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dez15

Não nos restrinjamos a esperar pelas ONGs. Sejamos todos ambientalistas

ecoativismo

Nestes tempos de crimes ambientais disseminados, muitas pessoas acreditam que “não podem fazer nada” diante dos desastres que ocorrem, e deixam tudo na mão das ONGs. Esperam passivamente que Greenpeace, WWF, SOS Mata Atlântica, organizações locais etc. salvem o planeta sem precisar da colaboração ativa do restante da sociedade. Essa atitude é muito equivocada e pode ser revertida, bastando um pouco de consciência e conhecimento.

Na verdade, muito mais indivíduos podem de fato assumir uma postura ambientalista do que se costuma acreditar. Isso abrange desde as tradicionalmente ensinadas pequenas ações até a tomada de parte em atuações sociopolíticas coletivas.

O cidadão comum, aquele que não é político nem participa de ONGs, pode começar modificando costumes corriqueiros, ainda que alguns possam ser mais difíceis de se abrir mão que outros. Por exemplo, eliminando o consumo de produtos animais – já que a pecuária e a pesca são as piores atividades humanas para o meio ambiente na Terra –, evitando desperdícios de água e eletricidade, evitando queimar fogueiras nas regiões onde as festas juninas são comuns, rejeitando o consumismo, optando pela bicicleta sempre que possível e viável, buscando produtos ao mesmo tempo ecoamigáveis, éticos e baratos e recorrendo a maneiras imateriais de buscar e vivenciar a felicidade.

Depois de assimilar tais comportamentos como hábitos, a etapa que vem é a atuação política individual, que não demanda imediatamente associações coletivas nem um número robusto de horas vagas. Denunciar acúmulos de lixo nas ruas por meio dos contatos dos serviços públicos ou da imprensa, demandar a atuação de cooperativas de carroceiros que fazem coleta seletiva na ausência ou baixa frequência de um serviço público do tipo, fazer panfletagem no local onde estuda, conhecer ONGs e coletivos de luta socioambiental aos quais poderá eventualmente aderir um dia, votar em candidatos que tenham um histórico de honestidade ambientalista e pró-social, assinar abaixo-assinados e petições que visem leis ambientalistas ou intervenções legais em locais de degradação ambiental, entre tantos outros meios, são ações possíveis.

Para quem pode dedicar o fim de semana ou uma folga durante os dias úteis, as opções são ainda mais amplas: aderir a coletivos de democracia urbano-ambiental (como o #OcupeEstelita em Recife e os defensores do Parque Augusta em São Paulo capital), conhecer ONGs ambientalistas e participar delas, agregar moradores de sua comunidade para causas como a implantação local de saneamento básico e a implantação de parques na cidade, buscar inspiração em trilhas ecológicas, treinar a escrita para redigir artigos de conscientização sócio-político-ambiental etc.

Em outras palavras, não é necessário esperar pelas ONGs. Você mesma(o) pode ser a pessoa ambientalista cujas providências você esperava “cair do céu” todos esses anos. Caso adira a uma ONG ou coletivo horizontalmente estruturado, você não precisará mais esperar pelos “ongueiros”, já que você será, em parte, a própria ONG ou coletivo em ação. O que esperamos então? Sejamos todos ativistas, da refeição até a intervenção política, e façamos deste mundo um lugar melhor de se viver para os seres sencientes.

imagrs

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