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O reino das falácias de Rachel Sheherazade (Parte 3)

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Esta é a terceira postagem, de dez, sobre o uso de falácias por Rachel Sheherazade em grande parte, senão em quase todos, de seus argumentos conservadores.

Leia aqui todos os posts da série

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7. Intolerância – 31/03/2015

Meu destaque final vai para o show de intolerância protagonizado pelos quase 50 manifestantes de esquerda que vaiaram o presidente da Câmara dos Deputados, ontem, no Rio Grande do Sul. Eduardo Cunha foi convidado para um debate sobre a reforma política, mas foi recebido por uma claque fascistóide apoiada por “partidecos” de esquerda como PSOL E PSTU.

Falácia de omissão, distorção de fato – Sheherazade omite as razões do protesto contra o deputado e reduz tudo a uma manifestação motivada por nada além de intolerância e “fascismo”.

Falácia de definição muito ampla – Conceitua como “fascistoide” qualquer manifestação que pareça autoritária (mesmo que, além de não ser autoritária de fato, seja contra detentores de poder autoritários) e muito revoltada contra sua oposição.

Apelo ao ridículo, desqualificação pessoal (argumentum ad hominem) – Ridiculariza o PSOL e o PSTU, baixando o nível do que poderia vir a se tornar um debate sobre a atuação e as bandeiras desses partidos.

O que era para ser um debate produtivo de ideias na Assembléia Legislativa descambou para uma demonstração de ofensas gratuitas contra o presidente da Câmara dos Deputados, um dos integrantes da mesa do evento denominado Fórum dos Grandes Debates.

Distorção de fato – Uma manifestação repleta de motivos foi distorcida e rebaixada a “uma demonstração de ofensas gratuitas”, como se não houvesse nenhuma razão para haver hoje tanta revolta e indignação contra Eduardo Cunha e suas ações antipopulares.

A plateia raivosa não estava ali para debater, mas, simplesmente, para ofender. Cunha foi recebido no auditório com vaias, apitaço, gritos, além de cartazes ofensivos que o acusavam de racista, homofóbico e corrupto.

Falácia de omissão 1 – Omite-se aqui as razões da manifestação.

Falácia de omissão 2 – Omite a indisposição de Eduardo Cunha a debater suas ações com a população – aliás, com uma diversidade minimamente suficiente de setores da sociedade – e pedir a opinião da mesma sobre o que ele tem feito.

Distorção de fato – Converte-se um protesto fortemente embasado a uma mera atirada de ofensas gratuitas desprovidas de fundamento.

A claque do PSOL e do PSTU não respeitou nem mesmo o hino nacional, abafado pela algazarra das minorias complexadas.

Apelo à multidão inverso – Desqualifica o protesto dos militantes de esquerda por serem “minorias”.

Ataque pessoal (argumentum ad hominem) – Ataca as pessoas, chamando-as de “minorias complexadas”, e não seus argumentos.

Elegantemente, o presidente da Câmara respondeu às ofensas com luva de pelica:

” – Meus cumprimentos aos intolerantes.”

Forma sutil de apelo à autoridade – A autoridade de Cunha como presidente da Câmara dos Deputados valeu muito mais do que as razões que levaram a protestos como o relatado e distorcido por Sheherazade. E dá a impressão de que sua qualidade de presidente da Câmara lhe confere “elegância” nos gestos.

Falácia do espantalho – Imputa aos manifestantes um apreço pela intolerância, quando na verdade eles estavam agindo contra as múltiplas intolerâncias sociais demonstradas pelo deputado.

De fato é típico dos xiitas e idiotas úteis da esquerda fugir do debate de idéias, que exige dados, informações, argumentos lógicos, apelando à ofensa pura e simples. Mais fácil mentir, acusar, denegrir, caluniar… O insulto não requer muito de seus poucos neurônios.

Esse tipo de militante não sabe o que o que é argumentação. Suas frases são ensaiadas e até as ofensas não saem do lugar comum: “reacionários”, “homofóbicos”, “racistas”, “elite branca”… bradam os intolerantes da estúpida esquerda. Eles não aceitam o contraditório. São adeptos do pensamento único e totalitário.

Ataque pessoal (argumentum ad hominem) – Ao invés de investir (racionalmente) contra os argumentos portados pelos manifestantes, investe contra a pessoa deles. Usa um linguajar hostil que acaba convidando os ouvintes dela a terem uma opinião igualmente agressiva e intolerante contra pessoas de esquerda.

Falácia do espantalho 1 – Pinta uma imagem fortemente maligna das pessoas de esquerda, como intolerantes, irracionais e desequilibradas, ignorando que muitas delas são muito abertas ao debate. Em outras palavras, atribui à oposição características facilmente criticáveis que na verdade ela não possui.

Falácia do espantalho 2 – Pinta um falso antagonismo no qual uma esquerda maligna, feroz e destruidora rejeita qualquer iniciativa de debate vinda de uma direita boazinha e racional. Ignora a existência de incontáveis pessoas de esquerda abertas ao debate, imputando a toda a esquerda brasileira uma característica indesejável que ela na verdade não possui de forma generalizada.

Falácia do espantalho 3 – Coloca a esquerda como “adept[a] do pensamento único e totalitário”, como se não houvesse toda uma diversidade de pensamentos e até mesmo brigas entre correntes diferentes (e divergentes) dentro da esquerda.

Distorção de fato – Coloca a direita generalizadamente como boazinha e receptiva a contra-argumentos que “exige[m] dados, informações [e] argumentos lógicos”, quando o que se vê nas redes sociais é exatamente o contrário – muita gente assumidamente de direita descarregando ódio e intolerância e rejeitando o debate racional e respeitoso com opositores.

Generalização precipitada 1 – Considera a postura (aparentemente) intolerante e violenta de algumas pessoas de esquerda algo generalizado entre todas as pessoas adeptas de ideologias de esquerda.

Generalização precipitada 2 – Imagina que todo mundo na esquerda defende um pensamento “único e totalitário”, quando na verdade é apenas uma minoritária parcela que defende correntes autoritárias (como o stalinismo).

Falácia de omissão – Ignora os porquês de se tachar as parcelas mais intolerantes da direita como reacionárias, homofóbicas, racistas e submissas a uma elite quase totalmente composta de pessoas brancas.

Esses grupelhos exigem tolerância, mas seu discurso é odioso: o discurso da intransigência e do preconceito. As minorias raivosas alimentadas por legendas acéfalas como PSOL e PSTU não respeitam as liberdades de pensamento e expressão, e sequer sabem o significado de democracia: o governo do povo, eleito pela maioria – para o bem da maioria.

Falácia do espantalho – Atribui à esquerda “o discurso da intransigência e do preconceito”, quando na verdade milhares de militantes de esquerda lutam diuturnamente contra os múltiplos preconceitos que oprimem milhões de pessoas no Brasil e esbarram na intransigência de muita gente de direita que se recusa a ao menos ouvir o outro lado, o que faz contraponto às opiniões trazidas pela mídia.

Ataque pessoal (argumentum ad hominem) – Reincide na postura da ofensa, chamando o PSOL e o PSTU de “legendas acéfalas”.

Falácia do espantalho – “Conclui”, a partir da descontextualização de um ato, que os partidos mencionados “não respeitam as liberdades de pensamento e expressão” e trazem “o discurso da intransigência e do preconceito”.

Argumento desconexo (non sequitur) – Conclui, a partir da premissa “O PSOL e o PSTU mobilizaram um escracho contra Eduardo Cunha e o constrangeu”, que esses partidos são “intolerantes” e “defendem o preconceito”. A conclusão não tem nada a ver com a premissa, na verdade.

Distorção de fato 1 – Indiretamente coloca Eduardo Cunha como alguém que respeita liberdades como a de pensamento e expressão, ignorando fatos como ele ter proposto a restrição de acesso à Câmara Federal e estar investindo dura e intransigentemente contra os direitos de diversas minorias políticas. Pinta-o como um “coitado” que está sofrendo ataques injustos, quando o cenário é muito diferente disso.

Distorção de fato 2 – Distorce a definição de democracia, ignorando que só há democracia de verdade quando todas as pessoas têm seus direitos fundamentais assegurados e que Eduardo Cunha tem investido contra a democracia de variadas maneiras (mencionadas nesta resposta) e até mesmo contra “o bem da maioria”.

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8. Chega de impunidade! – 30/03/2015

E depois que o PT de Dilma e Lula perdeu força no Congresso, parece que agora a coisa vai.

Após tantos projetos engavetados e rejeitados pelos congressistas, deve sair do papel a redução da maioridade penal no Brasil.

Distorção de fato – Sheherazade deixa a entender que bastava o PT “perder força no Congresso” que leis conservadoras e antipopulares perderiam o grosso de sua oposição, quando na verdade o PT tem sido conivente diante de muitos projetos conservadores e retrocedentes e um zero decimal à direita (para não dizer “zero à esquerda”, visto que o PT não é mais um partido de esquerda) em se tratando de apoio e força para aprovar projetos de lei progressistas com tendência de esquerda. Em outras palavras, não seria necessário o PT supostamente “perder força” para PLs de retrocesso serem aprovados por um Congresso fortemente conservador.

Falácia de omissão – Ela não especifica quais “tipos” de projetos de lei têm sido rejeitados e engavetados. Omite que, por exemplo, o PL122, que criminalizaria o heterossexismo e a transfobia, foi engavetado ao mesmo tempo em que projetos de lei antipopulares como o da terceirização são aprovados. Em outras palavras, omite que os “projetos engavetados e rejeitados” são os de perfil progressista, que têm a rejeição do Congresso conservador que foi eleito em 2014.

O PT e partidos de esquerda como PSOL e PC do B são contra a proposta, muito embora, mais de 80 por cento dos brasileiros seja favorável à punibilidade para menores de 18 anos.

Apelo à multidão – Sutilmente coloca PT, PSOL e PCdoB como “errados” por serem contra o encarceramento de adolescentes em penitenciárias de adultos apenas porque “mais de 80 por cento dos brasileiros” são a favor desse encarceramento.

Omissão de fontes – Não revela a(s) fonte(s) do dado exposto (os supostos 80% de brasileiros favoráveis à redução da maioridade penal).

Falácia do espantalho – Atribui à lei atual a garantia de impunidade para delinquentes com menos de 18 anos, distorcendo e negando o fato de que existe sim punição prevista em lei para esses adolescentes, embora não seja a mesma punição destinada a quem já tem 18 anos ou mais.

É bom lembrar que os parlamentares foram eleitos para legislar em nossa causa, em prol da vontade popular, não em conformidade com seus próprios interesses ideológicos.

Falácia de omissão – Ignora que a “vontade popular” (leia-se a opinião de uma maioria da população, segundo fontes não informadas pela comentarista) nem sempre condiz com a cidadania, a garantia de direitos e a universalização dos Direitos Humanos. Ignora que, por exemplo, a vontade da maioria da população de um determinado país poderia ser a perpetuação de uma monarquia absoluta e da restrição de direitos para as mulheres e a radicalização da violência policial, sem que isso signifique benefícios para a população. Ignora também que muitas vezes essa “vontade popular” é manipulada pela ideologia vigente, de modo que a maioria da população às vezes defende algo que irá prejudicar boa parte dela, senão a ela inteira.

Inversão de fatos – Acusa os partidos mencionados (PT, PCdoB e PSOL) de agirem apenas “em conformidade com os seus próprios interesses ideológicos”, quando o que tem acontecido é que a bancada conservadora se dispôs a votar um projeto de lei que, longe de ter qualquer eficácia na prevenção e combate ao crime cometido por adolescentes ou mesmo resultados reais no combate à impunidade, é voltado muito menos a diminuir os índices de delinquência juvenil do que a satisfazer o interesse ideológico do Congresso conservador e fazer parecer, à população, que o Congresso “está trabalhando de acordo com a vontade do povo”.

Já faz duas décadas que parlamentares tentam emplacar algum projeto nesse sentido, mas sem sucesso. Aliás, nesse tempo, foram mais de 60 pedidos, todos engavetados ou vencidos, graças ao lobby do PT e seus cúmplices.

Falácia de omissão, distorção de fato – Atribui “ao lobby do PT e seus cúmplices” o engavetamento de projetos de lei anteriores que defendiam o encarceramento de menores de idade em prisões de adulto, quando na verdade membros de outros partidos e até outras orientações ideológicas também votaram contra tais projetos.

Quarta-feira será votada, na CCJ da Câmaras dos Deputados, a PEC 171 apresentada há 23 anos, e a proposta tem boas chances de ser aprovada.

Apelo à antiguidade – Atribui sutilmente um valor positivo à proposta de emenda constitucional pelo fato de ele estar em tramitação há 23 anos, como se isso o tornasse mais desejável e aceitável.

Segundo pesquisa do Congresso em Foco, integrantes do PMDB, PTB, DEM, PSDB, PP, PRB, PSC e até do PDT já se manifestaram nos bastidores favoravelmente à proposta. Só o PT e o PCdoB continuam remando contra a maré, legislando em desfavor da vontade da maioria do povo brasileiro.

Apelo à multidão – Novamente coloca o PT e o PCdoB (esqueceu do PSOL) como “errados” simplesmente por terem uma opinião contrária à “vontade da maioria do povo brasileiro” e à posição de membros de numerosos partidos.

Além da maioria dos partidos, a PEC da redução da maioridade penal conta com a simpatia do presidente da casa, Eduardo Cunha. Ele não se manifestou sobre o tema, mas deputados aliados garantem que Cunha é a favor da PEC.

Apelo à autoridade – Dá um valor positivo aumentado à PEC em questão por ela ser supostamente apoiada pelo presidente da Câmara Federal, reconhecido como “autoridade” entre os demais deputados.

Os opositores da redução da maioridade penal alegam que a medida não deverá acabar com a violência.

Mas, esse não é o objetivo da proposta. Violência não é causa. É consequência. E leis não servem para evitar crimes, mas para puni-los. Simples assim.

E chega de impunidade!

Falácia do espantalho – Sheherazade deixa a entender que os críticos da redução da maioridade penal afirmam que a medida deveria “acabar com a violência”, quando não é isso o que eles falam. O que os opositores do encarceramento de adolescentes argumentam é que a medida não vai diminuir a ocorrência de delitos cometidos por adolescentes, nem vai combater a impunidade reservada a jovens brancos ricos delinquentes, nem vai impedir que novos crimes chocantes, como os que a própria Sheherazade usou como “razões” para se apoiar a PEC, venham a acontecer.

Falácia de omissão 1 – Sheherazade omite que leis podem, dependendo de seu conteúdo, ajudar a diminuir os índices de violência, desencorajando-os em alguns casos – como quando contribuem para diminuir ou eliminar a sensação de impunidade que encoraja alguns criminosos a agirem.

Falácia de omissão 2 – Ela ignora os argumentos que mostram por que a redução da maioridade penal não funciona em seu suposto objetivo de combater a impunidade.

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9. Intolerância religiosa – 24/03/2015

Depois da polêmica da retirada de crucifixos em prédios públicos, um novo imbróglio religioso chegará às mãos da Justiça.

É que a prefeitura de Florianópolis decidiu entrar com ação contra a lei que obriga escolas a manterem exemplares da Bíblia em suas bibliotecas.

Inversão de fato – Chama de “imbróglio religioso” não a obrigação de escolas de Florianópolis mostrarem exemplares da Bíblia em suas bibliotecas, mas sim a contestação legal a essa inconstitucional lei.

A alegação é de que a lei fere o princípio de “Estado laico”.

O Estado laico é aquele que não tem um credo oficial, nem permite que a religião o conduza ou subjugue.

O Estado laico é neutro, mas não é antirreligioso. Muito pelo contrário. Nossa constituição, a mesma que define nosso Estado como laico, não só confere liberdade de culto, como assegura prestação de assistência religiosa nas prisões, nas escolas, institui o casamento religioso e criminaliza qualquer desrespeito às crenças e seus símbolos sagrados.

Falácia do espantalho – Deixa a entender que a ação da Prefeitura de Florianópolis contra a inconstitucional lei é “antirreligiosa”, quando na verdade a ação pretende impedir que uma religião (cristianismo) e seus símbolos (como a Bíblia) prevaleçam sobre outras religiões (candomblé, umbanda, judaísmo, budismo, espiritismo etc.)

Falácia de omissão 1 – Sheherazade omite que a imposição da obrigação para as escolas de Florianópolis ostentarem bíblias em suas bibliotecas é uma maneira de a religião cristã subjugar as instituições do Estado (no caso, as escolas municipais).

Falácia de omissão 2 – Ela ignora que essa assistência religiosa assegurada em prisões e escolas é autorizada pela lei apenas para quem segue a religião dos assistentes. Por exemplo, padres só poderão dar assistência religiosa a pacientes católicos em hospitais, e não a espíritas, evangélicos ou ateus que rejeitem a pregação dos padres.

E para sacramentar de vez que o Estado Brasileiro não é antirreligioso, a nossa Constituição Federal foi promulgada “sob a proteção de Deus”. E Deus com “D” maiúsculo.

Falácia de omissão, distorção de fato – A comentarista omite que o preâmbulo monoteísta, que na prática não tem efeito de lei por não trazer nenhuma norma, viola sim a própria Constituição que por ele é introduzida, por sutilmente dar ao Estado o poder de ditar opiniões religiosas, como a existência de uma divindade pessoal chamada Deus, e, por tabela, declarar que ateus e politeístas estão errados.

Aí, eu pergunto: Como pode uma Bíblia numa biblioteca ferir a laicidade do Estado brasileiro?

Se para os cristãos ela é a escritura sagrada, para os não- cristãos, a Bíblia não passa de um livro comum pendurado numa estante, como milhares de outros.

Lê quem quer. Ninguém é obrigado. Mas, é impensável que uma biblioteca que se preze, em qualquer lugar do planeta, não tenha, sequer, um exemplar do livro mais lido, conhecido e vendido do mundo.

Falácia do espantalho – Ela argumenta que a posição da Prefeitura de Florianópolis seria contra a presença das bíblias nas bibliotecas, como se desejasse a proibição de bíblias nesses recintos, e não contra a obrigatoriedade da presença desses livros imposta por uma lei inconstitucional.

Num país como o Brasil, colonizado por católicos, onde mais de 90 por cento da população se considera cristã, tirar de estudantes, a opção de ler a Bíblia numa biblioteca chega a ser um desrespeito, além de um atentado contra o direito à informação.

Apelo à tradição – Legitima a obrigatoriedade da presença de bíblias nas escolas florianopolitanas com a tradição católica do Brasil, que, afinal, foi “colonizado por católicos”.

Apelo à multidão – Legitima a presença obrigatória das bíblias com o fato de que “mais de 90% da população (brasileira) se considera cristã”.

Falácia do espantalho – Repete que a ação da Prefeitura de Florianópolis seria para proibir bíblias nas bibliotecas escolares, e não para suspender a inconstitucional obrigatoriedade da presença desses livros nesses recintos.

Se há uma caça aos símbolos sagrados, particularmente os cristãos, porque não começamos por abater a imagem do Cristo Redentor? Que tal demolir a enorme estátua para que ela não macule o Estado laico? E quanto aos nomes de estados como São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina? Valei-nos! Vamos renomeá-los também. Baixem leis para atender à demanda dos laicistas, para fomentar, ainda mais, a intolerância religiosa…

Ué? Mas intolerância religiosa é crime!

Falácia do espantalho – Chama a ação da Prefeitura de Florianópolis de “caça aos símbolos religiosos”, quando na verdade a intenção da instituição é acabar com a inconstitucional obrigatoriedade da presença de bíblias nas bibliotecas das escolas municipais.

Redução ao absurdo (reductio ad absurdum), falácia da bola de neve – Encadeia uma série de consequências absurdas e indesejáveis, porém improváveis, resultantes do argumento criticado. Diz que a suposta “caça aos símbolos sagrados” (leia-se derrubada de leis inconstitucionais que violam a laicidade do Estado) resultaria, num futuro próximo, na derrubada do Cristo Redentor e na renomeação de estados e municípios.

Distorção de fato – Confunde a derrubada de leis antilaicas com “perseguição” contra o cristianismo.

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Conheça as falácias nessas páginas:

http://www.logicallyfallacious.com/index.php/logical-fallacies (em inglês)
https://ateus.net/artigos/ceticismo/guia-de-falacias-logicas-do-stephen/
http://livrepensamento.com/guia-de-falacias-logicas/
http://veganagente.consciencia.blog.br/guia-de-falacias-carnistas/ (lista de falácias antiveganas que pode servir de base para detectar falácias com outros temas)

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paulo eduardo

outubro 16 2015 Responder

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