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10 semelhanças entre a esquerda aliada do PT e a direita brasileira
Afinal, a direita pró-tucana e a esquerda pró-petista têm muito mais em comum do que se imagina

Afinal, a direita pró-tucana e a esquerda pró-petista têm muito mais em comum do que se imagina

Obs.: Quando falo de “esquerda pró-petista”, levo em conta que muitos defensores do PT e de Lula se dizem de esquerda – mesmo que, no final das contas, não tenham uma postura realmente de esquerda.

A batalha entre a direita assumidamente reacionária e a esquerda aliada ao PT está deixando de saco cheio quem assiste de fora. E ajudando a levar a democracia brasileira para o buraco.

Ambos os lados juram ser o “bem” lutando contra o “mal” e a exata antítese daquilo que dizem combater. Também afirmam estar lutando “por um Brasil melhor”, cada lado alegando diferentes motivos e objetivos.

Mas tem uma curiosidade nesse conflito político que está pior que briga de torcida organizada, que poucas pessoas perceberam.

Ambos os lados são muito mais parecidos um com o outro do que os seus participantes sequer sonham em imaginar.

Saiba, logo abaixo, dez similaridades (mais uma bônus) que nos revelam que, no final das contas, não há heróis nessa luta de “opostos”.

 

1. Messianismo político, veneração a “salvadores da pátria”

Lula e Bolsonaro: aclamados como salvadores da pátria

Lula e Bolsonaro: aclamados como salvadores da pátria

Por mais que algumas pessoas desse meio neguem, os dois lados têm seus messias mundanos. Depositam neles todas ou quase todas as esperanças por um “Brasil melhor” e pela “redenção” do sistema político e da ordem social.

Entre a esquerda aliada do PT, há hoje dois “salvadores” mais aclamados: Lula e Ciro Gomes.

E na direita, há Jair Bolsonaro e Sérgio Moro (embora não seja um presidenciável). E é provável que Roberto Justus, embalado pelos triunfos dos também empresários João Doria (em São Paulo) e Donald Trump (nos Estados Unidos), se torne o terceiro “messias” da direita depois que oficializar sua candidatura à presidência em 2018.

 

2. A crença de que o “salvador” venerado irá, praticamente sozinho, devolver a ordem, a estabilidade e o progresso social e econômico ao Brasil e passar por cima de todo o conflito político

Sérgio Moro também é aclamado como alguém que, praticamente sozinho, vai "salvar o Brasil". Obs.: As olheiras de Dilma são montagem

Sérgio Moro também é aclamado como alguém que, praticamente sozinho, vai “salvar o Brasil”. Obs.: As olheiras de Dilma são montagem

No messianismo de ambas as facções, é muito presente a crença de que o indivíduo aclamado como “redentor da nação” irá mágica e milagrosamente, sem precisar se curvar para os Três Poderes, conduzir a nação para um futuro glorioso, o mítico “Brasil Grande” em que todos viverão na ordem, na paz e na prosperidade.

E nesse processo, conseguirá calar, precisando ou não reprimir militarmente, toda e qualquer oposição. E transformará a situação anterior de instabilidade política e conflitos encarniçados numa ordem cristalinamente pacata, em que os críticos, mesmo que continuem tendo liberdade de protestar verbalmente, não terão mais nenhum poder de atrapalhar o projeto político em execução.

 

3. Intolerância, discursos de ódio e xingamentos contra a oposição

Defensores de Aécio e Dilma se agridem em São Paulo. Foto: Michel Filho/Agência O Globo

Foto: Michel Filho/Agência O Globo

Provavelmente todo mundo já conhece os apelidos mais comuns usados por um lado contra o outro. Os direitistas chamam seus “inimigos” de “mortadelas”, “petralhas”, “comunistas”, “enroladinhos”. E a esquerda aliada do PT xinga os primeiros de “coxinhas”, “reaças”, “fascistas”, “tucanalhas”.

Essa é a faceta mais conhecida de todo um contexto de intolerância e violência mútuas. Por mais que a direita seja mais proficiente em discursos de ódio, sendo intolerante e preconceituosa contra a esquerda e as minorias políticas, os aliados dos antigos governos de Dilma e Lula não hesitam em confeccionar suas próprias posturas verbalmente violentas, mesmo que num número menor de ocorrências.

Um exemplo claro disso foi quando, uns anos atrás, uma conhecida filósofa declarou seu literal ódio à classe média, generalizando-a como “conservadora”, “irracional” e “ignorante”.

Outros tantos exemplos podem ser vistos e relembrados no tumblr Governismo, a doença infantil, blog criado durante o mandato de Dilma para denunciar posturas violentas e contraditórias de membros ou aliados do então governo petista.

 

4. Confecção e/ou compartilhamento de boatos e calúnias

Declaração falsa atribuída a Aécio Neves

Por mais que, em alguns momentos, denunciem os boatos de direita contra Lula, Lulinha, Dilma, Jean Wyllys, Maria do Rosário e outros nomes, muitos opositores do impeachment de Dilma não hesitam em criar ou compartilhar mentiras, imagens maliciosamente editadas e calúnias originadas de seu próprio lado no conflito presente.

Têm sido comuns as notícias falsas envolvendo nomes como Michel Temer, Aécio Neves e Sérgio Moro. Assim como no lado direito, elas são criadas na mais inescrupulosa má fé.

E acabam compartilhadas muitas vezes pela credulidade de quem pouco ou nunca checa a procedência e veracidade dos “fatos” que aparecem nas redes sociais.

Nesse contexto, infelizmente nenhum dos dois lados está realmente lutando contra a corrupção, a desonestidade e a falta de ética na política. E sim apenas em nome de interesses partidários, usando essas palavras como meros pretextos falsos.

 

5. Pouca afeição a falar de política com a razão, usando-se, ao invés, emoções negativas e explosivas

Meme xinga pessoas que repetiram acriticamente o "Fora Dilma"

Meme xinga pessoas que repetiram acriticamente o “Fora Dilma”

Os ataques de violência verbal (e às vezes física) e o compartilhamento de mentiras fazem parte de um contexto maior marcado por uma atitude extremamente comum: a de não “fazer a política acontecer” por meio da razão, da ponderação, do diálogo e do embate pacífico entre argumentos ideológicos, mas sim por emoções explosivas.

Entre elas, figuram onipresentes o ódio, a cólera, o fanatismo, a fé cega e o desequilíbrio emocional.

Não é à toa que vemos tão frequentemente, dentro e fora da internet, “discussões políticas” que, longe de prezarem pelo respeito, pela tolerância e pela dialética, são marcadas pela hostilidade furiosa recíproca, pelas tentativas mútuas de “derrotar violentamente” o outro lado e pelo desejo de calar o outro para que o projeto político defendido seja concretizado “a todo custo”.

 

6. Suscetibilidade imensa a se deixar arrebanhar e conduzir ideologicamente pela mídia formadora de opinião

Na direita é extremamente comum seus adeptos seguirem acriticamente a mídia. Na esquerda pró-petista também

Na direita é extremamente comum seus adeptos seguirem acriticamente a mídia. Na esquerda pró-petista também

Outro ponto em comum entre os dois lados em conflito é a permissividade dos indivíduos a deixarem que formadores de opinião de setores específicos da imprensa pensem em nome deles, arrebanhem-lhe as mentes e ditem no que e como se deve acreditar ideologicamente.

Na direita, as pessoas comumente creem, de maneira praticamente incondicional, no que noticiam (manipuladamente) e opinam veículos como as revistas Veja e IstoÉ, a TV Globo, os jornalões locais e os programas políticos da rádio Jovem Pan, assim como, em muitos casos, o ideólogo extremista Olavo de Carvalho.

Já na esquerda, é frequente as pessoas absorverem e defenderem, com pouco ou nenhum filtro, o que é dito na CartaCapital, Revista Fórum, Mídia Ninja, TVT, Caros Amigos e outros sites, blogs e páginas sociais de alcance médio.

 

7. Designação de um “Grande Satã” a ser combatido

Opositor político tratado como demônio: algo muito comum nos dois lados do conflito político entre esquerda pró-petista e direita

Opositor político tratado como demônio: algo muito comum nos dois lados do conflito político entre esquerda pró-petista e direita

As duas facções beligerantes designaram seus “Grandes Satãs” a serem fervorosamente enfrentados e derrotados, se possível por meio da violência e do autoritarismo.

O “grande inimigo” do lado esquerdo é um conjunto formado pelo PSDB, DEM, PMDB (desde que o partido iniciou o processo de impeachment contra Dilma) e o grande empresariado.

Já o direito declara sua guerra contra o PT, a figura de Lula e os movimentos sociais.

 

8. Conversão das demandas populares contra a corrupção e a má política em lutas por interesses político-partidários nada altruístas

Indignação seletiva e interesseira "contra a corrupção": algo presente nos dois lados

Indignação seletiva e interesseira “contra a corrupção”: algo presente nos dois lados

Diante de tudo que tem acontecido em Brasília e também nos estados e municípios, tem havido uma comoção social cada vez maior contra essa ordem política cheia de corrupção e vazia de ética e honestidade.

E nesse contexto, os dois lados souberam catalisar a indignação das massas, convertendo o que deveria se tornar uma insurreição popular, contra um status quo antidemocrático e intransparente, numa encarniçada guerra sem fim entre duas facções políticas.

Tudo em nome de interesses que dizem respeito não a uma nova ordem sociopolítica democrática e honesta, mas sim à manutenção dos mandatos e dos poderes políticos e econômicos de quem hoje manda nos Três Poderes. Ou de quem quer recuperá-los para fins escusos.

 

9. Desprezo ao meio ambiente e às pautas da sustentabilidade

Sistema Cantareira quase seco e Belo Monte devastando o Xingu: exemplos de políticas igualmente antiecológicas

Sistema Cantareira quase seco e Belo Monte devastando o Xingu: exemplos de políticas igualmente antiecológicas

Tem sido muito visível que os saudosos dos governos petistas e os defensores de um governo de direita (seja ele desenvolvimentista ou neoliberal) têm embandeirado projetos socioeconômicos igualmente marcados pelo mais insensível desprezo às pautas ambientais.

Perceba que nenhum dos dois lados têm dado a mínima para os problemas ecológicos de suas propostas econômicas.

Do lado pró-petista, Belo Monte, o Novo Código Florestal e as devastações em nome da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 foram exemplos clássicos de como o desenvolvimentismo “socialmente preocupado” que Lula e Dilma encabeçaram tratou o meio ambiente: como uma escória, um obstáculo para o “país do futuro”. Como uma pedra no sapato que, em nome do lucro dos empresários envolvidos, deve ser extirpada. Não é à toa que o governo de Dilma foi o pior para o meio ambiente, os indígenas e a reforma agrária desde o fim da ditadura militar.

E do lado direitista, a falta de preocupação ambiental tem sido percebida na irresponsabilidade do governo de Geraldo Alckmin em relação aos recursos hídricos de São Paulo, nas promessas do prefeito eleito de São Paulo João Doria de privatizar parques da cidade e nos esforços dos aliados de Michel Temer em completar o desmantelamento da legislação ambiental iniciado pela antiga base aliada de Dilma Rousseff.

 

10. Apego fanático à ideologia autoritária da Ordem e Progresso

Ordem e Progresso: objetivos de poder tanto do PT quanto do PSDB e aliados

Ordem e Progresso: objetivos de poder tanto do PT quanto do PSDB e aliados

Por mais diferentes que a esquerda aliada do PT e a direita opositora desse partido se digam, ambas possuem uma paixão tremenda pela clássica ideologia nacional da modernização conservadora e autoritária, cujo lema é o mesmo da bandeira brasileira: Ordem e Progresso.

Os dois lados têm mantido uma postura de tentar engrenar a economia mantendo os privilégios e os poderes abusivos dos grandes empresários, dos latifundiários e das oligarquias regionais. Promovem o “progresso” econômico e, ao mesmo tempo, forçam, pela via da repressão ou da cooptação, o silenciamento e enfraquecimento dos movimentos sociais, tidos como “desordeiros”.

No máximo, dão pequenas concessões aos mais pobres e à classe média, de modo que façam parecer que o bolo está crescendo e sendo dividido ao mesmo tempo. Porém, é uma parcela mínima desse bolo que é concedida a quem não pertence à elite econômica e política.

O desprezo à ecologia, mencionado acima, é um dos aspectos desse apego ideológico ao ideal da “Ordem e Progresso”.

 

Bônus: Fé cega no sistema político representativo eleitoral

Pró-petistas e pró-tucanos compartilham a mesma crença bitolada no nosso viciado e limitado sistema político representativo

Pró-petistas e pró-tucanos compartilham a mesma crença bitolada no nosso viciado e limitado sistema político representativo

Ambas as facções também compartilham da mesma fé irracional no sistema político que temos, baseado em representatividade, eleições injustas e métodos escusos de manutenção da governabilidade. Esse mesmo que é tão frágil e suscetível a arroubos autoritários e golpes de Estado.

Esquerda e direita acreditam piamente, juntas, que esse sistema tem plenas condições de promover grandes revoluções na ordem social, política e econômica, a favor de um lado ou de outro.

É comum aliados do PT deixarem a entender que a eleição de Lula em 2018 será praticamente uma revolução de esquerda. Que irá interditar a convulsão política alimentada pela direita, promoverá a mais linda redistribuição de renda, o mais fantástico desenvolvimento econômico.

Isso mesmo que nada hoje indique que Lula contará com um ministério muito diferente do que teve entre 2003 e 2010, nem que o Poder Legislativo será, a partir de 2019, majoritariamente progressista.

Da mesma maneira, muitos direitistas acreditam piamente que, se Jair Bolsonaro ou um presidenciável neoliberal for eleito em 2018, a esquerda será erradicada do país, a economia irá crescer a níveis chineses por muito tempo e se tornará quase imune a crises, e a sociedade vivenciará uma impecável ordem e harmonia e desfrutará da mais límpida moralidade.

Nenhum dos dois lados leva em conta os limites intrínsecos, impostos aos dois lados do espectro ideológico, ao sistema de democracia representativa. Às vezes a negação desses limites acontece por algum desejo que o presidente a assumir seja mão-de-ferro, um ditador, e rasgue a Constituição, como é o caso do que muitos fãs de Bolsonaro sonham que aconteça.

 

Considerações finais

Precisamos sair dessa dicotomia que está levando nossa sociedade para o precipício político, social, econômico e ambiental

Precisamos sair dessa dicotomia que está levando nossa sociedade para o precipício político, social, econômico e ambiental

É muito necessário termos essa noção de que, no fundo, a esquerda pró-petista e a direita assumidamente reacionária possuem muitas características e até pautas e projetos políticos em comum.

Esse conhecimento nos ajuda a pensar fora dessa verdadeira guerra de “torcidas organizadas” e concluir que a possibilidade de realizarmos nossos sonhos e concretizarmos nossas esperanças de uma sociedade melhor reside fora dessa dicotomia.

Se realmente queremos recuperar a esperança e afugentar as nuvens pesadas das quais tanto se tem falado, precisamos rejeitar aquilo que já fracassou e criar uma nova alternativa. Uma que tenha sustentabilidade política, social, econômica, ambiental e ético-moral e promova realmente a dignidade de todos os seres humanos (e não humanos).

Que convença os ricos de que eles podem ser felizes fora dessa vida dependente de dinheiro, poder, riqueza material e desigualdade social que levam. Que traga a redenção e a plena inclusão social à vida dos mais pobres. Que promova a mais sustentável qualidade de vida a todo mundo.

Que seja uma democracia realmente democrática, pouco ou nada vulnerável a sabotagens e golpes autoritários. Que desarme e pacifique as almas que hoje vivem tão dominadas pela intolerância e pelo ímpeto de “fazer política” com violência e sem diálogo.

Para isso, precisamos conhecer a essência daquilo que os dois beligerantes lados têm defendido. E, com isso, rejeitá-los em favor de um autêntico novo projeto de sociedade.

 

Este artigo fez você refletir sobre a “guerra” entre petistas/aliados e direitistas? Ele ajudou você a repensar alguma atitude, como alguma das listadas acima, que tenha tido no passado? Comente logo abaixo e compartilhe-o.

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7 comentário(s). Venha deixar o seu também.

Maude Nancy Joslin-Motta

junho 8 2017 Responder

Incluo mais uma similaridade: ambas as correntes mantém processos educacionais da pior espécie?. O ensino é vergonhoso, inexiste apoio concreto à cultura, professores são massacrados por baixa remuneração e condições de trabalho sofríveis. Há massificação de músicas e outras manifestações “culturais” que banalizam o ser humano. Claro, educação de boa qualidade forma massa crítica, coisa que nenhum dos lados quer que aconteça.

    Robson Fernando de Souza

    junho 9 2017 Responder

    Maude, o artigo se refere não aos mandatários filiados a esses partidos, mas sim aos que militam pela esquerda pró-petista (que não é toda e qualquer esquerda, a saber) ou pela direita (seja a meramente antipetista, seja a defensora de pautas próprias).

haroldo

Janeiro 7 2017 Responder

Excelente 2

Newton

dezembro 20 2016 Responder

Bem, as reações são parecidas por dois motivos:

1) não existe uma real direita no Brasil, qualquer discussão se dá inevitavelmente entre esquerdistas, alguns um pouco mais à “direita da esquerda”

2) são todas reações comuns a seres humanos, independente de ideologia, religião e etc

Esther

dezembro 13 2016 Responder

Tanto a Esquerda quanto a Direita já demonstraram que não são caminhos viáveis para a construção de uma sociedade justa e próspera. A Direita defende um modelo econômico semelhante ao dos Estados Unidos, que, apesar de ser um país “rico”, tem um grande número de miseráveis, além de um sistema de saúde desumano, que praticamente só dá um atendimento decente a quem pode pagar. Enquanto isso, a Esquerda defende o modelo socialista/marxista, que já foi experimentado em mais de 60 países (Rússia, China, Cuba, Vietnã, Coréia do Norte, Romênia, Bulgária, Camboja, etc) e em todos eles só trouxe autoritarismo e miséria, tanto econômica quanto ética.

Está na hora de pararmos de insistir em modelos que já provaram ser fracassados e investir em modelos de sucesso. Vamos seguir o caminho trilhado pelos países que hoje estão entre os melhores do mundo para se viver, como Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Canadá, Austrália, Alemanha, Grâ-Bretanha, Suiça, etc.Não é um caminho fácil, mas também não é impossível. Afinal, vários países já fizeram isso.

    Robson Fernando de Souza

    dezembro 15 2016 Responder

    As questões são:
    – Só existe socialismo com ditadura?
    – O modelo desses países são sustentáveis por séculos e milênios? Ou só duram algumas décadas antes de entrarem numa crise quase insolúvel?
    – Onde o meio ambiente entra na história?

Mel Bezerra

dezembro 12 2016 Responder

Excelente!

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