Notícia que vai revolucionar a sociedade brasileira
"Kibando" a sequência "Notícias que vão mudar o mundo" do Kibe Loco...
Alemão, Preta Gil e Deborah Secco apostam na saída de Eliéser do "BBB10"
A polêmica análise sociológica de Alemão, Preta Gil e Deborah Secco, apontam analistas políticos, vai causar uma comoção social sem precedentes no Brasil, de modo que alguns até preveem um movimento tão volumoso quanto as Diretas-Já. Eliéser, por sua vez, terminará como um mártir para a história do seu estado de origem.
Bah...!
Alienação na sala de espera
Artigo escrito em julho de 2009
Quem frequenta lugares que demandam uma espera, como salões de beleza e consultórios médicos particulares, sabe as opções de distração que existem para a pessoa aguardar atendimento. Seja em salas confortáveis, seja dentro do único cômodo do recinto, é mais que esperado que encontremos a nosso dispor um televisor, sintonizado quase sempre nas emissoras mais populares ou num DVD tolo, e um punhado de revistas, geralmente de fofocas, novelas e carros e menos comumente de notícias voltadas para as classes média e alta.
Considerando a inutilidade (in)formativa das revistas não-jornalísticas geralmente disponíveis nesses lugares e a manipulação a que o jornalismo da TV aberta e das revistas mais comuns lá nos submetem, é de se refletir: salas de espera são recantos onde se reforçam a alienação e a estagnação intelectual. Não é por culpa das pessoas que não têm alternativas melhores, mas sim justamente dessa falta de opções quanto ao que ler e ver, da falta de costume cultural de se dispor ali de meios realmente construtivos de informação e provisão de conhecimento.
As pessoas abençoadas pelo hábito de ler livros e levá-los consigo para qualquer cantinho de aguardo são as únicas protegidas do adormecimento cerebral que essas revistas e canais televisivos de última categoria promovem – ou nem isso, quando a sala é pequena e o volume da TV está alto, interferindo na leitura do bom livro. Já as demais, coitadas, estão condenadas a viver por talvez horas numa prisão abstrata, uma cela minúscula e tortuosa onde só existem revistas como Caras, Contigo, Minha Novela, Tititi, Quatro Rodas e Veja e uma TV transmitindo Globo, Record, SBT ou um DVD musical meia-boca.
TV Animal fora do ar: parabéns, SBT, por tamanha estupidez
O SBT parecia ter tomado vergonha na cara e lançado um programa de conteúdo educativo e conscientizador, e melhor, voltado para animais, abordando até um pouquinho de direitos animais (pelo menos constava isso na proposta do programa). Parecia estar começando a reconhecer o (teórico) papel social da televisão de prover informação, educação extraescolar e conscientização, como eu desejava.
Para quem sequer lembrava que o SBT existe, esta é a notícia de quando a emissora lançou esse programa, com uma proposta muito boa:
TV Animal retorna à grade do SBT totalmente reformulado
Um programa com proposta educativa e informativa que leva entretenimento para toda a família, principalmente para os amantes de animais
O "TV Animal" retorna à grade do SBT totalmente reformulado com a apresentação de Beto Marden a partir de 9 de outubro. A atração reúne quadros que proporcionam aos telespectadores conhecimento e curiosidades sobre os hábitos de animais de espécies variadas semanalmente, sempre às sextas-feiras, às 20h15.
Nesta quarta, 30 de setembro, o SBT reuniu jornalistas de diversos veículos de imprensa no Aquário de São Paulo, Zona Sul da cidade, para apresentar a nova atração.
Em defesa de Yu-Gi-Oh!: por que os ataques cristãos ao desenho e ao jogo são absurdos
Artigo escrito em setembro de 2008. Hoje a época é de Yu-Gi-Oh GX e 5D's, mas o texto não perde a atualidade pelo fato de ainda existirem ataques a jogos e animes de temáticas que afrontam o etnocentrismo cristão.
Em 2008, numa nostalgia de lembrar a adolescência, resolvi rever episódios do anime Yu-Gi-Oh!, que tem o menino Yugi Moto (escrito ao redor do mundo como Yugi Muto ou Mutou) e o espírito do Faraó Yami/Atem que incorpora o primeiro como protagonistas. Como era de se esperar, me lembrei das inúmeras “críticas” (eufemismo de condenações) vindas de denominações cristãs ora contra o desenho ora contra o jogo de cartas que deu origem a ele.
Algo muito esperado vindo de uma religião intolerante e antipagã “por excelência” – ainda que ironicamente recheada de muitos aspectos assimilados de várias culturas pagãs situadas pelos domínios do antigo Império Romano e suas vizinhanças – que, para tentar desqualificar as religiões não-monoteístas, tacham as entidades divinas delas de “demônios” e os rituais sagrados delas de “satânicos”, passando pela obtusidade de falar de forma caluniosa que os espíritos malignos contra os quais essas crenças alheias sempre se posicionaram são seus aliados também.
Nessa nostalgia pessoal e me aproveitando de minha posição de defesa à harmonia e respeito mútuo entre as crenças e descrenças – o que, a saber, não exclui o direito de levantar críticas baseadas em argumentação racional, objetiva e honesta –, entro em defesa a Yu-Gi-Oh!, incluindo eu o jogo de cartas e o anime que se baseia nele. Manejo minha argumentação ao melhor estilo “Monstros de Duelo”, com conhecimento de causa, cabeça fria e senso de saber onde me defender e (contra-)atacar. Então, é hora do duelo, cristãos.
Enquete anti-idiocracia no site da Câmara dos Deputados
Em tempos de 4548/98, temos um projeto de lei do bem, decente. É o PL 6446/09, de autoria do deputado Nelson Goetten (PR/SC), que visa vetar cenas degradantes e humilhantes nos lixos televisivos chamados reality shows.
Abaixo a justificativa, que considero mais que válida e muito pertinente:
O art. 5º da Constituição Federal estabelece que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e que ninguém
será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante (art. 5º, inciso III, CF).Ademais, o mesmo artigo 5° estabelece que:
(...)
X – São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
(...)
XXVIII – São assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades esportivas.A despeito da existência de tais mecanismos constitucionais de proteção aos direitos individuais, os castigos físicos e o tratamento humilhante, amplamente combatidos nos tratados internacionais e consolidados no ordenamento jurídico das sociedades democráticas, ganharam uma nova arena de exibição nos tempos modernos, que é mídia eletrônica. Desafio é o codinome que legitima a exposição de indivíduos a situações de risco real de morte e com efetivas conseqüências prejudiciais do ponto de vista da preservação da moralidade e da dignidade humana.
Viver a pancadaria (Parte 2)
Anteontem fui obrigado pelas circunstâncias (como sempre, familiares vendo televisão) a ouvir (e ver alguns poucos instantes) mais uma das tantas brigas que marcam a novela Viver a Vida. Entre quais personagens, não me interessa.
Pensando em mais esse momento de baixaria das novelas das nove da Globo, dei uma procurada no Google News sobre brigas nessa novela.
Vejam o resultado e tirem suas conclusões: http://news.google.com.br/news/search?pz=1&cf=all&ned=pt-BR_br&hl=pt-BR&q=viver+a+vida+briga
Essa novela está mais para Viver a Pancadaria. É lamentável como a Globo gosta de incitar a baixaria como valor sociocultural.
Tenho saudades daquela campanha que, dez anos atrás, estava surgindo, a Quem financia a baixaria é contra a cidadania. E a Globo é evidentemente contra a cidadania -- em diversos sentidos, da cidadania da mobilização à cidadania das relações humanas civilizadas.
Novamente digo: é uma pena que tanta gente tenha a TV ligada na Globo como principal diversão de seu dia-a-dia.
Fica a mensagem, que faço questão de repetir:







