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	<title>Arauto da Consciência &#187; Pesca e Aquicultura</title>
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	<description>Divulgando uma nova visão de mundo, em prol de um novo mundo</description>
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		<title>Nacionalixo</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 20:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">No Consciência Efervescente <strong><a href="http://conscienciaefervescente.blogspot.com/2009/11/nacionalixo.html" target="_blank">eu falei uma vez</a></strong> sobre o nacionalixo, isto é, nacionalismo que desperta os mais absurdos sentimentos e valores em pessoas que passam a ser comportar como fanátic<small>@</small>s religios<small>@</small>s da pior categoria por causa da suposta superioridade internacional de seu país -- ele ter um valor que nenhum outro país no mundo teria -- ou por um orgulho patriótico que passa dos limites do bom senso.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje o nacionalixo da vez atua contra os animais não-humanos: para <small>@</small>s nacionalistas mais irracionais, o Japão é "O Pais", e por isso tem todo o direito de assassinar baleias pelo mundo, violando as convenções internacionais por uma tradição de opressão e matança.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em> <strong><a href="http://www.anda.jor.br/?p=71307" target="_blank">Japão protesta contra documentário sobre matança de golfinhos</a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Protestos de nacionalistas japoneses marcaram a estreia, neste sábado, do documentário “The Cove” (“A Cova”), sobre a matança de golfinhos nos cinemas do Japão. O filme foi premiado com o Oscar de melhor documentário de longa metragem em 2010 e mostra como um grupo de cineastas usou câmeras ocultas para documentar a matança de golfinhos pelos pescadores da aldeia japonesa de Taiji.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“The Cove” tem como apresentador o ambientalista Rick O’Barry, que foi treinador dos golfinhos que apareciam na série de televisão norte-americana “Flipper”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O documentário estreou em apenas seis cinemas em todo o Japão; alguns deles estavam vazios no primeiro dia. Outros 18 cinemas planejam exibir o filme no futuro. No cinema de arte Image Forum, em Tóquio, <strong>cerca de 30 manifestantes nacionalistas gritaram slogans contra o filme e agitaram bandeiras imperiais japonesas do tempo da II Guerra Mundial.</strong> A polícia teve de intervir para separá-los de um grupo de ambientalistas e evitar brigas.<span id="more-5462"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No mês passado, três salas cancelaram a planejada exibição de “The Cove” <strong>depois de protestos de manifestantes nacionalistas</strong> e de uma campanha de telefonemas. A questão se transformou em um debate sobre a liberdade de expressão e o direito à informação, com os principais jornais do Japão condenando os cancelamentos em seus editoriais. O Yokohama New Theater, um cinema pequeno perto de Tóquio, obteve uma ordem judicial para manter os ativistas nacionalistas à distância, depois de eles fazerem vários protestos às suas portas.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Pelo que me parece, <small>@</small>s nacionalistas japonesæs acham que o The Cove é uma tentativa de desmoralizar o Japão perante o mundo -- sendo a desmoralização, na verdade, a própria pesca de baleias em si, que mostra que o Japão não se importa com sua própria reputação na comunidade internacional e tem o derramamento de sangue entre suas tradições mais "nobres".</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que hoje em dia nenhum país do mundo realmente se importa com os direitos animais, estando alguns países europeus engatinhando no que se refere a garantir politicamente algum direito aos animais que não seja apenas a vedação de maus tratos. Mas prezar pela vida selvagem, como a das baleias, é um primeiro passo para que evolua o pensamento do mundo em relação aos direitos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">E o nacionalismo dessæs japonesæs que protestam se mostra partidário do atraso, da aversão aos direitos de outras vidas, da continuação das tradições cruéis e viciosas -- assim como qualquer nacionalismo xenofóbico e racista do passado e do presente.</p>
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		<title>Uma &#8220;homenagem&#8221; aos &#8220;alfacistas&#8221;: Predadores e vampiros de vegetarianos</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 01:36:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais um texto de Bruno Müller que admirei muito, dessa vez expondo tudo o que precisamos saber sobre @s chamad@s "alfacistas" (nome que tem a variante "alfascistas", numa alusão ao fascismo), pessoas que afirmam "defender" as alfaces e fazem provocativas apologias ao livre consumo de carnes -- das quais elæs enfatizam o consumo das vermelhas. [...]


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		</div>
<p style="text-align: justify;">Mais um texto de Bruno Müller que admirei muito, dessa vez expondo tudo o que precisamos saber sobre <small>@</small>s chamad<small>@</small>s "alfacistas" (nome que tem a variante "alfa<strong>s</strong>cistas", numa alusão ao fascismo), pessoas que afirmam "defender" as alfaces e fazem provocativas apologias ao livre consumo de carnes -- das quais elæs enfatizam o consumo das vermelhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Reitero aqui que sou fã dos textos dele, que podem ser lidos<a href="http://www.anda.jor.br/?cat=46" target="_blank"> <strong>em sua coluna da ANDA</strong></a> e <a href="http://sereslivres.blogspot.com/" target="_blank"><strong>no blog Seres Livres</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anda.jor.br/?p=63819" target="_blank"><strong>Predadores e vampiros de vegetarianos</strong></a><br />
<em>por Bruno Müller</em></p>
<p style="text-align: justify;">Vez por outra recebo por intermédio de algum amigo vegano um link de  mais um daqueles inúmeros textos que circulam na internet de carnívoros  exercitando sua fina inteligência a ironizar vegetarianos e enaltecer o  gene humano caçador. Não gosto de repassá-los para não alimentar a  psicose alheia. Nem é preciso, pois quem já viu um, já viu todos. É  sempre a mesma ladainha que sempre passa, invariavelmente, pela “vida  secreta das plantas”. São os populares <a href="http://www.anda.jor.br/?p=339">“alfascistas”</a>. São, muito  coerentemente, predadores e vampiros que se alimentam da atenção, raiva e  bílis de vegetarianos desavisados.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece roteiro de filme B (ou C? ou Z?). A mesma fórmula batida com o  mesmo enredo. Alguém descobriu que o tema “ode à carne” desperta a ira  dos vegetarianos e, desde então, “jornalistas” sensacionalistas ou  blogueiros carentes têm usado do artifício para suprir suas necessidades  afetivas com um pouco de atenção negativa. E o filão não para de  crescer, alimentado pela boa audiência de defensores de animais  indignados. Os vegetarianos mordem a isca (pode ser especista, mas me  parece uma analogia muito adequada!), e a trama segue o roteiro  preestabelecido: uns xingam, outros amaldiçoam e alguns poucos até  tentam falar sério – numa situação em que a seriedade só entra no enredo  como “escada” para mais alguns exercícios de sarcasmo e humor  “refinados”. Alguns carnívoros também se manifestam. Geralmente eles  estão voltando de, ou partindo para, um churrasco. Sendo o Brasil o  terceiro país do mundo em consumo de carne, não tenho motivos para  duvidar da veracidade de suas alegações.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda trama bem-sucedida tem sua sequência, claro. O “escritor”,  inebriado pela fama, começa amaldiçoando a educação no país – seus  leitores formam uma massa de analfabetos funcionais incapazes de captar  seu humor “inteligente”. Se a maioria discorda de você, está óbvio que é  porque não sabe ler nem interpretar. Polemistas em geral sempre  respondem aos seus críticos com uma condescendente acusação de estupidez  e semianalfabetismo que, claro, lhes exime completamente da necessidade  de responder às tais críticas com argumentos plausíveis. E se os fatos  desmentem o polemista – pior para os fatos. Ele simplesmente os ignora. E  eu, com minha limitada inteligência de vegano subnutrido, não consigo  entender como pessoas tão inteligentes repetem sempre os mesmos axiomas  que não requerem provas ou argumentos – até porque são autoevidentes, só  veganos estúpidos não percebem.<span id="more-4066"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Seguem-se mais algumas piadas sobre o destino terrível das alfaces  (por que sempre as alfaces? Me faz recordar aquela corrente de email em  que todo mundo pensa no martelo vermelho…). “Pelo menos o boi pode  correr, seu vegetariano sádico!” Novos xingamentos, mais maldições e – o  que mais me surpreende – pessoas (ainda) tentando argumentar numa “zona  franca de argumentos”. Os carnívoros, do alto de sua douta sabedoria,  proclamam-se os únicos aprovados (com louvor, certamente) nas aulas de  interpretação (mesmo que sua redação seja sofrível). E, claro, condenam a  agressividade dos vegetarianos. A sabedoria carnívora também desvelou  há muito tempo que todo vegetariano é um hipócrita odiador de humanos  protofascista e/ou adorador secreto de uma boa picanha. Com gordura! Com  que prazer eles falam da camada de gordura da picanha! Num ponto eles  realmente estão certos: não evoluímos muito desde os tempos dos  primeiros hominídeos caçadores – e os evolucionistas ainda se questionam  sobre a validade do conceito de <a href="http://www.anda.jor.br/?p=26493">atavismo</a>?</p>
<p style="text-align: justify;">Acusar o interlocutor de “fascismo” sempre ganha pontos nas pelejas  virtuais. Especialmente quando você defende a existência de campos de  confinamento onde seres sencientes são mutilados e engordados até a hora  de terem sua jugular cortada para atender às frivolidades do paladar –  não se esquecendo de aproveitar o couro para fazer roupas e almofadas,  os ossos para fazer gelatina, e a tal gordura para fazer sabonete,  dentre outras “utilidades” de uma carcaça que não pode ser desperdiçada.  Definitivamente, as liberdades civis não podem sobreviver sem essa dose  cotidiana de sangue, perversidade, abuso de poder. Afinal, não nos  disse Oscar Wilde que “a civilização exige escravos” [1]?</p>
<p style="text-align: justify;">Daí, como sempre depois de ler esses roteiros que fariam ruborizar Ed  Wood, eu me pergunto: mas afinal, por quê? Alguns conhecimentos  rudimentares de psicologia nos ensinam que a pessoa dependente de  atenção não se importa se ela vem de forma elogiosa ou depreciativa.  Desde criança aprendemos que “se você der corda à provocação, ela nunca  vai acabar”.</p>
<p style="text-align: justify;">Se um blog (ou coluna de jornal, ou mesmo cátedra de universidade)  ganha destaque inaudito por uma determinada polêmica, a pessoa que  procura antes a notoriedade que o conhecimento ou a coerência irá  rapidamente encontrar naquilo seu “nicho de mercado”. É por isso que  muitos polemistas que aparecem nos jornais, revistas, TV e, claro, na  internet, começam com críticas tímidas, declarações cuidadosas, e até  atitude respeitosa.  Quando se dão conta, porém, que falar mal de algum  fenômeno da modernidade rende audiência (e dinheiro), eles atacam com  todas as forças e cancelam os últimos vestígios de bom senso, pois o  respeito é um crime imperdoável para o polemista.</p>
<p style="text-align: justify;">A regra máxima do polemista é saber categorizar tudo e desmerecer  qualquer discordância como “estupidez” e contestação como “ditadura do  politicamente correto”. Essa última acusação é fundamental na sua  estratégia . Ele precisa nos convencer de que está contra a corrente.  Estar contra a corrente é inteligente. É <em>cool</em>. É <em>cult</em>.  É <em>in</em>. (O polemista nunca perde a oportunidade de usar um termo  em língua estrangeira. Inglês é bom. Francês é elegante. Se for latim,  melhor ainda. O grande polemista usa os três – é quase um texto  poliglota. Mesmo que os termos tenham similar na língua “vulgar” – o  polemista nunca se limita ao vulgar.)</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o mais importante é: a crítica do polemista é sempre favorável  aos poderosos. Sua independência jamais ataca os endinheirados. Sua  inteligência enaltece os exploradores. Sua coragem nunca confronta os  opressores. Afinal, esse papo todo de justiça social, direitos humanos,  respeito pelos animais, veganismo e tal é conversa de gente sentimental,  politicamente correta, desprovida de inteligência e, geralmente, de  sexualidade desviante (o polemista tem uma mórbida fixação pela  sexualidade alheia; ele não tem preconceito, as minorias é que não sabem  brincar). E, claro, de fascistas. Você exige respeito, justiça e  direitos iguais??? Ora, seu stalinista sádico! O único valor que o  polemista preza é a liberdade. No caso, a liberdade de aprisionar,  torturar e matar animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Um polemista é um predador feroz. Ele fareja sua vítima a quilômetros  de distância, e seu ataque pode ser fatal. O problema para o polemista  é: ele é previsível. Antever os seus passos dará a você a vantagem na  perseguição. Polemistas são como as vacas: se eles puderem, irão matar  você – então mate o polemista primeiro. De inanição. Por isso, ao  vegetariano perdido no ciberespaço, fica meu primeiro conselho: faça o  que fizer, nunca alimente um polemista.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo conselho é: melhor que façamos nosso trabalho, divulguemos  nossas ideias, apresentemos nossos argumentos. Existem muitos espaços  que podemos ocupar antes de nos envolvermos numa batalha inglória com a  inteligência do polemista – de tão inalcançável, ela me parece, na  verdade, inexistente. Em terceiro lugar, não se esqueça: a primeira  regra para conquistar o respeito é se dar ao respeito. Argumentos sempre  ferem mais que xingamentos e maldições. Se você se sente impelido a  pronunciar as últimas, deve ser porque não está suficientemente  familiarizado com os primeiros. Então, antes de mergulhar num debate,  mesmo que civilizado, sinta-se seguro de ter os argumentos para fazê-lo.  Antes de convencer alguém a seguir seus ideais, você precisa saber  exatamente em que eles consistem e quais seus fundamentos. Por isso, se  você quer argumentar em favor dos animais, não se apresse: primeiro  aprenda um pouco sobre nutrição, biologia, ciência e filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">O que nos leva ao último conselho: a coerência não é um artigo de  luxo. É necessidade básica. A sua incoerência pode e será usada contra  você. Depois que você tiver aprendido um pouco sobre a causa que quer  defender, ou seja coerente com ela, ou abandone-a, para o bem de todos.  Um “defensor” dos animais que não é vegano não só faz mal a si mesmo,  mas igualmente aos animais e à causa.</p>
<p style="text-align: justify;">Por último, resta destacar que o culto carnivorista está se  proliferando rapidamente. Logo ele não precisará mais vampirizar  vegetarianos desavisados (e despreparados) na internet, pois está a  ganhar ares de respeitabilidade intelectual (já andou sendo alardeado  por alguns portadores do título de doutor). Suas armas, porém, são as  mesmas: defender as liberdades civis de matar, torturar e oprimir;  denunciar o fascismo totalitário de quem não respeita essas tradições  tão nobres e populares.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso conforto é que isso geralmente acontece quando uma ideia ganhou  força o suficiente para não poder mais ser ignorada, e se tornou  perigosamente subversiva. Certa vez disse John Stuart Mill: “todo grande  movimento deve passar por três estágios: ridicularização, debate,  adoção”. Pode levar 100 anos; pode levar 200 – o amanhã nos pertence.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">[1]WILDE, Oscar. <em>A Alma do Homem sob o Socialismo</em>. Porto  Alegre: L&amp;PM, 2003, p. 44. Wilde foi ele próprio um grande  polemista, mas de um tipo que não existe mais: aquele que <em>realmente</em> portava inteligência e desafiava as convenções do seu tempo.</p>
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		<title>ONU alerta por biodiversidade em queda no mundo</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/05/onu-alerta-por-biodiversidade-em-queda-mundo.html</link>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 00:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diminui a biodiversidade do mundo, diz ONU "A notícia não é boa", avisa o secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Ahmed Djoghlaf, logo na primeira página do Terceiro Panorama Global de Biodiversidade (GBO-3, na sigla em inglês). O levantamento, publicado ontem pela Organização das Nações Unidas (ONU), baseou-se em uma série de estudos e [...]


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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/05/11/brasil10_0.asp" target="_blank"><strong><em>Diminui a biodiversidade do mundo, diz ONU</em></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>"A notícia não é boa", avisa o secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Ahmed Djoghlaf, logo na primeira página do Terceiro Panorama Global de Biodiversidade (GBO-3, na sigla em inglês). O levantamento, publicado ontem pela Organização das Nações Unidas (ONU), baseou-se em uma série de estudos e relatórios produzidos pelos diversos países para chegar <span style="color: #8b0000;">à triste conclusão de que o nível de perda de espécies no planeta é o mais alto da história. "<strong>Talvez esteja mil vezes maior que a taxa histórica de referência</strong>", avisa Djoghlaf.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em>Isso significa um fracasso global. Em 2002, durante a Cúpula da ONU na África do Sul, líderes mundiais assumiram o compromisso de alcançar uma redução significativa na taxa de diminuição da biodiversidade até 2010. "A meta não foi alcançada. Além disso, o panorama alerta que <strong>os principais fatores que levam à perda de biodiversidade não só se mantiveram como, em alguns casos, intensificaram-se</strong>", escreve o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, na apresentação do estudo.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O principal alerta do relatório é que alguns sistemas naturais essenciais para a manutenção da economia de várias populações estão em risco de rápida degradação, caminhando para um colapso que só pode ser evitado se houver uma mudança radical rumo à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. Em outras palavras, a diminuição da diversidade biológica na Terra - que inclui todas as formas de vida em sistemas aquáticos e terrestres - pode trazer enormes prejuízos à humanidade. Segundo a ONU, por exemplo, a perda anual de áreas florestais significa um prejuízo que varia entre US$ 2 trilhões e US$ 5 trilhões. O cálculo leva em conta benefícios, como a purificação do ar e a proteção de regiões de encosta, que a natureza deixa de proporcionar ao <span style="color: #c0c0c0;">homem</span>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Além da destruição de florestas, em especial da Amazônia, o levantamento destaca como situações realmente preocupantes a transformação de lagos e outros cursos d'água em áreas dominadas por algas - o que resulta na mortandade de peixes - e a morte de um grande número de corais, devido ao aumento da acidez e da temperatura dos oceanos, o que coloca em risco a sobrevivência de inúmeras espécies que vivem nos recifes. Fenômenos como esse causaram, por exemplo, a queda de 33% da variedade de vertebrados entre 1970 e 2006.<span id="more-3871"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Elogios ao Brasil</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sobre a Floresta Amazônica, o relatório aponta que 17% da vegetação foram destruídas e avisa que, se essa taxa chegar a 30%, pode ocorrer um colapso irreversível. O estudo, porém, cita a redução nos níveis de desmatamento na Amazônia brasileira como um exemplo de que boas ações são possíveis com planejamento.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A ONU incluiu no estudo um gráfico que mostra a diminuição da devastação anual na floresta, prevendo que a área destruída por ano deve estar abaixo dos 5 mil quilômetros quadrados em 2018. Em 1995, esse número era só um pouco menor que 30 mil quilômetros quadrados. O país também é elogiado por suas reservas ambientais. "Das áreas de proteção criadas desde 2003, quase trêsquartos ficam no Brasil", afirma um trecho do relatório.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sabe quem é responsável por isso?</p>
<p style="text-align: justify;">1. Governos e empreendedores ecocidas e irresponsáveis, como o nosso "querido" Eduardo Campos e o Lula do "Belo Monte sai de qualquer jeito", que, além de investirem diretamente na destruição de grandes áreas de ecossistema (Suape, Belo Monte, BR-408 etc.), recusam ou diminuem o debate por uma economia e sociedade sustentáveis, preferindo agir só quando se começa a gritar por socorro<br />
2. Pecuaristas e, do outro lado da coisa, onívor<small>@</small>s<br />
3. Caçadores e, do outro lado da coisa, gente que compra produtos de origem animal<br />
4. Pescadores, dos artesanais aos industriais, e, do outro lado da coisa, pessoas que comem carnes de peixes, crustáceos e moluscos</p>
<p style="text-align: justify;">E pensar que tanta gente ainda sequer respeita esse tipo de assunto -- vide partidári<small>@</small>s da injúria, que chamam vegan<small>@</small>s de "fanátic<small>@</small>s" e "idiotas" e se referem a quem se opõe ao desenvolvimentismo ecocida como "frescurent<small>@</small>s", "ecochat<small>@</small>s" e outros adjetivos degradantes.</p>
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		<title>O Arauto adverte: carne de peixe pode ser prejudicial, em vez de bom, à saúde</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/04/arauto-adverte-carne-de-peixe-pode-ser-prejudicial-em-vez-de-bom-a-saude.html</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 23:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudo: sushi de alta qualidade tem mais mercúrio que os demais Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que o nível de mercúrio encontrado em algumas espécies de atum - principalmente aquelas utilizadas em sushis de alta qualidade - é maior do que outras espécies utilizadas em sushis mais simples, inclusive os vendidos em supermercados. [...]


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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4394571-EI8147,00-Estudo+sushi+de+alta+qualidade+tem+mais+mercurio+que+os+demais.html" target="_blank"><strong>Estudo: sushi de alta qualidade tem mais mercúrio que os demais</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que <strong>o nível de mercúrio encontrado em algumas espécies de atum - principalmente aquelas utilizadas em sushis de alta qualidade - é maior do que outras espécies utilizadas em sushis mais simples, inclusive os vendidos em supermercados</strong>. De acordo com a pesquisa, <strong>de maneira geral, todas as espécies de atum tem alto nível de mercúrio sendo, em média, acima do considerável seguro para o consumo em um dia pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e maior do que o permitido no Japão</strong>. As informações são da Live Science.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os cientistas pesquisaram sushis vendidos em 54 restaurantes e 15 supermercados de Nova York, Nova Jersey e Colorado. A amostras passaram por teste de DNA para identificar de que espécies vieram.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>No atum akami, os níveis de mercúrio estavam acima do permitido pelo governo americano. </strong>Os pesquisadores afirmam que um dos motivos para essa espécie ter níveis altos é que o mercúrio costuma acumular mais nos músculos do que na gordura.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por outro lado, o atum albacora apresentou baixos níveis do mineral. Os cientistas afirmam que essa espécie é menor e costuma se alimentar menos que as outras, além de ser pescada mais jovem, o que leva a uma menor acumulação de mercúrio que as demais.<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Os riscos à saúde</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O mercúrio é tóxico para os seres humanos. Durante a gest</em>[aç]<em>ão, pode levar a problemas cognitivos para o feto e futuras dificuldades de aprendizagem - <strong>os cientistas alertam para mulheres que pretendem ter filhos para que evitem alimentos que possam conter mercúrio, em especial o atum</strong>. Para crianças e adultos, pode causar problemas neurológicos e de mobilidade. <strong>Os pesquisadores afirmam que comer carne de atum duas a três vezes por semana ou sushi feito com atum de três a quatro vezes por semana pode levar até a uma intoxicação.</strong></em></p>
</blockquote>
<p>Essa é só mais uma da série "Carne: bichos mortos, humanos doentes". E não é uma entidade defensora dos animais que traz a constatação acima.</p>
<p style="text-align: justify;">E infelizmente é só assim que muita gente pára de comer animais: por coerção médica (se você comer isso, será ruim para sua saúde). Tenho exemplos na família de gente que não dá a mínima para os animais mas parou de comer carne vermelha -- somente porque a pessoa adquiriu doença incurável (como diabetes).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, temo que o que salvará os peixes seja não a ascensão da consciência em massa, mas a coerção médica, que substituiria o intensivo alarde ocorrente hoje de que comer peixes é tudo de bom.</p>
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		<title>VEREDA &#8211; Vegetarianos do Recife pelos Direitos dos Animais</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 23:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo/Militância pelos Animais]]></category>
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		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
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		<category><![CDATA[Veg(etari)anismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Está surgindo no Recife o grupo VEREDA - Vegetarianos do* Recife pelos Direitos dos Animais. O grupo, cujo nome é autoexplicativo, militará pelo vegetarianismo ético e pelos direitos animais. A primeira ação do grupo com o nome será um "pedágio" no sinal de alguma avenida, com o objetivo de arrecadar dinheiro para uma instituição de [...]


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</ol>]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Está surgindo no Recife o grupo VEREDA - Vegetarianos do* Recife  pelos Direitos dos Animais.</p>
<p style="text-align: justify;">O grupo, cujo nome é autoexplicativo,  militará pelo vegetarianismo ético e pelos direitos animais. A primeira  ação do grupo com o nome será um "pedágio" no sinal de alguma avenida,  com o objetivo de arrecadar dinheiro para uma instituição de animais  abandonados. O local e a hora ainda estão para ser decididos.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero  que difira dos demais grupos (e tentativas de criação de grupos) pelos  quais eu passei e cresça permanentemente, difundindo a consciência ética  do direitos animais e o vegetarianismo de causa animal e ambiental no  Recife.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A comunidade do grupo no Orkut: <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100998894">http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100998894</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">E  vamos à luta (pacífica, acima de tudo)!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">*Ainda há  dúvidas sobre a preposição ("do", "em" ou "no").</p>
<p style="text-align: justify;">
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A audiência pública de hoje: esperança em relação ao ecocídio de Suape</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/04/a-audiencia-publica-de-hoje-esperanca-em-relacao-ao-ecocidio-de-suape.html</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 23:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Ecocâncer]]></category>
		<category><![CDATA[Ecocídio em Suape]]></category>
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		<category><![CDATA[Imagem/Foto]]></category>
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		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Recife e RMR]]></category>
		<category><![CDATA[Relato Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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			</a>
		</div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/blogcma/canais/noticias/2010/04/12/ibama_inicia_monitoramento_em_suape_68135.php"><img src="http://jc3.uol.com.br/blogs/repositorio/suape2.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">Esse verde todo deve ser salvo. Não podemos permitir que o Governo de Pernambuco destrua esse pedaço de verde. Hoje a audiência pública discutiu isso.</p></div>
<p style="text-align: center;">Primeiro, uma notícia que explica melhor o que foi a audiência pública que tratou do megadesmatamento que querem promover em Suape:</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em><a href="http://www.alepe.pe.gov.br/sistemas/noticias/?arquivo=noticia.php&amp;id=11744&amp;data=13/04/2010&amp;texto=&amp;pagina=1" target="_blank">Retirada de vegetação em Suape é debatida em audiência pública conjunta</a></em></strong></p>
<p><em>O projeto do Executivo que autoriza a retirada de aproximadamente 1000 hectares de vegetação nativa de área localizada em Suape foi debatido, nesta terça (treze de abril), durante audiência pública conjunta das Comissões de Justiça, de Finanças, de Administração Pública e de Meio Ambiente.</em> <em> </em></p>
<p><em>A área a ser desmatada compreende 893 hectares de mangue, 166 de restinga e 17 de mata atlântica, o que dá um total de 1076 hectares. No local será construído um complexo de indústrias do setor naval.</em></p>
<p><em>De acordo com o diretor de Engenharia e Meio Ambiente de Suape, Ricardo Padilha, o empreendimento deve gerar cerca de 28 mil empregos diretos e indiretos. O investimento previsto é de quase 500 milhões de reais. Segundo ele, o projeto está apoiado por Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Padilha acrescentou que a iniciativa também prevê a devida compensação da área a ser devastada.</em></p>
<p><em>O ambientalista Manoel Tabosa explicou que o local escolhido para a construção do empreendimento naval consiste numa área de preservação permanente protegida por leis federais e tratados internacionais. De acordo com ele, a retirada da vegetação vai afetar o equilíbrio do ecossistema local e prejudicar milhares de famílias que dependem da pesca para sobreviver na região.</em></p>
<p><em>Durante o debate, o deputado Pedro Eurico, do PSDB, cobrou a atualização do Estudo de Impacto Ambiental relativo ao processo de urbanização de Suape, lembrando que o documento foi elaborado há dez anos. O deputado Raimundo Pimentel, do PSB, relator do projeto na Comissão de Justiça, concordou que o estudo está desatualizado e disse que vai analisar melhor a matéria antes da apresentação do parecer.</em></p>
<p><em>A audiência ainda contou com a participação de representantes do IBAMA, CPRH, Ministério Público de Pernambuco, OAB, entidades da sociedade civil e moradores da região de Suape. (F.M.)</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Agora o relato:</p>
<p style="text-align: justify;">Eu quase não conseguia entrar na audiência. Cheguei, creio eu, às cerca de 9h50, por causa de um maldito engarrafamento que se estendeu em parte de duas avenidas no meu caminho. Cheguei lá e o policial falou que o auditório (que eu depois veria que é bem pequeno para comportar audiências públicas com grande público) já estava lotado e eu teria que esperar alguém sair. Ou pior, esperar que a associação de pescadores que ficou de fora também por lotação entrasse para eu poder ir depois.<span id="more-3516"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No meio tempo, cerca de duas horas, entre a chegada na portaria do anexo da Assembleia Legislativa e minha entrada, esperei sentado em uma parte do tempo e em outra parte eu fiquei estacionado perto do portão de saída do prédio mostrando meu cartaz para quem estava saindo. Poucas pessoas me abordaram sobre o motivo do meu protesto.</p>
<p style="text-align: justify;">Também pude ser filmado pela TV Clube, junto com quem ficou fora esperando a oportunidade de entrar, e fotografado provavelmente para o Diario de Pernambuco. A um rapaz que estava por lá, dei uma pequena entrevista, deixando claro que a única coisa em comum entre eu e os pescadores é o desejo de que o ambiente natural em torno de Suape não seja destruído -- deixo claro, a pesca que caracteriza seu trabalho consiste exclusivamente em matar animais por uma alimentação que já pode ser substituída.</p>
<p style="text-align: justify;">Num momento que estimo ser meio-dia, eu finalmente consegui entrar depois que convenci os guardas da portaria de que gente da audiência já estava saindo e eu queria vê-la, ainda que no fim.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_3517" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/cartaz.jpg"><img class="size-medium wp-image-3517" title="Cartaz de protesto" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/cartaz-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Cartaz que empunhei na audiência pública de hoje.</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">No auditório, pude ver os oito últimos discursos. Entre eles, o do vereador Josenildo Sinésio, o da deputada Teresa Leitão e o de Mário, representante de uma associação de moradoræs de Ipojuca. Abaixo o podcast d<small>@</small>s três:</p>
<p><script src="http://mediaplayer.yahoo.com/js" type="text/javascript"></script><br />
<a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Discurso-de-Josenildo-Sinésio.mp3">Discurso de Josenildo Sinésio, vereador do Recife</a><br />
<a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Discurso-de-Mário-da-associação-de-moradores.mp3">Discurso de Mário, de uma associação de moradoræs de Ipojuca</a><br />
<a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Discurso-de-Tereza-Leitão.mp3">Discurso de Teresa Leitão, deputada estadual pelo PT</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Veja algumas fotos que tirei lá:</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_3521" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/auditório-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3521" title="auditório 1" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/auditório-1-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem da audiência pública</p></div>
<div id="attachment_3522" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/auditório-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-3522" title="auditório 2" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/auditório-2-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem da audiência pública</p></div>
<div id="attachment_3523" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/faixa-no-auditório.jpg"><img class="size-medium wp-image-3523" title="faixa no auditório" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/faixa-no-auditório-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das diversas faixas que estamparam as paredes do pequeno auditório. Diversas ONGs ambientalistas e de pescadores estavam representadas ali.</p></div>
<div id="attachment_3524" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/pescador-na-fala.jpg"><img class="size-medium wp-image-3524" title="pescador na fala" src="http://consciencia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/pescador-na-fala-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos pescadores que se pronunciaram durante a audiência. Me chamou a atenção que ele ergueu um conjunto de caranguejos vivos enquanto discursou.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Reflito neste momento sobre os porquês que a sociedade levanta contra o ecocídio de Suape. O motivo mais forte pelo qual há tanta oposição infelizmente é não o zelo ao meio ambiente como fim em si mesmo, o respeito incondicional à natureza, incluindo fauna marinha, anfíbia e terrestre, como entidade com direito de existir e ser poupada da sanha destruidora humana. Mas sim o trabalho dos pescadores, que verão os animais deixarem de existir antes que eles os possam matar, perderão sua fonte de renda em caso de êxito do desmatamento. Marcos, do <strong><a href="http://salvemaraca.wordpress.com/" target="_blank">movimento Salve Maracaípe</a></strong>, me explicou que infelizmente ainda é necessário hoje exaltar a necessidade dos pescadores, porque ainda hoje pouc<small>@</small>s levam a sério a proposta de preservar a natureza por ética e por considerá-la um fim em si mesmo -- o drama pesqueiro é visto com maior importância. Ou seja, o ambientalismo antropocêntrico, que usa o ambiente para interesses humanos, ainda é muito mais respeitado e apoiado do que o ambientalismo centrado na ética de respeito incondicional à biosfera.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, a audiência hoje plantou a esperança -- pelo menos se formos confiar em polític<small>@</small>s como Josenildo Sinésio e Tereza Leitão -- de que <a href="http://consciencia.blog.br/2010/03/ecocidio-em-suape-o-projeto-da-lei-da-destruicao.html" target="_blank"><strong>o nefasto projeto de lei</strong></a> será barrado pelo Poder Legislativo. Mas, evidentemente, não é hoje que a luta pela preservação do meio ambiente de Suape termina. Ainda temos muito pela frente, incluindo uma nova audiência pública em 27 de maio.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero também que esta audiência melhore a comunicação entre os blogs ambientalistas pernambucanos, entre os quais incluo o <strong>Arauto da Consciência</strong>. Pude trocar ideias com Lúcio, colega meu de anos atrás e um cabeça d<a href="http://viamanguenao.wordpress.com/" target="_blank"><strong>o movimento contrário à Via Mangue</strong></a>, e Marcos, do <a href="http://salvemaraca.wordpress.com/" target="_blank"><strong>Salve Maracaípe</strong></a>.</p>
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		<title>Como virei vegetariano: uma história pessoal</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 03:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como anunciado no post sobre os meus 2 anos de blogueiro, conto a vocês a história de minha vegetarianização, cuja data de marco foi 24 de agosto de 2007. Embora eu tenha parado de comer carne literalmente da noite pro dia, minha visão dos animais já vinha amolecendo desde dois anos antes. Relato pessoal: como [...]


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<p>Como anunciado no <strong><a href="http://consciencia.blog.br/2010/04/2-anos-de-blogagem.html" target="_blank">post sobre os meus 2 anos de blogueiro</a></strong>, conto a vocês a história de minha vegetarianização, cuja data de marco foi 24 de agosto de 2007. Embora eu tenha parado de comer carne literalmente <em>da noite pro dia</em>, minha visão dos animais já vinha amolecendo desde dois anos antes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relato pessoal: como e por que eu me tornei vegetariano</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cada pessoa tem sua experiência única de vida que a leva ao vegetarianismo e, em seguida, ao veganismo, embora possa haver pontos em comum entre as histórias de várias, como ter assistido ao documentário A Carne É Fraca ou visitado um matadouro, e a trajetória de alguém possa inspirar outras pessoas. Para você entender melhor o vegetarianismo, para compreender a visão de quem não põe mais alimentos de origem animal na boca, vale a pena começar a ouvir ou ler os depoimentos de vegetarianos sobre como passaram a adotar uma alimentação ética, ou pelo menos como venceram o desafio de acabar com a carne nas refeições. Assim sendo, trago o meu relato pessoal sobre como virei vegetariano – tornei-me vegano não muito tempo depois.</p>
<p style="text-align: justify;">A data da minha mudança de atitude alimentar foi 24 de agosto de 2007, depois de uma noite e madrugada de séria reflexão que mudaria para sempre meu prato e minha vida. Mas vale contar a partir de quando tive o primeiro contato na internet com grupos de defesa dos animais para entender como a ideia de me tornar vegetariano progrediu. Foi em março de 2005, no Orkut, em comunidades como “PEA - Projeto Esperança Animal” e “Eu Odeio Rodeio” (hoje “Somos Contra Rodeio”).</p>
<p style="text-align: justify;">Tal contato se deu durante a campanha conjunta de diversas entidades de defesa animal contra a novela América, que estava perto de estrear na TV Globo e faria apologia aos rodeios. Compreendi e absorvi rapidamente as informações que passavam às comunidades antirrodeio do site, tais como a tortura a que o animal era submetido pelos instrumentos do rodeio (sedém, esporas, aparelhos de choque elétrico ilegais etc.).<span id="more-3501"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Paralelamente, estavam aparecendo tópicos, da autoria de vegetarianos, que discutiam com onívoros se repudiar rodeios e comer carne ao mesmo tempo era uma hipocrisia. Alguns mais exaltados abriam tópicos já chamando diretamente pessoas como eu – onívoros contrários ao rodeio – de hipócritas. Eu me sentia ofendido com a acusação generalizada – e ainda hoje entendo o lado dos onívoros que são desrespeitados por vegetarianos desprovidos de noção de debate civilizado –, mas isso não me impediu de entrar nos tópicos e começar a ter uma noção de como os vegetarianos enxergam o consumo de carne e de outros alimentos de origem animal. Eu lia aquela gente falando da carne como “cadáveres”, “bichos mortos” e outras sugestões mentais repugnantes. Como comedor das mais diversas carnes – principalmente bovina e de frango – na época, evitava me concentrar em ler a dialética que se travava e evitava postar nas discussões, para não me ver com o fardo ético de abandonar aqueles que então eram meus pratos preferidos – pizza, galeto, maminha, hambúrguer, pudim etc. Apenas passava o olho na página, lendo poucas frases.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim foi durante cerca de dois anos. Em um momento dentro desse tempo, postei num fórum cético um tópico pedindo para que refutassem o texto 21 motivos para ser vegetariano, então considerado por mim um “texto <em>vegan</em> proselitista”, pedido que foi cumprido com argumentos fracos e tendentes ao cartesiano . Apesar da resistência, passar o olho em tópicos de debate entre vegetarianos e onívoros no Orkut foi me proporcionando mais e mais momentos de pensamento sobre o vegetarianismo, embora eu continuasse resistindo à ideia de ser um.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu tentava imaginar como vivia um vegetariano, e minha falta de conhecimento sobre culinária sem carne me levava a imaginar que o vegetariano comia um almoço “mutilado”, sem substituir a carne. Também estava aos poucos concordando que comer carne é incompatível com a filosofia da libertação animal, tanto que, em algum momento de 2006, resignadamente saí de uma comunidade orkutiana sobre libertação animal por considerar que eu, como onívoro, não me encaixava na proposta daquele fórum de discutir por que e como libertar os animais do status de escravos dos seres humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em fevereiro do mesmo 2006, quando estive numa casa de praia em Itamaracá/PE, fui exposto a uma cena aterradora: peixes dentro de um balde agonizavam asfixiados, debatiam-se numa vã luta pela vida. Desejavam voltar para a água para respirar, mas tristemente não poderiam fazê-lo, porque não interessava a ninguém ali, menos ainda para os pescadores, que aqueles animais sobrevivessem e voltassem a viver no habitat de onde foram levados embora. Como era de se esperar, perderam a luta pela vida e foram comidos no almoço do mesmo dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela primeira vez eu percebia como era cruel a procedência das carnes. Foi por aqueles peixes que tive pela primeira vez uma atitude prática de solidariedade à vida animal: não comi aqueles bichos que vi agonizarem. Infelizmente não parei de comer peixes naquela ocasião, já que teria carne de peixe algumas poucas vezes em meu almoço entre aquele dia e agosto de 2007, mas parte da minha resistência ao vegetarianismo havia irreversivelmente desabado dentro do meu subconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuei dali em diante com os ligeiros contatos com tópicos pró-vegetarianos, mas continuava devorando pizzas king size inteiras e quantidades relativamente grandes de carnes bovina e aviária. Lembro também que uma colega do curso de Gestão Ambiental, que eu fazia na época, ocasionalmente me sugeria virar vegetariano – embora ela própria não o fosse. Mas, em agosto de 2007, circunstâncias decisivas para o meu prato vieram: o rodeio de Barretos/SP. Em três comunidades antirrodeio do Orkut, participei ativamente das discussões sobre por que e como o rodeio deveria ser proibido e criei tópicos discutindo detalhes cruéis que podiam ser notados nas provas de montaria dos rodeios.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos poucos, a ficha ia caindo: eu defendia a integridade físico-psicológica de alguns bois, mas estava deixando totalmente de lado a vida e integridade de tantos e tantos outros que eram mortos nos matadouros. Defender os animais e ser onívoro ao mesmo tempo era possível, mas era contraditório e pouco conveniente.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu engajamento virtual contra os rodeios foi minando meu onivorismo até que, na noite do dia 23, cheguei a um ponto sem retorno: já não era mais possível continuar comendo carne sem peso na consciência. Finalmente minha resistência ao vegetarianismo havia ruído completamente. Em um tópico numa hoje extinta comunidade orkutiana do PETA, falei como já estava começando a ficar pensativo a respeito das questões éticas da minha alimentação e perguntei como eu poderia criar força de vontade para me livrar da carne e de outros alimentos de origem animal. Respostas solidárias apareceram, mas o passo decisivo já tinha sido dado – era o meu próprio ato de perguntar. Tal tópico foi o estopim para, poucas horas depois, na cama, antes de dormir, mergulhar em profunda reflexão sobre como eu poderia deixar de contribuir para a morte sofrida de tantos animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensei deitado: eu estava sendo contraditório ao defender os bois explorados em rodeios mas estava ignorando o sofrimento dos bois que eram friamente mortos nos matadouros. Chegava à minha memória também, de volta, o sofrimento dos peixes de Itamaracá. Deveria a partir dali dar um jeito para diminuir o máximo possível, ou encerrar, minha contribuição para o funcionamento de granjas, abatedouros e barcos pesqueiros. Pensei inicialmente em diminuir muito o consumo de carne, mas concluí a reflexão decidindo que iria me aventurar no vegetarianismo. Dormi com a consciência “armada”.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 24, como é costume meu pular o café da manhã, comecei o vegetarianismo por um almoço sem nenhuma carne. A carne foi substituída em curto prazo por processados (salsichas e hambúrgueres) de soja de uma grande marca frigorífica – eu acreditava que não estava financiando seus matadouros e frigoríficos, mas sim estimulando a empresa a consolidar seu mercado de produtos sem carne. Pensei nesse primeiro dia se eu poderia flexibilizar e ser ovolactovegetariano, mas um aviso de minha mãe sobre como seria ruim consumir ovos no lugar da carne e um momento de pensamento me dissuadiram de tal retrocesso. Deixando de ser onívoro, me tornei direto um vegetariano completo, sem ter que passar por fases de vegetarianismo incompleto (api, lacto, ovo ou ovolactovegetarianismo).</p>
<p style="text-align: justify;">Nos meses seguintes, fui conhecendo parte da grande diversidade da culinária vegetariana. No último trimestre de 2007, comecei a vislumbrar o veganismo como meta de consumo ético, meta alcançada em julho de 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu vegetarianismo, como meu relato mostra, surgiu fundamentado principalmente na questão da ética animal. Meio ambiente e saúde foram motivações subsequentes, que adquiriram importância ao longo do tempo. Hoje posso dizer que sou vegetariano pelos três motivos, sendo os direitos animais a razão principal.</p>
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<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><strong><span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;">Relato pessoal: como e por que eu me tornei vegetariano</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span> </span>Cada pessoa tem sua experiência única de vida que a leva ao vegetarianismo e, em seguida, ao veganismo, embora possa haver pontos em comum entre as histórias de várias, como ter assistido ao documentário <em>A Carne É Fraca</em> ou visitado um matadouro, e a trajetória de alguém possa inspirar outras pessoas. Para você entender melhor o vegetarianismo, para compreender a visão de quem não põe mais alimentos de origem animal na boca, vale a pena começar a ouvir ou ler os depoimentos de vegetarianos sobre como passaram a adotar uma alimentação ética, ou pelo menos como venceram o desafio de acabar com a carne nas refeições. Assim sendo, trago o meu relato pessoal sobre como virei vegetariano – tornei-me vegano não muito tempo depois.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span> </span>A data da minha mudança de atitude alimentar foi 24 de agosto de 2007, depois de uma noite e madrugada de séria reflexão que mudaria para sempre meu prato e minha vida. Mas vale contar a partir de quando tive o primeiro contato na internet com grupos de defesa dos animais para entender como a ideia de me tornar vegetariano progrediu. Foi em março de 2005, no Orkut, em comunidades como “PEA - Projeto Esperança Animal” e “Eu Odeio Rodeio” (hoje “Somos Contra Rodeio”). Tal contato se deu durante a campanha conjunta de diversas entidades de defesa animal contra a novela América, que estava perto de estrear na TV Globo e faria apologia aos rodeios. Compreendi e absorvi rapidamente as informações que passavam às comunidades antirrodeio do site, tais como a tortura a que o animal era submetido pelos instrumentos do rodeio (sedém, esporas, aparelhos de choque elétrico ilegais etc.). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Paralelamente, estavam aparecendo tópicos, da autoria de vegetarianos, que discutiam com onívoros se repudiar rodeios e comer carne ao mesmo tempo era uma hipocrisia. Alguns mais exaltados abriam tópicos já chamando diretamente pessoas como eu – onívoros contrários ao rodeio – de hipócritas. Eu me sentia ofendido com a acusação generalizada – e ainda hoje entendo o lado dos onívoros que são desrespeitados por vegetarianos desprovidos de noção de debate civilizado, como vou mostrar no Capítulo 6 –, mas isso não me impediu de entrar nos tópicos e começar a ter uma noção de como os vegetarianos enxergam o consumo de carne e de outros alimentos de origem animal. Eu lia aquela gente falando da carne como “cadáveres”, “bichos mortos” e outras sugestões mentais repugnantes. Como comedor das mais diversas carnes – principalmente bovina e de frango – na época, evitava me concentrar em ler a dialética que se travava e evitava postar nas discussões, para não me ver com o fardo ético de abandonar aqueles que então eram meus pratos preferidos – pizza, galeto, maminha, hambúrguer, pudim etc. Apenas passava o olho na página, lendo poucas frases.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Assim foi durante cerca de dois anos. Em um momento dentro desse tempo, postei num fórum cético um tópico pedindo para que refutassem o texto <em>21 motivos para ser vegetariano</em>, então considerado por mim um “texto <em>vegan</em> proselitista”, pedido que foi cumprido com argumentos fracos e tendentes ao cartesiano<a name="_ftnref1" href="#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;amp;amp;">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></a>. Apesar da resistência, passar o olho em tópicos de debate entre vegetarianos e onívoros no Orkut foi me proporcionando mais e mais momentos de pensamento sobre o vegetarianismo, embora eu continuasse resistindo à ideia de ser um. Eu tentava imaginar como vivia um vegetariano, e minha falta de conhecimento sobre culinária sem carne me levava a imaginar que o vegetariano comia um almoço “mutilado”, sem substituir a carne. Também estava aos poucos concordando que comer carne é incompatível com a filosofia da libertação animal, tanto que, em algum momento de 2006, resignadamente saí de uma comunidade orkutiana sobre libertação animal por considerar que eu, como onívoro, não me encaixava na proposta daquele fórum de discutir por que e como libertar os animais do status de escravos dos seres humanos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Em fevereiro do mesmo 2006, quando estive numa casa de praia em Itamaracá/PE, fui exposto a uma cena aterradora: peixes dentro de um balde agonizavam asfixiados, debatiam-se numa vã luta pela vida. Desejavam voltar para a água para respirar, mas tristemente não poderiam fazê-lo, porque não interessava a ninguém ali, menos ainda para os pescadores, que aqueles animais sobrevivessem e voltassem a viver no habitat de onde foram levados embora. Como era de se esperar, perderam a luta pela vida e foram comidos no almoço do mesmo dia. Pela primeira vez eu percebia como era cruel a procedência das carnes. Foi por aqueles peixes que tive pela primeira vez uma atitude prática de solidariedade à vida animal: não comi aqueles bichos que vi agonizarem. Infelizmente não parei de comer peixes naquela ocasião, já que teria carne de peixe algumas poucas vezes em meu almoço entre aquele dia e agosto de 2007, mas parte da minha resistência ao vegetarianismo havia irreversivelmente desabado dentro do meu subconsciente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Continuei dali em diante com os ligeiros contatos com tópicos pró-vegetarianos, mas continuava devorando pizzas <em>king size</em> inteiras e quantidades relativamente grandes de carnes bovina e aviária. Lembro também que uma colega do curso de Gestão Ambiental, que eu fazia na época, ocasionalmente me sugeria virar vegetariano – embora ela própria não o fosse. Mas, em agosto de 2007, circunstâncias decisivas para o meu prato vieram: o rodeio de Barretos/SP. Em três comunidades antirrodeio do Orkut, participei ativamente das discussões sobre por que e como o rodeio deveria ser proibido e criei tópicos discutindo detalhes cruéis que podiam ser notados nas provas de montaria dos rodeios. Aos poucos, a ficha ia caindo: eu defendia a integridade físico-psicológica de alguns bois, mas estava deixando totalmente de lado a vida e integridade de tantos e tantos outros que eram mortos nos matadouros. Defender os animais e ser onívoro ao mesmo tempo era possível, mas era contraditório ao extremo e pouco conveniente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Meu engajamento virtual contra os rodeios foi minando meu onivorismo até que, na noite do dia 23, cheguei a um ponto sem retorno: já não era mais possível continuar comendo carne sem peso na consciência. Finalmente minha resistência ao vegetarianismo havia ruído completamente. Em um tópico numa hoje extinta comunidade orkutiana do PETA, falei como já estava começando a ficar pensativo a respeito das questões éticas da minha alimentação e perguntei como eu poderia criar força de vontade para me livrar da carne e de outros alimentos de origem animal. Respostas solidárias apareceram, mas o passo decisivo já tinha sido dado – era o meu próprio ato de perguntar. Tal tópico foi o estopim para, poucas horas depois, na cama, antes de dormir, mergulhar em profunda reflexão sobre como eu poderia deixar de contribuir para a morte sofrida de tantos animais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Pensei deitado: eu estava sendo contraditório ao defender os bois explorados em rodeios mas estava ignorando o sofrimento dos bois que eram friamente mortos nos matadouros. Chegava à minha memória também, de volta, o sofrimento dos peixes de Itamaracá. Deveria a partir dali dar um jeito para diminuir o máximo possível, ou encerrar, minha contribuição para o funcionamento de granjas, abatedouros e barcos pesqueiros. Pensei inicialmente em diminuir muito o consumo de carne, mas concluí a reflexão decidindo que iria me aventurar no vegetarianismo. Dormi com a consciência “armada”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">No dia 24, como é costume meu pular o café da manhã, comecei o vegetarianismo por um almoço sem nenhuma carne. A carne foi substituída em curto prazo por processados (salsichas e hambúrgueres) de soja de uma grande marca frigorífica – eu acreditava que não estava financiando seus matadouros e frigoríficos, mas sim estimulando a empresa a consolidar seu mercado de produtos sem carne. Pensei nesse primeiro dia se eu poderia flexibilizar e ser ovolactovegetariano, mas um aviso de minha mãe sobre como seria ruim consumir ovos no lugar da carne e um momento de pensamento me dissuadiram de tal retrocesso. Deixando de ser onívoro, me tornei direto um vegetariano completo, sem ter que passar por fases de vegetarianismo incompleto (api, lacto, ovo ou ovolactovegetarianismo).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Nos meses seguintes, fui conhecendo parte da grande diversidade da culinária vegetariana. No último trimestre de 2007, comecei a vislumbrar o veganismo como meta de consumo ético, meta alcançada em julho de 2008, como explico no Capítulo 5.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 115%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span> </span>Meu vegetarianismo, como meu relato mostra, surgiu fundamentado principalmente na questão da ética animal. Meio ambiente e saúde foram motivações subsequentes, que adquiriram importância ao longo do tempo. Hoje posso dizer que sou vegetariano pelos três motivos, sendo os direitos animais a razão principal.</span></p>
<div><!--[if !supportFootnotes]--></p>
<hr size="1" /><!--[endif]--></p>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn1" href="#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;amp;amp;">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span></a> O filósofo René Descartes foi um dos maiores patronos do antropocentrismo secular. Afirmava que animais nada mais seriam do que autômatos desprovidos de senciência e sentimentos, cujos movimentos seriam meras reações mecânicas a estímulos. Sua filosofia antropocêntrica e especista ainda hoje inspira diversas formas de exploração animal, como a experimentação didático-científica em animais.</p>
</div>
</div>
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		<title>Peixe na Semana Santa: questões ambientais e éticas ignoradas pela sociedade e pela mídia</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 05:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Na Semana Santa, a celebração da morte e ressurreição de Jesus divide o espaço com o boom do comércio e consumo de carne de peixes. O feriadão em questão, em especial a Sexta-Feira Santa, é a época em que mais se comercializa e se consome esse tipo de carne no ano. As feiras, peixarias e supermercados de todo o Brasil lotam-se com milhões e milhões de peixes e uma multidão os compra para comê-los. A sociedade curte muito e a mídia incentiva, mas, aos olhos da natureza e da ética do respeito à vida animal, tais comportamentos se fazem perigosos e condenáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A imprensa que fomenta a morte dos peixes</p>
<p style="text-align: justify;">A imprensa, alienando a população de todos os problemas éticos e ambientais causados pela pesca, mostra com satisfação a prosperidade temporária dos vendedores de peixe (morto), ignorando e/ou omitindo completamente que é essa mesma fartura que vem causando um dramático declínio na população de grande parte das espécies “pescáveis”, se não todas, em todos os mares e oceanos do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">As notícias sobre queda e extinção local de muitas espécies de peixes multiplicam-se, mas, de forma quase irônica, as relacionadas ao comércio e consumo de “pescado”, sempre acríticas, ganham destaque, muitas vezes nos mesmíssimos jornais, telejornais ou sites, durante o feriado cristão. Notas sobre preço, disponibilidade e demanda e receitas culinárias imperam nos dias anteriores à Sexta-Feira Santa, dia em que a carne vermelha é vedada da mesa dos cristãos – por motivos meramente religiosos, nada relacionados com ética, compaixão ou não-violência.</p>
<p style="text-align: justify;">E os fatos de que os peixes agonizam muito em asfixia depois de retirados da água e poderiam ter suas vidas poupadas e respeitadas graças à existência do vegetarianismo simplesmente inexistem perante o olhar dessa mídia.<span id="more-3452"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A crise ambiental que a Sexta Santa ajuda a piorar</p>
<p style="text-align: justify;">Com todo esse estímulo da TV, dos jornais e dos portais online e embalado pela tradição, o povo se esbalda com a carne aquática no feriado. Ignora-se completamente que o costume cristão vem ajudando muito, para não dizer fundamentalmente, para a já citada crise populacional dos peixes nas vastas águas da Terra. Para se ter uma ideia dessa que se mostra como uma calamidade ecológica, alguns dados:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u479750.shtml">- A pesca em grande escala está ameaçando nada menos que 75% da população de peixes do mundo, segundo estudo da WWF de 2008</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ecodebate.com.br/2009/09/04/pesca-predatoria-aponta-para-inseguranca-alimentar-e-a-extincao-do-modo-de-sustento-de-algumas-comunidades/">- Na faixa territorial oceânica brasileira, 80% das espécies mais procuradas por pescadores estão ameaçadas de extinção por causa da sobrepesca e da pesca por redes de arrasto</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ecodebate.com.br/2009/09/04/pesca-predatoria-aponta-para-inseguranca-alimentar-e-a-extincao-do-modo-de-sustento-de-algumas-comunidades/">- 80% dos bancos de pesca mundiais estão em declínio ou esgotados</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html">- A pesca hoje está num ritmo duas a três vezes superior à capacidade de regeneração das populações aquáticas das águas do planeta. Em tal ritmo, todas as espécies “pescáveis” terão desaparecido em 2050</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html">- A população de peixes está diminuindo consideravelmente em diversos locais do mundo onde é pescada. A população de atum-azul diminuiu 10% em relação a meados do século 20 no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo. Na costa da Escandinávia, já foi extinta. Nas fazendas de aquicultura da Europa, caiu 25% em apenas um ano</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ecodebate.com.br/2008/10/31/um-terco-da-captura-mundial-de-peixe-e-desperdicado-na-producao-de-racao-animal/">- Pesca e pecuária estão interligadas: rações preparadas a partir de peixes representam 37% do total de peixes retirados anualmente dos oceanos; 90% dessa porcentagem são trans-formados em óleo e farinha de peixe. Dessa farinha e óleo, 46% são utilizados como alimento na aquicultura de peixes e outros 46% são destinados para ração da pecuária suína e aviária</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=38350">- Das 30 espécies de tubarões pelágicos, que vivem em alto-mar, 11 correm em risco de extinção por causa da pesca que captura ora tubarões inteiros, ora suas barbatanas (nesse caso os tubarões são abandonados à morte depois de mutilados)</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/pesca_e_pesquisa_no_mar_profundo_imprimir.html">- A pesca profunda com redes de arrasto é capaz de levar embora, junto com os animais "pescáveis", até 4 toneladas de corais, o que vem contribuindo para a ameaça mundial que os recifes de coral estão sofrendo</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sofrimento dos peixes e ética</p>
<p style="text-align: justify;">Também merece ser considerado o sofrimento desses animais quando são içados da água. Basta ver a força e o frenesi com que o peixe se debate depois de capturado, mais o movimento de sua boca quando já perdeu suas forças. Sua agonia é algo escancarado, visível a todos, mas é tratada com muita naturalidade e insensibilidade pelo pescador e totalmente ignorada por quem come esses bichos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas felizmente há como evitar causar esse sofrimento intenso: a existência do vegetarianismo, com sua cada vez mais comprovada (<a href="http://www.eatright.org/WorkArea/linkit.aspx?LinkIdentifier=id&amp;ItemID=8417">aqui há um exemplo</a>) sustentabilidade nutricional, torna o consumo de carne de peixe totalmente dispensável e nos permite respeitar o direito à vida dos peixes e evitar que eles sofram em nossas mãos. Aliás, todos os animais, como seres sencientes (exceto poríferos), têm o direito à vida e ao respeito ao seu consciente interesse de viver, e sua morte para consumo alimentar pode ser evitada com a adoção da alimentação vegetariana.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tudo isso não é nada perante a imprensa e a sociedade, que desconhecem esses direitos e a capacidade dos peixes de sofrer e continuam cegamente comendo suas carnes. Promovem, sem nenhuma preocupação, a agonia tanto senciente quanto ecológica desses bichos. O vegetarianismo não é reconhecido pelos veículos de comunicação nem pela maioria dos cristãos como meio de se fazer uma Semana Santa iluminada pelo respeito e compaixão à vida – pelo contrário, levam adiante a crença tácita de que esses animais não são dignos de ter suas vidas preservadas e recusam-se a incluí-los em sua ética de respeito ao outro. Aliás, no feriadão o vegetarianismo e os pratos livres de animais praticamente deixam de existir na mídia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Consideração final</p>
<p style="text-align: justify;">A alienação ambiental, a ética seletiva e o desamor perante formas sensíveis de vida são velhos costumes na semana santificada por uma religião que ironicamente prega a caridade e o amor ao próximo. Nesta época são praxe os pecados contra a vida e a natureza. E a cristandade, apoiada pela tradição e pela comunicação de massa, caminha tornando a biosfera cada vez mais desequilibrada e escassa de fauna e causando sofrimento e morte despreocupadamente a bilhões de animais. Enfim, tornando o mundo pior.</p>
<p style="text-align: justify;">A você que leu este texto, desejo boa Semana Santa e que pense na vida dos peixes.</p>
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		<title>Crítica à reportagem pesqueira do JC Online no Observatório da Imprensa</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/03/critica-a-reportagem-pesqueira-do-jc-online-no-observatorio-da-imprensa.html</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 01:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[Repercussão do Blog ou do Autor]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições Cruéis e Viciosas]]></category>
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		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[O Observatório da Imprensa publicou o artigo O mar não está para peixe, e a mídia não está para os animais, embora com outro nome que eu não escolhi. Leia no OI: Irresponsabilidade ambiental // A mídia não está nem aí Se quiser, comente lá e no post daqui do Arauto. Posts relacionados:&#8220;Crueldade contra animais [...]


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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/05/reportagem-da-globo-faz-apologia-onivorismo-extremo.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reportagem da Globo faz apologia a onivorismo extremo'>Reportagem da Globo faz apologia a onivorismo extremo</a></li>
<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/05/pernambuco-globo-nordeste-e-nossa-mais-nova-aliada-contra-ecocidio-de-suape-veja-reportagem.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: [Pernambuco] Globo Nordeste é nossa mais nova aliada contra o ecocídio de Suape. Veja a reportagem'>[Pernambuco] Globo Nordeste é nossa mais nova aliada contra o ecocídio de Suape. Veja a reportagem</a></li>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">O Observatório da Imprensa publicou o artigo <strong><a href="http://consciencia.blog.br/2010/03/o-mar-nao-esta-para-peixe-e-a-midia-nao-esta-para-os-animais.html" target="_blank">O mar não está para peixe, e a mídia não está para os animais</a></strong>, embora com outro nome que eu não escolhi.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=582FDS005" target="_blank"><big><big><strong>Leia no OI: Irresponsabilidade ambiental // A mídia não está nem aí</strong></big></big></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se quiser, comente lá e no post daqui do <strong>Arauto</strong>.</p>
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		<title>Vergonha 3: países não querem preservar tubarões-martelo</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/03/vergonha-3-paises-nao-querem-preservar-tubaroes-martelo.html</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 21:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Assassinato e Matança de Animais]]></category>
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		<description><![CDATA[Convenção Cites descarta proteção de tubarão martelo em lista A conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites) rejeitou nesta terça-feira (23) uma proposta para incluir sob proteção o tubarão martelo, depois de ter também recusado a proteção a outras duas espécies marinhas de grande valor comercial: o atum vermelho do Atlântico [...]


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			</a>
		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u710669.shtml" target="_blank"><strong>Convenção Cites descarta proteção de tubarão martelo em lista</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites) rejeitou nesta terça-feira (23) uma proposta para incluir sob proteção o tubarão martelo, depois de ter também recusado a proteção a outras duas espécies marinhas de grande valor comercial: o atum vermelho do Atlântico Leste e o coral vermelho.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A proposta dos Estados Unidos de incluir o tubarão martelo (Sphyrna lemini) no anexo 2 da Cites, que teria permitido regulamentar as exportações, não obteve a maioria necessária de dois terços (75 votos a favor, 45 contrários).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O tubarão martelo está na lista vermelha da UICN (União Mundial para a Conservação da Natureza) como espécie "mundialmente em perigo".</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Na bancada da delegação japonesa, contrária à inclusão do tubarão no anexo 2, um representante não conseguiu reprimir os aplausos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Desde a abertura da conferência em Doha, no dia 13 de março, o Japão se opõe à intervenção da Cites na gestão das pescas comerciais.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Outras três espécies foram propostas para figurar no anexo 2 da Cites, que se pronunciará nesta terça-feira: o tubarão oceânico (Carcharhinus longimanus), o tubarão marracho ou anequim (Lamna nasus) e a mielga (Squalus acanthias). </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É a terceira vergonha que a CITES causa ao mundo, em sua recusa de proteger diversas espécies ameaçadas de animais da exploração.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma coisa é fato: se o veganismo fosse o pensamento predominante, não precisaríamos de nenhuma CITES para determinar quais animais mereceriam respeito incondicional e quais mereceriam ser explorados e massacrados para fins comerciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu gostaria muito de saber a justificativa ética tanto da rejeição à proteção integral desses animais como da própria CITES. Os bichos são inferiores aos seres humanos? Sua vida não tem valor? O ser humano é divinamente autorizado a explorá-los e matá-los? Eu gostaria muito de ouvir a resposta.</p>
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		<title>Trolls atirando nos próprios pés: reflexão sobre o #DiaMundialSemCarne</title>
		<link>http://consciencia.blog.br/2010/03/trolls-atirando-nos-proprios-pes-reflexao-sobre-o-diamundialsemcarne.html</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 14:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato e Matança de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Baixaria]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
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		<description><![CDATA[No último dia 20 de março, mais uma vez o Twitter foi palco de militância vegetariana, dessa vez em virtude do Dia Mundial Sem Carne – embora o dia seja mundial, só houve a arquitetação de uma campanha twitteriana no Brasil. A tag #DiaMundialSemCarne conseguiu um feito ainda melhor que o #GoVegetarian, também brasileiro, de [...]


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<li><a href='http://consciencia.blog.br/2010/02/reflexao-sobre-a-campanha-govegetarian-no-twitter.html' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reflexão sobre a campanha #GoVegetarian no Twitter'>Reflexão sobre a campanha #GoVegetarian no Twitter</a></li>
</ol>]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">No último dia 20 de março, mais uma vez o Twitter foi palco de militância vegetariana, dessa vez em virtude do Dia Mundial Sem Carne – embora o dia seja mundial, só houve a arquitetação de uma campanha twitteriana no Brasil. A tag #DiaMundialSemCarne conseguiu um feito ainda melhor que o #GoVegetarian, também brasileiro, de um mês antes: foi para primeiro lugar nos <em>trending topics </em>nacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, essa realização foi, em sua maior parte, não graças aos militantes que mostraram links e frases relacionadas aos males do consumo de carne, mas sim graças à multidão de onívoros que ironizou com o dia. Esse comportamento troll, ao meu ver, merece ser o tema desta reflexão sobre a campanha do #DiaMundialSemCarne.</p>
<p style="text-align: justify;">O que roubou a cena, ao contrário do #GoVegetarian, foi não mais o esforço dos vegetarianos em si, mas a negativa resposta em massa a ele. Foi uma miscelânea de tipos de tweet, incluindo as tradicionais provocações do tipo “hoje eu comi uma picanha...”, “vamos comemorar com um churrasco”, “O dia terminou sem carne, porque esgotei toda a carne que tinha”; retweets (RTs) como “Quem comeu carne no #DiaMundialSemCarne e não se arrependeu, dê RT” ou “No #DiaMundialSemCarne eu colaborei radicalmente: destruí estoques consideráveis de carne a dentadas, por um final totalmente sem carne”; e, com menos frequência, reações mais agressivas, como “boi bom é boi morto” ou “#DiaMundialSemCarne de c... é r...”.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato essa foi a reação média ao #DiaMundialSemCarne: birras, provocações, reafirmações do hábito de comer carne. Preferência pela alienação e pela má educação. A grande maioria da população do Twitter que respondeu à campanha simplesmente recusou-se a refletir sobre sua alimentação, levando na brincadeira o sofrimento animal e a destruição ambiental que a carne provoca. Feliz foi a frase de uma vegetariana: “Não se iludam, o que queriam de um povo que discute sobre BBB no Twitter? Serem educados com a tag #DiaMundialSemCarne?”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal povo comprovou que é de fato alienado e sem consciência, prefere dar uma banana ao debate sobre direitos animais e ignorar os alertas cada vez mais constantes e graves dos noticiários sobre os perversos impactos ambientais da produção e consumo de carne.<span id="more-3350"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A população, em vez de pensar como fazer sua parte, opta por deixar que o Greenpeace e o governo – o qual até apoia a pecuária e é influenciado por um lobby ruralista – se encarreguem sozinhos de deter o desmatamento e as emissões de gases-estufa, desprezando o fato de que ela própria é quem está financiando a pecuária que desmata horrores e emite, de formas diretas e indiretas, uma enorme carga de gases-estufa – 18% segundo a FAO, 51% segundo o Worldwatch Institute.</p>
<p style="text-align: justify;">Escolhe pôr nas mãos do mesmo governo e de ONGs como a WWF e a Sea Shepherd o ônus de lutar pela preservação da fauna marinha, esquecendo que, sem a enorme demanda por carne de peixe e frutos-do-mar que ela mesma compõe, a pesca nunca teria crescido tanto a ponto de ameaçar a vida animal em todos os mares e oceanos do planeta – e o pior, mal sabem que o próprio governo brasileiro vem fomentando que a pesca cresça ainda mais, através de seu infame Ministério da Pesca e Aquicultura.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a campanha, comparei tal ridículo com situações imaginárias que teriam acontecido se computadores, internet e o Twitter tivessem existido em determinadas épocas da História. É de se imaginar: a tag #NoSlavery (sem escravidão) seria respondida no século 19 com muitas provocações pelas quais as pessoas (brancas) reafirmariam seu hábito de explorar, forçar e espancar escravos; nos Estados Unidos da década de 60, o termo #NoRacism (sem racismo) causaria reações de brancos a vociferar insistentemente que negros seriam inferiores e mereceriam ser agredidos e “esculachados”; em épocas de ascensão da luta feminista por direitos para as mulheres, reações misóginas não faltariam à tag #WomensRights (direitos das mulheres).</p>
<p style="text-align: justify;">Poucos foram aqueles onívoros que, em vez de acompanhar a onda de provocações do povão, tentaram responder racionalmente e com argumentos por que não estavam dispostos a repensar seu hábito alimentar. Entretanto, foram quase sempre os velhos mitos surrados e fáceis de refutar: a suposta anatomia carnívora humana, o (convenientemente seletivo) seguimento da “lei do mais forte”, a cadeia alimentar, a evolução humana devida à carne, os animais “nascidos para serem alimento” etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Falou-se bastante também que o que estávamos fazendo era “impor” um dia sem carne, que estaríamos atentando contra a liberdade e desrespeitando a escolha alimentar das pessoas. Na verdade, porém, o #DiaMundialSemCarne, muito longe de uma imposição ou um ato de obrigar – somente o seria se o dia 20 de março tivesse sido decretado por lei como um dia de proibição rígida da venda e consumo de carne –, é um convite à reflexão lançado pelo ato de conscientizar. É um dia de se pensar nas consequências ambientais da alimentação onívora e no lado dos animais que a pecuária e a pesca matam aos bilhões todos os anos.</p>
<p style="text-align: justify;">E lembremo-nos que a imposição é autoritária e violenta e não permite debates, algo diametralmente oposto à atitude de conscientizar, esclarecer, debater e fazer refletir a qual marcou a campanha twitteriana. Acontece que, para as pessoas, qualquer conscientização que questione seus hábitos socioculturais – no caso, a alimentação onívora – se torna uma imposição porque atenta diretamente contra aquilo que lhes dá prazer e conforto – comer carne.</p>
<p style="text-align: justify;">É curiosa a concepção de “imposição” de grande parte dos brasileiros – que seria a atitude de qualquer verbalização que os aconselhe a mudar comportamentos de modo a adotar hábitos opostos aos atuais. Nesse sentido, até as clássicas frases “não jogue lixo no chão”, “se dirigir, não beba” e “preserve a natureza” ou mesmo os conselhos da mãe seriam considerados imposições. Mas não o são porque, ao contrário das mensagens “não coma carne” ou “seja vegetariano”, não mexem com hábitos prazerosos – não dá prazer a quase ninguém jogar lixo no chão, dirigir bêbado, vandalizar vegetações e fazer besteiras que contrariem as palavras maternas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra palavra frequente entre os que se incomodaram foi “converter” – reclamava-se que estaríamos querendo converter onívoros para o vegetarianismo tal como evangélicos tentam fazer com quem não segue o cristianismo pentecostal. Outro equívoco, uma vez que a militância vegetariana quer promover o debate, a reflexão e a encaração racional do prato onívoro de todo dia e traz à luz fatos comprovados por muitas fontes idôneas, ao contrário da pregação e conversão religiosas, baseadas na fé irracional, no dogmatismo e em “fatos” de veracidade completamente duvidosa e calcadas na credulidade e falta de esclarecimento dos convertidos.</p>
<p style="text-align: justify;">E de fato quem mais parecia ostentar uma irracionalidade parecida com a de cristãos recém-convertidos eram justamente os que reagiam contra a conscientização. Pareciam ostentar uma “fé” onívora, tão dogmática, intransigente e resistente a argumentos contrários quanto a religiosa. E, tal como religiosos fundamentalistas diante de ateus militantes, ou recusavam-se visceralmente a discutir suas crenças ou defendiam-nas com argumentos falaciosos, frágeis e até risíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O que escrevi até agora nesta reflexão pode estar dando a entender que nós vegetarianos perdemos feio no #DiaMundialSemCarne, saímos humilhados e eu estou lamentando tudo em nome da militância vegetariana. Mas felizmente não foi essa a verdade. O certo é que, apesar de uma enchente de trollagens ter sido provocada, saímos ganhando. A campanha e o próprio vegetarianismo, aliás, saíram muito fortalecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">O #DiaMundialSemCarne foi vitorioso porque a multidão provocadora, se quis desacreditar o movimento vegetariano e o Dia Mundial Sem Carne, falhou feio, deu um tiro no pé. Os que reproduziram a tag seguida de uma provocação acabavam divulgando o nosso movimento sem querer. Em vez de ignorar o termo e dedicar-lhe um fulminante silêncio – algo que poderia até deixá-lo fora dos <em>trending topics</em>, uma vez que observei que as mensagens de conscientização às vezes vacilavam por uma frequência menos que intensiva –, fizeram questão de deixá-lo lado a lado com alguma alusão ao gosto por carne. Gol contra: fortaleceram muito a campanha, deram-lhe uma repercussão magnífica e ainda por cima escancaravam autoimagens do tipo “Oi, eu sou tão tolo que só tenho provocações bobocas para tentar rechaçar e invalidar o #DiaMundialSemCarne”.</p>
<p style="text-align: justify;">E a ideia de que onívoros em sua maioria são tolos e não têm argumentos ou motivos racionais para comer carne nos tentou o tempo todo para que a concebêssemos como verdade, uma vez que ficou claro que a trollagem era o único modo que encontravam para defender (desesperadamente) seu prato, já que não encontravam nada inteligente que pudesse rechaçar a campanha. Pareciam sentir-se acuados diante daquilo que não podiam encarar de forma esperta e, assim sendo, partiam para a força bruta para tentar derrotar a nós e a nossos argumentos – como se fôssemos adversários.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficou também evidente o contraste entre a alienação e falta de argumentos racionais dos onívoros e a consciência e riqueza de conhecimento e informação dos vegetarianos. Concluiu-se que a maioria dos primeiros come carne não por motivos bem pensados, mas por inércia cultural, crença “amém” em velhos e surrados mitos, desconhecimento da extremamente diversificada culinária vegetariana e, acima de tudo, prazer do paladar. O vegetarianismo figurava-se mais racional e bem fundamentado que o onivorismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensemos no seguinte: quando declararem por lei um Dia Nacional do Churrasco e fizerem uma campanha do tipo #DiaDoChurrasco no Twitter, é improvável que os vegetarianos responderão provocando com o mesmo espírito troll, com mensagens vazias carregadas do propósito de irritar o outro lado. O que será de se esperar é uma contrainvestida com muitos argumentos bem pensados por que não se deveria comemorar, e sim lamentar, esse dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O #DiaMundialSemCarne não induziu a população à reflexão e encaração racional do prato como se desejava, mas isso não é motivo de desalento, até porque esse foi apenas o primeiro grande Dia Mundial Sem Carne da história do Twitter – ou um dos primeiros – e pelo fato de termos chamado muito a atenção e constatado a falta de argumentos e a alienação ético-ambiental da maioria das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que esta reflexão sirva como base para se trabalhar a militância vegetariana a curto e médio prazo – que nos ajude a pensar como lidar com tamanha alienação e levar conhecimento, esclarecimento e consciência a essas pessoas. Das constatações e lições que temos em cada dia de ativismo, obtemos grande aprendizado e tornamos nossa luta pela ética e pelo meio ambiente cada vez mais forte e eficiente.</p>
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		<title>Breve relato do #DiaMundialSemCarne no Twitter</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 13:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">@s vegetarian<small>@</small>s do Twitter estão de parabéns por terem promovido o #DiaMundialSemCarne. Foi um ato de conscientização que uniu <small>@</small>s vegetarian<small>@</small>s que são interessad<small>@</small>s pelos direitos dos animais e pela preservação do meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à minha participação, foram quase 400 tweets em cerca de 11 horas. Uma quantidade incontável de menções favoráveis e menções questionadoras, além das menções mais idiotas feitas por trolls. 48 pessoas passaram a me seguir, dispostas a receber os tweets do <strong>Arauto da Consciência</strong> (até este momento apenas 3 ou 4 deram unfollow). A maioria dos meus tweets foi divulgando dois posts (a <strong><a href="http://consciencia.blog.br/2010/02/reflexao-sobre-o-duplipensar-moral-onivoro-2.html" target="_blank">Reflexão sobre o duplipensar onívoro</a></strong> e os <strong><a href="http://consciencia.blog.br/2010/03/fatos-ambientais-sobre-pecuaria-pesca-e-aquicultura.html" target="_blank">Fatos ambientais sobre pecuária, pesca e aquicultura</a></strong>), dando RT em outras mensagens inteligentes e, como explico mais abaixo, comparando o reacionarismo de hoje àquele que aconteceria se o Twitter tivesse existido em outras épocas de lutas por direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando em trolls, a verdade foi que foi graças a eles que a tag ficou em primeiro nos <em>trending topics</em> brasileiros por tanto tempo -- caindo para segundo por apenas meia hora às 20h. Uma grande população twiteira ridicularizou e fez pouco caso da tag, com as velhas e manjadas gracinhas sobre "comer uma picanha suculenta", "hoje tem churrasco", "quem comeu carne no #Dia... e não se arrependeu dê RT" etc. Houve também aqueles trolls mais agressivos que ora postavam frases revoltadas do tipo "#Dia... de c* é r*" ou "Boi bom é boi morto", ora enchiam o saco d<small>@</small>s vegetarian<small>@</small>s individualmente, por menções importunadoras.</p>
<p style="text-align: justify;">Tantos trolls não se ligaram, no entanto, que ajudaram e muito o #Dia..., já que fizeram o enorme favor de manter a tag no topo dos <em>trending topics</em> brasileiros e, com suas reações, mostraram-se incapazes de defender sua alimentação e deixaram claro que não adotam uma alimentação onívora com fundamentos racionais -- comem carne por inércia cultural e prazer. Algumas poucas pessoas é que tentaram defender sua alimentação com o cérebro, argumentando racionalmente, mas não falaram nada que não tivesse um contra-argumento refutatório preparado.</p>
<p style="text-align: justify;">Como resposta ao reacionarismo birrento das pessoas, comparei o mesmo, em uma série de tweets, a atitudes reacionárias imaginárias que marcariam o Twitter se ele tivesse existido em lugares/épocas como o Brasil do século 19 (na luta pela abolição da escravidão no Brasil), os EUA da década de 60 (na luta contra o racismo), a África do Sul do Apartheid e as épocas de ascensão da luta pelos direitos das mulheres. É praticamente fato que as mesmas pessoas que fizeram birra contra o #Dia... fariam a mesma coisa contra as lutas por direitos que marcaram tais lugares e épocas.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje ou nos próximos dias vou escrever uma reflexão sobre a tolice dos trolls do #DiaMundialSemCarne. Novamente parabéns aos/às vegetarian<small>@</small>s que fizeram seu papel.</p>
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		<title>Fatos ambientais sobre pecuária, pesca e aquicultura</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 14:04:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Numa contribuição para o Dia Mundial Sem Carne, trago vários fatos ambientais sobre o que a pecuária, pesca e aquicultura estão fazendo com o mundo em prol do consumo de carne e outros alimentos de origem animal. Compilei-os num livro que estou escrevendo e trago-os com as devidas fontes: - A pecuária é vista como [...]


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<p style="text-align: justify;">Numa contribuição para o Dia Mundial Sem Carne, trago vários fatos ambientais sobre o que a pecuária, pesca e aquicultura estão fazendo com o mundo em prol do consumo de carne e outros alimentos de origem animal. Compilei-os num livro que estou escrevendo e trago-os com as devidas fontes:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- A pecuária é vista como uma das principais ameaças a 306 de 825 territórios terrestres de atenção ecológica e a 23 dos 35 hotspots de biodiversidade (áreas de alta biodiversidade que vêm sofrendo com altos níveis de degradação e desmatamento). [<a href="http://www.fao.org/ag/magazine/0612sp1.htm">http://www.fao.org/ag/magazine/0612sp1.htm</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Os pastos e as plantações de alimentos para ração animal - soja e milho - são os maiores vetores de desmatamento na América Latina. [<a href="http://www.fao.org/forestry/foris/data/cofo/2007/steinfeld_henning_livestocks_role_in_the_ deforestation_process.pdf">http://www.fao.org/forestry/foris/data/cofo/2007/steinfeld_henning_livestocks_role_in_the_deforestation_process.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Apenas a pecuária extensiva ocupa 27% de todas as terras emersas. A América do Sul, o que inclui óbvia e principalmente o Brasil, é uma das únicas regiões onde os pastos ainda estão se expandindo. Essa expansão é fomentada, entre outros fatores, pelo crescimento da demanda da população por alimentos de origem animal. [<a href="http://www.fao.org/forestry/foris/data/cofo/2007/steinfeld_henning_livestocks_role_in_the_ deforestation_process.pdf">http://www.fao.org/forestry/foris/data/cofo/2007/steinfeld_henning_livestocks_role_in_the_<br />
deforestation_process.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Entre 1994 e 2004, a área dedicada à plantação de soja mais que dobrou na América Latina, alcançando 39 milhões de hectares. Segundo a FAO/ONU, o principal responsável por essa explosão da sojicultura latino-americana foi o aumento da demanda das criações pecuárias de grande porte no leste asiático, especialmente na China. [<a href="ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0262e/a0262e00.pdf">ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0262e/a0262e00.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Um quilo de carne bovina pode requerer até 13 quilos de grãos. Um quilo de carne de cordeiro gasta 21 quilos de grãos. Um quilo de ovos de galinha, por sua vez, demanda o consumo de 11 quilos de grãos. [<a href="http://www.ajcn.org/cgi/reprint/78/3/660S">http://www.ajcn.org/cgi/reprint/78/3/660S</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Apenas a pecuária gasta 8% de todo o consumo humano global de água, principalmente para a irrigação de plantações destinadas a alimentar criações animais. [<a href="http://www.fao.org/ag/magazine/0612sp1.htm">http://www.fao.org/ag/magazine/0612sp1.htm</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Em Botsuana, os animais de criação bebem 23% de toda a água consumida nacionalmente. [<a href="ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/meeting/011/j9421e.pdf">ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/meeting/011/j9421e.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Produzir um quilo de proteína animal requer até 100 vezes mais água do que um quilo de proteína de grãos, podendo em alguns países e sistemas específicos requerer até absurdos 200 mil litros, considerando-se todo o gasto em irrigação de plantações para alimentação animal e a ingestão de água pelos animais. [<a href="http://www.ajcn.org/cgi/reprint/78/3/660S">http://www.ajcn.org/cgi/reprint/78/3/660S</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Um quilo de carne costuma requerer cerca de 20 mil litros de água para ser produzido, enquanto um quilo de arroz ou soja requer cerca de 2 mil litros. [<a href="http://www.anda.jor.br/?p=7444">http://www.anda.jor.br/?p=7444</a>]<span id="more-3338"></span></p>
<p style="text-align: justify;">- Uma vaca leiteira bebe em média 130 litros de água por dia em dias não tão quentes. Assim sendo, um rebanho de 300 vacas consumirá em cinco meses um total de 5,85 milhões de litros de água. [<a href="http://www.dairyaustralia.com.au/~/media/Documents/Farm/Feeding cows/Feeding Systems/Other Information/Estimating Stock Water Requirements.ashx">http://www.dairyaustralia.com.au/~/media/Documents/Farm/Feeding cows/Feeding Systems/Other Information/Estimating Stock Water Requirements.ashx</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Cada litro de leite produzido por uma indústria tradicional de laticínios representa o despejo de um litro de efluentes (resíduos líquidos) despejados na natureza. [<a href="http://ec.europa.eu/environment/etap/inaction/pdfs/feb07_dairy_no_water.pdf">http://ec.europa.eu/environment/etap/inaction/pdfs/feb07_dairy_no_water.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Em 1998, um surto de infestação de algas matou, por esgotamento do oxigênio aquático, mais de 80% dos peixes que viviam em uma área marítima de 100 quilômetros quadrados no litoral de Hong Kong e redondezas. Foi identificado que as algas se propagaram a partir da poluição orgânica lançada de criações animais de grande porte situadas naquela área do sul da China, as quais confinavam principalmente porcos e galináceos. [<a href="ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0261e/a0261e00.pdf">ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0261e/a0261e00.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- No mesmo ano, um estudo de 1600 poços localizados próximos a fazendas-fábrica nos Estados Unidos descobriu que 34% daqueles poços estavam contaminados por nitratos, um dos principais poluentes emitidos de resíduos da pecuária, e, dentro dessa quantidade, 10% do total de poços tinham níveis de nitratos acima dos níveis de tolerância para água potável. [<a href="ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0261e/a0261e00.pdf">ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0261e/a0261e00.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Em diversos países da Ásia, 25% de toda a área agriculturável sofre contaminação com a descarga de quantidades excessivas de nutrientes, sendo a pecuária um dos principais responsáveis por essa descarga. A pecuária emite cerca de metade do fósforo excessivo que contamina essas terras. [<a href="ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0261e/a0261e00.pdf">ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0261e/a0261e00.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- A pecuária em 2005 já era responsável direta pela emissão de grande parte de diversos gases poluentes e alimentadores do efeito-estufa: 15% do metano, 17% do óxido nitroso e 44% da amônia globalmente emitidos pelas atividades humanas. Esses 15% de metano correspondia a nada menos que 90 milhões de toneladas anuais. [<a href="ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0261e/a0261e00.pdf">ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0261e/a0261e00.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Uma epidemia de gastroenterite ocorreu na cidade de Walkerton, na província canadense de Ontario, em maio de 2000. 1300 casos, incluindo seis mortes, foram contabilizados por ingestão de água contaminada. As autoridades de saúde pública confirmaram como fonte mais evidente o despejo de estrume bovino na água. [<a href="http://www.nrdc.org/water/pollution/ffarms.asp">http://www.nrdc.org/water/pollution/ffarms.asp</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Entre 2003 e 2008, a pecuária foi responsável em média por 75% do desmate na Amazônia e 56% no Cerrado. [<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u665209.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u665209.shtml</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Pelo menos 50% das emissões brasileiras de gases-estufa vêm sendo causadas pela pecuária. [<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u665209.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u665209.shtml</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Em 2008, a emissão total de gases-estufa pela pecuária no Brasil foi equivalente a 813 milhões de toneladas de CO2. Em 2003, ano em que o desmatamento foi ainda maior, foi de 1,1 bilhão. [<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u665209.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u665209.shtml</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Redes de arrasto abandonadas, perdidas ou descartadas representam 10% de todo o lixo oceânico do planeta e continuam capturando e matando animais mesmo depois de abando-nadas pelo barco ou navio pesqueiro. [<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u561999.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u561999.shtml</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- A pesca em grande escala está ameaçando nada menos que 75% da população de peixes do mundo, segundo estudo da WWF de 2008. [<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u479750.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u479750.shtml</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Na faixa territorial oceânica brasileira, 80% das espécies mais procuradas por pescadores estão ameaçadas de extinção por causa da sobrepesca e da pesca por redes de arrasto. [<a href="http://www.ecodebate.com.br/2009/09/04/pesca-predatoria-aponta-para-inseguranca-alimentar-e-a-extincao-do-modo-de-sustento-de-algumas-comunidades/">http://www.ecodebate.com.br/2009/09/04/pesca-predatoria-aponta-para-inseguranca-alimentar-e-a-extincao-do-modo-de-sustento-de-algumas-comunidades/</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- 80% dos bancos de pesca mundiais estão em declínio ou esgotados. [<a href="http://www.ecodebate.com.br/2009/09/04/pesca-predatoria-aponta-para-inseguranca-alimentar-e-a-extincao-do-modo-de-sustento-de-algumas-comunidades/">http://www.ecodebate.com.br/2009/09/04/pesca-predatoria-aponta-para-inseguranca-alimentar-e-a-extincao-do-modo-de-sustento-de-algumas-comunidades/</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- A pesca em 2010 estava num ritmo duas a três vezes superior à capacidade de regeneração das populações aquáticas das águas do planeta. Em tal ritmo, todas as espécies “pescáveis” terão desaparecido em 2050. [<a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html">http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- A população de peixes está diminuindo consideravelmente em diversos locais do mundo onde é pescada. A população de atum-azul diminuiu 10% em relação a meados do século 20 no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo. Na costa da Escandinávia, já foi extinta. Nas fazendas de aquicultura da Europa, caiu 25% em apenas um ano. [<a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html">http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Pesca e pecuária estão interligadas: rações preparadas a partir de peixes representam 37% do total de peixes retirados anualmente dos oceanos; 90% dessa porcentagem são trans-formados em óleo e farinha de peixe. Dessa farinha e óleo, 46% são utilizados como alimen-to na aquicultura de peixes e outros 46% são destinados para ração da pecuária suína e aviária. [<a href="http://www.ecodebate.com.br/2008/10/31/um-terco-da-captura-mundial-de-peixe-e-desperdicado-na-producao-de-racao-animal/">http://www.ecodebate.com.br/2008/10/31/um-terco-da-captura-mundial-de-peixe-e-desperdicado-na-producao-de-racao-animal/</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Das 30 espécies de tubarões pelágicos, que vivem em alto-mar, 11 correm em risco de extinção por causa da pesca que captura ora tubarões inteiros, ora suas barbatanas (nesse caso os tubarões são abandonados à morte depois de mutilados). [<a href="http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=38350">http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=38350</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- A pesca profunda com redes de arrasto é capaz de levar embora, junto com os animais "pescáveis", até 4 toneladas de corais, o que vem contribuindo para a ameaça mundial que os recifes de coral estão sofrendo. [<a href="http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/pesca_e_pesquisa_no_mar_profundo_imprimir.html">http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/pesca_e_pesquisa_no_mar_profundo_imprimir.html</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- A aquicultura é uma grande inimiga dos manguezais do planeta. Graças a ela, a Tailândia perdeu mais da metade do seu manguezal a partir de 1960 e as Filipinas perderam cerca de 338 mil hectares de mangues em 70 anos. [<a href="http://www.bvsde.paho.org/bvsaidis/uruguay30/BR09543_Oliveira.pdf">http://www.bvsde.paho.org/bvsaidis/uruguay30/BR09543_Oliveira.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Uma fazenda de carcinicultura que produz mensalmente 675 toneladas de camarão "bruto" pode emitir à natureza 13 mil metros cúbicos por mês de água residual sem tratamento. [<a href="http://dialogos.ftc.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=88&amp;Itemid=15">http://dialogos.ftc.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=88&amp;Itemid=15</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- Entre 1973 e 2005, os manguezais da costa de Pernambuco tiveram 2.052 hectares desmatados, dos quais foram restaurados ou expandidos 1.526ha no mesmo período. Dos 526ha de mangue que não foram restaurados, 197 foram convertidos em tanques de aquicultura, nada menos que 37% da destruição não revertida. [<a href="http://marte.dpi.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr@80/2008/11.16.16.44/doc/4599-4606.pdf">http://marte.dpi.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr@80/2008/11.16.16.44/doc/4599-4606.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">- É estimado que a carcinicultura nos arredores de Bangcoc, capital da Tailândia, despejem a cada ano cerca de 1500 toneladas de nitrogênio e 146 de fósforo nos ecossistemas estuari-nos, causando a proliferação de algas, a morte de corais e alterações nas comunidades das áreas alagáveis das proximidades. [<a href="ftp://ftp.sp.gov.br/ftppesca/34_1_163-173.pdf">ftp://ftp.sp.gov.br/ftppesca/34_1_163-173.pdf</a>]</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Pense bem no que a carne (e o leite e os ovos) do seu prato está fazendo com o meio ambiente. Encare que seu prato está ajudando a exaurir e destruir a vida no planeta. Mas você pode mudar isso -- ou pelo menos fazer sua parte, nada mais honroso --: abandone o consumo de carne e outros alimentos de origem animal. Você vai achar difícil, mas não é tão difícil. Basta força de vontade e disposição para explorar a vastíssima culinária veg(etari)ana.</p>
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		<title>O mar não está para peixe, e a mídia não está para os animais</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 01:14:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Crítica da notícia O mar não está para peixe do JC Online, veiculada parcialmente no post Pesca está exaurindo a fauna marinha também em Pernambuco (e a mídia faz pouco caso). Postada originalmente às 21h18 de hoje. A reportagem O mar não está para peixe do JC Online, um dos portais mais importantes de Pernambuco, [...]


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</ol>]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em>Crítica da notícia <a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2010/03/19/o-mar-nao-esta-para-peixe-216926.php" target="_blank"><strong>O mar não está para peixe</strong></a> do JC Online, veiculada parcialmente no post <a href="http://consciencia.blog.br/2010/03/pesca-esta-exaurindo-a-fauna-marinha-tambem-em-pernambuco-e-a-midia-faz-pouco-caso.html" target="_blank"><strong>Pesca está exaurindo a fauna marinha também em Pernambuco (e a mídia faz pouco caso)</strong></a>. Postada originalmente às 21h18 de hoje.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A reportagem <strong><a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2010/03/19/o-mar-nao-esta-para-peixe-216926.php"><em>O mar não está para peixe</em></a></strong> do JC Online, um dos portais mais importantes de Pernambuco, tentou alertar a população do estado para a queda das populações de peixes no litoral pernambucano. O problema mundial da decadência da vida marinha nectônica, causado majoritariamente pela pesca em grande escala, a qual por sua vez alimenta um rico mercado de carne branca – a saber, infelizmente incentivado de forma irresponsável pela mídia e por grande parte dos nutricionistas –, também atinge o Nordeste, pelo que foi mostrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o portal falhou miseravelmente em prover consciência ambiental – se é que essa foi uma de suas intenções – e ignorou totalmente o debate sobre direitos animais que está acontecendo em todo o planeta, preferindo se restringir a induzir os leitores ao compadecimento pela situação dos pescadores. A vida dos animais marinhos e a importância ambiental dos mesmos nada valem para a reportagem em questão, ao contrário dos interesses daqueles cuja profissão não existiria sem mortes em massa.</p>
<p style="text-align: justify;">Há na reportagem um forte e indiscutível viés favorável ao setor pesqueiro, em detrimento da ecologia e dos direitos animais. Ela protege os pescadores artesanais e chega praticamente ao ponto de sacralizá-los perante a sociedade quando cita a integrante da ONG Conselho Pastoral dos Pescadores, que afirma que “o pescador é um excluído. A sociedade tem uma dívida social com esses profissionais”.</p>
<p style="text-align: justify;">O foco da abordagem de forma nenhuma é a crise ambiental-faunística do litoral pernambucano, mas o declínio do “estoque” – palavra do jargão pesqueiro para populações locais de peixes, crustáceos e moluscos, as quais são reduzidas a um mero estoque alimentício à disposição do ser humano – e a consequente dificuldade econômica dos pescadores. Parece que o único fim da existência desses animais é ser o prato dos humanos e nada mais, nunca viver sua vida ou compor o ecossistema marinho local.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sanha de passar a mão na cabeça de um setor que mata bilhões de animais por ano – quase sempre infligindo muito sofrimento – e está ameaçando de extinção grande parte das espécies “comerciais” de peixes, moluscos e crustáceos de todo o planeta, rebaixa-se e desfavorece-se a necessidade ética e ambiental de se preservar os peixes ao diminuir-se o peso da responsabilidade da pesca na decadência das populações marinhas pernambucanas. A parte escrita da publicação se restringe a apontar a poluição e destruição dos mangues como fator diminuidor da fauna marinha, estando o problema da pesca em grande escala restrito ao vídeo da explicação da professora da UFPE – e ainda reduzido a fator secundário por ela.<span id="more-3327"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, evita-se a todo custo recomendar o abandono ou pelo menos a moderação do consumo de carne de peixes. Usa-se uma linguagem que não trata os peixes como seres sencientes ou atores do espetáculo da Natureza, mas sim como mero estoque alimentício, tal como frutas em um pomar agrícola, e a todo momento naturaliza-se o consumo da carne desses animais. Aborda-se o problema não sob uma ótica ambiental, como um problema ecológico de fauna entrando em extinção, mas sim sob um olhar estritamente pesqueiro, como um problema que parece afetar mais os pescadores que os próprios animais ou o meio ambiente oceânico.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem lê a reportagem do JC Online com senso crítico conclui que ela não melhora em nada a situação dos peixes, nem tampouco conscientiza a população para nada. Reportagens como essa que só observam o lado dos pescadores e ignoram completamente o dos peixes e do meio ambiente, muito pelo contrário, só tornam o consumo de carne ainda mais naturalizado, banal e irresponsável. Ela não induz a população, que é quem compra e come os peixes que os pescadores estão exaurindo da natureza, a enxergar sua própria responsabilidade nessa crise ambiental. Pelo contrário, irá se compadecer da situação dos pescadores e, num sentimento de solidariedade, provavelmente comprará ainda mais deles, mesmo os peixes pequenos que outrora não eram pescados.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que a situação da vida nos mares e oceanos de todo o planeta só vai piorar enquanto os pescadores continuarem sendo tratados pela imprensa como os maiores coitados da história – coisa que não são, porque não são eles que estão sendo massacrados aos bilhões todos os anos –, os peixes não forem reconhecidos como seres que querem viver e deveriam ser preservados e mantidos vivos, o vegetarianismo for completamente ignorado como solução para a salvação da vida marinha e o lado ambiental da crise da vida marinha for menosprezado em promoção ao lado econômico (pesca comercial) da coisa. Nesse sentido, o JC Online fez um antológico gol contra em se tratando de conscientização e responsabilidade ambiental, pelo bem de quem pesca, pelo mal de quem é pescado.</p>
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		<title>Pesca está exaurindo a fauna marinha também em Pernambuco (e a mídia faz pouco caso)</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 21:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pesca está acabando com a fauna marinha nectônica (que se locomove na água, diferente dos plânctons e dos bentos) também no litoral pernambucano. Uma reportagem do JC Online mostra isso, e eu trago as partes mais importantes dessa reportagem (ela é muito comprida): O mar não está para peixe Há dez anos, a gente [...]


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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">A pesca está acabando com a fauna marinha nectônica (que se locomove na água, diferente dos plânctons e dos bentos) também no litoral pernambucano. Uma reportagem do JC Online mostra isso, e eu trago as partes mais importantes dessa reportagem (ela é muito comprida):</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2010/03/19/o-mar-nao-esta-para-peixe-216926.php" target="_blank"><em><strong>O mar não está para peixe</strong></em></a></p>
<p><em>Há dez anos, a gente saía para o mar e trazia 500 quilos de peixe, hoje é um sofrimento para conseguir pegar 50 quilos.” Com essa frase o pescador Jorge Guimarães, 39 anos, resume a situação da atividade da pesca artesanal em Pernambuco. Ele exerce há anos 25 o ofício que aprendeu com o pai, Augusto Guimarães, 62, e que lhe rendeu pele queimada pelo sol, mãos calejadas e um característico cheiro de mar.</em></p>
<p><em>(...)</em></p>
<p><em>A reclamação dos pescadores é uma realidade confirmada pela professora Maria Elisabeth de Araújo, que coordena o Grupo de Ictiologia Marinha Tropical do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e há 10 anos estuda a redução na população de peixes pelos 187 quilômetros de extensão do litoral pernambucano.</em></p>
<p><em>(...)</em></p>
<p><em>Responsável pela maior parcela da produção pesqueira do Estado, a pesca artesanal é caracterizada pela mão de obra familiar e embarcação de pequeno porte (em média oito metros de comprimento). Segundo os próprios pescadores, a atividade está em decadência em Pernambuco. “Antes, há umas três décadas, o povo vinha de outros Estados, como Rio Grande do Norte e Alagoas, para pescar aqui. Hoje a gente está fazendo o contrário”, conta o presidente da Colônia Z1, Augusto Guimarães, conhecido como seu Neno, que assumiu o cargo em julho do ano passado.</em></p>
<p><em>De acordo com Elisabeth de Araújo, essa mudança de local de trabalho está diretamente ligada à diminuição de peixes nas águas pernambucanas. Segundo a estudiosa, peixes como cioba, dentão e cavala se tornaram raros e caros nos supermercados e mercados públicos. “Por causa da redução de algumas espécies passamos a consumir peixes menores, menos saborosos e com mais espinhas, como é o caso do saramunete”, revela.</em></p>
<p><em>Para Euclides Dourado, analista ambiental do Departamento de Recursos Pesqueiros do Ibama, um dos principais motivos para a escassez de peixes é a degradação das áreas de mata ciliar, do qual o mangue faz parte. Os manguezais são considerados verdadeiros berçários para dezenas de espécies aquáticas.</em></p>
<p><em>Sobre essa questão, Elisabeth de Araújo ressalta que os manguezais são responsáveis pelo esfriamento da temperatura, e consequentemente, das águas. O aquecimento dos mares e a poluição também são reclamações dos pescadores. “O mangue é o ar-condicionado do Recife”, compara a pesquisadora.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Foi omitido no trecho acima que outra poderosíssima razão para a decadência da população de peixes no mar pernambucano é a pesca em larga escala. Isso é explicado pela professora da UFPE Elisabeth de Araújo:<span id="more-3320"></span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mnql0DSDfLk&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt_BR&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/mnql0DSDfLk&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt_BR&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente a reportagem tem um forte viés favorável ao setor da pesca, ela protege os pescadores e desfavorece qualquer iniciativa de preservação ambiental ao diminuir o peso da responsabilidade da pesca na decadência das populações marinhas pernambucanas; evitar a todo custo recomendar pelo menos a moderação do consumo de carne de peixes; usar uma linguagem que não trata os peixes como seres sencientes e dotados de direitos, mas sim como mero estoque alimentício, tal como frutas em um pomar, e a todo momento naturaliza o consumo da carne desses animais; e abordar o problema sob uma ótica não ecológico-faunística, como um problema ecológico de fauna entrando em extinção, mas sob um olhar estritamente pesqueiro, como um problema que parece afetar mais os pescadores que os próprios animais. Leia a reportagem completa <a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2010/03/19/o-mar-nao-esta-para-peixe-216926.php" target="_blank"><strong>clicando no link dela</strong></a> para ver que a parcialidade pesqueira da reportagem é ainda mais grave do que o <strong>Arauto da Consciência</strong> está estampando neste post.</p>
<p style="text-align: justify;">A conclusão é que a reportagem <strong>não ajudou em nada a situação dos peixes, nem tampouco conscientizou a população</strong>. Reportagens que só observam o lado dos pescadores e ignoram completamente o dos peixes e do meio ambiente, muito ao contrário, só tornam o consumo de carne ainda mais naturalizado, banal e irresponsável. A população não enxergará sua própria responsabilidade em comprar o peixe de quem está exaurindo o litoral pernambucano, porque não foi nem um pouco induzida a fazer isso. Pelo contrário, irá se compadecer da situação dos pescadores e, num sentimento de solidariedade, comprará ainda mais deles. Um belo gol contra do JC Online em termos de conscientização e senso crítico.</p>
<p style="text-align: justify;">A situação da vida nos mares e oceanos de todo o planeta só vai piorar enquanto os pescadores continuarem sendo tratados como os maiores coitados da história (coisa que não são, porque não são eles que estão sendo massacrados aos milhares todos os dias), os peixes não forem reconhecidos como seres que querem viver e deveriam ser preservados e mantidos vivos, o vegetarianismo -- ou pelo menos a moderação do consumo de carne branca -- for completamente ignorado como solução para a salvação da vida marinha e o lado ambiental da crise da vida marinha for menosprezado em promoção ao lado econômico (carne$, pe$cado) da coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo menos um ponto positivo foi tirado dessa reportagem (especificamente do vídeo): a profissão de pescador está começando a ser desencorajada na sociedade, e começa a ser sugerida uma alternativa mais que saudável a esse emprego que não existiria sem mortes: o ramo turístico. Falar de empregos alternativos que não exijam especializações estrambólicas é o mais necessário para se começar a substituir profissões baseadas na exploração animal -- peões, vaqueiros, pecuaristas, açougueiros, pescadores, curtidores de couro etc.</p>
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		<title>Vergonha: países não querem preservar atuns</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 22:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ameaça de Extinção]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato e Matança de Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice e Malignidade]]></category>
		<category><![CDATA[Carne]]></category>
		<category><![CDATA[Como os Animais São Vistos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais]]></category>
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		<category><![CDATA[Falta de Consciência Ecológica]]></category>
		<category><![CDATA[Interesses Escusos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Março 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca e Aquicultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ética e Moral]]></category>

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		</div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u708698.shtml" target="_blank"><strong>Convenção Cites rejeita suspender comercialização de atum vermelho</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (Cites) <span style="color: #8b0000;">rejeitou nesta quinta-feira (18), em Doha, a proposta de Mônaco, que suspenderia o comércio de atum vermelho no leste do Atlântico e no Mediterrâneo.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O principado de Mônaco havia proposto inscrever a espécie, de alto valor comercial, no Anexo 1 da Cites para proibir sua negociação internacional e proteger sua população,<strong> vítima da pesca abusiva</strong>.<br />
<span style="color: #8b0000;"><br />
O Japão, principal consumidor da espécie Thunnus thynnus, conhecida como atum azul ou vermelho, se opunha à medida, <strong>e recebeu amplo apoio de países em desenvolvimento.</strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em><strong>A proposta foi rechaçada por 68 votos. </strong></em></span><em>Vinte participantes votaram a favor e 30 se abstiveram.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #8b0000;"><em>Uma proposta europeia, que previa uma futura inscrição do atum azul no Anexo 1, t<strong>ambém foi rejeitada por 72 votos a 43 e 24 abstenções</strong>. </em></span><em></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Um capítulo da triste novela da decadência dos peixes do mundo a inspirar vergonha e indignação. O dinheiro (pesca é lucrativa, lembre-se), o paladar e a falsa necessidade de carne branca prevaleceram sobre os direitos dos animais marinhos e a necessidade de se preservar os atuns. A cúpula política da humanidade <strong>não quer</strong> a preservação dessas espécies, quer continuar matando mais e mais animais em prol dos altos lucros da indústria pesqueira -- francamente incentivada por grande parte d<small>@</small>s nutricionistas --, mesmo que essas espécies estejam em risco iminente de extinção.</p>
<p style="text-align: justify;">Se carne humana fosse um prato apreciado por uma espécie "superior", a humanidade estaria implorando por misericórdia e clemência para não ser exterminada e extinta. Mas, como são "nada mais" que animais, como são bichos que não podem se defender das imensas redes de arrasto da pesca comercial nem implorar por um pingo de piedade depois de sequestrados de seu habitat, o ser humano extermina implacavelmente sua espécie.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora os atuns-vermelhos estão completamente desprotegidos, a caminho do triste fim de sua espécie, graças à fome humana por carne e dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>"Para os animais, todos os homens(sic) são nazistas." Isaac Bashevis Singer</em></p>
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