiro mandato, e “ganhamos” ministros neoliberais, ruralistas, higienistas urbanos e negacionistas do aquecimento global.

Os votos da esquerda “crítica” e da esperançosa “onda vermelha”, sem os quais Dilma teria perdido para Aécio Neves, foram deliberadamente queimados por ela depois do resultado do segundo turno eleitoral. Isso a torna indigna de confiança e digna do repúdio da esquerda, por mais sufoco que ela esteja passando.

Eu creio que não há motivos para ela ser afastada da presidência por um processo de impeachment, já que até o momento nada comprova participação dela nos escândalos de corrupção que estão sendo apurados pela Justiça. Mas eu pessoalmente não pretendo me solidarizar para com ela pelos ataques que tem recebido do PSDB, de boa parte do Congresso Nacional e da direita militante. Lavei minhas mãos, e ela não terá mais nenhum “voto crítico” meu, nem qualquer voto de apoio contra os que querem derrubá-la por meios não eleitorais.

Só não me arrependi completamente porque ainda creio que, mesmo que na teoria Dilma e Aécio sejam da mesma qualidade de governantes de direita, Aécio teria apoio amplo dos mais raivosos reacionários que têm ocupado a internet, as ruas e o Congresso. E isso, acredito, poderia fazer o tucano promover, de fato, um governo tendente à extrema-direita.

O texto abaixo continuará no ar para que eventualmente sirva de fonte para alguma pesquisa que aborde o fenômeno do “voto crítico” em Dilma que ocorreu em 2014.

***

Através do Consciencia.blog.br, declaro meu voto crítico em Dilma Rousseff nesse segundo turno presidencial. Estou longe de “morrer de amores” por ela e seu governo, que cometeram diversos erros e até perniciosidades – mas também acertos elogiáveis -, mas votarei nela para impedir que um governo ainda mais venenoso e reacionário suba ao poder e ameace os direitos das pessoas mais pobres, dos profissionais públicos, de todas aquelas pessoas que contam com serviços-direitos públicos e gratuitos (universidades, SUS, previdência social etc.), entre outras, e também em respeito ao que o atual governo dela tem feito de bom e deverá ter continuidade a partir do próximo ano.

Tenho muitas objeções sobre esse (primeiro?) governo Dilma. Não gostei da sua forma como tratou temas de inegável relevância e extrema importância, como meio ambiente, Direitos Humanos (mulheres e direitos reprodutivos, jovens negros pobres, indígenas, pessoas não héteros, pessoas trans, minorias [ir]religiosas discriminadas, ribeirinhos, camponeses, desmilitarização da PM, descriminalização das drogas etc.), Direitos Animais, justiça agrária, governança ética e inclusiva etc. Se Aécio Neves não fosse um conservador que odeia essas bandeiras, poderia tê-las usado contra ela e virado o jogo nos debates televisivos. Mas apesar disso, ainda acredito, em minha pessoal opinião, que o governo de Dilma fez e deverá fazer menos mal do que um governo presidido por Aécio, ainda mais sendo ele do PSDB e tendo uma base aliada reacionária e o apoio de gente que transpira ódio e violência autoritária.

 

Voto contra a possibilidade de um governo de Aécio e PSDB mais base aliada reacionária

No primeiro turno eu acreditava que Dilma e Aécio tinham o potencial de fazer um governo 2015-18 igualmente medíocre e adverso às causas já mencionadas. Mas me assustei muito com o desfecho do resultado daquela primeira rodada eleitoral. O Congresso eleito será o mais conservador em mais de 50 anos. Diversas figuras repugnantes declararam apoio a Aécio Neves, incluindo cristãos fundamentalistas, militantes do ódio às minorias e aos Direitos Humanos, viúvos da ditadura militar, militares (policiais e oficiais de reserva das Forças Armadas) defensores da crença de que “bandido bom é bandido morto” etc.

E está do lado dele um conjunto de eleitores que só faltam rosnar e urrar, tamanho o virulento ódio contra opositores e minorias o qual carregam em seus corações e mentes. Gente que declarou depois do primeiro turno, sem a mínima preocupação de estarem cometendo um crime, ódio profundo contra nordestinos, negros, pobres, petistas e pessoas de esquerda. Gente que odeia a democracia, não se abre ao diálogo racional e civilizado, abdicou da razão e está disposta a agredir seus opositores, inclusive fisicamente, caso estes declarem sua posição político-eleitoral.

Pais que ensinaram, ativamente ou por omissão, seus filhos a cometerem bullying contra colegas de escola cujos pais votarão em Dilma. Gente que não hesitaria, nem pensaria duas vezes – nem mesmo meia vez, já que sua convicção política é baseada no fanatismo inimigo do pensamento racional -, em integrar grupos paramilitares de perseguição política contra pessoas petistas e/ou de esquerda e aderir ao primeiro partido (nazi-)fascista brasileiro que surgisse nos próximos anos prometendo, à moda dos partidos totalitários europeus das décadas de 1920 e 30, “varrer o Brasil de toda a escória (sic)”.

Além disso, têm-se revelado – e eu tenho tido o cuidado de garimpar as acusações com ceticismo e uso da razão – aspectos sórdidos da postura do próprio Aécio Neves. Ele tenta posar como o “salvador da pátria”, aquele que diz querer “libertar o Brasil” de “tudo que aí está” e torná-lo um país “livre de corrupção”. Mas ele mesmo tem sido denunciado como um cúmplice, ou mesmo comparsa, da secular cultura de corrupção e governança com fins privados. Nepotismo, desvio de verbas, obras privadas construídas com dinheiro público, controle censor da imprensa de seu estado (Minas Gerais), improbidade administrativa, desleixo para com saúde e educação, diversas são as acusações dirigidas contra ele, nenhuma das quais ele conseguiu refutar, desmentir convincentemente.

E seu próprio caráter pessoal tem sido denunciado como algo cheio de chagas. Ele de fato tem se mostrado machista nos debates, ao ser mordaz contra mulheres que lhe fazem acusações (a exemplo de Luciana Genro e da própria Dilma) e mansinho contra homens que fazem o mesmo (como Willian Bonner), restringir suas promessas de proteção à mulher a “investimentos em segurança pública”, cogitar apenas “aproximar” – ao invés de igualar – os rendimentos das mulheres aos dos homens e mencionar as mulheres como “donas de casa” alheias à qualidade de trabalhadoras e os homens como “trabalhadores” e “cidadãos”.

Também têm sido largamente ressoadas também as graves acusações de violência física contra uma mulher, contra as quais ele nunca reagiu – até hoje ele nunca entrou com processos judiciais contra seus acusadores alegando danos morais, calúnia e difamação. E também pesa contra ele o flagrante, em 2011, de infração grave ao Código de Trânsito Brasileiro, com forte probabilidade de ele ter dirigido alcoolizado.

Além de tudo isso, seu partido, o PSDB, tem um histórico traumático de políticas antipopulares e de foco quase exclusivo nas elites empresariais e rurais. Nada, nada mesmo, aponta para uma mudança de postura governante desse partido em comparação com o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Muitos eleitores de direita dele o apoiam de fato porque acreditam que as tradicionais políticas tucanas de arrocho salarial, aumento de juros, congelamento de reajustes das remunerações dos servidores públicos, indução à recessão e ao desemprego para conter inflação, submissão ao FMI e ao receituário de economistas neoliberais, aumentos irrisórios do salário mínimo, desincentivo ao crédito, privatizações sem constrangimento, entre outras políticas que prejudicaram seriamente a população menos endinheirada, são “a solução mais lógica” para controlar a inflação e desenvolver a economia.

Note-se, aliás, que o discurso econômico de Aécio é centralizado no controle da inflação e na retomada da “confiança dos investidores”. Ambos têm tido uma prioridade bem maior do que a geração de empregos, o beneficiamento direto das classes mais humildes e a divisão do bolo da riqueza nacional. Ou seja, nada aponta que a equipe econômica dele evitará tomar as mesmas providências desastrosas, antipopulares e concentradoras de renda que a de FHC havia tomado entre 1995 e 2002.

Além isso, tem sido cada vez mais difícil negar o envolvimento do PSDB em incontáveis escândalos de corrupção, que envolveram mais políticos e quantias em dinheiro bem maiores do que os escândalos atribuídos ao PT. Sudam, Pasta Rosa, Banco Marka, emenda da reeleição, mensalão mineiro, privataria, cartel das licitações dos metrôs e trens de São Paulo, entre diversos outros casos, assim como o sucessivo engavetamento de sua maioria, mostram que o partido, assim como o próprio Aécio, não tem moral nenhuma para reivindicar para si o atributo de “combatedor da corrupção”. E tudo indica que haverá novos escândalos, ainda maiores e mais “ricos” do que os do PT, e que eles serão engavetados e protegidos pela impunidade, caso Aécio e o PSDB subam ao poder.

Outro enorme motivo de preocupação é a já mencionada ampla base aliada conservadora com a qual o presidenciável tucano contará em caso de vitória no próximo dia 26. Sendo de um partido marcado pelo liberal-conservadorismo e tendo um histórico de políticas antissociais e antipúblicas, Aécio terá condições muito favoráveis de promover um governo ainda mais esmagador e opressor do que o do próprio Fernando Henrique e, quiçá, o de José Sarney (1985-90).

Ele tende a não ter qualquer pudor de sancionar leis opressoras e pró-privilégios criadas pelas bancadas ruralista e teocrata, pelos defensores do autoritarismo militar policial, pelos parlamentares empresários milionários, por aqueles deputados e senadores influenciados pelos magnatas da mídia etc. Nisso a população mais necessitada, como as minorias políticas e as classes socioeconômicas mais pobres, além também do meio ambiente e dos animais não humanos, será pisoteada pelo exercício do poder vindo do Congresso e do próprio pretendente a presidente Aécio. E as manifestações contrárias a essa opressão deverão ser reprimidas com ainda mais violência e brutalidade, além de frustração de greves por inanição, do que no governo de Dilma.

E um motivo também fundamental para minha oposição ferrenha a Aécio é o fato de que a maior e mais relevante motivação que tem levado muita gente, talvez a grande maioria de seu eleitorado, a querer votar nele é o antipetismo fanático. A intenção desses antipetistas é simples e unicamente expulsar o PT do Planalto, não importa quem o suceda e que políticas sociais, econômicas, ambientais, militares etc. os aguardem. É um ódio alimentado pela mídia, por igrejas de clero reacionário e por sites, blogs e páginas de redes sociais, ao longo de mais de doze anos, contra o partido, demonizado como se fosse o inventor e disseminador da corrupção, da incompetência e da iniquidade política.

É muita gente promovendo um raivoso ódio maniqueísta, como se o PT fosse o equivalente das mitologias religiosas a uma facção de deuses malignos a ser diuturnamente combatida pelas divindades do bem. Em incontáveis casos, o ódio a negros, pobres, nordestinos, mulheres, pessoas trans, homossexuais, indígenas, afrorreligiosos, movimentos sociais e ativistas de Direitos Humanos se funde com esse irracional antipetismo, e impulsiona a flamejante e passional decisão de milhões de pessoas de votar não num projeto de governo alternativo ao empreendido desde 2003 por Dilma, Lula e seus subordinados, mas sim unicamente “contra o PT”.

E o próprio Aécio Neves confessa usar a seu favor essa fúria fanática antipetista de parte das massas. Isso ficou muito claro nas suas considerações finais no debate do segundo turno presidencial no SBT. Quase todo o discurso dele foi inspirado nesse antipetismo “de guerra” de milhões de apoiadores e eleitores seus. Ou seja, ele tem de fato o propósito de surfar nessa onda de ódio político-ideológico e usá-la para triunfar no próximo dia 26. E isso o faz sentir-se isento da preocupação em apresentar um programa de governo consistente, razoável e não medíocre, afinal, ele tem ao seu lado milhões de pessoas que, cheias de ódio no coração contra o PT e seus beneficiários sociais, não quererão mudar seu voto de jeito nenhum.

Todos esses motivos me fazem recorrer resignadamente a votar em Dilma, a optar por aquela que pretende conservar o que aí está. Isso para não permitir o triunfo de quem quer retroceder e piorar ainda mais o estado de coisas brasileiro. Mas agora não são os únicos motivos. Vale mostrar o que ela tem feito de bom.

 

Apesar dos pesares, Dilma é a melhor opção, ou a menos ruim, que está disponível no momento

Como falei no começo deste post, tenho muitas ressalvas e discordâncias sobre a direção que Dilma deu ao Brasil nesses últimos quatro anos. Ela tem sido medíocre ou mesmo nociva em se tratando dos temas lá mencionados. Mas ainda assim acredito que tanto ela ainda fez e fará menos mal nessas causas do que Aécio poderá fazer, como tem acertos elogiáveis em outras áreas, os quais vale a pena continuar.

O maior ponto forte dela foi e é a continuidade de programas aclamados do governo Lula, como o Bolsa Família – elogiado pelo próprio Aécio -; a multiplicação e expansão das universidades federais e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (os antigos Cefets); a incipiente política nacional de mobilidade urbana – que, apesar dos seus defeitos, como obras lentas e de demanda subestimada que não terminaram antes da Copa, e da nêmese que tem sido o incentivo fiscal à compra e uso de carros, têm tido algum efeito inicial de alívio no transporte público, com a colaboração dos governos estaduais e municipais -; o Minha Casa Minha Vida – sem o qual o atual estado de déficit habitacional estaria ainda pior -; entre outras.

Mas ela também tem políticas de mérito próprio, como o Mais Médicos – aquele mesmo apedrejado por reacionários anticomunistas -, o Pronatec, o Ciência Sem Fronteiras – pesem as falhas que o têm ameaçado de transformá-lo num desregulado “Turismo Sem Fronteiras” -, a Política Nacional de Participação Social e diversas outras que eu precisaria conhecer melhor. O governo dela não foi de todo ruim. Pelo menos foi, acredito eu, menos ruim do que seria um governo presidido, digamos, por José Serra.

E uma outra questão, na qual eu talvez esteja sendo ingênuo e “pollyano“, é que ainda acredito na possibilidade, mesmo que remota, de o PT entrar numa fase de autocrítica depois da surra que levou no primeiro turno em diversos estados por sua política de pragmatismo fisiologista e concessões inaceitáveis à direita conservadora de sua base aliada. Aqui em Pernambuco, como exemplo, 2015 não terá nenhum deputado federal petista, e apenas dois estaduais foram eleitos, numa derrota histórica que fez o partido retroceder no estado mais de duas décadas em se tratando de poder político. E em São Paulo o partido sofreu dois sérios reveses: Eduardo Suplicy perdeu o senado depois de 24 anos e Alexandre Padilha amargou um distante terceiro lugar no primeiro turno para governador.

Não enxergo como nula a possibilidade de Dilma e equipe reverem seus erros de endireitamento. Acredito que vai ser bem mais difícil engrenar políticas de centro-esquerda no próximo mandato se ela for eleita. Mas se o PT fizer uma autocrítica e decidir resgatar seu antigo espírito popular e progressista da década de 1990 ao longo do mandato – e encontrar inspiração no bom exemplo de Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, e na persistência ideológica de Erika Kokay, deputada federal defensora inabdicável dos Direitos Humanos -, veremos alguma tentativa de guinar o governo federal à esquerda, ainda que só um pouco – mas melhor do que nada ou à direita.

Somando esses motivos com o meu temor de ver uma direita forte capitaneada por Aécio instaurar o governo mais conservador e opressor desde a redemocratização, declaro meu voto em Dilma. E não pretendo voltar atrás nessa decisão, embora respeite muito, e compreenda plenamente, quem já declarou voto nulo.

Mas deixo claro novamente: é um voto crítico e cético. Rejeito completamente me integrar à “torcida organizada” que tem exaltado a presidenta como uma heroína e salvadora. Não hesitarei em opinar que Dilma vacilou e perdeu o debate caso eu avalie que isso aconteceu. Não ficarei fazendo propaganda eleitoral exaltatória dela como se ela fosse uma super-Lula de esquerda. E condeno veementemente todas as sujeiras que têm sido empreendidas por eleitores-militantes-torcedores que estão do lado dela, como a propagação de boatos e baixarias.

Repudio diversas das políticas que ela e sua equipe empreenderam desde 2011, como a cumplicidade no desmantelamento do Código Florestal; o início das obras, contra tudo e todos, da abominada Usina de Belo Monte e outras hidrelétricas amazônicas de cruel impacto socioambiental; a quase inexistente política ambiental; o quase zeramento da reforma agrária e das demarcações de terras indígenas e quilombolas; a participação do governo federal na repressão e silenciamento violentos das manifestações do #NãoVaiTerCopa; os vergonhosos recuos das políticas de combate ao heterossexismo, regulamentação do aborto nas situações em que ele já é legalizado e procedimentos médicos para as pessoas trans; a não regulamentação e não democratização da mídia; a manutenção dos pesados financiamentos para a grande imprensa que odeia Dilma e o PT; a privatização, sob o eufemista nome de “concessão pública”, de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e poços de petróleo; as alianças com teocratas, ruralistas e empresários; o apoio incondicional ao agronegócio que promove destruição ambiental e escraviza, envenena e mata humanos e não humanos; a exaltação do capitalismo e do lucro dos grandes bancos etc. Tomo os posts do Blog do Tsavkko e do tumblr Governismo, a Doença Infantil como acervos daquilo que eu mais condenei e condeno nesse (primeiro?) governo Dilma.

E nesse forçadamente desejado segundo mandato dela, criticarei tudo de errado – e algumas dessas críticas eu pretendo trazer aqui ao Consciencia.blog.br – que ela e seu governo eventualmente façam. Isso pelo menos em se tratando de traições contra as bandeiras de esquerda que o PT defendia no passado e aquelas também de esquerda que precisam de imprescindível atenção mas o PT nunca vislumbrou (meio ambiente, Direitos Animais, lutas sociais intersecionais etc.).

Fica evidente, assim, a posição minha e deste blog: voto crítico em Dilma. E este texto já acredito ser o bastante – exceto se, nos próximos dias, eu trouxer um post de coletânea de pérolas antipetistas e anti-Dilma de páginas de direita facebookianas – para mostrar ao meu leitorado por que eu recomendo, no mínimo, que não se vote em Aécio Neves de jeito nenhum. Entre um governo que julgo não ter sido muito bom mas ainda inspira um pouquinho de esperança, e um que se inspira no ódio político, social e criminal de parte de seu eleitorado e só traz desesperança e medo para quem tem sido socialmente beneficiado pelo atual, fico com a primeira opção.

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silvano wodzik

outubro 19 2014 Responder

Parabéns pela atitude consciente.É nossa única escolha para mais avanços em politcas públicas. E tornar o Brasil um país sério.Veja dois vídeos curtos e seus comentários:https://www.youtube.com/watch?v=JjnNyR_D9Rc https://www.facebook.com/video.php?v=343452882446198

    Robson Fernando de Souza

    outubro 19 2014 Responder

    Obrigado, Silvano =) []s!

Guiomar Baccin

outubro 17 2014 Responder

Muito bem escrito. Bem explicativo.
Seguindo uma boa linha de raciocínio.
Sem muito o que comentar sobre o texto em si, pois é bem explicativo, como já disse.
Parabéns.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 17 2014 Responder

    Valeu, Guiomar =) []s!

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