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	<title>Arauto da Consciência &#187; Animais Tratados como Propriedade</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>&#8220;Fazendinhas&#8221; de shopping: o que estão ensinando aos nossos pequenos?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 09:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-5727 aligncenter" title="toneis de leite" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns shoppings brasileiros, diante da realidade ultraurbana das crianças das grandes cidades, muitas das quais crescem acreditando que carne, leite e ovos são fabricados do nada no supermercado, tomaram a iniciativa de montar “fazendinhas” em parte de seu interior, no intuito de diverti-las, “ensiná-las” de onde vem os produtos de origem animal da mesa onívora brasileira e pô-las em contato com o mundo rural – ainda que de forma bem limitada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesses pedaços de ruralidade incrustados nas urbes, estão expostos os mais diversos animais das fazendas de verdade: bovinos, porcos, coelhos, galinhas, perus, cavalos (ou pôneis)... Pode-se andar de charrete, montar equinos, participar de pescaria, e até levar animais típicos do campo para casa. Parece muito bom e saudável mostrar à meninada acostumada com a selva de concreto um pouco da vida da fazenda...</p>
<p style="text-align: justify;">Eu disse “parece”. Porque, na ótica da ética animal, não o é nem um pouco. Em vez de apreciação, reservo a essas “fazendinhas” de shopping uma indagação preocupada: o que estão ensinando aos nossos pequenos?</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que estão lhes naturalizando o que há de pior na relação entre seres humanos e bichos: o regime de escravidão que norteia a pecuária, as fazendas de criação de animais, a mercantilização da vida. Aprende-se, com ou sem “educadores” presentes, que os animais rurais existem para nos servir, seja como comida, seja como meio de transporte, seja como bichinhos de estimação – mesmo sendo criados em pequenas gaiolas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas instalações temporárias são na verdade um complexo de exploração animal, em três sentidos: propriamente exploram os animais, trazidos de fazendas de verdade para os shoppings, obrigados a cavalgar com crianças no lombo ou na charrete e expostos a todo o barulho estressante do local; engaiolam e comercializam diversos deles e, o mais preocupante, promovem a antipedagogia ética, pautada no utilitarismo servil, induzindo as crianças a crerem que cada espécie daqueles bichos de fato “servem”, vivos ou mortos, para determinados fins – e que isso é natural, é normal, é assim que a vida funciona e deve funcionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Visitei recentemente uma dessas “fazendinhas”, em um shopping movimentado de uma cidade metropolitana nordestina que não revelo aqui – pode ter sido em Natal, em Salvador, em Fortaleza, em Campina Grande, em qualquer uma grande cidade do Nordeste, ou até no Recife mesmo. Abaixo descrevo minha experiência nesse tipo de lugar. Nota importante: fui justamente para observar tudo e poder descrever aqui a realidade vislumbrada, não foi por outro motivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5714"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dentro da "fazendinha”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fui com um colega nativo da cidade para esse shopping, cujo nome não revelo por motivos óbvios. Paguei a entrada de R$3 para poder ter acesso à minicidade rural, montada e decorada ao estilo de cidade pequena de interior, numa área reservada do estacionamento. Tristemente terminei financiando esse sistema, mas, como foi isso que possibilitou a existência deste artigo, fico com a consciência tranquila. Fui lá para investigar e descrever o cenário, não para alienar uma criança em minha companhia ou muito menos para me divertir.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira “atração” que vi lá foi uma piscina, parecida com aquelas de mil litros, com dezenas de peixes pequeninos e um aglomerado de crianças tentando pescá-los com varas com redes na ponta. Presume-se que quem pescasse os bichinhos podia levá-los para casa. Uma “muvuca” de garotos assustava os animais presos na pequena piscina, tanto por sua presença barulhenta como pela agitação provocada na água pelas varas.</p>
<p style="text-align: justify;">E quem conseguisse capturar seu peixe, ou levava num saco plástico transparente ou podia comprar um aquário. Logo defronte à piscina da pescaria, diversos aquários estavam à venda. Alguns tinham tamanho ridiculamente pequeno – pouco mais de 1000 centímetros cúbicos (10 centímetros de aresta) –, enquanto outros eram um pouco maiores, mas ainda minúsculos. É naqueles paralelepípedos pequeninos que os peixes capturados ou comprados pelas crianças passarão o resto de suas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ao lado dos aquários vazios, estavam à venda diversos peixes, ditos ornamentais, de diversas aparências, algumas consideradas curiosas. Vidas à venda, que podiam ser trocadas por dinheiro, para servirem como objetos de decoração dos apartamentos daquela criançada urbana. Presos nas pequenas gaiolas de vidro que serviam de vitrine, passariam a viver toda a sua vida nos já citados aquários minúsculos. Em situação pior do que criminosos que vivem em prisão perpétua em celas de poucos metros quadrados, mas que ainda podem sair temporariamente delas para as refeições e banhos de sol, os peixes viverão até a morte circulando por poucos centímetros cúbicos de água, privados de liberdade.</p>
<div id="attachment_5716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-minusculos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5716" title="aquarios minusculos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-minusculos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Aquários minúsculos à venda. Peixes serão aprisionados neles e aí viverão até morrer.</p></div>
<div id="attachment_5717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-minusculo-com-peixe-dentro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5717" title="aquario minusculo com peixe dentro" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-minusculo-com-peixe-dentro-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Uma vida inteira de prisão em poucos centímetros cúbicos de água está reservada a esse peixinho.</p></div>
<div id="attachment_5715" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-de-peixes-a-venda1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5715" title="aquarios de peixes a venda" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquarios-de-peixes-a-venda1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">As crianças terminam naturalizando a crença de que peixes ornamentais podem ser trocados por dinheiro e que o lugar deles é no aquário, não na Natureza.</p></div>
<div id="attachment_5718" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario.jpg"><img class="size-medium wp-image-5718" title="aquario" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/aquario-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Esses peixes estão à venda, e seu destino é serem presos em outros aquários.</p></div>
<div id="attachment_5719" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/pescaria-na-piscina.jpg"><img class="size-medium wp-image-5719" title="pescaria na piscina" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/pescaria-na-piscina-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">A pescaria torna a vida dos peixinhos presos na piscina um inferno. Aqueles que forem pescados, presumo, serão condenados a uma vida inteira de prisão num aquário.</p></div>
<div id="attachment_5720" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/peixe-levado-pra-casa.jpg"><img class="size-medium wp-image-5720" title="peixe levado pra casa" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/peixe-levado-pra-casa-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Os peixes levados para casa serão aprisionados em aquários, muitos deles ridiculamente pequenos. E servirão de objetos de decoração.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A parada seguinte foram as cercas dos animais rurais cujas carne e leite, até então, como dito no começo deste texto, muitas crianças acreditavam ser fabricadas nos supermercados. Novilhos bovinos, bodes e cabras, porquinhos e aves. Muito embora não demonstrassem vividamente desconforto com o ambiente muito barulhento da “fazendinha”, é notável que aquele não era o ambiente onde desejariam estar – um lugar sem céu, limitado por uma cerca pequenina que provê pouquíssima liberdade de movimento e rodeado de seres humanos barulhentos e muito potencialmente perturbadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais estavam em exposição. Tal como objetos – artefatos num museu ou carros num showroom. Seres humanos têm uma queda por conhecer o exótico e o distante, e isso inclui uma vontade forte de capturar animais em seu habitat e expô-los aprisionados, em zoológicos e nas “fazendinhas” de shopping. A vontade do animal de viver em liberdade, sem a perturbação do barulho humano e em comunhão com sua terra natal, não é nada perante quem os vê como curiosa peça de exibição e pensa “Para que ir até o habitat do bicho se podem muito bem trazê-los de lá? É muito mais fácil para mim”. E se fossem seres humanos os “objetos” em exibição? Seria um escândalo moral, tanto que nenhum pecuarista tem coragem de abrir exposições de pessoas vivas. Mas, como são “apenas animais”, vale tudo nesse sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Exibidos como coisas curiosas, os animais terminam invocando o “ensino” sobre a sua “função”. Não era necessária a presença de “educadores”. Bastava que os pais das crianças apontassem, por exemplo: “Olha, filho/a, esses são novilhos. Quando crescerem, irão para um matadouro e vão virar carne comestível. É do corpo deles que vem a carne do hambúrguer que você come todos os dias, e a do churrasco da família.” As crianças assim “aprendem” que bois e vacas, porcos, bodes e cabras e galinhas servem para “fornecer” comida, não tendo sua vida qualquer fim fora esse, nem sentido se não forem vistos como “matéria-prima” para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “crachá” identificador na orelha dos novilhos denunciam: os animais estão catalogados na propriedade do fazendeiro que os trouxe ao shopping. Ou melhor, <em>são</em> propriedade, <em>pertencem</em> ao pecuarista com quem a administração do shopping tem contrato firmado para trazer os bichos. E isso é exibido na maior naturalidade. Pais aceitam, filhos “aprendem” que é normal <em>possuir</em> animais como parte de uma propriedade.</p>
<div id="attachment_5721" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilhos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5721" title="novilhos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilhos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Novilhos em exibição. Confinados numa cerquinha, atraíram a curiosidade das crianças.</p></div>
<div id="attachment_5722" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilho-com-selo-identificador.jpg"><img class="size-medium wp-image-5722" title="novilho com selo identificador" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/novilho-com-selo-identificador-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O “crachá” da orelha escancara: o animal está contabilizado como propriedade do fazendeiro que o levou ao shopping.</p></div>
<div id="attachment_5723" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/bodes.jpg"><img class="size-medium wp-image-5723" title="bodes" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/bodes-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Bodes também expostos como artefatos</p></div>
<div id="attachment_5724" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/porquinhos.jpg"><img class="size-medium wp-image-5724" title="porquinhos" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/porquinhos-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pequenos porcos, tentando manter sossego num ambiente barulhento.</p></div>
<div id="attachment_5725" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/jaula-de-aves-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-5725" title="jaula de aves 2" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/jaula-de-aves-2-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Aves numa jaula: expor animais em lugares que lhes são estranhos requer aprisionamento, para que não fujam.</p></div>
<div id="attachment_5727" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite.jpg"><img class="size-medium wp-image-5727" title="toneis de leite" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/toneis-de-leite-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Tonéis de leite como decoração. Explorar animais retirando-lhes a vida ou o leite é a rotina da fazenda, naturalizada na mentalidade dos frequentadores da “fazendinha”.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Numa salinha de atividades infantis, destacava-se um tapete de couro cru. Nem chegou a ser cortado para tomar uma forma geométrica. As crianças são induzidas, de forma indireta, a encarar com naturalidade os produtos oriundos da morte pecuarista. Não lhes passa pela cabeça as imagens do matadouro cheio de sangue ou da morte do boi, que foram indispensáveis para aquele couro estar forrando o chão. Para elas, aquele “tecido” é tão inocente quanto um tapete de banheiro.</p>
<div id="attachment_5728" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/tapete-de-couro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5728" title="tapete de couro" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/tapete-de-couro-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O tapete de couro abaixo dos móveis de decoração infantil é visto como tão inocente quanto um tecido de algodão.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de tirar o olho do couro, o que foi visto em seguida foi uma gaiola com vários coelhinhos e porquinhos-da-índia dentro. Estavam à venda. Assim como os peixes destinados ao aquário, o destino dos animais vendidos seria a prisão perpétua numa gaiola – não cheguei a ver se havia gaiolas à venda lá, presumo que as que eu vi foram compradas em outros lugares.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário para aqueles animais era de prisão e de relativa perturbação (ainda que alguns deles se mantivessem calmos) perante o barulho do ambiente. Aguardavam para ser trocados por dinheiro, tal como uma mercadoria qualquer. Sua vida, para as crianças, valia 15 reais. Esse era o preço para se decretar propriedade sobre um coelhinho ou porquinho-da-índia.</p>
<p style="text-align: justify;">E uma propriedade carcerária, para piorar a coisa. Lembro que, depois de ter saído da “fazendinha”, encontrei uma garotinha com um coelho relativamente grande dentro de uma gaiola. Ela me revelou que o bicho seria realmente criado por toda a vida dentro da pequena jaula. Enfim, aqueles eram animais triplamente abusados: tratados como mercadorias e como propriedade e tendo negada sua liberdade – seja pelo seu vendedor, seja pela garotada que os comprou.</p>
<div id="attachment_5729" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelhos-e-preas-a-venda.jpg"><img class="size-medium wp-image-5729" title="coelhos e preas a venda" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelhos-e-preas-a-venda-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Vidas custando 15 reais. O regime da “fazendinha” é de tratar animais como mercadoria e propriedade.</p></div>
<div id="attachment_5730" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/gaiola-de-coelhos-e-preas-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5730" title="gaiola de coelhos e preas 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/gaiola-de-coelhos-e-preas-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Coelhos e porquinhos-da-índia presos, esperando ser transferidos para outras prisões – as gaiolas das crianças.</p></div>
<div id="attachment_5731" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelho-em-gaiola-fora-da-fazendinha.jpg"><img class="size-medium wp-image-5731" title="coelho em gaiola (fora da fazendinha)" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/coelho-em-gaiola-fora-da-fazendinha-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Uma criança criará esse coelhinho dentro da gaiola. O animalzinho está condenado a ser prisioneiro até morrer. Provavelmente nunca conhecerá a liberdade, se não terminar doado para algum parente com casa dotada de espaço livre.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Depois de acompanhar a perturbação barulhenta, o aprisionamento, a mercantilização e o tratamento como propriedade, vi a exploração em sua forma mais evidente. Pôneis puxavam charretes ou eram montados por crianças – dentro de cercados tão pequenos que duvido que tenha valido a pena para alguma criança andar poucos metros conduzida pelos bichos – o que, ao meu ver, deve dar um gosto de quero-mais para os pequenos, que insistirão para ir a algum hotel-fazenda num futuro próximo. Para as crianças, fica a impressão de que cavalos, controláveis como são, são mistos de animais e coisas, algo como carros vivos sem roda.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pôneis puxadores de charretes estavam revestidos de muitos adereços usados como controle animal: cabresto, viseira, cordas e mais cordas, tantos equipamentos que transformam esses animais em veículos. Nem pareciam seres vivos, de tanta parafernália que visava o controle de seus movimentos. E o pior: a crina deles estava pintada de rosa. Os cavalinhos montados, por sua vez, não estavam pintados, mas a situação de exploração era a mesma: diversos adereços de controle de movimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais de ambas as situações estavam fadados a trabalhar, conduzindo crianças num pequeno cercado, por grande parte do tempo em que o shopping estivesse aberto – presumo que havia revezamento de trabalho entre os pôneis, para o caso de um deles cansar. Uma rotina de escravidão.</p>
<div id="attachment_5732" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/ponei-de-charrete-pintado-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5732" title="ponei de charrete pintado 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/ponei-de-charrete-pintado-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pônei de crina pintada, obrigado a puxar charrete até cansar.</p></div>
<div id="attachment_5733" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/poneis-montados-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5733" title="poneis montados 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/poneis-montados-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Pônei obrigado a conduzir crianças em seu lombo até cansar. A exploração animal é naturalizada no cenário da “fazendinha”.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A última “atração” que fotografei foi o touro mecânico. Felizmente não era um animal de verdade, torturado com um sedém em sua virilha, mas o brinquedo acaba induzindo a meninada a gostar de rodeio, a acreditar que montar touros “bravos” é muito divertido e inspirador. Acostumando as crianças aos touros mecânicos da vida, é questão de tempo para que elas passem a simpatizar com esse pseudoesporte, hoje cada vez mais repudiado – e os animais e seus defensores ganhem mais adversários.</p>
<div id="attachment_5734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/touro-mecanico-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5734" title="touro mecanico 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/touro-mecanico-1-400x300.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">O touro mecânico acostuma as crianças a gostarem de rodeios. E isso é péssimo tanto para os animais como para seus defensores.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que raios estão ensinando às crianças?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso não tem apenas o aspecto de diversão, mas também um caráter pedagógico. Ou melhor, segundo a visão da ética animal, <em>antipedagógico</em>. Mesmo não havendo educadores à disposição na “fazendinha” que observei, existe a transmissão de ensinamentos, por parte dos pais ou montado por autoconstrução lógica e digerido pela própria criança. São transmitidos à garotada as crenças e valores prevalentes na pecuária os quais fundamentam moral e culturalmente toda a exploração animal existente no meio rural – desde o uso como meio de transporte até a transformação dos bichos, pelo abate, em carne, passando pelo entretenimento por passeios e pelo rodeio.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprende-se lá que os animais rurais não são fins em si mesmos, mas sim meios para fins estritamente humanos – em outras palavras, que eles sempre nascem para servir para algo e a alguém. Eles não nascem simplesmente para viver na natureza, sendo ou não perseguido por predadores, mas para fornecer carne, leite ou ovos; servir de transporte sendo montado ou puxando veículos de tração – seja atendendo a necessidades da ruralidade, seja provendo entretenimento para quem busca uma cavalgada ou um passeio de charrete no campo para esquecer os problemas –; prover diversão sendo explorado em rodeios; e ser um servo afetivo das pessoas – animal de falsa estimação, cuja “vida útil” como “pet” acaba num churrasco de feriadão ou numa reunião de família; entre outras utilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso é naturalizado no ambiente ruraloide montado no shopping: o pai aponta para o filho a “fazendinha” antes de irem embora e diz em conclusão sobre todas as formas presentes de “utilizar” animais: “Filho, os animais nascem para isso mesmo, para nos servir. E eles servem muito bem, para as mais variadas coisas.” E o filho, carente de discernimento ético por ser ainda muito pequeno, aceita e assimila esse dogma, talvez para toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, a juventude inocente e ingênua das crianças da primeira infância forma um filão muito apto para ser convencido de que explorar animais no mundo rural é válido, aceitável e justo. É de se pensar que os pecuaristas usam as “fazendinhas” de shopping para “ensinar” à meninada que o animais têm utilidade, não valor intrínseco, e assim angariar futuros compradores de alimentos de origem animal, apreciadores de rodeios e vaquejadas, pessoas sedentas por diversão no lombo de um cavalo, enfim, clientes que lhes darão muito dinheiro e farão o “crime” (entre aspas por ainda não ser reconhecido legalmente como tal) da exploração animal compensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Dinheiro, para falar a verdade, é o que mostra como os animais ali não são respeitados em sua essência de seres sencientes demandantes de direitos: a entrada paga permite pelo menos ver os animais em exposição, como se estes fossem objetos exóticos de um museu – como dito mais acima, pôr pessoas em exibição seria um absurdo moral mesmo para quem expõe bichos, diga-se de passagem –; há bichos à venda, a preços variados, para serem tratados como objetos de decoração ou como animais de falsa estimação, todos destinados a uma prisão perpétua em gaiolas ou aquários – tratados como mercadorias que, segundo a mentalidade especista, não se importam em ser trocadas por dinheiro para serem transferidas de prisão; paga-se para andar de cavalo, em charrete ou montando, dando à exploração de pôneis e cavalos um caráter muito lucrativo.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças vão participando disso tudo e aceitando tacitamente todo o sistema. Guardam como se fosse um ensinamento importante: coelhos servem como animais de “estimação” a serem criados em gaiolas; peixes, como objetos de decoração; bois e vacas, para fornecer carne, leite, couro etc. ou ser montados ou derrubados por peões “valentes” em rodeios e vaquejadas; porcos e bodes e cabras, idem; galinhas e frangos, para distribuir respectivamente ovos e carne; cavalos, para transportar pessoas... Não faria sentido que nenhum deles vivesse se não tivesse uma utilidade para os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma, assimila-se que é normal que animais sejam mortos para virar carne e couro – além de mais uma miríade de produtos de origem animal – em indústrias frigoríficas; ou que tenham seu corpo violado para fornecer leite e ovos. E é assim mesmo que tudo funciona e deve funcionar: animais como servos, dispostos a dar a vida pelos interesses dos seus senhores; humanos como seus proprietários (sic). E as crianças vão crescendo, abraçando essas crenças como verdades.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ainda por cima, acostumam-se com a falsa imagem – o “rancho do velho McDonald” citado por Tom Regan – de que os bichos vivem em roças tradicionais, são tratados como “da família”, seu leite é ordenhado por um contente vaqueiro, seus ovos são colhidos no galinheiro por uma senhora que vive de bem com a vida e tais animais são mortos com “carinho”.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso contando com o fato de que nada ali na “fazendinha” fazia a mínima alusão aos latifúndios do agronegócio; às granjas industriais que prendem galinhas em pequenas gaiolas e “produzem” frangos aos milhares; às cada vez mais utilizadas fazendas-fábrica; ao confinamento de porcos dentro de pequenas baias individuais em grandes instalações agroindustriais; à alimentação da maioria dos animais com hormônios, drogas e grãos transgênicos; ao precário, atordoante e anti-higiênico transporte de “carga viva”; muito menos aos matadouros industriais movidos a facão e sangue ou àqueles clandestinos onde ainda se mata a golpes de marreta ou machado – abatedouros cuja aterrorizante imagem mental facilmente faria uma criança parar de comer carne por muito tempo, se não para sempre. A imagem rural desenhada ali era matuta, bucólica e tranquila, exceto pela multidão humana e pelo barulho que a mesma produzia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Concebidas como parques de diversão rural e, em última análise, como merchandising pecuarista, as “fazendinhas” de shopping como a que eu observei são um atentado ao bom senso e à ética não-antropocêntrica. Promovem um inestimável desserviço às crianças, ao lhes naturalizar o utilitarismo servil a que os animais são submetidos nas fazendas e passar a falsa imagem do ruralismo tradicional roceiro, cada vez mais raro numa realidade em que o extremamente predatório agronegócio, cada vez mais industrializado, dita as regras na ruralidade brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos formando crianças acostumadas em ver animais sendo tratados como mercadorias, aprisionados em gaiolas, aquários e cercas, explorados vivos e mortos para os mais diversos fins. A garotada cresce aceitando como natural e normal que a vida não-humana seja banalizada, mercantilizada, comparada à não-vida, tratada sem o mínimo respeito e dignidade, e participando desse sistema que escraviza seres tão sencientes quanto os humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se as “fazendinhas” expusessem pessoas, seja como “aberrações” físicas ou como trabalhadores escravos, seriam hoje vistas como o mais abjeto dos absurdos. Mas quem está em jogo são “apenas” outros animais, e por isso a sociedade abraça a iniciativa de trazer o mundo rural para perto dos habitantes do urbano, e leva suas crianças para ver animais explorados e aprisionados e até para comprar alguns deles, que viverão confinados em gaiolas nos apartamentos e longe da vastidão e do ar puro do campo.</p>
<p style="text-align: justify;">É esse mundo que queremos, onde exploração e escravidão são a melhor diversão do momento para crianças?</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Links)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 11:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: center;">Aqui os links das quatro partes do artigo <em>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais</em>:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><big><big><a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-1.html" target="_blank">Parte 1</a> - <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-2.html" target="_blank">Parte 2</a> - <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-3.html" target="_blank">Parte 3</a> - <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-4-final.html" target="_blank">Parte 4</a></big></big></strong></p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 4 e final)</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_5642" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/biotério-6.jpg"><img class="size-full wp-image-5642" title="biotério 6" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/biotério-6.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Mensagem na porta de um laboratório no CCS/UFPE. Foto tirada por mim em 2009.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Esta parte é o final do artigo que visa comentar <a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/saibamais" target="_blank"><strong>o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”</strong></a>, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>10. Que doenças evoluíram seu tratamento, em razão das pesquisas?<br />
São várias, podemos citar duas: o câncer e a fibrose cística. No caso do câncer, por exemplo, pode ser realizado atualmente a terapia gênica, onde são retiradas células do tumor, inserido um gene que reage contra o câncer e reinjetado as células no paciente. Desse modo, as células geneticamente modificadas irão “ensinar” ao sistema imunológico do paciente a reconhecer as peculiaridades de suas células cancerígenas e destruir o tumor. Atualmente, esse tipo de pesquisa vem alcançado avanços significativos em ratos e camundongos e, certamente, poderão salvar várias vidas, inclusive as dos seres humanos.<br />
No tratamento da fibrose cística, foi desenvolvido um modelo animal que reproduz a doença humana. Essa tecnologia permitiu que novos testes fossem realizados no combate a essa terrível doença genética, que acomete principalmente o pulmão de crianças em todo o mundo. Contra essa doença, está sendo realizada também a “terapia gênica”, onde as pesquisas com animais são extremamente relevantes.<br />
Devemos lembrar também dos coqueteis anti-aids, um conjunto de medicamentos que já salvou e ajuda a prolongar a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nessa resposta, revela-se que a experimentação animal, cujos autores dizem prezar pela “responsabilidade, ética e respeito aos animais”, causou sofrimento crônico em animais que foram submetidos ao mais diversos tipos de câncer e à fibrose cística, descrito pelos próprios autores do FAQ como uma “terrível doença genética”.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a fibrose cística é terrível como dizem esses cientistas, imaginemos como seria estar na pele dos animais que foram induzidos a nascer com essa doença e passaram toda a sua vida sofrendo com ela. Essa questão 10 mostra como falta o mínimo de senso de alteridade e empatia interespecíficas nas pessoas que exploram animais em suas experiências e defendem a continuidade desse tipo de método de pesquisa. É uma demonstração de que esses indivíduos são incapazes de se pôr imaginariamente na pele dos animais que exploram.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso que os idealizadores da campanha de “conscientização” vivisseccionista querem? Que “terríveis doenças” continuem sendo induzidas em animais não-humanos para que seres humanos sejam salvos – e não possam optar por viver sem depender de remédios resultantes desse tipo de violência?</p>
<p style="text-align: justify;">***<span id="more-5629"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>11. Como a pesquisa com animais ajuda os próprios animais?<br />
As pesquisas com vacinas também beneficiaram a saúde dos animais ao aprimorarem tratamentos como os da raiva, do tétano, da leucemia animal e daquelas contra parasitas. Além disso, os estudos comportamentais melhoram a qualidade no trato com os próprios animais. Vale lembrar que alguns animais foram salvos da extinção, graças a várias pesquisas científicas realizadas, muitas delas, utilizando embriões de camundongos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Essa resposta é uma demonstração clara do especismo seletivo dos cientistas interessados na vivissecção. Torturam-se uns animais não-humanos, alheios de qualquer compaixão, para salvar outros, que por sua vez recebem muito carinho e afeto por parte de seus tutores.</p>
<p style="text-align: justify;">É muito provável que as cobaias que contraíram hidrofobia, tétano, leucemia e infecções por parasitas sofreram muito antes de receber os medicamentos certos para serem curados – detalhe: mesmo depois de curados, podem ter sido mortos mesmo assim para avaliação, tal como a questão nº2 deixa evidente que acontece de praxe. E também é certo que as muitas experiências anteriores com tratamentos fracassados dessas doenças, baseadas na tentativa-e-erro, impuseram sofrimento intenso e mortes dolorosas aos  bichos explorados. Sem falar nos estudos comportamentais que “melhoram a qualidade no trato com os próprios animais”: é possível imaginarmos pesquisas que induzem os animais a sentimentos e comportamentos negativos e destrutivos, como tristeza, estresse, raiva e agressividade.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>12. Como a pesquisa com animais ajuda os humanos e outros animais?<br />
As pesquisas possibilitaram o desenvolvimento de vários tratamentos e procedimentos de prevenção, tais como vacinas contra gripe H1N1, poliomielite, a caxumba, o sarampo, a difteria, a rubéola e a hepatite; além de tratamentos onde destacamos as transfusões de sangue, hemodiálise, transplantes e cirurgias. Graças às pesquisas do brasileiro Sergio Ferreira, foi descoberto um dos mais utilizados e potentes anti-hipertensivos: o Captopril. Além disso, a morfina utilizada na dramática dor de pacientes com câncer terminal também foi testada em animais.<br />
Várias das pesquisas com animais foram importantes no desenvolvimento de medicamentos para tratamento das mais diversas doenças, tais como hipertensão, diabetes, aids. Até mesmo os anestésicos, analgésicos e antibióticos precisaram do estudo em animais para que pudessem ser desenvolvidos e beneficiar a vida de todos os animais, inclusive seres humanos. Não podemos esquecer que o aprimoramento de cirurgias e dos transplantes de órgãos e dos estudos com células-tronco que salvam milhares de vidas todos os anos são procedimentos que hoje são seguros graças aos estudos realizados previamente em animais.<br />
Tudo isso certamente melhorou a qualidade de vida não só dos seres humanos, mas de diversos animais.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Minhas objeções às questões 10 e 11 já comentam em grande parte esta questão. Mas alguns trechos desta  chamam uma atenção especial:</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro: “[...] a morfina utilizada na dramática [sic] dor de pacientes com câncer terminal também foi testada em animais.” Deduz-se: animais não-humanos tiveram que sofrer dores igualmente dramáticas em estado de câncer terminal.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo: “Até mesmo os anestésicos, analgésicos e antibióticos precisaram do estudo em animais para que pudessem ser desenvolvidos e beneficiar a vida de todos os animais, inclusive seres humanos.” Ou seja, animais tiveram que sentir muita dor para que pudessem ser beneficiados por anestésicos e analgésicos. Sem falar nos antibióticos, que foram injetados nos bichos ou ingeridos por eles apenas depois que determinadas doenças infecciosas, devidamente propagadas no organismo das cobaias, lhes causaram estragos relevantes e consequente sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Repito: é essa ciência recheada de crueldade que os idealizadores da campanha querem que continue existindo permanentemente, e que nós apoiemos?</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>13. Por que são utilizados animais em pesquisas científicas?<br />
Os cientistas utilizam animais nas pesquisas científicas com o objetivo de entender melhor os problemas de saúde que afetam os animais, inclusive os seres humanos. Além disso, as pesquisas utilizando animais permitem que novos tratamentos médicos sejam mais seguros. Algumas doenças envolvem processos bastante complexos e, devido a essa complexidade, precisam ser estudados em organismo vivo.<br />
Os animais, principalmente os mamíferos tais como ratos, camundongos e coelhos são biologicamente semelhantes aos seres humanos em vários aspectos biológicos. Eles são suscetíveis a muitas das mesmas doenças que acometem o homem </em>[sic]<em>. O fato de terem ciclos de vida curtos, comparados ao do homem</em> [sic]<em>, facilita o estudo dos fenômenos fisiológicos do nascimento ao envelhecimento e até mesmo durante várias gerações.<br />
Além disso, durante um estudo científico é possível controlar o ambiente que influencia o animal (alimentação, temperatura, iluminação etc), o que é difícil de ser realizado com seres humanos.?Por esse motivo, os animais são fundamentais em pesquisas para desenvolver medicamentos, vacinas e procedimentos médicos (tais como cirurgias, transplantes etc). Se os resultados dos estudos em animais se mostram eficazes, então alguns poucos voluntários humanos são convidados a participar de um ensaio clínico inicial para tratar da segurança do procedimento (chamada fase I de teste).<br />
Os estudos em animais são feitos previamente para assegurar o benefício do tratamento de uma doença ou procedimento e verificar se essa nova tecnologia não leva risco à vida. Com isso, os testes que causariam riscos aos seres humanos e a outros animais são amenizados. Vale lembrar que para se desenvolver a vacina anti-rábica, por exemplo, foram utilizados de quatro a seis mil cães, mas depois foram salvos mais de trinta milhões.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro parágrafo dessa resposta é dotado de uma enorme hipocrisia. Seus elaboradores fingem que não são especistas, que não priorizam a espécie humana, que pensam com a mesma dedicação em outras espécies animais, mesmo naquelas que, não sendo de estimação, não recebem o afeto de tutores (“...que afetam os animais, inclusive os seres humanos.”).</p>
<p style="text-align: justify;">Parece que pensam no melhor para os camundongos tanto quanto pensam no bem dos humanos, mas uma pesquisa simples mostra que não é bem assim. Numa pesquisa no Scielo, site que disponibiliza muitos periódicos e artigos científicos, encontrei apenas 63 artigos com as palavras “camundongos” e “veterinária” (ou “veterinário”), menos de 10% entre 642 trabalhos que tiveram referências a “camundongos”  – e o pior, nem todas as pesquisas que continham a palavra “veterinária(o)” eram de fato pesquisas a serem aplicadas subsequentemente em pacientes animais domésticos. É evidente que a prioridade de se explorar animais na pesquisa científica são de fato os seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo primeiro parágrafo, com seu apelo à “necessidade” de se usar animais nas pesquisas, nos remete à mesma argumentação usada na questão nº4: a incapacidade dos cientistas (dos favoráveis à vivissecção, deixo claro) de desenvolver métodos de pesquisa alternativos completos o bastante para dispensar as cobaias.</p>
<p style="text-align: justify;">No segundo e terceiro parágrafos, dois argumentos se fazem presentes: as semelhanças biológicas das cobaias com o organismo humano, já comentadas abaixo da questão nº9, e aquela que parece ser a única justificativa dos interessados na vivissecção para não explorarem seres humanos: o ciclo de vida curto dos animais não-humanos de pequeno porte e a facilidade de lidar com o ambiente (artificial e prisional, que fique claro) onde os mesmos vivem.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse segundo é visto como o bastante para aplacar a indignação de quem quem perguntar “por que vocês não fazem pesquisa com seres humanos, já que dizem tratar outros animais tão bem?”. Essa pergunta pode até ter sido parcialmente aplacada tecnicamente, mas não o bastante. Ainda dá para questionar: por que os cientistas que dizem tratar as cobaias com “ética e e dignidade” não fazem nem mesmo pesquisas de curta ou média duração com seres humanos sem terem usado outros animais antes?</p>
<p style="text-align: justify;">Sem falar que não responde eticamente à indagação de não se explorar cobaias humanas. Hoje seria perfeitamente possível criar em laboratório seres humanos transgênicos capazes de crescer em ritmo muito mais acelerado do que pessoas comuns e livres. Só não o fazem, é evidente, por motivos éticos, que hoje só dizem respeito aos direitos humanos e negam aos seres não-humanos a mesma dignidade de serem respeitados da mesma forma.</p>
<p style="text-align: justify;">O parágrafo final volta a pecar pela fragilidade da argumentação. Primeiro diz que “Os estudos em animais são feitos previamente para assegurar o benefício do tratamento de uma doença ou procedimento e verificar se essa nova tecnologia não leva risco à vida. Com isso, os testes que causariam riscos aos seres humanos e a outros animais são amenizados.”, o que é uma confissão clara de que a vida das cobaias é posta em risco total, já que as técnicas são usadas nelas, mesmo sob totais insegurança e incerteza, antes de serem aplicadas em seres humanos ou animais de estimação. Confessa-se que não há a menor preocupação com a vida das cobaias que reagem mal ao tratamento sob teste.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, parte para o desprezo total aos animais enquanto indivíduos interessados em sua própria vida e  integridade quando diz que “vale lembrar que para se desenvolver a vacina anti-rábica, por exemplo, foram utilizados de quatro a seis mil cães, mas depois foram salvos mais de trinta milhões”. Ignora-se totalmente o fato de que o interesse de viver livre e não sofrer não é um fenômeno social, condicionado à coletividade de animais socializados entre sua população, mas sim a capacidade psicológica que cada animal, tomado individualmente, possui.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale parafrasear <a href="http://www.ecodebate.com.br/2010/07/05/pode-a-ciencia-que-se-utiliza-de-animais-ser-considerada-etica-artigo-de-sergio-greif/" target="_blank"><strong>o biólogo Sérgio Greif</strong></a>: “não nos interessa que poucos precisaram ser sacrificados para o benefício de muitos, pois a utilização de cobaias involuntárias contraria direitos individuais.”</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">O FAQ da campanha pró-vivissecção tem conteúdo bastante para enganar pessoas mais incautas e leigas em direitos animais e assim formar uma opinião pública alienada do conhecimento da verdadeira essência cruel da experimentação animal. Mas, como o argumento falacioso e frágil tem perna curta, assim como a mentira, uma campanha-antídoto de esclarecimento por parte dos defensores dos direitos animais poderá, sem muito trabalho argumentativo, desbancar tudo o que os interessados na perpetuação da vivissecção tentam passar para a população.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao leitor que ainda não conhece o bastante o que são os verdadeiros direitos animais, concluo o artigo dizendo: há muita acomodação na comunidade científica. A maioria dos cientistas da área biomédica, não tendo recebido uma educação bioética decente – não-antropocêntrica, que respeitasse os direitos animais e transcendesse o mero “bem-estar” – ao longo da vida, não está interessada em mudar o atual cenário de dependência crônica da ciência biomédica por cobaias.</p>
<p style="text-align: justify;">Há também acusações sérias, por parte de vários defensores do fim da exploração animal, de que há um complô de interesses econômicos entre pesquisadores e empresas que abastecem laboratórios e biotérios com equipamentos para a pesquisa com cobaias. Mas é fato que essas denúncias só serão investigadas quando os direitos animais começarem a ser reconhecidos legalmente e respeitados pelos governos no Brasil – daqui a várias décadas, deduza-se, não sem um histórico precedente de forte mobilização por parte dos defensores dos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, insisto que o brasileiro não se deixe enganar pela campanha conjunta do governo federal (Ministério da Ciência e Tecnologia) e de diversas organizações científicas para tentar convencer a população de que explorar e matar animais para fins científicos é “válido” e “aceitável”. Procure compreender os direitos animais, busque conhecimento sobre o assunto. Ao mesmo tempo em que vai saber por que a campanha dos órgãos citados não passa de uma tentativa de alienar a sociedade em prol da perpetuação da exploração animal na ciência, você irá melhorar muito sua própria relação com os animais.</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 3)</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 12:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><img title="vivisseccao 3" src="http://www.natalneuro.org.br/sobre_iinn/images/021.jpg" alt="" width="240" height="180" /><p class="wp-caption-text">Gaiolas de camundongos transgênicos, segundo o site de origem (natalneuro.org.br)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Esta parte é a continuidade do artigo que visa comentar <a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/saibamais" target="_blank"><strong>o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”</strong></a>, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>7. De onde vêm os animais utilizados em experimentos?<br />
Todos são produzidos </em>[sic]<em> e criados em biotérios (ambiente de criação de animais destinados exclusivamente para pesquisa). Os pesquisadores podem comprar </em>[sic]<em> os animais, desde que tenham projetos aceitos por Comissões de Ética, criados nesses biotérios licenciados ou criá-los em biotérios próprios.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Se considerar que os interessados pela vivissecção estão praticamente em pé de guerra contra a defesa dos direitos animais, na “batalha” de argumentos eles perdem feio. Nesta questão eles deixam claro que tratam os animais como coisas, como objetos industrializados que podem ser produzidos numa fábrica (biotério), tal como um microscópio ou um computador, e vendidos como mercadorias para o primeiro cientista disposto a explorá-los de forma violenta numa experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se, nessa atitude, de alhear os animais não-humanos de sua dignidade como seres sencientes,  dotados do interesse de viver bem e livres, nascidos como fins em si mesmos – em vez de como meios para fins de outrem. E transformá-los em objetos passíveis de ser fabricados, comercializados e usados, tal como qualquer produto industrializado cuja existência é condicionada a interesses humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso ser feito com pessoas – transformar em produtos industrializados comerciáveis e usáveis por exploração violenta – seria considerado a pior e mais diabólica das agressões aos direitos humanos, mas, como quem é coisificado e explorado são “apenas animais”, isso é livre, é permitido pela lei, é incentivado pelos governos, tal como a campanha de “conscientização” deixa escancarado.</p>
<p style="text-align: justify;">Está visível a violência moral promovida, mesmo sem perceber, por quem deseja a perpetuação da experimentação animal.</p>
<p style="text-align: justify;">***<span id="more-5627"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>8. Quais são os animais mais usados em experimentação animal?<br />
De acordo com o Departamento de Agricultura norte-americano, 90% dos animais usados são roedores, em sua maioria ratos e camundongos. De acordo com o mesmo Departamento, entre 1968 e 1986 o número de animais utilizados diminui em 40% em razão dos métodos alternativos e do refinamento dos experimentos com animais.<br />
Esses animais são utilizados para desenvolver drogas usadas no tratamento de doenças como hipertensão, diabetes, vários tipos de câncer, bem como lesões na medula espinhal, entre outros. Camundongos, em sua maioria, agora estão sendo utilizados para determinar a função de genes, o que é importante para entendimento de doenças genéticas, por exemplo.<br />
Outros mamíferos, como cães, gatos e primatas (macacos, por exemplo) contabilizam, em todo o mundo, menos de 1% de todos os animais utilizados em pesquisas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nessa parte é explorado de forma quase subliminar o apelo à compaixão da sociedade por determinadas espécies. Fala-se que cães, gatos, primatas e outros mamíferos são menos de 1% dos animais explorados em pesquisas, logo a ciência vivisseccionista respeitaria os animais que as pessoas mais estimam.</p>
<p style="text-align: justify;">Se foi para contra-atacar os defensores dos direitos animais, erraram novamente, uma vez que esqueceram que estes defendem, além do fim da exploração animal pela ciência, também o fim do “respeito” seletivo a determinadas espécies animais em detrimento de outras – por exemplo, amar cães e gatos mas ignorar o sofrimento de camundongos, bois/vacas, porcos e peixes causado por humanos –, o chamado especismo seletivo, que é a discriminação de espécies animais por parte do ser humano pela atribuição de patamares morais desiguais de acordo com a espécie.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>9. Os animais são bons modelos para os humanos ou há particularidades que fazem com que outras espécies não possam fornecer informações confiáveis sobre o organismo humano?<br />
Os cientistas afirmam que há mais semelhanças que diferenças entre as espécies animais. Na verdade, todos os mamíferos têm os mesmos órgãos (coração, pulmões, rins, fígado etc). Esses órgãos executam as mesmas funções e são coordenados da mesma maneira tanto nos humanos quanto em outros animais. Estas semelhanças superam outras diferenças que são menores. Porém, até mesmo as pequenas diferenças podem fornecer informações úteis.<br />
Um camundongo possui até 90% da sua informação genética similar a dos seres humanos. Diferentes espécies animais compartilham não só códigos genéticos semelhantes, mas esses genes são estruturados de formas similares nos cromossomos, o que é um ponto importante para as pesquisas básicas com animais, pois falam a favor da semelhança com o funcionamento da fisiologia do ser humano. Na maioria dos casos, os animais desenvolvem e transmitem uma série de doenças encontradas em humanos, como câncer, asma, diabetes, doenças coronárias, hepatite, rubéola, tuberculose, malária entre outras. Essas doenças, além de se desenvolverem de forma semelhante entre os animais humanos ou não, podem ser estudadas e tratadas de forma semelhante. Isso facilita o desenvolvimento de novos medicamentos e procedimentos que possam curar doenças.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Como resposta, trago como citação um trecho do <a href="http://www.scribd.com/doc/17531210/Vivisseccao" target="_blank"><strong>resumo feito pela defensora animal Gabriela Toledo, da ONG Projeto Esperança Animal, sobre experimentação com cobaias</strong></a>:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um dos grandes erros da vivissecção é usar o animal como modelo humano. A experimentação animal parte do conceito errôneo de que espécies diferentes reagem de maneira idêntica ou similar a determinadas drogas e/ou substâncias. Apesar das diferenças gritantes entre cada indivíduo - respostas aos estímulos; os hábitos; o organismo; sexos; raças; formas de locomoção; raciocínio; estrutura celular, esquelética e muscular; as doenças e as reações fisiológicas, as respostas aos medicamentos são totalmente diferentes entre as espécies. - na vivissecção as diferenças são praticamente ignoradas.<br />
As diferenças existem até mesmo entre espécies próximas, como é o caso do rato e do camundongo. Um exemplo bem ilustrativo foi um estudo de 1989 para determinar a carcinogenicidade de fluorido: Aproximadamente 520 ratos e 520 camundongos receberam doses diárias do mineral fluorido por 2 anos. Nenhum dos camundongos foi afetado pelo fluorido, mas os ratos apresentaram problemas de saúde incluindo câncer na boca e nos olhos. Resumindo, experiências iguais realizadas simultaneamente nas duas espécies garantiram resultados totalmente diferentes.<br />
Muitas enfermidades que afetam seres humanos não afetam animais, por exemplo, os principais tipos de câncer que afetam humanos são muito diferentes daqueles que acometem os ratos. O tipo de tuberculose que afeta as pessoas é muito diferente do que é produzido artificialmente em animais.<br />
É comprovado que estudos envolvendo animais gera atraso na evolução científica, além de ser um grande desperdício de dinheiro e de vida animal.<br />
A vivissecção, em geral, conduz o pesquisador ao erro, uma vez que os resultados obtidos em experimentos com animais são totalmente diferentes dos resultados obtidos em humanos.<br />
[...]<br />
Lembrando que, geralmente, as “cobaias” são geneticamente modificadas a fim de tentar conseguir um quadro semelhante ao organismo humano. Doenças são artificialmente induzidas o que, por si só, já compromete os resultados das pesquisas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A resposta dos elaboradores do FAQ também acaba confessando que a pesquisa com cobaias causa sofrimento nos animais, pois os infecta com as doenças mais variadas e dolorosas, e que esse é um fundamento seu – consideram necessário reproduzir as doenças nos animais não-humanos (as quais, fique claro, segundo os próprios vivisseccionistas, se desenvolvem de forma semelhante entre os animais humanos e não-humanos), para que a cura às mesmas sejam testadas de modo a dar certo nos seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Continue lendo a próxima parte deste artigo, para perceber como são frágeis os argumentos de quem é interessado na perpetuação do uso de animais em pesquisas.</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 2)</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 12:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Esta parte é a continuidade do artigo que visa comentar <a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/saibamais" target="_blank"><strong>o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”</strong></a>, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>4. Quais as alternativas ao uso de animais em pesquisa científica e por que os animais não podem ser inteiramente substituídos por modelos alternativos?<br />
Para os cientistas, ainda não existem hoje métodos que substituam inteiramente o uso de animais nas pesquisas na área biológica. Em algum momento das pesquisas, os testes com animais são necessários. ?Em alguns procedimentos, os pesquisadores podem usar culturas de células e tecidos bem como modelos computacionais. Porém, tais métodos, não substituem totalmente o uso de animais. Há pesquisas na área da fisiologia, comportamento, biomedicina e da nutrição que exigem o organismo vivo para segurança da pesquisa que está sendo realizada.<br />
Os modelos alternativos têm por objetivo reduzir o número de animais utilizados e isso é um grande avanço. São métodos eficientes para serem usados na fase inicial da pesquisa. O teste final, no entanto, tem de ser feito em animais, pois os efeitos de um novo procedimento, medicamento ou vacina podem ser completamente diferentes e até arriscados quando testados em um organismo completo vivo. Mesmo a tecnologia mais sofisticada não pode imitar as interações complexas entre as células, tecidos e órgãos que ocorrem nos seres humanos e animais. Os cientistas precisam entender essas interações antes de introduzir um novo tratamento ou uma substância em animais, sejam eles humanos ou não.<br />
Às vezes, os estudos dos seres vivos mais simples, tais como bactérias, leveduras, vermes e moscas de fruta podem fornecer uma boa visão nos processos biológicos. Estudos com estes seres têm fornecido conhecimentos específicos sobre como alguns genes funcionam, por exemplo. Estas informações podem ser muito úteis, uma vez que muitos genes similares também estão presentes nos seres humanos e em outros mamíferos.<br />
Mas os órgãos de nosso corpo e dos nossos sistemas biológicos interagem de forma sofisticada. Esses processos não podem ser plenamente compreendidos em organismos simples, em moléculas isoladas ou células e, em algum momento deverão ser testados em mamíferos.<br />
É por isso que é importante estudar os processos em animais e isso também incluem os testes em seres humanos.?Devido às muitas e variadas interações entre os órgãos do corpo humano e sistemas, não só doenças, mas também novos medicamentos, vacinas e técnicas cirúrgicas devem ser estudados em animais para garantir sua segurança e eficácia.<br />
Alguns cientistas não consideram, no entanto, a cultura de células de tecido como um método alternativo, mas um possesso de refinamento da pesquisa, evitando que um número desnecessário de animais seja utilizado. Mesmo as pesquisas com células exigem o uso de animais para a produção e extração dessas células.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Bota-se areia em todas as alternativas de pesquisa citadas, ignora-se o fato de que muitas descobertas da medicina – a exemplo da penicilina, da aspirina e de cirurgias diversas – não precisaram de cobaias. Faz-se isso na tentativa de superestimar a dependência da ciência biomédica das pesquisas com cobaias. E em momento nenhum fala-se de qualquer perspectiva de se substituir os animais nas pesquisas no futuro, mesmo daqui a décadas.<span id="more-5623"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A extensa resposta dessa quarta questão foi um atestado de pequenez nos mais diversos sentidos:<br />
- acomodação e limitação a uma metodologia antiquada, praticamente bicentenária, de pesquisa biomédica<br />
- incapacidade de se livrar de um paradigma secular de pesquisa científica<br />
- ignorância sobre o poder da tecnologia e da engenharia, com destaque à informática de ponta, de inovar e revolucionar técnicas de pesquisa científica<br />
- acima de tudo, falta de interesse de se buscar novos métodos</p>
<p style="text-align: justify;">Se os químicos e físicos estadunidenses e europeus que viveram nos últimos 200 anos pensassem como esses cientistas brasileiros “pensam”, muitas das tecnologias existentes, como o computador e o telefone celular, não existiriam nem em ficções científicas hoje em dia, e ainda se acreditaria que o Sol é composto de fogo de combustão, dado o perpetuamente limitado acervo de tecnologias que estariam disponíveis para estudos de Ciências da Natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">E é esse pensamento estagnado – e acusado de interesses escusos por quem vê nessa acomodação uma aliança econômica a favorecer as indústrias laboratoriais que ganham dinheiro vendendo equipamentos ligados à vivissecção – que limita até mesmo que as alternativas sejam desenvolvidas, de modo que os defensores dos direitos dos animais possam mostrar ao mundo que uma metodologia de pesquisa biomédica sem torturar animais é ou será possível.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>5. Quais são as leis que regulam a experimentação animal no Brasil?<br />
A lei 11.794 de 08/10/2008 também conhecida como “Lei Arouca” regulamenta a prática com animais utilizados para propósito de ensino e pesquisa, restringindo a utilização desses animais somente nos estabelecimentos de ensino superior bem como nos de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica. Essa Lei exige que esses estabelecimentos tenham Comissões de Ética e que possam gerenciar, avaliar e autorizar todos os protocolos de pesquisas envolvendo animais. Além disso, as Comissões de Ética devem proteger [sic] os animais utilizados em pesquisa e averiguar se as condições em que eles se encontram são as mais adequadas.<br />
A lei na integra se encontra em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11794.htm</em></p>
<p style="text-align: justify;">A parte que vale comentar é o trecho “as Comissões de Ética devem proteger [sic] os animais utilizados em pesquisa”. A verdade é que não existe proteção nenhuma por parte das comissões de “ética”, fora o vazio discurso do “bem-estar animal” e a censura de uma ou outra experiência de crueldade extrema. E, como pôde ser percebido aqui mesmo neste artigo, falar de condições dignas e respeitosas para esses animais é risível.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>6. Os animais de laboratório sofrem maus-tratos?<br />
Não, pois os Códigos de Ética impedem os maus-tratos e punem os pesquisadores que não tratarem os animais de acordo com a legislação vigente em seus países. Além disso, se os animais forem expostos a situações que lhes causem estresse ou sofrimento, não oferecerão resultados confiáveis para a pesquisa. Sendo assim, os animais são tratados e acomodados de modo a não sofrer influências do meio exterior (nos biotérios, temperatura, umidade e ciclo de luz são controlados). Além disso, analgésicos e anestésicos são utilizados quando os animais são submetidos a procedimentos que possam causar dor. Esses procedimentos podem ser comparados ao que acontece com os seres humanos quando são submetidos a cirurgias, por exemplo.<br />
O uso de animais em pesquisas é controlado pelas Comissões de Ética que, na forma da lei, aprovam e supervisionam os protocolos. No Brasil existe, desde 2008, uma Lei (11.794 de 08/10/2008) que regulamenta toda a experimentação com animais, protegendo-os contra maus-tratos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o auge do risível e da falácia no FAQ vivisseccionista. Todas as suas frases contradizem a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, faço minhas as palavras de Fernanda Franco, jornalista da Agência de Notícias de Direitos Animais, em mensagem dirigida a mim por e-mail: “Forçar um ser a fazer o que não é de sua vontade ou natureza, e que vai contra o seu bem próprio, já contém os maus-tratos. Exploração sem maus-tratos é um absurdo, é como chuva sem água: impossível, indissociável – toda exploração contém maus-tratos.”</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, tenta-se esconder uma realidade quase óbvia da experimentação animal: muitas pesquisas requerem de fato o sofrimento dos animais, seja por lhes induzir ao câncer, seja por lhes injetar veneno, seja por inserir em seu sistema circulatório alguma droga cujos efeitos colaterais precisam ser controlados, seja por diversos outros motivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Há aquelas também, pelo menos constando em literatura científica internacional muito recente, que explicitamente requereram situações de estresse, como foi o caso recentemente divulgado de <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estresse-ajuda-ratos-a-lutar-contra-o-cancer-diz-estudo,578418,0.htm" target="_blank"><strong>uma experiência na qual se concluiu que o estresse pode ajudar na retração de quadros de câncer</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Terceiro, há casos em que a injeção de analgésicos e anestésicos pode interferir negativamente na pesquisa, uma vez que podem acontecer no organismo do animal reações químicas adversas dos atenuantes de dor com a droga a ser testada, podendo, por exemplo, agravar tumores, anular o efeito de uma outra droga ou, em casos mais raros, causar imprevisível reação alérgica em determinados indivíduos, dependendo das peculiaridades do organismo de um ou outro animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Quarto, a comparação com a cirurgia humana não faz sentido, porque a vivissecção muitas vezes promove experiências baseadas em tentativa-e-erro, podendo ou não elas falhar e causar trágicas consequências, o que não acontece com as já prontas, consolidadas e bem desenvolvidas operações em seres humanos, cuja chance de falhar é muitíssimo menor que experiências vivisseccionais cujos efeitos ainda estão para ser descobertos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quinto, a Lei Arouca tem todo um condicionamento bem-estarista, mas é incapaz de alhear a experimentação animal de sua essência metódica, que é aprisionar, explorar, causar sofrimento e matar seres sencientes. É uma lei que não agrada nem a maioria das ONGs voltadas ao bem-estar animal.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">A próxima parte deste artigo terá mais perguntas e respostas a serem comentadas, de modo a desmascarar a argumentação de quem está interessado na continuidade da experimentação animal científica no Brasil.</p>
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		<title>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 1)</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[*Posts em Destaque*]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação e Conformismo]]></category>
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<p style="text-align: justify;">A campanha do governo para “conscientizar” a população sobre a alegada importância de se promover a pesquisa com cobaias está aí. Não há apenas os comerciais televisivos, mas também um site (<strong><a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/" target="_blank">www.eticanapesquisa.org.br</a></strong>) feito exclusivamente para “esclarecer” os fundamentos do uso de animais em pesquisas. Nesse site, há depoimentos, vídeos e <a href="http://www.eticanapesquisa.org.br/saibamais" target="_blank"><strong>um FAQ (frequently asked questions – perguntas frequentes) sobre o tema</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o próprio FAQ mostra como são frágeis e incoerentes os argumentos dos vivisseccionistas (cientistas que realizam a vivissecção, a pesquisa com cobaias vivas) perante a verdadeira ética dos direitos animais. É fácil derrubá-los, bastando comentar as respostas dadas às perguntas listadas pelos criadores do site.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo, e nas próximas partes deste artigo, comento a resposta dada a cada pergunta, desmontando a argumentação usada por quem está interessado em continuar explorando e matando animais em laboratórios.</p>
<p style="text-align: justify;">****</p>
<p style="text-align: justify;"><em>1. O ser humano tem direito de usar o animal em experimentações que beneficiarão o próprio homem </em>[sic]<em>? E como ficam os direitos dos animais?<br />
Deve ficar claro que uso de animais em pesquisas não só beneficia o ser humano, mas também outros animais. Quase todos os grandes avanços na área da saúde durante o século XX utilizaram animais em suas pesquisas.<br />
Sobre o que se convencionou chamar de “direito animal”, entendemos que é obrigação da sociedade assegurar o bem-estar animal através de Leis claras que regulamentem a prática. Sem essa segurança respaldada na Lei, os animais estarão desprotegidos. O Brasil está fazendo sua parte e, desde 2008, tem uma Lei que regulamente a utilização de animais para propósito científico e didático em todo Território Nacional. Aos que infringirem a Lei, punições estão asseguradas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, a pergunta “O ser humano tem direito de usar o animal em experimentações...?” não foi respondida. Preferiu-se enrolar o “questionador” recorrendo aos alegados benefícios científicos rendidos pela vivissecção ao ser humano e, através da medicina veterinária, aos animais domésticos. Hoje ainda é preferido, mesmo recorrendo-se à hipocrisia, omitir a multicentenária visão antropocêntrica e utilitarista dada pela comunidade científica à vida animal – de que a humanidade é moralmente a espécie superior e, por isso, pode determinar que certos animais não-humanos nasçam para servir perpetuamente aos interesses humanos e não tenham valor algum fora essa utilidade servil.<span id="more-5620"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, o conceito de direitos animais foi distorcido e espertamente confundido com o ainda incipiente Direito Animal, que geralmente pode ser compreendido como a seção do Direito reservada aos animais não-humanos enquanto sujeitos de direito. E, aproveitando-se que hoje o foco maior do Direito Animal é o bem-estar dos animais, o combate a atos de crueldade explícita – sendo questões ligadas aos direitos animais propriamente ditos ainda secundárias na atual abordagem legal –, uma nova enrolação foi promovida, dessa vez em torno da suposta obediência aos teóricos critérios de bem-estar estabelecidos na Lei Arouca.</p>
<p style="text-align: justify;">Nada relacionado aos direitos dos animais à vida, à liberdade e a não ser propriedade de outrem é abordado – também pudera, considerando que a vivissecção lhes nega frontalmente esses direitos e os vivisseccionistas ainda não conseguem pensar em qualquer justificativa ética para essa negação. Em outras palavras, a pergunta “E como ficam os direitos dos animais?” também não é verdadeiramente respondida, preferindo-se enrolar o leitor com a falsa preocupação dos cientistas com o bem-estar de seus prisioneiros.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>2. Todos os animais envolvidos invariavelmente devem ser eutanasiados ao fim do processo de pesquisa?<br />
A maioria dos animais, depois de atingido o objetivo principal da pesquisa, são sacrificados. Em muitos deles, a análise de seus tecidos é fundamental para compreensão dos resultados das pesquisas que estão sendo realizadas. Esses animais são sacrificados de acordo com as regras humanitárias de eutanásia das Comissões de Ética, seguindo procedimentos regulamentados em normas internacionais. Esses procedimentos consistem em abreviar a vida do ser estudado sem dor ou sofrimento.?Além disso, a legislação brasileira, bem como as legislações de vários outros países, não permite que um animal seja reutilizado depois de atingido o propósito inicial da pesquisa.</em></p>
<p style="text-align: justify;">É sabido que nem todos os animais explorados em pesquisas são anestesiados, considerando que nem todas as experiências requerem o assassinato dos mesmos. Tanto que o Artigo 14, parágrafo 2º, diz que “excepcionalmente [sic], quando os animais utilizados em experiências ou demonstrações não forem submetidos a eutanásia, poderão sair do biotério após a intervenção, ouvida a respectiva CEUA quanto aos critérios vigentes de segurança, desde que destinados a pessoas idôneas ou entidades protetoras de animais devidamente legalizadas, que por eles queiram responsabilizar-se”. Ou seja, os animais “de laboratórios” não são invariavelmente executados. Isso bastaria para responder à pergunta.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, interessantemente, o respondedor da pergunta dá um tiro de fuzil no pé, com toda essa exaltação ao assassinato dos animais usados em experiências. Indiretamente ele fala que matá-los é parte essencial das pesquisas de vivissecção. Fala em seguida dos critérios “humanitários” de “eutanásia” desses bichos, mas isso é menos do que insuficiente para desbancar a argumentação dos defensores dos direitos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">O que está em jogo na luta pelos direitos animais, ignoram ou desconhecem os formuladores do FAQ, não é se os animais são mortos de forma “digna", mas simplesmente se é direito nosso matá-los. E o que vemos na resposta à pergunta nº2 é que os cientistas arrogam para si esse “direito”, negando para isso o direito dos bichos à vida.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><em>3. Em que momento uma pesquisa se torna segura para ser realizada em humanos? E como é feita essa transição?<br />
Após o momento em que os testes com animais apresentam resultados seguros, eles serão realizados em um grupo pequeno de pacientes humanos (fase I) para somente em seguida serem realizado em um grupo expressivo de pacientes voluntários (fases II e III).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Isso é uma confissão de que, em certo momento, os testes são inseguros demais para serem reproduzidos em seres humanos. Ou seja, são incertos e falhos demais e poderiam causar sofrimento e até morte nas pessoas que participassem da experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso quer dizer uma coisa: que há sim sofrimento nas pesquisas de vivissecção, sofrimento que foge ao controle da Lei Arouca. É quando as cobaias sofrem, por exemplo, com graves efeitos colaterais dos princípios ativos testados. É de se imaginar a agonia de um camundongo quando tem injetada em seu corpo uma droga cujos efeitos adversos ainda eram desconhecidos. Mesmo que seja eutanasiado pelo cientista uma hora depois de ter ingerido o medicamento em teste, ele sofreu, de qualquer jeito. E ainda foi morto precocemente depois de tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que, segundo os cientistas, o corpo do camundongo tem muitas semelhanças fisiológicas com o corpo humano, o que é inseguro para um é inseguro para outro de acordo com a própria lógica deles. Por que então pesquisas inseguras são realizadas em animais então, mesmo sabendo-se que estes poderão sofrer até a morte com os efeitos de tais experiências? Isso mostra como a argumentação bem-estarista dos formuladores da campanha é frágil, incoerente e muito contraditória.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Para deixar este artigo mais confortável de se ler, eu o dividi em partes. As próximas partes trarão mais perguntas e respostas desse FAQ que serão comentadas e desmascaradas, pelo bem dos animais não-humanos.</p>
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		<title>Qual o verdadeiro interesse da ciência vivisseccionista? Salvar vidas humanas ou alimentar um mercado?</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 00:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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			</a>
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<p style="text-align: justify;">Essa pergunta é respondida pela bióloga Sônia Felipe, em um artigo que recomendo para todo mundo que tenha assistido <a href="http://consciencia.blog.br/2010/07/responsabilidade-etica-respeito-de-mentira.html" target="_blank"><strong>ao comercial da famigerada campanha do governo federal e de organizações cientificas em prol da exploração de animais em pesquisas biomédicas</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Divulgar o artigo abaixo fará a diferença na investida d@s defensoræs dos direitos animais para reparar os danos da desinformação propagada pela campanha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.pensataanimal.net/artigos/38-soniatfelipe/166-vivisseccao-um-negocio-indispensavel-aos-qinteressesq-da-cienciaq" target="_blank"><strong>Vivissecção: um negócio indispensável aos "interesses" da ciência"?</strong></a><br />
por Sônia T. Felipe, publicado em 2007 no site Pensata Animal</p>
<p style="text-align: justify;">Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos. Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento. Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com "modelos" obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano. Entre essas estão o câncer, os acidentes vasculares, a hipertensão, a hipercolesterolemia, o diabetes, a esclerose múltipla, as degenerações neurológicas conhecidas por mal de Parkinson e mal de Alzheimer, a "depressão" e outras formas de sofrimento psíquico. Ratos, camundongos, cães, símios, cavalos, porcos e aves são comercializados no mercado vivisseccionista.</p>
<p style="text-align: justify;">Só para dar um exemplo: calcula-se que sejam 2,6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram. Cientistas reconheceram que a causa da doença é "ambiental", contribuindo para ela diferentes genes, não apenas um. Os medicamentos disponíveis hoje, de origem microbiana, não resultaram da vivissecção, e sim da codificação da estrutura físico-química deles (Greek &amp; Greek, Specious Science).</p>
<p style="text-align: justify;">Não sendo aquelas doenças de origem genética nem hereditária, qual seria o propósito científico em se insistir na arquitetura do modelo animal para buscar a cura delas?<span id="more-5518"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez se possa saber a resposta, olhando para os interesses financeiros (reais "benefícios humanos"?), em jogo na base, em volta e por detrás da atividade vivisseccionista acadêmica e dos negócios que ela encobre. Consultando-se a tabela de preços das empresas que fornecem camundongos geneticamente modificados para pesquisas vivisseccionistas, por exemplo, começamos a ter uma idéia do que se esconde por detrás do argumento do "benefício humano", que os vivisseccionistas defensores da legalização desta prática anti-ética usam como escudo para protegerem-se das críticas abolicionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa com animais vivos "beneficia interesses humanos": o preço de um camundongo geneticamente modificado, para citar apenas uma espécie usada na vivissecção, pode variar de U$ 100,00 a U$ 15.000,00 dólares a unidade. Os utensílios para o devido manejo de um animal desses não são oferecidos por preços camaradas. Um aparelho para matar, de forma "humanitária", animais usados na pesquisa, desativando-lhes as enzimas cerebrais, custa algo em torno de U$ 70.000,00 a unidade. Aparelhos para conter ratos, cães, gatos e macacos podem custar entre U$ 4.500,00 a U$ 8.500,00 a unidade. Os "produtores" de animais também são parte desta cadeia que forma a "dependência da ciência em relação à vivisseccção", sem a qual ela não pode sobreviver hoje, e à qual a vida e a saúde humana estão algemadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1999, relatam Greek &amp; Greek, a venda de camundongos nos Estados Unidos alcançou 200 milhões de dólares. A de outros animais chegou a 140 milhões de dólares. Mas os "benefícios humanos" aos quais os vivisseccionistas se referem em sua defesa pública da regulamentação da vivissecção no Brasil não se restringem apenas ao que os empresários produtores de animais e fabricantes de aparelhos para contê-los nos biotérios e laboratórios faturam. Também os editores das revistas, jornais e livros são parte desta comunidade humana "beneficiada" pela vivissecção. E, finalmente, o benefício humano mais espetacular está no faturamento da indústria química e farmacêutica, uma cadeia de negócios ao qual estão atreladas todas as farmácias ao redor do planeta e todas as pessoas que compram medicamentos alopáticos na esperança de cura ou alívio de seus males, e alimentos processados, cujos componentes levaram os animais a sofrerem o Draize Test e o LD 50.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, quando os vivisseccionistas publicam artigos defendendo a legalização de sua prática antiética, a de matar animais para inventar modelos que possam espelhar doenças humanas, mesmo sabendo que cada organismo tem sua própria realidade ambiental e não existe um meio que possa curar uma mesma doença em todos os indivíduos, pois cada um a desenvolve de modo peculiar, os "benefícios contábeis" e os "benefícios acadêmicos" acumulados em todos os elos dessa cadeia vivisseccionista são escondidos do leitor. Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista (AIDS, câncer, Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, diabetes, colesterolemia, doenças ambientais, muito mais do que genéticas).</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa com animais levou a indústria farmacêutica ao apogeu nos últimos vinte anos. Não casualmente, nestes últimos vinte anos, multiplicaram-se as mortes por insuficiência circulatória, hipertensão, diabetes, câncer, síndromes neurológicas degenerativas, cirrose hepática e infecções. O componente ambiental dos males humanos não pode ser espelhado em organismo de ratos e camundongos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, vivisseccionistas insistem em defender a lei que legalizará sua prática, dando a entender ao público leigo que a vivissecção é a "saída" para a cura dos males humanos. Seus artigos "científicos" não produzem efeito, nem sobre seus pares vivisseccionistas. Como poderiam produzir efeitos sobre a saúde humana? 80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas (Greek &amp;Greek).</p>
<p style="text-align: justify;">Os milhões de animais mortos para que tais artigos sejam publicados e para que seus autores os contabilizem em sua produtividade acadêmica tiveram suas vidas destruídas para nenhum outro "benefício humano", a não ser dar a seus autores o título de mestre e doutor, ou a concessão de bolsas de produtividade.</p>
<p style="text-align: justify;">São esses os reais "benefícios humanos" da prática vivisseccionista, dos quais ninguém pode abrir mão?</p>
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		<title>Veganos, esses chatos&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 23:47:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas pessoas que não simpatizam com o veganismo e o acham uma “afronta à natureza” dizem que nós veganos somos chatos e pentelhos. Segundo elas, protestar contra a exploração animal é uma chatice comparável a uma onda de spam. Não é necessário pregar o veg(etari)anismo como um religioso fundamentalista prega suas crenças como verdades absolutas [...]


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<p style="text-align: justify;"><a href="http://namosca.org/wp-content/uploads/2009/02/chato.jpg"><img class="aligncenter" title="chatos" src="http://namosca.org/wp-content/uploads/2009/02/chato.jpg" alt="" width="360" height="270" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas que não simpatizam com o veganismo e o acham uma “afronta à natureza” dizem que nós veganos somos chatos e pentelhos. Segundo elas, protestar contra a exploração animal é uma chatice comparável a uma onda de spam.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é necessário pregar o veg(etari)anismo como um religioso fundamentalista prega suas crenças como verdades absolutas – atitude que é injustamente generalizada pelo senso comum de muitos onívoros e enfaticamente condenada pelos veganos mais sensatos. Basta apenas que defendamos os animais, condenando em público as crueldades de quem, por exemplo, tortura e mata animais para comê-los. Só por isso somos chatos de galocha.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um vídeo brasileiro em que uma atriz, com uma naturalidade sádica, contava como torturou animais até a morte para comê-los em sua experiência como escoteira, um onívoro, diante de dezenas de protestos e repúdios contra a atitude da atriz, do entrevistador e do público que, de forma também sádica, gargalhava e aplaudia o depoimento, comentou: “hahahhaha esses vegans? são tão ou mais chatos que os crentes!”</p>
<p style="text-align: justify;">A esse comentário, eu faço questão de responder: sim, somos chatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos tão chatos quanto os militantes negros antirracismo dos Estados Unidos das décadas de 1950 e 60. Aqueles indivíduos eram tão chatos que não deixavam os brancos de sua época humilharem os compatriotas afrodescendentes em paz! Que coisa insuportável deve ser uma pessoa ter questionado seu direito de agredir e segregar o próximo, não poder esculachar um indivíduo na rua por ser de cor diferente sem que venham sujeitos indignados lhe cobrando ética, respeito e vergonha na cara. Que chatos!</p>
<p style="text-align: justify;">Somos tão chatos quanto Mahatma Gandhi e seus seguidores. Os ingleses não podiam mais impor sua dominação na Índia, arrogar soberania sobre um mosaico cultural milenar, torturar e matar nativos insubordinados, com sossego. Devia ser muita chatice os militares britânicos serem impedidos de continuar mantendo seu monopólio econômico, seu domínio firmado na base da violência neocolonialista, por causa daqueles pacifistas tolos que não tinham o que fazer e ficavam com suas pregações inúteis de resistência pacífica e desobediência civil. Não-violência? Pacifismo? Independência? Soberania? Que bando de insuportáveis! Pareciam os crentes pregadores de hoje de tão inconvenientes!<span id="more-5447"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Somo chatos como as feministas, que vêm enchendo a paciência dos homens desde o século 19. Aquelas chatas-de-galocha, em vez de contribuir para o progresso da sociedade ocidental confinadas em suas casas, limpando o chão e fazendo comida, preferiram ir às ruas, fazer panfletagem, fazer grupos de pressão cobrando direitos e justiça para as mulheres. Muitas delas, ainda mais chatonas que a média de sua categoria, preferiram fazer suas pentelhações na esfera política.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí pronto, os homens não tinham mais direito de mandar em suas esposas, bater nelas quando fosse conveniente, humilhar aquelas moças que ousassem sair sozinhas de suas casas, educá-las para a subserviência perante o pátrio poder. Nada disso podiam mais fazer em paz, sem que as impertinentes das feministas viessem interferir, cobrar leis punitivas para a violência machista. Nem hoje se pode mais aceitar sossegadamente falar e escrever o nosso português androcêntrico, chamar a humanidade de “os homens” com a tranquilidade de outrora. Tudo por culpa das perturbadoras dessas feministas.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos uns verdadeiros spammers, tanto quanto os abolicionistas que militaram no século 19 pelo fim da escravidão de seres humanos. Tratar pessoas como propriedade, agredi-las quando fosse “necessário”, obrigá-las a trabalhar de sol a sol, negar-lhes qualquer direito... Graças aos chatos dos abolicionistas, fazer essas coisas com o sossego de sempre nunca mais foi permitido e aceito. Pentelharam tanto que os escravos terminaram sendo libertados de sua condição cativa. Realmente aqueles militantes eram insuportáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje nós veganos somos os chatos da vez, ao lado dos também tão falados ecochatos, que não deixam mais  ninguém destruir florestas, savanas e mangues em paz; enchem o saco quando algum governo está investindo em poluição e desmatamento para “desenvolver” seu estado ou país; pentelham quando estão matando e traficando animais silvestres até o ponto de deixá-los à beira da extinção. Ecochatos... Pense num povinho importunador, que tira o sossego daqueles que tentam destruir a vida do planeta em troca de algumas décadas de vida boa e endinheirada.</p>
<p style="text-align: justify;">E nós, que denunciamos como a humanidade vem tratando animais não-humanos como escravos e mercadorias, desprezando suas vidas, privando-lhes de qualquer direito, assassinando-os aos bilhões em prol dos prazeres do paladar e de falsas promessas e crenças sobre saúde, estamos, segundo os críticos,  pentelhando as pessoas, mesmo sem proselitismo, brigas, intolerância, grosseria ou quaisquer outros comportamentos inconvenientes. Basta que estejamos simplesmente protestando em reação a uma violência ou boicotando sem alarde produtos derivados de exploração animal, isso mostra que estamos sempre nos comportando como crentes que pregam nas portas das casas. Isso é o que os mais reacionários dizem.</p>
<p style="text-align: justify;">É, realmente somos chatos, insuportáveis, verdadeiros spammers, por querermos o bem, por desejarmos o fim dos sistemas de opressão. Mesmo quando estamos apenas nos manifestando contra uma injustiça. Mas um dia a humanidade ainda vai dar razão a nós, “vegans” chatos e pentelhos, da mesma forma que hoje fazem com os chatos do passado.</p>
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		<title>Quando a exploração animal se casa com o crime ambiental</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 12:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícia Junho 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Contrabando ameaça os peixes da Amazônia A Polícia Federal (PF) está se deparando com um novo tipo de crime na Amazônia. Além da biopirataria e do narcotráfico - principais delitos nas fronteiras - a PF vem combatendo o contrabando de peixes brasileiros para a Colômbia e o Peru. O destino final são os Estados Unidos [...]


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<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/06/26/brasil5_0.asp" target="_blank"><strong><em>Contrabando ameaça os peixes da Amazônia</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A Polícia Federal (PF) está se deparando com um novo tipo de crime na Amazônia. Além da biopirataria e do narcotráfico - principais delitos nas fronteiras - a PF vem combatendo <strong>o contrabando de peixes brasileiros</strong> para a Colômbia e o Peru. O destino final são os Estados Unidos e a Europa, onde chegam como se não fossem de origem brasileira. <span style="color: #8b0000;">Além dos peixes comuns, são retirados dos rios amazônicos espécimes considerados ornamentais, como o aruanã, <strong>cujo exemplar chega a ser comercializado por R$ 14 no mercad<span style="color: #8b0000;">o asiático</span></strong></span><span style="color: #8b0000;">.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>As autoridades brasileiras não sabem estimar a quantidade de peixe que deixa o território nacional e segue para o exterior de forma ilegal. Mas as investigações da Polícia Federal indicam que os contrabandistas têm um alvo preferencial. "São as espécies sem escamas, como o surubim e a pirarara, entre outros. Os chamados peixes lisos", afirma o superintendente da PF no Amazonas, delegado Sérgio Fontes. Além disso, os agentes descobriram que os grupos atuam entre o Médio e o Alto Solimões, mais precisamente nas regiões de Tefé e Tabatinga, na fronteira com Letícia, na Colômbia, para onde os peixes são enviados - e de onde são exportados como <strong>produto</strong> colombiano.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Só em abril deste ano, a polícia impediu, durante a Operação Macaco D'Água, o comércio ilegal de quase cinco mil alevinos de aruanã. <span style="color: #8b0000;">Os métodos de captura utilizados pelos criminosos são altamente predatórios. Como os filhotes se protegem na boca do peixe adulto macho, os contrabandistas tentam forçar a expulsão deles jogando explosivos na água, o que provoca a mortandade de diversas outras espécies naquele trecho do rio.</span> Na ação da PF, que teve a presença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foram presas 13 pessoas, inclusive mulheres. </em><span style="color: #696969;">[Não que eu defenda que mulheres têm o mesmo "direito" de cometer crimes que os homens, mas por que o jornal tem que dar uma ressalva quando há mulheres envolvidas no crime?]</span><em><span id="more-5420"></span></em><em><strong>As espécies ornamentais são altamente valorizadas nos EUA, onde o preço final é algo em torno de R$ 13, a unidade.</strong> Na extremidade dessa cadeia produtiva trabalham os ribeirinhos, que repassam o alevino por não maisque R$ 1. Quando este chega em Letícia ou em Santa Rosa, no Peru, já está custando R$ 2,5. Daí em diante, a cotação é em dólar. O lucro exponencial é o principal estímulo dessa modalidade de tráfico.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No ano passado, o Ibama realizou, nas Ilhas Anavilhanas, no Amazonas, a apreensão de sete mil exemplares, que seriam levados para Manacapuru, também no estado. De lá, os peixes partiriam para a Colômbia e, posteriormente, para a Ásia. <strong>Em alguns países do continente, muitos negociantes mantêm grandes aquários com espécimes ornamentais por pura superstição.</strong> A legislação brasileira, no entanto, proibe a exportação do aruanã - o mais visado pelos criminosos -, que só é encontrado na Amazônia. A preocupação das autoridades brasileiras não é apenas com os peixes ornamentais, mas também com o pescado. Diariamente, navios colombianos deixam os cais de Letícia e de Santa Rosa rumo a outros portos do país, de onde as espécies seguem para o exterior.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Novamente trago o detalhe mais importante de toda essa modalidade de crime: isso só é lucrativo porque há uma demanda, há pessoas que compram peixes para fazerem deles prisioneiros de aquário.</p>
<p style="text-align: justify;">Operações repressivas numa realidade que não vê o tratamento de animais como propriedade como agressão ética são nada mais que enxugamento de gelo. O Ibama sempre, sempre terá animais para apreender e contrabandistas de animais sequestrados para punir enquanto não se começar a tentar mudar a cultura e legislação brasileiras, de modo que se passe a reconhecer e respeitar os direitos animais e o tratamento de animais como propriedade passe a ser visto como crime, punível pela lei.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, eu sei que o crime em questão envolve a exportação dos peixes para outros países. Mas, num país onde os direitos animais são respeitados e a mercantilização da vida senciente seja criminalizada em vez de regulamentada, é muito mais difícil que haja crimes desse tipo, que haja brasileir<small>@</small>s vivendo da mercantilização criminosa de animais, mesmo tendo outros países como fregueses.</p>
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		<title>Três tambores: exploração animal por trás da mansidão e da fraternidade</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jun 2010 03:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Comercialização e Mercantilização de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Equívocos do Bem-Estarismo Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
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		<category><![CDATA[Rodeios]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um artigo meu escrito recentemente, chamado “A crueldade dos "três tambores" do rodeio” (post removido por precaução e reconhecida carência  de embasamento), causou revolta entre os praticantes do dito “esporte”. Os comentários do Arauto da Consciência e, ainda em menor quantidade, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais foram bombardeados por competidores e [...]


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<p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 411px"><a href="http://i.olhares.com/data/big/220/2204031.jpg"><img src="http://i.olhares.com/data/big/220/2204031.jpg" alt="" width="401" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Cavaleira de três tambores usando açoite. Os cavaleiros juram que o uso desse instrumento não é generalizado e que os animais não são maltratados como nos rodeios e vaquejadas. O artigo abaixo não enfoca mais os maus tratos, mas sim o sistema de exploração animal existente por trás desse &quot;esporte&quot; em que se afirmam a relação fraterna entre cavaleiros e cavalos e a ausência da violência física como regra.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Um artigo meu escrito recentemente, chamado “A crueldade dos "três tambores" do rodeio” (post removido por precaução e reconhecida carência  de embasamento), causou revolta entre os praticantes do dito “esporte”. Os comentários do <strong>Arauto da Consciência</strong> e, ainda em menor quantidade, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais foram bombardeados por  competidores e competidoras revoltados por eu ter acusado sua modalidade de cruel e generalizado os maus tratos que ocorrem no manejo de instrumentos como espora e açoites. Assim sendo, resolvi escrever um novo texto para elucidar melhor por que o três tambores tem a mesma oposição minha e dos defensores do abolicionismo animal que rodeios e vaquejadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Me disseram que os três tambores proporcionam uma comunhão afetiva entre cavaleiro e cavalo, sendo o primeiro não senhor do último, mas quase um “irmão”. Me falaram também de engajamentos filantrópicos com os lucros do “esporte” e da venda (sic) dos animais, da presença de conselhos de ética, veterinários e outras entidades que assegurariam um tratamento “digno” aos bichos. Fui acusado de escrever sem conhecer a realidade, de emitir um opinião leiga e, logo, irresponsável.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconheço que alguns comentários eu realmente tive alguma dificuldade de responder, e percebi que o motivo maior foi ter chegado ao limite da crítica relacionada a bem-estar animal – muito embora o artigo tenha falado, em um parágrafo, do caráter de exploração animal da competição. Foi falho ter exposto mais a crítica pró-bem-estar, facilmente questionável por quem pratica o dito “esporte”, do que a abolicionista, e isso induziu a uma equiparação indevida da modalidade ao rodeio e à vaquejada, pseudoesportes que por sua vez consistem na crueldade quase explícita.</p>
<p style="text-align: justify;">O três tambores, por ser muito mais próximo do hipismo do que do rodeio, conforme ficou expresso nos diversos comentários e também é visível nos mais diversos vídeos, é de fato um “esporte” com animais no qual a exploração animal é bem menos óbvia do que a tão largamente criticada montaria de touros, por ter muito menos demonstrações explícitas de maus tratos por violência física. Nele não há peões ou vaqueiros sedentos de vencer o “adversário” animal, mas cavaleiros que afirmam competir em irmandade com os cavalos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isso não quer dizer que eu vim me retratar por completo do artigo passado e dizer que passei a ver o três tambores com bons olhos. Mas sim esclarecer melhor por que, mesmo com esse panorama alegado de bem-estar e fraternidade cavaleiro-cavalo, continuo mostrando que esse tipo de competição não se inclui no que o abolicionismo animal pode considerar ético e aceitável e reivindicando mais ação de entidades de direitos animais contra o uso de bichos para entretenimento seja lá de qual tipo for.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é obvio como no rodeio, mas há um sistema de exploração animal desde a arena de corrida até a procriação dos cavalos.<span id="more-4257"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, os vários adereços de controle e incitação usados no cavalo durante a competição deixam visível: o animal é tratado como máquina de velocidade, controlável pelo cavaleiro. Diversos adereços, como o cabresto, as rédeas e os freios, visam manipular para onde e quão rápido o bicho deve correr. Sem falar nos outrora citados açoite e espora, cujos usos, mesmo não sendo acessórios cortantes nem causando ferimentos visíveis ou dores fortes, são uma agressão ao animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje em dia não se pensaria em usar equipamento de controle ou açoites para controlar atletas humanos. Seria visto como uma violência tanto física quanto moral – “que humilhante é tratar seres humanos como carro de corrida”, pensariam. Mas são usados em cavalos, na dita inofensiva prova dos três tambores, numa demonstração da visão de que, por mais “irmão” que o cavalo seja do cavaleiro, ele nunca terá o mesmo estatuto moral que o ser humano, de ser portador do direito à dignidade e ao consequente não-tratamento como coisa e propriedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não questiono mais se isso é cruel por causar violência explícita ou dor assim como os rodeios e vaquejadas, mas sim se é ético competir com animais controlando-os como objetos, como carros, algo que não se admitiria fazer com pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">E pergunto: se a relação entre cavaleiros e cavalos é tão fraternal, por que não se dispensa o uso desses equipamentos nas provas oficiais, usando apenas sela e estribo para manter o cavaleiro montado em segurança, já que o cavalo entenderia inteligentemente para onde e quão rápido o “irmão” humano quer que ele corra?</p>
<p style="text-align: justify;">Corroborando o argumento de que os animais supostos “irmãos” dos cavaleiros são de fato tratados como propriedade humana, está o fato de que existe um comércio de cavalos usados nessas competições. Não que o competidor venda o seu “irmão” algum dia, mas muito provavelmente – para eu não dizer que isso seria generalizado – este será comprado no início de sua “vida útil”, para uma vida de competições velozes. Tal como um carro zero de corrida.</p>
<p style="text-align: justify;">A ética dos direitos animais repudia qualquer coisificação, mercantilização e proprietarização dos animais, da mesma forma e pelos mesmos motivos que a ética convencional que vigora hoje repudia o tratamento de homens e mulheres como coisas, mercadorias e propriedade de outrem. Fatalmente isso implica que “esportes” que usam animais, das mais sangrentas touradas até as mais amistosas provas de três tambores, serão alvo de objeção ética.</p>
<p style="text-align: justify;">Também há a questão: o que é preferível e ideal para o animal, viver em liberdade na natureza – ou em santuários de refúgio, para animais cuja espécie foi há milênios apartada do seu vínculo ao equilíbrio ecológico de seu ecossistema de origem –, ou ser obrigado a uma vida de competições que ele não escolheu trilhar?</p>
<p style="text-align: justify;">Afirmam que o cavalo, sendo inteligente, se comporta demonstrando que gosta de correr com aquele que se diz seu “dono”. Talvez seja válido dizer que o cavalo gosta de ser montado por seu cavaleiro na fazenda, sem acessórios de controle, caso haja uma relação afetiva tal como um cão com seu responsável e carinhoso tutor. Mas é questionável se o cavalo gosta – em outras palavras, sente-se bem – de ter seu corpo controlado e artificialmente induzido à corrida – e, em muitos casos, açoitado e esporado – numa competição em que está exposto a intensos barulhos e iluminação, em situação estressante, numerosas vezes num ano. Seria isso realmente preferível ao animal, mais do que viver livre num refúgio, sem obrigações vinculadas a interesses que não dizem respeito a suas necessidades e vontades?</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, a questão do uso do animal por interesse humano. Qualquer “esporte” que use bichos para entretenimento, por mais que se diga que o animal “gosta” de competir, é uma forma de exploração animal. A ética tradicional de hoje condena o uso de seres humanos como propriedade a serviço dos interesses de outrem, o que inclui usar para fins de entretenimento pessoas que não escolheram expor-se (como no caso dos freak shows do século 19). O abolicionismo animal, por sua vez, estende essa condenação aos animais não-humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Faz-se as perguntas, complementando o questionamento feito mais acima: o animal escolhe praticar um “esporte” que visa o entretenimento humano? Ele afirma mesmo, à sua maneira, que gosta de correr numa arena barulhenta e cheia de luz, sob o controle de diversos instrumentos, e está afim de vivenciar tal situação muitas vezes ao longo de sua vida até sua aposentadoria? Ele realmente pensa que isso lhe faz bem?</p>
<p style="text-align: justify;">E há o detalhe de o cavalo ter sido dado à luz justamente para ser um animal de competições, tanto que ele, como uma “boa” mercadoria, é vendido em sua maturidade física ao cavaleiro disposto a pagar por sua compra, por ser um animal “muito bom para competições de três tambores”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, nasce para servir ao ser humano, para satisfazer os interesses do vendedor de cavalos, do próprio cavaleiro, dos organizadores de competições, dos proprietários de arenas e do público que prestigia o “esporte” para sua diversão –, como toda espécie submetida à exploração. Mesmo que o cavaleiro diga que o bicho é praticamente irmão seu e “gosta” de competir, isso não anula o fato de que ele só está ali – ou pior, só existe – porque pessoas se interessaram em seu nascimento e amadurecimento e dele se beneficiam cultural e economicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Saio assim da questão do mero bem-estar – e até me retrato por ter generalizado a violência física que nem todos os cavaleiros promovem contra os cavalos –, mas continuo denunciando como “esportes” como o três tambores são sim formas de exploração animal que lançam mão da objetificação, mercantilização e reprodução interesseira de bichos, fato que se esconde na relação “fraternal” entre competidores e animais e na ausência de agressões explícitas contra estes últimos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se substituíssem cavalos por humanos e mantivessem na íntegra todo o restante do sistema, passaria a ser um pseudoesporte abominável aos olhos das pessoas e censurável pelas leis de direitos humanos. Mas, como são animais não-humanos, há toda uma aprovação moral por parte da maioria da sociedade. Assim sendo, continuo questionando eticamente o três tambores.</p>
<p style="text-align: justify;">E aproveito para esclarecer que o três tambores ainda não se tornou alvo de críticas massivas das entidades de defesa animal porque infelizmente uma enorme parte das mesmas são bem-estaristas, e preferem manter-se em cima do muro porque não há tantos maus tratos físicos assim, não há uma crueldade física intrínseca ao tal “esporte” a qual as permita clamar que “três tambores deve ser proibido por lei porque é crueldade contra animais”. Essa modalidade só passará a ser alvo de críticas e repúdios quando o abolicionismo animal no Brasil se fortalecer, porque seu problema é muito mais de ética e exploração do que propriamente de violência física explícita.</p>
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		<title>Notícias que não deveriam ser divulgadas (Parte 2)</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 03:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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			</a>
		</div>
<blockquote><p><em><strong>Saiba o que Um Ovo Por Dia Faz Pela sua Saude</strong></em> (fonte: blog Lulucha)</p>
<p><em>Coma um ovo por dia para ganhar músculos e perder gordura.</em></p>
<p><em>Ele contém albumina; que aumenta a massa magra; e leucina que ajuda a manter.</em></p>
<p><em>Quando pensa no consumo de proteínas, pouca gente se lembra dele, mas o ovo é uma alternativa bastante saudável para repor os aminoácidos essenciais ao funcionamento do organismo. As proteínas são de extrema importância para o nosso organismo por sua função construtora e reparadora, além de participarem da formação de hormônios, enzimas e anticorpos.</em></p>
<p><em>A variedade de opções no preparo (cozido, mexido ou em omeletes) conta a favor de inclusão do ovo na dieta...</em></p></blockquote>
<p>Tem certeza que comer ovos faz bem?</p>
<p style="text-align: justify;">Para os animais não faz nada bem. Vejam por quê, em um vídeo de denúncia, brasileiríssimo, do meu colega irmão de consciência Guiminha.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/o0L6pz2KhIg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/o0L6pz2KhIg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">É por isso que a notícia no topo deste post é mais uma que <strong>não deveria ser publicada nem divulgada</strong>, por fazer uma apologia ao consumo irresponsável e à consequente perpetuação de um terrível regime de exploração animal, que ninguém desejaria ver replicado num regime semelhante de exploração humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Relembro que não divulgo o link da fonte dessas notícias impublicáveis, mas apenas o nome do site ou blog que o publicou, pois não quero ajudar a passar as más mensagens.</p>
<a href="http://www.seomaster.com.br/bookmark.html" style="border:none; text-decoration:none" onmouseover="sb_plugin('http://consciencia.blog.br/2010/06/noticias-nao-deveriam-ser-divulgadas-parte-2.html','Notícias que não deveriam ser divulgadas (Parte 2)'); return sb_showMenu(this)" onmouseout="sb_close()" onclick="return sb_open()"> 
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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/04/noticias-pessoais-que-preciso-contar.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Notícias pessoais que preciso contar'>Notícias pessoais que preciso contar</a></li>
<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/07/faq-da-campanha-pro-vivisseccao-coerencia-direitos-animais-parte-3.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 3)'>FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 3)</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Tutores sem noção pintam seus cães para a Copa</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 23:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez e Irracionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Junho 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas pessoas estão tão fissuradas com a Copa do Mundo que vem vindo que passaram a interferir na natureza de quem não tem absolutamente nada a ver com as emoções futebolísticas humanas: os animais domésticos. Chegam ao ponto de gastar entre 40 e 60 reais para pintar o pelo de um cão, ser que nada [...]


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<p><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/06/cachorro-pintado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4144" title="cachorro-pintado" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/06/cachorro-pintado.jpg" alt="" width="370" height="275" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas estão tão fissuradas com a Copa do Mundo que vem vindo que passaram a interferir na natureza de quem não tem absolutamente nada a ver com as emoções futebolísticas humanas: os animais domésticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegam ao ponto de gastar entre 40 e 60 reais para pintar o pelo de um cão, ser que nada tem a ver com a torcida brasileira -- pelo contrário, muitos cães sofrerão bastante com os fogos de artifício e as gritarias da família torcedora dentro de casa a cada gol. Uma atitude que retrata como os cães muitas vezes são vistos não como animais dotados de instinto e vida própria, mas como brinquedos robóticos, que podem ser pintados e decorados ao bel prazer d<small>@</small>s tutoræs. Um ato especista que se torna mais evidente quando nos perguntamos: será que essas pessoas pintariam também a pele de seus/suas filh<small>@</small>s pequen<small>@</small>s, para deixá-l<small>@</small>s "pront<small>@</small>s para a Copa"?</p>
<p style="text-align: justify;">A atitude de mandar pintarem os pelos de seus cães é absurda não só por inserir involuntariamente na "torcida" quem nada tem que ver com futebol e por transformá-los em ornamentos vivos, mas também pelo efeito orgânico adverso: a tinta libera um aroma que, ao entrar em contato com a pele, confunde temporariamente o faro dos cães, o que gera crise de identidade nos animais, que podem estranhar outros cães da casa: um cão sem a tinta poderá estranhar pelo fato outro cão que foi pintado, além de que o faro do cão pintado ficará temporariamente perturbado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Notícia baseada em <a href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/747508-torcedores-pintam-caes-de-verde-e-amarelo-para-a-copa.shtml" target="_blank"><strong>reportagem da Folha.com</strong></a></em></p>
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		<title>Ministério Público Federal lança campanha contra carne de desmatamento, e Band toma as dores dos ruralistas</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/06/ministerio-publico-federal-lanca-campanha-contra-carne-de-desmatamento-band-toma-dores-dos-ruralistas.html</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 03:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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		<description><![CDATA[Acabei de ver um vídeo que consegue ao mesmo tempo ser lamentável e fazer @s vegetarian@s pelos animais babarem. Com o título que a Band botou no vídeo (não só a propaganda do MPF, mas ela mais o editorial) é "MPF lança campanha que criminaliza a pecuária brasileira", não há aquelæ defensor/a dos direitos animais [...]


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</ol>]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Acabei de ver um vídeo que consegue ao mesmo tempo ser lamentável e fazer <small>@</small>s vegetarian<small>@</small>s pelos animais babarem.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o título que a Band botou no vídeo (não só a propaganda do MPF, mas ela mais o editorial) é "MPF lança campanha que criminaliza a pecuária brasileira", não há aquelæ defensor/a dos direitos animais que não babe antes de saber do que o vídeo se trata. A ingênua impressão inicial que se passa é que o MPF finalmente aderiu à luta abolicionista para criminalizar a exploração animal pela pecuária. Mas, é claro, não é isso. É apenas uma campanha pelo consumo de carne bovina não vinda de desmatamentos ilegais. Absolutamente nada a ver com direitos animais ou com uma suposta repressão à pecuária bovina dita "sustentável".</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam o vídeo veiculado pela Band:</p>
<p style="text-align: center;"><object id="PlayerBand" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="512" height="446" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="middle" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="loop" value="false" /><param name="menu" value="false" /><param name="quality" value="high" /><param name="bgcolor" value="#000000" /><param name="scale" value="noScale" /><param name="salign" value="LT" /><param name="flashvars" value="startPaused=true&amp;configsLocation=http://videos.band.com.br/Player/ConfigsEmbed/&amp;video_id=61083" /><param name="src" value="http://videos.band.com.br/Player/PlayerBand.swf" /><param name="name" value="PlayerBand" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="PlayerBand" type="application/x-shockwave-flash" width="512" height="406" src="http://videos.band.com.br/Player/PlayerBand.swf" name="PlayerBand" flashvars="startPaused=true&amp;configsLocation=http://videos.band.com.br/Player/ConfigsEmbed/&amp;video_id=61083" salign="LT" scale="noScale" bgcolor="#000000" quality="high" menu="false" loop="false" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" align="middle"></embed></object><span id="more-4139"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No final, a Band comete a presepada de ser a porta-voz de <a href="http://consciencia.blog.br/2010/06/a-bancada-ruralista-e-perversa-e-deve-ser-expulsa-de-brasilia.html" target="_blank"><strong>uma das bancadas políticas mais malignas do Brasil</strong></a> e ataca a campanha do MPF, acusando-a de "tentar criminalizar a pecuária brasileira" e babando o ovo do setor bovinocultor, destacando sua geração de empregos e o abastecimento do prato da população brasileira e mundial e ignorando completamente, como era de se esperar, os animais que são tratados como propriedade e mercadorias, explorados e mortos aos milhões todos os anos e os milhões de hectares de ecossistemas, em especial da Amazônia e do Cerrado, que essa mesma pecuária destruiu nos últimos séculos.</p>
<p style="text-align: justify;">E não fez isso transmitindo como notícia alguma manifestação da bancada ruralista ou veiculando algum informe publicitário de algum/a parlamentar da mesma, mas pronunciando tudo num editorial, mostrando com quem a Band e$tá mancomunada.</p>
<p style="text-align: justify;">Que vergonha, Band. Eu já tinha ouvido falar que vocês eram padrinhos da bancada da destruição, mas agora foi que eu tive a ideia nítida disso. Defendem os interesses dessa bancada absurda tanto como a Veja defende os interesses da direita brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Para sua infelicidade, o MPF é sério demais para ceder aos prote$tos dessa emissora e parar sua campanha de alertar à população (onívora) brasileira sobre a procedência antiambiental de grande parte da carne bovina que é produzida em território nacional. Pelo menos creio eu.</p>
<p style="text-align: justify;">Só falta agora a Band veicular um editorial defendendo, com toda a hipocrisia marcante dessa bancadinha, o desmonte do Código Florestal em prol da "produção agropecuária brasileira".</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">P.S.: A campanha do MPF é apreciável sob o ponto de vista ambientalista naturalista, já que um boicote à carne vinda de desmatamentos por parte da população vai forçar os pecuaristas a pararem de desmatar. Mas lamento que, a anos-luz de defender o vegetarianismo como atitude cidadã pela preservação do meio ambiente, nada tenha a ver sequer com o "bem-estar" dos animais explorados, pregue que a carne "sustentável" (ou "carne legal", como a campanha chama) é consumível e ignore por completo as questões éticas da produção de qualquer alimento de origem animal.</p>
<a href="http://www.seomaster.com.br/bookmark.html" style="border:none; text-decoration:none" onmouseover="sb_plugin('http://consciencia.blog.br/2010/06/ministerio-publico-federal-lanca-campanha-contra-carne-de-desmatamento-band-toma-dores-dos-ruralistas.html','Ministério Público Federal lança campanha contra carne de desmatamento, e Band toma as dores dos ruralistas'); return sb_showMenu(this)" onmouseout="sb_close()" onclick="return sb_open()"> 
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Notícias que não deveriam ser divulgadas</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 23:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato e Matança de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
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		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Leite e Ovos]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Junho 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Palavra do Autor]]></category>
		<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Gordura do leite integral de vaca protege o coração contra infarto (fonte: Folha.com*) Um tipo de gordura presente no leite de vacas alimentadas com pasto pode diminuir o risco de infartos, segundo pesquisa publicada no "American Journal of Clinical Nutrition". A versão integral do leite contém uma gordura insaturada chamada ácido linoléico conjugado (CLA, na [...]


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</ol>]]></description>
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<p><a href="http://4gifs.com/gallery/d/66921-2/Human_Milking.gif"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/06/ordenha-humana.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4137" title="ordenha-humana" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/06/ordenha-humana.jpg" alt="" width="195" height="208" /></a></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Gordura do leite integral de vaca protege o coração contra infarto</strong></em> (fonte: Folha.com*)<em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um tipo de gordura presente no leite de vacas alimentadas com pasto pode diminuir o risco de infartos, segundo pesquisa publicada no "American Journal of Clinical Nutrition".</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A versão integral do leite contém uma gordura insaturada chamada ácido linoléico conjugado (CLA, na sigla em inglês) que, além de proteger o coração, ajuda a emagrecer. </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quando temos o real conhecimento do regime exploratório que é a pecuária leiteira e de todas as objeções éticas ao ato dispensável de se usar animais como "fontes" de alimentos, passamos a entender por que esse tipo de notícia não deveria ser divulgado.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você ainda não vê tanto mal assim em a pecuária usar vacas, cabras, ovelhas etc. como fontes de leite, pense direitinho: você tomaria leite humano que não fosse de sua própria mãe?</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine um sistema agroindustrial que forçasse mulheres a engravidar de 1 em 1 ano (vacas são inseminadas a cada 2 anos em criações mais tradicionais, mas alguns pecuaristas <a href="http://www.cnpgl.embrapa.br/nova/sala/artigos/artigolinha.php?id=24 " target="_blank"><strong>diminuem esse intervalo para 18 meses e desejariam diminuir para apenas 1 ano</strong></a>), tendo seus/suas filh<small>@</small>s bebês roubad<small>@</small>s de si -- ou em casos mais "humanitários", sendo obrigadas a dividir seu leite entre <small>@</small> bebê e a ordenha, ainda assim perdendo-<small>@</small>s para a indústria da carne depois de algum tempo --, tendo que fornecer leite várias horas por dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine também que diversos sistemas desse tipo, partindo para a pecuária intensiva ou semiextensiva, aprisionam essas mulheres em celas, roubam-lhes <small>@</small>s filh<small>@</small>s pequenininh<small>@</small>s e lhes inserem tubos de ordenha mecânica nos seios com os quais terão que viver todo o tempo, tendo essas desafortunadas mulheres que viver prisioneiras, com suas vidas fundamentalmente atreladas ao interesse da indústria -- só vivendo porque a pecuária assim quis, que elas nascessem e vivessem para lhe servir --, até a morte, que viria ainda em idade jovial, quando a agroindústria perdesse o interesse em mantê-las vivas por sua capacidade mamária e uterina ter-se exaurido e as encaminhasse para o abate.</p>
<p style="text-align: justify;">Você tomaria leite humano, vindo dessas condições, por mais maravilhoso para a saúde que fosse segundo os anúncios da mídia?</p>
<p style="text-align: justify;">Se responder que não, estará começando a entender por que digo que a notícia acima não deveria ter sido divulgada.</p>
<p style="text-align: justify;">E o último parágrafo da notícia diz isso:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>"Leite integral e laticínios em geral ficaram com uma reputação muito  ruim nos últimos anos, por causa da gordura saturada e do colesterol, e  agora descobrimos que o CLA pode ser ótimo para a saúde", disse Michelle  MacGuire, da American Society for Nutrition, que publicou o estudo. "O  leite integral não é o vilão."</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Essa reputação ruim não é só em relação à saúde, mas também em relação a toda a exploração animal que descrevi acima (adaptada para uma imaginada pecuária leiteira humana). Infelizmente o leite ainda não vem sendo tão repudiado e abandonado como a carne, visto que a maioria da própria população vegetariana é lacto ou ovolactovegetariana, mas felizmente está crescendo bastante a população que abre os olhos também para as questões éticas do leite e se torna vegetariana completa e vegana.</p>
<p style="text-align: justify;">O leite pode não ser tanto assim um vilão da saúde -- muito embora venham sendo omitidas pela mídia questões de resposta pendente como <a href="http://txt.jt.com.br/suplementos/catv/2009/02/15/catv-1.94.1.20090215.9.1.xml " target="_blank"><strong>a suscetibilidade de quem consome leite a problemas como alergias, acúmulo de catarro e constipação intestinal crônica</strong></a> --, mas é, com riqueza de provas, um vilão da ética, uma poderosa causa que estimula a exploração animal -- inclusive muitas pessoas dizem que a exploração leiteira é ainda mais cruel que a exploração pecuária pela carne.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">*Justamente por essa sequência de posts ser de notícias que <em>não</em> deveriam ser divulgadas, não vou publicar o link de origem nem a íntegra delas. Caso queira lê-las na íntegra, procure no Google Notícias ou no site cujo nome eu disser como fonte.</p>
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		<title>Para Folha, falta de animais para torturar é um dos problemas da medicina fitoterápica brasileira</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/06/para-folha-falta-de-animais-para-torturar-e-um-dos-problemas-da-medicina-fitoterapica-brasileira.html</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 23:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Especismo e Arrogância Humana]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência e Sentimentos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Maus Tratos e Crueldade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Junho 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão]]></category>
		<category><![CDATA[Posts e Atos de Conscientização]]></category>
		<category><![CDATA[Pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
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		<description><![CDATA[Na notícia abaixo (mostro apenas o trecho inicial), a Folha.com (antiga Folha Online) mostra uma real decepção para a medicina brasileira: não se vem conseguindo alçar o Brasil no hall dos países que aproveitam sua riqueza florística pelo bem da saúde da população: País deixa de gerar US$ 5 bi por ano com fitoterápicos O [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Na notícia abaixo (mostro apenas o trecho inicial), a Folha.com (antiga Folha Online) mostra uma real decepção para a medicina brasileira: não se vem conseguindo alçar o Brasil no hall dos países que aproveitam sua riqueza florística pelo bem da saúde da população:</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/746386-pais-deixa-de-gerar-us-5-bi-por-ano-com-fitoterapicos.shtml" target="_blank"><strong>País deixa de gerar US$ 5 bi por ano com fitoterápicos</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O Brasil deixa de gerar cerca de US$ 5 bilhões ao ano por não conseguir transformar sua flora em remédios.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Essa é a diferença entre o valor movimentado pelo tímido mercado brasileiro de fitoterápicos e por mercados como o francês, o japonês e o alemão - países com uma biodiversidade muito menor que a brasileira, mas que tiveram sucesso na transformação de moléculas de plantas em medicamentos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Até hoje, só um fitoterápico baseado na flora brasileira foi desenvolvido em território nacional. Trata-se do anti-inflamatório Acheflan, concorrente do Cataflam. </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A notícia ia muito bem, denunciando como o Brasil vem sendo uma decepção em medicina fitoterápica, até que chegou no 11º parágrafo:</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Há problemas anteriores à falta de interesse dos investidores, porém. O  país sofre com a falta de biotérios que possam oferecer camundongos de  qualidade para testes de medicamentos.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Fala-se disso na mais fria indiferença. Para a Folha, camundongos são apenas instrumentos de trabalho científico, apenas coisas, pequenas máquinas de teste. Não são seres sencientes, mas apenas instrumentos cuja dor -- que <small>@</small>s Frankensteins vivisseccionistas <a href="http://consciencia.blog.br/2010/05/mais-uma-perversao-de-cientistas-torturadores-parte-39.html" target="_blank"><strong>sabem que existe</strong></a> -- nada mais é que uma variável abstrata que nada tem a ver com violência e sofrimento. Tal como instrumentos inanimados quaisquer, têm "qualidade" e podem ser "oferecidos".</p>
<p style="text-align: justify;">Traduzindo para a linguagem dos direitos animais: <em>a medicina brasileira sofre com a falta de campos de concentração que possam oferecer animais prisioneiros em condição perfeita para serem envenenados e torturados em testes de medicamentos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">É nessas horas que vemos como faz tanta falta para os animais não-humanos a voz, a capacidade de verbalização, e como é triste que bichos como camundongos não tenham capacidade qualquer de defesa contra esse tipo de atitude especista e violenta. E, por <em>especista e violenta</em>, me refito tanto à vivissecção em si como à vergonhosa verbalização da Folha.com, que do jeito que trata os camundongos, seres coisificados e tornados inanimados, estes ficam parecendo coisas sem sentimentos, sem capacidade de sofrer, autômatos fabricados.</p>
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		<title>Segundo os jornalistas, a morte de búfalos não é tão importante quanto a humana</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 03:46:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais Tratados como Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Especismo e Arrogância Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Maio 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Vícios de Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[Choque entre carros e manada de búfalos deixa 1 morto no RS Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na madrugada deste domingo, após um acidente entre três carros e uma manada de búfalos no quilômetro 415 da BR-386, no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal [...]


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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2010/05/30/choque-entre-carros-e-manada-de-bufalos-deixa-1-morto-no-rs-223593.php" target="_blank"><strong><em>Choque entre carros e manada de búfalos deixa 1 morto no RS</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em>Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na madrugada deste domingo, após um acidente entre três carros e uma manada de búfalos no quilômetro 415 da BR-386, no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>De acordo com a Polícia Rodoviária Federal <strong>12 búfalos escaparam de uma fazenda</strong> que fica às margens da estrada e invadiram a pista. Três carros que passavam pelo local se chocaram contra sete animais.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O veículo mais danificado foi um Gol, com placa de Montenegro, que bateu em quatro búfalos. <span style="color: #8b0000;">O passageiro Alexandro Ferreira Pacheco, de 33 anos, morreu na hora.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #8b0000;">Já o motorista, Antônio Pedro Ferreira Cavalheiro, de 47, sofreu ferimentos graves e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro do município.</span> As outras vítimas tiveram lesões leves. <span style="color: #8b0000;"><strong>Os sete búfalos morreram.</strong></span></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não foi como <a href="http://consciencia.blog.br/2010/05/animais-quase-causam-acidentes.html" target="_blank"><strong>da outra vez em que se culpou o lado animal pelo acidente</strong></a>, mas a morte dos búfalos foi minimizada, tanto no título -- só contou a morte humana, não a morte dos outros animais -- como na própria notícia -- a morte dos búfalos só foi falada no finalzinho.</p>
<p style="text-align: justify;">O jornalismo brasileiro precisa aprender a respeitar mais a vida animal não-humana, perceber que sua morte em condições não-naturais não é menos lamentável que a morte humana em tragédias.</p>
<p style="text-align: justify;">E atentemos para o detalhe que os búfalos estavam fugindo da fazenda. Estariam em busca de liberdade? Estariam fugindo de uma vida de maus tratos na fazenda?</p>
<a href="http://www.seomaster.com.br/bookmark.html" style="border:none; text-decoration:none" onmouseover="sb_plugin('http://consciencia.blog.br/2010/05/segundo-os-jornalistas-morte-de-bufalos-nao-e-tao-importante-quanto-humana.html','Segundo os jornalistas, a morte de búfalos não é tão importante quanto a humana'); return sb_showMenu(this)" onmouseout="sb_close()" onclick="return sb_open()"> 
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	</a>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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