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O Mito do Antropoceno
antropoceno

O “antropoceno” pode ser nada mais do que uma máscara para culpar a humanidade em sua essência, ao invés do modelo civilizacional capitalista-industrial, pela degradação ambiental

por Andreas Malm, na Revista Jacobin, março de 2015, tradução de Everton Lourenço

O ano passado foi o mais quente já registrado. Ainda assim, os últimos números mostram que em 2013 a fonte que gerou a maior parte da energia para a economia mundial não foi solar, eólica, nem mesmo o gás natural ou petróleo, mas o carvão.

O crescimento nas emissões globais – de 1% ao ano nos anos 90 para 3% até agora neste milênio – é impressionante. É um aumento paralelo ao do nosso conhecimento crescente das terríveis consequências do uso de combustiveis fósseis.

Quem está nos levando ao desastre? Uma resposta radical [1] seria a dependência do Capitalismo da extração e do uso de energias fósseis. Alguns, porém, preferem identificar outros culpados.

A Terra, nos dizem, entrou agora no “Antropoceno” [2]: a Época da Humanidade. Enormemente popular – e aceito até mesmo por muitos estudiosos marxistas – o conceito do Antropoceno sugere que a humanidade é a nova força geológica transformando o planeta para além de qualquer reconhecimento, principalmente ao queimar quantidades prodigiosas de carvão, petróleo e gás natural.

De acordo com estes intelectuais, tal degradação é o resultado dos humanos agindo segundo suas predisposições inatas, o destino inescapável para um planeta sujeito ao “business-as-usual” [3] da humanidade. De fato, os proponentes não poderiam argumentar de outra forma, por que se essas dinâmicas tivessem um caráter mais contingente, a narrativa de uma espécie inteira ascendendo à supremacia biosférica seria de difícil defesa.

A história deles está centrada em um elemento clássico: o fogo. Apenas a espécie humana pode manipular o fogo, e daí que ela seja a única capaz de destruir o clima; quando nossos ancestrais aprenderam a incendiar as coisas, eles acenderam o estopim do “business-as-usual”. Aqui, escrevem os proeminentes cientistas climáticos Michael Raupach e Josep Canadell [4], estava “o gatilho evolucionário essencial para o Antropoceno”, levando a humanidade direto para “a descoberta de que a energia poderia ser derivada não apenas de carbono de detritos bióticos, mas também de carbono de detritos fósseis, inicialmente à partir do carvão.”

A razão primária para a atual queima de combustíveis fósseis seria que “muito antes da Era Industrial, uma espécie particular de primatas aprendeu como drenar as reservas de energia estocadas em carbono detrítico.” Eu aprendendo a andar com um ano de idade é a razão pra que eu dance salsa hoje; quando a humanidade inflamou sua primeira árvore morta, só poderia resultar, um milhão de anos depois,  em queimar um barril de petróleo.

Ou, nas palavras de Will Steffen, Paul J. Crutzen, e John R. McNeill [5] : “O controle do fogo pelos nossos ancestrais proveu a humanidade com uma poderosa ferramenta monopolística indisponível para outras espécies, que nos colocou firmemente no longo caminho rumo ao Antropoceno.” Nesta narrativa, a economia fóssil é precisamente a criação da humanidade, ou do “o macaco-de-fogo, Homo pyrophilus”, como na versão popular do pensamento do Antropoceno de Mark Lyna, apropriadamente entitulada “A Espécie Divina” [6].

Agora, a habilidade de manipular o fogo foi certamente uma condição necessária para o começo da queima de combustiveis fósseis em larga escala na Inglaterra no início do século XIX. Mas foi também a causa disso?

O mais importante a se notar aqui é a estrutura lógica da narrativa do Antropoceno: algum traço universal da espécie precisa estar guiando a sua época geológica, senão seria o caso de algum subconjunto da espécie [estar cumprindo este papel]. Mas a história da natureza humana pode vir de diversas formas, tanto no gênero do Antropoceno como em outras partes do discurso sobre as mudanças climáticas.

Em um ensaio na antologia “Engaging with Climate Change” [7], o psicoanalista John Keene oferece uma explicação original para o porquê dos humanos poluírem o planeta e se recusarem a parar. Na infância, o ser humano descarrega dejetos sem limites e aprende que sua zelosa mãe levará para longe as fezes e a urina, e limpará sua virilha.

Como resultado, os seres humanos estariam acostumados à pratica de deteriorar os seus arredores: “Acredito que estes repetidos encontros contribuem para a crença complementar de que o planeta é uma ‘privada-mãe’ ilimitada, capaz de absorver nossos produtos tóxicos ao infinito.”

Mas onde está a evidência para qualquer tipo de conexão causal entre queima de combustíveis fósseis e defecação infantil? O que dizer de todas aquelas gerações que, até o século XIX, dominaram ambas as artes mas nunca esvaziaram os depósitos de carbono da Terra e os despejaram na atmosfera? Eles eram defecadores e queimadores apenas esperando para realizar todo o seu potencial?

É fácil zombar de certas formas de psicanálise, mas tentativas de atribuir o “business-as-usual” às propriedades da espécie humana estão fadadas à vacuidade. O que existe sempre e em toda parte não pode explicar por que uma sociedade diverge de todas as outras e desenvolve algo novo – tal como a economia fóssil, que apenas emergiu a cerca de dois séculos mas que já se tornou tão arraigada que nós a reconhecemos como a única forma em que os humanos podem produzir.

Enquanto isso, porém, o discurso climatico mainstream está encharcado de referencias à humanidade como tal, “a natureza humana”, “o engenho humano”, como um grande vilão dirigindo o trem. Em “A Espécie Divina” [8], podemos ler “O poder divino está sendo cada vez mais exercido por nós. Nós somos os criadores da vida, mas também somos seus destruidores.” Esta é uma das mais comuns metáforas no discurso: nós, todos nós, você e eu, criamos essa bagunça juntos, e a tornamos pior a cada dia.

Entra então Naomi Klein, que em “Isso Muda Tudo” [9] habilmente desnuda as muitas maneiras em que a acumulaçao de capital em geral, e em sua variante neoliberal em particular, derrama gasolina no incêndio hoje consumindo o sistema da Terra. Dando pouca indulgência ao papo sobre o humano como malfeitor universal, ela escreve, “nós estamos travados por que as ações que nos dariam a melhor chance de evitar a catástrofe – e que benefeciariam a vasta maioria – são extremamente ameaçadoras para uma elite minoritária que estrangula nossa economia, nosso processo político, e a maioria de nossos grandes veículos de comunicação.”

Então como os críticos respondem? “Klein descreve a crise climática como um confronto entre o Capitalismo e o planeta,” contradiz o filósofo John Gray no The Guardian [10]. “Seria mais preciso descrever a crise como uma luta entre as demandas em expansão da humanidade e um mundo finito.”

Gray não está sozinho. Este cisma está emergindo como a grande divisão ideológica no debate climático, e os proponentes do consenso mainstream estão contra-atacando.

No London Review of Books, Paul Kingsnorth, um escritor britânico que a tempos tem argumentado que o movimento ambiental deveria debandar e aceitar o colapso total como nosso destino, replica: “As mudanças climáticas não são algo que um pequeno grupo de bandidos impingiu sobre nós”; “no final, estamos todos implicados.” Esta, argumenta Kingsnorth, “é uma mensagem menos palatável do que uma que vê o brutal 1% ferrando o planeta e um nobre 99% se opondo a eles, mas está mais proxima da realidade.” [11]

Está mesmo mais perto da realidade? Seis fatos simples demonstram o contrário.

Primeiro, a maquina à vapor é amplamente, e corretamente, vista como a locomotiva original do “business-as-usual”, pela qual a combustão de carvão foi inicialmente ligada à sempre-crescente espiral capitalista de produção de mercadorias.

Enquanto isso é notoriamente banal de se apontar, as máquinas à vapor não foram adotadas por alguns representantes-por-nascimento da espécie humana. A escolha de um motor primário para a produção de mercadorias não poderia ter sido uma prerrogativa da espécie, já que ela [a produção de mercadorias] pressupunha, de início, a instituição do trabalho assalariado. Foram os proprietários dos meios de produção quem instalaram o novo motor primário. Uma pequena minoria mesmo na Inglaterra – todos homens, e todos brancos – esta classe de pessoas compunha uma fração infinitesimal da humanidade na primeira metade do século XIX.

Segundo, quando os imperialistas britânicos penetraram no norte da India mais ou menos na mesma época, eles tropeçaram em veios de carvão que já eram, para sua grande surpresa, conhecidos para os nativos – de fato, os indianos tinham o conhecimento básico para cavar, queimar, e gerar calor à partir do carvão. E ainda assim eles não davam a mínima para o combustível.

Os britânicos, em compensação, queriam desesperadamente o carvão na superfície – para propelir barcos à vapor pelos quais eles transportavam os tesouros e matérias-primas extraídos dos camponeses indianos rumo sua metrópole, e seu próprio excesso de bens de algodão rumo os mercados do interior. O problema era que nenhum trabalhador se voluntariava a entrar nas minas. Daí que os britânicos tiveram de organizar um sistema de servidão por contrato, forçando os agricultores ao inferno para adquirir o combustível para a exploração da India.

Terceiro, a maior parte da explosão de emissões no século XXI se origina na República Popular da China. O condutor dessa explosão é evidente: não é o crescimento populacional chinês, nem seu consumo interno, nem seus gastos públicos, mas a tremenda expansão da indústria manufatureira, implementada na China via capital estrangeiro [12] para extrair mais-valia do trabalhador local, percebido ao redor da virada do milênio como extraordinariamente barato e disciplinado.

Tal mudança foi parte de um assalto global sobre os salários e condições de trabalho – trabalhadores ao redor do mundo sendo pressionados pela ameaça do Capital de realocação por substitutos chineses, que só poderiam ser explorados por meio da energia fóssil como um substrato material necessário. A explosão de emissões subsequente é o legado atmosférico da guerra de classes.

Quarto, provavelmente nenhuma outra indústria encontra tanta oposição popular onde quer que se estabeleça quanto as de petróleo e gás natural. Como Klein registra tão bem, comunidades locais estão em revolta contra oleodutos, fraturamento hidráulico [13] e exploração do Alaska ao Delta do Níger, da Grécia ao Equador. Mas contra eles permanece um interesse recentemente expressado com clareza exemplar por Rex Tillerson, presidente e CEO da ExxonMobil: “Minha filosofia é fazer dinheiro. Se posso perfurar e fazer dinheiro, então é isso que quero fazer.” Esse é o espírito do Capital Fóssil encarnado.

Quinto, Estados capitalistas avançados continuam a ampliar e aprofundar implacavelmente suas infraestruturas fósseis – construindo novas rodovias, novos aeroportos, novas usinas de energia à base de carvão – sempre afinados aos interesses do Capital, dificilmente consultando suas populações sobre essas questões [14]. Apenas intelectuais realmente cegos, do tipo de um Paul Kingsnorth, podem acreditar que “estamos todos implicados” em tais políticas.

Quantos estadunidenses estão envolvidos nas decisões de dar ao carvão uma parcela maior do setor elétrico, para que a intensidade de carbono da economia dos EUA tenha subido em 2013? Quantos suecos podem ser culpados pela construção de uma nova rodovia em torno de Estocolmo – o maior projeto de infraestrutura na história sueca moderna – ou pela assistência de seu governo a usinas de energia à base de carvão na África do Sul?

As mais extremas ilusões sobre a democracia perfeita do Mercado são necessárias para manter a noção de que “todos nós” estamos guiando o trem.

Sexto, e talvez o mais óbvio: poucos recursos são tão desigualmente consumidos quanto energia. Somente os 19 milhões de habitantes de Nova Iorque consomem mais energia que os 900 milhões de habitantes da África Subsariana. A diferença no consumo de energia entre um pastor de subsistência no Sahel e um canadense médio pode estar facilmente na casa de 1000 vezes ou mais – e esse é um canadense médio, não o proprietário de cinco casas, três SUVs e um avião particular.

Um solitário cidadão estadunidense médio emite mais que 500 cidadãos da Etiópia, Chade, Afeganistão, Mali ou Burundi; quanto um milionário médio nos EUA emite – e quão mais que um trabalhador médio nos EUA ou no Camboja – permanece incontado. Mas a marca de uma pessoa na atmosfera varia tremendamente dependendo de onde ela nasce. “Humanidade” é, como resultado, uma abstração magra demais para carregar o peso da culpa.

Estamos não na Época Geológica da Humanidade, mas do Capital. É claro, uma economia fóssil não precisa necessariamente ser capitalista: a União Soviética e seus Estados-satélite tiveram seus próprios mecanismos de crescimento vinculados ao carvão, petróleo e gás natural. Eles não eram menos sujos, cobertos de fuligem, ou intensivos em emissões – eram talvez até mesmo mais – que seus adversários na Guerra Fria. Então por que focar no Capital? Por que razão se aprofundar sobre a destrutividade do Capital, quando os estados comunistas tiveram um desempenho no mínimo tão abismal quanto?

Em medicina, uma questão similar seria talvez ‘por que concentrar esforços de pesquisa no câncer ao invés da varíola? Ambos podem ser fatais!’ Mas apenas um ainda existe. A História fechou os parênteses ao redor do sistema soviético, então estamos de volta ao início, onde a economia fóssil corresponde diretamente ao modo de produção capitalista – só que agora em escala global.

A versão stalinista merece suas próprias investigações, e em seus próprios termos (sendo os mecanismos de crescimento de um tipo próprio); mas nós não vivemos no gulag de mineração de carvão em Vorkuta nos anos 30 do século passado. Nossa realidade ecológica, abrangendo todos nós, é o mundo fundado pelo Capital-à-vapor [15], e existem cursos alternativos que um Socialismo ambientalmente responsável poderia tomar. Daí o Capital, e não a Humanidade como tal.

***

Não obstante o sucesso de Naomi Klein e recentes mobilizações de rua, esta permanece uma visão muito minoritária. A Ciência climática, a política e o discurso são constantemente concebidos dentro da narrativa do Antropoceno: a auto-flagelação coletiva indiferenciada, o ataque à humanidade, o pensamento em termos de Espécie, apelam à população geral de consumidores a corrigir seus atos e outras piruetas ideológicas que servem apenas para ocultar o maquinista.

Retratar certas relações sociais como propriedades naturais da espécie não é nada de novo. Des-historicizar, universalizar, eternizar e naturalizar um modo de produção específico de um tempo e lugar – estas são as estratégias clássicas da legitimação ideológica.

Elas bloqueiam qualquer prospecto de mudança. Se o “business-as-usual” é o produto da natureza humana, como podemos mesmo imaginar algo diferente? É perfeitamente lógico que os defensores do Antropoceno e de formas associadas de pensamento dêem suporte a falsas soluções que se esquivam de desafiar o Capital Fóssil – como “Geo-engenharia” [16]  no caso de Mark Lynas [17]  e Paul Crutzen [18], o inventor do conceito do Antropoceno – ou preguem a derrota e o desespero, como no caso de Kingsnorth.

De acordo com este último, “está claro que parar a mudança climática é impossível” – e, a propósito, construir uma usina eólica é tão ruim quanto abrir outra mina de carvão, pois ambos profanam a paisagem.

Sem antagonismo não pode haver qualquer mudança em sociedades humanas. O pensamento em termos de Espécie em relação a mudança climática apenas induz à paralisia. Se todos são culpados, então ninguém é.

Tradução: Everton Lourenço

Notas:

[1] no sentido de buscar a raiz do problema.

[2] http://www.smithsonianmag.com/science-nature/what-is-the-anthropocene-and-are-we-in-it-164801414/?no-ist

[3] seu modo típico de trabalho ou funcionamento.

[4] http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877343510000199

[5]http://www.learningace.com/doc/121862/28f6b814dd7e7c78ebae084abd8c9ad3/steffen-anthropocene

[6] No original, “The God Species”.

[7] algo como “Engajando-se com as Mudanças Climáticas” –http://www.amazon.com/Engaging-Climate-Change-Psychoanalytic-Interdisciplinary/dp/0415667623

[8] No original, https://books.google.com.br/books/about/The_God_Species.html?id=ci1xL5FcNHIC&hl=pt-BR

[9] http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Meio-Ambiente/Novo-livro-de-Naomi-Klein-O-capitalismo-e-a-mudanca-climatica/3/31897 ouhttp://thischangeseverything.org/

[10] http://www.theguardian.com/books/2014/sep/22/this-changes-everything-review-naomi-klein-john-gray

[11] http://www.lrb.co.uk/v36/n20/paul-kingsnorth/the-four-degrees

[12] https://www.jacobinmag.com/2015/03/china-united-states-climate-change-agreement/

[13] Técnica conhecida nos EUA como “fracking”, que é a base da explosão da indústria de petróleo à partir do Xisto por lá.

[14] https://www.jacobinmag.com/2014/06/rank-and-file-environmentalism/

[15] No original, “steam-powered Capital”.

[16] http://www.theguardian.com/environment/geoengineering

[17] http://www.marklynas.org/

[18] http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1995/crutzen-bio.html

 

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6 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Tarantino

agosto 13 2015 Responder

97% dos pesquisadores afirmam que o mundo está aquecendo? No tempo de Galileu 99% achavam que o Sol girava em torno da Terra.

Na verdade, creio parcialmente nas duas possibilidades, mas o fato de que o aquecimento global atualmente seja mais oportunismo do que qualquer outra coisa faz mais sentido para mim.

    Gustavo, anarquista bizarro.

    agosto 14 2015 Responder

    Você está fazendo uma confusão enorme a respeito de como se dá a construção do conhecimento. No tempo do Galileu 99% das pessoas achavam exatamente o que a ICAR queria que eles achassem. E a ICAR tirava suas ideias sabe-se lá de onde.Não havia uma busca pelas leis da natureza.

    Hoje, em relação ao aquecimento global, somente pesquisadores podem emitir opiniões sobre este tema em específico, justamente pela complexidade e por ser um campo de estudo que demanda décadas de formação específica e dedicação integral. Olavo de Carvalho e negacionistas (eu prefiro o termo desinformacionistas) de youtube, quando falam sobre aquecimento global falam besteira e quando eu falo besteira é besteira mesmo, do tipo primária e de fácil refutação. O problema é que eles falam para pessoas que justamente não compreendem o que é epistemologia, e elas caem, facilmente, no besteirol desinformacionista.

    97% dos cientistas especializados afirmarem que o aquecimento global é de fato antropogênico nos dá grande segurança para afirmar que nós somos a causa do problema. É consenso. E dos dissidentes, a maioria aceita a culpa do ser humano na questão, só discordam do grau de responsabilidade.

    And, by the way, climategate é uma baixaria dos negacionistas, os emails foram descontextualizados, cortados e, de quebra, foi a FOX NEWS que deu o furo. Não precisa dizer mais nada.

      Tarantino

      agosto 14 2015 Responder

      Sim, no tempo de Galileu o pensamento imposto era aquele da ICAR…por acaso não nota a semelhança com os dias de hoje? Com a diferença que não é propriamente a ICAR que molda o pensamento, digamos, politicamente correto.
      Ganha-se muito dinheiro hoje em dia com “produtos ecológicos “; tivessem as indústrias boas intenções, os mesmos não seriam absurdamente mais caros. O mesmo acontece com a tal da “reciclagem “. Idiotas comemoram quando, hipocritamente, indústrias alardeiam cheias de orgulho e moral: “Comemoramos a reciclagem de 12345654345 milhões de toneladas, 60% a mais fo qur no ano passado! ”
      Porra será que não enxergam que essa é a pior notícia que se poderia dar?
      Obviamente, se houve teoricamente mais reciclagem, houve mais produção e poluição. O foco deve ser no aumento do ciclo de vida dos produtos. A reciclagem também produz poluição.
      Não sd enganem, se os produtos recicláveis fossem assim tão importantes, a indústria pagaria muito bem por eles, o que só acontece com um número limitado de produtos.

      Ah, antes que eu me esqueça, foi mesmo muito engraçado ver, no ano passado, um navio com cientistas aquecimentistas em expedição à Antártica, ver seu próprio navio ficar preso no gelo…no próprio verão antártico. A expedição era para provar o derretimento do gelo…

Tarantino

agosto 13 2015 Responder

“O aquecimento global não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo”. Quem diz é Luiz Carlos Molion, meteorologista da Universidade Federal de Alagoas e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial.
Quem fala a seguir é José Carlos Parente de Oliveira, doutor em Física com pós-doutorado em Física da Atmosfera da Universidade Federal do Ceará: “A busca da verdade deve ser o norte da atividade em ciências. Não é isso o que ocorre com o tema aquecimento global. A sociedade está sendo bombardeada por notícias, reportagens na tevê, filmes com a mensagem de que as atividades humanas relacionadas às queimas de combustível fóssil são as culpadas pelo aquecimento da Terra. O grande responsável por esse bombardeio é o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), que é um órgão da ONU”.

A tese do aquecimento global, já desacreditada pelas revelações do Climagate e pelo frio que insiste em se manifestar na Europa e Estados Unidos, só continua a enganar os inocentes debaixo do sol mediante o boicote, efetuado por órgãos de comunicação e corpos científico-governamentais, das provas que demolem a peça alarmista representada pela ONU.

No velho mundo, esse boicote já é norma empresarial. A direção da BBC acaba de determinar oficialmente, em relatório de orientação interna distribuído há poucos dias, que opiniões divergentes da teoria do aquecimento não serão mais ouvidas em seus programas. Porque, diz a BBC, há “consenso científico” nesse assunto. O aquecimento existe sim, é culpa do nosso estilo de vida, e a emissora não precisa mais se preocupar em ouvir quem objete esta verdade inquestionável.

Centenas de estudiosos em todo o mundo, entre eles Richard Lindzen, meteorologista do Massachusetts Institute of Technology, sustentam que a teoria do aquecimento é baseada em pura fraude e que a temperatura do planeta, de fato, vem caindo desde 1998. Existem dados colhidos por satélites para prová-lo, mas, conforme o nosso José Carlos Parente de Oliveira, “esses dados não são aceitos nem utilizados pelo IPCC nos seus documentos”. A ONU, assim como a programação da BBC, está fechada ao debate franco, por uma razão simples e há tempos escancarada: aquecimento global não é ciência, é ideologia fanática com objetivos políticos e econômicos”

Autor: Bruno Pontes (artigo retirado do site Mídia sem máscara )

    Gustavo, anarquista bizarro.

    agosto 13 2015 Responder

    Isso chama-se Cherry Picking. De todo o conjunto de informações sobre o tema, de todos os cientistas que, ativamente, estudam o tema, você escolheu somente as informações e os cientistas que dão suporte a sua crença de que não há aquecimento global. 97% dos pesquisadores envolvidos afirmam categoricamente que nós estamos vivenciando um aquecimento global causado pela atividade humana.

    Mìdia sem Mascaras não é do Olavo de Carvalho?

      Tarantino

      agosto 13 2015 Responder

      Examinemos algumas declarações que refletem uma visão tida como absolutamente inquestionável.

      “O mundo em que vivemos é belo, mas muito frágil”. Ou “A terceira pedra do sol, também conhecida como Planeta Terra, é um oásis bastante frágil”. Eis algumas frases divulgadas no Dia da Terra: “Lembre-se de que a Terra tem de ser salva diariamente”. “Lembre-se da importância de cuidar do nosso planeta. É o único lar que temos.”

      Tais declarações, sempre acompanhadas de previsões apocalípticas, são rotineiramente feitas tanto por ambientalistas extremistas quanto pelos não-extremistas. Pior ainda é o fato de que esta doutrinação sobre a “terra frágil” é infundida em nossa juventude desde o jardim de infância até a universidade. Sendo assim, examinemos o quão frágil a terra realmente é.

      Em 1883 houve a erupção do vulcão Krakatoa, localizado onde hoje é a Indonésia. Tal erupção teve a força de 200 megatons de TNT. Isso é o equivalente a 13.300 bombas atômicas de 15 quilotons cada uma (15 quilotons é aproximadamente a capacidade explosiva da bomba que devastou Hiroshima em 1945).

      Antes desta erupção, houve a erupção do vulcão Tambora, em 1815, também localizado onde hoje é a Indonésia. Esta ainda detém o recorde de ser a maior erupção vulcânica da história. Ela cuspiu tantos detritos na atmosfera, que a luz solar foi bloqueada. Consequentemente, o ano de 1816 passou a ser conhecido como o “Ano em Que não Houve Verão” ou “O Verão que Nunca Ocorreu”. As consequências foram plantações completamente destruídas, perdas totais de safras agrícolas e a dizimação de animais em grande parte do Hemisfério Norte, o que gerou a pior fome do século XIX.

      Já a erupção do Krakatoa no ano 535 d.C. foi tão violenta, que bloqueou quase que toda a luz e todo o calor oriundos do sol por 18 meses. Há quem diga que foi esse evento que deu origem à Idade das Trevas.

      Geofísicos estimam que apenas três erupções vulcânicas — Indonésia (1883), Alasca (1912) e Islândia (1947) — jogaram na atmosfera mais dióxido de carbono e dióxido de enxofre do que todas as atividades humanas o fizerem ao longo de toda a nossa história.

      E como o nosso frágil planeta lidou com dilúvios? A China provavelmente é a capital mundial das inundações colossais. A inundação de 1887 do Rio Amarelo matou entre 900.000 e 2 milhões de pessoas. Já as inundações de 1931 foram ainda piores, causando um morticínio estimado entre 1 e 4 milhões. Mas a China não detém o monopólio das enchentes.

      Entre 1219 e 1530, a Holanda vivenciou enchentes que mataram aproximadamente 250.000 pessoas.

      E o que dizer dos terremotos que assolam o nosso frágil planeta? Houve o terremoto de Valdivia, no Chile, em 1960. Foi o mais violento terremoto já registrado na história, chegando 9,5 graus na escala Richter, uma força equivalente a 1.000 bombas atômicas explodindo simultaneamente. Já o terremoto ocorrido em 1556 na província de Shaanxi, na China, foi o mais mortífero da história: matou 830.000 pessoas e devastou uma área de 1.300 quilômetros quadrados.

      Mais recentemente, houve o terremoto de dezembro de 2004 no Oceano Índico, que alcançou uma magnitude 9,1 graus na escala Richter e gerou o devastador tsunami de 26 de dezembro, que atingiu majoritariamente a Indonésia, o Sri Lanka, a Índia, a Tailândia e as Maldivas e matou mais de 230 mil pessoas. E não nos esqueçamos do terremoto de 9 graus na escala Richter que devastou o leste do Japão em março de 2011 e matou mais de 28 mil pessoas.

      Nosso frágil planeta também já teve de enfrentar terrores vindos do espaço. Dois bilhões de atrás, um asteróide atingiu a terra e criou a cratera de Vredefort, na África do Sul. Ela possui 300 km de diâmetro, o que faz dela a maior cratera de impacto do mundo. Em Ontário, Canadá, há a Bacia de Sudbury, a segunda maior cratera de impacto da terra, resultante da queda de um meteoro ocorrida há 1,8 bilhão de anos. Ela possui um diâmetro de 130 km. Já a cratera de Chesapeake Bay, no estado americano da Virginia, é um pouco menor, tendo um diâmetro de 85 km. E finalmente há a famosa, porém miúda, Cratera de Barringer, no Arizona, cujo diâmetro não chega nem a 2 km.

      Citei aqui apenas uma ínfima fração de todos os eventos cataclísmicos que já atingiram a terra — e ignorei várias outras categorias, como tornados, furacões, queda de raios, incêndios, nevascas, avalanches, deslizamentos de terra, movimento de continentes, raios solares, manchas solares, tempestades magnéticas, inversão magnética dos pólos, erosão, raios cósmicos e eras glaciais. Não obstante todos estes eventos cataclísmicos, nosso frágil planeta sobreviveu.

      Logo, minha pergunta é: dentre todos estes poderes da natureza, qual pode ser igualado pelo homem? Por exemplo, conseguiria a humanidade reproduzir os efeitos poluidores da erupção do vulcão Tambora, ocorrida em 1815? Ou, quem sabe, reproduzir o impacto do asteróide que aniquilou os dinossauros? É o cúmulo da arrogância acreditar que a humanidade pode gerar alterações paramétricas significativas na terra ou que ela possa igualar as forças destrutivas da natureza.

      Ocasionalmente, ambientalistas se entusiasmam além da conta e acabam inadvertidamente revelando suas verdadeiras intenções. O famoso biólogo eco-socialista Barry Commoner disse que “O capitalismo é o inimigo número um do planeta”. Já Leo Marx, professor do MIT, disse que “Em termos ecológicos, a necessidade de termos um governo mundial dispensa debates”.

      Com o colapso da URSS, o comunismo perdeu sua até então considerável respeitabilidade. Atualmente, ele adquiriu uma nova embalagem e se apresenta sob as formas de ambientalismo e progressismo.”

      Walter Williams é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos

      Publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

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