Arauto da Consciência
1mar/100

Ambientalismo e Direitos Animais: uma simbiose fraternal

Artigo escrito em junho de 2009

Presenciamos anualmente muitas ações de organismos ambientalistas estatais (IBAMA, Ministério do Meio Ambiente, secretarias estaduais ambientais etc.) e não-governamentais (Greenpeace, WWF, Sea Shepherd etc.) direcionadas ao combate de crimes ambientais que envolvem opressão de animais não-humanos. Tais atuações vêm comprovando e apontando uma verdade essencial que se aproxima cada vez mais do óbvio dia após dia: ambientalismo e Direitos Animais são movimentos irmãos, possuem uma associação perfeita e inquebrantável, e tentar vê-los ou praticá-los de forma separada será uma encaração sempre incompleta e limitada.

Essa associação é muito rica e, mais que uma relação de causa e efeito entre a exploração animal e crimes ambientais, é uma constatação lógica e uma visão ecológica bem mais abrangente e completa. As duas causas completam-se entre si de tal modo que ações de um lado que deem menor importância ao outro serão apenas enxugamento de gelo.

O primeiro ponto principal que torna ambientalismo e Direitos Animais inseparáveis surge na convergência de ambos em zelar pela fauna. O primeiro vê os animais como parte essencial da biosfera ao lado da flora, dos micro-organismos e dos elementos abióticos e o segundo defende que sua integração à natureza como seres livres e íntegros lhes é um direito inalienável, juntando-se numa proteção excelentemente justificada.

O ambientalismo, quando livre das limitações impostas por visões naturalistas e antropocêntricas, inclui todo o Reino Animal em sua esfera de proteção, passando a abranger também os animais domésticos e os humanos, tendo nesse ponto um importantíssimo respaldo dos Direitos Animais e até fundindo-se com este.

Bookmark e Compartilhe
25fev/100

Ação contra a pesca salva e restaura vida nos recifes australianos

Austrália: proibição da pesca recuperou vida marinha em corais

Um estudo divulgado na última segunda-feira indica que a proibição da pesca em 2004 em parte da Grande Barreira de Corais da Austrália possibilitou que a população de algumas espécies de peixes dobrasse. O relatório, divulgado na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences, foi produzido por um grupo de pesquisadores da Austrália.

Em 2004, a pesca foi banida em uma área de 32% da barreira que se estende por 2,6 mil quilômetros e sobre uma área de 344 mil quilômetros quadrados na costa de Queensland, nordeste da Austrália. Hoje, a densidade de peixes nessa zona protegida é o dobro das demais regiões.

Um dos destaques é a truta dos corais (Plectropomus leopardus), cuja população dobrou em apenas dois anos a partir da proibição da exploração desses corais. A população de tubarões também é 100% maior na área protegida em relação ao restante da barreira, diz o estudo.

"Os resultados são realmente impressionantes", disse Laurence McCook, líder do estudo. "Manter uma grande proporção de áreas protegidas é bom para a vida marinha, é bom para os peixes e é bom para as pessoas que dependem dos corais para viver", analisou McCook, referindo-se à indústria pesqueira e ao turismo.

Apesar da recuperação, McCook enfatiza que a Grande Barreira de Corais australiana, a maior cadeia de corais do mundo, ainda está sob grande risco por causa da mudança climática. O aumento da temperatura e da acidez da água do mar prejudica sensivelmente a vida nos corais.

Meus parabéns e obrigado à Austrália por ter suprimido o assassinato em massa de animais, que atende pelo gentil nome de pesca, daquela área. A notícia é mais uma prova de como a pesca é uma atividade altamente destruidora que ameaça a vida de qualquer corpo d'água onde se estabelece. Minha palavra neste parágrafo pode parecer pesada, mas é a dura verdade existente por trás da dita tão saudável carne de peixes.

A vida nas águas da Terra agradecerá muitíssimo se a pesca passar a ser progressivamente proibida em cada vez mais regiões e socialmente desencorajada em nome de uma alimentação ética e ambientalmente amigável.

Bookmark e Compartilhe
23fev/100

Terra não aguenta o carnivorismo da humanidade

Obs.: o carnivorismo do título significa "consumo de carne", não a dieta exclusivamente à base de carne de felinos.

Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.

Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos atpé 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".

Bookmark e Compartilhe
16fev/100

Reflexão sobre o duplipensar moral onívoro

Artigo escrito em dezembro de 2009

Israel, século 8 A.E.C.; Roma, século 1 A.E.C.; Arábia, século 6; Brasil, século 17. Escravos... Sendo de etnia ou nacionalidade dominada, eram tratados como propriedades. Sua existência era praticamente atrelada a seus senhores ou “donos”. Eram obrigados a lhes prover mão-de-obra, recebendo durante a vida apenas alimentação e algumas roupas em troca.

Como eram propriedades, seus senhores se viam livres para lhes causar violências diversas, que variavam de acordo com o país e época: marcação a ferro quente, gritos de ordem, espancamentos no caso de demonstração de rebeldia. A liberdade era palavra proibida. Não viviam mais como fins em si mesmos, por suas necessidades, anseios, prazeres e interesses próprios, mas estritamente para os interesses do senhor que os tinha como propriedade. Eram seres dotados de sentimentos, desejos, anseios e capacidade de sofrer, mas seus “donos” não se importavam com isso.

Qualquer lugar do mundo, século 21. Animais rurais... Sendo de espécie dominada, são tratados como propriedades. Sua existência é. na prática, atrelada a seus senhores ou “donos”. São obrigados a lhes fornecer matéria-prima, recebendo durante a vida apenas alimentação em troca.

Como são propriedades, seus senhores se veem livres para lhes causar violências diversas: marcação a ferro quente, fustigações como ordens, espancamentos no caso de demonstração de rebeldia. A liberdade é palavra proibida, um absurdo aos olhos da espécie dominante. Não vivem como fins em si mesmos, por suas necessidades, anseios, prazeres e interesses próprios, mas estritamente para os interesses do senhor que os tem como propriedade. São seres dotados de sentimentos, desejos, anseios e capacidade de sofrer, mas seus “donos” não se importam com isso.

Bookmark e Compartilhe
10fev/101

Por que a pesca e a aquicultura fazem mal e são dispensáveis

Artigo escrito em agosto de 2009

Muito recomendados como alimentos nutritivos e saudáveis, os frutos-do-mar estão sendo valorizados nestes anos de combate à alimentação nutricionalmente ruim. A tal fonte de saúde e boa vida apregoada por nutricionistas e culinaristas, entretanto, esconde uma realidade muito triste que, uma vez conhecida, enfraquece quem vem recorrendo ao peixe, ao crustáceo e ao molusco como fontes de “boa carne”: o sofrimento e a morte dos animais que são capturados na água e os danos ambientais infligidos, estes quase sempre enormes.

Quem busca o melhor ao comer carnes vindas da água não sabe ainda que a saúde vendida pela indústria de “pescado” tem um custo altíssimo, ou melhor, impagável, que são os bilhões de vidas eliminadas anualmente pela pesca e pela aquicultura, sempre com enorme sofrimento, e os ecossistemas aquáticos e costeiros que vêm sendo destruídos e esvaziados por essas atividades.

A verdade precisa ser revelada para que se perceba que, mesmo que façam bem à saúde, os frutos-do-mar fazem muito mal aos animais e ao meio ambiente. E são substituíveis nutricionalmente.

A morte dos peixes

No caso de pescar com varas, primeiro a mandíbula é perfurada, com o anzol mordido varando a pele do peixe, e em seguida o bicho é içado velozmente, potencializando a dor do gancho. É como uma pessoa ser furada na coxa por um arpão vindo de cima e levantada com toda força de modo que fique pendurada pela lança. Já na pesca por rede de arrasto, um cardume é surpreendido por um obstáculo e põe-se em agitação máxima, no desejo incontrolável e desesperado de resistir ou fugir da predação.

Depois de ser posto no assoalho do barco, no samburá ou em outro lugar que guarde os corpos pescados, o animal começa um sofrimento que vai durar minutos. São longos instantes, que mais parecem uma eternidade, de uma luta pela vida que irá invariavelmente fracassar. Procura-se inutilmente por água que contenha oxigênio diluído. Debate-se longe da água, tanto na tentativa de se locomover para voltar ao seu ambiente aquático como pela agonia de não poder mais respirar.

Depois de geralmente menos de dez minutos de angustiada luta contra a morte, a indesejada das gentes e dos bichos vence. Um fim bastante triste, uma morte cujo sofrimento é comparável ao causado nos mais cruéis matadouros.

Bookmark e Compartilhe
8fev/100

Consumo ético não é só selo verde

Artigo escrito em fevereiro de 2009

Vem-se falando muito, cada vez mais, de “consumo ético”, “consumo responsável”. Entretanto, pode-se notar que a compra de produtos ecologicamente corretos vem sendo tratada como a quase totalidade dessa abordagem ética, como se para consumir com responsabilidade fosse necessário apenas e simplesmente começar a comprar “itens verdes”. A verdade é que a ética do consumo vai muito além, transcende enormemente essa visão limitada e engloba assuntos bem menos tratados nas discussões.

Me refiro a questões como direitos trabalhistas, direitos animais e empresas inimigas do meio ambiente. Nessa visão liberta do reducionismo “só consumo verde”, uma empresa que, por exemplo, explora e desrespeita seus empregados não passará a ser ética se começar a vender produtos ambientalmente amigáveis mas continuar maltratando seus subordinados. E uma companhia tal, por mais princípios “verdes” que adote, não passará ao lado ético se não deixar de testar seus produtos em animais.

Releva-se também, para esse entendimento ético mais abrangente, a opção do boicote. Muito além de priorizar certos produtos, o consumidor consciente evita outros que, opostamente à proambientalidade ou à neutralidade ecológica, tenham sido fabricados por empresas comprovadamente envolvidas com a destruição ambiental.

Para melhor entendimento, vale descrever essas “novas” frentes éticas, exemplificando as três citadas e indicando outras não menos relevantes.

Bookmark e Compartilhe
30jan/100

O erro do “Planeta Bizarro” do portal G1 (Parte 4)

Pelo que parece, o Ministério Público não ouviu às denúncias de quem não tolera as notícias de mau gosto dessa seção do G1.

Com vocês, as piores notícias envolvendo exploração (explícita ou subentendida em atos de inteligência anormal desempenhados por animais "treinados"), crueldade, sofrimento ou assassinato de animais daquele site, publicadas entre dezembro passado e janeiro.

Janeiro:
Elefantes aprendem a jogar basquete na Tailândia

Peta pede robô no lugar de marmota que prevê o tempo

‘Rinha’ de passarinhos é tradição em festival indiano

Japonês fisga peixe 'manhoso' de quase 11 quilos e iguala recorde de 77 anos

Britânico bate recorde ao pescar carpa de 42,63 quilos

Gatos ficam cinco dias presos dentro de parede nos EUA

Cachorrinhos com ‘aparência de tigres’ são vendidos na China

Bombeiros acham 19 cobras ao apagar incêndio em trailer nos EUA

Bookmark e Compartilhe