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Liberar o armamento civil é uma solução válida e eficaz para a criminalidade?

Devemos liberar o porte de armas para civis no Brasil?

Você defende a liberação do porte de armas de fogo para civis – ou, como muitos e talvez você dizem, “cidadãos de bem”?

Se sim, provavelmente acredita que essa medida vai diminuir a violência por causar medo nos criminosos. Afinal isso os fará pensar duas vezes antes de ir assaltar, estuprar, sequestrar, matar etc. alguém que esteja armado(a), e a consequência disso será uma sociedade mais segura e com menos crimes, certo?

Se você tem essa crença, recomendo que continue lendo. É importante você conhecer as implicações e consequências dessa reivindicação, assim como entender melhor como o crime pode ser efetivamente combatido e prevenido em sociedades como a brasileira.

 

Meu entendimento sobre a proposta do armamento civil

Imagem que manifesta a crença, dos defensores do armamento de civis, de que cidadãos armados farão os bandidos terem medo

Imagem que manifesta a crença, dos defensores do armamento de civis, de que cidadãos armados farão os bandidos terem medo

Pelo que pude compreender dos objetivos de revogar o Estatuto do Desarmamento e permitir aos cidadãos comuns o uso de armas em casa e nas ruas, o mais importante “instrumento” da medida, além da própria arma, é o medo. A intenção é, assim como permitir ao cidadão se defender e abortar o crime antes que ele se consume, fazer os bandidos sentirem na pele o elevado temor que hoje são as suas vítimas (e as potenciais futuras vítimas) que têm quando estão na rua.

É proporcionar uma realidade em que a segurança – ou melhor, a sensação de segurança – advenha do medo dos criminosos de atacar inocentes, já que poderão ser retaliados à bala e, com isso, gravemente feridos ou mortos.

E a partir daí, eles não veriam mais saída no crime, e teriam que partir para o trabalho honesto, ou, em caso de fracasso de encontrar emprego, na mendicância amistosa – ou seja, que não representa risco à segurança da pessoa a quem o mendigo pede esmola.

Mas será que esse pensamento é realmente sustentado pela realidade dos fatos? Isso vai realmente tornar a sociedade mais pacífica e segura?

Reagir com arma de fogo a ataques criminosos é seguro?

Será mesmo que armado você mata ou morre, e desarmado você morre?

Acredito que haja muita confiança, por parte dos defensores do armamento civil, na possibilidade de haver um imenso crescimento do número de reações bem-sucedidas a assaltos, nas quais a vítima reagente saia ilesa. E também no fato de que esse desejado aumento quantitativo imponha aos criminosos o medo de cometer crimes e atentar contra a vida de inocentes.

Mas será que realmente é verossímil que isso aconteça? Vejamos:

  • A Folha de S. Paulo, em 2009, realizou um levantamento de 56 casos de latrocínio (assalto seguido de morte) na Grande São Paulo (capital e região metropolitana) ocorridos em 2008. Desse número, 75% desses crimes foram resultantes de reação da vítima.
  • Em 2013, na capital paulista, um levantamento da Veja São Paulo revelou que, de 45 boletins de ocorrência de latrocínio entre janeiro e o início de junho daquele ano, em 25 deles foi registrado que a vítima tentou reagir e foi morta por isso.
  • No Rio Grande do Sul, no primeiro semestre de 2016 foram registrados 89 latrocínios, segundo a Secretaria de Segurança Pública daquele estado. Desses delitos, o delegado Emerson Wendt, chefe da Polícia Civil, apontou que “em 73% dos casos do primeiro semestre, a vítima esboçou algum tipo de atitude interpretada pelos criminosos como reação”.
  • No estado do Rio de Janeiro, foi apontado pelo jornal O Dia, a partir da ocorrência de mortes de vítimas em assaltos entre janeiro de abril de 2016, que os policiais militares, incluindo os que estão de folga, correm um risco 125 vezes maior de serem assassinados nesse tipo de crime do que cidadãos comuns.
    Comentando essa estatística, o vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, professor Renato Lima, revelou que os dois fatores decisivos para esse perigo extremo são a maior suscetibilidade de policiais em folga a andarem armados e reagirem a tentativas de roubo e o risco de serem identificados como policiais.
  • O delegado Jorge Lordello, em entrevista ao jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, relatou que 90% das vítimas que reagem a assaltos à mão armada são baleadas, morrendo ou não por causa disso.
  • As polícias civis e militares e secretarias estaduais de segurança pública de todo o Brasil são unânimes: ninguém deve reagir a assaltos, pois correrá um risco imensamente maior de ser morto pelo ladrão do que se não esboçar reação ou movimentos bruscos.

O que nós podemos concluir, diante de todos esses casos, é que, caso as pessoas comecem a andar armadas numa realidade em que o Estatuto do Desarmamento tenha sido revogado, elas correrão um risco gigantescamente maior de se tornarem vítimas fatais ou serem gravemente feridas.

Pelo visto, se correm um risco tão grande reagindo sem estar armadas, a reação com arma de fogo será ainda mais inconsequente e passível de acabar em tragédia. O bandido verá um risco muito maior de ser morto em caso de reação da vítima, o que nos faz concluir que ele será ainda mais implacável perante movimentos bruscos dos assaltados.

Nem os próprios policiais militares, treinados durante anos em quartéis militares para saberem atirar e lidar com bandidos, gozam de segurança plena. Andarem armados fora do serviço e terem essa profissão, ao invés de fazer os criminosos os temerem, tornam os policiais muito mais suscetíveis a morrer em latrocínios.

O que tende a acontecer, nesse futuro armamentista que eu considero distópico, é que os assaltantes estarão muito mais prontos para matar e morrer, e terão ainda menos misericórdia e hesitação em assassinar suas vítimas.

Afinal, cada vez mais pessoas inocentes, movidas pela ilusão de que a arma lhes deu mais poder contra bandidos, reagirão – na grande maioria das vezes de forma completamente destreinada e sem nenhuma destreza e habilidade com o manuseio ágil da arma.

Em outras palavras, armar os “cidadãos de bem” implicará fazê-los morrer violentamente muito mais do que já morrem hoje.

 

Um ainda mais onipresente império do medo

Uma sociedade com medo: o armamento civil só piorará isso

Considerando essa probabilidade quase certa de explosão do número de assassinatos no Brasil depois que os cidadãos comuns adquirirem armas e andarem com elas nas ruas, vislumbro um império do medo ainda mais poderoso do que aquele que existe hoje.

As pessoas terão ainda mais medo de sair às ruas, armadas ou não. A sociedade viverá muito mais dominada por esse sentimento, já que a probabilidade de inocentes morrerem de latrocínios explodirá.

E falando nisso, se formos observarmos a essência da cultura do armamento civil, tão desejada pelos defensores do mesmo, relembraremos que ela se baseia, acima de tudo, no medo.

Só que, no final das contas, não será o medo dos bandidos de serem feridos ou mortos por valentes “cidadãos de bem”. Mas sim o dos próprios cidadãos de serem abordados por eles.

O que os fará andar armados na rua será o medo de serem assaltados a qualquer momento. E considerando as estatísticas que apresentei e as tendências de aumento da criminalidade pós-revogação do Estatuto do Desarmamento, a arma na bolsa ou cintura e o medo serão elementos de um ciclo vicioso, no qual o temor de ser roubado e morrer de violência será cada vez maior.

Nesse contexto, os outrora defensores (não fanáticos) do armamento dos civis tenderão a se perguntar: por que, ao invés de paz e segurança, estamos vivendo com muito mais medo e perigo?

E é essa paz que precisamos debater hoje, antes que medidas pautadas em achismo pessoal, falácias argumentativas, conversão de exceções em “regra”, sentimento de vingança e demagogia política, como revogar o Estatuto do Desarmamento, inviabilizem-na por completo.

 

A busca da paz como objetivo do Estado

O que as pessoas querem é paz. E não conseguirão isso submetidas a uma ameaça cujas causas não são combatidas

A História da humanidade tem provado, a cada ano, que não existe paz verdadeira quando se tem uma ameaça a ela pairando. Quando uma sociedade é assombrada por essa ameaça, ela sente medo e não tem mais nenhuma sensação de paz e segurança.

No caso do armamento civil, a ameaça continuará existindo, só que ainda mais forte do que hoje. Por tabela, o medo generalizado também será agravado. Ou seja, nada de paz.

Até porque a causa da ameaça temida não é eliminada quando o Estado autoriza que os governados se armem. E algo cada vez mais provado é que a desigualdade social acentuada, na qual a riqueza e opulência de uma pequena minoria se contrasta com a pobreza, a miséria e a privação de direitos e de qualidade de vida da grande maioria, é um dos fatores que multiplicam a criminalidade num país.

Um exemplo é referente às constatações do seminário A redução da maioridade penal em debate: contexto social, juventude e sistema prisional, realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2015 (grifos meus):

A técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Enid Rocha iniciou o debate discutindo a relação entre a desigualdade social e a violência e pôs em foco a questão do preconceito racial como um dos fatores para a entrada dos jovens no conflito com a lei. “Quando pensamos neste adolescente, percebemos que a sua identidade é formada pela vulnerabilidade social e pela violência”.

De acordo com a sua pesquisa, sem escola, sem trabalho ou com inserção laboral precária, os jovens ficam mais desprotegidos e mais expostos, por exemplo, à cooptação pelo crime organizado (51% dos jovens que cumpriam medida socioeducativa de privação de liberdade não estudavam e 49% não trabalhavam).

Um segundo estudo foi apresentado pelo pesquisador do Ipea Daniel Cerqueira. A nota técnica Redução da Idade de Imputabilidade Penal, Educação e Criminalidade destaca que não existem, na literatura internacional, evidências de que o endurecimento das leis reduz a situação da violência de um país. Na mesma pesquisa, Cerqueira revelou que a chance de um jovem de 21 anos de idade e com até sete anos de estudo morrer por homicídio é 5,7 vezes maior do que a de outro com mais de sete anos de estudo.

A pesquisa intitulada Violência e desigualdade social, de 2002, por sua vez, assim relata em sua conclusão (grifos meus):

Os dados sugerem que a desigualdade no acesso a direitos alimenta a violência. As comunidades mais afetadas pela violência têm em comum uma superposição de carências. Os poucos elementos de proteção contra os efeitos da violência advêm da própria coletividade que, a despeito das condições muito adversas, em que a incivilidade e o desrespeito mútuo prosperam, resistem e mantém no dia-a-dia relações mais próximas e de mais cooperação com seus vizinhos do que moradores de outras regiões da cidade. O limite dessa resistência parece estar nos atos de violência que possivelmente são percebidos como ameaçando a própria sobrevivência. Nesses casos, eles se abstêm. Os moradores dos três distritos, de modo geral, parecem resistir mais às iniqüidades que outros moradores da cidade. A continuidade dessas carências, e desse parco acesso a direitos, parece decorrer muito mais da baixa capacidade de resposta do poder público do que da capacidade ou disposição desses moradores de agir coletivamente.

A discussão sobre a violência e sua relação com a manutenção (crescimento) da desigualdade teria que incorporar o papel que a falta de resposta do poder público desempenha na manutenção dos altos índices de violência. Não se trata aqui de pensar apenas o papel dos agentes encarregados de aplicar as leis mas de todos aqueles setores que deveriam garantir que a população tenha uma vida digna. Os dados apresentados reforçam que violência e insegurança caminham junto com pouca qualidade de vida, com ausência de política habitacional, com a implementação deficitária de serviços que podem provocar mais competição entre a população que se deseja, em tese, atender e proteger.

Mesmo a partir de um ponto de vista mais valorizador do crescimento econômico capitalista, aparecem estudos que revelam que a solução para a queda na violência será fruto apenas de políticas públicas e privadas estruturais. Um exemplo é o artigo Desemprego e violência em Brasília, de 2005, que conclui:

[…] a redução das taxas de violência, de crimes de diversas naturezas, do emprego de crianças passa, necessariamente pela aceleração da economia e pela redução das taxas de desemprego. Com isso, as soluções deverão aparecer e constar do ideário de governantes, empresários e cidadãos conscientes.

Em suma, tudo passa pelo Estado brasileiro assumir o compromisso e objetivo de semear a paz pública e a segurança na sociedade. E isso passa não só por desmilitarizar e aprimorar as polícias, mas também pela implementação de políticas estruturais que façam com que cada vez menos pessoas vejam motivos para cometer crimes.

Ou seja, não é simplesmente aumentar a velocidade do para-brisa para enxugar a água da chuva que cai, mas sim fazer a chuva parar.

 

Considerações finais

Uma sociedade armada é mais violenta

A reivindicação de abolir o Estatuto do Desarmamento e armar os “cidadãos de bem”, longe de resolver as causas da violência e prevenir que pessoas em situação de vulnerabilidade social, por motivos diversos, se tornem criminosas, tenta apenas enxugar o gelo da criminalidade.

E o pior é que esse enxugamento tende a só aumentar a água que sai desse gelo e deixar a toalha encharcada demais. Ou seja, além de não prevenir o surgimento de bandidos, os torna ainda mais perigosos, numa realidade em que a probabilidade maior de reação a assaltos fará com que eles matem mais inocentes.

E sobretudo, quando a defesa do armamento de civis se nega a reivindicar políticas estruturais, ela está deixando claro que não lhe interessa que o Estado objetive promover a paz, mas sim que proporcione uma ordem pública permeada de medo por todos os lados.

Essa sociedade sem paz, cheia de temor e fustigada por uma epidemia muito forte de assassinatos, que os anti-desarmamento estão reivindicando, será o nosso futuro, se você insistir nessa ideia sem analisá-la racionalmente e seus aliados políticos a fazerem prevalecer.

Com isso, se você quer realmente viver com segurança numa sociedade pacífica, ouça menos os apelos emocionais e falaciosos de quem defende o “direito do cidadão de bem” de andar armado, e mais as estatísticas e os estudos sérios de segurança pública e Sociologia do Crime.

Quem tenta apontar para você o armamento civil como “solução” para a criminalidade nada mais está do que manipulando você para crer em soluções fáceis e simples para problemas sociais complexos. E está fazendo isso com fins maliciosos e interesses políticos pessoais, que em nada têm a ver com o seu bem-estar. Portanto, eu sugiro: seja mais cético(a) perante pessoas desse tipo.

 

Leia mais sobre o tema:

 

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62 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Joifi

agosto 25 2018 Responder

Cara eu vejo o seguinte brasil. Hoje nois as vítimas não reagindo já morremos só por maldade do infrator. Você entrega o celular, você entrega o carro mas mesmo assim você toma um tiro na cara, se não acredita olha no YouTube tem milhares de vídeos. Eu acredito que se liberar o porte de armas para o cidadão que tem uma vida indonea vão está dando a chance de igualar o jogo não seremos mais mortos por qualquer coisa.e se você acha que essa escória da sociedade tem salvação meu amigo que Deus o proteja. Por que sem armas você só pode depender dele e da boa vontade do infrator de não atirar na tua cara. Meu amigo pense e agradeça a Deus se você nunca passou uma situação de desespero onde você não tem nada com q se defender EA pior sensação do mundo.

lol

agosto 20 2018 Responder

sou a favor do armamento para o cidadão do bem por esses fatos:

quando a pm entra em greve a bandidagem faz a festa, e se alguém se atrever a sair na rua já sabe. imagine então se a pm decide ficar de greve no país inteiro por várias semanas, aí estaremos todos ferrados porque não teremos nenhuma proteção;

uma vez eu vi na tv um cidadão armado que foi agredido por um grupo de manifestantes e o cidadão estava armado, sabe o que ele fez? NADA. só apenas apontou a arma pra população e todo mundo saiu correndo, ele só fez isso para se defender, se ele não tivesse arma concerteza teria sido lichado de graça, isso prova que as armas nas mãos de um cidadão honesto é possível sim;

o ladrão vai assaltar o cidadão do bem porque ele sabe que as chances de encontrar um cidadão armado é muito baixo, a prova disso é que nunca vemos bandido assaltando pm fardado, porque ele sabe que vai se dar mal. Com certeza se o bandido soubesse que o cidadão estivesse armado ele já saberia que não seria uma boa idéia o assaltar;

pessoas falam de armas em mãos de pessoas irresponsáveis, mas não tem estatística nenhuma, só é apenas um argumento superficial ;

pra alguém cometer massacre ou matar alguém com arma não precisa que o estado libere armas, pois a suposta pessoa pode ir numa biqueira ou em qualquer outro lugar comprar uma arma, a prova disso é que já tivemos massacres no Brasil mesmo com o tal do estatuto;

os homicidios nos brasil, onde o armamento é proibido, são assustadoramente mais altos que nos eua: no brasil em 2016 a taxa foi de 29.53 por 100 mil habitantes, já nos eua no mesmo período foi apenas 5.35 e olha que lá 90% da população é armada;

se formos contar apenas em números, o Brasil está em primeiro lugar em números de assassinatos: 61 mil assassinatos em 2016, até na china e na índia onde há mais de 1 bilhao de habitantes, os homicidios não chegam nem na metade disso;

pra mim o desarmamento é só uma ilusão, um conto de fadas, porque na realidade não dá certo, pra mim muitas mortes poderiam ser evitadas se todo o cidadão pudesse portar uma arma;

lol

agosto 20 2018 Responder

sou a favor do armamento para o cidadão do bem porque pelo menos veremos menos injustiças. se o governo falha na educação ou na falta de oportunidade isso não é problema nosso, e sim do governo; eu acho injusto só porque nossos governantes falham é a gente que tem que pagar o pato? não, não e não. enquanto os nossos governantes não quiserem resolver os problemas de nosso país, não vai adiantar nada o estatuto do desarmamento. pra mim esse estatuto só apenas fortalece a bandidagem. o estatuto do desarmamento só daria certo se não existisse nenhum ou quase nenhum tipo de criminalidade, aí seria outros quinhentos. mas passar mão na cabeça de bandido em país onde o governo é corrupto não adianta em nada. é como querer mimar mais ainda as crianças mimadas, concerteza elas vão cada vez mais fazendo coisas erradas e os pais apenas passam a mão na cabeça.

Marcelo

junho 6 2018 Responder

No Brasil o cidadão vai tirar habilitação tem aulas CFC, aulas práticas, exame psicotécnico e mesmo assim quando pega um veículo enche a cara de cachaça e droga e sai na rua fazendo merda.

TEM muitos cidadão que tira a mulher da casa dos pais se casa com ela depois passa espancar ela e os filhos na porrada e ainda é ameaçada se denunciar.

O cidadão está no trânsito leva uma fechada e fica pé da vida com o outro motorista ou motociclista com uma vontade imensa de matar.

O cidadão se desentende com vizinho que estaciona o carro bem na frente da garagem dele quando ele precisa transitar com o carro.

O cidadão é ciumento, é um torcedor de time de futebol fanático, é um religioso fanático etc….

Imagina todos esses cidadãos armado?

Alguém ainda dúvida? Precisa de estatística ou fonte disso tudo?

Kahllin

maio 30 2018 Responder

Uma sociedade armada é mais violenta?!!! Compara os índices de violência dos EUA q é um pais civilmente armado e onde as leis municipais, federais e estaduais funcionam e os índices de violência do Brasil q é um pais civilmente desarmado e onde as leis municipais, federais e estaduais não funcionam como deveriam e qnd funcionam são para defender o bandido e não a pessoa q foi agredida… q vc tem a resposta!!!

    Robson Fernando de Souza

    junho 13 2018 Responder

    Estados Unidos, aquele país que vive sofrendo com massacres um atrás do outro em escolas, cinemas e outros lugares cheios de pessoas?

Eduardo

março 2 2018 Responder

Muito se fala em teorias, existem pontos de vista de todos os lados e cada um defende sua opinião e muitos criam provas e ou buscam em alguma fonte que lhe ofereça aquilo que procura pois as outras não lhe são convenientes conforme sua crença.

Gostaria de um mundo de paz como foi mencionado acima ? Sim gostaria. Porem essa utopia nunca existiu em qualquer tempo desde que o mundo é mundo.

Se você quer paz, se prepare para a guerra. Sun Tzu.

Na questão do desarmamento apenas seria valido se realmente houvesse a possibilidade de 100% das armas forem extintas. É possível ? eu apoio. – Mas não é, então não tem meu apoio, pois isso se torna real apenas ao cidadão de bem e se um lado esta desarmado o outro lado jamais encontrará resistência. E se apenas uma qualquer pessoa tenha o “direito” de se armar, “EU” também tenho o mesmo direito.

Ao armamento civil, deveria sim existir um curso obrigatório aonde o candidato aprenda a manusear corretamente e que durante esse curso fosse avaliado psicologicamente também para ao fim do curso possa possuir tal documento autorizando o porte de armas de fogo.
Mas também acho que a responsabilidade de portar uma arma deva o de ser em auxiliar em qualquer cidadão em necessidade ou mesmo os agentes policiais em determinadas situações.

Existe o risco, claro que sim, o mesmo que todos correm ao tirar sua carta de motorista por exemplo, o mesmo risco deveria também correr o outro lado ao querer aliviar outros cidadãos da carga dos seus pertences, porque hoje eles simplesmente tem a tranquilidade de abordar a grande maioria da população que sabem que apenas ma pequena parte dela terá como reagir a altura.

Isso é uma lei da vida e nao apenas de alguma legislação.
O DIREITO DE SE DEFENDER E O DE DEFENDER SEUS BENS E FAMILIARES.

    Robson Fernando de Souza

    março 3 2018 Responder

    Muito se fala em teorias, existem pontos de vista de todos os lados e cada um defende sua opinião e muitos criam provas e ou buscam em alguma fonte que lhe ofereça aquilo que procura pois as outras não lhe são convenientes conforme sua crença.

    No seu caso, você não criou nem buscou provas. Só trouxe uma opinião crua, de senso comum e sem embasamento.

    Gostaria de um mundo de paz como foi mencionado acima ? Sim gostaria. Porem essa utopia nunca existiu em qualquer tempo desde que o mundo é mundo.
    Se você quer paz, se prepare para a guerra. Sun Tzu.

    Se algo nunca existiu no passado, não quer dizer que nunca vá existir no futuro. Dizer o contrário é cair em falácia non sequitur (conclusão não condiz com a premissa).

    Na questão do desarmamento apenas seria valido se realmente houvesse a possibilidade de 100% das armas forem extintas. É possível ? eu apoio.

    Possibilidade existe – e envolve, por exemplo, o desmonte das ideologias de hierarquização e controle da ordem social por meio da violência.

    Mas não é, então não tem meu apoio, pois isso se torna real apenas ao cidadão de bem e se um lado esta desarmado o outro lado jamais encontrará resistência.

    Sobre a crença de que existem “cidadãos de bem” 100% bondosos e bandidos 100% malignos, recomendo:
    http://consciencia.blog.br/2014/02/o-falso-maniqueismo-entre-cidadaos-de-bem-e-vagabundos.html

    E se apenas uma qualquer pessoa tenha o “direito” de se armar, “EU” também tenho o mesmo direito.

    Você deseja um direito (portar armas) que implica a supressão de outros direitos (à paz, à segurança legítima – diferente da mera sensação de segurança -, à dignidade humana – considerando o uso criminoso de armas por “cidadãos de bem” racistas, machistas, antiesquerdistas etc.)?

    Ao armamento civil, deveria sim existir um curso obrigatório aonde o candidato aprenda a manusear corretamente e que durante esse curso fosse avaliado psicologicamente também para ao fim do curso possa possuir tal documento autorizando o porte de armas de fogo.

    Nesse caso você defende o desvio de investimentos que iriam pra políticas sociais de prevenção do crime e pro aperfeiçoamento da polícia pra cursos de manuseio de armas – obrigatórios ainda por cima?

    Mas também acho que a responsabilidade de portar uma arma deva o de ser em auxiliar em qualquer cidadão em necessidade ou mesmo os agentes policiais em determinadas situações.

    Que necessidades seriam essas em que civis precisariam de armas (fora, por exemplo, se defender de animais selvagens em trilhas)?

    Existe o risco, claro que sim, o mesmo que todos correm ao tirar sua carta de motorista por exemplo,

    Essa é uma falsa analogia. A utilidade dos carros não é matar, ferir e coagir pessoas, ao contrário das armas.

    o mesmo risco deveria também correr o outro lado ao querer aliviar outros cidadãos da carga dos seus pertences, porque hoje eles simplesmente tem a tranquilidade de abordar a grande maioria da população que sabem que apenas ma pequena parte dela terá como reagir a altura.

    Não entendi.

    Isso é uma lei da vida e nao apenas de alguma legislação.
    O DIREITO DE SE DEFENDER E O DE DEFENDER SEUS BENS E FAMILIARES.

    Não seria melhor defender o direito de viver em paz e não precisar se defender?

Ruan viana

janeiro 17 2018 Responder

eu acho que não seria a solução vouta o porte de armas no Brasil, até porque o Brasil já viveu essa experiência do armamento civil nos anos 90. Existe estatísticas que provão que na maioria das reações dos cidadãos armados contra assaltantes armados , ou o cidadão saia gravemente ferido ou saia morto ,isso na década de 90 quando todos podiam andar armados no Brasil .Então por favor senhores parlamentares não vamos andar pra traz com essa idéia absurda que é o rearmamento da população . Desarmamento já!

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 17 2018 Responder

    Apoiado, Ruan.

Van Paulino

janeiro 2 2018 Responder

A parte do texto que diz que cidadão armado corre perigo, pois pode reagir e morrer.
Agora pense comigo: Se todos nós tivermos armas, e você estiver sendo assaltado, você não precisa nem reagir, pois se eu estiver vendo a cena, só aguardaria os bandidos terminarem (para a segurança de quem está sendo assaltado) e esperaria eles darem as costas, então eu os fuzilaria.
Os policiais de folga correm perigo pelo mesmo motivo, estão sozinhos na multidão.
Um cidadão armado, com controle psicológico e bem treinado, é uma extensão da força policial, ele pode prover segurança não só pra si próprio, como também para os que estão ao seu Redor.
Claro que a liberação traria alguns efeitos colaterais, mas acredito que não seja maior doque os atuais que já temos graças ao estatuto do desarmamento.
E também, há critérios e exigências para se ter o porte, como exame psicológico e prova prática.
Porém Acredito que deveria ser um pouco mais rígido os critérios, como treinos constantes, e até uma pesquisa com os vizinhos para saber o histórico e comportamento do solicitante ao porte, para não ser concedido para algum alcólatra brigão, que bata nos filhos e na mulher etc.
É a solução definitiva para violência ? Acredito que não, mas iria diminuir invasões, roubos e estupros (visto que principalmente em estupros, a maioria não usam armas, se valem principalmente da força física masculina)
Eu me sentiria mais seguro sabendo que minha filha anda com uma arma na bolsa, podendo se defender de um estuprador, você não ?
Então, para mim já é válido.
E Se no final não der certo, proíbe de novo, Afinal já foi feito uma vez.
Acredito que Vale a pena ser tentado.

    Robson Fernando de Souza

    janeiro 2 2018 Responder

    Agora pense comigo: Se todos nós tivermos armas, e você estiver sendo assaltado, você não precisa nem reagir, pois se eu estiver vendo a cena, só aguardaria os bandidos terminarem (para a segurança de quem está sendo assaltado) e esperaria eles darem as costas, então eu os fuzilaria.

    Não seria melhor o crime em questão não acontecer, ser prevenido antes que viesse a ocorrer?
    Discursos como o seu não parecem visar tornar a sociedade mais pacífica e menos violenta, mas sim promover a vingança e tornar a sociedade mais violenta em mão dupla, tanto pra inocentes quanto pros criminosos.

    Os policiais de folga correm perigo pelo mesmo motivo, estão sozinhos na multidão.
    Um cidadão armado, com controle psicológico e bem treinado, é uma extensão da força policial, ele pode prover segurança não só pra si próprio, como também para os que estão ao seu Redor.
    Claro que a liberação traria alguns efeitos colaterais, mas acredito que não seja maior doque os atuais que já temos graças ao estatuto do desarmamento.

    1. Promover a segurança dos cidadãos é dever do Estado. Delegar esse dever aos cidadãos comuns é isentar o poder público dessa obrigação e ainda colocar em risco de morte quem deveria estar sendo protegido e, ao invés, está sendo obrigado a andar armado e reagir a crimes sob risco extremo.
    2. Você tem alguma prova científica de que os efeitos colaterais da liberação do armamento civil seriam menores do que os que você atribui ao Estatuto do Desarmamento? Ou é, como vc mesmo falou, questão de você “acreditar”?

    E também, há critérios e exigências para se ter o porte, como exame psicológico e prova prática. Porém Acredito que deveria ser um pouco mais rígido os critérios, como treinos constantes, e até uma pesquisa com os vizinhos para saber o histórico e comportamento do solicitante ao porte, para não ser concedido para algum alcólatra brigão, que bata nos filhos e na mulher etc.

    Vc não acredita que toda essa política pública de fazer exames psicológicos, treinamentos, provas práticas e pesquisas sobre os antecedentes dos pretendentes a portadores de armas não iria demandar verbas públicas (ou seja, dinheiro dos impostos) que poderiam ser muito melhor investidas em políticas sociais (educação, lazer, cultura de paz etc.) que previnam o crime antes que ele aconteça?

    É a solução definitiva para violência ? Acredito que não, mas iria diminuir invasões, roubos e estupros (visto que principalmente em estupros, a maioria não usam armas, se valem principalmente da força física masculina)

    Você tem prova de que isso iria acontecer? Ou é, novamente, uma questão de você “acreditar” com fé que isso será verdade?

    Eu me sentiria mais seguro sabendo que minha filha anda com uma arma na bolsa, podendo se defender de um estuprador, você não ? Então, para mim já é válido.

    1. Não seria melhor a sociedade não criar estupradores em sua cultura, ao invés de ensinar a mulher a ter medo e a colocar sua própria vida em risco reagindo a investidas de criminosos?
    2. E se o estuprador em questão for alguém que ela menos espera que seja – como um “namorado” ou parentes? Lembre-se que a maior parte dos crimes de violência – física e sexual – contra a mulher não correspondem ao estereótipo de “estuprador anônimo vagando na noite escura procurando mulheres andando sozinhas pra atacar”.

    E Se no final não der certo, proíbe de novo, Afinal já foi feito uma vez.
    Acredito que Vale a pena ser tentado.

    Ou seja, você defende apostar vidas humanas numa política que dezenas de estudos já contrarrecomendam?

      Douglas

      fevereiro 14 2018 Responder

      Ora, o PT ficou mais de uma década e não resolveu a segurança com seu discurso de socialismo, e olha a bagunça que está a sociedade. Agora, quando aparece um político disposto a da ao cidadão o direito de no mínimo se defender, vocês querem criticar dizendo que não vai adiantar. Não vai acabar com a violência, isso é óbvio, mas vai reduzir, sim. A solução é mais complexa, concordo. Mas até que se resolva, de ao cidadão o direito de defender sua vida e a da sua família.

        Robson Fernando de Souza

        fevereiro 14 2018 Responder

        O texto mostrou várias evidências de que armar civis não vai reduzir a violência. Quais são as contraprovas que você tem pra dizer que “vai reduzir sim”?

Batata(apelido)

dezembro 18 2017 Responder

Olá, eu acho que deveria se liberar as armas pros civis, mas com certificados e requerimentod especificos, tipo, ter mais de 18 anos, ter uma carteira de porte de armas, rg, titulo de eleitor, e um monte de requerimentos(como fazer um exame psicológico) para se ter mais segurança, pelo menos tentar fazer com que nenhum pisicopata tenha uma arma só tendo dinheiro

    Robson Fernando de Souza

    dezembro 20 2017 Responder

    Se não me engano, essa já é a realidade hoje – só a idade mínima que é diferente: 25 anos. Ao contrário do que muitos dizem, o comércio de armas no Brasil não foi proibido, só foi tornado mais difícil.

Cesar

dezembro 7 2017 Responder

Olá
Estas estatísticas não informam se a vitima que reagiu estava armada ou não. Um grande vies para tirar conclusões
Para ter o porte a pessoa precisa manter um treinamento constante.
Venha ver um dia o treinamento destas pessoas e verás a diferença em ter uma arma. E saber utilizar a mesma.
As leis contra os crimes já existem só precisam ser compridas. Fato que não ocorre. Não precisam ser endurecidas. Outro problema são as brechas para que elas sejam compridas.
Se voce não tem uma arma. Não sabe usar uma arma. Com certeza na hora do aperto vai querer estar atras de alguem que saiba utilizar uma.

    Robson Fernando de Souza

    dezembro 7 2017 Responder

    É aquela coisa: será que o Estado investiria em cursos de treinamento e defesa pessoal pra milhões de pessoas? Ou isso seria jogado pra iniciativa privada, que restringiria esses cursos e, por tabela, o “direito à autodefesa” do cidadão armado apenas pra quem pode pagar três ou quatro dígitos de reais?

Renaldo.

dezembro 5 2017 Responder

Sou policial militar aposentado a quase onze anos. E digo que comprei a minha primeira arma de fogo quando tinha por volta de quatorze anos de idade e de lá para cá sempre tive uma arma em minha residência para minha defesa e de minha família, e nunca precisei usar lá, mas ainda acho importante em manter minha arma em casa para uma eventualidade, me sinto seguro assim. Porque sei que se eu precisar me defender minha arma está ao alcance de minha mão, enquanto que se eu não tivesse arma teria que esperar meus colegas chegarem talvez eu e minha.familia estaríamos em apuro maior. Sou a favor ao cidadao ter o direito a sua legítima defesa.

    Robson Fernando de Souza

    dezembro 5 2017 Responder

    Reinaldo, você é a favor de que ~qualquer~ cidadão tenha uma arma, mesmo se ele for, por exemplo, um misógino, homofóbico e antiesquerdista fanático (ou seja, alguém propenso a matar mulheres feministas, homossexuais e militantes de esquerda e usar a arma pra ameaçar, coagir e manipular sua esposa) e não tiver treinamento em manuseio de armas e defesa pessoal?

Alexandre

novembro 13 2017 Responder

Eu prefiro que aumentem o numero de policiais na rua,melhore as armas fornecidas a eles ,carros blindados e motos para chegarem mais rapido ao local e leis que os sirva de suporte,cameras nas viaturas e nos policiais para aumentar o monitoramento e caso necessite de reforcos a central ja vai ter visto pela camera,o que levaria a uma resposta mais rapida.
Se nao der certo assim ae concordo em liberar porte de armas

    Robson Fernando de Souza

    novembro 13 2017 Responder

    Talvez isso diminua um pouco as estatísticas em alguns locais, mas é preciso políticas mais de base e sociais pra de fato diminuir permanentemente a criminalidade e também prevenir o aparecimento de novos criminosos.

Marlon

outubro 23 2017 Responder

apos ler o artigo, creio eu que uma sociedade armada não será a solução para a criminalidade no Brasil, pois como o próprio artigo diz: ”O que tende a acontecer, nesse futuro armamentista que eu considero distópico, é que os assaltantes estarão muito mais prontos para matar e morrer, e terão ainda menos misericórdia e hesitação em assassinar suas vítima”

assim tornando os números de latrocínio no país muito maiores…

Renato

outubro 18 2017 Responder

Bom eu penso o seguinte: Se as Leis no Brasil fossem mais rigorosas e se fizessem valer as leis aos marginais que usam armas de fogo para roubar, matar etc… etc… aew eu seria contra o armamento… Porm em um País que o bandido faz o que bem entende e nada acontece até pelo contrario pois quando vão presos ainda recebem salarios maiores do que os trabalhadores Brasileiros… então eu sou 100% a favor do Porte de armas aos cidadão de bem sim…..

Hoje vc é vitima e vai a uma delegacia fazer ocorrencia a noite o escrivão lhe recebe com uma má vontade e apenas lhe diz: “””isso é só estatisca não á o que fazer nem sei pq perdem tempo em virem fazer ocorrencias ainda “””
Eu pessoalmente tive 3 veiculos roubados em menos de 40 dias e só fiz a primeira ocorrencia depois não perdi mais meu tempo…. sem falar que minha profissão eu vejo de tudo e afirmo que um cidadão de bem armado iria sim diminuir e muito a desvantagem perante a bandidagem mas claro que as leis tbm devem mudar e serem mais rigorosas principalmente aos marginais pois não adianta acharem uma forma de só lucrarem e engordarem o sistema em sima do cidadão de bem armado….

Jean Carlos Pancieri

outubro 15 2017 Responder

Armamento não resolverá o problema da criminalidade, mas pelo menos dará direito a cidadão de bem se defender.

    Robson Fernando de Souza

    outubro 17 2017 Responder

    E o “direito” de ter dezenas de vezes mais chances de ser assassinado pelo bandido num assalto ao qual poderia sobreviver – e, por tabela, piorar as estatísticas criminais.

Luiza Ramos Pellenz

setembro 17 2017 Responder

Nossaaa, amei o debate sobre esse tema, concordo plenamente cm o posicionamento colocado além de ter me ajudado cm a redação :)

    Robson Fernando de Souza

    setembro 22 2017 Responder

    Fico feliz que o artigo tenha ajudado você, Luiza =) Abs!

Goulart

setembro 17 2017 Responder

Nos USA funciona,entao as pessoas reagem,matam o bandido,e a violencia diminui,simples.

    Robson Fernando de Souza

    setembro 22 2017 Responder

    Você tem estatísticas pra provar isso?

      Jhenifer

      outubro 4 2017 Responder

      Os 8 estados americanos com mais restrições à posse de armas possuem um índice de homicídio com armas de fogo per capita 60% maior do que os 8 estados americanos menos restritivos (ver aqui e aqui).

      Os 9 países europeus com menos armas de fogo por habitante apresentam uma taxa de homicídios per capita três vezes maior que os 9 países europeus com mais armas de fogo por habitante (ver aqui, paginas 688 e 689).

      Poder-se-ia argumentar que o armamento civil é uma variável irrelevante diante de diferenças históricas, políticas e culturais. Mas a recorrente e abrupta elevação da criminalidade resultante da promulgação de legislações de controle de armas prova o contrário.

      Os gráficos abaixo (fonte aqui) mostram a série histórica de assassinatos por 100 mil habitantes da Irlanda e da Jamaica, respectivamente. A linha vertical indica o ano em que armas de fogo foram efetivamente abolidas para civis.

        Robson Fernando de Souza

        outubro 4 2017 Responder

        Fonte? (você copiou e colou o conteúdo sem os devidos links)

Alex

setembro 16 2017 Responder

Eu apoio SIM AO PORTE DE ARMAS
SOLUÇAO: pelomenos as pessoas de bem se defendem dos ladrão
E uma boa opção
TENHO CERTEZA
Disso

    Robson Fernando de Souza

    setembro 22 2017 Responder

    Você ao menos leu o artigo?

Pedro Nunes Moreira

setembro 12 2017 Responder

Enquanto a política social não muda os brasileiros devem ter pelo menos o direito de se defender. Até quando as autoridades vão ficar assistindo o terror . Se o povo foi desarmado teria que ser indenizado pelo estado por todos os danos sobre eles , como diz à constituição federal , direito a segurança.

DAVID

agosto 24 2017 Responder

Para ter o real dos números de vítimas que estão armadas e reagem, libere o porte de armas, ai com certeza vai ter, além de bandido também morrendo, redução na criminalidade, os manos vao começar a pensar mais antes de sair metendo o cano de qualquer um que der a louca neles

José Augusto

agosto 11 2017 Responder

O Estatuto do Desarmamento, foi, e é, um tremendo fiasco. Ter uma arma, é opcional. Quem é contra a liberação, é fácil, não se arme. Se tenho obrigação de me alistar, e votar contra a minha vontade, quero ter o DIREITO de comprar e portar a minha arma.

JOAO ALEXANDRE VILLAS BOAS MAIA

julho 14 2017 Responder

QUEM É CONTRA AS ARMAS, NÃO SE ARME,,,NINGUEM É OBRIGADO A TER ARMAS….,MAS PROIBIR O DIREITO DE POSSUIR ARMAS…ISSO SIM É UMA TEMERIDADE…

leandro

junho 30 2017 Responder

É SIMPLES. sem textão, se o porte de arma for liberado, será uma opção de cada um, então se vc é contra, anda desarmado, e pronto, e deixa quer quer ter o direito de defesa, se armar.

Paulo Guarnieri

junho 27 2017 Responder

Ao longo do texto fui me lembrando de acontecimentos históricos da minha cidade. Lembro de uma quadrilha de assaltantes que infernizou aqui durante anos, com inumeros latrocinios, até que foram mortos em uma emboscada, não da policia, mas de populares. Ninguem sentia-se seguro sem armas, e após todos se armarem essa quadrilha finalmente deixou de existir. Lembro também que meu pai e meu avo tinham revolveres, e nunca mataram ninguem. Não portavam, so tinham posse. E de um vizinho que impediu o arrombamento da casa de uma velhinha, que estava em casa, e o bandido estava armado, mas foi rendido pelas costas. Quem surpreendeu quem? Provavelmente ela teria sido morta.
Então não adianta vir com conversa de que as pessoas armadas não vão se defender dos bandidos. O mesmo Estado que arma os traficantes e assaltantes com fuzis, metralhadoras, etc… agora quer desarmar os trabalhadores? De onde vieram as armas dos bandidos? Impossivel imaginar todo esse fornecimento de armas e drogas sem participação do próprio estado.
Ninguem tem dados suficientes para afirmar. Quantos criminosos foram afugentados? Quantos homicidios foram impedidos? Quantos desistiram de uma ação ao perceberem que a quase vitima estava armada? Quando a policia mata um criminoso em um enfrentamento, isso é contado como homicídio também? Uma reação a partir de dentro de casa é igual a uma reação na rua? Quantas reações são feitas com armas de fogo e quantas sem? É o mesmo? Qual o motivo da reação das vítimas?
E por fim, esse estatuto só atinge os pobres, já que os ricos mesmo quando matam alguem compram até o juiz pra não ir preso. Imagine se eles serão incomodados por terem uma arma. Trata-se de só mais uma opressão do estado contra os desfavorecidos da sociedade.

    Robson Fernando de Souza

    junho 28 2017 Responder

    Paulo, esse argumento é uma falácia de evidência anedótica, por colocar um relato pessoal como se fosse praticamente uma prova científica e universal de que liberar o armamento civil vai combater a violência.

      Paulo Guarnieri

      julho 16 2017 Responder

      Onde eu disse que minha experiencia sobre o assunto é uma prova cientifica? E por acaso vc teria evidencias melhores? [Trecho grosseiro e desrespeitoso apagado. Por sua postura fechada a debate, não o responderei fora esta edição. RFS] Fazer evidencia anedótica a favor do estatuto é valido mas do lado oposto não? É uma questão lógica: se o próprio estado é responsavel pelo trafico de armas e drogas, como se arroga o monopólio de dar segurança a população, que ele vai desarmar ( enquanto arma os bandidos )?

      roberval

      agosto 26 2017 Responder

      vc tentaria entrar em uma casa sabendo que o morador estaria armado?

        Edson Luiz

        novembro 27 2017 Responder

        se o bandido quiser ele vai entrar, e ainda vai tentar roubar a arma…

PAULO ROCHA

junho 25 2017 Responder

o aniquilamento progressivo da populaao interessa um governo despota
assim como as queras interessam as governos ricos
por isso sim ao armamento do cidadao de bem

PAULO

junho 25 2017 Responder

SIM AO PORTE DE ARMAS
SOLUÇAO ? NAO SEI
UNICA OPÇAO
CERTEZA
TENHO CERTEZA

PAULO ROCHA

junho 25 2017 Responder

arme-se a populçao de bem
pois o estado é CORRUPTO INEFICAZ
SO NOS RESTA IR
AO PORTE DE ARMAS
O GOVERNO TEME UMA POPULAÇAO ARMADA POIS É DESPOTA
COVARDE

Laercio F Oliveira

maio 29 2017 Responder

Apenas uma questão, simples, porém extremamente pertinente quanto ao artigo:
A citada “estatística” da Folha, realizada em 2009, considera “reação” da vítima, concluindo que esta não deve reagir. Contudo, não cita quais os meios de reação que foram empregados nos casos considerados. Contudo, é de supor, considerando a vigência do “Estatudo do Desarmamento” no ano apontado, que as vítimas não contavam com armas para sua reação ou defesa. Assim, a “estatística” já mostra-se totalmente imprestável ao pretendido fim de justificar o controle e a manutenção da proibição de porte de arma ao civil.

antônio

maio 2 2017 Responder

Toda essa violência acontece porque para manter toda essa esfera , existe o crime do colarinho branco que financia a bandidagem e quase tudo que há de recursos a população de bem ! Quando mudarem as leis com punições mais SEVERAS , onde o cara que mata , rouba , sequestra , estupra , planeja tragédias ESSE MERECE PENA DE MORTE , SALVO NOS CASOS EM QUE VC POSSA VIR A MATAR POR LEGÍTIMA DEFESA , é um caso a ser investigado . Nosso Brasil é assim porque as leis são fracas onde Eike Batista é solto , Adriana Anselmo , onde LULA quer tentar reeleição , TUDO NESSE PAIS TÁ ERRADO E ESSES ERROS TEM QUE COMEÇAR A SER CORRIGIDOS POR BRASÍLIA , E SOU A FAVOR SIM DO CIDADÃO QUE NÃO TENHA ANTECEDENTES CRIMINAIS MERECE RECEBER PORTE DE ARMA SIM , E TANTO TER ARMAMENTO PESADO EM CASA RESTRITO A SUA RESIDÊNCIA , E UMA DE PEQUENO PORTE AO SAIR DE CASA ! [Respondendo à sua “observação”: comentários que infringem as regras do blog são apagados independente de pedido ou “exigência” dos comentadores. Seu comentário não será porque não as infringe. Evite grosseria, ofensa, preconceito e outros abusos pra não ter seus próximos comentários apagados. RFS]

Takeso

fevereiro 16 2017 Responder

O que deveríamos discutir é o registro e controle efetivo das armas e munições, pois, na mesma linha de raciocínio deveria ser proibido também a comercialização de veículos automotores pelo simples fato de que somente no ano de 2015 morreram mais de 45.000 pessoas no trânsito.
Somente será possível termos a efetiva segurança, quando os cidadãos forem livres, quando o direito de propriedade for respeitado.
O bandido não tem pena de ninguém, o bandido não respeita ou dá o menor valor a vida, o bandido vive as margens da lei.
Desarmado você morre. Armado você mata ou morre!
Não sou a favor de que venhamos a viver em um faroeste, mas sou totalmente contra a ter cerceado o meu direito de defender a minha família.

S1nda

fevereiro 7 2017 Responder

Comentário agressivo e grosseiro apagado. Quando souber discordar do texto sem ter ódio do autor, volte aqui. RFS

Runnerba

novembro 4 2016 Responder

Interessante como TODAS AS ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS SÃO O CONTRARIO DO CITADO NO TEXTO. Será que o Brasil é tão diferente assim? Amigos, se os bandidos tem o “direito” de nos atacar, temos o direito de nos defender, DIREITOS IGUAIS. Armas são meios MUITO EFICAZES de autodefesa, se não fossem, não existiriam seguranças ARMADOS E ONIPRESENTES EM TODAS AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS, na GOLOBO, nas prefeituras, nas indústrias, etc, etc. DESARMEM TODOS OS BANDIDOS E CONVERSAMOS SOBRE DESARMAMENTO DAS VÍTIMAS.

    Robson Fernando de Souza

    novembro 4 2016 Responder

    “Interessante como TODAS AS ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS SÃO O CONTRARIO DO CITADO NO TEXTO.”

    Você pode citar pelo menos três delas? Caso não cite, estará usando de falácia de apelo à autoridade anônima, ou seja, um argumento completamente inválido.

    roberval

    agosto 26 2017 Responder

    DEUS fez os homens diferente (na força),Samuel Colt os tornou iguais

felipão

outubro 22 2016 Responder

não quero ter arma e não acho que revogar o estatuto vai aumentar ou diminuir a criminalidade, isso se faz com políticas de estado sérias… o bandido vai ter acesso a arma com estatuto ou sem…
Mas quero ter o direito de tê-la, simples assim!

Luciana

setembro 27 2016 Responder

Boa tarde!
Eu sou Estudante de Direito e EXTREMAMENTE CONTRA a revogação do Estatuto do desarmamento!
Eu sou moradora da Cidade do Rio de Janeiro,uma das Cidades mais violentas do Brasil e tenho a convicção de que pôr armas nas mãos de Civis não é a solução!
Como todos acompanham,estamos com um Governo de Estado falido devido aos desvios de verbas e dinheiro Público praticados durante a Gestão do Sr Sérgio Cabral e com esta Gestão completamente falha do Sr Pezão-Dorneles e um Estado omisso contribui diretamente para o aumento da violência urbana.
[Trecho de ódio aos pobres apagado. Estava bom até começar a regurgitar preconceito contra a população das favelas. Este blog não tolera preconceito, nem comentadores preconceituosos, esteja avisada. RFS]

Mas as pessoas parecem não estar satisfeitas e querem mais!Querem abastecer as indústrias de armas quando até o Presidente Barack Obama dos USA já cogitou mudar a lei e desarmar a população devido ao aumento de casos de civis baleando civis.E aqui nós vamos andar para trás???
Por quê?

Leiam o Código Penal Brasileiro!!!

A paz é a solução e não a guerra!!!

Seguir o exemplo deixado por líderes como Jesus e Gandhi é mil vezes melhor do que seguir Hitler;Mussoline e tantos outros!

Luciano

setembro 18 2016 Responder

Enquanto isso os bandidos continuam armados, poderosos rindo de nossas caras. Dizem que bandido não se intimida com policia más não tem peito de aço e muito menos cabeça de ferro os noticiários e videos na internet mostram isso claramente e francamente eu também acho que o cidadão tem o direito de se defender pois o cidadão trabalha paga seus impostos ai vem um bando de parasitas meter a mão em tudo que ele conquistou com muita luta e ele é obrigado a baixar a cabeça e mesmo assim os bandidos o matam só pelo prazer de ver o corpo cair ao chão e depois vão em algum bailão da vida cheirar cocaína, se divertir com as mulheres, lembrar da cara do cidadão assassinado e dar altas gargalhadas… lamentável.

Newton

agosto 19 2016 Responder

Existe uma falha na análise das estatísticas: a chance da vítima morrer ao reagir é alta, mas isso ocorre justamente porque o criminoso tem certeza que a vítima está desarmada.
Se as armas são permitidas, o assaltante irá pensar duas vezes antes de agir, pois a chance de ser morto agora é real e presente.
A maior utilidade do armamento não é matar, mas sim, intimidar. E é justamente isso que ocorre, por exemplo, nos EUA, onde apesar de haver permissão de armamento, o número de assassinatos é muito menor do que em países onde as armas são proibidas.
Os policiais são vítimas aqui não por estarem armados, mas por serem policiais, muitas vezes alvos de vingança por parte de criminosos.

    Robson Fernando de Souza

    agosto 19 2016 Responder

    Newton, peço que leia o artigo totalmente. E se possível, as matérias e estudos linkados, que incluem o perigo que os próprios policiais, assim identificados ou não pelos ladrões, passam ao serem assaltados fora do serviço.

      Newton

      agosto 21 2016 Responder

      Com 56.337 homicídios ocorridos em 2012, o país registrou 29 mortes violentas a cada 100 mil habitantes, número quase cinco vezes maior do que o índice mundial (6,2).

      As estatísticas foram contabilizadas pelo Observatório de Homicídios pertencente ao Instituto Igarapé, do Rio de Janeiro. Não se trata de nenhuma novidade, uma vez que, ano após ano, o Brasil quebra consecutivos recordes de criminalidade violenta, entre elas os homicídios.

      Concomitantemente, continua circulando a informação de que 120 mil vidas teriam sido “salvas” pelo advento do chamado Estatuto do Desarmamento, o qual foi aprovado em dezembro de 2003 em uma conturbada votação que ocorreu em plena vigência do “mensalão”, recurso por meio do qual o poder executivo pagava propina ao Congresso em troca da aprovação de projetos de lei de seu interesse.

      De acordo com essa tese, graças ao Estatuto do Desarmamento a crescente “epidemia” de homicídios teria sido reduzida, o que na prática resultaria em vidas poupadas.

      Seria mesmo esse o caso? Como “prever” taxas de homicídios? Essa metodologia de projeção de crimes é utilizada em mais algum lugar do mundo para se medir eficiência em Segurança Pública? Seria possível comprovar a causalidade entre a restrição de armas legais e a queda dos homicídios?

      Quase 5 anos atrás, os shoppings começaram adotar seguranças armados depois de um surto de roubos à lojas, em especial joalherias. Como não poderia deixar de ser, os desarmamentistas, profetas do caos, começaram a gritaria de que isso geraria tiroteios e mortes.

      Um desses profetas de araque foi o “especialista” em segurança pública José Vicente, que inclusive participa das audiências públicas sobre o PL 3722.

      Passados 5 anos, o que aconteceu? Alguém se lembra da última vez que houve um roubo em shopping? Houve alguma morte? Tiroteio? Algum segurança armado matou algum cliente em uma discussão? Zero! Nada! Nem roubos, nem mortes. Mais armas e menos crimes

      As mulheres são as maiores vítimas do desarmamento. As tentativas de estupro são consumadas 32% das vezes, mas o índice cai para 3% quando a vítima está armada. A proteção adicional que uma arma de fogo oferece para uma mulher é enorme, impondo maiores custos às ações criminosas contra mulheres em geral.

      Com efeito, dados criminalísticos indicam que uma mulher armada adicional aumenta a segurança da população feminina a uma taxa maior do que um homem a mais armado aumenta a segurança da população masculina

      No Reino Unido, um dos países com maiores restrições ao armamento civil, a taxa de estupros per capita é 125% maior que nos EUA, país com maior número de armas por habitante do mundo. As mulheres americanas utilizam armas de fogo 200 mil vezes por ano para se defenderem de crimes sexuais.

      Com efeito, dados criminalísticos indicam que uma mulher armada adicional aumenta a segurança da população feminina a uma taxa maior do que um homem a mais armado aumenta a segurança da população masculina

      De fato, nos EUA, há 80 vezes mais emprego civil de armas de fogo para prevenir crimes do que mortes por armas de fogo, incluindo acidentes e suicídios. Estes, aliás, respondem por 61% destes óbitos. E se um suicida estiver determinado a morrer, não vai ser o controle de armas que o impedirá.

      Acidentes com armamento, aliás, são muito raros. O lobby desarmamentista fica feliz quando eles acontecem, fazendo grande alarde, mas dentre todos os acidentes fatais nos EUA, apenas 0,43% são causados por armas de fogo, embora haja 0,9 dessas ferramentas por habitante. Ainda que consideremos apenas as vítimas fatais menores de 14 anos, menos treinadas e mais propensas a brincar indevidamente com armas de fogo, o índice permanece baixo: 0,6% (fonte aqui).

      Ressalte-se que esses acidentes são causados principalmente por negligência dos pais em relação à segurança do armamento e pela ausência de familiarização da criança com tamanho poder de fogo. Por mitigar esses dois fatores, uma cultura mais armamentista reduz drasticamente a taxa de acidentes. Nela, os filhos aprendem desde cedo a respeitar esses poderosos instrumentos e os pais acatam e impõe normas tácitas e formais de segurança, incentivando o senso de responsabilidade moral das crianças.

      Talvez isso explique por que o Brasil tem quase o dobro de acidentes com armas de fogo per capita do que a Suíça, embora tenha 5,7 vezes menos armas por habitante. Instrução de tiro infantil é uma tradição suíça.

      Ainda assim, entre 2003 e 2012, as armas de fogo nas mãos da população brasileira (estimadas entre 10 e 16 milhões) causaram apenas 0,7% das mortes acidentais de menores de 12 anos no país. Embora cada uma dessas 353 mortes seja uma tragédia irreparável, uma arma tem 18 vezes menos chances de matar uma criança acidentalmente, no Brasil, do que uma piscina

      Mais do que com acidentes, a mídia progressista fica radiante quando ocorrem assassinatos em massa praticados com armas de fogo (mass shootings). Políticos não perdem a oportunidade de defender ainda mais o controle de armas após estes trágicos eventos. A população, comovida e em choque, se agarra a tais discursos demagógicos sem possuir a fundamentação econômica e estatística para perceber tamanhas falácias.

      Assassinos em massa têm como objetivo matar pessoas. Isto pode ser feito com armas brancas, armas de fogo caseiras, armas de fogo contrabandeadas, veneno no suprimento de água, sabotagem contra estruturas prediais, veículos pesados, gases tóxicos nos dutos de ar, seringas contaminadas, ou atentados com explosivos improvisados, algo muito mais comum no mundo que os mass shootings.

      O desarmamento apenas impedirá que os inocentes obtenham meios de defesa contra esses facínoras.

      A sociedade moderna protege quartéis, corporações, tribunais, prédios do governo e políticos com armamento pesado. Mas desampara as crianças com uma placa na porta da escola com os dizeres “proibido o porte de armas”. Não há registro de assassinos que tenham respeitado tais avisos.

      Entre 1977 e 1995, nos EUA, houve 16 mass shootings em escolas. Apenas um deles aconteceu em um estado que permitia a posse civil de armas de fogo. Neste episódio, 3 pessoas foram atingidas, uma fatalmente. Nos outros 15 eventos, dentre mortos e feridos, 118 pessoas foram alvejadas, o que resulta em uma média de quase 8 baixas por ataque

      Em relação a períodos anteriores, estados que passaram a permitir o armamento civil obtiveram uma redução de 69% no índice de vítimas fatais de mass shootings per capita.

      Civis armados são mais eficientes do que a polícia em impedir essas tragédias. Mass shootings interrompidos pela polícia possuem uma média de 14,29 vítimas fatais. Mas quando um civil armado detém o crime, esta média cai para apenas 2,33.

      A superioridade do armamento civil em relação aos serviços estatais de policiamento é simples de ser explicada. Civis possuem mais interesse do que a polícia na segurança própria, de seus entes queridos e de suas comunidades. Além disso, a vítima está, por definição, presente no local do crime, e poderá atuar imediatamente. Os policiais agirão apenas após algum tempo, se agirem.

      Com efeito, civis armados em legítima defesa conseguem capturar, matar, ferir ou afugentar criminosos em 75% dos confrontos. A taxa de sucesso da polícia é de 61%. Em 1981, na Califórnia, cidadãos armados mataram 126 bandidos em ação, contra 68 mortos pela polícia.
      Pode-se concluir que boa parte da eficiência do armamento civil resulta da divisão de trabalho entre a população geral e agentes profissionais de segurança.

      Se o governo visasse a segurança do povo, facilitaria ao máximo o armamento civil, inclusive isentando armas de impostos. Mas o objetivo estatal não é a nossa segurança e sim nosso controle. Controle de armas não diz respeito a armas, mas sim a pessoas. As armas continuam existindo nas mãos dos criminosos convencionais e do estado.

      Esta assimetria de poder é extremamente desvantajosa para o homem comum, mas o governo tenta convencê-lo de que ela é necessária para sua segurança.

        Willian

        setembro 15 2016 Responder

        É assim que se faz! Seu comentário (sendo ou não de sua autoria) é um deleite aos meus olhos! com fatos, estatísticas e educação. Pra combater a política da covardia temos que explicar o óbvio, e você o fez com maestria. Parabéns!

Pedro

agosto 18 2016 Responder

Não creio que cada cidadão ter arma acabaria com a criminalidade, mas acredito que é direito do indivíduo ter a chance de se defender, no mínimo dentro de sua própria casa e dentro de seu carro. Se ele acaba colocando a si mesmo numa situação de maior perigo, é uma escolha dele. Quanto a andar armado na rua, confesso que não tenho opinião formada. Talvez fosse necessário no mínimo testes psicológicos e permissão apenas para quem não tem histórico criminal.

Pior do que tá, não fica. Vale à pena testarmos a liberação das armas já que todas as outras ações para redução da criminalidade necessitam de mais presença do Estado e atuação dos políticos, algo que nunca acontecerá.

Mas fugindo da discussão sobre armas, vejo dois pontos importantes para aumento da criminalidade no Brasil:

1) A educação, óbvio. Mas principalmente a redução da figura disciplinar da escola. Não discutindo de quem deveria ser a obrigação de disciplinar, mas de fato os professores até início dos anos 90 eram figuras a serem respeitadas.

2) Direitos humanos. O avanço na área de direitos humanos, infelizmente tem seu dano colateral. Se antes o policial “apertava” quem ele achava que tinha envolvimento com o crime, hoje não o pode fazer mais. Também não entro na discussão se é bom ou ruim dar mais poder de ação ao policial.

O Estado falha na educação, na falta de oportunidade para as pessoas mais carentes. Mas a disciplina, a compreensão do certo e do errado e o medo das consequências é o que mudou no país. É realmente um absurdo o indivíduo ter que limitar o bairro onde vai morar e se empoleirar em condomínios por medo de acordar com uma arma de fogo na cara. Precisamos testar possíveis soluções mais pragmáticas para tentar reverter o que passamos hoje.

Sua opinião é bem vinda, desde que respeitosa. Fique à vontade para comentar abaixo