10 mil animais são embarcados em navio para serem mortos no Líbano
Neste domingo (7), 10 mil animais foram exportados do Porto de Rio Grande (RS), a caminho de novos centros de concentração de animais: as fazendas de criação e exploração localizadas no Líbano. A bordo do navio-curral Almawashi, do Panamá, os animais serão transportados até o Líbano, onde serão descarregados no porto de Beirute. A viagem leva até 23 dias.
O Brasil, como peça chave na criação e no fornecimento de animais, infelizmente, ainda protagoniza essa indústria cuja matéria prima é o sofrimento, a tortura e a exploração praticados contra esses seres que são, como nós, sujeitos de direito e cuja senciência é comprovada.
Esses animais condenados pelas mãos humanas ao sofrimento não são poupados em nenhum momento, sendo tratados sempre como se fossem meras mercadorias.
A pecuária é uma indústria mórbida, cruel e consiste na criação e exploração de animais para o consumo humano. No entanto, para que ela exista, é necessário que haja quem consuma o seu produto final, que é a carne derivada da morte desses animais. Enquanto houver um mercado de consumo, o negócio prospera.
Essa cadeia de sofrimento só terá fim quando houver uma mudança definitiva no comportamento de cada indivíduo que ainda consome os produtos derivados dessa indústria sanguinária e cruel.
As únicas diferenças entre o carregamento de vidas que está indo para o Líbano ser exterminado e os carregamentos de vidas que viajavam de trem para os campos de concentração para que as mesmas fossem também exterminadas são as espécies e o meio usado: o nazismo usava trens, a pecuária usa navios.

Ferrovia que rumava para um campo de concentração nazista. Hoje são navios que levam as vidas para serem ceifadas no destino.
Pitbulls invadem Casa do Estudante
O domingo de descanso na Casa do Estudante do Nordeste, no Derby, foi bruscamente interrompido por uma perseguição entre cães e gatos. Seria uma clássica brincadeira de pega-pega ou de esconde-esconde. Isso se os personagens fossem outros. Mas os protagonistas eram dois pitbulls que estavam atrás de um gato e que, ainda, fugiam de dois policiais militares. O final da correria não foi feliz. Depois de entrarem pelos cômodos da casa, que tinha cerca de 30 estudantes no momento, os cachorros mataram a gata e foram mortos a tiros pelos policiais.
Tudo começou por volta das 13h, quando os dois cães invadiram a Casa do Estudante. O morador e estudante Claudemir Nunes contou que estava em um dos quartos quando os animais entraram e disse que todos ficaram muito assustados. "Eles só não atacaram ninguém porque a atenção deles estava voltada para a gata. Ela foi morta por eles, que estavam enfurecidos", disse.
Os estudantes contaram que ninguém conseguiu controlar a situação e, com receio de um ataque aos moradores, autorizaram os policiais a atirar. O macho levou três tiros e a fêmea, dois. Até o fim do dia, nenhum guardião dos animais [Pelo menos dessa vez @ redator/a teve o cuidado de não falar "nenhum dono".] apareceu ou procurou saber o destino dos cães, que foram enrolados em um saco de lixo e colocados do lado de fora da casa na expectativa que o órgão público de limpeza os removam hoje.
Mais um triste caso em que a polícia só entende a linguagem extremamente especista do assassinato para lidar com animais, mesmo quando poderia atirar tranquilizantes. Esses guardas não pensam em matar humanos assassinos em fuga -- até porque mesmo o pior dos assassinos tem o amparo da lei --, mas animais que não têm o mesmo raciocínio de bandidos podem ser mortos à vontade, já que não têm quase direito nenhum (apenas o de não sofrer crueldades, muito embora qualquer interesse humano possa cancelar tal direito).
E não é só a polícia que é especista. Experimente organizar um protesto contra o assassinato dos cães. A população vai chamar você de louc@ e dizer que você ignorou o perigo pelo qual as pessoas ali passaram.
E o pior de tudo é que @s verdadeir@s culpad@s, @s tutoræs dos cães, não sofrerão nenhuma penalidade por tutela irresponsável.
Triste deste país onde animais não têm direitos de verdade!
Leia mais:
Pena de morte (Parte 4)
Pena de morte (Parte 3)
Pena de morte (Parte 2)
Pena de morte
Estudo da Unifesp feito com animais sugere que privação de sono aumenta probalidade para desenvolver infecções e tumores
O sono é uma atividade que ocupa cerca de um terço de nossas vidas e é fundamental para uma boa saúde mental e emocional, além de ser essencial na manutenção de uma vida saudável.
Nos dias de hoje, o estilo de vida e a pressão exercida pela sociedade levam milhares de indivíduos à privação de sono, acarretando prejuízos para a saúde e bem-estar. Em roedores avaliados em estudo realizado pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) a situação não foi diferente.
A privação de sono nesses animais alterou varios aspectos do funcionamento comportamental, como memória, ansiedade, atenção, alteração sexual e hormonal, além de danos no sistema imunológico. Com isso, estudos revelam que a regulação fisiológica de sono e a resposta imunológica compartilham moléculas que, por sua vez, comprovam que a privação de sono pode baixar as defesas do organismo contra infecções e tumores.
Foram utilizados nesse experimento 50 animais. Eles foram divididos em quatro grupos, sendo que em três deles foram introduzidas células tumorais. Durante a privação do sono não houve óbito. Isso ocorreu com o passar do tempo devido ao crescimento tumoral, o que era esperado. Como resultado desse estudo, foi observado que a privação de sono, antes da introdução das células tumorais, não modificou a sobrevida dos animais portadores dessa neoplasia.
O abaixo-assinado que anuncio aqui visa demonstrar o apoio da população recifense (e a solidariedade de pessoas de outras cidades) aos dois projetos de lei a favor dos animais propostos pelo vereador Daniel Coelho (do Partido Verde).
O primeiro é o PL número 31 (não sei de que ano), que institui o Programa para Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal, o qual pretende diminuir gradualmente a exploração de cavalos, mulas e jumentos como tração de carroças, além de dar melhores condições de trabalho para catadores que hoje, sem outra opção, exploram esses animais. Como qualquer pessoa minimamente instruída sabe, animais explorados como tração de carroças são submetidos a chibatadas frequentes, obrigados a puxar a carroça de sol a sol, mesmo que a carga desta supere sua força, e até são ocasionalmente agredidos por maus tutores. Esses animais estão sujeitos a desmaiar ou mesmo falecer por estafa, fraqueza, exposição excessiva ao calor ou doenças variadas.
O segundo PL, de número 66 (novamente não sei o ano), dispõe sobre o controle reprodutivo de animais "de rua" (lembre-se: cães e gatos habitam as ruas porque foram abandonados por maus/más tutoræs) e veda a matança indiscriminada dos mesmos. Ao que entendi (embora isso não conste na página do abaixo-assinado), animais sadios não poderão mais ser assassinados, e apenas bichos doentes portadores de enfermidades graves e infectocontagiosas poderão ser eutanasiados dentro de 90 dias. Provavelmente será implantada uma política de castração e vacinação e será combatida a violência dos maus tratos que hoje são praxe no Centro de Vigilância Ambiental do Recife.
Pela solidariedade, pelo bem dos animais do Recife, assine a petição abaixo:
Petição de apoio aos projetos de lei 31 e 66, com objetivos de proteção dos animais "de tração" e "de rua" do Recife
Obs.: este abaixo-assinado não tem fins de apoio eleitoral ao vereador Daniel Coelho ou ao PV.
ESPUMA MORTAL
À primeira vista, o uso da tecnologia choca. Mas pode fazer toda a diferença num momento de crise. [A única crise que estou vendo é a crise de racionalidade da espécie humana, que foi capaz de criar mais essa máquina de assassinar em massa.] Ela foi desenvolvida para eliminar rapidamente grandes plantéis – mais precisamente, mil aves por minuto – e preservar as condições sanitárias de toda a cadeia produtiva. A máquina que produz a “espuma assassina”, comprada pela Associação Catarinense de Avicultura (Acav), foi apresentada ontem em uma propriedade no município de Arutã, próximo a Concórdia, na região Oeste.
A foto [http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/7809053.jpg] mostra o teste em que foram abatidos cerca de 400 frangos, ontem pela manhã. O equipamento fabricado nos Estados Unidos (imagem menor) garante a eliminação das aves de forma operacionalmente rápida e biologicamente segura, garante o presidente da Acav, Cléber Ávila. Por ter uma consistência maior do que uma espuma normal, ela mata os animais por asfixia.
Ele diz que a criação de uma estrutura operacional e logística para o extermínio rápido de grandes plantéis de aves é uma exigência do plano de emergência avícola que todos os estados deveriam adotar. Trata-se de um cenário hipotético, mas que deve ser imaginado como possível, para que todas as ações de intervenção sejam controladas. O equipamento, que ficará em Concórdia, custou R$ 200 mil, mas poderá ser deslocado para qualquer região em caso de identificação de um foco de doença. SC abate cerca de 700 milhões de aves por ano.
Parabéns a quem desenvolveu essa apreciável tecnologia de matança em massa. @ autor/a dessa façanha levou ao extremo o dogma de que a vida animal não tem nenhum valor fora o sangrento dinheiro da pecuária e desenvolveu mais uma máquina de fazer o mal, causar sofrimento, dor e morte em grandes proporções.
Essa pessoa deve estar orgulhosa agora. Agora o número de animais a serem mortos a cada dia vai crescer bastante graças ao eficiente engenho d@ Doutor/a Eichmann que irá, com muito sangue e sofrimento, aumentar os lucros da pecuária avícola. Porque, afinal, ela precisa matar mais para recuperar os lucros neste momento de crise, não é?
@ criador/a dessa espuma assassina merece o Prêmio Adolf Hitler de Ciência e Tecnologia.
Infelizmente, ao contrário de tantos nazistas que atuaram contra seres humanos, a entidade zoonazista criadora da espuma não será caçada e levada à Justiça por nenhum Simon Wiesenthal da vida.

Chocante e escancarador. Um copo de ácido jogado no hambúrguer. Assim é o filme Fast Food Nation (2006), que, sob o disfarce da ficção, disseca a indústria do fast-food e exibe toda a podridão nela existente: carne contaminada com fezes, relações humanas deterioradas do matadouro até a lanchonete, anti-higiene na montagem do hambúrguer, acidentes de trabalho mais que terríveis... e, acima de tudo, o banho de sangue e sofrimento que é o abate dos bois cuja carne será comida por quem nem sonha com a verdadeira história do seu aparentemente inocente sanduíche.
O nome “Mickey’s”, da empresa central da trama – ao lado da IMP, que abate animais e processa e empacota as carnes –, você pode substituir livremente pelo de qualquer corporação cujos lanches você talvez coma. Na falta de evidências em contrário vindas de cada empresa, a realidade é genericamente identificável com qualquer fast-food, ou pelo menos é assustadoramente provável que a grande empresa cujos hambúrgueres você come tenha uma realidade interna semelhante à retratada no filme.
Paralelamente, é retratado um pouco da vida atordoante de mexicanos que emigram ilegalmente para os Estados Unidos, como é andar quilômetros num deserto, ser carregado num furgão, viver sob as ordens e até ameaças dos “coiotes”. Aliás, o que o filme mostra serve para qualquer pessoa do mundo inteiro que esteja iniciando uma emigração ilegal através da fronteira mexicana-estadunidense. Essa subtrama se liga ao fast-food do filme pela empregação (e exploração) de alguns desses imigrantes na IMP.
As outras duas subtramas centram-se em Don Anderson, alto-executivo da Mickey’s e criador do bem-sucedido hambúrguer “Big One” (“Grandão” na dublagem brasileira), investigando os processos do matadouro-frigorífico da IMP, ciente de que há traços significativos de fezes misturados na carne; e em Amber, adolescente que trabalha em uma lanchonete da Mickey’s.
Artigo escrito em fevereiro de 2009
Em julho de 2008, através da portaria interministerial 1.426/2008, o governo decretou a condenação de cães infectados com a leishmaniose visceral canina (LVC) à morte, proibindo seu tratamento com remédios humanos ou sem registro no Ministério da Agricultura. O ato da portaria não seria de todo mal se não fosse por um detalhe: simplesmente não existe ainda medicação veterinária contra a doença no Brasil no momento. Sem dúvidas podemos considerar isso um ato oficial de maldade e desprezo à vida animal por diversos motivos.
Analisando os documentos referentes a essa proibição, podemos entender por que essa atitude foi maldosa e atenta contra a vida de muitos cachorros, uma violação dos direitos animais à vida e à saúde.
A primeira questão é que, como já dito, simplesmente NÃO existem medicamentos de uso veterinário contra a LVC registrados no Brasil. Se o governo se importasse com a vida canina, teria adiado essa proibição até que pelo menos um ou dois medicamentos fossem registrados e disponibilizados na farmácia veterinária. Por que os ministérios da Saúde e da Agricultura não podiam esperar?
A espera não foi uma opção considerada por governantes especistas que só prezam pela vida humana e tratam a animal como um produto pecuário – aliás, o ministério que cuida da “assistência” veterinária chama-se Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sendo uma mórbida ironia o fato de um ministério encarregado de coordenar justamente a exploração e matança de animais rurais ser designado para visar pela saúde de todos os animais domésticos do país!

Diversos sites insistem em postar notícias gozando do sofrimento animal dentro de suas seções de bizarro. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo.
Muitos portais noticiários online possuem uma seção voltada a notícias inusitadas, consideradas bizarras. Recordes e situações esquisitas são os principais temas desses setores. Nada mal até aí. Acontece que alguns desses sites extrapolam o bom senso e inserem notícias nada engraçadas ou inusitadas: animais em situação angustiante, entretenimentos centrados na exploração animal, episódios de caça ou pesca na maioria dos quais há assassinato de animais, comercialização de bichos “esquisitinhos”. O bizarro perde o sentido de inusitado, curioso e engraçado e toma ares de mau gosto, falta de compaixão e, em última análise, sadismo e estupidez.
É infelizmente comum encontrar esse tipo de notícia pela internet sendo tratado como tão curioso quanto notícias inofensivas. Rinhas de animais em outros países, animais caçados, gatos entalados durante dias em canos ou bueiros, cães perdidos, elefantes “treinados”, entre tantas outras notas recheadas de crueldade, dividem o espaço das seções de notícias bizarras como recordes, corpos esquisitos, prisões de bandidos atrapalhados etc.
Notícias que envolvem animais em apuros geralmente têm seus equivalentes humanos postados em seções policiais, cotidianas, nacionais ou internacionais ou simplesmente não publicados. Não esperemos para ver, ao lado de uma notícia de um cão entalado num cano PVC, uma sobre uma criança presa num tubo largo para esgoto, porque esta última, ao contrário da primeira, nunca será postada em seções de bizarro.
Artigo escrito em dezembro de 2009
Israel, século 8 A.E.C.; Roma, século 1 A.E.C.; Arábia, século 6; Brasil, século 17. Escravos... Sendo de etnia ou nacionalidade dominada, eram tratados como propriedades. Sua existência era praticamente atrelada a seus senhores ou “donos”. Eram obrigados a lhes prover mão-de-obra, recebendo durante a vida apenas alimentação e algumas roupas em troca.
Como eram propriedades, seus senhores se viam livres para lhes causar violências diversas, que variavam de acordo com o país e época: marcação a ferro quente, gritos de ordem, espancamentos no caso de demonstração de rebeldia. A liberdade era palavra proibida. Não viviam mais como fins em si mesmos, por suas necessidades, anseios, prazeres e interesses próprios, mas estritamente para os interesses do senhor que os tinha como propriedade. Eram seres dotados de sentimentos, desejos, anseios e capacidade de sofrer, mas seus “donos” não se importavam com isso.
Qualquer lugar do mundo, século 21. Animais rurais... Sendo de espécie dominada, são tratados como propriedades. Sua existência é. na prática, atrelada a seus senhores ou “donos”. São obrigados a lhes fornecer matéria-prima, recebendo durante a vida apenas alimentação em troca.
Como são propriedades, seus senhores se veem livres para lhes causar violências diversas: marcação a ferro quente, fustigações como ordens, espancamentos no caso de demonstração de rebeldia. A liberdade é palavra proibida, um absurdo aos olhos da espécie dominante. Não vivem como fins em si mesmos, por suas necessidades, anseios, prazeres e interesses próprios, mas estritamente para os interesses do senhor que os tem como propriedade. São seres dotados de sentimentos, desejos, anseios e capacidade de sofrer, mas seus “donos” não se importam com isso.
"Um século atrás havia 100 mil tigres no mundo. Mas desde então, os extermínios em massa e a caça causaram a extinção das subespécies de Bali em 1937, a persa ou o tigre Cáspio na década de 1960, e a de Java, vista pela última vez nos anos 70." Agência EFE, através do Terra Notícias, sobre as principais razões para a ameaça de extinção dos tigres
Só mais uma amostra de como a exploração animal é a maior razão para a ameaça de extinção de tantas espécies da fauna.
Mais amostras disso estão abaixo:
Exploração animal = ameaça de extinção (Parte 3)
Exploração animal = ameaça de extinção (Parte 2)
Exploração animal = ameaça de extinção
Artigo escrito em agosto de 2009
Muito recomendados como alimentos nutritivos e saudáveis, os frutos-do-mar estão sendo valorizados nestes anos de combate à alimentação nutricionalmente ruim. A tal fonte de saúde e boa vida apregoada por nutricionistas e culinaristas, entretanto, esconde uma realidade muito triste que, uma vez conhecida, enfraquece quem vem recorrendo ao peixe, ao crustáceo e ao molusco como fontes de “boa carne”: o sofrimento e a morte dos animais que são capturados na água e os danos ambientais infligidos, estes quase sempre enormes.
Quem busca o melhor ao comer carnes vindas da água não sabe ainda que a saúde vendida pela indústria de “pescado” tem um custo altíssimo, ou melhor, impagável, que são os bilhões de vidas eliminadas anualmente pela pesca e pela aquicultura, sempre com enorme sofrimento, e os ecossistemas aquáticos e costeiros que vêm sendo destruídos e esvaziados por essas atividades.
A verdade precisa ser revelada para que se perceba que, mesmo que façam bem à saúde, os frutos-do-mar fazem muito mal aos animais e ao meio ambiente. E são substituíveis nutricionalmente.
A morte dos peixes
No caso de pescar com varas, primeiro a mandíbula é perfurada, com o anzol mordido varando a pele do peixe, e em seguida o bicho é içado velozmente, potencializando a dor do gancho. É como uma pessoa ser furada na coxa por um arpão vindo de cima e levantada com toda força de modo que fique pendurada pela lança. Já na pesca por rede de arrasto, um cardume é surpreendido por um obstáculo e põe-se em agitação máxima, no desejo incontrolável e desesperado de resistir ou fugir da predação.
Depois de ser posto no assoalho do barco, no samburá ou em outro lugar que guarde os corpos pescados, o animal começa um sofrimento que vai durar minutos. São longos instantes, que mais parecem uma eternidade, de uma luta pela vida que irá invariavelmente fracassar. Procura-se inutilmente por água que contenha oxigênio diluído. Debate-se longe da água, tanto na tentativa de se locomover para voltar ao seu ambiente aquático como pela agonia de não poder mais respirar.
Depois de geralmente menos de dez minutos de angustiada luta contra a morte, a indesejada das gentes e dos bichos vence. Um fim bastante triste, uma morte cujo sofrimento é comparável ao causado nos mais cruéis matadouros.
Quem utiliza produtos de limpeza antimicrobianos mal sabe que muita tortura e matança foram promovidas para que eles fossem autorizados a chegar às prateleiras. Isso graças à Portaria 15/88 da ANVISA, que se soma à 1480/90 do Ministério da Saúde no hall de normas que obrigam a prática industrial de crueldade extrema contra animais.
Para muitos não é nenhuma novidade que o Governo Federal não se importa nem um pouco em promover e apadrinhar a exploração animal, uma vez que apoia rodeios e vaquejadas, mantém toda uma estrutura de assistência à pecuária via Embrapa, regozija-se por fazer do Brasil um dos maiores exportadores de carnes, se não o maior, do mundo, entre outros atos, mas a 15/88 (numeração coincidentemente próxima em número e violência ao código numérico “14/88” utilizado por neonazistas) ainda lhes era, até a leitura deste artigo, uma desconhecida. Aliás, hoje nem as ONGs de defesa animal estão cientes da crueldade dessa portaria.
A portaria trata, segundo sua ementa não-oficial, de determinar “que o registro de produtos saneantes domissanitários com finalidade antimicrobiana seja procedido de acordo com as normas regulamentares” – por “produtos saneantes domissanitários” leia-se produtos de limpeza doméstica ou hospitalar. Condiciona o registro sanitário desse tipo de produto a uma regulamentação, que inclui testes de eficácia e segurança.
O Artigo 1º da portaria determina que o registro desses itens seja procedido de acordo com as normas regulamentares anexas à presente. O anexo dela é que traz todos os regulamentos. Dentro deste, a seção VIII, “Avaliação tecnológica”, afirma no item 1 que “a avaliação tecnológica dos princípios ativos não listados no SUBANEXO 1 será efetuada com base nos testes constantes do SUBANEXO 4, de acordo com suas características físicas e toxicológicas, considerando as finalidades e instruções de uso”, e seu item 2 fala que “a classificação de risco dos produtos saneantes domissanitários com ação ANTIMICROBIANA será efetuada tomando-se por base os testes toxicológicos agudos do SUBANEXO 4 de acordo com a forma de apresentação, as finalidades e instruções de uso“.
E é esse subanexo 4 o centro das atenções neste artigo, pois é ele que especifica os testes a serem feitos, entre eles diversos procedimentos muito cruéis. Aliás, está claro na portaria que os testes devem ser estritamente os contidos no subanexo 4, não havendo abertura para procedimentos alternativos que tenham a mesma eficácia.
Dos 18 testes contidos no macabro subanexo, apenas três não especificam dever ser feitos em animais. Comento brevemente cada um dos outros 15 abaixo, você terá a noção de toda a barbárie que a portaria obriga que seja promovida.

Imagem muito boa preparada por Fabio Chaves do Vista-se. Valeu, Fabio!
Artigo escrito em novembro de 2008
AVISO: Este artigo pode conter spoilers sobre Quake 2 e 4. Se você não quer saber o que vai enfrentar caso queira jogá-los, leia este artigo só depois que chegar em determinadas partes da ação.
(Strogg: raça de semi-cyborgs alienígenas inimigos dos humanos, nos jogos Quake 2 e Quake 4. Habitam o planeta Stroggos e seus processos de manipulação de prisioneiros terráqueos são de extrema crueldade, incluindo processamento de corpos esquartejados e conversão em cyborgs orgânicos com amputação de pernas e injeção de controles cerebrais. Só conhecendo esses jogos mesmo para ter noção de tudo de que eles são capazes.)
Convido todo aquele que sabe quem são os Strogg (acima um pequeno explicativo) a pensar em como nós nos equiparamos a eles quando o assunto é nossa relação com o restante do Reino Animal. Se ligarmos os pontos corretamente, perceberemos que somos tão cruéis como esses extraterrestres que controlam, mutilam, torturam ou esquartejam seus prisioneiros. Porque, afinal, também controlamos suas vidas, os mutilamos, promovemos tortura e esquartejamos seus corpos depois de tudo. Só não instalamos ainda membros cibernéticos nem bebemos corpos moídos em liquidificador. Por enquanto.
Nosso sistema equivalente ao planeta Stroggos é composto de centros de pesquisa científica mais as fazendas, granjas e matadouros onde condenamos de milhões a bilhões de animais a vidas miseráveis e breves. Abaixo eu faço uma comparação que, em última análise, dá a idéia de que a idealização da raça Strogg e seus feitos diabólicos pode ter sido inspirada no lado brutal e antiético da própria humanidade.
Artigo escrito em fevereiro de 2009
Vem-se falando muito, cada vez mais, de “consumo ético”, “consumo responsável”. Entretanto, pode-se notar que a compra de produtos ecologicamente corretos vem sendo tratada como a quase totalidade dessa abordagem ética, como se para consumir com responsabilidade fosse necessário apenas e simplesmente começar a comprar “itens verdes”. A verdade é que a ética do consumo vai muito além, transcende enormemente essa visão limitada e engloba assuntos bem menos tratados nas discussões.
Me refiro a questões como direitos trabalhistas, direitos animais e empresas inimigas do meio ambiente. Nessa visão liberta do reducionismo “só consumo verde”, uma empresa que, por exemplo, explora e desrespeita seus empregados não passará a ser ética se começar a vender produtos ambientalmente amigáveis mas continuar maltratando seus subordinados. E uma companhia tal, por mais princípios “verdes” que adote, não passará ao lado ético se não deixar de testar seus produtos em animais.
Releva-se também, para esse entendimento ético mais abrangente, a opção do boicote. Muito além de priorizar certos produtos, o consumidor consciente evita outros que, opostamente à proambientalidade ou à neutralidade ecológica, tenham sido fabricados por empresas comprovadamente envolvidas com a destruição ambiental.
Para melhor entendimento, vale descrever essas “novas” frentes éticas, exemplificando as três citadas e indicando outras não menos relevantes.
Direto do blog Capinaremos, em homenagem às pessoas que mata(va)m coelhos e mutila(va)m suas patas achando que colecionar pés de coelho dá sorte.

Um banhozinho de empatia
Vocalista do Metallica caça animais por “hobby”
Com agenda de três shows a serem apresentados no Brasil nos próximos dias, o grupo de heavy metal Metallica tem decepcionado muitos de seus fãs, que vêm tomando conhecimento de que seu vocalista, James Hetfield, caça animais por “esporte”.
A banda americana, há quase 30 anos no cenário musical do rock, conquistou várias gerações de fãs ao longo de sua carreira. Entretanto, para o vocalista, isso não parece ter grande significado no nível de influência negativa que seu ato possa exercer sobre o público.
Seu histórico de assassinatos é antigo. Em 2001, o vocalista fez uma expedição de duas semanas para caçar ursos na Sibéria. Durante esse período, em que se dedicou integralmente à atrocidade, sequer foi capaz de retornar para passar o aniversário junto de seu filho. O DVD Some Kind of Monster exibe cenas do que o artista categoriza como “hobby”.