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Está correndo no Facebook o seguinte clamor, postado pela filial brasileira do Sea Shepherd, para que, nas próximas horas, os defensores dos animais de todo o planeta pressionem as autoridades alemãs para libertarem o herói Paul Watson, capitão das expedições libertárias da entidade.

Transcrevo por completo o post do Sea Shepherd:

 

Comunicado URGENTE a todos os seguidores da Sea Shepherd!

Ajudem a evitar a extradição do Capitão Paul Watson para a Costa Rica. Segundo as últimas notícias, as autoridades alemãs decidiram proceder a extradição do Capitão Paul Watson para a Costa Rica. Nossa última esperança de salvar o Capitão Paul Watson de sua extradição é convencer as autoridades do Ministério de Justiça alemão para que dêem um passo à frente e anulem sua decisão. Mostre seu apoio ao Capitão Watson entrando em contato com Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, a Ministra Federal de Justiça em Berlim, Alemanha. Ela precisa saber que a ordem de prisão para deter o Capitão Paul Watson tem motivações políticas e, portanto, deve ser ignorada pelo Governo Alemão. Com o apoio internacional podemos conseguir a liberdade para o Capitão Paul Watson e deixá-lo longe da possibilidade de enfrentar um julgamento injusto na Costa Rica.

Por favor , entrem em contato com: (por favor, seja respeitoso em sua comunicação)

Sabine Leutheusser-Schnarrenberger
 Ministra Federal de Justiça
 Deutscher Bundestag
 Platz der Republik
 11011 Berlin
 Telefone 030 – 227 751 62
 Fax 030 – 227 764 02

E-Mail: sabine.leutheusser-schnarrenberger@bundestag.de
 Facebook: https://www.facebook.com/BMJustiz/info

Ministério Federal de Justiça
 Mohrenstrasse 37
 10117 Berlin, Germany
 Telefone: +49 (030) 18 580-0
 Telefax: +49 (030) 18 580-9525

Envie este simples texto abaixo:

Dear Ms Leutheusser-Schnarrenberger,

I was very concerned to hear that Germany has detained Sea Shepherd’s Captain Paul Watson for possible extradition to Costa Rica. I understand that the warrant for Captain Watson’s arrest is politically motivated and possibly due to an incident in which Sea Shepherd uncovered an illegal shark finning operation.

I support Sea Shepherd’s efforts to monitor and publicise illegal fishing and whaling around the world and recognize that some illegal fishing operations try to use international law to shut down the Sea Shepherd operations.

I urge you to consider the valuable work Captain Watson and Sea Shepherd are undertaking globally to highlight the dangers to our oceans in considering this extradition request.

Sincerely,

Seu nome

Traduzido por Aline Louali, Diretora de Vídeos e Tradutora Voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil.

A saber: eu já enviei esta mensagem à ministra.

O vídeo abaixo fala por si só.

Seja parte da progressiva História humana. Torne-se vegan@.

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Porca, uma mãe escrava. Fonte: site da Secretaria da Educação do Paraná

Hoje é um dia excepcional: ao mesmo tempo Dia das Mães e Dia da Abolição da Escravidão Humana no Brasil. Com isso, é impossível os defensores dos Direitos Animais se esquecerem daquelas mães que ainda hoje vivem sob regime de escravidão. Falo aqui das mães exploradas na indústria do leite, dos ovos e também da carne; na “indústria” de cobaias a serem torturadas em laboratórios; na “produção” de filhotes a serem vendidos em pet-shops; e por aí vai.

São mães que não poderão desfrutar do dia de hoje – não por não compreenderem que a data de hoje é Dia das Mães e aniversário da abolição da escravidão humana no Brasil, mas sim porque sua situação de vida não é nenhum motivo de comemoração. O dia de hoje lhes será mais um dia de desespero, estresse, angústia e mais absoluta servidão.

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Li e traduzi o artigo “Dê graças pela carne” (originalmente Give thanks for meat), vencedor do concurso da coluna The Ethicist do The New York Times o qual escolheu um artigo que tentasse ser bom em defender o consumo de animais. Eu esperava que enfim encontrasse um argumento forte do lado defensor do consumo de alimentos de origem animal. Mas ainda não foi dessa vez.

O texto se focou demais no aspecto ambiental, com a premissa de que uma criação de animais ecologicamente “adequada” seria mais ética do que uma monocultura mecanizada de soja. O referencial teórico que legitimaria esse ponto de vista ficou curto, raso e simplista demais, restringindo-se à seguinte frase de Aldo Leopold: “Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.”

Na verdade toda a abordagem, mesmo do ponto de vista supostamente ecoético, foi de um simplismo e reducionismo notáveis. Ele fala apenas de criações bovinas bem-estaristas, ignorando que o universo de carnes à disposição no mercado não é apenas carne bovina – também existindo no macabro jogo porcos, caprinos, ovinos, coelhos, frangos, codornas, perus, búfalos, peixes, crustáceos etc. –, e a problemática ambiental da pecuária vai muito além de “apenas” tentar acomodar centenas de milhões (ou mesmo bilhões) de seres bovinos em pastos – algo que já é virtualmente impossível na maioria dos países.

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Abaixo, a tradução do texto pró-carne vencedor do concurso realizado pela coluna The Ethicist do The New York Times.

Refutação do artigo abaixo: Resposta analítica ao artigo Give thanks for meat, vencedor do concurso do The New York Times

 

Dê graças pela carne (título original: Give Thanks for Meat)
por Jay Bost, para o The New York Times, traduzido por mim

Como um vegetariano que voltou a comer carne, eu vejo a questão “É ético comer carne?” ressoando na minha cabeça e no meu coração constantemente. As razões pelas quais eu me tornei vegetariano, depois vegano e depois um comedor de carne consciente foram todas éticas. As razões éticas de NÃO comer carne são óbvias: animais são criados e mortos em condições cruéis; os grãos que poderiam alimentar pessoas famintas são usados para alimentar animais; a demanda por pastos fomenta o desmatamento; e comer carne implica matar um ser senciente. Exceto pela última razão, no entanto, nenhum desses aspectos de comer carne estão implícitos em comer carne, ainda que sejam exatamente o que torna antiético comer alguns tipos de carne.  Assim como comer verduras, tofu ou grãos produzidos em certas circunstâncias e consumi-los produzidos em outros meios é antiético.

O que são esses meios “certos” e “errados” de produzir tanto carne quanto alimentos vegetais? Para mim, eles são evocados mais sucintamente na ética da terra de Aldo Leopold: “Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.” Enquanto estudava Agroecologia na Prescott College em Arizona, eu me convenci de que, se aquilo que você está almejando com uma dieta “ética” é o menos destrutivo impacto sobre a vida como um todo neste planeta, então, em algumas circunstâncias, como quando se vive entre campos gramíneos secos e ralos, comer carne é a coisa mais ética que você pode fazer fora subsistir com caça, feijão tepari e pinhões.

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Essa semana foi muito produtiva para o Consciencia.VLOG.br, com diversos vídeos em resposta a vloggers onívoros ou carnistas. E hoje trago uma resposta que gravei a uma pessoa que demonstrou claro reacionarismo. O vídeo respondido se chama “Vegan – A Mente É Fraca” e nem vale a pena linká-lo aqui, porque eu estaria dando audiência a quem não merece.

Abaixo, as duas partes do vídeo (sim, eu tive paciência para gravar em duas partes uma resposta a um vídeo reacionário):

Parte 1:

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Assim como no caso da resposta ao tudosussa, o vídeo abaixo, mais um do Consciencia.VLOG.br, não é 100% refutando o vídeo respondido, e sim comentando concordantemente algumas partes e discordando de outras. Abaixo eu respondo ao vlogger do canal @VocePenseNisso, ao vídeo em que ele fala de vegetarianismo, concordando com as razões periféricas (principalmente meio ambiente) de se adotar uma dieta sem animais e repudiando formas inadequadas, usadas tanto por vegetarianos como por carnistas, de se falar com as pessoas sobre vegetarianismo.

Parte 1:

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Gravei para o Consciencia.VLOG.br uma resposta ao vídeo de Érico do canal tudosussa, vídeo esse em que ele criticou os vegetarianos ditos extremistas – que vivem dizendo que onívoros não teriam direito a se indignar contra atrocidades contra animais – e pôs alguns breves argumentos em defesa do consumo de carne.

Concordo com ele em relação às críticas aos “extremistas”, mas os argumentos carnistas, que em sua maioria citam o ser humano como predador, foram respondidos. E agradeço a ele por respeitar os vegetarianos.

Links citados no vídeo:

Efeitos da pecuária no solo

Livestock’s Long Shadow (18% dos gases-estufa creditados à pecuária)

Relatório do Worldwatch Institute credita 51% dos gases-estufa à pecuária

39% do lixo produzido pela humanidade vem da pecuária

1kg de carne gasta 15 mil litros de água

Relatório Terraclass (62,2% do desmatamento na Amazônia até 2008 foi causado por abertura de pastos)

23 dos 35 hotspots dde biodiversidade globais estão ameaçados pela pecuária

Até 2050 as espécies de peixe consumidas pelo ser humano poderão se extinguir por causa da pesca

Vêm repercutindo no Facebook, a efeito retardado, três reportagens lançadas pela Superinteressante em anos distintos, da série “E se…”, que tocam no assunto vegetarianismo.

A primeira, intitulada E se… fôssemos vegetarianos?, foi publicada na edição de outubro de 2003. A segunda, intitulada E se a gente parasse de comer carne?, em abril de 2011. A terceira, E se não estivéssemos no topo da cadeia alimentar?, em fevereiro de 2012. Tais matérias são carregadas de tendenciosidade, muito rasas quando um mínimo de profundidade é requerido, negligenciam fontes pró-vegetarianas e priorizam ao máximo fontes ligadas à pecuária e à indústria da carne. Não é à toa que muitos vêm acusando-as de serem reportagens compradas pelos pecuaristas e por empresas frigoríficas.

Comento nas imagens abaixo, dentro dos próprios prints, cada texto, na linguagem tipicamente utilizada no tumblr Vegetariano da Depressão (os prints foram publicados originalmente lá). Clique em cada imagem para vê-las no tamanho completo.

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Retomando as atividades do Consciencia.VLOG.br, gravei ontem uma resposta ao vlogger do canal 0wnedcreate (Atualização 07/05/12, 09:38: O vlogger apagou o vídeo dele), a um vídeo em que ele faz diversas perguntas sobre a (in)existência de sistema nervoso em plantas. Abaixo as respostas a cada indagação dele:

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A Prefeitura de Riberão Preto/SP anunciou, no final de abril, que o edital de licitação para construção de um “recinto” onde será mantida em confinamento a elefanta Mayson, resgatada de um circo e mantida em um abrigo provisório no zoológico da cidade desde outubro do ano passado.

O confinamento, que não é um destino mais feliz à elefanta do que o circo de onde foi resgatada, terá 1.500 metros quadrados, muros de concreto armado e um fosso de segurança para mantê-la aprisionada, além de um lago para banho.

Afirma-se que a elefanta vai “participar” de um projeto de educação ambiental desenvolvido no zoológico. É de se perguntar, porém, que educação ambiental é essa que nega aos animais a integração a seu habitat natural e tenta “educar” crianças e adolescentes com a “lição” de que os animais não humanos podem ser mantidos sob aprisionamento como propriedade dos humanos, ao invés de livres.

Como representante dos Direitos Animais, o mestrando em Ciência da Engenharia Ambiental da USP Gabriel Clemente questionou a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, afirmando que o confinamento é um destino totalmente inapropriado para Mayson. Defende ele: “Não sou contra a Mayson em Ribeirão, mas defendo que ela fique em um espaço adequado, como um santuário. Da forma como estão fazendo, a Mayson vai sair de um circo e ir para outro, se tornando uma atração para os humanos. O foco tem que ser a qualidade de vida dos animais”.

De fato, na inviabilidade de Mayson voltar a seu lugar de origem, o santuário deveria de fato ser a única opção a ser vislumbrada pela Prefeitura de Ribeirão Preto, e não transferi-la de uma prisão para outra.

O blog parceiro Veganolo mostrou em primeira mão, e o Consciencia.blog.br reitera o aviso, que a notícia em que crianças teriam sido levadas a um matadouro por aula-passeio da escola e chorado por ver as cenas cruéis dentro do estabelecimento é falsa.

Foto que ilustra a notícia fake das crianças que teriam chorado depois de terem visitado um matadouro. A que contexto real ela se aplica, é um mistério.

Ela foi retirada da Newsweak (nome que parodia a Newsweek), um dos sites de notícias falsas de cunho humorístico que se multiplicaram pelo mundo (equivalentes no Brasil são o Sensacionalista, o The Piauí Herald, o Diário Pernambucano e tantos outros). E foi redigida e publicada em 30 de novembro de 2010, não tendo sido uma novidade – nem mesmo tendo sido real.

Fica o aviso: ao entrarem num site que parece ser jornalístico e encontrarem uma notícia(?) que parece interessante à causa que defendem, verifiquem se as outras notícias do site são humoristicamente falsas ou são reais e sérias. E fiquemos sempre com pé atrás quando virmos notícias sem link sendo propagadas no Facebook – o boato do falso choro do Cacique Raoni foi um grande exemplo, com o agravante de que não tinha sido publicado originalmente em nenhum site jornalístico ou blog militante.