Aos religiosos: eu vivo sem Deus, sou ateu

Atualizado em 08/02/2012

Como virei ateu

Um testemunho de não fé pode ser visto com olhos desdenhosos por religiosos e mesmo por alguns irreligiosos, que podem achar que estou fazendo o mesmo que evangélicos que depõem como se converteram ao cristianismo – ou seja, de alguma forma pregando que sigam meu exemplo, que mais pessoas se tornem ateias.

Mas, por outro lado, mostrar às pessoas por que virei ateu poderá lhes derrubar mitos sobre o abandono da fé religiosa – como a falsa crença de que ateus o são porque “fizeram pacto com o demônio” ou porque queriam uma “liberdade libertina” de “embriaguez, orgias e drogas” a despeito dos ensinamentos das igrejas. Assim sendo, o testemunho ateísta pode servir como uma investida contra o preconceito que tantos religiosos têm contra os ateus, suas (des)crenças e sua motivação para ter abandonado a religião.

Meu ateísmo veio em fevereiro de 2005, bem antes de eu ter a visão de mundo que tenho hoje. Posso dizer que foi a primeira grande revolução pessoal pela qual passei – as outras foram o vegetarianismo e o hábito de ler. Eu já estava com minhas crenças teístas em decadência desde meados de 2004, e o ateísmo foi a conclusão dessa desconversão.

Até a primeira metade de 2004 eu era bastante cristão, embora não frequentasse igrejas. Era um cristianismo de tendência protestante. Eu orava todos os dias, acreditava que Jesus existiu e “morreu na cruz para nos salvar”, cria em demônios e encostos – quando havia briga na família, eu achava que era intervenção demoníaca –, levava a sério que Jesus poderia voltar a qualquer momento e a banda que eu mais apreciava era uma banda cristã de metal alternativo.

Então frequentador de fóruns virtuais de tema livre, me deparei em um deles (já extinto), em julho de 2004, com o conto (provavelmente lendário) da entrevista à radialista cristã Laura Schlessinger, no qual se mostrava que o deus cristão era benevolente para com a escravidão e outros absurdos da lei do Pentateuco. Foi minha primeira decepção com a Bíblia – que, a saber, eu nunca tinha lido fora do Salmos 91.

Poucos dias depois, li em um outro site que Deus não só apoiava a escravidão no Velho Testamento como também fazia guerras no mesmo, tal como um grão-general. Minha ideia sempre tinha sido a de que Deus tinha uma ética imutável e pacifista e que os hebreus bíblicos eram um povo pacífico que só guerreava para se defender. Entendi então que eu era cristão simplesmente porque não conhecia a Bíblia.

Então, já voltei às aulas (do pré-vestibular que eu fazia na época) não mais cristão, mas ainda crente em Deus – numa certa crença teísta que denomino pós-cristã. Continuava orando, acreditando em providência divina e crendo que Deus me ajudaria a fazer um grande vestibular. Tanto que, num blog pessoal que eu mantinha naquele tempo (que não era o Consciência Efervescente nem tampouco o Consciencia.blog.br), inseria em cada post, nas semanas anteriores ao vestibular que eu faria para Jornalismo, uma frase parecida com “Deus, me guie rumo à vitória!”, e expressava o desejo de que Deus ajudasse John Kerry a tirar o malfeitor George W. Bush do poder nas eleições estadunidenses de então.

A crença teísta pós-cristã permaneceu estável até o terrível tsunami do Oceano Índico. Tanto que paguei promessa por ter passado no vestibular com uma nota alta andando um grande pedaço da avenida que liga minha casa à UFPE e beijando o chão do prédio onde eu estudaria (por apenas dois meses, desistindo do curso de Jornalismo por crise psicológica).

Depois do tsunami, li em uma notícia um ateu falando que o tsunami e as tantas mortes humanas causadas eram uma prova da inexistência de um deus pessoal como aquele em que eu ainda acreditava. Minha fé então foi minada, e passei por uma transformação gradual da crença à descrença. Via Deus como uma entidade de existência cada vez mais duvidosa. Em janeiro de 2005 fiz uma “oração de despedida”, esperando que a divindade provasse sua existência me ajudando mesmo sem orações.

Poucos dias depois da “oração de despedida”, minha crença “decaiu” ao deísmo – eu passei a acreditar que Deus nada mais era do que uma energia cósmica transcendental que movia o universo, inclusive crendo que a energia escura seria algo que transcendia o universo material, como uma característica do deus-energia transcendente.

Mas a crença não parou mais de “decair”, de modo que passei a ser agnóstico depois de ter deixado de acreditar na energia transcendental, adquirindo um ceticismo incipiente que era o embrião do meu atual pensamento irreligioso. Às vésperas do meu aniversário de 18 anos, em fevereiro de 2005, completei então minha transição ao ateísmo.

Por algumas poucas vezes, nos meses que se seguiram, passei por momentos de conflito com familiares e amigos intolerantes para com ateus. Mas depois deixei de ter esses problemas, uma vez que as pessoas com quem convivo aceitaram tacitamente meu ateísmo. Vez ou outra algum(a) parente ainda tenta me perturbar, insistindo a mim que “Deus (o da Bíblia) existe” e que “Jesus morreu na cruz para nos salvar”, comportamento a que respondo com indiferença.

Hoje vivo muito bem em se tratando de condicionamento psicológico e espiritual. Ao contrário do que o preconceituoso senso comum religioso acredita, não tenho nem um pingo de infelicidade espiritual, nenhum problema relacionado à falta de “respostas” metafísicas. Contemplo a natureza e o fenômeno da vida com muito regozijo, ao contrário do desencanto que supostamente marca o pensamento ateísta segundo religiosos.

Minha posição sobre a morte é que ela é o fim de minha existência, a volta para o nada, mas nada impediria que surgisse uma nova consciência em algum lugar do universo – ou, quem sabe, em outros universos paralelos – que assumisse o papel que minha consciência exerce hoje, o de contemplar e interagir com o mundo fora do meu corpo – a grosso modo, uma espécie de reencarnação sem espírito.

E, para tornar minha convicção ateísta ainda mais sólida do que já é, periodicamente tomo conhecimento de novos fatos que me comprovam que a crença em um deus pessoal é incoerente: orações frustradas com a morte ou sofrimento de pessoas religiosas, pessoas mostrando como o deus em que creem é relativo e subjetivo demais para existir objetivamente, catástrofes que atestam a inexistência de providência divina interventora etc.

Assim eu vou vivendo, sem nenhuma divindade e com muita disposição para viver uma vida feliz.

 

Sim, sou alguém e sou feliz sem Deus

Sou alguém e sou feliz sem (um) Deus. Sou ético e tenho bom coração sem ele. É o que sou. Sou aquilo que tantos religiosos juram que não existe: alguém que descrê em Deus, respeita os irmãos de senciência e leva uma vida agradável – não a mais agradável possível, com que eu sonho diariamente, mas me sinto bem confortado com o que tenho ao meu alcance hoje, livre de grandes problemas.

Religiosos ateofóbicos dizem que ninguém pode ser feliz nem bondoso sem o Deus deles. Dizem que ninguém que não crê em Deus pode viver uma vida boa, saudável e moralmente reta. Para eles eu sou alguém que não existe. Porque sou feliz e bondoso sem um Deus para me guiar e moralizar.

Não me sinto superior de forma alguma, mas eu sinceramente posso sentir uma ponta de pena daqueles que dizem coisas do tipo “Sem Deus eu não sou ninguém”, “Sem Deus eu não sei viver”, “Sem Deus eu não sou nada!”, “Sem Deus minha vida não tem sentido!”. Porque isso revela um tanto de pequenez, submissão humilhante e autoestima deficiente viciada na religião. E também porque há no planeta centenas de milhões de pessoas – talvez passem do bilhão – que, a despeito da crença auto-humilhante e negacionista de tantos crentes, são algo/alguém, sabem viver e têm uma vida provida de sentido sem uma entidade superior que chamem de Deus.

Tenho família e amigos fiéis e sou financeiramente razoável (nem pobre nem abastado). E, claro, tenho amor para dar às pessoas (que merecem). Amor a todos – minha família (em quase todos os sentidos), meus amigos (fraternidade, amizade, respeito e apreço), outras pessoas (fraternidade, respeito e disposição à amizade, desde que o outro se disponha igualmente), animais não humanos (carinho, amizade e respeito ético) e Natureza silvestre (devoção, carinho, comunhão espiritual e profundo respeito não só como mantenedora da vida, mas também como portadora de um sentido intrínseco que eu gostaria de desvendar).

Gosto de computador, de internet, dos meus blogs, dos meus artigos, do Twitter, de alguns blogs de humor, das tirinhas de memes, do Trollface, do FFFFFUUUUU-, de games de estratégia, de praia, de viajar, de florestas, do céu estrelado da noite, de contato com a Natureza, de animais não humanos (o que se reflete também em meus hábitos de consumo), de P.O.D., de Coldplay, de Hoobastank, de synthpop, de new wave anos 80, de rock pernambucano, do antigo movimento Rock Brasil, de metal alternativo, de sair com meus amigos, de visitar livrarias, de sucos de maracujá e acerola, de comida vegana, de revisão e correção de textos, de livros, de sociologia, da esquerda política, de feminismo, de abolicionismo animal, de antimilitarismo, de ambientalismo, de teoria socioambiental, de Educação Ambiental, de História à Annales, de ler sobre religiões politeístas, indígenas e orientais, de literatura ateísta, de O Senhor dos Anéis, de Star Wars, de Matrix, de Smallville, de Beavis & Butt-head, de Cavaleiros do Zodíaco, de Dragon Ball Z, do anime Yu-Gi-Oh, de Capitão Planeta, dos Simpsons, de Chaves, de Chapolin, de rir com gols contra… Sou um ser humano íntegro, com emoções, gostos, interesses, necessidades, anseios, sonhos, tudo o que um ser humano normal tem.

Sou, estou, sinto, gosto, amo, detesto, sofro, protejo, luto, rio, choro, regozijo, trabalho, contemplo, medito, conquisto, fracasso, venço, perco, supero… Sem Deus. Sem Javé, sem Cristo, sem Allah, sem Zeus, sem Xangô, sem Shiva, sem Odin, sem Amaterasu, sem a Deusa e o Deus, sem Ísis, sem Dagda, sem Marduk, sem Baal, sem Ngai, sem Quetzalcoatl, sem Inti, sem Aton, sem nenhuma deidade.

Sou um dessas centenas de milhões de seres humanos que sabem que sentido da vida, ética, bondade e alegria de viver independem de religião e crença. Não preciso de deus nenhum, tampouco de recompensas e punições como o céu e o inferno cristãos, para me dizer o que é certo e errado e que devo ser submisso a uma divindade altamente contraditória para ser feliz. E isso, a despeito da intolerante crença de tantos, não me tira o conceito de moral – pelo contrário, modéstia à parte, minha consciência ético-moral respeita e zela por muito mais seres vivos do que a média da população religiosa respeita (ou diz respeitar), ainda que isso não seja regra no ateísmo.

Por mais que suas igrejas e a Bíblia neguem isso aos cristãos pouco tolerantes, há ateus boníssimos e cristãos perversos e criminosos – da mesma forma que há também cristãos boníssimos e ateus perversos e criminosos. Ao contrário do que os Datenas da vida vociferam, não ter Deus no coração não me leva a cometer nenhuma violência, crueldade, crime ou transgressão legal, ao mesmo tempo em que “amar a Deus sobre todas as coisas” não impede que tantos padres abusem de crianças, inúmeros pastores extorquam seus “cordeiros” e muitos fanáticos assassinem e destruam “em nome de Deus”.

Não vou me arrogar como um exemplo de pessoa moral e reta, tenho defeitos e vícios (nenhum, porém, que comprometa minha saúde) como qualquer ser humano, mas minha vida e personalidade me são bastantes para derrubar diversos odiosos mitos morais que envolvem o ateísmo.

Como o de que Deus seria necessário para dizer o que é certo e errado: especialmente porque muito do que a tal moral bíblica diz como certo os Direitos Humanos e também os Direitos Animais, ambos de cunho essencialmente secular, consideram eticamente censurável – guerras, genocídios, sacrifícios animais, estupros, machismo, homofobia, intolerância religiosa, ódio, extorsão com pretextos religiosos etc. E porque mesmo a grande maioria dos ditames morais que os cristãos obedecem hoje não são bíblicos, mas sim laicos – em outras palavras, mesmo para os próprios crentes a Lei de Deus na prática não prevalece mais sobre a Lei dos Humanos (“dos homens” não, por favor).

E o de que o ateísmo teria sido responsável pela malignidade dos Stalins, Pol Pots e Milosevics da vida: além desse mito ser uma generalização extremamente preconceituosa e ignorar que, ao contrário das religiões, o ateísmo, não sendo nenhum sistema organizado de crenças mas sim a ausência dele, não determina qualquer orientação moral, ele ignora a existência dos assassinos cristãos que até apelaram ao seu Deus para justificar seus crimes, como Hernán Cortés, Francisco Pizarro, Adolf Hitler, Tomás de Torquemada, George W. Bush, Teodósio e inúmeros papas das Idades Média e Moderna.

Sou algo e alguém, sou muito feliz e moralmente reto e minha vida tem todo um sentido sem Deus, e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso, pelo contrário. Faço questão de fazê-lo – aliás, sou obrigado a isso, ainda mais neste país em que infelizmente a não amoralidade ateísta não é considerada algo óbvio. E sou mais satisfeito ainda por poder dizer que sou oposto aos religiosos intolerantes e teocêntricos no que tange a ser livre daquela submissão e autoestima viciada que condiciona todo o sentido da vida, a felicidade e a própria qualidade de ser algo ou alguém a um Deus específico.

É para mostrar que ateus também são gente como qualquer cristão, como qualquer religioso, que escrevi este texto. Para mostrar que todos os seres humanos são moralmente iguais, são igualmente humanos, são igualmente sencientes, são igualmente vivos, são igualmente seres com ou sem Deus. E não é a ausência dele que nos faz deixar de ser tudo aquilo que somos em essência.

Se você ainda acredita que sem Deus é impossível ser alguém e viver, conheça a nós ateus. Conviva conosco. Busque nos entender. Abandone seus preconceitos. Aceite-nos como somos. Aceite os irreligiosos que somos.

Montagem de printscreens extraídos do Twitter. Muitos religiosos acham que a vida sem Deus é vazia e infeliz e a própria existência sem ele é quase uma inexistência. Os ateus são a prova viva de que eles estão equivocados.

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34 respostas a Aos religiosos: eu vivo sem Deus, sou ateu

  1. Clara disse:

    Ahhh, você gosta de Yu-Gi-OH!

    Hehheh. Será que sou a única mulher adulta que ainda tem um baralho montadinho? kkkkkkkkkkkkkkk

    Também gostei da atmosfera medieval de Senhor dos Anéis, mas senti falta de uma heroína de verdade na estória.

    Aquela guerreira que luta lado a lado com os Hobbits, no fim da história (no livro) se casa com um príncipe e diz que “nunca mais irá tentar se equiparar aos cavaleiros”.

    Difícil ser feminista e gostar de Senhor dos Anéis…

    • hehehe.. Clara, na verdade gosto do anime Yu-gi-oh, não cheguei a criar costume de jogar com o “children’s card game”.

      Sobre o Sr. dos Anéis, a história é fantástica, mas o grande ponto negativo nela é que as mulheres não são quase nada na história. No lado do mal, nenhum ser feminino aparece. No lado do bem, apenas Galadriel e Éowyn têm alguma importância (e como vc disse, Éowyn desiste do posto de cavaleira) – e os anões são 2/3 homens e as anãs mulheres (das quais apenas um nome é conhecido) têm aparência igual à dos anões homens.

      Abs

    • Anderson disse:

      Também curto Yu-gi-oh rs e tenho baralho montado.

  2. Lion disse:

    Comentário apagado. Não é permitida qualquer apologia ao genocídio como a que você trouxe pra cá. Por mais diferentes que sejam os costumes de outras culturas, ninguém tem o direito de exterminá-las.

    Grato,
    RFS

  3. Michael Kevin disse:

    Em respeito as respostas do twitter, algumas prezam pela individualidade, algo do tipo: “EU, e apenas EU tenho que meu senso crítico de mim mesmo, a respeito da moralidade, ética e outros fins, não sou nada”.
    Essa pesoa está apenas prezando sua individualidade, sua opinião SOBRE VOCÊ… Isso não é agressivo, PARA MIM, pois você APENAS descreve SUA opinião SOBRE SI MESMO…

    Agora frases como: “VOCÊ, e todos os outros seres racionais e providos de inteligência suficiente e seja capaz de entender esses caracteres e sinais e julgar como uma mensagem, quero lhe dizer uma coisa, SEM dEUS (proposital…) você não é NADA, isso é agressão por PRÉ-conceito, “você” sai sua individualidade, entra na minha, logo, a regra do: “Meu limite vai aonde o seu começa” é quebrada, isso realmente é agressão, e você tem o total direito de responder de forma racional, moral e ética sua opinião SOBRE SI MESMO… Se você estiver INVADINDO a privacidade do outro que já invadiu a sua, você está si igualando ao nível do agressor inicial…

    • Concordo contigo. Mas quando digo que posso sentir uma ponta de pena de quem se diminui a um ser autodesprezado por causa da religião, isso é muito mais uma lamentação por a religião perniciosamente orientada causar tanta erosão de autoestima e amor próprio nas pessoas do que um desprezo (aliás, não tenho qualquer motivo pra desprezar ninguém que não me tenha feito mal).

      Religiosos lúcidos não precisam disso. Pra eles Deus eleva seu estado de espírito, e não toma posse do mesmo.

      • Michael Kevin disse:

        Ok… Não resisti, tenho que fazer a piada…
        Lucido:Que tem clareza e penetração de inteligência; que vê, compreende ou exprime claramente as coisas: espírito lúcido.

        Religião Lucidez =p

        P.S.: Para quem não entendeu, o símbolo “” significa “diferente de”

  4. raquel disse:

    Eu fui diferente de você,primeiro me tornei ateia,agora tentando me tornar vegetariana,somos submetidos desde criança a ser religiosos por que nos falam que os religiosos tornam as pessoas melhores,mas eu me tornei ateia por poder ver com clareza a hipocrisia rondando religiosos ou deístas,vão para igrejas pra mostrar à sociedade que estão dentro de padrões religiosos e preceitos morais,pra esconder o que elas realmente são mesquinhas,fúteis e desonestas.Eles dizem que os animais são sagrados e comem cadáver de boi,vaca,porco,galinha etc
    Se acham melhores do que uma vaca porque?Só os humanos destroem td que encontram pelo mundo,viu que está vivo,pronto,motivo pra destruir.

  5. matheus disse:

    “a biblia e como um como um contrato de software,voce nao le nada, so clica:aceitar” (AUTOR DESCONHECIDO)

  6. alexandre gonçalves disse:

    O homem criou deus para deus criar o homem.

    Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.

  7. [...] Sou ateu e não sou menos gente por causa disso. [...]

  8. Pudim disse:

    8 comentários sobre alguns posts que eu li no seu blog (desculpe se alguns deles forem diretos demais, minha intenção não é tolher e sim fazer refletir):

    1 – Seus exemplos não são símbolos relevantes de grande sofrimento de um grupo.

    2 – Aliás, essas coisas acontecem muito mais com religiosos do que com ateus.

    3 – Diante do preconceito contra gays, imigrantes, religiosos, minorias etc, os ateus são tão perseguidos e maltratados que a “ateofobia” deve ser nosso objetivo principal?

    4 – FHC e Getúlio Vargas eram ateus e conseguiram ser eleitos normalmente (nos mandatos em que houve eleição).

    5 – Como efetivamente você tem diminuído preconceitos?

    6 – Espiritualidade (ou o que quer que se chame AQUILO) é uma parte importante e delicada da vida das pessoas. Se você não for muito respeitoso ao tratar desses assuntos, não espere elogios de volta. Se a intenção for mostrar como dói devolvendo na mesma moeda, deixe bem evidente o que você está fazendo.

    7 – Histórias em que se usa manipulação para combater a manipulação geralmente não são histórias com finais felizes.

    8 – Aquilo que você considera um mau exemplo de religioso muitas vezes também é considerado mau exemplo pelos próprios religiosos.

    • Comentando cada ponto:

      1. Pode não ser símbolo de um grande sofrimento, mas pode ser de um sofrimento cotidiano: ser discriminado por religiosos apenas por não acreditar em Deus.
      2. Vc se baseia por haver mais evangélicos que ateus e os evangélicos também serem alvo de preconceito, é isso?
      3. Deve ser um objetivo tão importante quanto o combate à homofobia, ao racismo, à xenofobia e qualquer outra minoria.
      4. FHC teve que esconder seu ateísmo pra conseguir ser eleito. Já Vargas, não conheço bem a história dele.
      5. Não sei se venho conseguindo diminuir preconceitos, mas por enquanto uso o blog pra propagar material contra preconceito, inclusive pra ser usado por leitores.
      6. Eu sequer falei de religião, espiritualidade e ateísmo pra manola preconceituosa. Ela foi que descobriu, não sei se por este blog, pelo Facebook ou pelo Orkut.
      7. Vc está dizendo que estou manipulando minha história?
      8. Espero sinceramente que a manola já tenha sido repudiada antes por seu preconceito.

  9. Trilhei um caminho contrário ao seu: fui ateu dos 16 aos 25 anos (por motivos equivalentes aos seus). Um dia tive uma experiência espiritual que me obrigou rever conceitos e “certezas’, e tornei-me crente, mas sem religião. Hoje, em se tratando de espiritualidade, penso da seguinte maneira:”Acreditar em Deus não é o que importa; o que importa é que Deus acredite em nós”. Viver sem Deus não é de todo ruim, tanto que vc vive. Mas descobrí-LO e viver com ELE é muito melhor. Caso mude de idéia, fique atento a essas experiências. Mas cuidado com as exigências de “provas da existências de Deus”; a maioria, mesmo as sinceras e autênticas, como parece ser o seu caso, no máximo denotam o quanto não entendemos as questões espirituais. Porque o parâmetro de apreciação é a visão materialista. É o mesmo resultado quando a ciência tenta investigar a religião usando somente parâmetros materialistas, estranhos ao objeto investigado, ignorando completamente os parâmetros espirituais. Já imaginou um árbitro de natação conduzindo uma partida de pólo? Ou os cavalos caem na piscina ou os nadadores montam os cavalos. Assim, precisaríamos, no mínimo, construir um parâmetro que seja mais aderente ao objeto investigado, se quisermos obter resultados mais fiéis à pesquisa. Não seria exagero supor que precisaríamos estar no nível de um Jesus para se candidatar a “entender” as questões espirituais, e esse nível ainda não apareceu no mundo. Por isso os “escorregões” na área. Digo isso baseado na minha trajetória (estenda p/vc se achar conveniente). No mais, não encerre sua busca só no que vc acumulou sobre a idéia de Deus; nessa área o caminho é infinito, e vc está só no começo. Boa estrada p/vc.

  10. Eduardo Viveiros disse:

    Cavaleiros do zodíaco? Cara, você é dos meus, eu tenho quase todos os desenhos que a gente curtia na criançada kkkk. Mais, se referindo ao tema, é ótimo, apenas para ilustrar: Quando eu saía do serviço de ônibus (Agora, uso moto, eheheh), “mesmo sendo ateu”, não havia um dia em que não ficava admirado de acompanhar o nascer do sol em todo o seu esplendor, enquanto as pessoas teístas estavam durmindo ou jogando conversa fora, e ninguém ligava a mínima. Pergunto, os teístas não vivem apregoando que nós, ateus, não vemos cores em nada, que tudo é cinza? portanto, caro Robson, eu sou a segunda criança iluminada pela luz (Lembra do Jaspion?)kkkk. Valeu irmão, já tá adicionado aos favoritos!

    • Michael Kevin Medeiros Barbosa disse:

      Não entendi esse “mesmo sendo ateu” curto o nascer do Sol…

      Em verdade vos digo (tive que fazer isso, me lembrei da missa kk’) se você aperta o seu dedo indicador com o seu dedão com a maior força que conseguir provavelmente terá alguma mínima bolha de ar e este possivelmente seria o espaço que separaria o Sol da Terra na explosão do Big Bang, esta mínima diferença fez a vida, a evolução, etc… Não admirar isso sendo ateu seria burrice, na minha opinião…
      Mas de um ser teísta, que fala que um ser superior que ele apelida de “deus” criou aquilo apenas para apreciarmos, apenas para separar o superior do inferior, “colocando-nos no nosso lugar”, porque este ser, que supostamente existe, tem um complexo de superioridade, que mesmo sendo deus precisaria ser provado com ações para ganhar o respeito de seres inferiores… Se tem gente que aprecia este tipo ser, eu não, “obrigado”…

      • Michael Kevin disse:

        Completando…. “Se tem gente que aprecia este tipo de ser e sua criação (no comentário anterior se refere ao nascer do Sol), eu escolhi e ateu e por isso não apreciar esse egoísmo expresso em um livro de R$1,99

  11. Ruth Iara disse:

    Você sabe que aceito o ateísmo e sou uma pessoa mística, Robson. Não sou a única pessoa com este posicionamento. Creio que acreditar ou não em Deus pode até ser uma tendência genética. Mas, acredito que você possa pensar em coisas bem positivas durante alguns momentos do dia, recitar poemas, cantar e imaginar o mundo como ele deve ser. Não fique tão preso a chamada “realidade”. Desta forma tu não deixas de lutar pelos teus ideais, não te alienas e ao mesmo tempo obtem muita paz e mais força inda para agir.Os ateus também devem ter cuidado com suas mentes e não devem perder esperança e fé. (disse fé e somente fé e não fé em alguma coisa – a verdadeira fé não precisa de crença. ) Antes de dormir não leia coisas tristes e preocupantes e crie um lugar de paz dentro de ti mesmo ! Abraço!

  12. Pudim disse:

    Robson, não sei se você vai ler isso de novo, mas me sinto na obrigação de retratar o que tinha dito aqui nos “8 comentários”.

    Errei muito feio na avaliação que fiz do seu blog a partir de um ou dois posts. Estava num mau dia, tinha lido várias declarações de ateus malucos e totalizadores (tipo os do 9gag ou o Dâniel Fraga) e me deixei levar mais pela raiva do que pelo raciocínio.

    Sobre o preconceito contra religiosos, me referia principalmente à islamofobia dos grandes intelectuais ateístas dos EUA e da Europa e à totalização da identidade evangélica no Brasil. Esses preconceitos têm muito mais circulação nos “nossos” discursos públicos (i.e., literatura de divulgação, Internet).

    Sobre a manipulação, ela também se caracteriza pela repetição, então foi uma grosseria muito grande avaliar que o blog é sempre manipulador por um único post tendencioso.

    Por isso, peço desculpas. Sei que te identifiquei com um tipo de falta que você não pratica, e que não fui muito cuidadoso nas coisas que falei.

    • Relaxa, Pudim. Vc não postou aquele comentário por maldade, ao contrário daqueles claramente reaças que vêm com grosseria. E aliás, nem vi realmente grosseria no seu comentário, mas sim um comentário crítico, que poderia expressar seu ponto de vista – que, claro, merecia uma tréplica minha.

      Abs

  13. Rusdy disse:

    Que texto perfeito!

    Parabens!

  14. messias leandro disse:

    Pregação apagada.
    1. Não vou abandonar meu ateísmo só porque você veio pregar infringindo as regras de comentários deste blog e desrespeitando meu direito de não crer no seu deus.
    2. Lembre-se: seu comentário no outro post te enquadra no crime de intolerância religiosa, você pode ser denunciado a qualquer momento.

    Próxima pregação ou ação intolerante, será vedado de comentar por aqui.

    RFS

  15. Carlos Cunha disse:

    Olá Robson.

    Sou Espírita, no termo correto da palavra. Não “Kardecista”, que é um termo errado, mas deixemos isso para lá.

    Após ler seu blog, inclusive outras matérias, alem deste post, achei interessante sua felicidade. É uma felicidade que provém de uma consciência reta, cumpridora de seus Deveres para com os Humanos, animais e natureza.

    Eu acredito em Deus porém creio que mesmo que eu não acreditasse nele, ou não orasse, não ajoelhasse, não louvasse, isso de nada importaria para Ele. O que importa é agir de forma correta, digna e ética, como você afirma agir – com seus defeitos, como eu tenho, e outros bilhões na terra também tem.

    Resumindo, fico feliz em saber que você, Ateu, possui qualidades que alguns defensores de suas religiões ou credos estão longe de ter pois meu Irmão, mas vale para Deus, seguir uma linha de pensamento cristão ( permita-me a ousadia de assim o denominar ), sendo Ateu, do quê ser um “cristão” que se auto-denomina desta forma mas que esta a milhas de distância desta denominação.

    Continue assim, sendo Bom e justo.

    Isso é o que importa.

    Abração.

    Carlos.

    PS; Betinho era assumidamente Ateu mas para mim e outros adeptos da Doutrina Espírita, poucos seres de nossa Geração foram tão Cristãos como ele.

  16. ana julia disse:

    meu amigo, vc se dizia cristão a principio, mas n conhecia absolutamente nada do cristianismo, cm vc se decpcionou com algo de que n tinha conhecimento e pior ainda como vc pode negá-lo?? vc sustenta seu ateismo em catastrofes naturais?? provocadas pelo proprio homem, que na infinita bondade de Deus responde mto mal a liberdade q Deus lhes deu em fazer suas escolhas…tai vc fazendo a sua…Deus do Antigo testamento repudiava mts sacrificios feitos em seu nome e por isso revoltou-se contra mts povos e mts cidades..

  17. Eduardo disse:

    Michael Kevin, quando falei “mesmo sendo ateu”, eu coloquei estas palavras na boca dos que falam que ateus veem tudo cinza, não tem alegria porque não sabem apreciar as coisas boas da vida, porque não tem Deus no coração etc, enfim você sabe. Obviamente que tudo isso não passa de falácia, como eu mesmo falei lá no comentário!

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