(Pseudo-)”direitos” animais FAIL
A Gazeta do Povo, do Paraná, publicou no ano passado uma notícia que falava muito bem da Segunda Sem Carne, campanha permanente que está se multiplicando pelo mundo:
Entretanto, cometeu uma gafe enorme ao escrever algo sem-noção:
Ganhos
Cortar a carne do prato na garante ganhos só para o meio ambiente. Ajuda também a saúde e no combate à fome mundial. Veja:
(...)
Direitos dos animais
- A diminuição do consumo de carne pode contribuir para tornar o abate destes animais menos cruel e mais humanizado, como o que ocorre com a produção de carne orgânica. A maioria dos abatedouros clandestinos matam o gado a pauladas.
(...)
Eu pergunto:
- Desde quando isso é um direito para os animais?
- Desde quando a Segunda Sem Carne se propôs a tornar a morte de animais na pecuária "menos cruel e mais humanizada"?
- De onde a jornalista que redigiu a reportagem tirou que a Segunda Sem Carne vai pressionar a indústria frigorífica a "humanizar" o abate de animais?
- Desde quando as pessoas desejam um abate "humanitário" comendo carne seis dias sim, um dia não?
A jornalista falou uma besteira enorme. Pelo menos até o dia em que publicou essa reportagem, não sabia nada sobre direitos animais. Confundiu a defesa bem-estarista do abate "humanitário" com os direitos animais -- direito à vida, à liberdade, a não ser propriedade, a viver e morrer na natureza, a ser visto e tratado com dignidade e pleno respeito pelos seres humanos -- e nos trouxe tal pérola.

Abate "humanitário": desde quando isso é um direito para os animais? Como diriam os blogs de humor, Direitos animais FAIL!
P.S: E ainda errou o nome e a sigla da Sociedade Vegetariana Brasileira -- SVB (não Sociedade Brasileira Vegetariana -- SBV).
Tráfico de animais silvestres: a cultura da propriedade animal só podia dar nisso mesmo (Parte 7)
Papagaios vendidos livremente nas feiras
Enquanto o Ibama sai numa caçada desproporcional aos papagaios mantidos em residências (cativeiro), o comércio ilegal de aves é praticado livremente nas feiras do estado. O roteiro apontado pela própria instituição mostra que grande parte dos animais vem de Caruaru, no Agreste, para alimentar os pontos de venda no Recife, Rio de Janeiro e exterior. Na capital pernambucana, moradores indicam com facilidade locais tradicionais de venda.
Ontem pela manhã, em uma visita ao Mercado da Madalena, a equipe do Diario encontrou um comerciante que estava com um papagaio para vender. De forma discreta, ele contou que já foi condenado cinco vezes por venda ilegal, pagou penas alternativas e continuou a frequentar as feiras para achar compradores. É o retrato de uma cultura de "posse" atrasada. Um ciclo que vai do vendedor primário ao traficante e tem no criador o elo mais visível. E também expõe as falhas na fiscalização do Ibama que sabe, muito mais do que um simples cidadão, onde encontrar esses intemediários. No entanto ontem, aplicou multa de R$ 5 mil à aposentada Mercês Maciel que publicou anúncio para localizar o seu pagagaio que havia fugido há cinco meses.
O comércio ilegal de animais movimenta, a cada ano, aproximadamente R$ 2,5 bilhões e retira cerca de 38 milhões de animais da natureza em todo o Brasil de acordo com relatório da Renctas (ONG de combate ao tráfico de animais). No Grande Recife, pesquisadores da ONG Observadores de Aves de Pernambuco (OAP), criada em 1986, já fizeram uma pesquisa em 10 feiras livres e constataram que 20,8% das espécies registradas no estado eram comercializadas com preços variando de R$ 1 a R$ 100. "O comércio continua. Todo mundo sabe onde pode conseguir. Os vendedores só passaram a esconder por causa da imprensa", disse o integrante da ONG Manoel Toscano.
Desafio às mulheres
Na chamada Semana da Mulher, lanço um desafio àquelas que ainda falam ou escrevem, com naturalidade e sem nenhum constrangimento, "o homem" como sinônimo de ser humano ou humanidade. Na verdade são dois:
1. Desafio-as a, num discurso, falar "Nós, os homens, ..." ou "Nós homens ..."
2. Desafio-as a falar ou escrever sem nenhum constrangimento: Eu sou um homem!
Para quem estranhar: ué, vocês não consideram a palavra "homem" sinônimo de "ser humano"?
Sensacionalixo (Parte 2: o tsunami do JC)
Pela segunda semana seguida um jornalão pernambucano traz uma quase-barriga (barriga é uma notícia não confirmada ou simplesmente falsa) extremamente sensacionalista assustando as pessoas. Depois da Folha de Pernambuco e as "extraordinárias" alterações na duração dos dias e no eixo da Terra, agora é a vez do Jornal do Commercio mandar um bicho-papão sensacionalista.
Nordeste não está livre de tsunami (link apenas para assinantes do JC)
O ano começou marcado por catástrofes naturais nos quatro cantos do planeta. Agora, como se não bastasse, cientistas fazem prognóstico de ondas gigantes na costa do País.
Enchentes em Angra dos Reis, São Paulo e Ilha da Madeira, terremotos no Haiti, Taiwan e Chile. Não bastasse tanta calamidade no início de 2010, agora pesquisadores anunciam um tsunami no Oceano Atlântico. O alvo brasileiro: Fernando de Noronha e a costa do Nordeste acima da Paraíba.
A formação da onda gigante depende da erupção do Cumbre Vieja, prevista pelo cientista americano Steven Ward, da Universidade da Califórnia. O vulcão, localizado na Ilha La Palma, no arquipélago das Ilhas Canárias, perto da costa africana, entrou em atividade pela última vez em meados do século 18. “E seu ciclo é de 250 anos”, avisa o especialista em riscos geológicos da Universidade Federal da Paraíba Paulo Roberto de Oliveira Rosa. Ou seja, o gigante adormecido está perto de acordar de novo.
Não seria só a lava, mas também as paredes do vulcão, a causa do cataclismo. É que na última erupção cientistas registraram o aparecimento de uma grande fissura na parte oeste da cratera vulcânica, que fica posicionada virada para o Atlântico.
Ataque à Turma da Mônica, o maior owned articulístico da internet brasileira?
Me chamou muito a atenção um fato de poucos dias atrás, que vem repercutindo até este momento. Dioclécio Luz, cuja profissão desconheço, escreveu um texto que consistiu num verdadeiro petardo contra os gibis da Turma da Mônica. Suas críticas se direcionavam à suposta falta de profundidade na personalidade das personagens dos quadrinhos -- incluindo as principais --, às características dos mesmos interpretáveis como uma apologia ao bullying, às características peculiares de cada personagem focadas em seus defeitos físicos ou comportamentais e à comparação dessas personalidades brasileiras com as personalidades muito profundas de heróis dos quadrinhos euamericanos.
Um trecho de seu artigo, que pode ser lido na íntegra aqui, diz:
O outro aspecto a se observar na Turma da Mônica é o abuso dos clichês. Pelo menos três personagens são clichês: Mônica, como se viu, a que resolve as coisas na porrada; Cascão, que odeia água; Magali, a comilona. Antes de tudo, note-se que são clichês negativos. Ninguém da turma é conhecido por ser inteligente, criativo, sensível, cuidadoso, gentil, amável, isto é, por qualidades humanas, por virtudes humanas. Na verdade, temos, mais uma vez, o incentivo ao bulling – esses três personagens trazem consigo motivos para discriminação e para serem agredidos pelos colegas.
O problema dos clichês nos personagens é que eles não existem fora disso. Cascão ou Magali (e a Mônica) não existem fora dessas suas "virtudes". As observações, as visões do mundo, as idéias, as sugestões, tudo isso que dá personalidade a um personagem, não existe na Turma da Mônica. A gente sabe que é Magali quando ela fala em comida; a gente sabe que é Cascão por seu ódio à água; a Mônica aparece quando é hora da porrada. Mas essas características de Cascão e Magali, como veremos mais adiante, não são exatamente traços de personalidade, e sim, desvios comportamentais. A violência da Mônica, sim, está mais próximo de um problema de personalidade.
Como se pode ver, praticamente uma versão brasileira do livro A sedução dos inocentes, que condenou os quadrinhos nos EUA na década de 50 e causou um bom dano na indústria dos gibis na época.
Sensacionalixo
Dando uma de Cloaca News, mostro um caso explícito e bastante ridículo de sensacionalismo apocalíptico.
Com vocês, a Folha de Pernambuco avisando, com letras garrafais, que vamos ter algo como dias de 20 horas, eixo terrestre "doido" e continentes violentamente afastados:
Como dizia o finado Bussunda, fala sério, aê.
Notícia que vai revolucionar a sociedade brasileira
"Kibando" a sequência "Notícias que vão mudar o mundo" do Kibe Loco...
Alemão, Preta Gil e Deborah Secco apostam na saída de Eliéser do "BBB10"
A polêmica análise sociológica de Alemão, Preta Gil e Deborah Secco, apontam analistas políticos, vai causar uma comoção social sem precedentes no Brasil, de modo que alguns até preveem um movimento tão volumoso quanto as Diretas-Já. Eliéser, por sua vez, terminará como um mártir para a história do seu estado de origem.
Bah...!
Reflexões de Idiocracy: rumo à Idiocracia brasileira?
Artigo escrito em março de 2009, minimamente editado
A comédia cult Idiocracy (2006) mostra, talvez de uma forma exagerada mas muito hilária, os extremos a que a degradação cultural de um país provavelmente pode chegar. A burrice, a imbecilidade, a ignorância, o desrespeito, a coprologia, a obscenidade e outras imundícies são costumes socioculturais predominantes nos EUA do ano 2505, tudo porque não se conseguiu educar uma população de deficientes intelectuais que procriava gerações sucessivas igualmente idiotizadas. “Tudo porque não se conseguiu educar”? Isso nos lembra algo.
Quem pensou no Brasil pensou no óbvio. Assim como o sistema educacional estadunidense, que na distopia foi incapaz de reverter a imbecilização da população no terceiro milênio da Era Comum, o brasileiro também está apanhando feio na luta contra a degradação dos valores culturais e morais*. Estilos musicais degenerados marcados por letras descerebradas se popularizaram, o alcoolismo social é praxe, trotes universitários violentos e tapetadas (agressões contra pedestres por idiotas a carro “armados” com um tapete enrolado) estão em alta entre a juventude... O que dizer mais para evidenciar que o Brasil da vida real está ameaçado de se tornar uma idiocracia da mesma categoria que os EUA do “futuro”?
Embora sua obra tenha sido uma ficção hiperbólica, Mike Judge, seu diretor, inspirou-se, entre outros fatores socioculturais, num fato real nos Estados Unidos: a capengagem do sistema educacional. Uma realidade precária que já havia sido denunciada em livros por Carl Sagan – que abordou a deficiência na formação científica naquele país n’O Mundo Assombrado pelos Demônios – e Michael Moore – cuja queixa exposta na obra Stupid White Men mostrou o quanto é fácil a ascensão da estupidez cultural num país educacionalmente fraco.
Uma máscara que tem como molde a situação idiocrática estadunidense se encaixa direitinho no status quo brasileiro. Está aí para todos verem: a grande maioria de nossas escolas, incluindo aí não só os penuriosos colégios públicos como também muitas instituições particulares ricas e sofisticadas, está falhando miseravelmente na formação de mentes pensantes preocupadas com a ética, a moralidade* e a promoção de uma cultura respeitável.
A virtude da responsabilidade pessoal sobre si mesmo não está sendo valorizada como deveria na prática do ensino e a suscetibilidade da juventude em assimilar costumes idiotas mas prazerosos está sendo negligenciada. Como consequência, os jovens estão sendo levados sem a mínima resistência pelas correntes da ressaca cultural do hedonismo e da irresponsabilidade total. Mesmo as drogas, em vez de assustarem por sua nocividade extrema tão divulgada na mídia, estão atraindo com facilidade um bom número de adolescentes e jovens adultos que não aprendem direito a discernir o certo do errado.
Sem perspectivas de melhoria na forma como a nossa educação pública e privada lida com a formação cultural dos brasileiros, vamos caminhando rumo à versão brasileira e real da distopia estadunidense, a nossa idiocracia. Os absurdos que Mike Judge pensou estão se repetindo em nossa realidade. Enquanto nos EUA do século 26 assistir a uma bunda no cinema e apreciar a violência policial são costumes corriqueiros, aqui “beber, cair e levantar” e “brindar sempre a p*taria” estão se tornando convenções sociais valorizadas. Antes que os jovens de hoje elejam daqui a pouco o “rei do cabaré” para presidente, os educadores precisam discutir como essa cultura tão degenerada deve ser enfrentada e seus danos na mentalidade juvenil brasileira mitigados.
*Minha concepção de moral, ao contrário dos (falsos) moralistas ultraconservadores, não milita, por exemplo, pela homofobia e pela recristianização dos valores socioculturais brasileiros, muitíssimo pelo contrário.
Alienação na sala de espera
Artigo escrito em julho de 2009
Quem frequenta lugares que demandam uma espera, como salões de beleza e consultórios médicos particulares, sabe as opções de distração que existem para a pessoa aguardar atendimento. Seja em salas confortáveis, seja dentro do único cômodo do recinto, é mais que esperado que encontremos a nosso dispor um televisor, sintonizado quase sempre nas emissoras mais populares ou num DVD tolo, e um punhado de revistas, geralmente de fofocas, novelas e carros e menos comumente de notícias voltadas para as classes média e alta.
Considerando a inutilidade (in)formativa das revistas não-jornalísticas geralmente disponíveis nesses lugares e a manipulação a que o jornalismo da TV aberta e das revistas mais comuns lá nos submetem, é de se refletir: salas de espera são recantos onde se reforçam a alienação e a estagnação intelectual. Não é por culpa das pessoas que não têm alternativas melhores, mas sim justamente dessa falta de opções quanto ao que ler e ver, da falta de costume cultural de se dispor ali de meios realmente construtivos de informação e provisão de conhecimento.
As pessoas abençoadas pelo hábito de ler livros e levá-los consigo para qualquer cantinho de aguardo são as únicas protegidas do adormecimento cerebral que essas revistas e canais televisivos de última categoria promovem – ou nem isso, quando a sala é pequena e o volume da TV está alto, interferindo na leitura do bom livro. Já as demais, coitadas, estão condenadas a viver por talvez horas numa prisão abstrata, uma cela minúscula e tortuosa onde só existem revistas como Caras, Contigo, Minha Novela, Tititi, Quatro Rodas e Veja e uma TV transmitindo Globo, Record, SBT ou um DVD musical meia-boca.
Reflexão sobre a campanha #GoVegetarian no Twitter
O último 20 de fevereiro foi um dia em que o Twitter foi palco de uma bonita militância conscientizadora. Nesse dia, como previamente combinado entre internautas vegetarianos, o termo #GoVegetarian foi incluído entre os “trending topics” (lista de palavras mais utilizadas no Twitter) brasileiros daquele site e permaneceu com esse status por 16 horas seguidas. A consciência vegetariana mostrou que pode fazer muito barulho de agora em diante no Brasil – pelo menos na internet brasileira.
Posso dizer que foi a primeira atuação da militância vegetariana brasileira com envergadura nacional bem-sucedida. Parafraseando Lula, “nunca antes na história deste país” as ideias que fundamentam o vegetarianismo foram expostas de forma tão aberta e pública. Pela primeira vez uma grande população, estimada no mínimo em centenas de milhares, foi exposta pelas mais que diversas mensagens de conscientização que a tag #GoVegetarian acompanhava.
Estas foram bastante diversas: frases de efeito, citações de vegetarianos famosos, links para páginas de sites veg(etari)anos e respostas aos contra-argumentos dos onívoros foram os mais frequentes tipos de mensagens que puderam ser distribuídas, vindas de vegetarianos.
Era manifesto o desejo não de fazer a população brasileira do Twitter adotar o vegetarianismo imediatamente tal como um cristão prega para que o interlocutor se converta sem reflexão racional, mas de convidar as pessoas à reflexão sobre os males que a alimentação onívora traz ao mundo – animais, meio ambiente, saúde humana e questões sociais.
“Crueldade contra animais nas seções de curiosidades” no Observatório da Imprensa
O artigo Crueldade contra animais nas seções de curiosidades: jornalismo antiético está no Observatório da Imprensa:
Jornalismo antiético - Crueldade contra animais nas seções de curiosidades
Entre, leia e comente (se desejar, lá e aqui)! E ajude a pressionar a mídia online para que pare de tratar o sofrimento e exploração de animais como algo "bizarro" ou "curioso".
Eles próprios assumem: o rodeio incomoda os animais!
Mesmo com seus eufemismos, alguns sites que dedicam um espaço a esse show de violência, exploração e atrocidade chamado rodeio reconhecem que o a atividade realmente incomoda os animais explorados.
Primeiro, o UOL Notícias, que reservou uma infeliz seção especial ao rodeio no ano passado e fala explicitamente sobre incomodar:
#GoVegetarian é um sucesso no Twitter
Hoje é o dia do "estouro da boiada" da tag #GoVegetarian no Twitter. No momento está em terceiro lugar entre os trending topics locais do Brasil.
Ao contrário de cybermanifestações em massa como o fracassado "#forasarney", não se trata apenas de multiplicar a expressão "#GoVegetarian", mas de levar a conscientização junto a ela. Frases de esclarecimento e links estão sendo divulgados ao lado de #GoVegetarian, e estão tendo uma enorme visibilidade.
O engraçado é que boa parte das reproduções da tag está sendo feita por onívor@s reacionári@s. Reagindo contra a revelação d@s vegetarian@s brasileir@s a público, acabam ajudando a divulgar a consciência vegetariana por reproduzir a tag, mostrar que são incapazes de argumentos sérios a fundamentar a alimentação onívora -- 99% das reações onívoras são trollagens, declarações de que "vão comer carne", pseudoargumentos cansados de guerra como o apelo às crianças com fome e as velhas piadinhas do tipo "plantas são amigas, não comida" -- e assim favorecem muito nossa causa. Como eu comentei, em muitas de suas reações, @s onívor@s esquecem que também comem vegetais!
Parabéns aos/às vegetarian@s do Brasil nesse esforço bem-sucedido de divulgar o vegetarianismo à população online brasileira! Pelo visto, é a primeira ação vegetariana ativista de envergadura nacional bem-sucedida. É daí para melhor.
Apagão da NET Virtua: divulgado porque não foi um apagão de blogs, mas de outros sites
Usuários de Virtua seguem com problemas para banda larga; Net investiga
Assinantes do serviço de internet banda larga Net Virtua ainda enfrentam lentidão no sistema e restrição no acesso a diversos sites. O problema, que teria começado aproximadamente às 21h desta quinta-feira (18), tinha prazo até 10h desta sexta-feira (19) para ser solucionado. No entanto, pelo microblog Twitter, usuários como Denis Ono, de Guarulhos; e Leonardo Polo, de São Paulo; seguiam reclamando a falha após passado o prazo. Leonardo afirma só conseguir entrar "em Google e Orkut", por exemplo.
A restrição não é total, no entanto. O engenheiro João Paulo Negri, também de São Paulo, afirma que, apesar de o serviço Virtua ter ficado fora do ar ainda nesta manhã, "voltou logo". E a usuária Isabel Veloso afirma não ter percebido problemas nem mesmo ontem. Procurada hoje, a empresa afirma que segue investigando o problema e ainda não tem um posicionamento.
Extensão
Desde ontem, os usuários não estavam conseguindo acessar sites de redes sociais como Twitter e Facebook e o serviço de mensagem instantânea MSN. Segundo relataram alguns leitores, sites internacionais, como o do jornal "The New York Times" e "CNN", também não estavam funcionando.
De acordo com o serviço de atendimento ao consumidor da Net Virtua, o serviço estava em manutenção em algumas regiões de São Paulo, o que causava lentidão e impossibilitava o acesso a alguns sites. No entanto, a usuária Deive Pazos também relatou problemas em Porto Alegre --e o serviço do assinante teria relatado a ela que o problema era localizado em sua área.
A Net afirma atender atualmente a 93 cidades, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Bem conveniente... A Folha Online divulga isso porque o apagão foi relacionado a portais internacionais, ao MSN e a sites sociais. Mas, quando o apagão foi com blogs (Oi Velox negou acesso a blogs do Blogger durante vários dias no final do ano passado), omitiu-se completamente.
É por essa e outras que cert@ está quem diz que não existe jornalismo imparcial.
Resenha do filme Fast Food Nation
Chocante e escancarador. Um copo de ácido jogado no hambúrguer. Assim é o filme Fast Food Nation (2006), que, sob o disfarce da ficção, disseca a indústria do fast-food e exibe toda a podridão nela existente: carne contaminada com fezes, relações humanas deterioradas do matadouro até a lanchonete, anti-higiene na montagem do hambúrguer, acidentes de trabalho mais que terríveis... e, acima de tudo, o banho de sangue e sofrimento que é o abate dos bois cuja carne será comida por quem nem sonha com a verdadeira história do seu aparentemente inocente sanduíche.
O nome “Mickey’s”, da empresa central da trama – ao lado da IMP, que abate animais e processa e empacota as carnes –, você pode substituir livremente pelo de qualquer corporação cujos lanches você talvez coma. Na falta de evidências em contrário vindas de cada empresa, a realidade é genericamente identificável com qualquer fast-food, ou pelo menos é assustadoramente provável que a grande empresa cujos hambúrgueres você come tenha uma realidade interna semelhante à retratada no filme.
Paralelamente, é retratado um pouco da vida atordoante de mexicanos que emigram ilegalmente para os Estados Unidos, como é andar quilômetros num deserto, ser carregado num furgão, viver sob as ordens e até ameaças dos “coiotes”. Aliás, o que o filme mostra serve para qualquer pessoa do mundo inteiro que esteja iniciando uma emigração ilegal através da fronteira mexicana-estadunidense. Essa subtrama se liga ao fast-food do filme pela empregação (e exploração) de alguns desses imigrantes na IMP.
As outras duas subtramas centram-se em Don Anderson, alto-executivo da Mickey’s e criador do bem-sucedido hambúrguer “Big One” (“Grandão” na dublagem brasileira), investigando os processos do matadouro-frigorífico da IMP, ciente de que há traços significativos de fezes misturados na carne; e em Amber, adolescente que trabalha em uma lanchonete da Mickey’s.
Crueldade contra animais nas seções de curiosidades: jornalismo antiético

Diversos sites insistem em postar notícias gozando do sofrimento animal dentro de suas seções de bizarro. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo.
Muitos portais noticiários online possuem uma seção voltada a notícias inusitadas, consideradas bizarras. Recordes e situações esquisitas são os principais temas desses setores. Nada mal até aí. Acontece que alguns desses sites extrapolam o bom senso e inserem notícias nada engraçadas ou inusitadas: animais em situação angustiante, entretenimentos centrados na exploração animal, episódios de caça ou pesca na maioria dos quais há assassinato de animais, comercialização de bichos “esquisitinhos”. O bizarro perde o sentido de inusitado, curioso e engraçado e toma ares de mau gosto, falta de compaixão e, em última análise, sadismo e estupidez.
É infelizmente comum encontrar esse tipo de notícia pela internet sendo tratado como tão curioso quanto notícias inofensivas. Rinhas de animais em outros países, animais caçados, gatos entalados durante dias em canos ou bueiros, cães perdidos, elefantes “treinados”, entre tantas outras notas recheadas de crueldade, dividem o espaço das seções de notícias bizarras como recordes, corpos esquisitos, prisões de bandidos atrapalhados etc.
Notícias que envolvem animais em apuros geralmente têm seus equivalentes humanos postados em seções policiais, cotidianas, nacionais ou internacionais ou simplesmente não publicados. Não esperemos para ver, ao lado de uma notícia de um cão entalado num cano PVC, uma sobre uma criança presa num tubo largo para esgoto, porque esta última, ao contrário da primeira, nunca será postada em seções de bizarro.
Ciclo vicioso do mal na sociedade brasileira
Este é o ciclo vicioso do mal na sociedade brasileira, o qual eu observei ao longo da vida. A corrupção entranhada na própria população (vide "jeitinho", subornos a guardas de trânsito, furtos de papel higiênico ou canetas em instituições públicas etc.), a mídia, a deficiente educação e a política interrelacionam-se de tal forma que fica bastante difícil pensar como determinados males do país podem ser remediados.
É uma questão muito complicada:
- Se quisermos mexer nos valores do povo, teremos que começar pela educação, que hoje está precária e o governo não se interessa em reformar.
- Se quisermos intervir na atenção estatal dada à educação, os políticos não vão querer fazer nada a favor desse desejo.
- Se quisermos mudar o quadro político, tem que ser com a ajuda das massas e da mídia, mas ambas não ajudarão -- a mídia é parcialmente possuída pela desmandada classe política, não está afim de mudar nada, bem pelo contrário, e o próprio povo cultiva a desonestidade e a não-cidadania que são colhidas em forma de corrupção e descompromisso nos poderes executivo e legislativo federal, estadual e municipal.
- Se quisermos forçar a mídia a se ajeitar e instruir a população em vez de emburrecê-la e conformá-la, os políticos que parcialmente as controlam não vão deixar nosso plano dar certo.
Gostarei muito de ver esse ciclo, num futuro mais próximo possível, sendo debatido.
Faça isso com Júlia! (Parte 2)
Testes com porcos salvaram vidas no Iraque e Afeganistão
O Exército britânico realizou nos últimos cinco anos mais de 100 testes de explosivos com porcos, que permitiram salvar vidas no Afeganistão e Iraque, revelo o secretário de Estado da Grã-Bretanha para a Defesa, Quentin Davies.
Os testes foram executados em um laboratório militar de pesquisas entre 2005 e 2009. As autoridades britânicas alegam que os experimentos contribuíram para melhorar o tratamento dos ferimentos provocados sobretudo pelas bombas de fabricação caseira.
"Os estudos permitiram um avanço importante em técnicas pós-traumáticas, como a perda de sangue provocada por um ferimento importante, e salvaram muitas vidas nos cenários de operações no Iraque e Afeganistão", declarou Davies.
As bombas de fabricação caseira são a principal ameaça diária para as tropas britânicas e internacionais no Afeganistão.
Um total de 256 militares britânicos morreram no Afeganistão desde a intervenção dos aliados em 2001, mais que na guerra das Malvinas contra a Argentina em 1982.
Mais uma notícia tendenciosa e antropocêntrica que exalta a suposta importância de testes muito cruéis. Vidas humanas foram salvas, mas e as vidas animais não-humanas? Perdidas mediante tortura!
Para quem faz esses testes ou os apoia, os fins justificam os meios. Ao meu ver, seriam capazes de explodir a Terra com toda a vida não-humana junto se fosse para salvar a humanidade.
Já para quem lê, é certa -- exceto quando a pessoa já tem um senso crítico em relação a direitos animais,-- a indução a aceitar que a crueldade e a tortura de animais são justificáveis quando se aplicam para salvar seres humanos.
Nem grito ALF, socorro!!! porque, se a ALF se investisse em libertar esses porcos, seria perseguida até o fim do mundo tanto quanto a Al-Qaeda, porque mexeram com um corpo militar.
Leia mais:
Faça isso com Júlia!
TV Animal fora do ar: parabéns, SBT, por tamanha estupidez
O SBT parecia ter tomado vergonha na cara e lançado um programa de conteúdo educativo e conscientizador, e melhor, voltado para animais, abordando até um pouquinho de direitos animais (pelo menos constava isso na proposta do programa). Parecia estar começando a reconhecer o (teórico) papel social da televisão de prover informação, educação extraescolar e conscientização, como eu desejava.
Para quem sequer lembrava que o SBT existe, esta é a notícia de quando a emissora lançou esse programa, com uma proposta muito boa:
TV Animal retorna à grade do SBT totalmente reformulado
Um programa com proposta educativa e informativa que leva entretenimento para toda a família, principalmente para os amantes de animais
O "TV Animal" retorna à grade do SBT totalmente reformulado com a apresentação de Beto Marden a partir de 9 de outubro. A atração reúne quadros que proporcionam aos telespectadores conhecimento e curiosidades sobre os hábitos de animais de espécies variadas semanalmente, sempre às sextas-feiras, às 20h15.
Nesta quarta, 30 de setembro, o SBT reuniu jornalistas de diversos veículos de imprensa no Aquário de São Paulo, Zona Sul da cidade, para apresentar a nova atração.
Em defesa de Yu-Gi-Oh!: por que os ataques cristãos ao desenho e ao jogo são absurdos
Artigo escrito em setembro de 2008. Hoje a época é de Yu-Gi-Oh GX e 5D's, mas o texto não perde a atualidade pelo fato de ainda existirem ataques a jogos e animes de temáticas que afrontam o etnocentrismo cristão.
Em 2008, numa nostalgia de lembrar a adolescência, resolvi rever episódios do anime Yu-Gi-Oh!, que tem o menino Yugi Moto (escrito ao redor do mundo como Yugi Muto ou Mutou) e o espírito do Faraó Yami/Atem que incorpora o primeiro como protagonistas. Como era de se esperar, me lembrei das inúmeras “críticas” (eufemismo de condenações) vindas de denominações cristãs ora contra o desenho ora contra o jogo de cartas que deu origem a ele.
Algo muito esperado vindo de uma religião intolerante e antipagã “por excelência” – ainda que ironicamente recheada de muitos aspectos assimilados de várias culturas pagãs situadas pelos domínios do antigo Império Romano e suas vizinhanças – que, para tentar desqualificar as religiões não-monoteístas, tacham as entidades divinas delas de “demônios” e os rituais sagrados delas de “satânicos”, passando pela obtusidade de falar de forma caluniosa que os espíritos malignos contra os quais essas crenças alheias sempre se posicionaram são seus aliados também.
Nessa nostalgia pessoal e me aproveitando de minha posição de defesa à harmonia e respeito mútuo entre as crenças e descrenças – o que, a saber, não exclui o direito de levantar críticas baseadas em argumentação racional, objetiva e honesta –, entro em defesa a Yu-Gi-Oh!, incluindo eu o jogo de cartas e o anime que se baseia nele. Manejo minha argumentação ao melhor estilo “Monstros de Duelo”, com conhecimento de causa, cabeça fria e senso de saber onde me defender e (contra-)atacar. Então, é hora do duelo, cristãos.
Se sua empresa patrocina rodeios e vaquejadas, vai gostar dessa!
Artigo escrito em junho de 2008
Quando se fala no lucro de rodeios e vaquejadas, torna-se magnânima a participação das empresas patrocinadoras. Sem elas, não há evento lucrativo desse porte. Elas se vêem e se portam como “defensoras heróicas da cultura e da tradição” e dizem zelar pela manutenção de eventos “culturais” que demonstrem a “força” e a “bravura” do povo do interior personificado em peões e vaqueiros.
Muito bem, suponho que os defensores dessas coisas me venceram! E agora admito que rodeio e vaquejada não são violências nem brutalidades e que são moralmente válidos.
Agora, para aumentar o hall de eventos da mesma categoria desses dois e o lucro dos patrocinadores, eu gostaria de fazer algumas sugestões de eventos que certamente exaltarão a força, a coragem, a bravura, o poder físico, de muitos aspirantes a heróis e ídolos dos recantos rurais e cidades brasileiros do mesmo jeito que aqueles dois... esportes fazem. Possuem a mesma inspiração de exaltar a história e a tradição muitas vezes secular dos povos que os praticam e agradarão suas parcerias comerciais:
“Com Deus não se brinca” ou “Pessoas que desafiaram Deus”: pulha virtual para coagir pelo medo
André e Abbadon, fundadores do blog Ceticismo.net, mostram por que o texto que circula na internet chamado "Com Deus não se brinca" ou "Pessoas que desafiaram Deus", contendo a "história" de pessoas que teriam brincado ou desafiado o deus cristão e foram punidas com morte ou infortúnio, é nada mais que uma mentira, hoax, pulha preparada com o fim de coagir pessoas pelo medo, passar-lhes a imagem de um deus autoritário que pune quem desafia sua autoridade.
Como a versão original do esclarecimento deles não é amigável para cristã/o/s lerem, pela linguagem relativamente agressiva, fiz algumas edições que facilitará que crentes entendam por que esse conto do deus autoritário que mata quem o desafia é nada mais que uma pulha virtual.
Deus punindo quem blasfema
por André e Abbadon do Ceticismo.net
Vem circulando há anos pela internet (e-mails, fóruns, orkut, páginas de sites religiosos, etc.) uma corrente do tipo pulha virtual que atribui mortes de algumas personalidades que supostamente blasfemaram contra o deus judaico-cristão, ao sofrimento da “ira divina” com fatalidades violentas e horríveis. É uma tática usada por muitos religiosos para infundir o medo nas pessoas que o recebem, para que estas não blasfemem contra o deus deles, sob pena de sofrerem mortes dolorosas, cruéis e prematuras.
Aliás, poderíamos argumentar: que deus é esse que precisa recorrer a expedientes diabólicos e malévolos para punir as pessoas que, supostamente, possuem o “livre-arbítrio” tão alardeado pelos religiosos? Se tivessem realmente esse “livre-arbítrio”, as opiniões dessas pessoas seriam RESPEITADAS e não seriam punidas por isso.
Mas se sofrem punição pela liberdade de opinião e de expressão, então em que exatamente esse deus difere dos ditadores de governos autoritários, repressivos, fascistas, nazistas, chavistas, teocráticos, totalitários? Esses tipos de regime punem pessoas, com penas de morte e encarceramento, só por causa da ousadia em criticá-los, em se expressarem, em apontar os defeitos, em não aceitarem o estado de coisas.
Vanity Fair e supremacia branca no cinema: diversidade racial FAIL

"Vanity Fair" polemiza ao mostrar futuro do cinema só com brancas
A última capa da revista "Vanity Fair" gerou fortes críticas nos Estados Unidos ao apresentar o futuro de Hollywood apenas com imagens de atrizes brancas.
O número de março da famosa revista sairá à venda com o título de "A New Decade, a New Hollywood" (nova década, nova Hollywood) e com a foto de nove atrizes de entre 19 e 27 anos que estão começando a carreira, todas muito brancas e muito magras.
Na foto aparecem Abbie Cornish, Rebecca Hall, Anna Kendrick, Carey Mulligan, Amanda Seyfried, Kristen Stewart, Emma Stone, Mia Wasikowska e Evan Rachel Wood.
A visão da revista foi considerada por outros meios, como o jornal "USA Today" e os sites "Jezebel" e "Politics Daily", parcial e injusta com a realidade multirracial existente nos Estados Unidos e no mundo do cinema.
"Aparentemente a nova década não terá a ver com diversidade", comentou ironicamente Dodai Stewart, do "Jezebel", portal feminino sobre famosos e moda.
Os críticos questionam a falta de atrizes como Zoe Saldana, da recentemente indicada ao Oscar Gabourey Sidibe ("Precious", 2009) e a jovem Freida Pinto ("Quem Quer Ser um Milionário?", 2008).
É, a Vanity Fair esqueceu que existem atrizes negras e mestiças nos Estados Unidos. Mesmo se não houve intenção racista, pegou muito mal vislumbrar uma Hollywood com supremacia branca.
Enquete anti-idiocracia no site da Câmara dos Deputados
Em tempos de 4548/98, temos um projeto de lei do bem, decente. É o PL 6446/09, de autoria do deputado Nelson Goetten (PR/SC), que visa vetar cenas degradantes e humilhantes nos lixos televisivos chamados reality shows.
Abaixo a justificativa, que considero mais que válida e muito pertinente:
O art. 5º da Constituição Federal estabelece que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e que ninguém
será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante (art. 5º, inciso III, CF).Ademais, o mesmo artigo 5° estabelece que:
(...)
X – São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
(...)
XXVIII – São assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades esportivas.A despeito da existência de tais mecanismos constitucionais de proteção aos direitos individuais, os castigos físicos e o tratamento humilhante, amplamente combatidos nos tratados internacionais e consolidados no ordenamento jurídico das sociedades democráticas, ganharam uma nova arena de exibição nos tempos modernos, que é mídia eletrônica. Desafio é o codinome que legitima a exposição de indivíduos a situações de risco real de morte e com efetivas conseqüências prejudiciais do ponto de vista da preservação da moralidade e da dignidade humana.
Para a aviação, animais são apenas artigos, objetos
Numa ida ao aeroporto ontem, registrei um informativo esdrúxulo em termos de ética de uma empresa de aviação cujo nome esqueci.
Vejam só (perdoem a baixa qualidade do restante da imagem, meu celular tem uma câmera desqualificada, ainda que minimamente funcional).

Companhia de aviação exibe informativo especista, tratando animais como objetos. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo.
Animais vivos misturam-se entre bicicletas, medicamentos, bebidas, baterias etc. na lista de artigos permitidos como bagagem despachada. Ou seja, para a companhia de aviação em questão, animais são tão objetos quanto qualquer instrumento de pequeno porte de origem industrial.
É assim que a sociedade enxerga os animais domésticos -- como coisas que se misturam a qualquer objeto feito por humanos. Como diria Boris Casoy, isso-é-uma...vergonha. (Mesmo ele tendo destratado garis em off, seu bordão não perde a utilidade.)
Reflexão sobre sexismo nas propagandas, por Raphael Tsavkko
Mais uma análise crítica de Raphael Tsavkko que admirei muito -- a primeira foi sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos, que a perversa direita tenta sabotar de todo jeito.
Duas coisas tenho a dizer sobre a análise dele:
a) aplaudo de pé;
b) sobre os comerciais, CONAR na cabeça!
Brastemp e Machismo: O lugar das mulheres é na cozinha.
por Raphael Tsavkko Garcia, do Blog do Tsavkko
Eis a propaganda da discórdia. Mas poderia ser qualquer outra que fale de eletrodomésticos. Esta é a cara da Brastemp, mas também de todas as demais.
Em toda propaganda do tipo vemos o direcionamento à dona-de-casa, à mulher. Algumas, ao menos, já aceitam que a mulher pode ser algo além de dona-de-casa, que tem uma vida e não passa o dia a cuidar dos filhos, é alguém. É pouco.
Tudo se resume à mulher que limpa, passa, lava e cozinha. No máximo, "administra" o lar e comanda sua(s) empregada(s). A cozinha é seu lugar.
Alguém conhece propaganda de eletrodoméstico direcionada ao homem ou que seja neutra? Nunca vi.
É um machismo descarado e aceito pela sociedade. Silenciosamente aceito, compreendido e replicado. E os protestos são raros, poucos, não incomodam.












