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Pela renomeação da Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, para Rodovia dos Nordestinos

rodovia-dos-nordestinos

Obs.: Esta sugestão pode ser adaptada. Alguns leitores podem achar mais adequado renomear a rodovia mencionada para o nome de algum povo atacado pelos bandeirantes (ex.: Rodovia dos Guaranis) em justiça simbólica aos povos indígenas, enquanto o nome Rodovia dos Nordestinos seria dado a uma estrada que hoje leva o nome de um bandeirante, por exemplo, a Rodovia Raposo Tavares ou a Anhanguera. Outra alternativa é renomear uma ou mais avenidas em São Paulo e/ou região metropolitana que hoje levam o nome de “(dos) Bandeirantes” para “(dos) Nordestinos”.

A rodovia paulista SP-348 é chamada oficialmente de Rodovia dos Bandeirantes, e foi inaugurada com esse nome durante a ditadura civil-militar em homenagem aos bandeirantes do Brasil Colônia. Considerando que a memória desses personagens históricos é suja de sangue indígena e negro e há uma população muito mais digna de homenagens como essa, defendo incisivamente a renomeação da mencionada estrada para Rodovia dos Nordestinos.

 

Por que não deveríamos aceitar a nomeação de obras públicas com o título Bandeirante(s) ou com o nome de qualquer personalidade bandeirante

Numa época em que os Direitos Humanos são cada vez mais defendidos e reivindicados, é inaceitável que uma rodovia como a mencionada leve o nome de uma categoria de pessoas cujo maior “mérito” foi, na prática, promover o terror, o genocídio e a escravidão. De fato os bandeirantes eram exímios escravizadores, e seu maior “trabalho” era sequestrar indígenas, arrancá-los perpetuamente de suas terras natais e famílias e vendê-los para cruéis fazendeiros que lhes explorariam, pelo resto da vida, o trabalho forçado nas fazendas coloniais.

Rainer Sousa, em texto escrito para o Alunos Online, revela:

Usualmente, livros didáticos, reconstituições históricas, meios de comunicação costumam ressaltar uma imagem heróica dos bandeirantes paulistas que desbravaram os sertões brasileiros. Essa visão, perpetuada ao longo do tempo, vem sendo combatida por novas pesquisas historiográficas interessadas em desfazer essa perspectiva heróica que colocaram esse personagem histórico como um ícone positivo do nosso passado.

[…] Novos estudos indicam que o apresamento indígena foi a principal atividade dos bandeirantes, tendo em vista o desenvolvimento econômico da região paulista que passou a comercializar trigo e outras mercadorias com os centros urbanos próximos.

No entanto, a questão do uso da mão-de-obra indígena encobria uma verdadeira matança que, segundo documentação do século XVII, costumavam irromper a casa dos milhares. A escravidão, as péssimas condições de vida, a fome e as doenças acabavam transformando os índios em vítimas das duras imposições dos bandeirantes e proprietários de terra que usufruíam indiscriminadamente dessa força de trabalho.

Reinaldo José Lopes, em artigo para o Guia do Estudante, descreve:

[…] No fim do século 16, São Paulo tinha sido esvaziada de “mão-de-obra” – e, ao mesmo tempo, presenciava a consolidação da casta de caçadores de índios. Boa parte dos caçadores era de mamelucos, filhos de mãe índia e pai branco, embora houvesse também portugueses. “Muitos falavam línguas nativas e adotavam práticas culturais das sociedades indígenas, como a poligamia”, diz João Fragoso, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

[…]

Durante o século 17, o sucesso das expedições ao sul e ao oeste de São Paulo fez com que as empreitadas virassem grandes operações. Em 1628, por exemplo, paulistas e soldados tupis prepararam-se para invadir as missões do Guairá, hoje oeste do Paraná. Seu líder era Antônio Raposo Tavares, um dos primeiros bandeirantes a virarem sinônimos de destruição. Sobre a expedição, escreveu na época o vigário Pedro Homem Albernaz, do Rio de Janeiro: “E assim para estas entradas levantam capitães e oficiais de milícia com bandeiras e tambores”. Havia mais: quatro companhias, cada uma com seu capitão, e a de Tavares estava dividida em unidades de vanguarda e retaguarda. Estima-se que 2 mil índios e 900 bandeirantes tenham participado do evento. A estratégia era simples e eficaz. Cercavam as aldeias ou missões e persuadiam sua população a “acompanhar” a expedição de volta a São Paulo. Para evitar fugas, os invasores carregavam grande quantidade de correntes. Quem ousava resistir tinha a aldeia incendiada, mas os jesuítas relatam que velhos, crianças e doentes podiam sofrer destino ainda pior: na viagem de volta, os homens de Raposo Tavares jogavam-nos para os cães, para não atrapalharem a caminhada de cerca de sessenta dias.

Ao longo dos anos, os guaranis viraram o tipo mais comum de escravo em São Paulo, aproveitados principalmente para cultivar os latifúndios de trigo dos bandeirantes. Tanto é assim que o termo “carijó”, usado pelos paulistas para se referir a esse povo, virou sinônimo genérico de “escravo”. […]

Não “só” indígenas eram vitimados por esses lamentados personagens da História do Brasil e do estado de São Paulo. Alguns bandeirantes também foram designados para destruir refúgios da população negra que resistia à escravidão. O mais conhecido caso foi o de Domingos Jorge Velho, comandante da destruição do Quilombo dos Palmares.

Conforme descreve Reinaldo José Lopes, “[o] sucesso de Jorge Velho em enfrentar e destruir tribos rebeldes como os cariris e janduís foi tão grande que o governo o chamou para comandar os ataques contra o quilombo de Palmares. Ele e seus homens sofreram diversas derrotas, mas, com reforços de milhares de soldados, conseguiram acabar com o reduto africano em 1694.”

A Comissão Pró-Índio de São Paulo é mais crua na descrição do genocídio empreendido por Jorge Velho:

Em 1687, o bandeirante Domingos Jorge Velho – que se encontrava no interior de Pernambuco apresando índios – foi contatado pelas autoridades para que liderasse uma expedição contra Palmares. Jorge Velho aceitou a empreitada e partiu com uma tropa de 6 mil homens rumo à serra da Barriga. Em 1694, após 42 dias de sítio, a principal aldeia de Palmares, Macaco, caiu. Na ocasião, 400 quilombolas morreram e outros 500 foram capturados e vendidos em outras áreas fora da capitania. Dentre os mocambeiros que ainda conseguiram fugir estava Zumbi. Mas, no dia 20 de novembro do ano seguinte, ele foi encontrado e preso. Tempos depois, ele foi executado, e sua cabeça foi exposta para que os cativos temessem desafiar as autoridades da colônia.

Essa pequena amostra de exemplos do escravismo genocida promovida pelos bandeirantes no Brasil colonial revela que cada monumento, estrada, avenida, estação e edifício que leve o nome de um desses elementos ou o próprio título Bandeirante(s) tem uma vasta e pútrida mancha de sangue. A mesma lógica que condena a nomeação de obras públicas com nomes de pessoas envolvidas nos crimes e na administração da ditadura de 1964-85 serve para esses “desbravadores” genocidas da época da colônia.

 

Abaixo os bandeirantes, e viva os Nordestinos

Enquanto homens que seriam hoje condenados por crimes contra a humanidade permanecem homenageados em São Paulo e outros estados, uma categoria infinitamente mais digna e bondosa de pessoas carece da mesma atenção, do mesmo carinho e reconhecimento por parte do poder público. São os migrantes nordestinos.

Milhões de pessoas, ao longo do século 20, migraram do árido sertão do Nordeste – e, em muitos casos, das capitais litorâneas daquela região – para São Paulo capital e outras cidades paulistas. Deram sangue, suor e lágrimas para terem uma vida minimamente digna. Muitos deles sofreram privações severas, tendo sido relegados à morada em favelas quando não encontraram boas oportunidades de trabalho e moradia, e calados em seus fortes anseios sociais pelas ameaçadoras armas da PM e das forças armadas.

Hoje o legado deles para a cidade e o estado de São Paulo é cada vez mais reconhecido. É perfeitamente possível dizer que ambos não se tornariam respectivamente o município e a unidade da federação mais ricos do Brasil se não fosse a enorme força e resiliência da população vinda do Nordeste.

Porém esse reconhecimento ainda hoje está bem abaixo do que os nordestinos migrantes e seus descendentes merecem. Eles continuam sendo fustigados pelo criminoso ódio xenofóbico e bairrista de muitos paulistas preconceituosos, os quais acreditam ser “bem nascidos” e merecedores de privilégios quando na verdade não são. E o Estado não lhes presta as devidas homenagens, nem é eficaz o suficiente para prevenir e combater o preconceito regional contra eles.

Ao contrário dos bandeirantes, os migrantes nordestinos não se deslocaram de região para escravizar ou matar outras pessoas. Pelo contrário, o fizeram em busca de uma vida minimamente confortável, e promoveram desenvolvimento, aquele tão desejado pela população paulista. Foram, junto com migrantes do Norte e do Centro-Oeste, paulistas natos pobres e imigrantes de condição humilde, as mãos que modelaram e colocaram os tijolos da capital econômico-financeira do país. Enquanto os bandeirantes viajavam para promover morte, escravidão e destruição, os milhões de migrantes do Nordeste foram a São Paulo promover vida, sorrisos, dignidade e construção.

Por isso, a atual configuração, de assassinos serem mais prestigiados e louvados do que migrantes inocentes e dignos, é absurda. O fato de São Paulo ter uma rodovia chamada de “Rodovia dos Bandeirantes” é uma agressão dolorosa à memória das minorias políticas brasileiras, em especial dos povos indígenas e da população negra.

Não é à toa, como fica claro, que defendo, com força – e inclusive como nordestino que sou –, que essa estrada seja renomeada para Rodovia dos Nordestinos. Tudo bem que esse possível e desejado gesto do Governo do Estado de São Paulo não representaria muito, em se tratando de melhoria concreta das condições de vida dos migrantes nordestinos e seus descendentes. Mas seria um simbólico e exemplar gesto de respeito aos Direitos Humanos e à memória das categorias étnicas e regionais mais injustiçadas do país e do estado.

Significaria a rejeição do terror escravista e da destruição promovidos pelos bandeirantes e o abraço ao amor e à construção trazidos pela brava população migrante nordestina. Seria um pequeno passo para tornar São Paulo cidade, SP estado e o Brasil lugares mais dignos e humanos.

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20 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Carlos

novembro 30 2015 Responder

O brasil não tem problemas reais para resolver ?
Sou filho de nordestina e acho isso uma babaquice!
Qerem a todo custo destruir a história de SP mas eu não vejo paulistas
se preocupando com a história dos outros estados -_-

Bia

novembro 30 2015 Responder

Enfim, quanto ao artigo, não é por nada não, mas como falaram, então vamos renomear a Estadual Virgolino Ferreira da Silva, já que Lampião foi um assassino terrível (coisa que até minha avozinha, baiana, fala)?

Assim como a figura do Lampião, apesar das controvérsias, faz parte da cultura e do folclore de alguns do nordeste, o bandeirante faz parte da dos paulistas. Ou então, vamos mudar o nome da cidade de Petrópolis no Rio, pois ela é o símbolo de uma família descendente daqueles que exploraram o Brasil durante 4 séculos.

Não é dessa forma que se faz justiça social. Bandeirantes fizeram parte de nossa história. Se quer fazer justiça pelos índios, ajude aqueles que ainda restam, por exemplo. Se quer ajudar os nordestinos, que tal cobrar que, no mínimo o prefeito daqui em vez de querer inflar o ego, fizesse algo por essa cidade, já que não é apenas os paulistanos que sofrem com isso, imigrantes, como os nordestinos, ou eu que sou carioca, sofrem com as burradas que ele anda fazendo.

    Zaney

    setembro 18 2016 Responder

    Se você veio pra discordar, é uma coisa. Se veio pra discordar e me xingar, então não tem direito de comentar aqui. Comentário com xingamento apagado. RFS

Liz

novembro 30 2015 Responder

Sobre esse artigo só tenho a dizer uma coisa… Estamos passando por várias situações difíceis digo isso mundialmente! São guerras,fome,doenças,crise econômica e você vem falar sobre mudar o nome da rodovia? Convenhamos que é desnecessário escreva sobre outro assunto mais relevante ;)

Renato Romano

novembro 30 2015 Responder

Não, obrigado, ninguém manda na pauta do meu blog. Comentários que tentam controlar o que eu posto são apagados. RFS

    Renato Romano

    janeiro 1 2016 Responder

    É muito feio censurar comentários respeitosos, apenas por serem contrários à sua opinião. A respeitabilidade de um veículo de informação depende do bem aceitar o contraditório.

    “Se falamos o que queremos devemos também ouvir o que não queremos”

Alécio

novembro 30 2015 Responder

Não fôssem os Bandeirantes, esse país não teria a dimensão continental que hoje possui. No lombo de burros e barcos precários,enfrentaram doenças tropicais,ataques dos índios, animais ferozes, sstenderam as fronteiras do país até onde hoje conhecemos. Temos uma história de glórias no estado de São Paulo que nós paulistas, exigimos seja preservada. É rodovia dos Bandeirantes hoje, amanhã e sempre!!!! JAMAIS PERMITIREMOS QUALQUER MUDANÇA NO NOME DE UMA DAS MELHORES RODOVIAS DO PAÍS!!!

Renato Romano

novembro 30 2015 Responder

Que tal renomear a rodovia estadual Virgolino Ferreira da Silva (antiga rodovia 390), que passa por Serra Talhada? Lampião matou (muitos) inocentes a sangue frio e apesar disso é tido como um herói.

Bruno

novembro 30 2015 Responder

Não vi ninguém citado que seja mais honroso do que os Bandeirantes para receber tal homenagem, muito pelo contrário, nem de perto merece a troca!

André Rissi

novembro 30 2015 Responder

Sem a menor chance! Os Bandeirantes desbravaram terras que ninguém tinha coragem de ir! Se não fosse por eles, o mapa da dita República “Federativa” do Brasil, seria tão anoréxico quanto o do Chile! Portanto vamos deixar de tanto vitimismo tolo! Porque os símbolos Paulistas são sempre representados como sendo os errados e vilões da história? E Se um Paulista chegar no Ceará e sugerir que mudem o nome da Rodovia Padre Cícero, para Rodovia dos Paulistas, hein? Certamente seria taxado de prepotente, preconceituoso e coisas muito piores! Faça-me o favor!

Lincoln

novembro 30 2015 Responder

A desconstrução da história dos bandeirantes interessa a quem?
Dizer q o sangue em suas mãos são motivo é ridículo. Hoje mata-se muito mais e por motivos errados. A estatística oficial é 60mil mas na verdade deve ultrapassar os 100mil assassinados.
Sobre isto é q deveríamos refletir e lutar e não tentar mudar a história de um povo corajoso e desbravador como são os paulistas e seus antecessores bandeirantes.

Silva

novembro 30 2015 Responder

Concordo com a Nathalie, se por um acaso (impossível) o nome ser mudado, deveria ser chamada de Rodovia dos Guaranis.

Tarantino

agosto 6 2015 Responder

Estranho esse negócio de demonizar os bandeirantes…se não fossem eles, talvez não estivéssemos aqui nesta cidade grandiosa escrevendo…
Partindo-se do mesmo princípio, então todas as cidades e estradas do planeta deveriam homenagear os homens das cavernas.

Fala sério, no nordeste também houveram exploradores tais como os bandeirantes, que dizimaram a população indígena, aliás, por todo o país era esse o procedimento de colonização. Vamos mudar também os nomes das estradas nordestinas.

Aliás, está na moda mesmo demonizar o estado de SP. Sem querer tapar o sol com a peneira, admitindo-se que houve e ainda há exploração dos menos favorecidos, não necessariamente nordestinos, também não custa lembrar que SP recebe gente de todos os lugares, e os trata talvez melhor do que em seus estados ou países de origem. Se isso não fosse verdade, então como se explica a grande corrente migratória em direção a esse estado?

claro

janeiro 26 2015 Responder

O significado já dissociou do nome.
É que nem apalavra “judiar” que originalmente se remetia a judeus.
Nao faz sentido mudar, só vai dar trabalho e confusão a troco de nada.

jose filho

janeiro 26 2015 Responder

um favor que seria feito a todos seria a retirada daquela horrível estátua do Borba Gato em Santo Amaro, tá pra nascer troço mais feio que aquilo

rodovia dos nordestinos fica meio difícil, homenagear outro estado em uma das principais rodovias de são paulo não é algo facilmente aceitável e supondo que isso acontecesse as discriminações xenofóbicas que foram vistas nas eleições(e que também teve por parte de nordestinos, vamos ser francos) só aumentariam; acho que dava para homenagear alguns paulistas famosos como Maria Sguassabia ou Maria Soldado ou então os Expedicionários(que eram um exército nacional) que foram para a Segunda Guerra

Alex

janeiro 25 2015 Responder

Mesmo se mudasse oficialmente. dificilmente o novo nome “pegaria”. O nome do Maracanã mudou para Estádio Jornalista Mário Filho logo após a sua construção, mas o povo conhecia como Maracanã e continuou chamando assim, tanto que o estádio é conhecido por esse nome até hoje.

Fonte: http://www.suderj.rj.gov.br/maracana.asp

Da mesma maneira, o Aeroporto do Galeão se chama Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim desde o dia 5 de Janeiro de 1999, mas até hoje ninguém chama ele assim.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_Internacional_do_Rio_de_Janeiro-Gale%C3%A3o#Hist.C3.B3ria

Esses são apenas dois exemplos de como mudar o nome de uma obra público e perto de tempo e desperdício de uma sessão legislativa que deveria está criando um projeto realmente importante.

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 26 2015 Responder

    Alex, acho que você cometeu uma falsa analogia. Você falou de mudar nome de prédios públicos pra nomes de pessoas falecidas. E eu falei de mudar o nome de uma rodovia de uma categoria de pessoa a uma outra categoria, não pro nome de um indivíduo específico.

      Alex

      janeiro 26 2015 Responder

      Robson, não importa se é um prédio, uma rodovia ou até mesmo uma rua dentro de uma cidade. Quando se muda o nome de algo, dificilmente o novo nome é usado efetivamente, as pessoas tendem a continuar chamando pelo nome que estão acostumados.

      Além disso, mesmo se o novo nome “pegasse”, não iria mudar nada na vida dos nordestinos e muito menos no fato de que os bandeirantes escravizavam índios, mudar nome de rodovia, ou obra pública, é só desperdício de sessão legislativa e de dinheiro do contribuinte, uma vez que seria gasto muito pra fazer novas placas, mapas etc.

        Robson Fernando de Souza

        janeiro 30 2015 Responder

        Pelo visto você desconsidera o caráter simbólico e exemplar da medida, fazendo o que o texto contrarrecomenda – acreditar que a medida intencionaria trazer diretamente medidas concretas.

Nathalie

janeiro 25 2015 Responder

Apoio a alteração para Rodovia dos Guaranis.

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