Protestos de ateus contra a intolerância de Datena (CALA BOCA DATENA)
A partir de hoje, durante talvez algumas semanas, vou trazer aqui posts com protestos de ateus, individuais ou coletivos, contra o abjeto ato de intolerância religiosa de seu José Luiz Datena visto ontem em rede nacional. Tod@s nós, desde já, falamos à nossa maneira: CALA BOCA DATENA!
O primeiro vídeo, este abaixo, é de Åsa Heuser, ateia veterana e conhecida na internet, dona do blog Uma Ateia de Bom Humor.
Crítica ao atual paradigma de jornalismo ambiental
Do Observatório da Imprensa, um artigo que importa muito para o Arauto, já que trata de como o jornalismo ambiental ainda não atende às necessidades da conscientização - tivemos um exemplo agora sobre Suape, no qual a mídia fez uma cobertura para lá de desprezível - em certo caso, um jornalismo antiambiental - sobre o progresso do ecocídio liderado pelo governo Eduardo Campos.
Falta diálogo com a sociedade
Por Washington Araújo, para o Observatório da Imprensa
Em junho de 1992, o Brasil sediou a Cúpula da Terra, o mais importante evento promovido pelas Nações Unidas para tratar do meio ambiente no planeta. Durante quase um mês, centenas de organismos não-governamentais foram ao Rio de Janeiro e nos dias mesmo da Cúpula tivemos cerca de 180 chefes de Estado presentes.
O Aterro do Flamengo celebrou a força do movimento ecológico. Ainda não se falava do superaquecimento com o fervor com que hoje se fala; buraco na camada de ozônio aterrorizava mais pelo desconhecimento que por suas consequências práticas; derretimento das calotas polares era tema restrito aos círculos de cientistas. Enfim, éramos muito mais idealistas e muito menos práticos. E não existia ainda de maneira consolidada o jornalismo ambiental. Quem cobria catástrofes naturais, cobria meio ambiente; quem cobria a cena internacional, cobria a ação.
O jornalismo ambiental – mesmo que ainda, a meu ver, incipiente no Brasil – precisa mudar por várias razões. Em primeiro lugar, não se pode praticar o jornalismo ambiental sem compromisso, apostando numa pretensa neutralidade, objetividade etc. Em segundo lugar, o jornalismo ambiental não se pode focar apenas no aspecto técnico porque o importante, se quisermos efetivamente trabalhar para a solução dos problemas, é perceber as conexões entre o meio ambiente, a economia, a cultura, a política, a saúde e a sociedade.
Esta perspectiva fragmentada, que vem a reboque da cobertura de grandes catástrofes, não contribui para fortalecer o jornalismo ambiental, apenas o coloca na agenda, sem se comprometer com um debate sério, abrangente, como deve ser. Finalmente, o jornalismo ambiental deve atentar para os grandes interesses que rondam essa área e ter em mente que existe na prática a chamada praga do marketing verde.
Planeta Bizarro do G1 (Globo.com) trata sofrimento animal como curiosidade
Por diversas vezes no Consciência Efervescente denunciei ao leitorado o fato de o G1, portal de notícias da Globo.com, não levar a sério eventos que envolvem sofrimento animal, crueldade contra bichos e até morte de animais. Sua seção Planeta Bizarro, a despeito de todas as minhas denúncias e reclamações, continua sendo o lugar reservado para transformar o bizarro-mau em bizarro-curioso.
Fui inspirado a voltar a protestar via blog contra essa atitude depois que vi que foi publicada ontem essa notícia lá:
Vegan tatuado é acusado de incêndio que destruiu fábrica de lã de ovelha
Não envolveu diretamente sofrimento animal e crueldade agressora, mas praticamente caçoou do veganismo, exibindo-o como nada mais que uma dieta (quando quem sabe o que é veganismo sabe que ele vai muito além da dieta vegetariana-completa) adotada por gente esquisita tatuada e tendente ao terrorismo e ignorando a sua motivação ética.
Como vegano que sou, ainda que não tatuado nem praticante das chamadas ações diretas nem vegano apenas de dieta, denuncio aquele que é mais uma demonstração de como há na mídia brasileira, ainda que esta esteja em evolução ética no que tange a abordar notícias sobre animais, pessoas que teimam em continuar tratando com gozo as adversidades que promovem exploração e/ou causam sofrimento em animais não-humanos.
Abaixo uma lista das 25 mais recentes notícias bizarras-ruins transformadas pelo PB/G1 em bizarras-curiosas, desde 16 de junho passado:
Urso é flagrado com cabeça entalada em frasco de plástico no Canadá
Cadela é confundida com coiote e acaba solta na natureza nos EUA
Polícia encontra burro forçado a voar de parapente
Donos usam cães para pedir esmola nas Filipinas
Coelho ‘dentuço’ passa por cirurgia para corrigir problema
Comprimidos, mitos e desinformação

Em tempos de ascensão do vegetarianismo e do veganismo entre a população brasileira e mundial, ainda temos que lidar com pessoas que, manifestando implícita ou explicitamente sua oposição a esse hábito alimentar e/ou de consumo, tentam desinformar as pessoas e atrapalhar a conscientização relacionada à exploração animal e seus impactos ambientais. Já não bastassem os polemistas e “alfacistas”, ainda hoje persistem os jornalistas que tentam pôr em xeque a sustentabilidade nutricional da alimentação sem carne, laticínios, ovos e outros derivados de animais.
Houve casos desse tipo várias vezes no jornalismo nos últimos anos, sendo a mais recente investida a do site feminino Delas, do portal IG, datada do último 10 de julho. A reportagem em questão, que critico abaixo, é intitulada “Frutas, verduras e... comprimidos?”. Buscou-se “alertar”, com mitos, argumentos mal embasados e vícios jornalísticos, para o falso perigo de subnutrição que a alimentação vegetariana poderia causar.
A princípio percebem-se várias falhas no texto: ouviu-se apenas uma especialista, ignorando-se o mandamento de ouvir uma segunda opinião em se tratando de orientação médico-nutricional; não foram procurados especialistas em nutrição vegetariana – como os muito conhecidos George Guimarães e Eric Slywitch, maiores nomes desse ramo da Nutrição no Brasil –; ao entrevistar um tatuador, procurou-se explorar implicitamente o estereótipo do “vegano underground”, que gosta de tatuagem e outros elementos culturais alternativos, reforçando a imagem inconsciente do “vegano radical e esquisitão” existente no senso comum; divulgou-se uma informação equivocada, longe de qualquer especialização científica, vinda do mesmo tatuador – ele dizendo que “dá pra viver só de legumes” –; não se mostrou nenhum dado científico ou estatístico que corroborasse as diversas acusações caluniosas levantadas.
As causas reais das enchentes da Zona da Mata nordestina
Muito vem se falando das enchentes que arrasaram diversas cidades na Zona da Mata de Alagoas e de Pernambuco, nas terríveis consequências das cheias dos rios que esses municípios margeiam. Mas pouco ou nada se fala na mídia sobre as causas dessa catástrofe.
Sendo exceção a essa conivência da imprensa com as causas ambientais dessas enchentes, o programa Nordeste Viver e Preservar, da Globo Nordeste, um programa que posso dizer que é a serviço do bem, mostra com bons detalhes os porquês de os rios e as cidades ribeirinhas da Zona da Mata serem tão suscetíveis a esse tipo de desastre hidrográfico e pluvial.
Se você não estiver na página individual deste post, clique em Leia mais para assistir ao vídeo do Nordeste Viver e Preservar que faz essa explicação. A parte que fala das enchentes e dos rios vai até os 05:43 do vídeo.
Exemplos de androcentrismo e machismo na sociedade brasileira
Abaixo mais um texto sobre como o androcentrismo se entranhou nos aspectos mais banais da vida social no Brasil, incluindo a linguagem. Do site da Rede Mulher, eu trouxe o texto de Vera Vieira sobre como a discriminação contra mulheres se arraigou na representações sociais imagéticas e linguísticas no país sobre o sexo feminino.
A discriminação à mulher está presa à tirania das palavras e imagens
por Vera Vieira (*)
Quando se diz "A salvação do planeta está nas mãos dos homens", ao invés de " A salvação do planeta está nas mãos da humanidade", reflete-se a posição que o homem vem ocupando na história, reforçando-se seu papel hierárquico e as relações de poder e dominação masculina na sociedade.
Ao longo dos tempos, tem ficado bastante evidenciado o papel da linguagem sexista no reforço dos estereótipos machistas que contribuem sobremaneira para o desequilíbrio das relações sociais entre homens e mulheres, caracterizadas pelo binômio dominação/subordinação. Ao nascermos, nosso sexo é definido pela natureza. Já o comportamento diferenciado tem a influência direta da formação e educação que recebemos no meio social, historicamente marcadas pela subordinação da mulher ao homem. Trata-se de um fenômeno cultural que se arrasta ao longo de milênios e que deve ser mudado.
As pessoas são educadas e formadas tanto pelas escolas, como pela família, Igreja, meios de comunicação de massa, leis do Estado, etc., que são responsáveis pela clara definição dos papéis desiguais da mulher e do homem, com conseqüências dramáticas na sociedade. Bastam somente alguns dados para essa comprovação: alto índice de violência doméstica sofrida pela mulher (com um número assustador de mortes), independente de raça, cor, etnia, classe social ou escolaridade; a média salarial baixa, mesmo com maior formação; pouca ocupação de cargos de liderança e número elevado de mulheres chefes de família, entre outros.
Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 43)
Estudo: mulheres sofrem mais com estresse por motivo biológico
Um estudo indica que as mulheres sofrem mais com depressão e estresse e sugere que há um motivo biológico para isso. A pesquisa, realizada em ratos, indica que as fêmeas desses animais são mais sensíveis que os machos a baixos níveis de um importante hormônio relacionado ao estresse e também são menos hábeis a se adaptar a altos níveis do mesmo. As informações são do Live Science.
Segundo os pesquisadores, como os ratos tem muitos dos sistemas neurais que nós temos, o estudo pode indicar implicações para os humanos, apesar de que o estresse para nós ser mais complicado do que para os roedores. De acordo com a neurocientista Rita Valentino, do Hospital das Crianças da Filadélfia, nos Estados Unidos, já se sabia que as mulheres têm maior incidência de depressão, estresse pós-traumático, e outras desordens relacionadas. "Este é um estudo em animais, e nós não podemos dizer que o mecanismo biológico é o mesmo em pessoas", diz Rita
A pesquisa de Rita foi focada no fator de liberação de corticotropina (CRF, na sigla em inglês), um hormônio liberado no cérebro em resposta a uma situação de estresse, tanto em humanos quanto em ratos. CRF é um neurotransmissor, ou seja, ele ajuda na comunicação de sinais entre as células do cérebro. Alguns neurônios enviam CRF, enquanto outros recebem.
A pesquisadora e sua equipe preparam uma situação de estresse para os animais para estudar a liberação do hormônio. As fêmeas, segundo os cientistas, têm receptores que respondiam mais intensamente ao CRF que nos machos. Estes ainda, após expostos ao estresse, tinham uma resposta adaptativa à situação nas células cerebrais - os neurônios deles reduziam o número de receptores de CRF e respondiam menos ao hormônio, o que não ocorria nas fêmeas.
Ministério Público Federal lança campanha contra carne de desmatamento, e Band toma as dores dos ruralistas
Acabei de ver um vídeo que consegue ao mesmo tempo ser lamentável e fazer @s vegetarian@s pelos animais babarem.
Com o título que a Band botou no vídeo (não só a propaganda do MPF, mas ela mais o editorial) é "MPF lança campanha que criminaliza a pecuária brasileira", não há aquelæ defensor/a dos direitos animais que não babe antes de saber do que o vídeo se trata. A ingênua impressão inicial que se passa é que o MPF finalmente aderiu à luta abolicionista para criminalizar a exploração animal pela pecuária. Mas, é claro, não é isso. É apenas uma campanha pelo consumo de carne bovina não vinda de desmatamentos ilegais. Absolutamente nada a ver com direitos animais ou com uma suposta repressão à pecuária bovina dita "sustentável".
Vejam o vídeo veiculado pela Band:
Notícias que não deveriam ser divulgadas
Gordura do leite integral de vaca protege o coração contra infarto (fonte: Folha.com*)
Um tipo de gordura presente no leite de vacas alimentadas com pasto pode diminuir o risco de infartos, segundo pesquisa publicada no "American Journal of Clinical Nutrition".
A versão integral do leite contém uma gordura insaturada chamada ácido linoléico conjugado (CLA, na sigla em inglês) que, além de proteger o coração, ajuda a emagrecer.
Quando temos o real conhecimento do regime exploratório que é a pecuária leiteira e de todas as objeções éticas ao ato dispensável de se usar animais como "fontes" de alimentos, passamos a entender por que esse tipo de notícia não deveria ser divulgado.
Se você ainda não vê tanto mal assim em a pecuária usar vacas, cabras, ovelhas etc. como fontes de leite, pense direitinho: você tomaria leite humano que não fosse de sua própria mãe?
Imagine um sistema agroindustrial que forçasse mulheres a engravidar de 1 em 1 ano (vacas são inseminadas a cada 2 anos em criações mais tradicionais, mas alguns pecuaristas diminuem esse intervalo para 18 meses e desejariam diminuir para apenas 1 ano), tendo seus/suas filh@s bebês roubad@s de si -- ou em casos mais "humanitários", sendo obrigadas a dividir seu leite entre @ bebê e a ordenha, ainda assim perdendo-@s para a indústria da carne depois de algum tempo --, tendo que fornecer leite várias horas por dia.
Imagine também que diversos sistemas desse tipo, partindo para a pecuária intensiva ou semiextensiva, aprisionam essas mulheres em celas, roubam-lhes @s filh@s pequenininh@s e lhes inserem tubos de ordenha mecânica nos seios com os quais terão que viver todo o tempo, tendo essas desafortunadas mulheres que viver prisioneiras, com suas vidas fundamentalmente atreladas ao interesse da indústria -- só vivendo porque a pecuária assim quis, que elas nascessem e vivessem para lhe servir --, até a morte, que viria ainda em idade jovial, quando a agroindústria perdesse o interesse em mantê-las vivas por sua capacidade mamária e uterina ter-se exaurido e as encaminhasse para o abate.
Você tomaria leite humano, vindo dessas condições, por mais maravilhoso para a saúde que fosse segundo os anúncios da mídia?
Se responder que não, estará começando a entender por que digo que a notícia acima não deveria ter sido divulgada.
E o último parágrafo da notícia diz isso:
"Leite integral e laticínios em geral ficaram com uma reputação muito ruim nos últimos anos, por causa da gordura saturada e do colesterol, e agora descobrimos que o CLA pode ser ótimo para a saúde", disse Michelle MacGuire, da American Society for Nutrition, que publicou o estudo. "O leite integral não é o vilão."
Essa reputação ruim não é só em relação à saúde, mas também em relação a toda a exploração animal que descrevi acima (adaptada para uma imaginada pecuária leiteira humana). Infelizmente o leite ainda não vem sendo tão repudiado e abandonado como a carne, visto que a maioria da própria população vegetariana é lacto ou ovolactovegetariana, mas felizmente está crescendo bastante a população que abre os olhos também para as questões éticas do leite e se torna vegetariana completa e vegana.
O leite pode não ser tanto assim um vilão da saúde -- muito embora venham sendo omitidas pela mídia questões de resposta pendente como a suscetibilidade de quem consome leite a problemas como alergias, acúmulo de catarro e constipação intestinal crônica --, mas é, com riqueza de provas, um vilão da ética, uma poderosa causa que estimula a exploração animal -- inclusive muitas pessoas dizem que a exploração leiteira é ainda mais cruel que a exploração pecuária pela carne.
*Justamente por essa sequência de posts ser de notícias que não deveriam ser divulgadas, não vou publicar o link de origem nem a íntegra delas. Caso queira lê-las na íntegra, procure no Google Notícias ou no site cujo nome eu disser como fonte.
Para Folha, falta de animais para torturar é um dos problemas da medicina fitoterápica brasileira
Na notícia abaixo (mostro apenas o trecho inicial), a Folha.com (antiga Folha Online) mostra uma real decepção para a medicina brasileira: não se vem conseguindo alçar o Brasil no hall dos países que aproveitam sua riqueza florística pelo bem da saúde da população:
País deixa de gerar US$ 5 bi por ano com fitoterápicos
O Brasil deixa de gerar cerca de US$ 5 bilhões ao ano por não conseguir transformar sua flora em remédios.
Essa é a diferença entre o valor movimentado pelo tímido mercado brasileiro de fitoterápicos e por mercados como o francês, o japonês e o alemão - países com uma biodiversidade muito menor que a brasileira, mas que tiveram sucesso na transformação de moléculas de plantas em medicamentos.
Até hoje, só um fitoterápico baseado na flora brasileira foi desenvolvido em território nacional. Trata-se do anti-inflamatório Acheflan, concorrente do Cataflam.
A notícia ia muito bem, denunciando como o Brasil vem sendo uma decepção em medicina fitoterápica, até que chegou no 11º parágrafo:
Há problemas anteriores à falta de interesse dos investidores, porém. O país sofre com a falta de biotérios que possam oferecer camundongos de qualidade para testes de medicamentos.
Fala-se disso na mais fria indiferença. Para a Folha, camundongos são apenas instrumentos de trabalho científico, apenas coisas, pequenas máquinas de teste. Não são seres sencientes, mas apenas instrumentos cuja dor -- que @s Frankensteins vivisseccionistas sabem que existe -- nada mais é que uma variável abstrata que nada tem a ver com violência e sofrimento. Tal como instrumentos inanimados quaisquer, têm "qualidade" e podem ser "oferecidos".
Traduzindo para a linguagem dos direitos animais: a medicina brasileira sofre com a falta de campos de concentração que possam oferecer animais prisioneiros em condição perfeita para serem envenenados e torturados em testes de medicamentos.
É nessas horas que vemos como faz tanta falta para os animais não-humanos a voz, a capacidade de verbalização, e como é triste que bichos como camundongos não tenham capacidade qualquer de defesa contra esse tipo de atitude especista e violenta. E, por especista e violenta, me refito tanto à vivissecção em si como à vergonhosa verbalização da Folha.com, que do jeito que trata os camundongos, seres coisificados e tornados inanimados, estes ficam parecendo coisas sem sentimentos, sem capacidade de sofrer, autômatos fabricados.
Segundo os jornalistas, a morte de búfalos não é tão importante quanto a humana
Choque entre carros e manada de búfalos deixa 1 morto no RS
Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na madrugada deste domingo, após um acidente entre três carros e uma manada de búfalos no quilômetro 415 da BR-386, no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal 12 búfalos escaparam de uma fazenda que fica às margens da estrada e invadiram a pista. Três carros que passavam pelo local se chocaram contra sete animais.
O veículo mais danificado foi um Gol, com placa de Montenegro, que bateu em quatro búfalos. O passageiro Alexandro Ferreira Pacheco, de 33 anos, morreu na hora.
Já o motorista, Antônio Pedro Ferreira Cavalheiro, de 47, sofreu ferimentos graves e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro do município. As outras vítimas tiveram lesões leves. Os sete búfalos morreram.
Não foi como da outra vez em que se culpou o lado animal pelo acidente, mas a morte dos búfalos foi minimizada, tanto no título -- só contou a morte humana, não a morte dos outros animais -- como na própria notícia -- a morte dos búfalos só foi falada no finalzinho.
O jornalismo brasileiro precisa aprender a respeitar mais a vida animal não-humana, perceber que sua morte em condições não-naturais não é menos lamentável que a morte humana em tragédias.
E atentemos para o detalhe que os búfalos estavam fugindo da fazenda. Estariam em busca de liberdade? Estariam fugindo de uma vida de maus tratos na fazenda?
Reportagem da Globo faz apologia a onivorismo extremo
Jornalistas da Globo comem zebra, impalas e girafas em restaurante da África do Sul
Jornalistas da Rede Globo alardeiam a crueldade e a violência. Dois repórteres do programa Globo Esporte comem zebras, girafas, impalas, entre outros animais, e ainda relatam com orgulho o feito gastronômico. [link da reportagem comentada aqui]
A África do Sul é berço de muitas espécies do planeta. Lá vivem os maiores mamíferos do mundo. Por suas savanas andam livremente os ‘big five’ – leões, elefantes, búfalos, leopardos e rinocerontes, animais protegidos que dividem o território com girafas e hipopótamos. Nos mares do país habitam baleias, tubarões brancos e golfinhos. Esses e outros animais são símbolos da África do Sul. Mas há muito mais na fauna do lugar. O país é um dos mais ricos em biodiversidade, com inúmeras espécies de pássaros, mamíferos, cobras, lagartos, aranhas e insetos.
Um cenário perfeito não fosse a crueldade humana. Uma barbaridade gastronômica praticada no país sede da Copa do Mundo de 2010 está sendo divulgada com orgulho por jornalistas da TV Globo. Uma churrascaria ampliou o cardápio e passou a servir animais como impalas, kudus (espécie de antílope), zebras e girafas. Só não oferecem os “Big Five”, porque são os únicos animais da África do Sul protegidos pelo governo. Se não fosse isso estariam no cardápio.
O restaurante considerado por eles como exótico é, na verdade, um antro de crueldade. O restaurante “Carnivore” fica um pouco afastado do centro de Joanesburgo. Logo no hall de entrada ele chama a atenção com figuras ilustres locais, como o ex-presidente Nelson Mandela, e ostenta também fotos de animais selvagens. Este é um dos três restaurantes da rede fundada há 22 anos; os outros dois estão no Quênia e no Egito.
Com absoluta falta de senso ético, dois jornalistas do Globo Esporte, Thiago Dias e Zé Gonzalez, relatam orgulhosamente sua experiência no restaurante, exaltando os sabores da carnes, o exotismo do cardápio, e ridicularizando, claro, os vegetarianos.
Animais quase causam acidentes?
Também postado no Arauto da Consciência Pernambuco. Eu trouxe para cá também porque o detalhe abordado da notícia tem relevância geral, não estritamente local.
Ou o certo seria animais quase são atropelados?
Cavalos na BR-101 quase causam acidente de trânsito
Três cavalos foram flagrados na pista da BR-101, na manhã desta quarta-feira (19), num trecho do bairro da Macaxeira, no Recife.
Os animais estavam soltos no canteiro central da rodovia. Eles seguiram caminhando, por um bom trecho, até que começaram a atravessar a pista. Um motociclista quase caiu e os motoristas que vinham perto tiveram que reduzir a velocidade para não atropelar os animais, nem bater nos outros veículos.
A Polícia Rodoviária Federal pede que as pessoas liguem para o número 191 quando encontrarem situações como esta. Os policiais disseram que não têm um espaço para guardar os animais, mas sempre que recebem a denúncia, recolhem e os deixam num local distante, onde não há risco de acidentes.
Os donos, quando são encontrados, são alertados sobre o perigo que causaram, mas não recebem multa.
Silvana Andrade, diretora da ANDA, quando palestrou aqui em Recife em janeiro, comentou sobre essa abordagem acusativa da mídia em relação a animais de porte maior (cavalos, bovinos, jumentos etc.) que sofrem acidentes. Outrora era muito comum se falar na imprensa como a notícia acima fala, que animais causam acidentes quando na verdade eles são vítimas, são atropelados (geralmente sem intenção d@ motorista). Mas hoje esse comportamento felizmente vem mudando, como Silvana mesmo falou, e já se fala muito de animais são atropelados em vez de que causam acidentes.
(A saber, relativizemos o "felizmente" porque sempre é trágico quando animais são atropelados.)
Já está na hora de o pe360graus começar a acordar para isso e rever essa maneira de abordar animais que são ou quase são atropelados. Eles são seres inimputáveis, não são culpados por acidentes de trânsito, tanto quanto crianças -- um jornal jamais falaria algo do tipo Criança causa acidente na BR-232 (supondo que uma criança tenha tentado atravessar sozinha a rodovia e induzido um/a motorista a desviar e cair num barranco).
Minha estreia como colaborador da ANDA
Hoje estreei de fato como colaborador da ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais, figurando como colunista. A partir de hoje (na verdade há alguns dias, quando mandei a primeira notícia como redator) sou redator e colunista do mais respeitado e visitado noticiário online de defesa dos animais.
Minha coluna é o Zeitgeist Moral e segue a mesma linha do Arauto da Consciência, a conscientização em prol da melhoria do zeitgeist moral no mundo e no Brasil, mas especificando-se nos direitos animais e no veg(etari)anismo.
O primeiro artigo da coluna fala de algo que atualmente faz muita falta na mídia alternativa brasileira: as vaquejadas e sua crueldade.
Desde já agradeço a quem visitar minhas notícias divulgadas na ANDA e minha nova coluna lá.








