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Como aqueles que tanto se dizem defensores da “ordem e progresso” têm sido grandes causadores de desordem e retrocesso
A bandeira nacional dos conservadores vem com o lema "Ordem e Progresso" rasgado

A bandeira nacional dos conservadores vem com o lema “Ordem e Progresso” rasgado

Os conservadores brasileiros literalmente amam ostentar a bandeira do Brasil e dizer, com orgulho, que defendem a “ordem e progresso”, lema republicano nacional originado no positivismo do século 19. Mas a semana de 13 a 20 de março de 2016 evidenciou que, ao exato contrário do que vive falando sobre si mesma, a direita conservadora promoveu intensivamente desordem e retrocesso no país.

Tal semana foi um episódio negativo na história brasileira. Foi uma época em que a intolerância de direitistas fanáticos ascendeu ao ponto de inspirar agressões, nas ruas das cidades, contra petistas, pessoas de esquerda e mesmo gente que vestia camisa vermelha sem nenhum motivo político-partidário ou tinha “cara de petista”.

Também foi marcada pela situação de severa ameaça à ordem democrática brasileira, no pior momento para a democracia nacional desde o golpe de 1964. Em nome de um projeto de poder difícil de disfarçar, políticos e “pessoas da lei” conservadores empurraram goela abaixo do país e de suas instituições políticas e jurídicas uma série de abusos, com o intuito de derrubar a presidenta Dilma Rousseff por impeachment e condenar à prisão o ex-presidente Lula.

O que se viu então foi o alastramento da violência política, muitas vezes física, e a exaltação do conservadorismo, por muitos, como “solução” para os problemas de corrupção e mau governo. Em nenhum momento desde a ditadura civil-militar a democracia foi tão esmagada em favor de bandeiras conservadoras.

Nesse contexto, prevaleceram a desordem, por meio das agressões impunes contra “vermelhos” nas ruas e da degeneração dos debates sobre a corrupção e o governo Dilma em caos e hostilidade, e o retrocesso, com a violação de princípios democráticos, como a presunção de inocência, a legalidade e a tolerância a quem pensa diferente, e a ameaça da perda da maior parte dos avanços político-democráticos que o Brasil vivenciou desde a promulgação da Constituição de 1988.

Continuando desse jeito, a democracia se degenerará em oligarquia semiditatorial, com direitos políticos, civis e sociais gravemente reduzidos e a confirmação da supremacia dos políticos de direita e dos interesses empresariais. E a ordem voltará a incluir o silenciamento violento, oficialmente instituído, de quem discordar do regime político vigente.

Por mais que tenham se vestido de verde e amarelo no dia 13, os conservadores que apoiaram todas essas agressões nas avenidas das cidades e no âmbito institucional federal rasgaram a bandeira do Brasil, na parte que diz “Ordem e Progresso”. Promoveram uma grave situação de desordem política e social e estão empurrando o Brasil para um severo retrocesso em se tratando de direitos e democracia. Isso mostra o quanto são hipócritas em suas alegações de defender “um Brasil melhor”.

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Newton

março 22 2016 Responder

Ah, tá, o governo petista naufragou o país, e agora a fulpa culpa da desordem é daqueles que protestam contra o fim da bandidagem…
Claro que qualquer agressão é condenável, seja de onde vier, mas sejamos realistas : esqueceram dos black blocs, das agressões cometids no RJ no ano passado contra os “coxinhas”, houve tentativa de agressão por parte dos esquerdistas na PUC semana passada.
Não apoio espancarem esquerdistas, mas se colocarmos na balança, estes ainda são os campeões.

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