Arauto da Consciência

Animais racionais (Parte 13)

Postado em 22/06/2010 à/s 2:33

Baleias, mais próximas dos seres humanos do que se acreditava

A baleia compartilha algumas faculdades relacionadas até hoje apenas aos seres humanos, segundo estudo divulgado justamente quando cota de caça desses cetáceos começa a ser avaliada, a partir desta segunda-feira, durante uma reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI) em Agadir, Marrocos.

Segundo biólogos, os cetáceos marinhos, categoria que também inclui golfinhos e botos, têm consciência, sofrem e possuem uma cultura social, aliada a uma capacidade mental.

Sendo assim, como se pode aceitar que elas sejam caçadas com arpões? Esta é a pergunta central dos trabalhos da CBI, que estará reunida até a sexta-feira para discutir a legalização da prática, por dez anos, na Noruega, Islândia e Japão, apesar da moratória em vigor desde 1986.

"Pelas nossas observações, sabemos que muitas baleias grandes apresentam o comportamento mais complexo do reino animal", assegura Lori Marino, neurobiologista da Universidade de Emory de Atlanta (Estados Unidos).

Lori explica que há dez anos, quando trabalhava com golfinhos (genus Tursiops), demonstrou que pela maneira como se olhavam através de um espelho para identificar uma marca colocada em seu corpo, tinham consciência da sua própria identidade, da mesma maneiroa que um chimpanzé e uma criança humana.

Segundo Georges Chapouthier, neurobiologistas e diretor do Centro Emoção da Universidade Pierre e Marie Curie de Paris, a consciência de si mesmo significa que os golfinhos e baleias, como alguns primatas, experimentam não apenas dor, mas sofrimento.

"O sofrimento pressupõe certo nível de funções cognitivas", explicou Chapouthier à AFP.

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Para Folha, falta de animais para torturar é um dos problemas da medicina fitoterápica brasileira

Postado em 07/06/2010 à/s 20:53

Na notícia abaixo (mostro apenas o trecho inicial), a Folha.com (antiga Folha Online) mostra uma real decepção para a medicina brasileira: não se vem conseguindo alçar o Brasil no hall dos países que aproveitam sua riqueza florística pelo bem da saúde da população:

País deixa de gerar US$ 5 bi por ano com fitoterápicos

O Brasil deixa de gerar cerca de US$ 5 bilhões ao ano por não conseguir transformar sua flora em remédios.

Essa é a diferença entre o valor movimentado pelo tímido mercado brasileiro de fitoterápicos e por mercados como o francês, o japonês e o alemão - países com uma biodiversidade muito menor que a brasileira, mas que tiveram sucesso na transformação de moléculas de plantas em medicamentos.

Até hoje, só um fitoterápico baseado na flora brasileira foi desenvolvido em território nacional. Trata-se do anti-inflamatório Acheflan, concorrente do Cataflam.

A notícia ia muito bem, denunciando como o Brasil vem sendo uma decepção em medicina fitoterápica, até que chegou no 11º parágrafo:

Há problemas anteriores à falta de interesse dos investidores, porém. O país sofre com a falta de biotérios que possam oferecer camundongos de qualidade para testes de medicamentos.

Fala-se disso na mais fria indiferença. Para a Folha, camundongos são apenas instrumentos de trabalho científico, apenas coisas, pequenas máquinas de teste. Não são seres sencientes, mas apenas instrumentos cuja dor -- que @s Frankensteins vivisseccionistas sabem que existe -- nada mais é que uma variável abstrata que nada tem a ver com violência e sofrimento. Tal como instrumentos inanimados quaisquer, têm "qualidade" e podem ser "oferecidos".

Traduzindo para a linguagem dos direitos animais: a medicina brasileira sofre com a falta de campos de concentração que possam oferecer animais prisioneiros em condição perfeita para serem envenenados e torturados em testes de medicamentos.

É nessas horas que vemos como faz tanta falta para os animais não-humanos a voz, a capacidade de verbalização, e como é triste que bichos como camundongos não tenham capacidade qualquer de defesa contra esse tipo de atitude especista e violenta. E, por especista e violenta, me refito tanto à vivissecção em si como à vergonhosa verbalização da Folha.com, que do jeito que trata os camundongos, seres coisificados e tornados inanimados, estes ficam parecendo coisas sem sentimentos, sem capacidade de sofrer, autômatos fabricados.

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Frase da semana (23-29/05)

Postado em 23/05/2010 à/s 19:31

"Os direitos animais devem ser tão legítimos quanto os direitos humanos e se estender a todos os animais, não somente aos cetáceos.  A vida e a liberdade são direitos intrínsecos a todos os animais. A inteligência não deve servir de ponto de partida para legitimar direitos ou não. Não nos esqueçamos de que muitos seres humanos não se enquadram em níveis de racionalidade plena (exemplo: recém-nascidos, crianças, comatosos, portadores de certos tipos de enfermidade e problemas de ordem neurológica ou cognitiva), e nem por isso são desrespeitados em seu direito à vida. O mesmo peso e a mesma medida ética devem ser aplicados aos animais. Defender os animais pelo seu valor intrínseco é mais digno, é reconhecer que a ética plena não possui fronteiras e que a verdadeira justiça não discrimina seus beneficiários." Nota da redação da ANDA sobre notícia em que especialistas em filosofia, direito, ética e meio ambiente pediram que cetáceos (golfinhos, baleias e outros) sejam reconhecidos como merecedores dos direitos à vida e à liberdade

Leia a notícia, a nota da redação e reflita. Não preciso falar nada mais no momento, só peço que você mesm@ leia tudo.

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Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 39)

Postado em 09/05/2010 à/s 23:44

Cientistas estudam face dos ratos para ver quando sentem dor

Cientistas da Universidade de Montreal (Canadá) criaram uma escala para classificar a expressão facial dos ratos que permitirá discernir quando sentem dor, segundo publica hoje a revista "Nature Methods". Este sistema permitirá calcular de forma mais precisa a dor que esses roedores experimentam quando são submetidos a experimentos no laboratório.

Os humanos expressam sua dor com expressões faciais, gestos que foram codificados para identificar a intensidade do dor em indivíduos que não são capazes de se comunicar, como as crianças. A possibilidade de fazer uma escala similar para determinar a intensidade do dor nos ratos era até agora uma incógnita já que as pesquisas a respeito tinham se centrado em modelos que mediam a resposta dos roedores perante estímulos de calor ou pressão, aspectos secundários no contexto de dor crônica.

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram centenas de imagens de ratos antes e enquanto os submetiam a estímulos de dor de intensidade moderada. Desta maneira, estabeleceram cinco traços de rigidez facial, inchaço de nariz e bochechas, movimentos das orelhas e bigodes que mudam segundo a gravidade dos estímulos e que permitem criar uma escala de gestos relacionando-os com a intensidade da dor.

Um dos objetivos que se pretende alcançar com este estudo é detectar nos pós-operatórios com uma simples inspeção visual se a dose de analgésicos administrada aos ratos é insuficiente.

Esta perversão frankensteiniana se difere de todas as demais que postei aqui desde o Consciência Efervescente, porque dessa vez os torturadores sabem perfeitamente que suas vítimas sentem dor.

E o pior de tudo é que a pesquisa sádica em questão não serve para se estabelecer um consenso ético de que animais, como seres sencientes, não devem mais ser explorados em laboratórios, mas apenas para lhes injetar analgésicos depois de sessões de tortura.

Apenas a espécie separa as vítimas da vivissecção de hoje e as vítimas das experiências nazistas. Fora esse detalhe, em tudo esses modos assassinos de fazer ciência são semelhantes.

E já não podemos acusar os Frankensteins de ignorância em relação à capacidade dos animais de sentir dor e ter sentimentos. Eles são sim insensíveis por completo e, em última análise, sádicos, pois levam suas experiências até o fim, por mais que os bichinhos sofram.

ALF, socorro!!!!!

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Animais racionais (Parte 12)

Postado em 26/04/2010 à/s 23:18

Estudo indica que chimpanzés têm consciência da morte

Os chimpanzés parecem muito conscientes da morte, de acordo com um estudo baseado em observações publicado nesta segunda-feira (26) na revista americana Current Biology.

“Durante um longo tempo, a consciência da morte foi considerada um fenômeno psicológico somente atribuído aos humanos”, explicou James Anderson, da Universidade de Sitling do Reino Unido, principal autor de um dos estudos.

Mas “as observações que temos feito em chimpanzés relacionando a perda de seu par e nos últimos momentos de vida indicam que têm muita consciência da morte e, provavelmente, de maneira muito mais desenvolvida do que se suspeitava”, acrescentou.

O estudo descreve as últimas horas e a morte de uma chimpanzé fêmea de idade avançada, que vivia em um pequeno grupo de primatas numa reserva na Escócia. Todos esses momentos foram filmados.

Nos dias que precederam a morte da fêmea, o grupo esteve muito silencioso e com a atenção concentrada nela, afirmou Anderson. Muito pouco tempo antes de morrer, seus companheiros fizeram muito carinho e a enfeitaram.

Esses gestos nos últimos instantes buscavam determinar se ela ainda estava com vida. Quando chegou a morte, o grupo se afastou do corpo, mas, pouco depois, a que seria sua filha mais velha voltou para permanecer próxima à fêmea morta durante toda a noite, afirmam os pesquisadores.

Em um segundo estudo, os autores observaram duas mães de chimpanzés que vivem livres, que continuaram carregando o corpo mumificado de seus filhotes durante semanas, após a morte deles em consequência de uma infecção respiratória.

Mais um gol dos animais contra o especismo daqueles indivíduos que pensam que o ser humano tem exclusividade sobre sentimentos e emoções e os bichos nada mais são que seres semiconscientes que existem para servir ao ser humano.

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Animais racionais (Parte 11)

Postado em 12/04/2010 à/s 0:50

A imagem diz tudo. Dois cães, provavelmente abandonados, em uma ação que interpretamos como um ato de solidariedade animal durante a enchente que vem castigando o Rio de Janeiro. Esses cachorrinhos são certamente mais racionais que aqueles/as que os abandonaram. Animais racionais n+1 X 0 Antropocêntricos de Descartes. Fonte da imagem: blog de Júlia Kacowicz (diariodepernambuco.com.br)

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Animais racionais (Parte 10)

Postado em 23/01/2010 à/s 23:51

A parte 9 da sequência Animais racionais está no Consciência Efervescente: http://conscienciaefervescente.blogspot.com/2009/11/animais-racionais-parte-9-um-reves-para.html

Essa foi uma feliz reportagem da Globo, sem manipulações, mas que comete o vicioso ato de considerar animais propriedade.

Peixes adestrados recebem cafuné no Espírito Santo (vídeo disponível aqui)

Peixes que gostam de carinho e atendem quando são chamados. Parece mentira, mas é o que acontece no Espírito Santo. A reportagem é de André Junqueira.

Na correria da cidade parece que não sobra tempo para conversa. A cidade não pode parar, tem que seguir. Quem quer saber de história? Ainda mais quando a história parece ser de pescador. Imagina! Vai dizer que nunca ouviu falar de peixe adestrado?

”É mentira”, avisa uma mulher.

"Eles inventam muita coisa sem lógica, muita lenda", afirma a escrevente Sheila Brasil.

"Peixe adestrado? Já ouvi falar de cachorro e gato, mas agora é a primeira vez em que ouço falar de peixe adestrado", diz o técnico em cabeamento Whender Silva.

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