Os novos movimentos da Terra-média
Escrito em outubro de 2009
Aqui na Terra-média
Estamos na Quarta Era
Já fazem séculos que Sauron deu no pé
Já faz um tempo que não ouço mais falar de grandes guerras
Entre homens ocidentais e orcs mais homens do sul e do leste.
Estamos vivenciando uma novidade:
Movimentos sociais, políticos e ambientais na Terra-média!
A luta por direitos e por igualdade
Tomou o lugar da luta contra o mal que vinha de Mordor
Apareceram nas últimas décadas uns movimentos interessantes
Deles, dez são mais conhecidos na terra.
Abaixo vou dizer um por um.
Assine, pelos animais do Recife
O abaixo-assinado que anuncio aqui visa demonstrar o apoio da população recifense (e a solidariedade de pessoas de outras cidades) aos dois projetos de lei a favor dos animais propostos pelo vereador Daniel Coelho (do Partido Verde).
O primeiro é o PL número 31 (não sei de que ano), que institui o Programa para Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal, o qual pretende diminuir gradualmente a exploração de cavalos, mulas e jumentos como tração de carroças, além de dar melhores condições de trabalho para catadores que hoje, sem outra opção, exploram esses animais. Como qualquer pessoa minimamente instruída sabe, animais explorados como tração de carroças são submetidos a chibatadas frequentes, obrigados a puxar a carroça de sol a sol, mesmo que a carga desta supere sua força, e até são ocasionalmente agredidos por maus tutores. Esses animais estão sujeitos a desmaiar ou mesmo falecer por estafa, fraqueza, exposição excessiva ao calor ou doenças variadas.
O segundo PL, de número 66 (novamente não sei o ano), dispõe sobre o controle reprodutivo de animais "de rua" (lembre-se: cães e gatos habitam as ruas porque foram abandonados por maus/más tutoræs) e veda a matança indiscriminada dos mesmos. Ao que entendi (embora isso não conste na página do abaixo-assinado), animais sadios não poderão mais ser assassinados, e apenas bichos doentes portadores de enfermidades graves e infectocontagiosas poderão ser eutanasiados dentro de 90 dias. Provavelmente será implantada uma política de castração e vacinação e será combatida a violência dos maus tratos que hoje são praxe no Centro de Vigilância Ambiental do Recife.
Pela solidariedade, pelo bem dos animais do Recife, assine a petição abaixo:
Obs.: este abaixo-assinado não tem fins de apoio eleitoral ao vereador Daniel Coelho ou ao PV.
É festa de rodeio! (Parte 3)
Essa foi notícia que deu o que falar durante aqueles dias do Inferno de Barretos de 2009.
Boi é visto como máquina nos rodeios e "aditivos" aos animais causam polêmica
As carretas chegam e desembarcam as "máquinas". Socos e choques ajudam a manobrá-las para os boxes... quer dizer: os currais do lado de fora da arena. Isso acontece quatro horas antes de eles começarem a apresentação de oito segundos de salto e rodopios tentando ejetar seu piloto.
Antes da performance, é amarrado um sedém em sua virilha. E é essa tira de lã de cordeiro que gera a maior polêmica do rodeio. Os organizadores falam que o utensílio dá apenas cócegas no bovino para que ele salte em círculos. Para os defensores dos animais, o sedém machuca e é o "aditivo" para tantos saltos na arena. Como boi não dá depoimento, a indústria do peão de boiadeiro segue movimentando milhões (o cálculo oficial fica em R$ 200 milhões).
Um dos que mais faturam nesse nicho são os tropeiros, denominação para os donos das manadas. Paulo Emílio é um deles. Tem 200 touros e quatro carretas para transportá-los. Em sua fazenda, os bovinos contam com exercícios de hidroginástica em um açude que devem atravessar para perder barriga, além de uma pista de areia para fortalecerem as patas.
É festa de rodeio! (Parte 2)
Mais um vídeo de bestas bárbaras agredindo animais num rodeio do interior de São Paulo.
É festa de rodeio!
O vídeo já diz por si só a maioria do que eu poderia dizer.
Faço objeções, que no entanto não minimizam a crueldade em que o rodeio consiste: choques elétricos são proibidos por lei e o sedém espreme o ventre, não mais a genitália, do touro -- o que não deixa de ser uma tortura, imagine você tendo o abdômen fortemente apertado por uma corda.
Analisando e refutando as leis nacionais dos rodeios
Artigo escrito em outubro de 2007
Muitos peões, organizadores de rodeio e mesmo amantes dos rodeios, perante os protestos das associações de defesa animal, costumam argumentar que as leis nacionais dos rodeios existem para legalizar a atividade, distanciando-a da possibilidade de ser considerada crime, minimizar o sofrimento infligido aos animais e coibir maus tratos nessas atividades. Essas leis são a 10.220/01, que regulamenta a atividade de peão de rodeio, e a 10.519/02, que trata de cuidados sanitários e outras providências para os rodeios.
Eles não esperavam, no entanto, que aparecesse alguém para refutar essa lei e seus fundamentos utilizando de análise minuciosa dos artigos, parágrafos e incisos. Como não encontrei nenhum site de proteção animal analisando essas leis, este artigo conseguiu ser uma investida pioneira contra as argumentações dos amantes de rodeios e dos seus profissionais.
Abaixo estão as duas leis federais dos rodeios dissecadas e a análise refutatória das mesmas. Elas estão dispostas na ordem original, sem nenhuma alteração na ordenação dos artigos, parágrafos e incisos. Nenhum artigo, parágrafo ou inciso foi omitido. Cada trecho das leis está entre aspas e suas refutações estão logo abaixo dele.
“Crueldade contra animais nas seções de curiosidades” no Observatório da Imprensa
O artigo Crueldade contra animais nas seções de curiosidades: jornalismo antiético está no Observatório da Imprensa:
Jornalismo antiético - Crueldade contra animais nas seções de curiosidades
Entre, leia e comente (se desejar, lá e aqui)! E ajude a pressionar a mídia online para que pare de tratar o sofrimento e exploração de animais como algo "bizarro" ou "curioso".
Eles próprios assumem: o rodeio incomoda os animais!
Mesmo com seus eufemismos, alguns sites que dedicam um espaço a esse show de violência, exploração e atrocidade chamado rodeio reconhecem que o a atividade realmente incomoda os animais explorados.
Primeiro, o UOL Notícias, que reservou uma infeliz seção especial ao rodeio no ano passado e fala explicitamente sobre incomodar:
Detalhes importantes da vaquejada
Esses são detalhes que o próprio site Vaquejadas.com divulga. São comprovações de que a atividade envolve agressões que vão além do ato de perseguir e derrubar um boi.
Dois dos acessórios são:
Resenha do filme Fast Food Nation
Chocante e escancarador. Um copo de ácido jogado no hambúrguer. Assim é o filme Fast Food Nation (2006), que, sob o disfarce da ficção, disseca a indústria do fast-food e exibe toda a podridão nela existente: carne contaminada com fezes, relações humanas deterioradas do matadouro até a lanchonete, anti-higiene na montagem do hambúrguer, acidentes de trabalho mais que terríveis... e, acima de tudo, o banho de sangue e sofrimento que é o abate dos bois cuja carne será comida por quem nem sonha com a verdadeira história do seu aparentemente inocente sanduíche.
O nome “Mickey’s”, da empresa central da trama – ao lado da IMP, que abate animais e processa e empacota as carnes –, você pode substituir livremente pelo de qualquer corporação cujos lanches você talvez coma. Na falta de evidências em contrário vindas de cada empresa, a realidade é genericamente identificável com qualquer fast-food, ou pelo menos é assustadoramente provável que a grande empresa cujos hambúrgueres você come tenha uma realidade interna semelhante à retratada no filme.
Paralelamente, é retratado um pouco da vida atordoante de mexicanos que emigram ilegalmente para os Estados Unidos, como é andar quilômetros num deserto, ser carregado num furgão, viver sob as ordens e até ameaças dos “coiotes”. Aliás, o que o filme mostra serve para qualquer pessoa do mundo inteiro que esteja iniciando uma emigração ilegal através da fronteira mexicana-estadunidense. Essa subtrama se liga ao fast-food do filme pela empregação (e exploração) de alguns desses imigrantes na IMP.
As outras duas subtramas centram-se em Don Anderson, alto-executivo da Mickey’s e criador do bem-sucedido hambúrguer “Big One” (“Grandão” na dublagem brasileira), investigando os processos do matadouro-frigorífico da IMP, ciente de que há traços significativos de fezes misturados na carne; e em Amber, adolescente que trabalha em uma lanchonete da Mickey’s.
Crueldade contra animais nas seções de curiosidades: jornalismo antiético

Diversos sites insistem em postar notícias gozando do sofrimento animal dentro de suas seções de bizarro. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo.
Muitos portais noticiários online possuem uma seção voltada a notícias inusitadas, consideradas bizarras. Recordes e situações esquisitas são os principais temas desses setores. Nada mal até aí. Acontece que alguns desses sites extrapolam o bom senso e inserem notícias nada engraçadas ou inusitadas: animais em situação angustiante, entretenimentos centrados na exploração animal, episódios de caça ou pesca na maioria dos quais há assassinato de animais, comercialização de bichos “esquisitinhos”. O bizarro perde o sentido de inusitado, curioso e engraçado e toma ares de mau gosto, falta de compaixão e, em última análise, sadismo e estupidez.
É infelizmente comum encontrar esse tipo de notícia pela internet sendo tratado como tão curioso quanto notícias inofensivas. Rinhas de animais em outros países, animais caçados, gatos entalados durante dias em canos ou bueiros, cães perdidos, elefantes “treinados”, entre tantas outras notas recheadas de crueldade, dividem o espaço das seções de notícias bizarras como recordes, corpos esquisitos, prisões de bandidos atrapalhados etc.
Notícias que envolvem animais em apuros geralmente têm seus equivalentes humanos postados em seções policiais, cotidianas, nacionais ou internacionais ou simplesmente não publicados. Não esperemos para ver, ao lado de uma notícia de um cão entalado num cano PVC, uma sobre uma criança presa num tubo largo para esgoto, porque esta última, ao contrário da primeira, nunca será postada em seções de bizarro.
Reflexão sobre o duplipensar moral onívoro
Artigo escrito em dezembro de 2009
Israel, século 8 A.E.C.; Roma, século 1 A.E.C.; Arábia, século 6; Brasil, século 17. Escravos... Sendo de etnia ou nacionalidade dominada, eram tratados como propriedades. Sua existência era praticamente atrelada a seus senhores ou “donos”. Eram obrigados a lhes prover mão-de-obra, recebendo durante a vida apenas alimentação e algumas roupas em troca.
Como eram propriedades, seus senhores se viam livres para lhes causar violências diversas, que variavam de acordo com o país e época: marcação a ferro quente, gritos de ordem, espancamentos no caso de demonstração de rebeldia. A liberdade era palavra proibida. Não viviam mais como fins em si mesmos, por suas necessidades, anseios, prazeres e interesses próprios, mas estritamente para os interesses do senhor que os tinha como propriedade. Eram seres dotados de sentimentos, desejos, anseios e capacidade de sofrer, mas seus “donos” não se importavam com isso.
Qualquer lugar do mundo, século 21. Animais rurais... Sendo de espécie dominada, são tratados como propriedades. Sua existência é. na prática, atrelada a seus senhores ou “donos”. São obrigados a lhes fornecer matéria-prima, recebendo durante a vida apenas alimentação em troca.
Como são propriedades, seus senhores se veem livres para lhes causar violências diversas: marcação a ferro quente, fustigações como ordens, espancamentos no caso de demonstração de rebeldia. A liberdade é palavra proibida, um absurdo aos olhos da espécie dominante. Não vivem como fins em si mesmos, por suas necessidades, anseios, prazeres e interesses próprios, mas estritamente para os interesses do senhor que os tem como propriedade. São seres dotados de sentimentos, desejos, anseios e capacidade de sofrer, mas seus “donos” não se importam com isso.
A falta de oposição à vaquejada no Nordeste
Artigo escrito em julho de 2009
Algo notável na região Nordeste é a falta de oposição significante às vaquejadas por parte de forças defensoras dos animais. Ao contrário dos rodeios do Sul-Sudeste, que estão enfrentando cada vez mais protestos e atos judiciais adversos e vêm tendo sua crueldade crescentemente escancarada em vídeos de denúncia na internet, o pseudoesporte nordestino não vem recebendo atualmente contra si nenhuma dessas investidas.
Hoje três grandes motivos, que merecem ser explicados melhor, desencorajam ou inviabilizam qualquer investida minimamente importante contra tal atividade: a fraqueza da militância defensora animal no Nordeste, a carência ou inexistência de campanhas de conscientização contra crueldade contra animais na região e o temor que o apadrinhamento político e econômico desses eventos desperta em quem pensa em iniciar uma luta regional pelo bem dos bois e cavalos usados nessas ocasiões. Juntas, essas causas intimidam quem queria atuar pelo fim da vaquejada e pela prevalência do respeito aos bichos.
O primeiro motivo pode ser facilmente constatado pelo fato de que atualmente não há na região nenhuma ONG ativista nacionalmente conhecida de defesa animal e veg(etari)anismo. Entidades de proteção animal aqui existem, mas possuem apenas atuação local ou no máximo restrito à vizinhança intermunicipal.
Com essa ausência, não é de surpreender que no momento não haja nenhum movimento disseminado de denúncia da crueldade das vaquejadas. Mesmo campanhas regionais de conscientização da população em prol do tratamento ético e respeitoso de bichos escasseiam na região, para não dizer que estão em ausência – pelo menos em Pernambuco não há quase nada direcionado nesse sentido. Procure-se vídeos sobre a maldade dos rodeios e será encontrada uma quantidade razoável. Decida-se vasculhar a internet por vídeos direcionados a denunciar a vaquejada como atividade cruel e exploradora e nada ou quase nada será encontrado!
Amy, a Louca, apronta mais uma vez
Amy Winehouse é conhecida por promover o showbusiness da estupidez. Não satisfeita em fazer fama com suas músicas, investiu-se em destruir sua própria "alma", acreditando (infelizmente com razão) que muit@s de seus/suas fãs seriam idiotas o suficiente para admirá-la ainda mais por ser, hum... "polêmica". Drogas pesadas, atos de violência e vandalismo, internamentos, comportamentos ridículos... É um exemplo negativo de popstar, uma amostra de como alguém pode terminar à beira da insanidade por não saber lidar com a fama. Eu até lhe reservei umas boas críticas, exibindo-a como exemplo de celebridade a ser boicotada e repudiada, no extenso artigo Os 15 mandamentos do consumidor ético e consciente.
Pois ontem ou hoje ela deu mais uma amostra de que luta para morrer ostentando o título de cantora mais imbecil da história da música pop:
Amy Winehouse embarca para a Jamaica e doa seus gatos para abrigo
Amy Winehouse embarcou para Jamaica, onde deve trabalhar em seu terceiro álbum, mas antes de partir a cantora decidiu se desfazer de seus onze gatinhos de estimação.
De acordo com o jornal The Sun, Amy deu dois dos bichanos para a afilhada, Dionne Bromfield, e pediu que um abrigo de animais fosse buscar os outros bichos. [Como se abrigos de animais domésticos já não tivessem problemas o bastante com superlotação e dificuldades de arcar com as enormes despesas.]
Eu acho que, para ela, só falta mesmo matar um bicho ou uma pessoa para o seu showbusiness da estupidez atingir o auge e ela se sentir glorificada.
Está mais que certa a nota da redação que a ANDA reservou a essa nota:
Nota da Redação: Os gatos não deveriam ser assim tão estimados pela cantora. Pois, assim como um filho não se descarta nem se doa para um vizinho, o mesmo se sucede com os animais criados e cuidados por nós: cria-se um elo, e não é uma viagem que vai impedir que continuem conosco. Essa e outras histórias são puro pretexto para justificarem o abandono. Um péssimo exemplo. Quem sofre são os animais.
Por que a pesca e a aquicultura fazem mal e são dispensáveis
Artigo escrito em agosto de 2009
Muito recomendados como alimentos nutritivos e saudáveis, os frutos-do-mar estão sendo valorizados nestes anos de combate à alimentação nutricionalmente ruim. A tal fonte de saúde e boa vida apregoada por nutricionistas e culinaristas, entretanto, esconde uma realidade muito triste que, uma vez conhecida, enfraquece quem vem recorrendo ao peixe, ao crustáceo e ao molusco como fontes de “boa carne”: o sofrimento e a morte dos animais que são capturados na água e os danos ambientais infligidos, estes quase sempre enormes.
Quem busca o melhor ao comer carnes vindas da água não sabe ainda que a saúde vendida pela indústria de “pescado” tem um custo altíssimo, ou melhor, impagável, que são os bilhões de vidas eliminadas anualmente pela pesca e pela aquicultura, sempre com enorme sofrimento, e os ecossistemas aquáticos e costeiros que vêm sendo destruídos e esvaziados por essas atividades.
A verdade precisa ser revelada para que se perceba que, mesmo que façam bem à saúde, os frutos-do-mar fazem muito mal aos animais e ao meio ambiente. E são substituíveis nutricionalmente.
A morte dos peixes
No caso de pescar com varas, primeiro a mandíbula é perfurada, com o anzol mordido varando a pele do peixe, e em seguida o bicho é içado velozmente, potencializando a dor do gancho. É como uma pessoa ser furada na coxa por um arpão vindo de cima e levantada com toda força de modo que fique pendurada pela lança. Já na pesca por rede de arrasto, um cardume é surpreendido por um obstáculo e põe-se em agitação máxima, no desejo incontrolável e desesperado de resistir ou fugir da predação.
Depois de ser posto no assoalho do barco, no samburá ou em outro lugar que guarde os corpos pescados, o animal começa um sofrimento que vai durar minutos. São longos instantes, que mais parecem uma eternidade, de uma luta pela vida que irá invariavelmente fracassar. Procura-se inutilmente por água que contenha oxigênio diluído. Debate-se longe da água, tanto na tentativa de se locomover para voltar ao seu ambiente aquático como pela agonia de não poder mais respirar.
Depois de geralmente menos de dez minutos de angustiada luta contra a morte, a indesejada das gentes e dos bichos vence. Um fim bastante triste, uma morte cujo sofrimento é comparável ao causado nos mais cruéis matadouros.
Faça isso com Júlia! (Parte 2)
Testes com porcos salvaram vidas no Iraque e Afeganistão
O Exército britânico realizou nos últimos cinco anos mais de 100 testes de explosivos com porcos, que permitiram salvar vidas no Afeganistão e Iraque, revelo o secretário de Estado da Grã-Bretanha para a Defesa, Quentin Davies.
Os testes foram executados em um laboratório militar de pesquisas entre 2005 e 2009. As autoridades britânicas alegam que os experimentos contribuíram para melhorar o tratamento dos ferimentos provocados sobretudo pelas bombas de fabricação caseira.
"Os estudos permitiram um avanço importante em técnicas pós-traumáticas, como a perda de sangue provocada por um ferimento importante, e salvaram muitas vidas nos cenários de operações no Iraque e Afeganistão", declarou Davies.
As bombas de fabricação caseira são a principal ameaça diária para as tropas britânicas e internacionais no Afeganistão.
Um total de 256 militares britânicos morreram no Afeganistão desde a intervenção dos aliados em 2001, mais que na guerra das Malvinas contra a Argentina em 1982.
Mais uma notícia tendenciosa e antropocêntrica que exalta a suposta importância de testes muito cruéis. Vidas humanas foram salvas, mas e as vidas animais não-humanas? Perdidas mediante tortura!
Para quem faz esses testes ou os apoia, os fins justificam os meios. Ao meu ver, seriam capazes de explodir a Terra com toda a vida não-humana junto se fosse para salvar a humanidade.
Já para quem lê, é certa -- exceto quando a pessoa já tem um senso crítico em relação a direitos animais,-- a indução a aceitar que a crueldade e a tortura de animais são justificáveis quando se aplicam para salvar seres humanos.
Nem grito ALF, socorro!!! porque, se a ALF se investisse em libertar esses porcos, seria perseguida até o fim do mundo tanto quanto a Al-Qaeda, porque mexeram com um corpo militar.
Leia mais:
Faça isso com Júlia!
Se sua empresa patrocina rodeios e vaquejadas, vai gostar dessa!
Artigo escrito em junho de 2008
Quando se fala no lucro de rodeios e vaquejadas, torna-se magnânima a participação das empresas patrocinadoras. Sem elas, não há evento lucrativo desse porte. Elas se vêem e se portam como “defensoras heróicas da cultura e da tradição” e dizem zelar pela manutenção de eventos “culturais” que demonstrem a “força” e a “bravura” do povo do interior personificado em peões e vaqueiros.
Muito bem, suponho que os defensores dessas coisas me venceram! E agora admito que rodeio e vaquejada não são violências nem brutalidades e que são moralmente válidos.
Agora, para aumentar o hall de eventos da mesma categoria desses dois e o lucro dos patrocinadores, eu gostaria de fazer algumas sugestões de eventos que certamente exaltarão a força, a coragem, a bravura, o poder físico, de muitos aspirantes a heróis e ídolos dos recantos rurais e cidades brasileiros do mesmo jeito que aqueles dois... esportes fazem. Possuem a mesma inspiração de exaltar a história e a tradição muitas vezes secular dos povos que os praticam e agradarão suas parcerias comerciais:
Consumo ético não é só selo verde
Artigo escrito em fevereiro de 2009
Vem-se falando muito, cada vez mais, de “consumo ético”, “consumo responsável”. Entretanto, pode-se notar que a compra de produtos ecologicamente corretos vem sendo tratada como a quase totalidade dessa abordagem ética, como se para consumir com responsabilidade fosse necessário apenas e simplesmente começar a comprar “itens verdes”. A verdade é que a ética do consumo vai muito além, transcende enormemente essa visão limitada e engloba assuntos bem menos tratados nas discussões.
Me refiro a questões como direitos trabalhistas, direitos animais e empresas inimigas do meio ambiente. Nessa visão liberta do reducionismo “só consumo verde”, uma empresa que, por exemplo, explora e desrespeita seus empregados não passará a ser ética se começar a vender produtos ambientalmente amigáveis mas continuar maltratando seus subordinados. E uma companhia tal, por mais princípios “verdes” que adote, não passará ao lado ético se não deixar de testar seus produtos em animais.
Releva-se também, para esse entendimento ético mais abrangente, a opção do boicote. Muito além de priorizar certos produtos, o consumidor consciente evita outros que, opostamente à proambientalidade ou à neutralidade ecológica, tenham sido fabricados por empresas comprovadamente envolvidas com a destruição ambiental.
Para melhor entendimento, vale descrever essas “novas” frentes éticas, exemplificando as três citadas e indicando outras não menos relevantes.
Por que a vaquejada é uma maldade
Artigo escrito em julho de 2009
A vaquejada encanta multidões, mais ainda quando os vaqueiros obtêm vitórias com a proclamação “Valeu o boi!”. A vitória deles é a vibração de quem assiste. Para os vaqueiros e o público, é uma festa só. Mas e para os animais envolvidos nessa atividade? Eles gostam de ser freneticamente esporados ou de ser perseguidos e derrubados? É algo a se pensar sobre a moralidade de um dito esporte que, se vermos mais a fundo, consiste necessariamente em explorar e agredir animais.
Você que gosta de vaquejadas precisa entender o lado dos bois e dos cavalos também. Eles, ao contrário dos humanos que se divertem à beça, não saem nem um pouco beneficiados com a vida que têm. Se pudessem falar, você se surpreenderia com o desgosto deles por terem que viver com o fim de ser explorados e judiados em competições.
Por mais formosos que pareçam quando aparecem nas exposições de animais, eles sentem dor, bastante dor, e até medo durante as vaquejadas.
Mais uma perversão de cientistas torturadores (Parte 31)
As causas da doença de Parkinson ainda não são completamente conhecidas. Sabe-se que essa desordem degenerativa é caracterizada pela disfunção dos neurônios secretores de dopamina (mediador químico importante para a atividade normal do cérebro) e afeta regiões cerebrais responsáveis pelo controle muscular, provocando tremores, rigidez nos músculos e diminuição de mobilidade
Novos estudos têm indicado também a associação da doença com problemas no coração, como se viu no 18th WFN World Congress on Parkinson’s Disease and Related Disorders, realizado em Miami, nos Estados Unidos, em dezembro último.
De acordo com as pesquisas, sintomas cardíacos podem anteceder os sintomas motores causados pela doença de Parkinson, e pode haver uma independência entre os sintomas cardíacos e os motores da doença em pacientes humanos.
Segundo o estereologista Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de MedicinaVeterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP), que apresentou no congresso de Miami um trabalho relacionando os efeitos da doença no coração, os estudos recentes ressaltam novas formas de manifestação clínica da doença de Parkinson.
“Antes, quando se falava em Parkinson, havia uma clara referência ao indivíduo com dificuldade de tirar a carteira do bolso em um supermercado ou que não conseguia atravessar a rua. Ou seja, eram apenas sintomas motores. Hoje, já se sabe que o paciente pode também apresentar sintomas generalizados, como os cardíacos. Mas se esses sintomas antecedem os motores, sucedem ou se eles ocorrem simultaneamente, ainda é uma incógnita”, disse Coppi à Agência FAPESP .
O docente coordena a pesquisa intitulada “Caracterização comportamental, funcional e morfológica das cardioneuromiopatias tóxicas (MPTP) e geneticamente induzidas em camundongos com alta expressão de alfa-sinucleina humana”, apoiada pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, na qual se busca adequar modelos (químico e genético) eficazes para estudar a doença de Parkinson.
A equipe de Coppi induziu a doença de Parkinson nos animais por meio do uso do 1-metil-1-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropirimidina (MPTP), de modo a analisar seus efeitos no miocárdio, na inervação do coração e nos neurônios do sistema nervoso central.
Frase da semana (31/01-06/02)
Na verdade é um parágrafo.
"11. O religioso
No começo, Deus criou o homem e a mulher, além de todos os animais que rastejam no chão, voam pelos céus e nadam nos mares. O homem e a mulher possuíam alma e o domínio sobre os animais. Por isso que o homem e a mulher pode fazer todo tipo de coisa típica do Satanás com os animais. Afinal, os animais não possuem alma nem salvação para poderem ir ao inferno. Que o inferno deles seja na Terra mesmo." Samory Santos, meu irmão de consciência, dono do blog Opinião Vegana, no post Os Treze Especistas
Falou tudo, nem preciso comentar. E a melhor parte é a sublinhada.
O erro do “Planeta Bizarro” do portal G1 (Parte 4)
Pelo que parece, o Ministério Público não ouviu às denúncias de quem não tolera as notícias de mau gosto dessa seção do G1.
Com vocês, as piores notícias envolvendo exploração (explícita ou subentendida em atos de inteligência anormal desempenhados por animais "treinados"), crueldade, sofrimento ou assassinato de animais daquele site, publicadas entre dezembro passado e janeiro.
Janeiro:
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Tráfico de animais silvestres: a cultura da propriedade animal só podia dar nisso mesmo (Parte 6)
210 aves são apreendidas pelo Cipoma em comércio ilegal no Cordeiro
210 aves, onze delas ameaçadas de extinção, chegaram neste domingo (24), ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama. A apreensão foi fruto de uma ação do Cipoma na Feira de Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.
Segundo os analistas ambientais, os animais foram vítimas de maus-tratos. Eles estavam aprisionados em gaiolas pequenas e sem água. A comida estava infectada com fezes dos bichos. Por conta disso, oito aves morreram até a manhã deste domingo.
Policiais do Cipoma ainda não confirmaram a detenção dos envolvidos. Se presos, poderiam pegar até um ano de prisão, além de multas de R$ 500 a R$ 5.000 por animal.
Como afirmei com insistência no Consciência Efervescente, o Ibama só está enxugando gelo. De nada adianta reprimir o mercado de vidas silvestres se nossa cultura os deseja como posses valiosas, como objetos ornamentais preciosos.
Esse tráfico criminoso só vai começar a perder força com uma campanha permanente de educação zooética e ambiental que desencoraje a atitude de comercializar e aprisionar animais de qualquer espécie e com uma reforma jurídica que retire dos animais domésticos* o atributo legal de propriedade privada e lhes dê o atributo de seres tuteláveis, protegidos de mercantilização e dotados do direito à liberdade tutelada.
*Começaria pelos domésticos e infelizmente nem tão cedo alcançaria os domesticados/rurais, porque, se estes últimos fossem beneficiados, a pecuária iria se tornar inviável, e isso os interesses de quem exalta o lucro acima da vida não vai permitir a curto e médio prazo. Para os animais rurais poderem vislumbrar direitos, a militância brasileira pelos direitos animais terá que crescer muito ainda.













