Atualizado em 07/01/2013
Como virei ateu
Um testemunho de não fé pode ser visto com olhos desdenhosos por religiosos e mesmo por alguns irreligiosos, que podem achar que estou fazendo o mesmo que evangélicos que depõem como se converteram ao cristianismo – ou seja, de alguma forma pregando que sigam meu exemplo, que mais pessoas se tornem ateias.
Mas, por outro lado, mostrar às pessoas por que virei ateu poderá lhes derrubar mitos sobre o abandono da fé religiosa – como a falsa crença de que ateus o são porque “fizeram pacto com o demônio” ou porque queriam uma “liberdade libertina” de “embriaguez, orgias e drogas” a despeito dos ensinamentos das igrejas. Assim sendo, o testemunho ateísta pode servir como uma investida contra o preconceito que tantos religiosos têm contra os ateus, suas (des)crenças e sua motivação para ter abandonado a religião.
Meu ateísmo veio em fevereiro de 2005, bem antes de eu ter a visão de mundo que tenho hoje. Posso dizer que foi a primeira grande revolução pessoal pela qual passei – as outras foram o vegetarianismo e o hábito de ler. Eu já estava com minhas crenças teístas em decadência desde meados de 2004, e o ateísmo foi a conclusão dessa desconversão.
Até a primeira metade de 2004 eu era bastante cristão, embora não frequentasse igrejas. Era um cristianismo de tendência protestante. Eu orava todos os dias, acreditava que Jesus existiu e “morreu na cruz para nos salvar”, cria em demônios e encostos – quando havia briga na família, eu achava que era intervenção demoníaca –, levava a sério que Jesus poderia voltar a qualquer momento e a banda que eu mais apreciava era uma banda cristã de metal alternativo.
Então frequentador de fóruns virtuais de tema livre, me deparei em um deles (já extinto), em julho de 2004, com o conto (provavelmente lendário) da entrevista à radialista cristã Laura Schlessinger, no qual se mostrava que o deus cristão era benevolente para com a escravidão e outros absurdos da lei do Pentateuco. Foi minha primeira decepção com a Bíblia – que, a saber, eu nunca tinha lido fora do Salmos 91.
Poucos dias depois, li em um outro site que Deus não só apoiava a escravidão no Velho Testamento como também fazia guerras no mesmo, tal como um grão-general. Minha ideia sempre tinha sido a de que Deus tinha uma ética imutável e pacifista e que os hebreus bíblicos eram um povo pacífico que só guerreava para se defender. Entendi então que eu era cristão simplesmente porque não conhecia a Bíblia.
Então, já voltei às aulas (do pré-vestibular que eu fazia na época) não mais cristão, mas ainda crente em Deus – numa certa crença teísta que denomino pós-cristã. Continuava orando, acreditando em providência divina e crendo que Deus me ajudaria a fazer um grande vestibular. Tanto que, num blog pessoal que eu mantinha naquele tempo (que não era o Consciência Efervescente nem tampouco o Consciencia.blog.br), inseria em cada post, nas semanas anteriores ao vestibular que eu faria para Jornalismo, uma frase parecida com “Deus, me guie rumo à vitória!”, e expressava o desejo de que Deus ajudasse John Kerry a tirar o malfeitor George W. Bush do poder nas eleições americanas de então.
A crença teísta pós-cristã permaneceu estável até o terrível tsunami do Oceano Índico. Tanto que paguei promessa por ter passado no vestibular com uma nota alta andando um grande pedaço da avenida que liga minha casa à UFPE e beijando o arenoso e sujo chão do pátio externo do prédio onde eu estudaria (por apenas dois meses, desistindo do curso de Jornalismo por crise psicológica e por não ter me identificado com o curso).
Depois do tsunami, li em uma notícia um ateu falando que o tsunami e as tantas mortes humanas causadas eram uma prova da inexistência de um deus pessoal como aquele em que eu ainda acreditava. Minha fé então foi minada, e passei por uma transformação gradual da crença à descrença. Via Deus como uma entidade de existência cada vez mais duvidosa. Em janeiro de 2005 fiz uma “oração de despedida”, esperando que a divindade provasse sua existência me ajudando mesmo sem orações.
Poucos dias depois da “oração de despedida”, minha crença “decaiu” ao deísmo – eu passei a acreditar que Deus nada mais era do que uma energia cósmica transcendental que movia o universo, inclusive crendo que a energia escura seria algo que transcendia o universo material, como uma característica do deus-energia transcendente.
Mas a crença não parou mais de “decair”, de modo que passei a ser agnóstico depois de ter deixado de acreditar na energia transcendental, adquirindo um ceticismo incipiente que era o embrião do meu atual pensamento irreligioso. Às vésperas do meu aniversário de 18 anos, em fevereiro de 2005, completei então minha transição ao ateísmo.
Por algumas poucas vezes, nos meses que se seguiram, passei por momentos de conflito com familiares e amigos intolerantes para com ateus. Mas depois deixei de ter esses problemas, uma vez que as pessoas com quem convivo aceitaram tacitamente meu ateísmo. Vez ou outra algum(a) parente ainda tenta me perturbar, insistindo a mim que “Deus (o da Bíblia) existe” e que “Jesus morreu na cruz para nos salvar”, comportamento a que respondo com indiferença.
Hoje vivo muito bem em se tratando de condicionamento psicológico e espiritual. Ao contrário do que o preconceituoso senso comum religioso acredita, não tenho nem um pingo de infelicidade espiritual, nenhum problema relacionado à falta de “respostas” metafísicas. Contemplo a natureza e o fenômeno da vida com muito regozijo, ao contrário do desencanto que supostamente marca o pensamento ateísta segundo religiosos.
Minha posição sobre a morte é que ela é o fim de minha existência, a volta para o nada, mas nada impediria que surgisse uma nova consciência em algum lugar do universo – ou, quem sabe, em outros universos paralelos – que assumisse o papel que minha consciência exerce hoje, o de contemplar e interagir com o mundo fora do meu corpo – a grosso modo, uma espécie de reencarnação sem espírito.
E, para tornar minha convicção ateísta ainda mais sólida do que já é, periodicamente tomo conhecimento de novos fatos que me comprovam que a crença em um deus pessoal é incoerente: orações frustradas com a morte ou sofrimento de pessoas religiosas, pessoas mostrando como o deus em que creem é relativo e subjetivo demais para existir objetivamente, catástrofes que atestam a inexistência de providência divina interventora etc.
Assim eu vou vivendo, sem nenhuma divindade e com muita disposição para viver uma vida feliz.
Sim, sou alguém e sou feliz sem Deus
Sou alguém e sou feliz sem (um) Deus. Sou ético e tenho bom coração sem ele. É o que sou. Sou aquilo que tantos religiosos juram que não existe: alguém que descrê em Deus, respeita os irmãos de senciência e leva uma vida agradável – não a mais agradável possível, com que eu sonho diariamente, mas me sinto bem confortado com o que tenho ao meu alcance hoje, livre de grandes problemas.
Religiosos ateofóbicos dizem que ninguém pode ser feliz nem bondoso sem o Deus deles. Dizem que ninguém que não crê em Deus pode viver uma vida boa, saudável e moralmente reta. Para eles eu sou alguém que não existe. Porque sou feliz e bondoso sem um Deus para me guiar e moralizar.
Não me sinto superior de forma alguma, mas eu sinceramente posso sentir uma ponta de pena daqueles que dizem coisas do tipo “Sem Deus eu não sou ninguém”, “Sem Deus eu não sei viver”, “Sem Deus eu não sou nada!”, “Sem Deus minha vida não tem sentido!”. Porque isso revela um tanto de pequenez, submissão humilhante e autoestima deficiente viciada na religião. E também porque há no planeta centenas de milhões de pessoas – talvez passem do bilhão – que, a despeito da crença auto-humilhante e negacionista de tantos crentes, são algo/alguém, sabem viver e têm uma vida provida de sentido sem uma entidade superior que chamem de Deus.
Tenho família e amigos fiéis e sou financeiramente razoável (nem pobre nem abastado). Amo minha namorada, que também é uma ateia feliz, de excelente coração e que sonha com um mundo melhor. E, claro, tenho muito amor para dar às pessoas (que merecem). Amor a todos – minha namorada (em todos os sentidos possíveis), minha família (em quase todos os sentidos), meus amigos (fraternidade, amizade, respeito e apreço), outras pessoas (fraternidade, respeito e disposição à amizade, desde que o outro se disponha igualmente), animais não humanos (carinho, amizade e respeito ético) e Natureza silvestre (devoção, carinho, comunhão espiritual e profundo respeito não só como mantenedora da vida, mas também como portadora de um sentido intrínseco que eu gostaria de desvendar).
Gosto de computador, de internet, dos meus blogs, dos meus artigos, do Twitter, de alguns blogs de humor, das tirinhas de memes, do Trollface, do FFFFFUUUUU-, de games de estratégia, de praia, de viajar, de florestas, do céu estrelado da noite, de contato com a Natureza, de animais não humanos (o que se reflete também em meus hábitos de consumo), de P.O.D., de Coldplay, de Hoobastank, de synthpop, de new wave anos 80, de rock pernambucano, do antigo movimento Rock Brasil, de metal alternativo, de new-metal (que já detestei no passado), de sair com meus amigos, de visitar livrarias, de sucos de maracujá e acerola, de comida vegetariana-estrita, de livros, de sociologia, da esquerda política, de feminismo, de abolicionismo animal, de antimilitarismo, de ambientalismo, de teoria socioambiental, de Educação Ambiental, de História à Annales, de ler sobre religiões politeístas, indígenas e orientais, de literatura ateísta, d’O Senhor dos Anéis, de Star Wars, de Matrix, de Smallville, de Beavis & Butt-head, de Cavaleiros do Zodíaco, de Dragon Ball Z, de Shurato, do anime Yu-Gi-Oh, de Capitão Planeta, dos Simpsons, de Chaves, de Chapolin, de rir com gols contra e jogadores que dão uma de segundo goleiro e tomam cartão vermelho por isso… Amo de coração meu trabalho aqui no Consciencia.blog.br, no Vegetariano da Depressão, no Consciencia.VLOG.br, na ANDA, no Bule Voador e nos demais blogs aonde envio artigos de colaboração. Sou um ser humano íntegro, com emoções, gostos, interesses, necessidades, anseios, sonhos, tudo o que um ser humano normal tem.
Sou, estou, sinto, gosto, amo, detesto, sofro, protejo, luto, rio, choro, regozijo, trabalho, contemplo, medito, conquisto, fracasso, venço, perco, supero… Sem Deus. Sem Javé, sem Cristo, sem Allah, sem Zeus, sem Xangô, sem Shiva, sem Odin, sem Amaterasu, sem a Deusa e o Deus, sem Ísis, sem Dagda, sem Marduk, sem Baal, sem Ngai, sem Quetzalcoatl, sem Inti, sem Aton, sem nenhuma deidade.
Sou um dessas centenas de milhões de seres humanos que sabem que sentido da vida, ética, bondade e alegria de viver independem de religião e crença. Não preciso de deus nenhum, tampouco de recompensas e punições como o céu e o inferno cristãos, para me dizer o que é certo e errado e que devo ser submisso a uma divindade altamente contraditória para ser feliz. E isso, a despeito da intolerante crença de tantos, não me tira o conceito de moral – pelo contrário, modéstia à parte, minha consciência ético-moral respeita e zela por muito mais seres vivos do que a média da população religiosa respeita (ou diz respeitar), ainda que isso não seja regra no ateísmo.
Por mais que suas igrejas e a Bíblia neguem isso aos cristãos pouco tolerantes, há ateus boníssimos e cristãos perversos e criminosos – da mesma forma que há também cristãos boníssimos e ateus perversos e criminosos. Ao contrário do que os Datenas da vida vociferam, não ter Deus no coração não me leva a cometer nenhuma violência, crueldade, crime ou transgressão legal, ao mesmo tempo em que “amar a Deus sobre todas as coisas” não impede que tantos padres abusem de crianças, inúmeros pastores extorquam seus “cordeiros” e muitos fanáticos assassinem e destruam “em nome de Deus”.
Não vou me arrogar como um exemplo de pessoa moral e reta, tenho defeitos e vícios (nenhum, porém, que comprometa minha saúde) como qualquer ser humano, mas minha vida e personalidade me são bastantes para derrubar diversos odiosos mitos morais que envolvem o ateísmo.
Como o de que Deus seria necessário para dizer o que é certo e errado: especialmente porque muito do que a tal moral bíblica diz como certo os Direitos Humanos e também os Direitos Animais, ambos de cunho essencialmente secular, consideram eticamente censurável – guerras, genocídios, sacrifícios animais, estupros, machismo, homofobia, intolerância religiosa, ódio, extorsão com pretextos religiosos etc. E porque mesmo a grande maioria dos ditames morais que os cristãos obedecem hoje não são bíblicos, mas sim laicos – em outras palavras, mesmo para os próprios crentes a Lei de Deus na prática não prevalece mais sobre a Lei dos Humanos (“dos homens” não, por favor).
E o de que o ateísmo teria sido responsável pela malignidade dos Stalins, Pol Pots e Milosevics da vida: além desse mito ser uma generalização extremamente preconceituosa e ignorar que, ao contrário das religiões, o ateísmo, não sendo nenhum sistema organizado de crenças mas sim a ausência dele, não determina qualquer orientação moral, ele ignora a existência dos assassinos cristãos que até apelaram ao seu Deus para justificar seus crimes, como Hernán Cortés, Francisco Pizarro, Adolf Hitler, Tomás de Torquemada, George W. Bush, Teodósio e inúmeros papas das Idades Média e Moderna.
Sou algo e alguém, sou muito feliz e moralmente reto e minha vida tem todo um sentido sem Deus, e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso, pelo contrário. Faço questão de fazê-lo – aliás, sou obrigado a isso, ainda mais neste país em que infelizmente a não amoralidade ateísta não é considerada algo óbvio. E sou mais satisfeito ainda por poder dizer que sou oposto aos religiosos intolerantes e teocêntricos no que tange a ser livre daquela submissão e autoestima viciada que condiciona todo o sentido da vida, a felicidade e a própria qualidade de ser algo ou alguém a um Deus específico.
É para mostrar que ateus também são gente como qualquer cristão, como qualquer religioso, que escrevi este texto. Para mostrar que todos os seres humanos são moralmente iguais, são igualmente humanos, são igualmente sencientes, são igualmente vivos, são igualmente seres com ou sem Deus. E não é a ausência dele que nos faz deixar de ser tudo aquilo que somos em essência.
Se você ainda acredita que sem Deus é impossível ser alguém e viver, conheça a nós ateus. Conviva conosco. Busque nos entender. Abandone seus preconceitos. Aceite-nos como somos. Aceite os irreligiosos que somos.

Montagem de printscreens extraídos do Twitter. Muitos religiosos acham que a vida sem Deus é vazia e infeliz e a própria existência sem ele é quase uma inexistência. Os ateus são a prova viva de que eles estão equivocados.
72 respostas a Aos religiosos: eu vivo sem Deus, sou ateu
Deixe uma resposta Cancelar resposta
Assinar feed (é de graça)
Visite também
Veganagente
Consciencia.VLOG.br
Vegetariano da Depressão (antecessor do Veganagente)
Consciência Efervescente (antecessor do Consciencia.blog.br)Redes sociais
Google+
Categorias dos posts
Arquivos do blog
Páginas especiais: Direitos Animais e Veg(etari)anismo
- Como virei vegetariano e em seguida vegano: uma história pessoal
- Guia das falácias usadas para "justificar" o consumo de animais
- Resposta à imagem "Produtos à base de gado"
- Resposta ao artigo de Stephen Byrnes “Os mitos do vegetarianismo”
- Resposta ao texto "Veganismo desmascarado"
- Resposta ao texto “The Naive Vegetarian”
- Vaquejada: a essência de um “esporte” que explora animais
Páginas especiais: Outros Temas
Blogs parceiros
Blogs parceiros do Consciencia.blog.br, com convicções em comumBlogs/sites onde participo
Direitos Animais e Veg(etari)anismo
Parceiros próximos









Ahhh, você gosta de Yu-Gi-OH!
Hehheh. Será que sou a única mulher adulta que ainda tem um baralho montadinho? kkkkkkkkkkkkkkk
Também gostei da atmosfera medieval de Senhor dos Anéis, mas senti falta de uma heroína de verdade na estória.
Aquela guerreira que luta lado a lado com os Hobbits, no fim da história (no livro) se casa com um príncipe e diz que “nunca mais irá tentar se equiparar aos cavaleiros”.
Difícil ser feminista e gostar de Senhor dos Anéis…
hehehe.. Clara, na verdade gosto do anime Yu-gi-oh, não cheguei a criar costume de jogar com o “children’s card game”.
Sobre o Sr. dos Anéis, a história é fantástica, mas o grande ponto negativo nela é que as mulheres não são quase nada na história. No lado do mal, nenhum ser feminino aparece. No lado do bem, apenas Galadriel e Éowyn têm alguma importância (e como vc disse, Éowyn desiste do posto de cavaleira) – e os anões são 2/3 homens e as anãs mulheres (das quais apenas um nome é conhecido) têm aparência igual à dos anões homens.
Abs
Também curto Yu-gi-oh rs e tenho baralho montado.
Comentário apagado. Não é permitida qualquer apologia ao genocídio como a que você trouxe pra cá. Por mais diferentes que sejam os costumes de outras culturas, ninguém tem o direito de exterminá-las.
Grato,
RFS
Em respeito as respostas do twitter, algumas prezam pela individualidade, algo do tipo: “EU, e apenas EU tenho que meu senso crítico de mim mesmo, a respeito da moralidade, ética e outros fins, não sou nada”.
Essa pesoa está apenas prezando sua individualidade, sua opinião SOBRE VOCÊ… Isso não é agressivo, PARA MIM, pois você APENAS descreve SUA opinião SOBRE SI MESMO…
Agora frases como: “VOCÊ, e todos os outros seres racionais e providos de inteligência suficiente e seja capaz de entender esses caracteres e sinais e julgar como uma mensagem, quero lhe dizer uma coisa, SEM dEUS (proposital…) você não é NADA, isso é agressão por PRÉ-conceito, “você” sai sua individualidade, entra na minha, logo, a regra do: “Meu limite vai aonde o seu começa” é quebrada, isso realmente é agressão, e você tem o total direito de responder de forma racional, moral e ética sua opinião SOBRE SI MESMO… Se você estiver INVADINDO a privacidade do outro que já invadiu a sua, você está si igualando ao nível do agressor inicial…
Concordo contigo. Mas quando digo que posso sentir uma ponta de pena de quem se diminui a um ser autodesprezado por causa da religião, isso é muito mais uma lamentação por a religião perniciosamente orientada causar tanta erosão de autoestima e amor próprio nas pessoas do que um desprezo (aliás, não tenho qualquer motivo pra desprezar ninguém que não me tenha feito mal).
Religiosos lúcidos não precisam disso. Pra eles Deus eleva seu estado de espírito, e não toma posse do mesmo.
Ok… Não resisti, tenho que fazer a piada…
Lucido:Que tem clareza e penetração de inteligência; que vê, compreende ou exprime claramente as coisas: espírito lúcido.
Religião Lucidez =p
P.S.: Para quem não entendeu, o símbolo “” significa “diferente de”
hehehe
Oh my goosh =p
O sinal de diferente não apareceu entre Religião e Lucidez… o.o
Bem, eu me referia ao conjunto dos sinais menor que e maior que, colocando-os nesta ordem, é quase que um paradoxo, mas a interpretação desse sinal como diferente foi muito bem aceita… (E já estou falando merda…)
Eu fui diferente de você,primeiro me tornei ateia,agora tentando me tornar vegetariana,somos submetidos desde criança a ser religiosos por que nos falam que os religiosos tornam as pessoas melhores,mas eu me tornei ateia por poder ver com clareza a hipocrisia rondando religiosos ou deístas,vão para igrejas pra mostrar à sociedade que estão dentro de padrões religiosos e preceitos morais,pra esconder o que elas realmente são mesquinhas,fúteis e desonestas.Eles dizem que os animais são sagrados e comem cadáver de boi,vaca,porco,galinha etc
Se acham melhores do que uma vaca porque?Só os humanos destroem td que encontram pelo mundo,viu que está vivo,pronto,motivo pra destruir.
“a biblia e como um como um contrato de software,voce nao le nada, so clica:aceitar” (AUTOR DESCONHECIDO)
kkkkkkkkkkkkkkkk
AMÉM! kkkk’
O homem criou deus para deus criar o homem.
Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.
[...] Sou ateu e não sou menos gente por causa disso. [...]
8 comentários sobre alguns posts que eu li no seu blog (desculpe se alguns deles forem diretos demais, minha intenção não é tolher e sim fazer refletir):
1 – Seus exemplos não são símbolos relevantes de grande sofrimento de um grupo.
2 – Aliás, essas coisas acontecem muito mais com religiosos do que com ateus.
3 – Diante do preconceito contra gays, imigrantes, religiosos, minorias etc, os ateus são tão perseguidos e maltratados que a “ateofobia” deve ser nosso objetivo principal?
4 – FHC e Getúlio Vargas eram ateus e conseguiram ser eleitos normalmente (nos mandatos em que houve eleição).
5 – Como efetivamente você tem diminuído preconceitos?
6 – Espiritualidade (ou o que quer que se chame AQUILO) é uma parte importante e delicada da vida das pessoas. Se você não for muito respeitoso ao tratar desses assuntos, não espere elogios de volta. Se a intenção for mostrar como dói devolvendo na mesma moeda, deixe bem evidente o que você está fazendo.
7 – Histórias em que se usa manipulação para combater a manipulação geralmente não são histórias com finais felizes.
8 – Aquilo que você considera um mau exemplo de religioso muitas vezes também é considerado mau exemplo pelos próprios religiosos.
Comentando cada ponto:
1. Pode não ser símbolo de um grande sofrimento, mas pode ser de um sofrimento cotidiano: ser discriminado por religiosos apenas por não acreditar em Deus.
2. Vc se baseia por haver mais evangélicos que ateus e os evangélicos também serem alvo de preconceito, é isso?
3. Deve ser um objetivo tão importante quanto o combate à homofobia, ao racismo, à xenofobia e qualquer outra minoria.
4. FHC teve que esconder seu ateísmo pra conseguir ser eleito. Já Vargas, não conheço bem a história dele.
5. Não sei se venho conseguindo diminuir preconceitos, mas por enquanto uso o blog pra propagar material contra preconceito, inclusive pra ser usado por leitores.
6. Eu sequer falei de religião, espiritualidade e ateísmo pra manola preconceituosa. Ela foi que descobriu, não sei se por este blog, pelo Facebook ou pelo Orkut.
7. Vc está dizendo que estou manipulando minha história?
8. Espero sinceramente que a manola já tenha sido repudiada antes por seu preconceito.
Trilhei um caminho contrário ao seu: fui ateu dos 16 aos 25 anos (por motivos equivalentes aos seus). Um dia tive uma experiência espiritual que me obrigou rever conceitos e “certezas’, e tornei-me crente, mas sem religião. Hoje, em se tratando de espiritualidade, penso da seguinte maneira:”Acreditar em Deus não é o que importa; o que importa é que Deus acredite em nós”. Viver sem Deus não é de todo ruim, tanto que vc vive. Mas descobrí-LO e viver com ELE é muito melhor. Caso mude de idéia, fique atento a essas experiências. Mas cuidado com as exigências de “provas da existências de Deus”; a maioria, mesmo as sinceras e autênticas, como parece ser o seu caso, no máximo denotam o quanto não entendemos as questões espirituais. Porque o parâmetro de apreciação é a visão materialista. É o mesmo resultado quando a ciência tenta investigar a religião usando somente parâmetros materialistas, estranhos ao objeto investigado, ignorando completamente os parâmetros espirituais. Já imaginou um árbitro de natação conduzindo uma partida de pólo? Ou os cavalos caem na piscina ou os nadadores montam os cavalos. Assim, precisaríamos, no mínimo, construir um parâmetro que seja mais aderente ao objeto investigado, se quisermos obter resultados mais fiéis à pesquisa. Não seria exagero supor que precisaríamos estar no nível de um Jesus para se candidatar a “entender” as questões espirituais, e esse nível ainda não apareceu no mundo. Por isso os “escorregões” na área. Digo isso baseado na minha trajetória (estenda p/vc se achar conveniente). No mais, não encerre sua busca só no que vc acumulou sobre a idéia de Deus; nessa área o caminho é infinito, e vc está só no começo. Boa estrada p/vc.
Cavaleiros do zodíaco? Cara, você é dos meus, eu tenho quase todos os desenhos que a gente curtia na criançada kkkk. Mais, se referindo ao tema, é ótimo, apenas para ilustrar: Quando eu saía do serviço de ônibus (Agora, uso moto, eheheh), “mesmo sendo ateu”, não havia um dia em que não ficava admirado de acompanhar o nascer do sol em todo o seu esplendor, enquanto as pessoas teístas estavam durmindo ou jogando conversa fora, e ninguém ligava a mínima. Pergunto, os teístas não vivem apregoando que nós, ateus, não vemos cores em nada, que tudo é cinza? portanto, caro Robson, eu sou a segunda criança iluminada pela luz (Lembra do Jaspion?)kkkk. Valeu irmão, já tá adicionado aos favoritos!
hehehe Valeu Eduardo =)
Não entendi esse “mesmo sendo ateu” curto o nascer do Sol…
Em verdade vos digo (tive que fazer isso, me lembrei da missa kk’) se você aperta o seu dedo indicador com o seu dedão com a maior força que conseguir provavelmente terá alguma mínima bolha de ar e este possivelmente seria o espaço que separaria o Sol da Terra na explosão do Big Bang, esta mínima diferença fez a vida, a evolução, etc… Não admirar isso sendo ateu seria burrice, na minha opinião…
Mas de um ser teísta, que fala que um ser superior que ele apelida de “deus” criou aquilo apenas para apreciarmos, apenas para separar o superior do inferior, “colocando-nos no nosso lugar”, porque este ser, que supostamente existe, tem um complexo de superioridade, que mesmo sendo deus precisaria ser provado com ações para ganhar o respeito de seres inferiores… Se tem gente que aprecia este tipo ser, eu não, “obrigado”…
Completando…. “Se tem gente que aprecia este tipo de ser e sua criação (no comentário anterior se refere ao nascer do Sol), eu escolhi e ateu e por isso não apreciar esse egoísmo expresso em um livro de R$1,99
Você sabe que aceito o ateísmo e sou uma pessoa mística, Robson. Não sou a única pessoa com este posicionamento. Creio que acreditar ou não em Deus pode até ser uma tendência genética. Mas, acredito que você possa pensar em coisas bem positivas durante alguns momentos do dia, recitar poemas, cantar e imaginar o mundo como ele deve ser. Não fique tão preso a chamada “realidade”. Desta forma tu não deixas de lutar pelos teus ideais, não te alienas e ao mesmo tempo obtem muita paz e mais força inda para agir.Os ateus também devem ter cuidado com suas mentes e não devem perder esperança e fé. (disse fé e somente fé e não fé em alguma coisa – a verdadeira fé não precisa de crença. ) Antes de dormir não leia coisas tristes e preocupantes e crie um lugar de paz dentro de ti mesmo ! Abraço!
Robson, não sei se você vai ler isso de novo, mas me sinto na obrigação de retratar o que tinha dito aqui nos “8 comentários”.
Errei muito feio na avaliação que fiz do seu blog a partir de um ou dois posts. Estava num mau dia, tinha lido várias declarações de ateus malucos e totalizadores (tipo os do 9gag ou o Dâniel Fraga) e me deixei levar mais pela raiva do que pelo raciocínio.
Sobre o preconceito contra religiosos, me referia principalmente à islamofobia dos grandes intelectuais ateístas dos EUA e da Europa e à totalização da identidade evangélica no Brasil. Esses preconceitos têm muito mais circulação nos “nossos” discursos públicos (i.e., literatura de divulgação, Internet).
Sobre a manipulação, ela também se caracteriza pela repetição, então foi uma grosseria muito grande avaliar que o blog é sempre manipulador por um único post tendencioso.
Por isso, peço desculpas. Sei que te identifiquei com um tipo de falta que você não pratica, e que não fui muito cuidadoso nas coisas que falei.
Relaxa, Pudim. Vc não postou aquele comentário por maldade, ao contrário daqueles claramente reaças que vêm com grosseria. E aliás, nem vi realmente grosseria no seu comentário, mas sim um comentário crítico, que poderia expressar seu ponto de vista – que, claro, merecia uma tréplica minha.
Abs
Que texto perfeito!
Parabens!
Valeu Rusdy =)
Pregação apagada.
1. Não vou abandonar meu ateísmo só porque você veio pregar infringindo as regras de comentários deste blog e desrespeitando meu direito de não crer no seu deus.
2. Lembre-se: seu comentário no outro post te enquadra no crime de intolerância religiosa, você pode ser denunciado a qualquer momento.
Próxima pregação ou ação intolerante, será vedado de comentar por aqui.
RFS
Olá Robson.
Sou Espírita, no termo correto da palavra. Não “Kardecista”, que é um termo errado, mas deixemos isso para lá.
Após ler seu blog, inclusive outras matérias, alem deste post, achei interessante sua felicidade. É uma felicidade que provém de uma consciência reta, cumpridora de seus Deveres para com os Humanos, animais e natureza.
Eu acredito em Deus porém creio que mesmo que eu não acreditasse nele, ou não orasse, não ajoelhasse, não louvasse, isso de nada importaria para Ele. O que importa é agir de forma correta, digna e ética, como você afirma agir – com seus defeitos, como eu tenho, e outros bilhões na terra também tem.
Resumindo, fico feliz em saber que você, Ateu, possui qualidades que alguns defensores de suas religiões ou credos estão longe de ter pois meu Irmão, mas vale para Deus, seguir uma linha de pensamento cristão ( permita-me a ousadia de assim o denominar ), sendo Ateu, do quê ser um “cristão” que se auto-denomina desta forma mas que esta a milhas de distância desta denominação.
Continue assim, sendo Bom e justo.
Isso é o que importa.
Abração.
Carlos.
PS; Betinho era assumidamente Ateu mas para mim e outros adeptos da Doutrina Espírita, poucos seres de nossa Geração foram tão Cristãos como ele.
meu amigo, vc se dizia cristão a principio, mas n conhecia absolutamente nada do cristianismo, cm vc se decpcionou com algo de que n tinha conhecimento e pior ainda como vc pode negá-lo?? vc sustenta seu ateismo em catastrofes naturais?? provocadas pelo proprio homem, que na infinita bondade de Deus responde mto mal a liberdade q Deus lhes deu em fazer suas escolhas…tai vc fazendo a sua…Deus do Antigo testamento repudiava mts sacrificios feitos em seu nome e por isso revoltou-se contra mts povos e mts cidades..
Só pergunto uma coisa: a tsunami de 2004 foi causada pelo ser humano? Se sim, como?
Oi Robson, você chegou a ler um pouco de O Livro dos Espíritos?
Fica com Deus,
Carlos.
Michael Kevin, quando falei “mesmo sendo ateu”, eu coloquei estas palavras na boca dos que falam que ateus veem tudo cinza, não tem alegria porque não sabem apreciar as coisas boas da vida, porque não tem Deus no coração etc, enfim você sabe. Obviamente que tudo isso não passa de falácia, como eu mesmo falei lá no comentário!
Não percebi o sarcasmo… =] Só que não entendi a de Jaspion… .-.
Então você virou ateu porque:
.Não conhecia a Bíblia, mas acreditava nela
.Não ia a igreja mas acreditava no que se dizia nela (inclusive as besteiras da universal como: encosto, promessas, etc)
.Pesquisou em sites ateus, mas não pesquisou o mesmo assunto em sites cristãos, para conhecer os dois lados da moeda e tirar suas próprias conclusões.
.Um tsunami te fez deixar de crer em Deus, mas catastrofes naturais como enchentes e furacões acontecem todo ano e matam muitas pessoas. Nunca tinha reparado?
Diante disso tudo, é mais que natural que você tenha se tornado ateu.
Respeito sua opnião, e acho triste você precisar afirmar tantas vezes que é uma boa pessoa devido ao preconceito de pessoas que se acham mais santas que outras.
(mas não é apenas com ateus que esse preconceito ridiculo ocorre, mas sim com tudo que os fanáticos religiosos não entendem. Graças a Deus, não são todos os crentes que são assim)
Mayconn,
Como há algumas pessoas neste comentário, peço que redijas a quem foste o alvo do comentário, por um aposto ao menos… Obrigado.
Ao autor do texto, eu não li os comentários…
Pregações não são permitidas neste blog. Caracterizam falta de respeito pela (des)crença alheia. Comentário proselitista apagado.
RFS
Olá, Robson!
Deixo uma rápida mensagem apenas para dizer que gostei muito do seu Blog.
Você parece ser bem inteligente e achei bem legal o seu intuito ao escrever este texto.
Confesso que me identifiquei muito com você ao ler o blog, pois passei por uma etapa bastante semelhante em minha vida. Fui ateu por muito tempo e entendo o que você fala…
Sua felicidade vem da sua consciência tranquila e da retidão de seu caráter, em minha opinião. E isso vale mais do que frequentar qualquer culto baseado apenas em aparências externas.
Em um determinado momento de minha vida acabei mudando algumas de minhas crenças e deixei de ser ateu.
Se um dia você quiser refletir um pouco sobre ateísmo, Deus, etc., convido-o a visitar o blog que iniciei – http://pensamentoespiritualista.blogspot.com.br/
Aliás, o convite se estende a todos que visitam o site.
Parabéns pelo blog, sucesso na vida! Mantenha essa lucidez de pensamento e o seu caráter, pois é isso o que realmente importa…
Obrigado, de coração, Matheus. Respeito sim que você tenha deixado de ser ateu e abraçado uma crença específica, nem tenho por que ter algo contra isso, ao contrário dos neoateus, que provavelmente diriam que você “nunca foi um ateu de verdade”. E sucesso no seu blog também, espero que ele também se torne bem-sucediso. Abração
[...] paz e tenho de sobra desespero, ódio, doença, infelicidade, tristeza e desesperança. E isso já mostrei aqui no blog que é uma completa mentira, além de ser uma óbvia demonstração de que ele não conhece os ateus e talvez até mesmo [...]
[...] Leia também: Aos religiosos: eu vivo sem Deus, sou ateu [...]
Custou-me um pouco ouvir as tuas palavras, visto como disseste nunca entras-te numa igreja, numa festa ou numa procissão, onde todos sao chamados a cooperar para o bem da comunidade. Não é ao difamar que se ganha algo. Deus é mesericordioso e muito melhor que os humanos alguma vez o conhecerão. A igreja é feita de homens com fé e a fé só é compreensivel para quem a têm os outros vivem como tu divertindo-se diariamente. Como dizes alguns homens da igreja não são o melhor pois são homens e como tal tem bons e maus momentos.
O amor que tens pelosos demais é algo que me faz crer que és ateu mas tens um coração de ouro e por isso serias chamado filho de Deus se deres realmente valor ao que deves. Posso não te ter mudado a opinião, mas espero que te tenhas apercebido que sou católica e que peço para que as almas se salvem e que as pessoas sejam felizes.
Fica feliz e faz os que te rodeiam feliz
Bárbara Pereira
Agradeço o elogio, mas por que foi preciso dizer que “sou ateu mas tenho um coração de ouro”?
Alguem disse:”A evolução é uma mistura de fatos e teorias,o criacionismo não é nenhuma delas.” Vamos ver o que disse um evolucionista e ateu:” Quando se trata da origem da vida só há duas possibilidades: criação ou geração espontãnea. Não há uma terceira forma. A GERAÇÃO ESPONTÃNEA FOI DESMENTIDA CEM ANOS ATRÁS, mas isso nos leva a uma única conclusão: A DA CRIAÇÃO SOBRENATURAL, MAS NÃO PODEMOS ACEITA-LA POR MOTIVOS FILOSÓFICOS; PORTANTO OPTAMOS POR ACREDITAR NO IMPOSSIVEL: QUE A VIDA SURGIU ESPONTÃNEAMENTE POR ACASO”[...] Trechos do artigo do bioquimico de havard e prêmio nobel Gorge Wald, publicado na scientific american. É pessoal, A teoria da evolução tambem é uma questão de FÉ.
Muito bom o seu post. Recentemente voltei ao Brasil depois de quase 20 anos morando fora e confesso que a falta de tolerância aqui me assusta. Algumas reações chegaram a me dar medo, então parei de falar sobre este tópico com a maioria das pessoas. O último tabu é religião e nós que não acreditamos num deus pessoal ainda somos vistos com muito preconceito. É interessante e um pouco triste ver a relutância de alguns em questionar mais a fundo aquilo que dizem acreditar. A verdade é que a fé religiosa não suporta questionamentos.
Olá Robson,
Que fé fraca vc tinha antes mesmo de se considerar ateu!
Vc relevou mto o aspecto de catátrofes a não exsitência de Deus…pq Deus impediria uma catástrofe> Destruímos a cada dia a natureza que Ele nos deu para cuidar, por causa das nossas ambições e depois vinhemos com essa>
Somos livres para fazermos o que quisermos, mas ao mesmo tempo pagamos um preço por esta liberdade, pois não estamos debaixo de suas asas, como quando tinhamos antes do homem preferir o pecado.
Todas as vezes que alguém se manifesta como ateu, algum religioso vem e diz ”nossa, que fé fraca você tinha!”. Eu ia para a igreja desde sempre, fiz pré-catequese, catequese, crisma, curso de batismo, a lista vai longe. Eu conheço muito da religião que praticava, e eu tinha fé. Só que eu percebi que minha fé era alienação e lavagem cerebral. Comecei a perceber como é conveniente às pessoas quando, ao explicar a bíblia, julgam que certa passagem deve ser levada ao pé da letra enquanto outras não; que não faz sentido existir um Deus amoroso e misericordioso que deixa milhares de crianças inocentes morrerem de fome e sede todos os dias. Não é algo fácil, Rafaela. Você acha que, da noite pro dia, ”decidimos” nos (des)converter?
Repito que não é fácil. O que todos nós, ateus, passamos muda toda nossa vida, na maioria das vezes não somos aceitos nem mesmo por nossas famílias. Por favor, não seja esse tipo de pessoa.
tambem sou ateu e tambem amo jogos de estrategia !
Apontar falsos defeitos e carências numa minoria, mesmo sem agressão explícita, também é uma forma de preconceito. Portanto, comentário apagado. RFS
Graças ao acaso natural e sequencial da vida, nesta viagem pesquisa da net deparei-me com um ser coerente, inteligente e visionário, que sabe, como poucos, que o mundo só será prospero e feliz, quando os seres humanos se desvencilharem das religiões e de seus dominadores e espertos líderes mundiais, que governam milhões de seres iludidos e hipnotisados por uma idéia tão pueril, de existir algo sobre humano e imaginariamente poderoso que possa interferir num processo físico químico das massas e matérias deste mundo. Só seria possível, porem enviável, caso este ser fosse riginário de uma distante galáxia, o que Einstein já provou ser impossível.
Leiam mais aqui …. http://bit.ly/V82cWn
tenho um comentário a fazer. Não conhecer a bíblia, não frequentar a igreja e ouvir falar muito pouco de religião, foi definitivo para que eu desenvolvesse uma consciência limpa, assim… como se fossemos os primeiros habitantes na terra, sem bíblia, como iríamos pensar…. como iríamos agir…
Essa consciência limpa me fez conseguir pensar com clareza sobre o mundo, e tirar as minhas próprias conclusões sobre a religião, o mundo, e tudo o que remete a vida em seus derivados. (a respeito não sou contra as religiões).
Nunca, jamais pesquisei sobre ateísmo e agnosticismo. (hoje é a primeira vez que leio algo extenso a respeito).
Algumas vezes já pesquisei por religiões antigas, por curiosidade, já que hoje eu acho que as religiões estariam muito modificadas, talvez também pela globalização.
Acredito que assim, consegui tirar minhas próprias conclusões. assim, sozinha, sem ninguém me dizer isso ou aquilo.
Não sei necessariamente o significado profundo da palavra ateu ou agnóstico, não sei se me enquadraria em uma delas, mas não acredito em Deus, nem em Jesus, e a Bíblia pra mim é um simples livro juntado de vários “livros”. (sim, eu sei, pensamento totalmente primitivo, já que nunca li a bíblia e não sei do que se trata.
Eu acreditei em Deus porque meus pais acreditavam e todo mundo acreditava, então me parecia o mais sensato a fazer, certo?
Mas com o tempo deixei de acreditar em todos esses aspectos que citei a cima.
Eu acho que a minha experiência de vida, (passei fome, dormi no chão por 3 meses, fiquei sem dinheiro, sofri por amor, observei muito o mundo ao meu redor (talvez essa a mais importante) etc, etc) foi crucial para desacreditar em religiões.
Outra coisa que gostaria de deixar registrado, é que o brasil é um país muitooo fechado para esse assunto e muito preconceituoso.
Pregação apagada. Antes de vir comentar apenas com o intuito de pregar a um ateu, leia as regras de comentários: http://consciencia.blog.br/regras
RFS
Poemas de pregação religiosa também infringem as regras de comentários. Por isso, comentário apagado. RFS
Pregação apagada. Pregações violam as regras de comentários deste blog. RFS
Caro Robson: Lí cuidadosamente seu post e identifiquei-me com muita coisa que você disse. Fui alfabetizado muito cedo e tenho uma curiosidade inata que me fez pesquisar as origens do Cristianismo e descobrir que tudo nele é falso.
Vivo pois, aos 65 anos de idade tranquilo, sem pedir ou dever nada a Deus algum. abraços Alvino Bastos
Fui batizado na igreja batista e hoje sou um Ateu Feliz. Saber que a cada minuto no mundo morrem 5 crianças vitimas da fome, que durante séculos negros foram escravizados, que judeus foram massacrados em campos de concentração, etc, etc, é mais do que suficiente para dizer que Deus é uma ilusão criada pelos homens.
Como podemos aceitar e gostar de estupros, guerras, escravidão, genocídios, infanticídios, pestilências, racismo e principalmente o machismo que é muito forte na biblia. E sabemos que tudo a mando de Deus.
Convido a todos para assistirem o video que criei com os motivos que me levaram ao ateísmo. (https://www.youtube.com/watch?v=p_shKOS4eBw)
Cara, você muito mais cristão do que imaginava ser. Você fala de espiritualidade, esperança,de ética(deveria falar de Moral também), do amor fraterno,do perdão, do convívio com a natureza, do respeito com o meio ambiente, do convívio familiar, do amor que o une a sua namorada atéia. Tudo isso é ensinamento cristão que os homens deveriam seguir e não o fazem.
O mal inexiste sozinho, ele se manifesta na ausência do bem, assim como não existe a escuridão que é a ausência da luz.
Nós nos encontraremos no céu, com certeza
Cara, me desculpe, mas quanta ignorância a sua, quem disse que isso são valores cristãos? São valores de seres humanos, que o cristianismo, assim como a maioria das outras religiões (para não dizer todas) se possuiram destes valores na intenção de substituir a necessidade de um ser humano pensar em seus valores morais/éticos; e sobre a frase de Einstein (se não me engano), jogou-a aleatoriamente com que intuito? O “deus” cristão não é onipresente? Então tudo é bom, pois “deus” é bom, e está em todo lugar, portanto, o mau não existe.
cara n]ao entendi essa parte de. Mas nada impediria que surgisse uma nova consciência em algum lugar do universo – ou, quem sabe, em outros universos paralelos – que assumisse o papel que minha consciência exerce hoje, o de contemplar e interagir com o mundo fora do meu corpo – a grosso modo, uma espécie de reencarnação sem espírito.
É meio complicado explicar mesmo. Considere que eu acredito em reencarnação, mas não ao molde do espiritismo e de outras religiões.
sou cristao mas adorei sua explanacao da sua crença virtude daqueles que pensao mas suas perguntas tem respostas
eu so acredito no que eu vejo
Muito bom o texto, parabéns!!!
Oi robson, eu sou aquele cara que foi criado tendo que acreditar em DEUS que ele castiga ou premia, mas sempre tive dúvidas e questionamentos sobre a existencia de DEUS.
Neste momento estou colocando DEUS para me provar sua existencia ou desacreditarei de vez.
Minha esposa está internada no INCA em estágio terminal, è missionaria dedicou toda vida a igreja é uma pessoa amada por todos que a conhecem e não conheço pessoa que mereça mais misericordia do que ela. Desde a descoberta da doença ela assegura que DEUS vai curá-la. A bíblia diz que a fé e oração curam, pois não faltam orações até mesmo de igrejas inteiras por ela, temos um netinho de 2 anos e não acho justo que ela aos 58 anos seja privada de mais um tempo com ele e toda sua família.
Estou junto com os filhos e todos que a conhecem sofrendo e aguardando um milagre que a biblia diz que DEUS concede aos justos, para definir se realmente devo definitivamente acreditar se DEUS existe ou não.
Desculpe o desabafo e voltarei a escrever para dizer se DEUS se fez presente ou não existe.
Um abraço.
oi robson, minha esposa faleceu 2 dias depois de escrever o meu desabafo, pois bem, deus não me provou sua existencia e passou a ser pra mim mais um personagem de estórias igual papai noel, coelho da páscoa etc…
quanto a bíblia é uma grande farsa escrita de maneira inteligente.
papai noel e outras estórias são desmentidas para desiludir as crianças que são iludidas pelos adultos que no entanto não tem coragem de acabar com sua ilusão que é deus, pois precisam se agarrar a alguma esperança quando enfrentam problemas da vida.
e existem os espertos pastores, padres e outros mais que enriquecem as custas dessa ilusão.
seria mais inteligente que aqueles que acreditam nesta ilusão que observassem que se ele existisse seria um ser CRUEL e DECEPCIONANTE pois quantos já esperaram um milagre que nunca veio?
é mais simples dizer que deus sabe o que faz do que questionar a verdade.
um abraço
Poxa… sinto muito por sua esposa =/
obrigado pela solidariedade
Por favor, colega, eu sou uma pessoa de mente aberta e tenho procurado viver uma vida que segue a coerência de fatos. Eu me interesso muito pelo pensamento ateu, e concordo que a crença em um deus, é algo a ser questionado. O problema é que eu tenho estudado diligentemente sobre o assunto, e tenho tido vários problemas com as lacunas existentes no ateísmo, seja cientifico ou filosófico. Eu quero encontrar uma verdade, pois creio que a verdade é o único meio de ser realmente feliz. Não gosto de ver muitos que se utilizam de uma crença (cega) como amuleto para vida, mas eu tenho encontrado muitas dificuldades para administrar algumas lacunas existentes no ateísmo. Por exemplo: Como explicar a origem da informação complexa e específica? De onde surgiu a informação genética necessária para fazer funcionar a primeira célula? De onde proveio o acréscimo de informação necessária para dar origem a novos planos corporais e às melhorias biológicas? Eu peço, por favor, a ajuda de vocês, pois eu não tenho encontrado respostas a essas questões importantes, que caso não sejam explicadas, não poderão dar base a uma visão sem a presença de um deus. Obrigado pela atenção e espero uma ajuda.
Ricardo, essas informações eu não tenho aqui. Talvez a Wikipedia em inglês (que é bem melhor embasada do que a em português) te mostre algo nesse sentido. Abs
Olá,
Bom, eu acredito em Deus. Acredito em Deus criador de todos os universos, mas que não fez o mundo em 6 dias e descansou no sétimo.
Acredito em um Deus que não se importa de você ser ateu, e que continua te amando do mesmo jeito.
Acredito num Deus que criou leis imutáveis, tais como a Lei da Gravidade, as leis da física, a lei do retorno e as leis que regem os universos.
Acredito em um Deus que não fica irado e que ri da pobre definição que os homens criaram para ele, nas mais diversas escrituras sagradas.
Acredito em um Deus, que não condena ninguém ao inferno e que te recebe de braços abertos, quando acaba o ciclo da sua vida.
Esse Deus em que acredito acha maravilhoso que sejamos tão múltiplos e diversos.
Meu Deus não liga, para o que você faz sexualmente pois a sexualidade é da natureza em todas as suas expressões.
Meu Deus aparece para mim, na medida em que o identifico em mim mesmo, quando minha consciência o demonstra.
Não acredito mais, que Jesus tenha morrido na cruz, para livrar a humanidade de uma condenação, por um pecado, que eu nunca entendi direito qual era.
Acredito em um Deus que não se intromete na minha vida e que REALMENTE me deu o livre arbítrio, pelo qual determinou que aquilo que eu fizer vai determinar meus resultados e que Ele, não vai, nem me punir, nem me safar.
Meu Deus me ouve, na medida em que, em mim, eu o manifesto, com atos de coragem, humanidade, criação, criatividade, honestidade e sensibilidade. E quando tudo isto me falta, a oportunidade de reconhecer o erro e recomeçar, mas Ele não se intromete. Talvez (em meus sonhos delirantes), Ele nos aplauda orgulhoso quando fazemos algo bom.
Meu Deus, não criou anjos, que viraram demônios, cuja função é atormentar a vida do ser humano, pois no inferno não há nada melhor para fazer.
Não, meu Deus lamenta que o homem ainda creia nisso.
Meu Deus realmente existe? Não sei, para mim, Ele é real, mas meu universo é criado a partir das minhas impressões, assim como o de cada pessoa.
Quanto a ser ateu, acho muito saudável. E Deus, o meu Deus, também acha…