Arauto da Consciência

FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Links)

Postado em 28/07/2010 à/s 8:30

Aqui os links das quatro partes do artigo FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais:

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4

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FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 4 e final)

Postado em 26/07/2010 à/s 9:00

Mensagem na porta de um laboratório no CCS/UFPE. Foto tirada por mim em 2009.

Esta parte é o final do artigo que visa comentar o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.

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10. Que doenças evoluíram seu tratamento, em razão das pesquisas?
São várias, podemos citar duas: o câncer e a fibrose cística. No caso do câncer, por exemplo, pode ser realizado atualmente a terapia gênica, onde são retiradas células do tumor, inserido um gene que reage contra o câncer e reinjetado as células no paciente. Desse modo, as células geneticamente modificadas irão “ensinar” ao sistema imunológico do paciente a reconhecer as peculiaridades de suas células cancerígenas e destruir o tumor. Atualmente, esse tipo de pesquisa vem alcançado avanços significativos em ratos e camundongos e, certamente, poderão salvar várias vidas, inclusive as dos seres humanos.
No tratamento da fibrose cística, foi desenvolvido um modelo animal que reproduz a doença humana. Essa tecnologia permitiu que novos testes fossem realizados no combate a essa terrível doença genética, que acomete principalmente o pulmão de crianças em todo o mundo. Contra essa doença, está sendo realizada também a “terapia gênica”, onde as pesquisas com animais são extremamente relevantes.
Devemos lembrar também dos coqueteis anti-aids, um conjunto de medicamentos que já salvou e ajuda a prolongar a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Nessa resposta, revela-se que a experimentação animal, cujos autores dizem prezar pela “responsabilidade, ética e respeito aos animais”, causou sofrimento crônico em animais que foram submetidos ao mais diversos tipos de câncer e à fibrose cística, descrito pelos próprios autores do FAQ como uma “terrível doença genética”.

Se a fibrose cística é terrível como dizem esses cientistas, imaginemos como seria estar na pele dos animais que foram induzidos a nascer com essa doença e passaram toda a sua vida sofrendo com ela. Essa questão 10 mostra como falta o mínimo de senso de alteridade e empatia interespecíficas nas pessoas que exploram animais em suas experiências e defendem a continuidade desse tipo de método de pesquisa. É uma demonstração de que esses indivíduos são incapazes de se pôr imaginariamente na pele dos animais que exploram.

É isso que os idealizadores da campanha de “conscientização” vivisseccionista querem? Que “terríveis doenças” continuem sendo induzidas em animais não-humanos para que seres humanos sejam salvos – e não possam optar por viver sem depender de remédios resultantes desse tipo de violência?

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FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 3)

Postado em 25/07/2010 à/s 9:00

Gaiolas de camundongos transgênicos, segundo o site de origem (natalneuro.org.br)

Esta parte é a continuidade do artigo que visa comentar o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.

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7. De onde vêm os animais utilizados em experimentos?
Todos são produzidos
[sic] e criados em biotérios (ambiente de criação de animais destinados exclusivamente para pesquisa). Os pesquisadores podem comprar [sic] os animais, desde que tenham projetos aceitos por Comissões de Ética, criados nesses biotérios licenciados ou criá-los em biotérios próprios.

Se considerar que os interessados pela vivissecção estão praticamente em pé de guerra contra a defesa dos direitos animais, na “batalha” de argumentos eles perdem feio. Nesta questão eles deixam claro que tratam os animais como coisas, como objetos industrializados que podem ser produzidos numa fábrica (biotério), tal como um microscópio ou um computador, e vendidos como mercadorias para o primeiro cientista disposto a explorá-los de forma violenta numa experiência.

Trata-se, nessa atitude, de alhear os animais não-humanos de sua dignidade como seres sencientes,  dotados do interesse de viver bem e livres, nascidos como fins em si mesmos – em vez de como meios para fins de outrem. E transformá-los em objetos passíveis de ser fabricados, comercializados e usados, tal como qualquer produto industrializado cuja existência é condicionada a interesses humanos.

Isso ser feito com pessoas – transformar em produtos industrializados comerciáveis e usáveis por exploração violenta – seria considerado a pior e mais diabólica das agressões aos direitos humanos, mas, como quem é coisificado e explorado são “apenas animais”, isso é livre, é permitido pela lei, é incentivado pelos governos, tal como a campanha de “conscientização” deixa escancarado.

Está visível a violência moral promovida, mesmo sem perceber, por quem deseja a perpetuação da experimentação animal.

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FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 2)

Postado em 24/07/2010 à/s 9:00

Esta parte é a continuidade do artigo que visa comentar o FAQ do site “eticanapesquisa.org.br”, parte da campanha de “conscientização”, promovida pelo Governo Federal e por organizações científicas brasileiras, relativa ao uso de animais em pesquisas.

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4. Quais as alternativas ao uso de animais em pesquisa científica e por que os animais não podem ser inteiramente substituídos por modelos alternativos?
Para os cientistas, ainda não existem hoje métodos que substituam inteiramente o uso de animais nas pesquisas na área biológica. Em algum momento das pesquisas, os testes com animais são necessários. ?Em alguns procedimentos, os pesquisadores podem usar culturas de células e tecidos bem como modelos computacionais. Porém, tais métodos, não substituem totalmente o uso de animais. Há pesquisas na área da fisiologia, comportamento, biomedicina e da nutrição que exigem o organismo vivo para segurança da pesquisa que está sendo realizada.
Os modelos alternativos têm por objetivo reduzir o número de animais utilizados e isso é um grande avanço. São métodos eficientes para serem usados na fase inicial da pesquisa. O teste final, no entanto, tem de ser feito em animais, pois os efeitos de um novo procedimento, medicamento ou vacina podem ser completamente diferentes e até arriscados quando testados em um organismo completo vivo. Mesmo a tecnologia mais sofisticada não pode imitar as interações complexas entre as células, tecidos e órgãos que ocorrem nos seres humanos e animais. Os cientistas precisam entender essas interações antes de introduzir um novo tratamento ou uma substância em animais, sejam eles humanos ou não.
Às vezes, os estudos dos seres vivos mais simples, tais como bactérias, leveduras, vermes e moscas de fruta podem fornecer uma boa visão nos processos biológicos. Estudos com estes seres têm fornecido conhecimentos específicos sobre como alguns genes funcionam, por exemplo. Estas informações podem ser muito úteis, uma vez que muitos genes similares também estão presentes nos seres humanos e em outros mamíferos.
Mas os órgãos de nosso corpo e dos nossos sistemas biológicos interagem de forma sofisticada. Esses processos não podem ser plenamente compreendidos em organismos simples, em moléculas isoladas ou células e, em algum momento deverão ser testados em mamíferos.
É por isso que é importante estudar os processos em animais e isso também incluem os testes em seres humanos.?Devido às muitas e variadas interações entre os órgãos do corpo humano e sistemas, não só doenças, mas também novos medicamentos, vacinas e técnicas cirúrgicas devem ser estudados em animais para garantir sua segurança e eficácia.
Alguns cientistas não consideram, no entanto, a cultura de células de tecido como um método alternativo, mas um possesso de refinamento da pesquisa, evitando que um número desnecessário de animais seja utilizado. Mesmo as pesquisas com células exigem o uso de animais para a produção e extração dessas células.

Bota-se areia em todas as alternativas de pesquisa citadas, ignora-se o fato de que muitas descobertas da medicina – a exemplo da penicilina, da aspirina e de cirurgias diversas – não precisaram de cobaias. Faz-se isso na tentativa de superestimar a dependência da ciência biomédica das pesquisas com cobaias. E em momento nenhum fala-se de qualquer perspectiva de se substituir os animais nas pesquisas no futuro, mesmo daqui a décadas.

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FAQ da campanha pró-vivissecção X coerência e direitos animais (Parte 1)

Postado em 23/07/2010 à/s 9:00

A campanha do governo para “conscientizar” a população sobre a alegada importância de se promover a pesquisa com cobaias está aí. Não há apenas os comerciais televisivos, mas também um site (www.eticanapesquisa.org.br) feito exclusivamente para “esclarecer” os fundamentos do uso de animais em pesquisas. Nesse site, há depoimentos, vídeos e um FAQ (frequently asked questions – perguntas frequentes) sobre o tema.

No entanto, o próprio FAQ mostra como são frágeis e incoerentes os argumentos dos vivisseccionistas (cientistas que realizam a vivissecção, a pesquisa com cobaias vivas) perante a verdadeira ética dos direitos animais. É fácil derrubá-los, bastando comentar as respostas dadas às perguntas listadas pelos criadores do site.

Abaixo, e nas próximas partes deste artigo, comento a resposta dada a cada pergunta, desmontando a argumentação usada por quem está interessado em continuar explorando e matando animais em laboratórios.

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1. O ser humano tem direito de usar o animal em experimentações que beneficiarão o próprio homem [sic]? E como ficam os direitos dos animais?
Deve ficar claro que uso de animais em pesquisas não só beneficia o ser humano, mas também outros animais. Quase todos os grandes avanços na área da saúde durante o século XX utilizaram animais em suas pesquisas.
Sobre o que se convencionou chamar de “direito animal”, entendemos que é obrigação da sociedade assegurar o bem-estar animal através de Leis claras que regulamentem a prática. Sem essa segurança respaldada na Lei, os animais estarão desprotegidos. O Brasil está fazendo sua parte e, desde 2008, tem uma Lei que regulamente a utilização de animais para propósito científico e didático em todo Território Nacional. Aos que infringirem a Lei, punições estão asseguradas.

Em primeiro lugar, a pergunta “O ser humano tem direito de usar o animal em experimentações...?” não foi respondida. Preferiu-se enrolar o “questionador” recorrendo aos alegados benefícios científicos rendidos pela vivissecção ao ser humano e, através da medicina veterinária, aos animais domésticos. Hoje ainda é preferido, mesmo recorrendo-se à hipocrisia, omitir a multicentenária visão antropocêntrica e utilitarista dada pela comunidade científica à vida animal – de que a humanidade é moralmente a espécie superior e, por isso, pode determinar que certos animais não-humanos nasçam para servir perpetuamente aos interesses humanos e não tenham valor algum fora essa utilidade servil.

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A bancada ruralista deve ser expulsa de Brasília

Postado em 20/07/2010 à/s 1:55

Post originalmente publicado às 21:59 de 26/03/2010. Será "upado" sempre que eu achar necessário reiterar a necessidade de expulsar pelo voto a bancada ruralista do poder ou diminuí-la significativamente.

Uma vez declarei que tinha medo de Marina Silva por comportamentos dúbios de um passado então recente relativos a suas crenças religiosas. Depois de vê-la esclarecê-los, o medo acabou e passei a confiar nela como a melhor candidata à presidência de 2010. Entretanto, um outro temor faz-se forte: o de que a bancada ruralista do Congresso realmente cresça, talvez o dobro, e agigante seu já terrível poder político, tal como prometeu.

Quem participa de movimentos sociais e ambientalistas, mora em comunidades tradicionais, defende os animais, milita pela reforma agrária, é ameaçado por jagunços de grandes latifundiários, entre tantos outros tipos de pessoas, não só entende esse medo como também o manifesta. E dessa vez, ao contrário do caso de Marina, não há nada que aplaque a nossa apreensão diante dos possíveis êxito e expansão dessa bancada que definitivamente não visa o melhor para o Brasil, fora o nosso próprio voto.

Uma das parcelas mais conservadoras do Congresso e representante política dos latifundiários do agronegócio, sua vitória ameaçará muitas causas de bem comum pelas quais se luta há décadas: reforma agrária, ambientalismo, direitos animais, paz no campo, ética trabalhista (combate à exploração semiescrava no meio rural), justiça social...

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Para amplificar este alerta à população, me vejo na necessidade de descrever os quatro mais significativos problemas que a vitória planejada dos ruralistas piorará (a ordem dos problemas não é um ranking de importância): o meio ambiente, a exploração animal, a reforma agrária e conflitos de campo e a exploração trabalhista.

a) Prejuízos ambientais: A referida bancada não dá a mínima para os problemas ambientais pelos quais o Brasil e o mundo passam – muito pelo contrário, sempre lutou para piorá-los ainda mais. Hoje já lutam para abrandar o Código Florestal, aumentar o desmatamento legalizado da Amazônia e reduzir praticamente à impotência uma das legislações ambientais federais mais fortes do planeta.

Com sua expansão, correremos alto risco de ver o avanço da preocupação ambiental dentro do governo estagnar, leis ambientais novas – aquelas que contrariarem os escusos interesses do agronegócio – serem barradas e as existentes serem atrofiadas ou encolhidas e num futuro próximo a Amazônia, o Cerrado e outros biomas serem confinados aos livros de geografia e biologia do passado e a fauna que lhes pertencem, aos zoológicos e criadouros autorizados.

Acrescentem-se nesse aspecto também os assassinatos de ambientalistas. Chico Mendes, Dorothy Stang e diversas outras personalidades menos conhecidas não me deixam mentir. Os latifundiários passam por cima de ecossistemas, comunidades tradicionais e povoados indígenas mesmo que isso implique também matar quem luta ativamente em oposição a tal atitude.

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Qual o verdadeiro interesse da ciência vivisseccionista? Salvar vidas humanas ou alimentar um mercado?

Postado em 09/07/2010 à/s 21:51

Essa pergunta é respondida pela bióloga Sônia Felipe, em um artigo que recomendo para todo mundo que tenha assistido ao comercial da famigerada campanha do governo federal e de organizações cientificas em prol da exploração de animais em pesquisas biomédicas.

Divulgar o artigo abaixo fará a diferença na investida d@s defensoræs dos direitos animais para reparar os danos da desinformação propagada pela campanha.

Vivissecção: um negócio indispensável aos "interesses" da ciência"?
por Sônia T. Felipe, publicado em 2007 no site Pensata Animal

Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos. Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento. Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com "modelos" obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano. Entre essas estão o câncer, os acidentes vasculares, a hipertensão, a hipercolesterolemia, o diabetes, a esclerose múltipla, as degenerações neurológicas conhecidas por mal de Parkinson e mal de Alzheimer, a "depressão" e outras formas de sofrimento psíquico. Ratos, camundongos, cães, símios, cavalos, porcos e aves são comercializados no mercado vivisseccionista.

Só para dar um exemplo: calcula-se que sejam 2,6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram. Cientistas reconheceram que a causa da doença é "ambiental", contribuindo para ela diferentes genes, não apenas um. Os medicamentos disponíveis hoje, de origem microbiana, não resultaram da vivissecção, e sim da codificação da estrutura físico-química deles (Greek & Greek, Specious Science).

Não sendo aquelas doenças de origem genética nem hereditária, qual seria o propósito científico em se insistir na arquitetura do modelo animal para buscar a cura delas?

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Responsabilidade, ética e respeito… de mentira

Postado em 08/07/2010 à/s 19:36

Essas mãos afagam o ratinho, mas estão prontas para torturá-lo a qualquer momento. O governo federal e a comunidade científica querem que essa realidade continue, por isso vêm empreendendo uma campanha para desinformar a população sobre a verdadeira natureza da experimentação animal. Imagem: site da UFMG

Desde algumas semanas atrás o Ministério da Ciência e Tecnologia e diversas organizações científicas brasileiras, como o CNPq e a SBPC, vêm promovendo uma campanha de lavagem cerebral na população, no esforço de “conscientizar” a sociedade no que tange à “importância” do uso (eufemismo de exploração) de animais em pesquisas de laboratório – a chamada vivissecção. Vem sendo veiculado na TV um comercial de 30 segundos com esse intuito. Tal atitude adversa aos interesses dos animais – especialmente os de viver e ser livres – precisa ser desmascarada pelos defensores animais brasileiros, e é isso que este artigo busca fazer, ao analisar criticamente a mensagem veiculada na propaganda televisiva dessa campanha.

O comercial em questão mostra, andando numa estrada, pessoas representando quem foi, por exemplo, curado de câncer, beneficiado com vacinas ou avanços científicos da cirurgia e gratificado com maior expectativa de vida. Durante a caminhada dos figurantes, fala-se sobre a estrada da vida pela qual toda pessoa caminha e sobre como os avanços biomédicos atribuídos à experimentação animal permitiram muita gente continuar andando sobre ela.

A fala continua falando aquilo que todo defensor dos direitos animais sabe que é mentira: que os animais “de laboratório” são tratados “com ética e dignidade” e que esse tratamento “ético” hoje é lei – em referência à muito criticada Lei Arouca, lei bem-estarista sancionada em 2008. E aparece o lema “Pesquisa científica brasileira hoje: responsabilidade, ética e respeito aos animais”.

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A Promotoria de Defesa Animal de Pernambuco pode estar vindo aí

Postado em 07/07/2010 à/s 14:09

Pernambuco poderá ter uma Promotoria de Justiça de Defesa Animal

Pernambuco poderá ter uma Promotoria de Justiça de Defesa Animal que agirá na repressão aos crimes cometidos contra os animais. Requerimento neste sentido, assinado por mais de 25 Entidades ligadas à Causa em Pernambuco, foi entregue, ontem, ao Chefe de Gabinete da Procuradoria Geral do Estado, o Promotor Waldemir Tavares, em reunião com a Comissão do Movimento de Defesa Animal.

Mostrando-se atento aos principais problemas expostos pela Comissão sobre denúncias de tortura e maus-tratos a animais domésticos e animais de tração o promotor, Dr. Tavares, pediu um prazo para estudar e avaliar, alegando a carência de promotores no Estado e a necessidade de uma Lei para sua criação.

Também não descartou a possibilidade, preliminar, da implantação de um Núcleo de Defesa Animal atrelado à Promotoria do Meio Ambiente, além de um trabalho de conscientização nas demais Promotorias do Estado, principalmente às do interior.

Vários estados Brasileiros, a começar por São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espirito Santo, Santa Catarina, Paraná e agora Pernambuco já estão nesta luta tendo em vista os altos índices de crueldade e danos em detrimento dos animais e a frequente impunidade dos infratores.

A conduta de quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”, tornou-se crime previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98. Apesar desses avanços legislativos, os animais continuam discriminados pela indiferença humana, pelo estigma da insignificância jurídica e pela vala comum destinada às condutas de menor potencial ofensivo.

A Comissão do Movimento de Defesa Animal de Pernambuco foi representada na reunião por Dorothi Onis Linck, Simone Sales, Marta Dubeux, Luiz Leoni, Maria Padilha e a editora do blog Dog Mídia.

Caso a Promotoria realmente seja lançada, será um passo adiante na defesa dos direitos animais em Pernambuco.

Eu espero de coração que essa promotoria não se restrinja a punir crueldades contra cães, gatos, animais "de tração" e bichos silvestres. Desejo que comece a combater a vaquejadas, hoje realizadas com total impunidade, com os animais explorados (bois e cavalos) totalmente excluídos de qualquer direito legal, mesmo do direito a não sofrer crueldade e maus tratos.

E só uma pergunta: cadê a jovem guarda da defesa dos animais? Só vi pessoas representantes da velha guarda -- salvo engano meu. E eu, pertencente a essa jovem guarda, sequer fui avisado de que essa comissão existia e iria pedir a criação da promotoria.

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Nacionalixo

Postado em 03/07/2010 à/s 17:59

No Consciência Efervescente eu falei uma vez sobre o nacionalixo, isto é, nacionalismo que desperta os mais absurdos sentimentos e valores em pessoas que passam a ser comportar como fanátic@s religios@s da pior categoria por causa da suposta superioridade internacional de seu país -- ele ter um valor que nenhum outro país no mundo teria -- ou por um orgulho patriótico que passa dos limites do bom senso.

Hoje o nacionalixo da vez atua contra os animais não-humanos: para @s nacionalistas mais irracionais, o Japão é "O Pais", e por isso tem todo o direito de assassinar baleias pelo mundo, violando as convenções internacionais por uma tradição de opressão e matança.

Japão protesta contra documentário sobre matança de golfinhos

Protestos de nacionalistas japoneses marcaram a estreia, neste sábado, do documentário “The Cove” (“A Cova”), sobre a matança de golfinhos nos cinemas do Japão. O filme foi premiado com o Oscar de melhor documentário de longa metragem em 2010 e mostra como um grupo de cineastas usou câmeras ocultas para documentar a matança de golfinhos pelos pescadores da aldeia japonesa de Taiji.

“The Cove” tem como apresentador o ambientalista Rick O’Barry, que foi treinador dos golfinhos que apareciam na série de televisão norte-americana “Flipper”.

O documentário estreou em apenas seis cinemas em todo o Japão; alguns deles estavam vazios no primeiro dia. Outros 18 cinemas planejam exibir o filme no futuro. No cinema de arte Image Forum, em Tóquio, cerca de 30 manifestantes nacionalistas gritaram slogans contra o filme e agitaram bandeiras imperiais japonesas do tempo da II Guerra Mundial. A polícia teve de intervir para separá-los de um grupo de ambientalistas e evitar brigas.

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Veganos, esses chatos…

Postado em 30/06/2010 à/s 20:47

Muitas pessoas que não simpatizam com o veganismo e o acham uma “afronta à natureza” dizem que nós veganos somos chatos e pentelhos. Segundo elas, protestar contra a exploração animal é uma chatice comparável a uma onda de spam.

Não é necessário pregar o veg(etari)anismo como um religioso fundamentalista prega suas crenças como verdades absolutas – atitude que é injustamente generalizada pelo senso comum de muitos onívoros e enfaticamente condenada pelos veganos mais sensatos. Basta apenas que defendamos os animais, condenando em público as crueldades de quem, por exemplo, tortura e mata animais para comê-los. Só por isso somos chatos de galocha.

Em um vídeo brasileiro em que uma atriz, com uma naturalidade sádica, contava como torturou animais até a morte para comê-los em sua experiência como escoteira, um onívoro, diante de dezenas de protestos e repúdios contra a atitude da atriz, do entrevistador e do público que, de forma também sádica, gargalhava e aplaudia o depoimento, comentou: “hahahhaha esses vegans? são tão ou mais chatos que os crentes!”

A esse comentário, eu faço questão de responder: sim, somos chatos.

Somos tão chatos quanto os militantes negros antirracismo dos Estados Unidos das décadas de 1950 e 60. Aqueles indivíduos eram tão chatos que não deixavam os brancos de sua época humilharem os compatriotas afrodescendentes em paz! Que coisa insuportável deve ser uma pessoa ter questionado seu direito de agredir e segregar o próximo, não poder esculachar um indivíduo na rua por ser de cor diferente sem que venham sujeitos indignados lhe cobrando ética, respeito e vergonha na cara. Que chatos!

Somos tão chatos quanto Mahatma Gandhi e seus seguidores. Os ingleses não podiam mais impor sua dominação na Índia, arrogar soberania sobre um mosaico cultural milenar, torturar e matar nativos insubordinados, com sossego. Devia ser muita chatice os militares britânicos serem impedidos de continuar mantendo seu monopólio econômico, seu domínio firmado na base da violência neocolonialista, por causa daqueles pacifistas tolos que não tinham o que fazer e ficavam com suas pregações inúteis de resistência pacífica e desobediência civil. Não-violência? Pacifismo? Independência? Soberania? Que bando de insuportáveis! Pareciam os crentes pregadores de hoje de tão inconvenientes!

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“Por que não vão defender as crianças com fome?”

Postado em 16/06/2010 à/s 8:00

O texto abaixo foi escrito em 13/04/2005, por Francisco José Papi, e circula pela internet desde então. O primeiro parágrafo dá a impressão de que foi escrito no Orkut ou num fórum em sua época, em resposta a um post imediatamente anterior.

Por que não vão defender as crianças com fome?

Questão interessante. Vamos ver se essa eu consigo responder de modo tão didático quanto a anterior.

Primeiro: com esse fraseado você admite que existem dois tipos de pessoas no mundo, as Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.

Além disso, admite também que você faz parte das Pessoas Que Não Ajudam; afinal, do contrário, você diria algo do tipo "Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?", ou "Venham defender comigo as crianças com fome!", ou "Não, obrigada, vou defender as crianças com fome".

Então você se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

Ora, é curioso que você, Pessoa Que Não Ajuda, não faça nenhum esforço para ajudar, mas sim para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam para onde você quer que elas vão.

É bastante interessante; se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas você se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.

Você é uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das pessoas Que Ajudam.

O nome disso é "prepotência".

Segundo: Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as "crianças com fome".

Nem tampouco os "velhos", os "doentes" ou os "despossuídos".

E sabe por que? Porque "crianças com fome" ou "velhos" ou qualquer outro destes é abstrato demais.

Não têm face, não são ninguém; são figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama naquele momento.

Elas não ajudam "os velhos"; elas ajudam "os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês".

Elas não ajudam "as crianças com fome"; elas ajudam "as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado".

Elas não ajudam "os doentes"; elas ajudam o "Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes".

Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as "crianças com fome" baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar.

Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.

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Não sabe bem ainda o que é veganismo? Veja este vídeo

Postado em 03/06/2010 à/s 19:09

Vídeo encontrado no YouTube que fala sobre veganismo. Desejo a você boa reflexão.

Obs.: é um vídeo explicativo, não tem cenas fortes.

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Uma “homenagem” aos “alfacistas”: Predadores e vampiros de vegetarianos

Postado em 25/05/2010 à/s 22:36

Mais um texto de Bruno Müller que admirei muito, dessa vez expondo tudo o que precisamos saber sobre @s chamad@s "alfacistas" (nome que tem a variante "alfascistas", numa alusão ao fascismo), pessoas que afirmam "defender" as alfaces e fazem provocativas apologias ao livre consumo de carnes -- das quais elæs enfatizam o consumo das vermelhas.

Reitero aqui que sou fã dos textos dele, que podem ser lidos em sua coluna da ANDA e no blog Seres Livres.

Predadores e vampiros de vegetarianos
por Bruno Müller

Vez por outra recebo por intermédio de algum amigo vegano um link de mais um daqueles inúmeros textos que circulam na internet de carnívoros exercitando sua fina inteligência a ironizar vegetarianos e enaltecer o gene humano caçador. Não gosto de repassá-los para não alimentar a psicose alheia. Nem é preciso, pois quem já viu um, já viu todos. É sempre a mesma ladainha que sempre passa, invariavelmente, pela “vida secreta das plantas”. São os populares “alfascistas”. São, muito coerentemente, predadores e vampiros que se alimentam da atenção, raiva e bílis de vegetarianos desavisados.

Parece roteiro de filme B (ou C? ou Z?). A mesma fórmula batida com o mesmo enredo. Alguém descobriu que o tema “ode à carne” desperta a ira dos vegetarianos e, desde então, “jornalistas” sensacionalistas ou blogueiros carentes têm usado do artifício para suprir suas necessidades afetivas com um pouco de atenção negativa. E o filão não para de crescer, alimentado pela boa audiência de defensores de animais indignados. Os vegetarianos mordem a isca (pode ser especista, mas me parece uma analogia muito adequada!), e a trama segue o roteiro preestabelecido: uns xingam, outros amaldiçoam e alguns poucos até tentam falar sério – numa situação em que a seriedade só entra no enredo como “escada” para mais alguns exercícios de sarcasmo e humor “refinados”. Alguns carnívoros também se manifestam. Geralmente eles estão voltando de, ou partindo para, um churrasco. Sendo o Brasil o terceiro país do mundo em consumo de carne, não tenho motivos para duvidar da veracidade de suas alegações.

Toda trama bem-sucedida tem sua sequência, claro. O “escritor”, inebriado pela fama, começa amaldiçoando a educação no país – seus leitores formam uma massa de analfabetos funcionais incapazes de captar seu humor “inteligente”. Se a maioria discorda de você, está óbvio que é porque não sabe ler nem interpretar. Polemistas em geral sempre respondem aos seus críticos com uma condescendente acusação de estupidez e semianalfabetismo que, claro, lhes exime completamente da necessidade de responder às tais críticas com argumentos plausíveis. E se os fatos desmentem o polemista – pior para os fatos. Ele simplesmente os ignora. E eu, com minha limitada inteligência de vegano subnutrido, não consigo entender como pessoas tão inteligentes repetem sempre os mesmos axiomas que não requerem provas ou argumentos – até porque são autoevidentes, só veganos estúpidos não percebem.

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Frase da semana (23-29/05)

Postado em 23/05/2010 à/s 19:31

"Os direitos animais devem ser tão legítimos quanto os direitos humanos e se estender a todos os animais, não somente aos cetáceos.  A vida e a liberdade são direitos intrínsecos a todos os animais. A inteligência não deve servir de ponto de partida para legitimar direitos ou não. Não nos esqueçamos de que muitos seres humanos não se enquadram em níveis de racionalidade plena (exemplo: recém-nascidos, crianças, comatosos, portadores de certos tipos de enfermidade e problemas de ordem neurológica ou cognitiva), e nem por isso são desrespeitados em seu direito à vida. O mesmo peso e a mesma medida ética devem ser aplicados aos animais. Defender os animais pelo seu valor intrínseco é mais digno, é reconhecer que a ética plena não possui fronteiras e que a verdadeira justiça não discrimina seus beneficiários." Nota da redação da ANDA sobre notícia em que especialistas em filosofia, direito, ética e meio ambiente pediram que cetáceos (golfinhos, baleias e outros) sejam reconhecidos como merecedores dos direitos à vida e à liberdade

Leia a notícia, a nota da redação e reflita. Não preciso falar nada mais no momento, só peço que você mesm@ leia tudo.

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MTV Debate sobre rodeios

Postado em 15/05/2010 à/s 22:03

Está na internet a íntegra do MTV Debate de semana passada, no qual o assunto era rodeios.

Os participantes do lado do bem, pelos animais, foram Leandro Ferro, fundador do Ativismo.com e do OdeioRodeio.com; o advogado animalista Carlos Cipro; e o vereador João Farias, que conseguiu proibir (parcialmente) rodeios em Araraquara este ano.

Pelo lado pró-rodeio, participaram Tião Procópio, juiz de rodeios; Adriano Morais, peão de rodeios famoso; e o professor da UNESP Orivaldo Tenório.

Abaixo os links do programa, que foi gravado dividido em cinco partes:

Parte 1/5 www.youtube.com/watch?v=COJ6oejmIQs
Parte 2/5 www.youtube.com/watch?v=fUXi6DVRMTk
Parte 3/5 www.youtube.com/watch?v=W7SuzRdkKVg
Parte 4/5 www.youtube.com/watch?v=qoVoFH8YNkU
Parte 5/5 www.youtube.com/watch?v=FLN9fZrFBLs

Em vez de eu mesmo dar um parecer como foi, prefiro que você mesm@ veja e tire suas próprias conclusões.

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