Arauto da Consciência
1mar/100

A natureza insiste em respirar

Jacaré é capturado em quintal de residência no Jardim Jordão

Um jacaré com quase um metro de comprimento foi capturado no quintal de uma residência localizada na Rua do Progresso em Jardim Jordão, Jaboatão dos Guararapes, na manhã desta segunda-feira (1).

O animal é da espécie papo-amarelo. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, os próprios moradores conseguiram amarrar a boca do réptil. Os bombeiros irão entregar o animal ao Ibama. Ninguém ficou ferido.

O Jardim Jordão é um bairro humilde de Jaboatão, mais uma de tantas localidades do Grande Recife (a metrópole, não o consórcio de ônibus) que nasceram da bestial destruição da mata atlântica dos morros próximos aos estuários centrais de Pernambuco e subsequente ocupação desordenada.

Da antiga área de mata atlântica hoje ocupada pelo Jordão, a natureza ainda dá felizes pingos de existência, como esse jacaré que apareceu.

É um pequeno feixe de luz furando as trevas do ecocâncer. Uma pequena mensagem nos mostrando que ainda há esperança, ainda podemos salvar a natureza remanescente que o ecocâncer, causado pela bestialidade coletiva humana ao longo de séculos, ainda não destruiu.

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25fev/100

Ação contra a pesca salva e restaura vida nos recifes australianos

Austrália: proibição da pesca recuperou vida marinha em corais

Um estudo divulgado na última segunda-feira indica que a proibição da pesca em 2004 em parte da Grande Barreira de Corais da Austrália possibilitou que a população de algumas espécies de peixes dobrasse. O relatório, divulgado na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences, foi produzido por um grupo de pesquisadores da Austrália.

Em 2004, a pesca foi banida em uma área de 32% da barreira que se estende por 2,6 mil quilômetros e sobre uma área de 344 mil quilômetros quadrados na costa de Queensland, nordeste da Austrália. Hoje, a densidade de peixes nessa zona protegida é o dobro das demais regiões.

Um dos destaques é a truta dos corais (Plectropomus leopardus), cuja população dobrou em apenas dois anos a partir da proibição da exploração desses corais. A população de tubarões também é 100% maior na área protegida em relação ao restante da barreira, diz o estudo.

"Os resultados são realmente impressionantes", disse Laurence McCook, líder do estudo. "Manter uma grande proporção de áreas protegidas é bom para a vida marinha, é bom para os peixes e é bom para as pessoas que dependem dos corais para viver", analisou McCook, referindo-se à indústria pesqueira e ao turismo.

Apesar da recuperação, McCook enfatiza que a Grande Barreira de Corais australiana, a maior cadeia de corais do mundo, ainda está sob grande risco por causa da mudança climática. O aumento da temperatura e da acidez da água do mar prejudica sensivelmente a vida nos corais.

Meus parabéns e obrigado à Austrália por ter suprimido o assassinato em massa de animais, que atende pelo gentil nome de pesca, daquela área. A notícia é mais uma prova de como a pesca é uma atividade altamente destruidora que ameaça a vida de qualquer corpo d'água onde se estabelece. Minha palavra neste parágrafo pode parecer pesada, mas é a dura verdade existente por trás da dita tão saudável carne de peixes.

A vida nas águas da Terra agradecerá muitíssimo se a pesca passar a ser progressivamente proibida em cada vez mais regiões e socialmente desencorajada em nome de uma alimentação ética e ambientalmente amigável.

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12fev/100

Frase da semana (7-13/02)

"Um século atrás havia 100 mil tigres no mundo. Mas desde então, os extermínios em massa e a caça causaram a extinção das subespécies de Bali em 1937, a persa ou o tigre Cáspio na década de 1960, e a de Java, vista pela última vez nos anos 70." Agência EFE, através do Terra Notícias, sobre as principais razões para a ameaça de extinção dos tigres

Só mais uma amostra de como a exploração animal é a maior razão para a ameaça de extinção de tantas espécies da fauna.

Mais amostras disso estão abaixo:

Exploração animal = ameaça de extinção (Parte 3)
Exploração animal = ameaça de extinção (Parte 2)
Exploração animal = ameaça de extinção

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10fev/101

Por que a pesca e a aquicultura fazem mal e são dispensáveis

Artigo escrito em agosto de 2009

Muito recomendados como alimentos nutritivos e saudáveis, os frutos-do-mar estão sendo valorizados nestes anos de combate à alimentação nutricionalmente ruim. A tal fonte de saúde e boa vida apregoada por nutricionistas e culinaristas, entretanto, esconde uma realidade muito triste que, uma vez conhecida, enfraquece quem vem recorrendo ao peixe, ao crustáceo e ao molusco como fontes de “boa carne”: o sofrimento e a morte dos animais que são capturados na água e os danos ambientais infligidos, estes quase sempre enormes.

Quem busca o melhor ao comer carnes vindas da água não sabe ainda que a saúde vendida pela indústria de “pescado” tem um custo altíssimo, ou melhor, impagável, que são os bilhões de vidas eliminadas anualmente pela pesca e pela aquicultura, sempre com enorme sofrimento, e os ecossistemas aquáticos e costeiros que vêm sendo destruídos e esvaziados por essas atividades.

A verdade precisa ser revelada para que se perceba que, mesmo que façam bem à saúde, os frutos-do-mar fazem muito mal aos animais e ao meio ambiente. E são substituíveis nutricionalmente.

A morte dos peixes

No caso de pescar com varas, primeiro a mandíbula é perfurada, com o anzol mordido varando a pele do peixe, e em seguida o bicho é içado velozmente, potencializando a dor do gancho. É como uma pessoa ser furada na coxa por um arpão vindo de cima e levantada com toda força de modo que fique pendurada pela lança. Já na pesca por rede de arrasto, um cardume é surpreendido por um obstáculo e põe-se em agitação máxima, no desejo incontrolável e desesperado de resistir ou fugir da predação.

Depois de ser posto no assoalho do barco, no samburá ou em outro lugar que guarde os corpos pescados, o animal começa um sofrimento que vai durar minutos. São longos instantes, que mais parecem uma eternidade, de uma luta pela vida que irá invariavelmente fracassar. Procura-se inutilmente por água que contenha oxigênio diluído. Debate-se longe da água, tanto na tentativa de se locomover para voltar ao seu ambiente aquático como pela agonia de não poder mais respirar.

Depois de geralmente menos de dez minutos de angustiada luta contra a morte, a indesejada das gentes e dos bichos vence. Um fim bastante triste, uma morte cujo sofrimento é comparável ao causado nos mais cruéis matadouros.

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7fev/100

A estupidez do pé de coelho

Direto do blog Capinaremos, em homenagem às pessoas que mata(va)m coelhos e mutila(va)m suas patas achando que colecionar pés de coelho dá sorte.

Um banho de empatia

Um banhozinho de empatia

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25jan/101

Tráfico de animais silvestres: a cultura da propriedade animal só podia dar nisso mesmo (Parte 6)

210 aves são apreendidas pelo Cipoma em comércio ilegal no Cordeiro

210 aves, onze delas ameaçadas de extinção, chegaram neste domingo (24), ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama. A apreensão foi fruto de uma ação do Cipoma na Feira de Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

Segundo os analistas ambientais, os animais foram vítimas de maus-tratos. Eles estavam aprisionados em gaiolas pequenas e sem água. A comida estava infectada com fezes dos bichos. Por conta disso, oito aves morreram até a manhã deste domingo.

Policiais do Cipoma ainda não confirmaram a detenção dos envolvidos. Se presos, poderiam pegar até um ano de prisão, além de multas de R$ 500 a R$ 5.000 por animal.

Como afirmei com insistência no Consciência Efervescente, o Ibama só está enxugando gelo. De nada adianta reprimir o mercado de vidas silvestres se nossa cultura os deseja como posses valiosas, como objetos ornamentais preciosos.

Esse tráfico criminoso só vai começar a perder força com uma campanha permanente de educação zooética e ambiental que desencoraje a atitude de comercializar e aprisionar animais de qualquer espécie e com uma reforma jurídica que retire dos animais domésticos* o atributo legal de propriedade privada e lhes dê o atributo de seres tuteláveis, protegidos de mercantilização e dotados do direito à liberdade tutelada.

*Começaria pelos domésticos e infelizmente nem tão cedo alcançaria os domesticados/rurais, porque, se estes últimos fossem beneficiados, a pecuária iria se tornar inviável, e isso os interesses de quem exalta o lucro acima da vida não vai permitir a curto e médio prazo. Para os animais rurais poderem vislumbrar direitos, a militância brasileira pelos direitos animais terá que crescer muito ainda.

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