Galera daqui do Recife, teremos um evento pró-vegetarianismo com minha participação próxima terça. O Cultura Veg, realizado todos os meses na Livraria Cultura do Recife Antigo, vai ter sua edição de maio sobre a exploração humana na produção de carne. E acreditem, é uma exploração muito forte, que torna a carne, aquela mesma refrigerada e embalada em supermercados ou exposta às moscas em feiras e açougues, um dos piores alimentos existentes em termos de superexploração de mão-de-obra.
Falarei sobre o problema junto com a veterinária Nara Corrêa, e eu e ela mostraremos como as explorações animais humana e não humana são essencialmente interligadas.
Se você tem Facebook, confirme aqui sua presença e conheça mais esse lado sombrio da produção desse cruel alimento de origem animal. Vai acontecer próxima terça, às 19h.

A demanda fascista dessas pessoas que dizem “defender os animais” só piora a situação já miserável dos “defendidos”.
Desde o último fim de semana, uma polêmica vem agitando os abolicionistas: uma faixa ostentada no protesto antivivissecção do dia 27/04, em São Paulo, exigia que os experimentos científicos cruéis fossem feitos em humanos assassinos e pedófilos. Muitos ficaram indignados, clamando que tal postura não só é equivocada e reacionária como é francamente oposta ao ideal dos Direitos Animais. Com toda razão.
Diversos são os motivos pelos quais a tal faixa mostrou de fato que há pessoas que dizem defender os animais mas, nada entendendo sobre os princípios dessa defesa, estão sabotando a causa e rasgando a bandeira. O primeiro e mais importante deles é que, como libertação animal também é libertação humana, a reivindicação falhou miseravelmente em manifestar algo relativo a libertar animais.
Absurdo: “manifestantes” pedem testes científicos em humanos criminosos

“Manifestantes antivivissecção” pedem testes científicos e industriais em criminosos: o reacionarismo se veste de militância animal. (clique na imagem para vê-la em tamanho completo)
Dizem que exigir a brutalização do Estado é um dos passos que uma sociedade dá rumo à instauração de um regime fascista, cuja mão de ferro seria apoiada por um povo demandante de tratamento cruel contra “vagabundos” e mandaria os Direitos Humanos, pejorativamente chamados de “direitos bandidos”, para as cucuias. Pois é o que estamos vendo de algumas pessoas que dizem defender os animais (mas falham miseravelmente nesse intuito), como no protesto acima contra a vivissecção e os testes industriais em animais, em São Paulo.
Numa postura lamentável, pouco mais de uma dúzia de manifestantes, que definitivamente não representam o abolicionismo, posou para uma foto exigindo do governo e dos cientistas que substituam as cobaias não humanas por criminosos, mais precisamente pedófilos e assassinos. Na prática, demandam que a ciência continue cruel, só que agora, ao invés de explorar seres inocentes, mude sua crueldade para criminosos e sacie a sede de vingança dessas pessoas.

Antes de descer a lenha nos defensores dos Direitos Animais, pare e pense: por que eles defendem direitos para os animais não humanos?
Muitas pessoas de fora do veganismo e da defesa dos Direitos Animais vêm reagir com irritação raivosa quando se deparam com alguma notícia, por exemplo, de ações diretas contra pesquisas em animais não humanos ou protestos de veganos contra a pecuária e a indústria de alimentos de origem animal. Despejam comentários furiosos desqualificando quem defende os animais, muito embora desconheçam as razões de tais manifestações.
Vendo-se isso, precisamos refletir: qual é o sentido de opinar contra aquilo que não se conhece? Por que criticar aquilo cujas razões por que acontece o indivíduo não procura conhecer ou nem mesmo especular? Por que pessoas descem a lenha em quem defende os Direitos Animais sem ao menos saber por que essa defesa é empreendida?
A mensagem libertária das ações diretas contra pesquisas em animais
A ação direta do grupo ativista Fermare Green Hill (em português, Parem Green Hill) passa uma mensagem à comunidade científica do mundo inteiro: o escravismo científico que vitima animais não humanos e condena à dependência os humanos não será tolerado pelos abolicionistas. E essa mensagem precisará ser levada a sério, porque a ideologia do especismo e dos interesses econômicos farmacêuticos não vai para sempre governar as ciências biológicas experimentais e manter mesmo os mais compassivos e empáticos humanos reféns do consumo de medicamentos e terapias de origem cruel.
Recentemente ativistas abolicionistas do grupo mencionado fizeram em Milão, na Itália, uma operação de resgate e sabotagem de um experimento que havia condenado de nascença centenas de camundongos e coelhos a problemas graves, como autismo, esquizofrenia e imunodeficiência. A operação contou com o resgate de cerca de cem animais e o embaralhamento dos números das gaiolas onde eles eram mantidos perpetuamente presos, além de alguns terem se acorrentado a portões e centenas de pessoas estarem protestando do lado de fora do centro de pesquisas.
Conheça o novo blog de veganismo, o Veganagente

Essa semana foi inaugurado o mais novo blog vegano do Brasil, o Veganagente. Ele substitui o Vegetariano da Depressão na compilação de pérolas carnistas comentadas, textos e reportagens idem respondidos e dicas para o dia-a-dia dos veg(etari)anos.
A proposta do novo blog é fazer o veganismo chegar às massas, às populações mais humildes, mostrando-lhes que é possível ser vegano sem ter um poder aquisitivo elevado e também juntando os Direitos Animais com as lutas sociais das classes populares. Não é à toa que uma das interpretações para o nome “Veganagente” seja “Vegana gente”, um blog para todas as gentes.
Falando em interpretações, você pode pensar também em “Vegan a gente”, por ser o blog de tod@s nós, ao qual os leitoræs podem contribuir com notícias, artigos, depoimentos, receitas e avisos de eventos, e em “Vegan agente” por ser o blog daqueles que agem em prol da libertação animal humana e não humana.
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Na última terça foi postado este artigo, cobrando dos carnistas coerência sobre a alegação de que a imposição da ética alimentar dos pais a seus filhos seria errada e típico apenas do veg(etari)anismo. Resolvi então fazer a versão em vídeo desse texto.
Vale divulgar o vídeo abaixo para aquele(s) carnista(s) chato(s) que dizem ser contra imposição alimentar a crianças - mas não hesitam em impor uma alimentação rica em componentes de origem animal para seus próprios filhos.
O Consciencia.VLOG.br, nessa volta ao lançamento de vídeos novos, traz uma nova resposta a vlogueiro carnista. O respondido da vez é Bruno Faccin, autor desse vídeo aqui sobre vegetarianismo e veganismo.
Respondi a esse vídeo pelo meu compromisso com a verdade, que tem estado ao lado dos veg(etari)anos e desfavorecido escandalosamente os carnistas. Além disso, é eticamente inadmissível a alegação, da parte de Faccin, de que “não paro de comer carne porque eu gosto e isso é bom”, de modo que respondi a isso também.
Abaixo, o vídeo-resposta:
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Sobre a “imposição de ideologias na alimentação”

Imposição alimentar para crianças, uma “queixa” carnista muito frequente.
De vez em quando, carnistas vêm acusar os vegetarianos e veganos de estarem “impondo sua ideologia” às crianças, através do condicionamento delas a uma dieta livre de alimentos de origem animal (ou simplesmente livre de carne, no caso de pais ovolactovegetarianos). Segundo eles, estamos “violando a liberdade alimentar” dos nossos filhos, impedindo-os de “escolher” o que querem comer. Então dirijo algumas perguntas aos carnistas que nos dirigem tais acusações.
Caros antivegetarianos, nos respondam:
1. Vocês permitem a seus filhos, mesmo muito pequenos, escolher livremente o que querem comer? Acreditam que crianças de quatro ou cinco anos de idade têm discernimento e conhecimento de Nutrição para selecionar os alimentos que desejam e os que rejeitam? Ou vocês fazem o que nós fazemos – impor aos pequeninos o perfil alimentar que os pais acreditam ser o melhor para eles?
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No esforço de derrubar um dos mais clássicos mitos do carnismo (a ideologia de defesa do consumo de alimentos de origem animal), que ainda deixa constrangidos muitos vegetarianos e veganos, o Consciencia.VLOG.br levou ao ar o vídeo abaixo, que explica por que não faz sentido a dupla alegação segundo a qual a alimentação vegetariana seria manchada de sangue por envolver a morte de animais na agricultura e a pecuária mataria muito menos animais do que a própria agricultura.
Vale assistir ao vídeo e passar a saber como se defender desse argumento.

Elefante símbolo do Partido Republicano: de certa forma, um símbolo do conservadorismo de muitos que dizem defender os animais
Prosseguem aqui as razões que levam alguns esquerdistas a esnobarem os Direitos Animais como se fossem uma ideologia de direita.
7. Tratamento do capitalismo não como um problema, mas como aliado permanente do veganismo
O conservadorismo capitalista é outro problema que, cometido por alguns veganos juntamente ou não com a negação da ligação entre libertações humana e não humana, acaba por afastar grande parte da esquerda da solidariedade com a causa abolicionista. De fato são muitos ainda os que não veem o capitalismo como um aliado muito mais da exploração animal do que do veganismo.
Para muitos, veganismo e capitalismo podem conviver em simbiose, pela idealizada valorização do público vegano como um nicho de mercado valioso para empresas de variados portes e pelo lucro que elas poderão angariar ao melhorar sua imagem institucional. Isso pode se tornar parcialmente uma verdade à medida em que os veganos sejam cada vez mais numerosos em dados relativos (porcentagem) e absolutos (população), mas não deveria ser o foco do vegano-abolicionismo.
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Elefante símbolo do Partido Republicano: de certa forma, um símbolo do conservadorismo de muitos que dizem defender os animais
Prosseguem aqui as razões que levam alguns esquerdistas a esnobarem os Direitos Animais como se fossem uma ideologia de direita.
3. Especismo invertido: dizer que “prefere bicho a gente”
Essa misantropia anda de mãos dadas com uma forma invertida de especismo, simbolizada pela infame frase “Prefiro bicho a gente”. Também concorda com a tendência de separar as libertações animais humana e não humana como se não tivessem a ver uma com a outra.
Talvez a maioria daquelas pessoas que a proferem o faça inocentemente e sem a intenção de considerar a espécie humana moralmente inferior às não humanas ou digna de ser escravizada e massacrada, mas é difícil de negar que tal ditado seja um tiro no pé contra a reputação da causa animal e reflita de fato um desinteresse em tornar a espécie humana mais ética.
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